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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
Culpados…

Ao iniciar este texto, o objectivo é provar que constitui uma ignorância tentar empurrar a culpa de todos os problemas sociais, económicos, etc. no Rei que ao longo destas duas décadas nos tem governado. Teremos também de reflectir naqueles que nele acreditaram, rodearam, continuam a rodear e mais do que nunca continuam a acreditar.

Afinal de contas, não adianta de nada culpar o Rei por todos os males que nos afligem. Esta é uma atitude muito cómoda para o povo, o qual é, na realidade, o verdadeiro culpado, a partir do momento que deixa de se interessar pela política e possibilita ao Rei agir de acordo com as suas vontades particulares, deixando para trás todo um Concelho ao abandono, chegando mesmo ao ponto de desprezá-lo.

Se a política é um assunto desagradável, chegou o momento de encontrarmos os culpados.

Façamos uma retrospectiva: o povo é culpado pelos problemas, já que a maioria das pessoas não se interessa em participar nas decisões políticas.
Poderá existir uma minoria de homens que pretende reverter este quadro. Mas como? Através de revoluções? Não. Revolução alguma irá resolver o problema. Os males só cessarão quando a vontade geral assim o quiser.
E o que devemos fazer? Sentar-nos e esperar que uma luz divina clareie a visão de todos e faça com que se tornem activos e participativos os cidadãos? Não.

Não temos que esperar. Temos que acatar a vontade geral, mas isso não impede que divulguemos a nossa vontade em acreditar em novos projectos, e tentemos nós mesmos alertar o povo para um novo rumo. Mais do que nunca torna-se urgente alertar o povo para os males que o Rei e os seus compadres, disfarçados de anjos puros, quando na realidade não passam de simples e feias marionetas que um malfeitor ao longo destas duas décadas tem usado para as suas vinganças e continua a usar pela calada, com métodos que apenas são usados em terras sem uma verdadeira democracia. Não. Não. Não. Este Concelho não merecia tanta maldade e ódio.

Precisamos de dar alguns passos e quando o primeiro passo estiver completo (alertar e divulgar), passaremos ao passo dois: encontrar um presidente digno de confiança.

O que precisamos agora é encontrar alguém que cumpra o seu dever, que respeite as cláusulas do contrato social, de que tudo deve convergir para o bem comum e não para o bem particular do político. E enquanto não acharmos um presidente que respeite o contrato/prometido, trataremos de expulsar um a um do seu posto, como faríamos com um inquilino que não paga a renda. Se ele não paga a renda porque não pode, então talvez possamos ajudá-lo, fazendo algum tipo de caridade. Mas se ele não paga porque não quer fazê-lo, então teremos de expulsá-lo. O mesmo deve ser aplicado ao político que age perfidamente e não respeita o contrato social. Então o povo, consciente, deve agir, e a vontade geral deverá determinar a expulsão do presidente do seu cargo.

Iremos em busca de outro inquilino. Iremos em busca de outro político, quantas vezes for preciso, até encontrarmos algum que realmente cumpra o contrato/prometido. De uma vez por todas está na hora de expulsar o homem, “os homens” que se regem por vingança e inveja.

Sejamos objectivos e procuremos encontrar alguém para cumprir o contrato tal como deve ser.

Júlio César

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
A minha escolha….


Quem disse que não era difícil perdoar? Mas é possível. Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Dar, acolher, pedir, oferecer, recusar e perdoar são os seis verbos que mais do que nunca o povo desta terra precisa de trazer na mente. Esta é uma realidade da qual não poderemos fugir nos próximos tempos.

Dar é um gesto que fica sempre bem. Mas dar sem interesses escondidos nem cálculos para obter dividendos. Dar o seu tempo aos outros (ao seu povo) para os ouvir e os compreender. E que falta nos tem feito o saber ouvir.

O acto de dar liberta o espírito e tranquiliza a consciência. Mas com realismo e sem falsas ingenuidades. Há quem explore os que são “mãos largas”. Por isso, também é preciso saber dar. Até para não criar “parasitas”.

Se o dar faz parte da natureza humana, o acolher leva-nos ao encontro do outro. A considerá-lo como igual a nós. Como uma pessoa com direitos e deveres. Secar o que está à nossa volta nunca deu nem dará resultados.

Acolher, para além de uma norma de boa educação – disciplina que parece afastada da nossa terra – estabelece cumplicidades entre as pessoas. E é o primeiro momento para o trabalho de equipa. Trabalho esse que nunca chegou a ser implantado para mal de nós todos. Mesmo na discordância, o acolher desfaz barreiras e constrói pontes. Lá canta Rui Veloso: “É mais o que nos une do que aquilo que nos separa”. Em Carrazeda é precisamente o contrário é mais aquilo que nos separa que aquilo que nos une.

Quem pede, mostra nobreza de carácter. Pedir exige humildade. E revela o que somos. Não é vergonha pedir. Seja um favor, um serviço, uma ajuda, um acto de compreensão, uma desculpa. “Errar é próprio do homem” – diz um provérbio latino.Quanto maior for a capacidade em pedir, tanto maior será a possibilidade em dar. Quem dá, pede e quem pede, dá. Em ambos os casos, se revela a grandeza do homem. Que só o orgulho impede. Orgulho tem-se espalhado muito por este lados, humildade, nunca. Foi banida.

Oferecer é apresentar-se disponível. Na linha do dar, do acolher e do pedir. Quando se oferece alguma coisa, não se trata, apenas, de um gesto material mas também de afirmação de entrega pessoal. Elimina-se um vazio que possa existir.Oferecer equivale a darmo-nos. Com as qualidades e defeitos que temos. E o tempo de que dispomos. Afinal o que nos deram? Uma mão cheia de nada. Que prendas nos foram oferecidas, o futuro dirá…

Recusar implica uma atitude de coerência. Agir como pensamos. Frontalmente. Sem cedências no essencial embora flexíveis no acessório.

Há comportamentos que não podem ser aprovados. Mas recusar não é condenar. Antes, firmeza nos valores que nos engrandecem. Como diz o verso de Fernando Pessoa : “Sê todo inteiro naquilo que és”. Ter coluna vertebral. Porque há por aí muitos palhaços. Gente sem carácter nem princípios.

Perdoar. Dar a mão a quem errou. Esquecer e varrer o ódio. Não alimentar ressentimentos. Só os gestos de bondade preparam uma terra melhor. Quem disse que era difícil perdoar? Mas é possível.

Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Seis verbos. Seis atitudes que, o Povo Carrazedense deve reter.

Uma grande empreitada para todos.

Júlio César

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…

Moção de censura…


Nos termos da legislação em vigor, o Povo vem apresentar e requerer a votação em próxima Assembleia Municipal da MOÇÃO DE CENSURA à CÂMARA FAZ DE CONTA nos termos que se seguem:

1) Dentro em pouco cumprem-se duas décadas de mandato do Rei à frente dos destinos da Câmara Municipal.

2) Nunca como neste mandato o Rei foi fértil em acções e comportamentos lesivos dos direitos do Povo. Nunca como nestes últimos anos o Rei, na Câmara e na Assembleia, por acção e omissão, violou de forma reiterada o desenvolvimento do concelho. Nunca como neste mandato o desrespeito sistemático pela Oposição foi tão intenso e deliberado, ainda que polvilhado, aqui e ali, por umas migalhas, insuficiente diga-se, para limpar a imagem de um Rei acomodada ao Poder e para quem a Oposição ou diz «Ámen» a tudo, ou torna-se num empecilho e numa força de bloqueio, cuja mais-valia seria aliás, não existir sequer.

3) O comportamento antidemocrático do Rei é tanto maior quanto, a Oposição, questiona, requer ser informada, usa plenamente o contraditório, propõe, denuncia, investiga, e sobretudo, não se intimida com a ameaça ou a voz mais timbrada do seu adversário político.

4) O Rei, iniciou o seu mandato querendo dar lições de ética, de política e de direito. Quando afinal, nada disto se concretizou.

5) Passemos aos fundamentos da presente moção!

6) Este tem sido o mandato cheio de faltas/ausências injustificadas. Este tem sido o mandato em que recorrentes vezes, é violado o direito ao contraditório democrático. Este tem sido o mandato em que foi público e notório o cancelamento do desenvolvimento sustentado do concelho.

7) Este é o mandato em que os membros da Oposição estão calados, cegos e surdos. Este é o mandato em que os vereadores tardam ou nunca chegam a nenhuma conclusão. Este é o mandato em que o Rei, decide fazer tábua rasa de tudo e de todos.

8) Este é o mandato em que o Rei quer fazer prevalecer (como sempre, e desde sempre) a opacidade, o secretismo e a administração fechada aos princípios da publicidade, da transparência e da administração aberta que regem a convivência democrática do nosso tempo.

9) Este tem sido ainda o mandato em que as questões abundam e as respostas do Rei escasseiam.

10) Este tem sido também o mandato, onde o abuso do Direito e a gravidade das acções do Rei, imperam. Porque nos assiste o direito de resistência, o direito de denúncia, o direito de queixa, o direito de reclamação e o de recurso.

11) Cientes de que toda a pergunta tem uma resposta, sabemos também que a resposta do Rei, é tudo ter feito em nome dos superiores interesses do concelho, e que todo aquele que duvida e questiona não é seguramente a favor do concelho mas sim contra ele.

12) Não alinhamos todavia, no redutor, se não és por mim, és contra mim! Mas o que não podemos deixar passar em claro é o contributo notório do Rei para o subdesenvolvimento do concelho, a calamidade económica em que se encontra, as constantes obras inacabadas, os constantes abusos de poder, sendo que nestes últimos tempos os interesses pessoais sobrepõem-se aos interesses do concelho.

13) A escassez de resultados, a chocante personalização dos meios e a inarrável forma de acção do Rei, justificam abundantemente a nossa censura política, e, esta MOÇÃO.

No Concelho Faz de Conta, em data a determinar.

Júlio César

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
Retrato…


Entrou em cartaz no cinema da nossa terra, na última sexta-feira, o documentário de longa-metragem “Juízo - Afinal havia outra”, dirigido por Rodrigo Cardoso Boavida.
Rodeado por críticas absolutamente negativas, como a da revista ‘POVO’, o filme foi tema de inúmeras reportagens e conversas de café, tendo surgido em alguns cafés brigas sérias de galos, que não passaram de arrufos.
Aqui na NECRÓPOLE não foi diferente, e a história já ganhou muitos adeptos.
A NECRÓPOLE é uma associação sem fins lucrativos que, definitivamente, já deixou de existir, independente de algumas espécies lutarem contra tudo e todos. Os aspectos sociais, devem andar em constante harmonia, sob pena de não se alcançar o objectivo mais importante do ano – o controle da crise orçamental. O filme ganha grande intensidade ao tratar de um tema real e cruel com grande coragem. O processo de produção do filme durou alguns anos, duas décadas.
Desde a concepção do enredo narrativo, o director de ‘’Juízo - Afinal havia outra” passou muito tempo em busca de patrocínios. Depois de alguma espera, os recursos injectados pelo POVO e uma parceria com a poderosa empresa Emoções Produções Fornecimento de Água, Lda responsável por diversos filmes da treta, foram suficientes para que a história fosse finalmente apresentada. O realizador encontra-se neste momento a retirar grandes dividendos financeiros das parcerias efectuadas.
As filmagens foram divididas em muitas etapas.
Em primeiro lugar, houve uma longa pesquisa para saber quais os actores com potencial para causar maior impacto no público. Depois disso, centenas de audiências reais foram efectuadas na sala oval. Por lei, é proibido mostrar o rosto dos actores. A solução encontrada foi brilhante: as cenas em que os actores são mostrados de costas para o POVO retratam o momento do julgamento de facto. Para mostrá-los de frente sem usar tarjas pretas ou imagens desfocadas, a produção contratou jovens que apresentam semelhanças físicas com os envolvidos. Mais recentemente o director decidiu empurrar para outro+a) s. A táctica está a dar certo. O que se vê na tela é um verdadeiro retrato da política local.
Locais como o Instituto dos Copos, que recebe os homens condenados, e o Sempre Avante, lugar destinado às meninas, não têm qualquer higiene ou zelo pelas pessoas que ali se deslocam. É difícil imaginar que alguém saia de lá melhor do que entrou.
Apesar de estes locais já terem recebido investimentos e melhorias depois que a equipe de produção de “Juízo - Afinal havia outra” passou por lá, ainda há muito a ser feito. É preciso criar urgentemente um sistema transparente, para que haja maiores oportunidades para todos.
Júlio César

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
Elefantes brancos …


Ninguém melhor que o nosso Rei sabe como presentear todos os seus opositores e não opositores: presenteá-los com elefantes brancos.
Os elefantes brancos são raros na natureza, portanto são sagrados. Como são sagrados são intocáveis. Mas elefantes sagrados também comem, e comem demasiado. O suficiente para transformar um Concelho rico num miserável.
A semelhança entre estes elefantes são as suas prendas. De acordo com os termos das doações, a maior parte deve ser gasta em sistemas de bombagem de água. Um moderno sistema de bombagem é imensamente caro. É verdade que nós o obtemos em troco de nada. Mas tal como os elefantes brancos, este sistema mais uma vez custa ao Povo. Precisa de Pilotos, cujo treino custa uma fortuna. Precisa de população calma e serena. Todas estas despesas são muito maiores do que o preço da própria bombagem.
Mas que Povo pode recusar umas prendas tão maravilhosas?
O nosso Povo está prestes a receber enormes quantidades das mais avançadas promessas. O preço afixado ainda não foi possível calcular. Aparentemente, as promessas são necessárias para fortalecer o ego do nosso Rei: Aos olhos de todos, este agora é o grande perigo.
Como é que isto aconteceu? Durante as duas últimas décadas a nossa Terra serviu como reserva de elefantes brancos. Quando o Rei derrubou o regime anterior, toda a região sonhou. O governo instalado rapidamente dominou as milícias revoltosas. O Rei está agora mais poderoso que nunca, está a estender o seu longo braço a todos os que ainda acreditam.
O Rei, na sua infinita sabedoria, fez com que quase todas as enormes reservas se esgotassem. Se estas reservas fugirem do controle do Rei, isto provocará uma mudança drástica no equilíbrio de poder.
No entanto os príncipes, têm direitos adquiridos nestes arranjos convenientes. Quando estes levantam a sua voz contra um negócio de sistemas de bombagem de água ou outros, logo o Rei numa lógica da objecção estende o seu manto para abafar todos os males. Esta é a base para que os Elefantes Brancos não se tornem visíveis, aos olhos do Povo.
O que fazer? É fácil: oferece-los ao Povo como prenda, a fim de manter "o equilíbrio de poder" e a nossa "superioridade qualitativa sobre todos os Povos vizinhos".
Mas isto, naturalmente, não é o fim da história.
Os tempos mudaram. O Rei é uma pessoa respeitável. Pode ser uma celebridade, objecto de adulação para o Povo.
Só que um multimilionário havia-se fixado na ideia de adquirir um elefante branco, a fim de impressionar os seus colegas. Mas é rigorosamente proibido exportar elefantes brancos desta terra, porque são património de todos nós.
Entretanto um esperto prometeu-lhe obter um elefante branco, e disse-lhe mesmo como faria isso: pintaria o elefante de cinza antes de contrabandeá-lo.E na verdade, no prazo prometido chegou uma gaiola, e dali saiu um elefante cinzento. Quando a tinta cinza foi lavada, revelou-se um elefante branco. Mas com um bocado mais de lavagem, a tinta branca também foi descascada e, por baixo, o elefante era cinzento.
Um negócio é um negócio. Um Elefante será sempre um Elefante.

Júlio César

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Daqui e dali... Júlio César

Nosso espelho…
Lanterna de esperança…

Os factos…
É impressionante como nada, ou quase nada muda. Por isso continuamos, cada vez mais, na cauda.
Um povo resignado, humilde e sonâmbulo, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de prepotência, um povo em catalepsia final, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda no íntimo da sua consciência uma lanterna de esperança, reflexo de astros brilhantes que ande surgir no futuro próximo.
A burguesia instalada, cívica e politicamente até à medula, não descrimina já o bem do mal, sem palavras, sem carácter, descambam na vida pública em sevandijas, capazes de tudo, e a nossa gente vai sofrendo. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado dos compadres; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime de todo o seu carácter.
Amigos e compadres sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, que se partiram e voltaram a unir, apesar disso, pela razão lógica dos actos praticados, comem na mesma tigela.
A lanterna…
Um dia, na nossa praça principal, eis que surge um corajoso, “ESPERANÇA”, andava de lanterna acesa, em pleno dia. Os transeuntes abanavam a cabeça, pensando que enlouquecera. Alguns mais afoitos perguntaram-lhe o que fazia àquela hora do dia com a lanterna acesa. “ESPERANÇA” respondeu-lhes que andava à procura de homens de palavra, que honrassem o prometido.
A nossa terra perdera tantos valores que “ESPERANÇA” tinha dificuldades em encontrar um Homem no sentido verdadeiro da palavra.
O gesto foi repetido, nas várias praças da nossa querida terra, mas “ESPERANÇA” não conseguia encontrar o homem perfeito para agarrar o tempo perdido.
No entanto, o Povo num acto de coragem grita: Coerência, Responsabilidade, Carácter. “ESPERANÇA” ficou confusa sem saber o que fazer, pois as traquinices eram tantas, que se perguntou a si mesma, e agora, onde encontrar este homem?
A coerência implica uma maneira de estar na vida de acordo com o que se pensa. E não ser como os cata-ventos das torres das igrejas que mudam de posição conforme sopram os ventos. Mas quantos encontramos por aí que, conforme os seus objectivos, alteram os seus pontos de vista de manhã para a tarde, primeiro os seus interesses, depois o Povo. A responsabilidade leva a assumir em consciência os compromissos. E a cumpri-los inteiramente. E a não brincar com coisas sérias. Veja-se os irresponsáveis que se passeiam à nossa volta não assumindo a sua palavra. E a quem nada se pode confiar.Ter carácter íntegro é ser o que se é na aplicação das suas convicções. Sem malabarismos nem manipulações. Nem segundas intenções. Com rectidão e consciência limpa. Não se pode viver em sociedade sem nos relacionarmos com os outros na verdade. Ter duas caras envenena qualquer relação humana. E gera o ódio e o rancor. “ Ser ou não ser”, eis a questão. Tanta mentira que pula por aí vestida de simpatia. E tantos punhais apontados nas costas com ar das maiores juras de amizade pela frente. Porém, para “ESPERANÇA” é tempo de continuar em frente, enfrentar o medo com que temos de viver, aprender a lidar com a adversidade e construir uma terra cheia de sonhos. Coragem!LANTERNA DE ESPERANÇA não é um filme de ficção, mas uma maneira de traduzir a realidade que nos rodeia.
Júlio César

quarta-feira, 26 de março de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…

O HOMEM...
Prepotente …

É de sempre que a prepotência se faz companheira do homem. Na definição do Aurélio prepotência significa grande poder ou influência. O prepotente é aquele que abusa do poder ou autoridade a que está investido é o senhor absoluto um tirano e opressor.

O homem neste século não difere muito do homem dos séculos passados, apesar do desenvolvimento e o avanço tecnológico, ele continua, em termos sociais, indiferente às necessidades de um povo, um Concelho. As suas atitudes e acções são visíveis aos olhos dos mais atentos, e, quem mais sofre resultado dessa indiferença, somos todos nós.

Normalmente este ser prepotente, quanto mais tem mais deseja, não importa como, o que importa é a satisfação do seu ego. Não importa o que ou quem esteja á sua volta, pois o seu sucesso supera qualquer estado de coisas que levem todos os outros a uma condição de subjugação.

Um conjunto de factos, resultado deste ser prepotente e insaciável, explica a situação em que nos encontramos, se mergulhar-mos na história recente, últimas duas décadas, estamos inundados de uma insensatez humana inqualificável.

O medo muitas vezes, coloca uma venda escura impedindo a denúncia dos mais atentos. É muito comum ouvir “cala o bico senão comes”. E, assim, fica evidente a tranquilidade daquele que detém o poder, pois as estruturas pré-estabelecidas, deste ou daquele seguimento de poder tem a garantia de que jamais serão abaladas.

Não devemos desanimar, nosso olhar deve estar sempre voltado para o futuro. E é cada vez mais urgente que os ambientes sejam desinfectados, não podemos omitir, ante a opressão nascida da insensatez humana, que um ser insaciável, destrua um povo que ao longo destas últimas décadas tem vindo a ser enganado e humilhado.

Não podemos fugir a essa missão, de alertar, denunciar, “ O prepotente não veio senão para oprimir, reinar, destruir”.

A nossa prática deve ser a prática de alertar, denunciar, construir, sabemos e somos conscientes de que as barreiras dos prepotentes de hoje são difíceis de derrubar, mas também não podemos negar que existem formas de participações e lutas para mudanças, são as nossas acções individuais e/ou conjuntas, que serão sinais para o povo de que é possível que todos, sem qualquer exclusão, lutem por uma terra melhor.

Abandonar este homem insaciável (prepotente) é o único caminho que nos poderá trazer alguma LUZ. Fica para cada um de nós, uma reflexão, poderei dizer no final “combati o prepotente combati”.
Júlio César

sábado, 22 de março de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho!
Páscoa

Celebrar a páscoa significa celebrar a nossa vida-em-Cristo, passagem das trevas para a luz, do pecado para a graça, da morte para a vida. Enfim: da escravidão para a liberdade.A Páscoa são “lembranças” de Cristo enquanto viveu na terra, entre nós. São muito importantes, pois dão-nos a certeza de que Ele está sempre connosco. Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.

Foi levado como cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas com o sinal do seu Espírito e os nossos corpos com seu sangue. Foi ele que venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi ele que destruiu a iniqüidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao Egito. Foi ele que nos fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.

Foi ele quem tomou sobre si os sofrimentos de muitos: amarrado de pés e mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés; sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas. Foi ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos, ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.
Parece que também nós fomos sacudidos por algum vento vindo do além e corremos ao Templo a reconciliarmo-nos com o Senhor, a pôr em ordem a nossa vida, pedindo perdão pelas faltas de amor para com o autor da vida e os irmãos.- Cristo ressuscitou! Aleluia!- O Senhor venceu a morte e voltou à vida!Que belo é participar nas celebrações litúrgicas do tempo pascal! Lembra-nos as palavras de Jesus.«Eu sou a Luz do Mundo!»«Quem me segue não anda nas trevas!»
Aleluia!
Santa Páscoa!

Júlio César

quinta-feira, 20 de março de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho!

"Um ditador já é velho demais quando inicia a ditadura. Porque recorre à arte mais velha do mundo que é impor o seu mando a outros. E que me desculpem as senhoras da vida, o vosso ofício está longe de ser o mais antigo, ainda vocês não tinham descoberto a forma de ganharem os vossos honorários com as misérias femininas e já havia ditadores em funções. Porque qualquer ditador faz o que há de mais simples, ancestral e primitivo no mundo e que é mandar pela força.

Os povos deviam, no estado adulto em que nos julgamos, ser poupados ao primarismo do mando bruto. Mas o ancestral é rijo como cornos. Custa a desfazer. Se custa.

O pior de uma ditadura é quando ela é servida por um ditador velho. Sobretudo quando envelheceu na arte de ser ditador. Di-lo quem sabe de uma vida a gramar um ditador longevo e, sempre, mais e mais teimoso. Tão teimoso que morrerá estúpido e deixará uma herança de estupidez. E tão estúpido que nos quis ensinar a arte de obedecer. E ensinou, essa é que é essa. Pois, a estupidez também é antiga. E a ditadura é a arte da velhice.

Os fins dos ditadores, como todos os seus actos, são encenados minuciosamente pelas suas cortes. Mesmo as suas respeitáveis decadências humanas. Há qualquer coisa de nefando e obsceno na forma como se castigam os ditadores com o prolongamento forçado da encenação do seu mando para além da capacidade física e intelectual para mandar o quer que seja. Ditadores moribundos, ou para lá caminhando, são sujeitos a grotescos jogos de resistência ao fim da vida. Na efémera mensagem de que são eternos. Foi assim com Salazar (a quem representaram a senilidade teatral de que ainda mandava quando Marcelo já despachava na sua vez); idem com Franco; o mesmo com Brejnev que, nos últimos anos, já tinha camaradas a sacudirem-lhe o braço para acenar encavalitado no mausoléu de Lenine. Agora, o nosso espelho não escapa à regra.

A ditadura é velha e sábia mas (por isso?) não tem nada de criativa. E é cruel, até para os próprios ditadores." - Água Lisa

Júlio César