sexta-feira, 20 de junho de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
A minha escolha….


Quem disse que não era difícil perdoar? Mas é possível. Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Dar, acolher, pedir, oferecer, recusar e perdoar são os seis verbos que mais do que nunca o povo desta terra precisa de trazer na mente. Esta é uma realidade da qual não poderemos fugir nos próximos tempos.

Dar é um gesto que fica sempre bem. Mas dar sem interesses escondidos nem cálculos para obter dividendos. Dar o seu tempo aos outros (ao seu povo) para os ouvir e os compreender. E que falta nos tem feito o saber ouvir.

O acto de dar liberta o espírito e tranquiliza a consciência. Mas com realismo e sem falsas ingenuidades. Há quem explore os que são “mãos largas”. Por isso, também é preciso saber dar. Até para não criar “parasitas”.

Se o dar faz parte da natureza humana, o acolher leva-nos ao encontro do outro. A considerá-lo como igual a nós. Como uma pessoa com direitos e deveres. Secar o que está à nossa volta nunca deu nem dará resultados.

Acolher, para além de uma norma de boa educação – disciplina que parece afastada da nossa terra – estabelece cumplicidades entre as pessoas. E é o primeiro momento para o trabalho de equipa. Trabalho esse que nunca chegou a ser implantado para mal de nós todos. Mesmo na discordância, o acolher desfaz barreiras e constrói pontes. Lá canta Rui Veloso: “É mais o que nos une do que aquilo que nos separa”. Em Carrazeda é precisamente o contrário é mais aquilo que nos separa que aquilo que nos une.

Quem pede, mostra nobreza de carácter. Pedir exige humildade. E revela o que somos. Não é vergonha pedir. Seja um favor, um serviço, uma ajuda, um acto de compreensão, uma desculpa. “Errar é próprio do homem” – diz um provérbio latino.Quanto maior for a capacidade em pedir, tanto maior será a possibilidade em dar. Quem dá, pede e quem pede, dá. Em ambos os casos, se revela a grandeza do homem. Que só o orgulho impede. Orgulho tem-se espalhado muito por este lados, humildade, nunca. Foi banida.

Oferecer é apresentar-se disponível. Na linha do dar, do acolher e do pedir. Quando se oferece alguma coisa, não se trata, apenas, de um gesto material mas também de afirmação de entrega pessoal. Elimina-se um vazio que possa existir.Oferecer equivale a darmo-nos. Com as qualidades e defeitos que temos. E o tempo de que dispomos. Afinal o que nos deram? Uma mão cheia de nada. Que prendas nos foram oferecidas, o futuro dirá…

Recusar implica uma atitude de coerência. Agir como pensamos. Frontalmente. Sem cedências no essencial embora flexíveis no acessório.

Há comportamentos que não podem ser aprovados. Mas recusar não é condenar. Antes, firmeza nos valores que nos engrandecem. Como diz o verso de Fernando Pessoa : “Sê todo inteiro naquilo que és”. Ter coluna vertebral. Porque há por aí muitos palhaços. Gente sem carácter nem princípios.

Perdoar. Dar a mão a quem errou. Esquecer e varrer o ódio. Não alimentar ressentimentos. Só os gestos de bondade preparam uma terra melhor. Quem disse que era difícil perdoar? Mas é possível.

Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Seis verbos. Seis atitudes que, o Povo Carrazedense deve reter.

Uma grande empreitada para todos.

Júlio César

3 comentários:

Anónimo disse...

Foi banida a humildade em Carrazeda?
O que me diz meu caro!?
Olha q\uisto!
Então aqueles que mudam de partido, esses "baloiras" (já sei que este -baloiras- não está no dicionário, mas direi que era um nome que o meu bisavô dava aos fraldiqueiros - esta já está no dicionário -)que quando vêm a oportunidade de tacho vão logo de traição em punho...
Então, ao menos estes, não são humildes?
E há muitos, ou pensa que não?!
Olhe para a ocupação do Município e conte, conte até se enfadar!
Com a garantia que para o ano há mais...

Anónimo disse...

São humildes e até rastejam!
Têm tanta humildade que até venderiam pais, mulher e filhos!

Anónimo disse...

Ao Julio César:
É bonito o conteúdo do seu texto, quase...utópico direi eu. Só que a sua vontade e de mais alguns, esbarra naqueles que,
tendo o poder não acreditam que possa haver gente assim.
Ou,
olham todo o universo como sendo como eles...
Mas, gostei.

Ateu