terça-feira, 10 de julho de 2007

Daqui e dali... Rui Guerra

Podem chamar-me bairrista, regionalista ou nordestino fundamentalista, mas já estou cansado de constatar que a possível realidade prevista em antevisão há mais de 12 ano por um meu amigo editorialista do Terra Quente, é afinal uma confirmação permanente e em crescendo. As cidades médias, sitas ao longo do eixo viário do IP4 (futura A4) têm já um nível de desenvolvimento razoável e com alguma capacidade atractiva sobre determinada população da região (e não só). Os investimentos ao longo desse eixo, continuam a merecer mais atenção e prioridade para a classe politica nacional. Aqui os representantes parlamentares da região, aplaudem (o possivel arranque da A4), (veja-se noticia do blog).
E então o IC5 e o IP2? Para quando?
É que o sul interior do distrito fica algo longe do actual IP4 (futura A4).
Porque não dar prioridade a estes investimentos (IC5 e IP2) em detrimento da A4?
É tão só uma questão de opcção. Porque não afinal? Lá estão os ultimos serem os primeiros(disse o 1ºM Sócrates). E porque será que nunca ouvi responsável algum da cidade-jardim Mirandela, bater-se pela construção rápida do IPC? Ou algum responsável por Bragança falar quase e tão só das ligações rápidas a Espanha e ao Porto pela futura A4? Porque será? Por vezes o peixe morre pela boca! São por vezes os mesmos,que acusam Lisboa de centralismo. Será que também não há centralismo (ou olhar só para o umbigo) das cidades Mirandela e Bragança, relativamente ao resto do distrito?
Já agora, quando porventura algum serviço público ficar no distrito por "generosidade" dos politicos, que tal admitir ao menos a hipótese de um ou outro não ter que ficar em Mirandela, Macedo ou Bragança? Que tal descentralização também para o distrito? Outras terras há no Nordeste Transmontano que ainda fazem parte integrante deste nosso Portugal. Ou será que não? Sei que nem sempre será possível, mas quando for porque não?
Pensem nisso caros Transmontanos da Terra Quente.
Deixo-vos saudações amigas e já agora boas férias.
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Rui Guerra (Do programa Tribuna Livre, emitido semanalmente na Rádio Ansiães)

3 comentários:

Carlos Fernandes-Pombal disse...

Caríssimo Rui Guerra.
O Desenvolvimento Regional, todo ele, faltoso no nosso interior, reflete realmente o que é o centralismo...mas reflete também, como queres significar, a ausência de consenso entre os vários "actores" da política que servem os nossos pobres concelhos.
É por isso que fui e serei defensor da REGIONALIZAÇÃO em Portugal.
Muitos são os que neste momento já reconhecem as "virtudes" de tal implementação, demonstrando agora alguma pressa nessa possibilidade, depois de terem menosprezado a possibilidade de, organizadamente, sermos fortes e com poder reevindicativo para chamar a nós entre outros, os empreendimentos IC5, sem deixarmos de considerar a justeza da A4.
Por outro lado, a estrutura empresarial existente, não foi nem nunca será suficientemente forte para sustentar fortes reenvindicações políticas locais ou Regionais.
O nosso poder de voto é cada vez mais diminuto pelas razões conhecidas.
Nestas condições valha-nos apenas o que nos resta, ou seja, fazer parte de uma forte Região em que a relevância de todas as actividades económicas não deixe dúvidas a "Lisboa".
Sempre falamos muito do Douro e turismo, do vinho e azeite enquanto substâncias económicas importantíssimas, mas sempre nos esquecemos que enquanto falarmos cada um para seu lado, nunca chegaremos a lado nenhum.
Até sempre Rui Guerra e boas férias.Um abraço.
Carlos - Pombal

Anónimo disse...

Caro amigo Carlos Fernades.
Desde já obrigado pela ponte com os meus pobres pensamentos e desilusões.É sempre para mim reconfortante,tê-lo por perto. Como sabe de entre as boas gentes que tenho no meu coração, você e a sua familia tem um lugar muito especial,daí não ser estranho por vezes a nossa proximidade de ideias,até porque há principios que as norteiam,que nos são comuns.
Na verdade quem bem me conhece, e lendo com atençaõ o que antes escrevi,poderá concluir das minhas palavras,alguma exaltação algum cansaço e descrença em tudo que a seguir possa vir-que para mim e para já é nada!Isto aliado a uma revolta(penso que controlada)crescente e falta de fé nos nossos politicos,especialmente nos que nos representam.Isto porque fazer politica á moda do queijo Limiano ou do Alberto J.Jardim,não deve constar dos manuais tradicionais de politica,mas ás vezes e com a maioria dos politicos instalados no poder,parece ser a única forma de sermos respeitados, no todo nacional.Como eu disse antes não falo em independência,ou algo parecido,acho como antes disse que os nossos politicos da região não defendem suficientemente bem as terras das suas origens.
É que eu também sou Socialista há já muitos anos,de cartão e nem por isso deixo de defender a minha terra e região,se necessário confrontando camaradas do meu partido.(há quem até já tenha medo deste termo-camaradas-mas é assim que se diz,sem papas na lingua).Sou Socialista convicto,mas não sou seguidista e se,para defender a minha região tiver que confrontar gente do meu partido,faço-o certamente ou doutro partido qualquer.
É que estou definitivamente cansado das injustiças dos consecutivos governos para c/ a nossa região,para mim a corda já rebentou,e quando eu estou convicto do meu sentir,tenho dificuldade em parar.Sabe amigo Carlos é dificil falar a uma só voz,com alguns politicos, porque para eles as coisas só estão bem quando dizemos amen a tudo e isso não amen só na igreja e perante o Deus da minha fé e devoção.
Mas o que eu queria de facto, era que ao menos uma vez o poder deste país,pensasse em nós,o quanto temos sido injustiçados e que está na hora de nos fazerem justiça, é tão só isso!
Um grande abraço de amizade amigo Carlos,considere isto apenas um desabafo,tal como já fiz consigo noutras ocasiões,embora desta vez partilhado por muitos mais.
Até sempre.
Rui Guerra-Vila Flor-11/07/2007

Anónimo disse...

Rui Guerra-Vila Flor
CORRIGINDO"de entre as boas gente de Carrazeda, que tenho no meu coração..."
---A acrescentar no texto anterior de 11/7/2007.
Rui Guerra-Vila Flor