segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A queda celestial do subsídio de Natal

Aproveitar o subsídio de Natal para amortizar o empréstimo à habitação é uma solução a ter em conta. Este ano em especial, dado que as taxas de juro estão em mínimos históricos. Amortizar o capital em dívida permite fazer poupanças no imediato e ao longo do contrato de crédito, isto porque se for amortizando o empréstimo vai reduzindo a factura mensal e no final pagará menos juros ao banco. O Negócios fez as contas e num empréstimo de 100 mil euros, indexado à taxa Euribor a seis meses de Novembro (0,993%), com um "spread" de 0,7%, amortizar 2.500 euros representa uma poupança de 8,88 euros por mês. Ainda que pareça uma redução de prestação pequena, ao final de um ano poupa 106,60 euros. E se comparar com o retorno de produtos de investimento, como depósitos ou certificados de aforro, não vai conseguir auferir montantes tão significativos. Jornal de Negócios

EDP ensina comerciantes de Carrazeda a reduzir custos com electricidade

A EDP foi a Carrazeda de Ansiães mostrar aos comerciantes que é possível reduzir os custos de energia no seu negócio.
Os participantes na sessão ouviram do gestor comercial da EDP que é possível gastar menos por mês aderindo à solução EDP 5D.
Podemos conseguir algumas poupanças ao nível do tarifário que rondam os 2%” refere Nuno Sousa.
Para além da poupança mensal ainda é possível obter outras vantagens.
O gestor comercial adianta que o plano EDP 5D quer distinguir-se da oferta que já existia no mercado, dando um serviço mais completo ao cliente. “Pode ir desde um seguro gratuito que oferecemos para electrodomésticos, por exemplo” explica Nuno Sousa, acrescentando que “temos um programa de fidelização que dá várias vantagens em parceiros que se associaram a nós e depois também serviços de diagnóstico à iluminação que ajudam à poupança”.
Os comerciantes de Carrazeda poderão obter todo o tipo de esclarecimentos na Associação Comercial e Industrial.
Vamos ser um elo de ligação, pois o associado vem ter connosco e mediante a factura que nos traz enquadramos numa solução da EDP” explica o presidente Nuno Carvalho, salientando que “é um processo totalmente gratuito”.
A Associação Comercial e Industrial de Carrazeda de Ansiães será, o intermediário entre os comerciantes e a EDP no acesso aos serviços proporcionados pelo plano energético EDP 5D.
Escrito por CIR - Brigantia

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cada português gasta 109 litros de água por dia

Cada português gasta diariamente 109 litros de água. A esta quantidade há que juntar mais 121 litros correspondentes às perdas e aos consumos autárquicos. Um estudo da Aquapor ontem divulgado refere que o litro de água custa, em média, 0,0023 euros.
O estudo em causa, que durante quatro anos incidiu em quatro milhões de registos de consumo de 288 mil habitantes distribuídos por dez municípios, refere que nos ambientes urbanos a média de água gasta por pessoa passa dos 109 para os 137 litros.

A Aquapor conclui que 40 por cento dos consumidores nacionais gastam mensalmente 11,75 euros na factura da água, a qual também já inclui o saneamento e a recolha do lixo. Este montante significa que o consumo é igual ou inferior a cinco metros cúbicos consumidos.
Apurou-se ainda que 16,6 por cento dos contadores analisados apresentam um consumo zero. Trata-se, dizem os autores do estudo, de casas de imigrantes, de segundas habitações, de contadores de garagens e anexos e até de contadores avariados.Quanto aos desperdícios de água estima-se que os mesmos sejam na ordem dos 32 por cento relativamente à totalidade do volume captado. Para combater este desperdício é sugerido o reforço ao combate às ligações clandestinas e a redução das perdas técnicas (roturas e fugas “permanentes”). Público

"Convite – Workshop - Redução de Custos de Energia nos Negócios”

A ACICA vai realizar no próximo no dia 27 de Novembro de 2009 pelas 14:30 horas no Centro de Apoio Rural – Carrazeda de Ansiães, juntamente com a empresa Sourcingest, um Workshop relacionado com o tema da Redução da factura energética para os empresários e comerciantes.
Nesta sessão todos os empresários participantes poderão reduzir a sua factura até 30%, participar num debate com executivos de alto escalão da EDP, ganhar brindes, ter uma página na internet gratuita, e ainda um seguro automático de avarias e de manutenção. Ainda neste fórum será discutido o relevante tema do Impacto da Barragem de Foz Tua na economia local.
Participe e traga a sua Factura de Electricidade

Daqui e dali... Manuel Barreiras Pinto

O MESTRE DE CULINÁRIA …
Parafraseando –Quim Barreiros- vamos apresentar um prato típicoda região, que pretende congregar vontades. Ingredientes: - 6cabeças de alho; - 6 folhas de massa folhada; -1 ramo de salsa e 3azeitonas.Preparação e explicação: - Numa travessa (Há uma mesa com seiscadeiras),espalham-se as 6 folhas de massa e em cima os 6 dentes dealho (Ocupadas por seis pessoas, tendo á frente delas seis folhas depapel branco) e um ramo de salsa ( um monte de ideias) e enfeita-secom azeitonas pretas –(a presença de dois ou três padres).Convidam-se todos os livres- pensadores que cultivam a suaauto-estima, que amam a sua terra, que vivem os seus problemas, queprezam as suas ideias e também sabem aceitar e respeitar as ideias dosoutros. Convidam-se os que se sentem deprimidos, chateados sem saber o quefazer, que estão desmotivados.Convidam-se os outros que querem pensar e arranjar soluções, falar,ouvir, discutir, apresentar ideias e aceitar sugestões e outrasideias. Esta surgiu de uma conversa entre amigos. Nota. A receita falaem 6 mas este número á partida está reduzido a um ou seja o autor, porisso sejam bem-vindos os que tiverem boa vontade. Venham mais cinco. Posto isto o local onde se prepara este repasto pode ser naBiblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães .Será aqui nos Blogues o local apropriado para endereçar este convite?Qual a força que exercem no meio para assim obter uma respostasatisfatória, isso meus amigos é o que vamos ver. Apareçam Sexta-Feira dia 27 às 14h na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães.

Concessão do Douro Interior em risco

As obras do IP2 e do IC5 podem parar dentro de um mês.
É o próprio presidente da Mota-Engil quem o admite.
Em entrevista à SIC, António Mota ameaça parar as obras na concessão do Douro Interior devido à falta do visto ao contrato por parte do Tribunal de Contas.
O presidente da empresa sublinha que sem o visto, só tem dinheiro para apenas mais um mês de trabalhos.
Face a esta recusa, quando o dinheiro acabar, as obras terão de ser suspensas pois só temos dinheiro para mais um mês de obras” afirma António Mota, acrescentando que “o risco está todo do lado dos empreiteiros e do Estado”.
O presidente da Mota-Engil estima que o travão do Tribunal de Contas aos contratos das novas auto-estradas ameace milhares de empregos.
São cerca de 72 mil, segundo António Mota.
Estamos a falar de uma possibilidade de gerar, nos próximos dois anos, 72 mil empregos e que podem pôr em causa este factor importante para o país” refere.
Recorde-se que o Tribunal de Contas não deu visto prévio aos contratos das auto-estradas do Douro Interior, Transmontana e do Alentejo.
A Mota-Engil tem a concessão do Douro Interior que inclui o IP2 e o IC5. Brigantia

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Daqui e dali... Mário Crespo

Comunicado
"Ilibação progressiva" devia ser um termo da ciência jurídica em Portugal. Descreve uma tradição das procuradorias-gerais da República. Verifica-se quando o poder cai sob a suspeita pública. Pode definir-se como a reabilitação gradual das reputações escaldadas por fogos que ardem sem se ver porque a justiça é cega. Surge, sempre, a meio de processos, lançando uma atmosfera de dúvida sobre tudo. As "Ilibações" mais famosas são as declarações de Souto Moura sobre alegadas inocências de alegados arguidos em casos de alegada pedofilia. As mais infames, por serem de uma insuportável monotonia, são os avales de bom comportamento cívico do primeiro-ministro que a Procuradoria-Geral da República faz regularmente. Dos protestos verbais de inocência dos arguidos que Souto Moura deu à nossa memória colectiva, Pinto Monteiro evoluiu para certidões lavradas em papel timbrado com selo da República onde exalta a extraordinária circunstância de não haver "elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o senhor primeiro-ministro". Portanto, pode parecer que sim. Só que não se prova. Ou não se pode provar. Embora possa, de facto e de direito, parecer que sim. Este género de aval oficial de "parem-lá-com-isso-porque-não-conseguimos-provar" já tinha sido feito no "Freeport". Surge agora no princípio do "Face Oculta" com uma variante assinalável. A "Ilibação progressiva" deixou de ser ad hominem para ser abrangente.
Desta vez, o procurador-geral da República não só dá a sua caução de abono ao chefe do Governo como a estende a "qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões", que ficam assim abrangidos por estes cartões de livre-trânsito oficiais que lhes vão permitir dar voltas sucessivas ao jogo do Poder sem nunca ir para a prisão. Portanto, acautelem-se os investigadores e instrutores de província porque os "indivíduos mencionados em certidões" já têm a sua inocência certificada na capital e nada pode continuar como dantes.
Desta vez, nem foi preciso vir um procurador do Eurojust esclarecer a magistratura indígena sobre limites e alcances processuais. Bastou a prata da casa para, num comunicado, de uma vez só, ilibar os visados e condicionar a investigação daqui para a frente. Só fica a questão: que Estado é este em que o chefe do Executivo tem de, com soturna regularidade, ir à Procuradoria pedir uma espécie de registo criminal que descrimine vários episódios de crime público e privado e que acaba sempre com um duvidoso equivalente a "nada consta - até aqui".
Ângelo Correia, nos idos de 80, quando teve a tutela da Administração Interna acabou com a necessidade dos cidadãos terem de apresentar certidões de bom comportamento cívico nos actos públicos. A Procuradoria-Geral da República reabilitou agora estes atestados de boa conduta para certos crimes. São declarações passadas à medida que os crimes vão sendo descobertos, porque é difícil fazer valer um atestado de ilibação progressiva que cubra a "Independente", o "Freeport" e a "Face Oculta". Quando se soube do Inglês Técnico não se sabia o que os ingleses tinham pago pelos flamingos de Alcochete e as faces ainda estavam ocultas. Portanto, o atestado de inocência passado pelo detentor da acção penal, para ser abrangente, teria de conter qualquer coisa do género… "fulano não tem nada a ver com a 'Face Oculta' nem tem nada a ver com o que eventualmente se vier a provar no futuro que careça de qualquer espécie de máscara", o que seria absurdo. Por outro lado, a lei das prerrogativas processuais para titulares de órgãos de soberania do pós-"Casa Pia", devidamente manipulada, tem quase o mesmo efeito silenciador da Justiça. JN
DN

Daqui e dali... Manuel António Pina

Maldita realidade
Vítor Constâncio é a Pítia do regime. Da sua trípode do Banco de Portugal, anuncia regularmente o lamentável futuro económico do país. Mas das duas uma, ou terá negado os favores a Apolo e pena agora o castigo de ninguém o levar a sério ou inala pneuma a mais (ou, em vez das puras águas de Castália, prefere alguma bebida mais espirituosa) e as profecias saem-lhe furadas.

A verdade é que, com a mesma regularidade com que profetiza, corre no dia seguinte atrás da profecia a corrigi-la. Parece haver, de facto, um conflito insanável entre Vítor Constâncio e a realidade. As previsões do défice que foi fazendo ao longo do ano foram sucessivamente desmentidas pelos factos; e quando, há dias, o Governo anunciou, afinal, um défice de 8%, o mais que, surpreendido, encontrou para dizer foi que "esperava menos". Agora foi o aumento dos impostos. Anteontem, para Constâncio, isso era "necessário"; ontem, Sócrates desmentiu-o; horas depois, Constâncio desmentia que tivesse sugerido tal coisa. Melhor será Constâncio continuar a fazer como no caso BPN, fazer previsões só depois de os factos terem acontecido. JN

escuta!!!

Em conversa, podemos afirmar e confessar tudo e mais alguma coisa, como crimes, roubos, ofensas, corrupção, etc... mas parece que em alguns casos, essas conversas podem vir a ser consideradas inválidas aos olhos dos tribunais. É o disse pelo não disse da LEI. Assim, não basta só ter confiança na justiça Portuguesa, é preciso também ter muita FÉ! Intertoon

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Equipa do carrazedense Paulo Candeias é campeã ibérica de Trial 4x4

Foi na cidade galega de Porriño que, no domingo passado, o piloto de Carrazeda de Ansiães Paulo Candeias se sagrou campeão ibérico de Trial 4x4.
Um campeonato de apenas quatro provas, uma em Espanha e três em Portugal, mas em que os cerca de 50 pilotos enfrentam a dureza constante dos trilhos.
Em entrevista à Rádio Ansiães/CIR, Paulo Candeias, de 40 anos, traça a história de uma aventura de sucesso, logo na primeira vez.
Paulo Candeias e a sua equipa prometem voltar a entrar no Campeonato Ibérico de Trial 4x4, com provas em Portugal e Espanha. Este ano correu bem para a equipa de Carrazeda de Ansiães: A primeira participação valeu o título de campeão ibérico.
Eduardo Pinto/RA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

Portugal será o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com o menor crescimento entre 2011 e 2017 e os portugueses continuarão a afastar-se do nível de vida ostentado pelos países da Zona Euro. O país, a confirmarem-se as previsões de médio prazo, não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos, nem atingir o equilíbrio orçamental. (...) DN

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Estradas de Portugal recorreu do chumbo das auto-estradas transmontanas

A Estradas de Portugal (EP) enviou ontem para o Tribunal de Contas (TC) o recurso aos acórdãos que recusaram o visto prévio aos contratos das concessões da Auto-estrada Transmontana e do Douro Interior (engloba o IP2 e o IC5).
A primeira é da responsabilidade do consórcio liderado pela Soares da Costa, enquanto a segunda está a ser executada pelo consórcio encabeçado pela Mota-Engil.
A EP tinha até hoje para contestar a decisão do tribunal, conhecida há 15 dias e fundamentada em graves violações da lei, que se traduziram num agravamento dos custos entre a fase de concurso e o momento da adjudicação.
O acórdão do TC sublinhou que foi violada a lei quando se permitiu que os consórcios apurados para as negociações finais dos dois concursos apresentassem propostas piores do que as iniciais. Mas o presidente da EP, Almerindo Marques, disse ontem à Lusa que tal sucedeu porque “entre a primeira e a segunda propostas dos consórcios verificou-se a crise económica global, que teve como consequência, no que respeita às concessões, um aumento significativo dos custos financeiros”.
O TC também apontou o facto de a Estradas de Portugal ter anulado os pagamentos à cabeça que receberia dos consórcios, num total de 430 milhões de euros, mas Almerindo Marques explicou que se concluiu que “era mais oneroso para a EP receber esses adiantamentos e pagar os juros do que recorrer à banca”.
O presidente da Estradas de Portugal não quis avançar os argumentos utilizados no recurso, alegando “questões deontológicas”, mas garantiu que as obras nas duas concessões vão continuar.
Eduardo Pinto, RA
DN

Túnel não interfere com a qualidade das Águas do Marão

O Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) do Túnel do Marão admite que as obras possam ter alguma interferência nas captações da Águas do Marão, mas sem colocar em causa a sua qualidade.
Foi com este receio que a empresa apresentou, na semana passada, no Tribunal Administrativo de Penafiel, uma providência cautelar que fez parar as obras do túnel que vai ligar Amarante a Vila Real. Ontem, a concessionária Auto-estradas do Marão apresentou ao juiz as suas justificações para que os trabalhos possam continuar, alegando milhares de euros de prejuízo.
O RECAPE salienta que “da realização da obra não se prevêem impactes na qualidade das Águas do Marão”, mas admite que “poderão ocorrer influências quantitativas, pouco significativas, a partir de um troço do túnel atravessando uma zona fortemente tectonizada” (fragmentada). Tal situação pode vir a “por em contacto o túnel e as formações xistosas onde se desenvolve a zona de chamada das Águas do Marão”. Deste modo, “a zona de contribuição será, provavelmente afectada”. Apesar de tudo, aquele relatório considera que é “perfeitamente exequível” conciliar a construção do túnel e a continuação da operação da Águas do Marão, desde que seja feito o “registo sistemático de níveis e caudais nas captações” daquela empresa. No caso de esta opção não ser possível foi proposta a construção de quatro piezómetros (aparelho que serve para avaliar a compressibilidade dos líquidos) em ligação hidráulica com as Águas do Marão, a partir dos quais se faz a gestão do recurso. E se surgirem situações anormais decorrentes da construção do túnel, o RECAPE aconselha a preparação de um projecto de captações alternativas. Eduardo Pinto, RA

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Túnel do Marão: Curiosos foram confirmar paragem das obras

video

Investigação para inglês não ver

Portugal em plano inclinado no ranking mundial sobre percepção da corrupção

A Transparency International (TI) divulga hoje o seu ranking anual sobre a percepção da corrupção. Os últimos anos têm sido negativos para Portugal: desde 1995 que o país tem vindo a baixar na lista.

Obra do túnel do Marão suspensa por tempo indeterminado

A obra do túnel do Marão, iniciada em Março último, que integrará a futura auto-estrada entre Amarante e Vila Real, foi interrompida a semana passada por ordem do Tribunal Administrativo de Penafiel, após uma providência cautelar interposta pela empresa Água do Marão. in Público

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cronologia da Linha do Tua em três séculos"Atirem com a barragem ao rio"

"Pare, Escute e Olhe" Documentário pretende defender a Linha do Tua. Sábado, a projecção foi só para as populações, actores improvisados que, entre as imagens, iam lamentando o fim anunciado da linha
Berta Cruz: "O comboio é para os pobres, deixem-no ficar!" João Nascimento: "A barragem que atirem co'ela ao rio, que se f...". Há quem divirja, mas a maioria de entre os povos servidos pela Linha do Tua maldizem o seu fim entre Mirandela e Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães.
Por seis dias que Berta e João não festejam os anos ao mesmo tempo. E já contam 77. Lado a lado no auditório de Mirandela, assistiram, anteontem, à apresentação do filme "Pare, Escute, Olhe", em que são protagonistas. "Um documentário tendencioso que pretende defender a Linha do Tua", avisou o realizador Jorge Pelicano antes de se apagarem as luzes, pouco depois das cinco da tarde.
Sábado. Céu nublado. Falta um quarto de hora para as duas. José Amaral, morador da Ribeirinha (Vila Flor), prepara o "táxi" fluvial. Solta o cadeado da dúzia de tábuas de um caixote de madeira a que chamam barca. Na margem de lá do rio Tua, em Barcel (Mirandela), uma mão-cheia de pessoas quer passar para a de cá, para ir ao documentário. "Maria do Carmo, tu não te mexas que eu não sei nadar!", alerta Adelaide Botelho para a companheira da curta viagem. "Ali p'ro meio é fundo…" torna, receosa.
"Jesus, há que vidas que aqui não vinha!", solta Carmo. "Olha vir agora com as compras à cabeça e ainda ir passar para lá de barco… tinha mais que fazer!", protesta Adelaide. Desprezam o caminho-de-ferro. "Não nos falta nenhuma, venha a barragem!". Chegam mais dois passageiros à margem da Ribeirinha. O resto da viagem faz-se a pé, até ao autocarro que espera junto ao "Lucky Luke", o café da aldeia que serve de ponto de encontro aos protagonistas do filme antes de rumarem ao auditório de Mirandela.
"Coitado do Ti Abílio", lamentam os que vão com pena dos que ficam. Um problema de saúde deixa-o ficar pelo banco de pedra, companheiro de dias a eito na velha estação de que fez casa. Ti Abílio Ovelheiro, 72 anos, é personagem central do filme e não vai ver o figurão que fez. "Ele havia de ter gostado de se ver", viria a confessar a mulher, Maria Adelaide Novo, no final da apresentação.
Talvez até tivesse estranhado a quantidade de "fuck" que aparecem nas legendas em inglês. Porventura, os ingleses não terão ainda encontrado tradução para a miríade de c...lhos e f…-se que abundam no seu léxico e que lhe saem tão naturais como o resto do que diz. Até o "pintas", cão de companhia, amigo do comboio nos tempos em que passava, haveria de ter ladrado abundantemente, tantas vezes ele aparece. Mas no auditório não entram animais.
João não se cala durante a hora e meia que dura o filme. "Olha, olha, lá está o móvel", gargalha. O móvel é a mulher. "Eu já nem lhe ligo", sussurra Berta. "Isto dá uma saudade do carambas!" interrompe o vizinho Henrique, quando as imagens mostraram o comboio antigo. E o moderno também, quando ainda fazia a ligação a Foz-Tua. E já lá não passa desde 22 de Agosto do ano passado, dia em que ocorreu o último de quatro acidentes na linha do Tua, com outros tantos mortos.
No ecrã surgem imagens de uma carruagem tombada, fora da linha, e ouvem-se os gritos dos passageiros em pânico. "É isto que nos vai tirar o comboio", suspira João. "Se não tivessem acontecido estes acidentes havia de andar cá muito tempo", acrescenta Henrique. E se nenhum remédio houver há-de perdurar para todos os tempos, quiçá numa placa colocada junto à campa da linha, a curta mas sentida frase de Jorge Laiginhas, o escritor de Alijó que acompanhou as filmagens: "Este comboio morreu enforcado por uma gravata… uma gravata de lei!"
Eduardo Pinto, Leonel de Castro, JN

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Daqui e dali... JJ

O morcego 1976 outro dia pediu que os eleitos locais fizessem o favor de não nos desgovernarem.

Como socialista, vejo com dificuldade a aproximação dos auto-apelidados independentes ao PS.

Gostava de ver uma linha de rumo independente, votando a favor o que tivéssemos de votar a favor e contra o que tivéssemos de votar contra, para que no futuro pudéssemos ser alternativa.

Por este andar, falta pouco para que Eugénio de Castro ou Olímpia Candeias se filiem no PS e sejam os cabeças-de-lista pelo meu partido nas próximas eleições, o que me revolve as entranhas cá por dentro.

Não podemos sufragar soluções populistas de ajuste de contas e de poder pelo poder, temos é de endireitar este concelho, que está no estado em que está porque esses dois nos deixaram assim e não ir atrás deles, como se fôssemos atrás de sangue.

Temos uma hipótese de participar na governação e não no desgoverno.
Pelo meio empregue, o povo saberá quem foram os bombistas-suicidas e os salvadores deste concelho!
JJ

JJ em comentário ao post "Daqui e dali... Mário Crespo ": em 12 de Novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Daqui e dali... Anónimo(a)

Porque é que, amordaçados pelo fanatismo, pela parcialidade, pela tendenciosidade, e pela politiquice barata e imoral, não somos capazes de analisar friamente esta situação e outras, que nos parecem imorais e chocantes, para quem trabalha honestamente e tenta viver dignamente, admitindo que o que se está a passar na política é torpe e execrável, sejam os seus seus eventuais autores do PS, PSD, CDS ou outros?
Porque havemos de querer tapar o sol com a peneira, só porque somos deste ou daquele partido? Não é curial que em nome de um povo, muito dele privado, presentemente, do que é essencial à sua sobrevivência (tendo em conta que há muitos portugueses a viver no limiar da pobreza), se defendam e mantenham pessoas desta ignóbil jaez, a dirigir os nossos destinos.
Sim, porque todos são cúmplices nesta despudorada, e monstruosa façanha a que impavidamente vimos assistindo dia após dia. O que se está a passar é uma vergonha, e não nos diferencia muito dos povos em vias de desenvolvimento.
Comportamentos destes não dignificam ninguém.
Espero que a justiça não se deixe subverter, como temos assistido em muitos casos, infelizmente, (pela morosidade que a mesma vem usando na resolução de certos processos que já deviam estar ultimados há muito), pelo poder e coacção dos pseudo poderosos deste país, poder esse que lhes advém, em muitos casos, da sua força económica e financeira conseguida à custa da trapaça, da desonestidade,da imoralidade, da corrupção etc, etc.
Parece-me que vão sendo horas de se pôr cobro a este estado de coisas que a todos nós cobre de vergonha. Não podemos esquecer que o uso indevido da democracia pode gerar a ditadura, que a todo o transe devemos evitar. Ponhamos os pés em terra firme para podermos analisar, sem paixões e quimeras, a realidade social que hodiernamente se vive neste nosso Portugal.
Anónimo(a)
Anónimo(a) em comentário ao post "Daqui e dali... Mário Crespo ": em 12 de Novembrode 2009

Daqui e dali... Manuel António Pina

Tempo de suspeita

Não sei de que terão falado Vara e Sócrates na célebre conversa escutada no âmbito do processo "Face Oculta". Acerca dessa conversa sei o que qualquer cidadão leitor de jornais sabe: que o MP entendeu que nela haveria indícios da prática de crimes alheios ao caso "Face Oculta" e que, por isso, dela extraiu certidão.
Ignora-se a que sujeitos tais indícios se reportarão, se a Vara, se a Sócrates, se a terceiros. E custa a crer, por juridicamente inverosímil, que, como foi noticiado, tal escuta tenha sido dada como nula por não ter sido autorizada pelo STJ. Porque o alvo da escuta foi Vara e não o primeiro-ministro e porque, de outro modo, não faria sentido o normativo que prevê a abertura de inquérito por indícios de crimes recolhidos em escutas e praticados por terceiros não alvo delas. Mais grave é o clima de suspeição que tal situação (como os 4 meses de estágio das certidões na PGR) alimenta. A suspeita é hoje um cancro que corrói a democracia, e a Justiça, um dos seus pilares fundamentais, deveria estar acima de qualquer suspeita. Por isso não se entende tanta demora no esclarecimento do caso.
JN

"Pare, escute, olhe" José Sócrates e António Mexia da EDP visitam Barragem do Rio Sabor em construção

Colaboração: Patrícia Calvário e Mário Carvalho

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Daqui e dali... Mário Crespo

Os intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.
Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso.
Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.
Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

Mário Crespo, JN
Expresso

População portuguesa é a que está a envelhecer mais depresa na UE

Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa, segundo um relatório hoje apresentado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, pelo Instituto da Política da Família.
Segundo o Instituto da Política da Família (IPF), em Portugal, as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008.
Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia.
A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.
JN

Viticultores portugueses à procura de contactos em Espanha

Conseguir entrar no mercado espanhol é um dos principais objectivos que leva os viticultores portugueses a participar no Salão internacional do vinho, que todos os anos se realiza em Salamanca, no país vizinho.Quem participa acredita que se trata de uma boa iniciativa para futuros contactos. (...) RBA

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PARE, ESCUTE, OLHE

CINE H2O - MIRANDELA
14 NOV - 17H e 21H30 - CENTRO CULTURAL DE MIRANDELA

[No final da sessão debate com o realizador Jorge Pelicano]
Depois da participação no DOCLISBOA e no CINE ECO, em Seia, PARE, ESCUTE, OLHE, vai ser apresentado aos protagonistas do filme que, pela primeira vez, vão ver as suas estórias reflectidas numa tela.

Fernanda vive numa estação abandonada.
Berta, utilizadora frequente do comboio, necessita do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite. Pedro Couteiro, activista, um acérrimo defensor dos rios.
Jorge Laiginhas, escritor transmontano, conduz-nos às entranhas e beleza do vale.
Abílio Ovilheiro, ex-ferroviário, vive numa estação activa, autêntico sabedor de notícias da região.

Através do seu quotidiano, do acompanhamento das suas estórias de vida ao longo de dois anos e meio - PARE, ESCUTE, OLHE - é um documentário interventivo, que assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás-os-Montes.

Jorge Nunes pede esforço para recuperar atrasos na A4

Um esforço para recuperar os seis meses de atraso que já levam as obras da A4 na região de Bragança.
É esse o repto deixado por Jorge Nunes, o presidente da câmara de Bragança, que já se mostra mais confiante com o desenrolar das obras, apesar do Tribunal de Contas ter apontado algumas ilegalidades ao processo de adjudicação.
Gostava que continuasse a ser feito um esforço de calendário”, revelou. “Mas a verdade é que já estamos com quase meio ano de atraso na circular de Bragança, que era um dos primeiros troços a fazer”, sublinhou.
Jorge Nunes acredita que as falhas apontadas pelo Tribunal de Contas serão resolvidas e tanto a A4 como o IP2 e o IC5 vão ser concluídos.
Os aspectos relacionados com a legalidade da contratação pública obrigam todas as entidades públicas no país. E esses problemas resolvem-se pelas vias normais. A obra vai ser feita e as situações serão superadas. Só se faltasse dinheiro do sistema financeiro, mas isso também não falta.”
Jorge Nunes mais optimista, apesar do atraso de cerca de meio ano na Auto-estrada número 4, entre Vila Real e Bragança.
Brigantia

Troféu Ibérico Trial 4X4 - Paulo Candeias "quase" Campeão Ibérico

Derradeira etapa do campeonato realiza-se a 15 de Novembro em Porriño, Espanha, com Paulo Candeias (Stand Candeias) a liderar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que se disse... Eugénio de Castro

«Parto de consciência tranquila. Sem angústias.»

Eugénio de Castro, ex-presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães em carta aos munícipes.

Muro de Berlim caiu há 20 anos

A Alemanha comemora hoje com o derrube simbólico de um dominó gigante o 20.º aniversário da queda do Muro de Berlim, acontecimento que pôs fim à chamada Guerra Fria e alterou o xadrez político mundial.

Dois socialistas e um independente na Mesa da Assembleia Municipal

A nova Mesa da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães é composta por dois eleitos do PS (João Lima, presidente, e Hélder Rodrigues, segundo secretário) e um da candidatura independente (Carlos Pires, primeiro secretário).
As duas forças apresentaram-se a votação juntas numa mesma lista, contra a da coligação PSD-CDS/PP que venceu as eleições no concelho para a Câmara e para a Assembleia Municipal.
Mas apesar da vitória, a coligação não tem maioria nos dois órgãos, o que acabará por criar dificuldades ao executivo camarário para fazer passar as suas propostas.
De qualquer forma, o próximo Plano e Orçamento deverá ser aprovado na Assembleia Municipal, pois o novo presidente da Mesa, João Lima, apelou aos deputados da oposição para “deixar trabalhar a Câmara, pelo menos no início”. Considerou que “seria muito complicado” estar a travar, numa fase inicial, o trabalho do executivo.
Para além disso, João Lima pretende que a nova Assembleia Municipal, com muitas caras novas, possa ser mais participativa do que o que tem sido até agora. O anterior presidente da Mesa, Rui Moreira, do PSD, tentou-o, mas não conseguiu. “Fui uma das tristezas que o dr Rui Moreira levou consigo, não ter conseguido que a Assembleia fosse aquilo que ele pretendia: Mais participação e mais diálogo”, notou, desejando que os actuais deputados possa participar mais.
O presidente da Mesa pediu ainda à Câmara que sejam garantidas melhores condições à Assembleia Municipal, nomeadamente um gabinete próprio nos Paços do Concelho, para que “os papéis não andem em cima das secretárias” e para que “haja sempre alguém com quem falar para resolver qualquer problema”.
João Lima ficou com a garantia do presidente da Câmara, José Luís Correia, de que vai ter em atenção as suas reivindicações, mas quanto ao espaço onde se realizam as reuniões daquele órgão – actualmente o auditório do Centro de Apoio Rural – não poderá ser alterado, por não existir outro melhor. Pelo menos até ser aberto o Centro Cívico. Eduardo Pinto, JN

Saltitar constante entre repartições

Agricultores do Interior Norte são penalizados pela centralização dos organismos do sector e pela manifesta falta de apoio logístico.

Se ser agricultor em Portugal não é pêra doce, sê-lo em Trás-os-Montes e Alto Douro é mesmo uma pêra amarga. Não são as peras que sustentam António Manuel Barbosa, agricultor de Areias, Carrazeda de Ansiães. O pão vem do vinho, que poderia ser mais abonado caso as questões burocráticas não fossem uma companhia constante, roubando tempo e emprestando incómodos a uma actividade cada vez menos rentável.
"É pena que na região não tenhamos mais serviços, que permitam resolver os nossos problemas sem ter de estar sempre dependentes das sedes dos organismos, em Lisboa", atira Barbosa. É um lamento que estende aos pequenos e médios empresários agrícolas do interior, que têm "cada vez mais dificuldades em termos de apoio logístico".
Soma-se a "falta de amparo" na promoção e comercialização dos produtos e uma "elevada burocracia". Quantas vezes a precisar de tratar de papelada na Régua, onde fica o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP); em Vila Real, onde resolve questões relacionadas com o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP); ou em Torre de Moncorvo, onde se dirige quando quer encaminhar assuntos que dizem respeito à Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

O empresário agrícola também é presidente da Associação dos Fruticultores, Olivicultores e Viticultores do Planalto de Ansiães. Uma colectividade que, para além das suas funções principais de apoio técnico aos 900 associados, também lhes trata das questões burocráticas. "Quantas vezes juntamos os processos de vários sócios e, depois, vai um funcionário passar um dia ao IVDP para os resolver", explica, admitindo que, apesar do serviço ser pago, "acaba por dar prejuízo". "Não vamos estar a onerar ainda mais o agricultor, já por si descapitalizado".
Por outro lado, "cada agricultor, individualmente, teria mais dificuldades para tratar das suas papeladas", aduz, enquanto realça que, no caso do IFAP, o facto de ser dirigente associativo e representar centenas de agricultores lhe facilita a vida quando precisa de ser recebido por responsáveis daquele organismo. "Se calhar, precisávamos de uma espécie de loja do cidadão agricultor, na qual pudéssemos resolver todos os problemas, mas acho que é difícil implementá-la aqui", conclui António Barbosa
. Eduardo Pinto, JN

domingo, 8 de novembro de 2009

Da corrupção...

Pùblico

Metade do azeite consumido em Portugal vem de Espanha

Quase metade do azeite consumido pelos portugueses vem de Espanha, segundo dados fornecidos pelo presidente da Federação Nacional do Azeite (FENAZEITE), Aníbal Martins.
Portugal importa entre 40 mil a 50 mil toneladas de azeite da vizinha Espanha, quando o seu consumo total se situa nas 95 mil toneladas, correspondentes a um valor próximo dos 285 milhões de euros.
O presidente da FENAZEITE referiu que “apesar de o nosso país importar ainda entre 40 mil a 50 mil toneladas (de um volume total de 80 mil a 90 mil toneladas), dentro de três, quatro anos Portugal será seguramente auto-suficiente”. Essa auto-suficiência justifica-se com o facto de os olivais que foram recentemente plantados estarem “em plena produção daqui a quatro anos”.
Espanha, que representa quase 95 por cento do volume total das importações do sector, é o principal investidor em Portugal neste tipo de indústria agrícola.
O investimento em Portugal é “essencialmente espanhol, principalmente no Alentejo: Beja, Serpa e Ferreira do Alentejo”, revelou Aníbal Martins acrescentando que esta região “vai ser o centro de gravidade da olivicultura nos próximos anos”. (...)


Colheita apenas cai em Trás-os-Montes relativamente a 2008
Das três principais regiões de olivicultura em Portugal, apenas Trás-os-Montes prevê uma quebra na produção relativamente a 2008.
(...) Público

sábado, 7 de novembro de 2009

Lançada campanha para poupar água

A Águas de Carrazeda lançou uma campanha de sensibilização, em que alerta a população para a necessidade de poupar o máximo de água possível e para avisar sobre eventuais fugas e roturas de canalizações.
A medida surgiu após uma reunião entre o administrador da empresa privada que gere a água e o saneamento no concelho, Francisco Morais, e o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia. Foi marcada para discutirem a iminência de uma ruptura no abastecimento de água a grande parte do concelho. É que a barragem da Fontelonga, de onde a população bebe, só já tem reservas para este mês de Novembro.
Francisco Morais está convencido de que, neste momento, não haverá necessidade de implementar um plano de contingência mais exigente, pois "nestes meses de Outono e Inverno há um abaixamento considerável no consumo". Por outro lado, confia nos efeitos da campanha de sensibilização, que na seca de 2005 também obteve bons resultados, com a população a diminuir consideravelmente o gasto de água.
De resto, o responsável adianta que se a situação se colocasse ao concelho durante o Verão, "seria mais complicado", acreditando que ainda há-de chover o suficiente para evitar a ruptura total no abastecimento. Eduardo Pinto, JN

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Financiamento das estradas em risco após chumbo do TC

Os bancos que haviam garantido financiamento para as novas estradas estão a ameaçar retirar o apoio às empresas, depois de o Tribunal de Contas (TC) ter recusado o visto prévio a duas destas concessões. Até porque mais quatro concessões podem ver o visto prévio negado. Grande parte do programa do Estado para as estradas pode paralisar. Já há, aliás, obras a parar.
Os contratos de financiamento que haviam sido assinados entre bancos e empresas concessionárias tinham como condição, praticamente para todo o financiamento, precisamente o visto do TC. Em algumas das concessões, apenas uma parte parcial, e menor, desse financiamento era dada logo no início: esse crédito inicial não está em risco, uma vez que tem garantias bancárias. Mas a maior parte depende do visto que está em risco. Jornal de Negócios
Colaboração: Mário Carvalho

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O que se disse... Ferraz da Costa

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«Portugal não tem dimensão para se roubar tanto.»

Ferraz da Costa

Face oculta

É apenas mais um daqueles tipos, armado em super-herói-cómico e também mais um caso para não dar em nada como diz o economista Medina Carreira. Eles são muitos e andam aí, sabem voar e dificilmente são apanhados. Pior é difícil mas não impossível. Intertoon

Obras chumbadas não chegaram a parar

As obras de construção das rodovias das concessões do Douro Interior e Auto-estrada Transmontana continuaram ontem, quarta-feira, normalmente. O Tribunal de Contas recusou-lhes o visto prévio mas a lei permite que prossigam.
Na zona de Lamares e Justes, no concelho de Vila Real, as máquinas do consórcio Auto-estradas XXI, liderado pela Soares da Costa, continuavam, ao início da tarde de ontem, a romper os terrenos contíguos ao IP4. O barulho das giratórias, retroescavadoras, bulldozers e camiões de diversos tipos misturava-se com o dos veículos que circulavam naquele itinerário entre Vila Real e Bragança.
Não muito longe, trabalhadores delimitavam áreas onde hão-de ser colocadas barreiras de betão, geralmente junto à guia, que permitem separar da faixa transitável a área de nova construção. É que em grande parte sua extensão, a auto-estrada que fará a ligação entre as duas capitais de distrito transmontanas, vai coincidir com o actual traçado do IP4. Dai a necessidade desta medida de segurança.
De resto, a normalidade das obras já havia sido confirmada, ontem de manhã, pelo presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, no decurso de uma conferência de imprensa que convocou para a sede da empresa, no sentido de se pronunciar sobre a decisão do Tribunal de Contas (TC). "Nos termos legais, as obras prosseguem com toda a normalidade".
O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins viria, também ontem de manhã, a salientar que, por agora, vai ser seguido o que a lei diz, como tal "as obras podem continuar, sem qualquer interrupção, uma vez que não há, ainda, caso julgado". "Só os pagamentos é que não podem ser realizados", completou.
A recusa do visto prévio às concessões do Douro Interior, que engloba a construção do IP2 e do IC5, e da Auto-estrada Transmontana, foi confirmado pelo TC segunda-feira à tarde. Oliveira Martins justificou ontem aos jornalistas que a decisão tem a ver com a "fundamentação de legalidade". Sem mais detalhes.
Almerindo Marques contrapôs que a EP "não concorda com os argumentos aduzidos pelo TC e já lhe comunicou que vai proceder ao recurso da decisão". Para o efeito dispõe de um prazo de 15 dias. Está convencido que "não houve nenhuma espécie de irregularidade em fazer as adjudicações e só posteriormente pedir o visto prévio do Tribunal de Contas". O presidente da EP só vê uma explicação para a recusa: "Divergências de interpretação jurídica das regras de decisão sobre o concurso". E preferiu não fazer mais comentários sobre a deliberação, alegando que não podia ultrapassar os limites deontológicos.
Quando a notícia foi conhecida, vários autarcas da região manifestaram alguma preocupação por causa da possibilidade de as obras virem a parar. Durante o dia de ontem acabaram por dissipar os receios.
As vias em construção são vistas como mais uma possibilidade de desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro, a partir de 2012, altura em que, segundo as previsões do Governo, já deverão estar abertas ao trânsito.
O IP2 vai ligar Macedo de Cavaleiros a Celorico da Beira; o IC5 será construído entre o IP4, junto ao Pópulo (Alijó), e Miranda do Douro; e a Auto-estrada Transmontana vai ligar Vila Real a Bragança.
Eduardo Pinto/JN/RA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Auto-estradas: Tribunal de Contas não deu visto prévio às concessões do Douro Interior e Transmontana

As concessões das auto-estradas Douro Interior e Transmontana não receberam visto prévio do Tribunal de Contas, indicou hoje o semanário Expresso no seu site.As obras das duas concessões terão de parar a não que a Estradas de Portugal, que adjudicou as duas concessões, apresente recurso da decisão, indica também o jornal. A concessão do Douro Interior foi adjudicada à Mota-Engil e a Transmontana à Soares da Costa. Uma vez que não houve visto prévio, prevê-se que a Estradas de Portugal tenha agora de renegociar os respectivos contratos. Público

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Défice orçamental português pode ser o mais alto em 24 anos

O défice orçamental português poderá ter o seu pior registo dos últimos 24 anos caso atinja os oito por cento projectados pela Comissão Europeia para 2009 e 2010, podendo mesmo atingir o pior valor de sempre em 2011, ano em que Bruxelas prevê 8,7 por cento. Sol

Carrazeda de Ansiães só tem água para um mês

Apesar de ter chovido nas últimas semanas, ainda não foi o suficiente para afastar os fantasmas da possível falta de água em alguns concelhos transmontanos. Carrazeda de Ansiães é a situação mais preocupante.
Na região de Trás-os-Montes e Alto Douro têm vindo a ser crónicos os problemas de abastecimento público de água durante o Verão nos concelhos de Bragança e Vimioso, sendo que no primeiro há muito que a solução foi encontrada: a construção da barragem de Veiguinhas. Só que o projecto tem esbarrado em consecutivos chumbos ambientais. A insuficiência da barragem da Serra Serrada tem obrigado ao recurso a outras captações locais para suprir as necessidade em várias aldeias, nomeadamente durante o período de permanência dos emigrantes.
Em Vimioso, durante o Estio deste ano foi necessário que os bombeiros de Bragança transportassem para lá, em seis camiões cisterna, 350 mil litros de água diários. E tudo porque não existia capacidade para reservar água nos rios que atravessam o concelho e que no Verão secam: Angueira, Maçãs e Sabor. Neste momento, a situação está normalizada.
Nos restantes concelhos da região não se vislumbram problemas de abastecimento de água no imediato, tal como o JN apurou, sendo que o caso mais complicado é o de Carrazeda de Ansiães. A barragem da Fontelonga está a dar as últimas e a situação transformou-se no primeiro dossiê a ser tratado pelo novo presidente da Câmara, José Luís Correia, que tomou posse do cargo no sábado.
"É uma situação que me preocupa muito e por isso terei de falar com o responsável da empresa Águas de Carrazeda para ver como vai ser resolvida, porque não quero que falte água à população do meu concelho", adiantou, ao JN. De resto, considera que "já deviam ter sido adoptadas medidas de prevenção", até porque, noutros anos, "com a barragem numa situação mais favorável, elas foram tomadas".
O autarca frisa que, neste momento, há água suficiente para abastecer o concelho "durante um mês, o que é muito preocupante". Informação confirmada por Francisco Morais, administrador da Águas de Carrazeda, empresa privada que explora e gere o abastecimento público de água e a rede de saneamento no concelho, uma concessão que vai até 2031.
O responsável adianta que "estão já a ser equacionadas medidas no âmbito dos planos de contingência adoptados em 2005 e 2006", mas a empresa também deverá avançar para "soluções alternativas", que Francisco Morais não explicou, preferindo aguardar por uma reunião com o novo presidente da Câmara. Entende, porém, que o facto de, em termos de histórico, Novembro e Dezembro serem meses de consumos mais baixos, é importante para não acelerar o esgotamento da barragem.
Em algumas aldeias vão manter-se em funcionamento captações locais que, com o devido tratamento, garantem o abastecimento às populações e poupam o que resta da albufeira da Fontelonga. Estas alternativas mantiveram-se activas depois do susto do Verão de há quatro anos, em que a ruptura no abastecimento esteve eminente. Desde então, foi feito o desvio da ribeira de Belver para a barragem, que ajudou ao aprovisionamento durante o passado Inverno. Não fosse isso, há muito que o concelho de Carrazeda estaria a braços com problemas de água. JN

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Daqui e dali... JJ

Como jovem socialista também me alegram as vitórias do PS nas juntas de freguesia, sobretudo, na nossa de Carrazeda. Isso quer dizer que o professor Faustino foi um bom gestor de candidaturas, embora como nº 1 para a Câmara fosse um fracasso, já que não é um político. Perdeu-se mais uma ocasião para o PS ganhar a Câmara. A Direita, representada pelo PSD, pela dependente do PSD e pelo CDS, aumentou em muito a votação - de 62% há quatro anos, passou para quase 70%, e o PS baixou para cerca de 20. Espero que o professor Faustino tenha uma postura de Estado, responsável, nas reuniões, como queremos que a Oposição tenha a nível nacional, apoiando o que tiver de apoiar e recusando o que for errado. E não alinhe na postura bota-abaixista da professora Olímpia, que a única coisa que quer é chegar ao poder a todo o custo, num ajuste de contas com o seu partido. Como defendo a exclusão de Narciso Miranda do PS, também defenderia a sua se estivesse no PSD, pois lutou e luta contra o partido.
Outro derrotado foi o professor Mesquita, que viu que não representa nada de nada no concelho e que colheu os frutos da sua postura bota-abaixista relativamente a tudo.
JJ
JJ em comentário ao post "Eleições - Segunda volta das assembleias de freguesia que ficaram por decidir": em 2 de Novembro de 2009

Até dia 8 decorre, em Mogadouro, a 1.ª Semana Micológica Transmontana e o XI Encontro Micológico Transmontano

Sanchas, boletos, repolgas ou míscaros são, nesta altura, dos fungos muito procurados no interior o Norte. Até dia 8 decorre, em Mogadouro, a 1.ª Semana Micológica Transmontana e o XI Encontro Micológico Transmontano.
A iniciativa parte da associação micológica "A Pantorra" que conta com a colaboração do município mogadourense. Para a assinalar o décimo aniversário da constituição daquela associação micológica, foi elaborado um programa que pretende dar a conhecer as mais diversas vertentes do mundo "mágico da micologia". Exposições, passeios micológicos, cursos de formação, aproveitamento gastronómico dos cogumelos, serão algumas das temáticas abordadas por um rol de especialistas na matéria oriundos de toda a Europa.
Os encontros têm proporcionado chamadas de atenção para a riqueza e qualidade daquele recurso natural, quer pelo seu interesse económico, quer pela preservação ambiental a que está ligado.
Há 11 anos que a associação micológica A Pantorra, com sede em Mogadouro, proporciona encontros que atraem muitos turistas. A vila, aliás, já adaptou o título de "capital do cogumelo" por ser a única localidade no país que tem um monumento dedicado àquele tipo de fungos frutificados.
Em termos gastronómicos, medicinais e até mesmo no uso da indústria têxtil (devido às suas cores começam a ser usados na tinturaria), os cogumelos são cada vez mais procurados. Não existe, porém, em Portugal, legislação que permita regulamentar o sector. "Hoje, a lei só defende a privacidade dos proprietários e o direito aos bens que se encontram nos terrenos", observa Xavier Martins presidente de A Pantorra.
Os cogumelos são, também, um complemento da agricultura de subsistência praticada na região. Por isso, os especialistas em micologia alertam para que a apanha seja efectuada por quem os conhece, pois são considerados "comida de risco", não podendo o apanhador deixar-se levar pelas cores, texturas e aromas. Só na região, estão identificadas mais de 500 espécies destes fungos.
Todas estas práticas serão dadas a conhecer a participantes e alunos das escolas de Mogadouro através de várias iniciativas. Além da componente didáctica e científica, haverá espaço para convívio e animação musical já que estão agendados dois espectáculos: hoje actua Kátia Guerreiro, no dia 7 será Manuel Freire.
JN

José Luís Correia espera "consenso" dos vereadores

Outro novo presidente que tomou posse no distrito de Bragança, foi o de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia. Eleito pela coligação PSD-CDS/PP, o novo autarca vai governar em minoria, com a vice-presidente, Adalgida Barata.
Na vereação estão os dois indepentes Olímpia Candeias e Marco Azevedo, e também o socialista Augusto Faustino.
José Luís Correia espera reunir consenso junto de todos os veradores, até porque diz, "os programas eleitorais eram muito semelhantes nas propostas que apresentavam"."Eu não espero o consenso deste ou daquele verador, eu espero o consenso de todos os veradores porque foram eleitos pelo povo para defender os seus interesses e penso que é isso mesmo que eles vão fazer", frisa.
O novo autarca fala em desenvolver as potencialidades turísticas de Carrazeda de Ansiães para combater a desertificação do concelho.
"Vamos tentar implementar medidas que promovam as nossas potencialidades turísticas e promover os nossos produtos agrícolas de excelência como o vinho, a maçã e o azeite", refere José Luís Correia, empossado como presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães. RBA