sexta-feira, 31 de outubro de 2008

«Mário Lino devia fazer como Jorge Coelho»

«Verdes» pedem «demissão» de ministro das Obras Públicas. Pedido surge na sequência do relatório sobre a Linha do Tua.
Comparar os acidentes na Linha do Tua com a queda da ponte de Entre-os-Rios é relacionar casos «semelhantes». E como tal, o desfecho para o ministro da tutela deveria ser semelhante: da mesma forma que Jorge Coelho apresentou a sua demissão em 2001, também Mário Lino o deveria fazer agora, após ter sido conhecido o relatório final do inquérito ao último acidente na Linha, que aponta «defeitos grosseiros» na via férrea e «anomalias» na automotora, que conjugados terão originado o acidente.
«Desde o primeiro acidente sempre foi assegurada a segurança, pelo próprio ministro das Obras Públicas e pela secretária de Estado; em Julho, Mário Lino voltou a garantir a segurança na linha. Isto é irresponsabilidade da tutela!», acusa Manuela Cunha, dirigente da Comissão Executiva Nacional dos Verdes.
«Depois desta sucessão de acidentes, o ministro só tem duas hipóteses: ou vem à próxima reunião da comissão parlamentar, no início de Novembro, com um projecto e verbas para melhorar a linha e uma explicação sobre como ocorreram três acidentes - do qual já resultaram vítimas mortais - ou então toma uma atitude digna, e faz como o antigo ministro Jorge Coelho, apresentando a sua demissão», explica ao PortugalDiário Manuela Cunha.
Tua: podia ter-se «poupado um ano e uma vida» Acidentes de Agosto e Julho associados
«Não podemos admitir que entre o primeiro acidente e este último, com as garantias de segurança do ministro, milhares de pessoas tenham sido postas em perigo. E pior: que mais vítimas sofressem na Linha do Tua apesar das palavras da tutela. É altura de tranquilizar a população. E isso não se faz com remendos», refere Manuela Cunha.
«A culpa não pode continuar a morrer solteira»
«Afinal, com tantas deficiências na linha, encontradas por este relatório, o que se andou a fazer estes últimos dois anos?», questiona, avisando que os «Verdes» «não vão deixar passar esta situação em branco: a culpa não pode continuar a morrer solteira». «Só esperemos que não rolem as cabeças mais fracas, mas os verdadeiros responsáveis», afirmou.
Assim, a dirigente dos «Verdes» aconselha a que na próxima comissão de Obras Públicas, Mário Lino traga uma «avaliação global da Linha do Tua, propostas orçamentais» para resolver o problema e explicar para «que serviram os dois anos» após o primeiro acidente.
«Se considerar que não tem condições para explicar o que se passou, então deve apresentar a sua demissão». Portugal Diário

Exploração de Carrazeda de Ansiães abastece restaurantes do Grande Porto

Uma exploração de porcos bísaros de Carrazeda de Ansiães vai ser distinguida na Galiza, no âmbito da Feira Agrícola de Silleda (Espanha), que decorre em meados do próximo mês. A pocilga transmontana venceu o prémio de melhor exploração pecuária, em disputa com diversos concorrentes de todo o Norte de Portugal e Galiza.
Trata-se duma unidade que se dedica à criação de leitões de raça bisara, que têm como mercado alvo várias unidade de restauração do Grande Porto.
A estrutura da exploração e o sistema de maneio foram alguns dos aspectos que pesaram na atribuição do prémio, como confirma a secretária técnica da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB), Carla Alves. “É uma exploração modelo e diferente, tanto por ser de leitão, como pelo sistema de maneio radial, totalmente ao ar livre”, explicou a responsável.

Situada na freguesia de Vilarinho da Castanheira, a pocilga conta com 100 porcas reprodutoras, que passeiam livremente pelos 50 hectares da exploração, já que só as maternidades estão em recinto coberto, mais propriamente em parques em fibra. A ideia partiu de dois engenheiros Zootécnicos licenciados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, após a licenciatura, decidiram apostar na suinicultura.“Há uma grande procura deste produto de excelência”. Não se trata de carcaças de animais destinados à produção de fumeiro, mas para a venda de leitão de raça bísaro.“Há uma grande procura deste produto de excelência, porque o leitão de raça bisara é mais comprido e costela não tem grandes massas musculares”, explica Carla Alves.
Enquanto na Terra Fria predomina a produção de suínos para fumeiro, nos concelhos da Terra Quente e do Planalto Mirandês a aposta são as suiniculturas vocacionadas para a criação de leitão, aliás como também acontece na zona da Beira Litoral. Nesta região do País existe uma exploração com cerca de 300 efectivos, vocacionada para a criação das carcaças destinadas à confecção do afamado Leitão à Bairrada.
Recorde-se que a Carne de Bísaro Transmontano já está certificada com Denominação de Origem Protegida, pelo que a ANCSUB quer reactivar o Agrupamento de Criadores para definir regras de comercialização deste produto.“Tem de haver um apoio na comercialização, porque já aparece muita gente a solicitar carne de bísaro, mas não sabe onde adquiri-la”, revela Carla Alves. Jornal Nordeste

WORKSHOP INTERNACIONAL DE TURISMO DE NATUREZA.

O Turismo de Portugal IP, com o apoio técnico da SPEA, pretende promover a reflexão sobre as potencialidades turísticas que os recursos ornitológicos representam, com base na apresentação de experiências nacionais e internacionais que valorizam e promovem o património natural em benefício das comunidades, dos operadores económicos e da experiência proporcionada aos visitantes. Neste âmbito, vai decorrer um workshop alusivo a esta temática dirigido a agentes do turismo, organismos da Administração Pública central e local, ONG’s do Ambiente, associações de desenvolvimento local e órgãos de comunicação social. Participe!

Linha do Tua - Comunicado do MCLT

Assistimos nestes últimos dias a mudanças históricas na Linha do Tua, que extravasam inclusivamente para os Caminhos-de-Ferro Portugueses em geral. Depois da Regeneração em pleno século XIX, na qual Fontes Pereira de Melo declarava no palácio de São Bento "pois a mim custa-me contentar com duas (linhas de caminho-de-ferro)", e de um século XX onde se foi assistindo a muito do que de pior se pode fazer na ferrovia, eis que é em pleno século XXI que um Governo vem defender novamente o transporte que continua a revolucionar o mundo."É uma linha que tem objectivos e que pode ser utilizada em benefício do Turismo e das populações, portanto a nossa intenção é continuar com a linha", diz Mário Lino, sucedâneo da pasta de Fontes Pereira de Melo. "O serviço ferroviário é muito importante para o desenvolvimento deste território e para o sistema de mobilidade do país", e "A única razão porque se virá a encerrar, total ou parcialmente, a linha do Tua, é, única e exclusivamente, por causa da construção da barragem", diz Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes.Com este virar de página histórico, o próprio Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) põe em xeque a barragem do Tua, obra defendida por uma minoria de interessados ou mal esclarecidos, e admite o verdadeiro valor incalculável que representa a Linha do Tua na região, uma vez que a promessa de alternativas ao traçado actual não passa de pura fantasia. É um compromisso que o MCLT aplaude e não permitirá cair em esquecimento. O MCLT está no entanto estarrecido com algumas das passagens do relatório final relativo ao acidente de 22 de Agosto do corrente, nomeadamente com a lacuna de regulamentação específica sobre as Vias Estreitas (VE) em Portugal. Maior se torna a nossa estupefacção face às dúvidas que se levantam às Linhas do Corgo e do Tâmega, sendo justo perguntar se os vários organismos ferroviários só agora descobriram que as LRV2000 circulam no Corgo desde 1995 (ano da inauguração do Metro de Mirandela) e no Tâmega desde 2002.Felicitamos o sério comprometimento no apuramento das causas do acidente, e na tomada de medidas para a consolidação da segurança na Linha do Tua. É também nosso desejo que os estudos intermináveis dêem lugar à acção responsável, uma vez que a linha já foi alvo de estudos no ano 2000, e teve onze meses de estudos após o acidente de 12 de Fevereiro de 2007. Não queremos que se transforme a Linha do Tua numa nova Entre-os-Rios, onde se estudam e identificam as potenciais causas de problemas e respectivas soluções, para depois não as corrigir/implementar. A Linha do Tua tem 58km em exploração: o plano a concretizar tem de contemplar esta distância, e não apenas as dezenas de metros circundantes a cada local de sinistros. Queremos ver solucionado de igual forma a questão do material circulante, que se por um lado após 13 anos de serviço no Corgo e no Tua e 6 no Tâmega só agora levanta problemas, por outro demonstra ser subdimensionado em linhas infundadamente acusadas de possuidoras de tráfego reduzido. O silêncio da CP nesta matéria é incómodo, visto ter retirado em 2001 material mais pesado e com mais capacidade da carga que ou foi posteriormente vendido ou simplesmente abandonado. Da proprietária da linha, a REFER, continuamos a esperar investimento e melhoramentos sérios, apagando futuramente da memória uma Linha do Tua com erros estruturais "grosseiros", e emparedamento de estações, convite descarado ao afastamento de utentes. De igual forma, ficou agora provado que a marcha à vista e os novos patamares de velocidade são desajustados à realidade actual, pelo que a nova Linha do Tua não poderá continuar a velocidades comerciais do tempo da sua própria inauguração há 121 anos. Relembramos que em matéria de mobilidade uma auto-estrada representa custos elevadíssimos, para um meio de transporte poluidor e ineficiente, sem no entanto se levantarem problemas à sua proliferação, mormente no Litoral do país. Não aceitamos para os futuros e necessários investimentos para a Linha do Tua outra atitude que não a da sua aceitação e rápida implementação, nunca pondo de parte a sua continuação para a reabertura da linha a Bragança e ligação à Alta Velocidade europeia na Puebla de Sanábria. Em suma, renovamos o nosso voto de investimento sério e sustentável, na totalidade da linha, e o assumir sério e honesto de responsabilidades legais, morais e cívicas para com as vítimas destes acidentes, os utentes, e demais população servida pela Linha do Tua. Movimento Cívico pela Linha do Tua, 29 de Outubro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Relatório de empresa de manutenção da CP aponta situações de risco na linha do Tua

Um documento da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) produzido após o último acidente, em Agosto, na linha do Tua evidencia, através de imagens, a falta de conservação daquela infra-estrutura.

Os engenheiros daquela empresa participada da CP percorreram a pé os troços próximos dos locais dos acidentes recentes naquela via e apontam situações que “podem originar uma elevada probabilidade de pôr em risco a segurança da circulação”, como se pode ler no relatório que está no site do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

As imagens, contudo, carecem de explicação. Apesar de serem visíveis defeitos de alinhamento, os mesmos estão dentro dos parâmetros exigidos para as baixas velocidades ali praticadas. E os espaçamentos existentes nos carris variam com a hora do dia e o mês do ano, consoante a temperatura. O calor dilata os corpos e, por isso, as juntas dos carris não podem estar muito encostadas para evitar que se sobreponham quando aquecem. (...)

in Público

Clique aqui pala ler o relatório na íntegra

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Políticos com muito nível!

Relatório final aponta defeitos grosseiros na linha do Tua e automotoras desadequadas

O relatório final do inquérito ao último acidente na Linha do Tua aponta "defeitos grosseiros" na via férrea e anomalias na automotora que conjugados terão originado o descarrilamento a 22 de Agosto.
O relatório final está disponível desde segunda-feira à noite na página do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), três dias depois de o ministro Mário Lino ter anunciado medidas correctivas e de segurança, sem adiantar pormenores da investigação.
Diferentes pareceres recolhidos pela Comissão de Inquérito (CI) apontam no mesmo sentido, em que ressaltam problemas ao longo da Linha, especialmente no local do acidente, e as "deficiências que dificultam o contacto entre a roda e o carril"
"A via no local do acidente apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento", lê-se nas conclusões.
Um curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, travessas que "necessitam de substituição imediata" são alguma das falhas apontadas.
Do relatório concluiu-se que há 18 anos que não são substituídas e algumas têm já 40 anos, já que, segundo o documento, "a sua idade varia entre 1968 e 1990
".
Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, que fazem o percurso ao serviço da CP, há uma década, referindo-se "às desadequadas características do material circulante".
Dos estudos técnicos feitos à automotora acidentada, conhecida como LRV, ressaltam problemas nas rodas, falta de lubrificação e pouco amortecimento.
A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), uma das entidades que estudou o caso, deixa claro que todos estes factores conjugados são motivo para a ocorrência de um acidente desta natureza.
"Valores elevados de empeno da via dão lugar fundamentalmente a um movimento de balanço dos veículos e, quando combinados com irregularidades do alinhamento da via e anomalias na suspensão dos veículos, são a causa mais frequente de descarrilamento especialmente a baixas velocidades".
Entretanto, a Refer, Rede Ferroviária Nacional, responsável pela manutenção da via, "vai necessariamente pôr em prática as recomendações" do relatório ao acidente, que provocou um morto, quatro feridos graves e 39 feridos ligeiros, disse à Lusa uma fonte da empresa.
A empresa considera ainda que o "relatório é suficientemente explícito e claro", pelo que se escusa a fazer comentários às conclusões do inquérito ao descarrilamento de 22 de Agosto.
A LRV com 47 pessoas seguia a uma velocidade de 38 quilómetros por hora, na altura do descarrilamento, segundo apurou a CI, nomeadamente através do disco de tacógrafo.
Esta automotora do Metro de Mirandela era a mesma que tinha descarrilado dois meses antes, a 06 de Junho, nas mesmas condições, ferindo dois passageiros.
Afastado ficou no inquérito qualquer "indício de actos de intervenção dolosa ou negligente produzidos por intervenção humana", segundo concluiu a Policia Judiciária que participou nas investigações.
A linha mantém-se encerrada desde o acidente de 22 de Agosto, que fez um morto, quatro feridos graves e 39 feridos ligeiros.
Foi o quarto acidente em um ano e meio, com um total de quatro vítimas mortais e todos na mesma zona linha.
O relatório final faz também referência aos 17 minutos que um passageiro teve de percorrer a pé até encontrar rede telemóvel para chamar socorro, numa zona onde não há comunicações e o único telefone existente na automotora ficou inoperacional no acidente.
O relatório final faz ainda várias recomendações que levaram o ministro Mário Lino a determinar a concepção e concretização de um plano com as "necessárias medidas correctivas".
A implementação destas recomendações será coordenada pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), com o apoio da REFER e CP, e assessoria técnica de entidades externas.
O ministro deu um prazo de 15 dias ao IMTT para apresentar um cronograma e 30 dias à Refer e CP para realizem averiguações internas para apuramento das causas que conduziram às anomalias identificadas.
Uma das recomendações que consta deste relatório já tinha sido feita depois do acidente de Fevereiro de 2007, o mais grave com três mortes, e continua por concretizar.
Os peritos recomendam que seja colocada uma "cortina" entre o agente de condução (maquinista) e os passageiros, para evitar distracções.
Esta media tem também como propósito impedir os efeitos de reflexão no vidro dianteiro da iluminação interna da automotora, numa linha onde vigora em vários troços o sistema de marcha à vista, em que a velocidade tem de ser reduzida para o maquinista poder detectar e travar perante qualquer obstáculo.
Lusa/Rádio Ansiães

domingo, 26 de outubro de 2008

Daqui e dali... Anónimo

A meu ver, o posicionamento de SABRE07, JLM e Izequiel Maia, traduz de certa forma o pensamento corrente da maioria das pessoas que "livremente e com qualidade q.b.", pensam neste concelho...que infelizmente ainda são a minoria, na generalidade falando.
SABRE07 fala em investimentos e promessas e se estas serão para levar a sério - reforço de água de abastecimento concelhio, Gimno-desportivo, Parque de Campismo e insistir no tema Caldas de S. Lourenço-;

JLM pronuncia-se sobre obras para mais qualidade de vida para as pessoas, investimento privado, Infraestruturas turísticas, contribuir para haver uma agricultura e pecuária modernas, criando postos de trabalho;

Izequiel Maia observa que Eugénio de Castro desejava que lhe implorassem a recandidatura e sobre o candidato do psd acha que ele faz parte do modo déspota como este concelho tem vivido. Acha também que se aguarda uma candidatura independente, etc..

No meu modo de ver acho que os três comentadores + - se completam, embora as apreciações careçam objectivamente de resposta ao que diz SABRE07, ou seja, e os meios?
Desde logo, tudo aquilo que se prometa esbarrará na falta de meios!

O lógico é pedir às pessoas que sejam sérias e que não venham atirar com areia para os olhos dos eleitores, pois torna-se evidente para toda a gente que primeiro é preciso sanear o Município financeiramente.
Isso leva anos e é uma tarefa que deve ser levada a sério por todos, desde as freguesias à Assembleia Municipal.
Tudo o resto não passa de artimanhas com o fim de iludir os incautos Carrazedenses.

Ou seja, o que eu gostava de ver era uma proposta séria e competentemente formulada, por parte dos políticos, que garantisse o saneamento financeiro do Município ao longo do tempo, e de que tempo, sem desprezar investimentos necessários mas doseados de seriedade e prudência.
Quando Izequiel Maia nos fala em candidaturas independentes, eu direi que também estarei de acordo com pessoas que ocupem esse espaço, mas é interessante reparar no seguinte: Olímpia Candeias, militante do psd desde logo descartada pela comissão política concelhia que favoreceu o agora anunciado candidato, foi logo alvo da atenção "independentista", pois como toda a gente sabe, a maioria do concelho não se revia nos cndidatos anunciados.
Ao que se sabe, os tais AUTOCRATAS, a começar pelo actual Presidente logo e urgentemente mandaram avisar a Senhora para não se meter em "funduras" ou "superficialidades", direi eu, pois para ela se reserva um lugar nas listas a deputados pelo PSD para o Distrito de Bragança.
Ou seja, nada nem niguém poderá atrever-se a impedir a eleição do candidato do psd, continuando o despotismo a ser o "modus vivendi" desta gente que desde sempre e desprecatadamente só assim sabem viver.
Impregnar de ódios, vinganças e prepotências os relacionamentos em sociedade foi desde sempre prática desta gente que agora culmina nesta acção "Caminho livre - Olímpia para Lisboa em 2009!"
Esta por sua vez, até precisa e muito que no Município não haja ondas (...), o conformismo é o absolutamente conveniente!
O RESTO, CAROS SABRE07, JLM e IZEQUIEL MAIA, é para distrair!
É Carrazeda! É A VIDA como diria Guterres!

Anónimo em 26 de Outubro de 2008 11:10

O governo do pluralismo forçado

sábado, 25 de outubro de 2008

Mário Lino garante que Governo mantém calendário das estradas

O ministro das Obras Públicas garantiu hoje que o Governo mantém o calendário para as novas concessões rodoviárias, sublinhando que os empreendimentos estão todos em fase final de negociação. Mário Lino, que falava à margem da celebração da produção da viatura Canter 150.000 da Mitsubishi, no Tramagal, asseverou que o Governo não adiou o lançamento dos concursos para as novas estradas, estando todos em fase final de negociação. Segundo disse, foram apurados os dois concorrentes finais para os vários projectos, à excepção do concurso para a requalificação da Estrada Nacional 125, no Algarve, em que foram apurados os quatro concorrentes finais. A única concessão rodoviária que não está na fase final de negociação com o Governo é a Pinhal Interior, acrescentou Mário Lino.
"O programa de 2008 estás completo e as primeiras adjudicações serão a Auto-Estrada Transmontana, a Douro Interior e a Baixo Alentejo", garantiu, acrescentando que "o que tem sucedido é que algumas empresas, devido à conjuntura internacional, pedem mais alguns dias para consolidar as propostas, nunca ultrapassando os 15 dias de adiamento". "Antes o Governo demorava entre três a cinco anos entre a fase do lançamento do concurso e a adjudicação. Hoje, este Governo consegue adjudicar obras num espaço de tempo de 11 a 12 meses graças a uma melhor organização, a uma maior eficiência e a uma tramitação mais clara", concluiu.
Colaboração Júlio Samorinha

Daqui e dai... Sabre07, João Lopes de Matos, Ezequiel Maia

Eleições
Mas algum candidato com bom senso apresenta propostas, digo promessas, em manifesto eleitoral? E se as apresentar são para levar a sério?
Ter ideias, inovar, desenvolver e sonhar tudo é possível, basta querer. Mas o mais importante é saber onde conseguir a parte financeira indispensável para edificar qualquer projecto. Não basta dizer que se vai fazer, mas como vamos fazer (meios).
Conseguir saneamento financeiro é o objectivo mais importante, para posteriormente existir possibilidades de alcançar investimentos, e muitos são prementes neste concelho, cito como exemplo, gimnodesportivo, parque de campismo, resolução definitiva da “carência” de água na barragem, etc. A gestão não passa apenas por obras, todos sabemos, a dinâmica autárquica e dos processos deve ser melhorada, como sempre o todo é a soma das partes.
Mas estamos desejosos de promessas, mesmo que continuem a não ser cumpridas, vamos insistir no S. Lourenço e noutros lugares comuns, quem sabe se não conseguimos um milagre?Os principais candidatos ao mais alto lugar autárquico aí estão, goste-se ou não. Estes são importantes, as companhias também, vamos ver o que nos reservam.
Sabre07


Sabre 07 aflora o problema do investimento público.
Temos que começar a pensar naquilo que verdadeiramente interessa à Câmara fazer.
Qual é a primeira necessidade? Julgo que será criar postos de trabalho, não só no sector público mas também no sector privado.
A Câmara tem que lutar por fazer obras necessárias à vivência com mais qualidade das pessoas residentes e deve promover o incremento do investimento privado, construindo as infra-estruturas.
Tanto umas como outras devem, na medida do possível, tender para a auto-sustentabilidade e para a criação de empregos.
Sem estes,Carrazeda desaparece porque fica sem ninguém nas actividades económicas. O gimnodesportivo, a busca de mais água são necessários.
Mas a construção de infra-estruturas turísticas ainda é mais. Contribuir para uma agricultura e pecuária modernas também é importante.
Contribuir para que os cidadãos válidos tomem decididamente as rédeas da economia e criem postos de trabalho é uma atitude urgente de todos os responsáveis autárquicos.
João Lopes de Matos

Caro Dr. João
Criar postos de trabalho, é o problema mais importante e ao mesmo tempo o mais difícil de conseguir. Estou plenamente de acordo, é desejável fixar os jovens, mas tarefa árdua, quase missão impossível. Onde os criar, na agricultura? Pecuária? No estado actual das coisas não sei se não é mais rentável, mesmo com os condicionalismos actuais, investir na bolsa. Os espanhóis colocam aqui todos os produtos, a preços inferiores aos nossos, esta é a realidade.
A autarquia criar emprego? Já foi chão que deu uvas, quadro completo durante vários anos. Investimento privado, nomeadamente no turismo, filme várias vezes revisto. Por muito que acenem que temos potencialidades, território virgem (não devem acreditar), ninguém lhe pega, nem assim nem com algumas infra-estruturas.
Concordo que temos uma população envelhecida e descrente, mas é isto que temos, e a renovação da população não existe, ano após ano acordamos com crescimento demográfico negativo, alguém se deu ao trabalho de saber qual o decréscimo populacional desde os censos 2001? Nem vale a pena..
Só falta desviarem deste concelho alguns serviços, para a migração, despovoamento ser maior.
Mas continuo a pensar que o saneamento financeiro autárquico é o ponto principal, e a realidade a ser o que consta, endireitar as contas vai demorar anos. Logo investimentos, em qualquer área, na linha vermelha. Não podemos desanimar, baixar os braços, convém incentivar toda a gente, mas a realidade é cruel e não se compadece com estados de alma.
Espero estar enganado e concluir que sou pessimista.
Já agora uma provocação, para quando, o JLM, ser nomeado para as listas autárquicas (não se devem desperdiçar bons elementos, a/c dos candidatos conhecidos à câmara).
Sabre07

Fiquei com a ideia de que a partir da decisão da não candidatura do actual presidente da câmara (que toda a gente aplaudiu, excepto o próprio que estava à espera que lhe implorassem para se candidatar), a posição da concelhia local do PSD seria a de acabar de vez com a promiscuidade que se respira, para de uma vez por todas apresentar à presidência da câmara pessoas até agora afastadas da politiquice reinante, mas que não deixam de estar presentes na vida activa desta vila.
Espanto meu, quando vejo anunciado o próximo candidato, que, sem ter qualquer intenção de menosprezar, penso ser uma pessoa do sistema (aquele sistema de que tanto se fala), que progrediu por seus próprios meios pela sua inteligência pela sua vontade, nada está em causa, mas que não é possível separa-lo destas décadas de puro despotismo.
Pergunto-me agora o que se passou? É o sistema que impõe as regras?
A política e os políticos estão desacreditados, toda a gente o sente, e o desinteresse vem precisamente quando são tomadas atitudes de seguidismo quando toda a gente estava à espera de rejuvenescimento.
A perpetuar-se as candidaturas existentes, mais as independentes que estão para aparecer, não vejo senão trocas de lugares. Como não tenho jeito para liderar uma candidatura, por incompetência assumo, não me vejo representado por qualquer das pessoas de que se fala, por isso, só me resta votar em branco… E se todos os abstencionistas que não vão votar por não se sentirem representados votassem em branco de certeza que seria a maioria e, aí, poderia haver espaço para se modificar as mentalidades.A abstenção significa desleixo e incapacidade de pensar.
Ezequiel Maia

Ministério ordena medidas correctivas na Linha do Tua

O Ministério decidiu manter a suspensão da circulação na linha do Tua - entre Cachão e Tua - e dá 30 dias para que sejam estabelecidas "medidas correctivas" que melhorem as condições de segurança da via e do material circulante.
Depois de ter analisado os relatórios da Comissão Técnica de Inquérito (CTI) e do Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários (GISAF) relativos ao acidente na linha do Tua, do dia 22 de Agosto, que resultou na morte de um dos passageiros e feriu outros 37, o O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), em comunicado divulgado ontem à noite, faz saber que aprovou na generalidade as recomendações destes organismos.
Entre estas recomendações, destaca-se a necessidade de identificar as alterações a fazer às carruagens ou às características da frota, a definição de regulamentação e normativos técnicos a aplicar nas infra-estruturas de via estreita, a elaboração de um plano de intervenção na linha e de um plano integrado de manutenção e monitorização da Linha do Tua, abrangendo as carruagens e a via.
A coordenação deste plano é entregue ao Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), que tem 15 dias para apresentar "um cronograma detalhado para a concepção e concretização" destas medidas.
No comunicado, o MOPTC determina ainda que a REFER e a CP têm um mês para realizarem "averiguações internas para apuramento das causas que conduziram às anomalias identificadas". O MOPTC solicita ainda a "verificação imediata pela REFER e CP da existência de outras linhas ferroviárias onde possam existir indícios de não estarem cumpridos os requisitos de segurança ferroviária".
Recorde-se que a CTI teve muita dificuldade em elaborar um relatório suficientemente conclusivo, tendo em conta que os pareceres solicitados a diversas entidades foram muito ambíguos, apesar de se inclinarem para que na origem do acidente de 22 de Agosto tenha estado uma ligeira inclinação da via, no local onde aconteceu o descarrilamento, alegadamente provocada por um abatimento da linha. No entanto, a CTI não encontra explicações para esta situação ter acontecido.
Na reacção ao comunicado, o presidente da Metro de Mirandela, José Silvano, considera que "não eram precisos 60 dias para chegar à conclusão que o binómio linha/veículo fosse a principal causa do acidente", acrescentando que "finalmente se diz objectivamente que a linha do Tua, em vários locais, não está consolidada e que tem falhas". O também autarca de Mirandela congratula-se pelo facto do "Ministro assumir por escrito que não vai encerrar a linha".
JN/Rádio Ansiães

Transmontanos mais sujeitos a morrer de AVC

Parte da população do distrito de Bragança tem poucas probabilidades de sobreviver a um AVC por falta de resposta hospitalar, numa região com uma taxa de incidência da doença superior à média nacional.
O diagnóstico do Nordeste Transmontano foi feito ontem por Jorge Poço, o responsável pela única unidade de AVC (Acidente Vascular Cerebral) da região - sedeada em Macedo de Cavaleiros - na abertura do congresso de saúde do Nordeste.
Nem a unidade de AVC de Macedo de Cavaleiros nem nenhuma das três unidades do CNHE dispõem ainda do tratamento, que tem de se administrado nas três horas seguintes aos sintomas.
A unidade mais próxima com uma equipa especializada fica em Vila Real, a uma distância que chega a ser de 200 quilómetros para parte da população. "Um doente que tenha um AVC em Freixo de Espada à Cinta terá poucas probabilidades de chegar a Vila Real nesse espaço de três horas", reconheceu o responsável.
Lusa/RádioAnsiães

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Inquérito ao acidente na Linha do Tua é inconclusivo

O presidente da Câmara de Mirandela diz que assim não vai deixar reabrir a Linha do Tua. O autarca não aceita que o relatório ao último acidente na ferrovia não seja conclusivo quando às razões para o sinistro que matou uma pessoa e feriu outras trinta e sete e espera que com novo adiamento para dentro de um mês, o documento final possa ser claro quanto à causa do descarrilamento da composição.
O documento é hoje entregue ao Ministro das Obras Públicas um inquérito que não será ainda o definitivo. A Comissão Técnica de Inquérito avança agora com a existência de uma ligeira inclinaçao da via, causada alegadamente por um desabamento, como a causa mais provável do acidente que ocorreu há dois meses e que resultou na morte de um passageiro. A comissão teve muita dificuldade em elaborar um relatório suficientemente conclusivo, tendo em conta que os pareceres que foram solicitados a diversas entidades são ambíguos e de difícil conclusão. José Silvano diz que é inadmissível esperar tanto tempo por tão pouco. O autarca de Mirandela quer saber agora se o Estado vai investir na linha, quando e quanto vai gastar. Assegura que sem garantias de segurança a Linha do Tua já não abre outra vez. O relatório refere também a falta de investimento na via ferrea que levou a um estado de degradação grave da infra-estrutura, agravado pela passagem das composições. Apesar dos investimentos feitos pela REFER, o troço onde decorreu o acidente há mais de 15 anos que não é renovado. O relatório propõem ainda que sejam aprofundadas as causas, principalmente após a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto apresentar o relatório final sobre o acidente que também está a elaborar, isto por só ter divulgado até à altura dados preliminares. Recorde-se que o relatório deveria ter sido entregue no final do mês de Setembro, mas Mario Lino aceitou prorrogar o prazo a pedido da Comissão. Que avança agora com um possível desabamento de terras como a causa mais provável do acidente de 22 de Agosto. RBA

Daqui e dali... João Lopes de Matos

CARRAZEDA
Nasci no concelho de Carrazeda em 1941.
Tenho, desde então, acompanhado, não passo a passo, a evolução ao longo dos anos.
Nasci num tempo em que apenas na vila havia energia eléctrica, melhor, iluminação eléctrica.
Nessa altura, eram poucas as estradas e todas medíocres.
Não havia televisão e os rádios foram aparecendo muito a conta-gotas. Os jornais contavam-se pelos dedos.
O isolamento das pessoas era quase total: - o mundo resumia-se à aldeia em que viviam, às aldeias vizinhas e à sede do concelho.
As condições de vida nas casas eram paupérrimas: - convivia-se com o frio, o fumo, as pulgas, os percevejos, os piolhos, as moscas, os ratos. Dormia-se em colchões de palha e o frio, de noite, era dominado por muitos cobertores (quem os tinha) a pesarem sobre o corpo.
Não havia hábitos de higiene. A água canalizada ainda vinha longe. A convivência com os animais era feita em pé de igualdade.
A economia consistia no amanho das terras, quase no estrito limite do necessário à sobrevivência.
As hortaliças vinham das hortas que quase todos tinham. O azeite vinha das oliveiras alcandoradas nos montes. A água vinha das fontes, muitas de chafurdo, transportada à cabeça pelas mulheres. Alguns proprietários faziam algum dinheiro, vendendo parte da sua produção de batatas, cereal ou vinho.

Com vida à parte e independente do resto da comunidade , estavam as quintas do Douro.
Havia, claro, pequenos comerciantes ou negociantes que conseguiam rendimentos superiores aos dos demais.
O utensílio mais importante era a enxada, sobretudo para os que necessitavam de vender algumas jornas para sobreviver.
Se tivesse que definir aquele tempo através de uma imagem, essa seria, sem dúvida, a de um cavador, no fim do dia, a recolher a casa, vergado sob o peso da enorme enxada que o derreara durante o dia.
Este tempo, que vinha já de séculos e séculos de sofrimento e penúria, manteve-se, praticamente sem alteração, até aos anos sessenta.
Com a guerra do Ultramar e a emigração, as pessoas começaram a sair dos seus tugúrios e, perdendo o medo, ganharam querer próprio e aventuraram-se ou foram obrigados a aventurar-se no desconhecido.
O retorno ao local de nascimento, que se mantinha incólume, era impossível e daí a debandada definitiva.
As hortas desapareceram bem como tudo o que representava o modo de vida do passado.
Os que ficaram tentaram novas saídas, muitos acreditaram que era possível o regressar ao viver de antigamente.
Mas o que se tem verificado é o abandono, que nunca mais termina, dos lugares e valores sagrados que ligavam o homem à terra.
Temos velhos (muitos), jovens (poucos) e uma economia que não permite empregos relativamente estáveis e minimamente remunerados.
Têm surgido elementos estranhos (imigrantes) que revitalizaram um tanto estas paragens.
Veio muito dinheiro da emigração, houve desenvolvimento, melhoria de vida.
A economia (sectores primário, secundário e terciário) tem que sofrer uma mudança radical para que possam ser aproveitados os novos utensílios e para que sejam criados empregos que permitam um modo moderno de viver e conviver.
Será que as pessoas acreditam que a enxada voltará a ser rainha, escravizadora dos seres humanos?
É necessário que aumente a população para que as organizações administrativa, educacional, religiosa, etc., (modernizadas) se mantenham.
De contrário, tudo o que é público terá que reduzir-se na sua dimensão, além de poder ocorrer que muitas coisas desapareçam totalmente.
As organizações humanas não existem (ou não são significativas) no deserto.
João Lopes de Matos

"Os Verdes" querem Mário Lino a esclarecer inquérito

O partido ecologista “Os Verdes” vai exigir a presença do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações na Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre as conclusões do relatório final ao mais recente acidente ocorrido na Linha do Tua.
Os Verdes” não estranham as dificuldades encontradas pela Universidade do Porto e pelas entidades judiciais para elaborarem os seus inquéritos, devido à forma, segundo eles, pouco cuidadosa como a linha, a zona envolvente e o material circulante foram protegidos após o acidente.
A força evidencia que são notórias as dificuldades da Comissão Técnica de Inquérito para apurar as reais causas do acidente devido a contradições entre os pareceres dados pelas diversas entidades com responsabilidade na Comissão e por isso, “Os Verdes” consideram que deste inquérito ressalta sobretudo o abandono a que a Linha tem sido votada, sinónimo, segundo os ecologistas, da intenção do governo encerrar a ferrovia, em favor da construção da barragem na Foz do Tua. RBA

Abatimento da via provocou acidente no Tua

A Comissão Técnica de Inquérito (CTI) ao acidente registado na linha do Tua admite que possa ter havido um ligeiro abatimento da via, no local do descarrilamento, mas diz não ter elementos suficientes para concluir o que esteve na sua origem.
Este deverá ser este o teor do relatório final a apresentar, esta quarta-feira, ao Ministro dos Transportes e Obras Públicas.
Segundo apuramos, a CTI teve muita dificuldade em elaborar um relatório suficientemente conclusivo, tendo em conta que os pareceres solicitados a diversas entidades são muito ambíguos, apesar de se inclinarem para que o problema esteja na infra-estrutura. Uma ligeira inclinação da via, no local onde aconteceu o descarrilamento, alegadamente provocada por um abatimento da linha, é a causa mais provável para que tenha ocorrido o acidente.
No entanto, a CTI não encontra explicações para esta situação ter acontecido, admitindo-se vários cenários, que passam pela abertura de uma vala que a Refer fez junto à linha para a instalação de um cabo de fibra óptica, dois meses antes do acidente.
A falta de investimento na via-férrea, que pode ter levado a uma estado de degradação tal que se foi acumulando com a passagem constante das máquinas de manutenção da linha e até das composições do Metro. Isto porque, embora seja verdade que tem havido investimentos na linha do Tua, por parte da REFER, também é certo que têm sido direccionados para a eliminação de passagens de nível, introdução de fibra óptica, consolidação de aterros e trincheiras, e essencialmente entre Mirandela e Cachão, sendo que há mais de 15 anos o troço onde aconteceram os últimos acidentes não tem sido renovado.
Por seu lado, a CP assegura que automotora acidentada estava em perfeitas condições, tendo sido vistoriada no dia anterior ao descarrilamento. Já a REFER aponta para que o material circulante não seja o mais adequado para circular na linha. Perante estas conclusões tão distintas entre os elementos da CTI – composta por elementos da CP, REFER e Metro de Mirandela – vai ser proposto a Mário Lino que sejam aprofundadas as causas, nomeadamente após a FEUP apresentar o seu relatório final, dado que apenas apresentou resultados preliminares.
Precisamente porque a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto ainda necessita de mais um mês para a elaboração de um relatório final, não é de descurar a possibilidade do Ministro Mário Lino conceder mais um mês para um relatório mais conclusivo.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

sábado, 18 de outubro de 2008

Nunes ataca governo por falta de investimento na região

Um mau PIDDAC para o distrito. É como o presidente da Câmara de Bragança classifica o PIDDAC regionalizado onde estão definidas as verbas do orçamento de Estado que vão ser atribuídas a cada um dos distritos. Jorge Nunes afirma que o PIDDAC reflecte um país com duas realidades, uma delas pobre e abandonada e que são necessárias políticas nacionais fortes de investimento no interior do país. RBA

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Oitenta e oito milhões de euros para o distrito de Bragança.

É o que está destinado no PIDDAC (Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para 2009.
São mais 43 milhões do que este ano. O orçamento quase duplicou.
Ainda assim, dos 88 milhões de euros apenas sete milhões e 700 mil euros se referem a investimento.
O restante é canalizado para a agricultura, nomeadamente seguros e indemnizações compensatórias, formação profissional, modernização e reconversão de explorações e transformação e comercialização de produtos agrícolas.
Bragança é o concelho com maior dotação, sendo que grande parte das verbas destinadas à capital de distrito estão canalizadas para a reabilitação do Instituto Politécnico de Bragança com mais de dois milhões de euros e para a construção do novo Estabelecimento Prisional de Izeda com um milhão e 250 mil euros.
Ainda assim é em Mirandela que se regista o maior investimento do distrito através da construção da esquadra da PSP que tem uma verba inscrita de 2 milhões 223 mil euros.
No capítulo das transferências para os municípios, as 12 autarquias vão receber mais de 99 milhões de euros.
A de Bragança é a que mais ganha, são quase 15 milhões, seguida de Mirandela, com 11 milhões e Macedo de Cavaleiros com 10483.
Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta e Vila Flor, são as que menos recebem com cerca de 5 milhões de euros.Mogadouro e Vinhais arrecadam 9 milhões e meio.
Miranda do Douro e Torre de Moncorvo ficam com sete milhões e finalmente Carrazeda de Ansiães e Vimioso vão auferir de 6 milhões e 300 mil euros. (...) Rádio Ansiães/Eduardo Pinto/Lusa

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dois consórcios para o Douro Interior

Há dois consórcios interessados na construção da concessão rodoviária do Douro Interior, que inclui o Itinerário Complementar 5 e o Itinerário Principal 2. A empreitada deve ficar concluída em 2011 ou 2012.
O IC5 vai fazer a ligação entre o Alto do Pópulo, junto ao IP4, em Alijó, e Miranda do Douro. O IP2 ligará a Zona de Vale Bem Feito, Macedo de Cavaleiros, ao distrito da Guarda. A empreitada tem uma extensão de 261 quilómetros, estando orçada em 520 milhões de euros, de acordo com o actual Plano Rodoviário Nacional.
O interesse dos dois consórcios foi ontem tornado público por Mota Andrade, deputado do Partido Socialista eleito pelo distrito de Bragança. "O processo de concessão entrou na recta final, tendo aparecido dois consórcios encabeçados pela empresa Soares da Costa e pela empresa Mota e Companhia," avançou o parlamentar ao JN.
Segundo Mota Andrade, "os dois consórcios conseguiram negociar através de sindicato bancário o financiamento das obras".
Diz Mota Andrade que "esta é mais uma certeza de que a empreitada estará concluída em 2011 ou 2012, arrancando as mesmas em simultâneo, sendo construídas de forma contínua e não por troços". O anúncio surge numa altura em que os 12 autarcas do distrito de Bragança, aos quais se juntou o presidente da Câmara de Alijó, mostraram algumas reservas em relação ao futuro dos dois traçados rodoviários, considerados de "vital importância para o desenvolvimento" da região transmontana. Aqueles responsáveis enviaram mesmo uma missiva ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, pedindo esclarecimentos. Mota Andrade admite que "a turbulência" vivida no mundo financeiro fez com que "houvesse alguma dificuldade" em conseguir os suportes económicos para a execução das duas obras.
Morais Machado, presidente do Município de Mogadouro, eleito pelo PSD, lamenta não ter obtido uma resposta ao pedido de audiência com o ministro da tutela e considera que "deveriam ser as entidades responsáveis pelas obras públicas a informar-nos das intenções do Governo em relação ao futuro das rodovias e não os deputados ou até mesmo o governador civil".
Artur Pimentel, presidente da Câmara de Vila Flor (PS), não ficou surpreendido com este anúncio, visto "haver um compromisso do primeiro-ministro para que estas vias fossem uma realidade".
O IC5 vai servir os concelhos de Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro. O IP2 ligará os distritos de Bragança ao da Guarda, continuando em direcção ao Sul do país.
JN

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Candidato a Presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães pelo PSD

Prof. José Luís Correia, actual Presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho, foi eleito candidato à Presidência da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, em reunião da Comissão Política Concelhia do P.S.D.

Dois consórcios querem IP2 e IC5

Há dois consórcios interessados na construção da concessão do Douro Interior. Aenor – Douro Interior e Auto-Estrada XXI são os dois interessados em assumir a concretização das duas vias que fazem parte deste projecto, nomeadamente o IC5, entre Miranda do Douro e Pópulo e o IP2, entre Vale Benfeito, em Macedo de Cavaleiros e o Pocinho. A data limíte para a entrega das proposta terminou esta segunda-feira.A escolha do vencedor deverá ocorrer no mês de Novembro, para que os trabalhos de construção comecem no segundo trimestre de 2009 e a concessão fique pronta em 2011. Mota Andrade, deputado do Partido Socialista confirma ainda que a concessão do Douro Interior vai ser feita com apoio de um Sindicato Bancário, na fórmula de “preço mais baixo”. A concessão do Douro Interior vai ser explorada em regime de SCUT, sem custos para o utilizador. É uma das acessibilidades prometidas à região pelo Primeiro-Ministro para 2012. RBA

Automotora acidentada na linha do Tua retirada ontem

Foi removida, ontem à tarde, a automotora do Metro que descarrilou na linha do Tua no passado dia 22 de Agosto, causando um morto e 37 feridos.
O veículo continuava no local, perto da antiga Estação da Brunheda, para a realização de vários testes a cargo de entidades a quem a Comissão Técnica de Inquérito solicitou pareceres.
O intuito é elaborar o relatório final das causas do acidente, pedido pelo Ministro dos Transportes, e que tem como data limite o próximo dia 22 de Outubro.
52 dias depois, a automotora acidentada foi rebocada para os estaleiros da EMEF, em Guifões, Matosinhos, onde vai ser reparada. No entanto, antes da reparação a composição ainda vai ser alvo de algumas verificações.
Assim, deve ser pouco provável que o relatório final esteja concluído na data pedida, o que vem ao encontro das previsões apontadas pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, de que seria impossível apresentar conclusões em apenas um mês.
Recorde-se que, na semana seguinte ao descarrilamento, a comissão técnica de inquérito entregou o relatório preliminar ao Ministro das Obras Públicas e Transportes, não apurando causas para o acidente na linha do Tua.
As primeiras conclusões afastavam a existência de qualquer problema com a automotora e a linha.
Perante estes dados, o ministro Mário Lino determinou que a Comissão Técnica de Inquérito recorresse a todos os meios e apoios especializados, para que, no prazo de trinta dias, apresentasse um relatório final conclusivo.
Finalizado esse prazo, o ministro decidiu prorrogá-lo por mais trinta dias, até 22 de Outubro, alegando que ainda decorriam os estudos especializados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e de outras entidades e que os mesmos são determinantes para apurar as causas do acidente. Uma fundamentação aceite pelo Ministro. Entretanto, a linha continua encerrada entre o Tua e o Cachão, circulando apenas entre esta última estação e Mirandela. O percurso na íntegra é efectuado por uma frota de quatro táxis.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

domingo, 12 de outubro de 2008

Queda de museu ainda sem culpado

O Museu Rural de Vilarinho da Castanheira, em Carrazeda de Ansiães, ruiu há dois anos e meio e ainda não se sabe quem foi o culpado.
Entretanto, as obras de adaptação e ampliação de um edifício antigo já foram retomadas.
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o responsável pela investigação do incidente. Embora com algum atraso entregou um relatório à Câmara de Carrazeda, que, por sua vez, o endossou para um advogado de modo a que este possa apurar as reais culpas, processo que ainda não foi concluído.
Recorde-se que a estrutura anexa ao edifício recuperado na freguesia de Vilarinho da Castanheira para acolher o museu desabou em Dezembro de 2005, supostamente porque as paredes de granito não aguentaram com o peso da placa em betão armado. Apesar dos danos na construção, ninguém ficou ferido, pois o incidente deu-se horas antes de os trabalhadores entrarem ao serviço.
Enquanto aguarda o desfecho deste caso, a Câmara já reatou a obra que agora deverá custar bem mais que os 250 mil euros previstos inicialmente, embora o presidente da Câmara, Eugénio de Castro, não tenha especificado em quanto orçarão os trabalhos adicionais. "O ritmo com que estão a decorrer os trabalhos não me faz acreditar que seja possível concluí-lo este ano", perspectiva o edil, pelo que também não aponta data para o conclusão da obra.
O Museu Rural destina-se a acolher um conjunto de artefactos ligados à actividade rural do concelho de Carrazeda. Eduardo Pinto, JN

sábado, 11 de outubro de 2008

Bicicletas grátis em Mirandela

Em Mirandela há bicicletas gratuítas para livrar as ruas dos carros. A autarquia local decidiu colocar este tipo de transporte ecológico em dois pontos da cidade, nomenadamente no Posto de Turismo e nas Piscinas Municipais. Uma iniciativa com objectivos ambientais.
Ao todo são 15 as bicicletas que locais e turistas podem usar para se deslocarem por Mirandela durante o dia. António Branco, vereador da Câmara Municipal de Mirandela explica que esta iniciativa arrancou no final de Setembro e tem tido uma boa adesão por parte dos habitantes locais. Há quem já faça da bicicleta um transporte diário. RBA

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Autarcas do Tua continuam a preparar reivindicações à EDP

O adiamento do início da construção da barragem do Tua para 2010 vai dar mais tempo aos autarcas dos cinco concelhos abrangidos para prepararem melhor um caderno reivindicativo para apresentar à EDP.
Os presidentes das Câmaras de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor reuniram anteontem, em Alijó, pela terceira vez para, como disse o anfitrião, Artur Cascarejo, “continuar a partir pedra”.
O objectivo é que os cinco “falem a uma só voz”, quando chegar a hora de reivindicarem da Energias de Portugal compensações pela construção do aproveitamento hidroeléctrico, junto à foz do rio Tua.
Segundo Artur Cascarejo, a adiamento da barragem, por causa da necessidade de introduzir novos elementos de cariz ecológico, entre outros, no Estudo de Impacte Ambiental, dá-lhes mais tempo para preparar o estudo que deverá definir qual o melhor caminho para o desenvolvimento integrado do vale do Tua, tenha ou não uma barragem.
O estudo foi adjudicado pelas cinco autarquias a empresa Quartenaire que anteontem foi a Alijó apresentar ao autarcas os passos que já foram dados. Porém, longe de estar concluído. O presidentes das Câmara preferem, no entanto, guardar a sete chaves o andamento do processo, na base de que o segredo é a alma do negócio, sendo que é, de facto, um negócio aquilo que vai envolver os responsáveis municipais e a EDP.
Segundo Cascarejo, o que as câmaras se comprometem a fazer é “procurar a melhor solução para as populações e para os que vão ser atingidos pela construção da barragem se ela vier a ser construída”. Mas o estudo encomendado à Quartenaire também prevê uma proposta que ajude a alavancar o desenvolvimento integrado do vale sem barragem, em diferentes vertentes como a “agrícola, turística, sociais e ambientais”, de modo a dar “sustentabilidade económica a todo este espaço”.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Câmara quer requalificar zona histórica da vila

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e a Associação Comercial e Industrial local avançaram com uma candidatura de 3,3 milhões de euros para dar uma nova cara ao centro histórico.
Segundo o autarca, Aires Ferreira, o projecto “Viver-Moncorvo” visa melhorar o aspecto da sala de visitas da sede de concelho, o dotá-la de mais atractivos museológicos.
Para além disso, pretende-se reforçar a centralidade das zona histórica de Moncorvo, incrementando a mobilidade.
Existe ainda uma terceira área de intervenção, no local onde se realiza a feira, para torná-lo, também, uma zona de lazer.
A Câmara e a Associação Comercial desejam agora que o projecto de 3,3 milhões de euros possam contar com alguma ajuda do Governo para a parte não financiada pela Europa, cerca de 1,3 milhões.

Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bragança cria ciclovia

No início de Fevereiro deve arrancar a construção da ciclovia em torno do Instituto Politécnico de Bragança. O concurso está em fase de apreciação das propostas. O autarca de Bragança diz que vão ser previlegiadas as condições de segurança e iluminação da zona.
Jorge Nunes explica que está na calha a criação de um rede de ciclovias, uma forma, segundo o autarca, de construir uma cidade equilibrada e menos dependente do centro. A ciclovia está orçada em cerca de um milhão e seiscentos mil euros e tem uma extensão de perto de 3 quilometros. RBA

Teatro - Centro Cultural de Vila Flor 12/Outubro - 16.30 horas

Reabilitação da linha Pocinho-Barca de Alva em marcha lenta

O processo de reactivação para fins turísticos da linha do Douro, entre o Pocinho e Barca de Alva, vai conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias. Pelo menos, haverá dados concretos sobre os custos da obra.
O chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães, espera receber um relatório que dá resposta a duas questões: “qual o esforço financeiro para reabilitar e pôr operacional aquele troço da linha, e quanto custa operar e manter”. As previsões conhecidas até agora apontavam para custos de reabilitação na ordem dos 15 milhões de euros.
(...) Eduardo Pinto/JN/RA

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Daqui e dali... Ateu

Como sempre e em todos os lados nunca estamos contentes com o que temos!

Carrazeda ou Vila Flor, qual a melhor?

Numa análise mesmo que superficial Vila Flor apresenta-se com outra dinâmica que Carrazeda não ambiciona sequer alcançar.
Parque de campismo: É sem duvida uma das infraestruturas de sucesso que mais faze mexer a vila sobretudo no Verão com todas as mais valias a elas associadas.
Recursos Naturais: Bem menos priveligiada que Carrazeda conseguiu rentabilizar e deixar desenvolver as águas no sopé de Sampaio de onde vieram a nascer as águas Frize. Criação de empregos terá sido uma dos principais vantagens conseguidas; Nós temos as termas de S. Lourenço ou a "Silveira de S. Lourenço", o vale do Douro e do Tua e até hoje nunca o soubemos aproveitar;
Albufeiras: Adivinhando a médio prazo dificuldades de abastecimento de água encetou a construção de nova barragem que sustentará o concelho sem problemas e já pensa na construção de uma terceira. Nós infelizmente nem num local ainda pensamos mesmo sabendo que a albufeira de Fontelonga está à beira do abismo.
Piscinas cobertas: À identidade dos nossos vizinhos também, só que num projecto bem mais arrojado cuja manutenção coloca em causa o seu funcionamento. Abre/fecha/Nunca se sabe quando abre, mas fecha quando menos se espera;
Centro multifunções (civico): Vila Flor possui-o e foi talvez uma das obras mais caras do concelho mas a sua versatilidade permite ser aproveitado por várias entidades, associativas, juvenis, 3ª idade, etc. etc. Nós é claro que também temos, mas optámos por uma "coisa" com mais "styling" para aproveitamento Vip. Inacabado, desconhece-se o valor da obra, não se sabe quando abrirá;
Centro Desportivo: recentemente inaugurado os vilaflorenses possuem talvez um dos melhores centros do género do Distrito. Cá por acaso já hà cerca de 15 anos que vi, julgo que na Santa Casa um projecto parecido...
Financeiramente: O nossos vizinhos têm dinheiro a prazo!!!! Bem. Nós é o que sabemos. Vivemos ao que parece num grande buraco financeiro em parte por via da devolução de verbas de projectos inacabados ou nem começados; S. Lourenço; Museu de Vilarinho da Castanheira, Centro Civico!!!

Estes são apenas exemplos de que pessoalmente ou tenho conhecimento e outros que indaguei para escrever com mais certeza.

Só por isto e olhando ao meu ultimo ponto nós vivemos numa parte do mundo irreal onde nada parece fazer sentido.Porque todos os dias quase todos falamos com eles sobre os problemas comuns, depois de lhe fazer esta breve resenha fazem-me lembrar a do "afogado" que tendo desembocado numa ilha deserta onde viveu vários meses e depois de se abeirar dum navio ao saber o estado da sua terra... quis voltar para a ilha...

Ateu

Piscina Municipal vai abrir

Piscina Municipal de Carrazeda de Ansiães vai abrir!

Bragança vai perder mais um serviço

A reorganização da Estradas de Portugal (EP) vai levar a um esvaziamento dos serviços que desde algumas décadas estão instalados na cidade de Bragança.
O novo modelo de gestão da EA vai passar por uma concentração dos recursos na cidade de Vila Real, num centro operacional que servirá toda a região norte.
O novo organigrama da EP obedece a uma estratégia resultante dos novos modelos que estão a ser promovidos no âmbito da desconcentração e reorganização por que passa a administração pública e os institutos públicos portugueses.
Este esvaziamento da delegação de Bragança já motivou um protesto público do presidente da Câmara Municipal que considera a reorganização destes serviços “um erro de estratégia”.
A Assembleia Municipal de Bragança fez aprovar uma moção onde se exige que o centro operacional fique sedeado em Bragança e não em Vila Real.
Os responsáveis políticos do PSD que actualmente gerem a Câmara Municipal de Bragança acusam o Governo de estar a promover uma política centralista para o território nacional, fixando as pessoas no litoral e esvaziando as zonas interiores de fronteira que se confrontam cada vez mais com menos população e com menos serviços geradores de emprego e de alguma atractividade para a fixação de efectivos humanos. Notícias do Nordeste

PSD quer lei para fixar médicos no interior

Uma dezena de deputados do PSD apresentou na Assembleia da República um projecto de Lei para tentar fixar mais os médicos no interior do país. Uma proposta que assenta num novo regime de incentivos, na fase de iternato em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde. Os signatários do projecto Lei lembram que ao contrário do Litoral, o interior do país tem uma elevada carência de médicos e que o actual regime de apoios não está a funcionar.

A proposta apresentada apresenta incentivos para a vinculação dos especialistas nos hospitais da periferia, com apoio à formação em universidades de gabarito internacional. Adão Silva, deputado do PSD eleito por Bragança, um dos signatários da proposta, explica que o actual regime de incentivos não tem funcionado. No projecto lei entregue no parlamento, o PSD pretende ainda que sejam alargadas as competências formativas para os hospitais do interior. O projecto lei deverá ser votado no dia 15 de Outubro, na Assembleia da República
. RBA

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Padre Ribeiro deixa Srª da Encarnação e “despede-se” dos amigos e fiéis

António Augusto Ribeiro nasceu no dia 27 de Março de 1926, na freguesia de Marzagão, concelho de Carrazeda de Ansiães. Viveu na sua aldeia até aos quatro anos e em 1930 emigrou, com os pais e irmão, para Fumel (França) onde fez o 8.º ano de escolaridade. Em 1940 ingressa no Seminário Menor de Vinhais e em 29/06/51 é ordenado presbítero pelo bispo de Miranda e Bragança, D. Abílio Augusto Vaz das Neves. Nesse mesmo ano, o Padre Ribeiro celebra a primeira Missa Nova na sede do seu concelho. em 15 de Julho e a seguirem Marzagão. Em 1960 foi colocado, como coadjutor, em Moncorvo, sendo ainda pároco de Larinho e Capelão do Asilo e do Convento das Carmelitas. Porém, em 1968, foi transferido, pelo então Bispo de Miranda e Bragança. D. Manuel de Jesus Pereira, para a paróquia de Nossa Senhora da Encarnação, na cidade de Mirandela.
O Padre Ribeiro, dotado de grande energia e dinamismo, é um homem de acção, dinamizando, ensaiando e promovendo no campo desportivo a juventude e no campo cultural o teatro e grupos corais. Uma das suas preocupações tem sido manter a juventude ocupada em sãs actividades que ajudem os jovens a crescer como homens e cidadãos, assim fundou em Mirandela o CNE (Grupo de Escuteiros) e promoveu encontros e acampamentos regionais e nacionais. Num jantar de homenagem e de despedida, organizado pela Câmara Municipal de Mirandela e pelas colectividades que o Padre Ribeiro acompanhava em termos de festas anuais como Clube Ténis de Mesa, o Sport Club de Mirandela, Bombeiros Voluntários e os Socorros Mútuos, e que juntou mais de 300 pessoas o pároco mostrava-se satisfeito por ver tantos amigos, segundo disse.

Esforcei-me por cumprir a minha missão. Nem sempre foi conseguida, mas com a graça de Deus acho que de uma maneira positiva, marquei o meu lugar em Mirandela. Para mim a catequese foi sempre a grande prioridade”, revela o padre entre beijos e abraços aos amigos.
O pároco argumenta que as igrejas agora têm mais gente do que antigamente. “Na primeira missa que realizei em Golfeiras estavam apenas três pessoas, agora há mais gente nas igrejas. Nós temos três missas paroquiais e a igreja está sempre cheia."
José Silvano, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, revela que vai ser atribuída, dentro em breve, ao Padre Ribeiro uma medalha de mérito concelhio.“O Padre Ribeiro têm uma coisa que merece ser homenageada: é melhor quebrar do que torcer! Há quem goste e quem não goste. Ele é um verdadeiro transmontano pode ter defeitos, mas deixa marcas”, argumenta José Silvano. Terra Quente

Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves - 4 e 5 de Outubro de 2008

Já faltam poucos dias para o maior evento de observação de aves na Europa! Seja um dos participantes! Há mais de 20 actividades à sua espera, por todo o país! SPEA

Lusofonia quer curso de "Transmontano"

Uma pós-graduação em Estudos Transmontanos. É a proposta e o desafio lançado por Chrys Chrystello, presidente da Comissão Executiva do Colóquios da Lusofonia, na abertura da sétima edição, esta quinta-feira, em Bragança. O responsável quer dialogar com universidades e institutos politécnicos, de forma a lançar a cadeira de Estudos Transmontanos. RBA

Projecto global para o Douro

Até ao final deste ano a estrutura de missão do Douro quer ter em mãos um projecto global de desenvolvimento, para obter ajudas comunitárias através do Programa de Valorização dos Recursos Endógenos (PROVERE). O objectivo, do projecto que dá pelo nome de "Douro-Região Vinhateira", passa por trazer investimento para a região, não apenas através de projectos isolados.
Até ao final do ano a ideia é encontrar um programa que transforme a região do Douro, numa região mais competitiva, gerando empregos, mas de acordo com Ricardo Magalhães, chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, é necessário criar uma política de marketing da região que vá além da marca "Vinho do Porto". O PROVERE não dispõe para já de um orçamento específico, mas funciona como uma marca de mérito para os projectos que forem escolhidos, como pode ser o caso do programa Douro-Região Vinhateira. O que se pode transformar numa espécie de "via-verde" de acesso, aos vários programas operacionais, bem como a uma majoração do apoio financeiro. RBA

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Esquerda.net | Entrevista Gaspar Martins Pereira

Daqui e dali... João Lopes de Matos

CONTINUAR?

Após longo interregno sem escrever nada que não fossem comentários, importa questionar se devemos continuar a escrever pequenos artigos (ainda que despretensiosos) sobre diferentes matérias (neste blogue, claro).

Vários escolhos se levantam à continuação:

1 - Será que com esta actividade contribuo para resolver algum problema do concelho?

Francamente, acho que não.

Os problemas têm uma feição tal, independente do que eu possa pensar sobre a sua resolução, têm uma dinâmica tal, tão alheia ao meu querer e à minha boa vontade, que seguem o seu curso movidos por forças em que as minhas posições pessoais não têm influência alguma.

2 - Interessará, no entanto, equacioná-los para que todos tenhamos maior consciência deles?

Parece, à primeira vista, que sim. No entanto, os comentários que os artigos originam são, muitas vezes, despropositados e pouco construtivos, além de se abusar do anonimato que desresponsabiliza, em muitos casos, os seus autores das consequências do que escrevem, levando-os, portanto, a escrevê-los com uma maior ligeireza.

3 - Será que eu e os outros aprendemos reciprocamente a pensar e a fazer exercícios mentais?

Diria que sim se as contribuições fossem fruto de um aprofundar das ideias e de uma vontade funda de ir à dilucidação clara e objectiva dos assuntos.

Inúmeras vezes, porém, assim não é.

No entanto, nós estamos neste mundo para comunicarmos, para compartilharmos com os outros as dúvidas, as angústias, os anseios, as perplexidades que sentimos.

Por isso e para isso, talvez valha a pena continuar e tentar de novo.

Os blogues, com todos os seus defeitos, são um meio de partilha de ideias e vivências que talvez nos possa enriquecer mutuamente.

Vamos, pois, tentar de novo. Até porque a vida é um eterno recomeço . O sentido do nosso viver é, só pode ser, este permanente principiar, ultrapassando o passado, acreditando sempre num mundo melhor, possível para lá de todas as descrenças.

João Lopes de Matos

Helicóptero de Macedo em 2009

O helicóptero para emergência médica prometido à região deverá começar a voar em 2009. O concurso público para o aluguer desse e mais dois aparelhos a instalar noutros pontos do país deverá ser lançado muito em breve. Garantia foi deixada pelo presidente do INEM, Abílio Gomes.
O helicóptero prometido para a região deveria ter sido instalado em Macedo de Cavaleiros, e faz parte do processo de reorganização das ugências nos centros de saúde. Depois do INEM ter posto em causa a necessidade da colocação do aparelho de emergência na região, agora parece estar assegurado pelo responsável do mesmo instituto que o helicóptero vai começar a operar nos primeiros meses do próximo ano. RBA

Primeiro-Ministro inaugura hoje Centro de Cuidados Continuados

O primeiro-ministro, José Sócrates, vai esta manhã a Alijó inaugurar o Centro de Cuidados Continuados. Funciona no edifício do antigo hospital e representa um investimento de três milhões de euros.

A unidade tem disponíveis 32 camas, 20 para o regime de longa duração e manutenção e 12 para média duração e reabilitação. “Esta unidade vem dar uma ajuda extraordinária à região pela prestação de serviços de saúde às pessoas com mais necessidades”, nota João Manuel Costa, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, entidade que gere o espaço. O responsável realça ainda a criação de “mais de duas dezenas de postos de trabalho”, o que é considerado “significativo” para um concelho do interior do país. Por outro lado, realça que esta foi a “melhor utilização” que poderia ser dada a um edifício que sempre esteve vocacionado para a saúde. Caso contrário estaria vago desde a inauguração, em Julho deste ano, do novo centro de saúde. (...) Eduardo Pinto/JN/RA

Dia Mundial da Música

Barragem do Tua adiada para 2010

O início da construção da barragem do Tua foi adiado para meados de 2010, um ano depois da data prevista inicialmente. A EDP justifica com a necessidade de introduzir novos elementos no Estudo de Impacte Ambiental.
Os novos dados englobam, entre outros aspectos, informação complementar na área da ecologia e surgem como aditamento àquele processo, cuja fase de consulta pública só já vai ficar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2009. Por seu lado, a emissão da Declaração de Impacte Ambiental deverá ocorrer até Julho do mesmo ano.
A EDP já informou os presidentes das câmaras dos concelhos, directa ou indirectamente, abrangidos pelo aproveitamento hidroeléctrico programado para a foz do rio Tua (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor).
O adiamento do processo não provocou reacções negativas nos autarcas que apoiam a construção. O presidente do Município de Vila Flor, Artur Pimentel, considera que é "normal", pois "para as coisas serem bem feitas levam o seu tempo a preparar".
O edil de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, opina que "os adiamentos nunca são positivos", no entanto, acrescenta, "os fundamentos desta decisão não põe em causa o projecto da barragem, nem o andamento das conversações entre as Câmaras e a EDP".
Por seu turno, o presidente da Câmara de Murça, João Teixeira, até classifica a alteração de datas como uma "medida positiva", pois vem de encontro aos interesses dos municípios envolvidos, que encomendaram um estudo para apurar o modelo de desenvolvimento possível para o vale do Tua, com ou sem barragem.
João Teixeira considera também que o alargamento dos prazos vai permitir elaborar "mais calmamente" o Estudo de Impacte Ambiental e, dessa forma, tomar "uma decisão mais próxima do consenso e que melhor defenda o desenvolvimento integrado do vale".
A definição da cota da albufeira da barragem fica agora adiada para meados do próximo ano, não obstante a dos 170 metros continuar a reunir melhores opiniões, por representar o alagamento de menor área agrícola (vinha e olival), bem como alguns acessos rodoviários. Apesar disso e nesse cenário, os últimos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua ficarão debaixo de água, situação contestada por José Silvano. Eduardo Pinto, JN, Rádio Ansiães
Colaboração: Mário Carvalho