segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Organizações ambientalistas denunciam destruição da margem direita do Tua

Protesto na foz do rio
Três organizações ambientalistas juntaram-se hoje na foz do Tua para contestar a politica energética nacional e denunciar ao mesmo tempo a destruição da margem direita do rio, desde a ponte rodoviária até ao local da futura barragem com a construção de um “estradão” em terra para permitir à EDP e à Construtora Teixeira Duarte fazerem os estudos geológicos do local.

A ponte rodoviária que separa os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães proporciona, aliás, uma visão paradoxal do que está em causa: enquanto a EDP vai abrindo “estradões” na margem direita do rio, na margem esquerda a Refer vai continuando com as obras de recuperação da Linha do Tua, que será submersa com a construção da futura barragem.

A Quercus, pela voz de João Branco, do núcleo de Vila Real, critica os pressupostos em que assentam os argumentos que o governo defende para a construção da barragem do Tua, enquadrada no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEH), pois “os ganhos na produção de energia para o país não têm significado, assim como a criação de riqueza para a região é uma ilusão”. Para esta organização, destruir as potencialidades turísticas e ambientais que toda esta zona possui é um “erro crasso que as gerações futuras vão constatar”.

Esta opinião é, de resto, partilhada e reforçada pelo Núcleo de Estudos para a Protecção Ambiental da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (NEPA-UTAD), que lamenta a fraca informação prestada à população em termos do impacto ambiental; e também não entende como foi possível o Ministério do Ambiente permitir, desde já, a destruição da margem direita do Tua.

Foi ao ministro do Ambiente, Nunes Correia, que o responsável da Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvazes (COAGRET) Pedro Couteiro dirigiu as maiores críticas, considerando que a construção desta barragem e das outras que se seguirão, como a do Sabor, só são possíveis porque o governante, com formação em hidráulica, “é o verdadeiro ministro para as barragens”. Se assim não fosse, acrescentou, “não dava como certa a construção desta barragem antes da aprovação final do impacto ambiental, que, ironicamente, é da sua exclusiva competência”.

As três organizações prometem não desistir de lutar e vão pedir responsabilidades criminais acerca da queixa que apresentaram e que os Serviços de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) encaminharam para a Delegação de Vila Real da Comissão de Coordenação Regional do Norte (CCR-N), sobre a abertura referido “estradão”. E acusam a CCDR-N de nada ter feito ou esquecido a queixa apresentada.

Os ambientalistas lamentam também a anunciada destruição da Linha do Tua, dos mais belos trechos ferroviários do mundo, com um potencial turístico fantástico e que representa mais um golpe na desertificação de muitas povoações desta região que assim ficam sem o único meio de transporte disponível. E lembram que nos últimos anos a Refer gastou milhões de euros na requalificação desta linha. “Se a linha vai deixar de funcionar com a construção do empreendimento energético, para que estão a gastar dinheiro na sua requalificação? Será para transportar os materiais para a construção da barragem. Ou será para a Refer receber uma grande indemnização?”, perguntam os ambientalistas.Público

domingo, 30 de dezembro de 2007

Descida do Rio Tua

Daqui e dali... Sabre07

Ainda e sempre a etnia cigana

A comunidade cigana desta terra necessita de melhor sorte, não basta ser pacífica e estar integrada na sociedade dentro dos possíveis.
De etnia têm o nome e cultura pouco ou nada se vê. Diria que é apenas gente pobre.
Pugnamos pela liberdade, falta dizer todo o homem é meu irmão e a quadra propicia a estas divagações, mas podíamos escolher melhor, talvez a quaresma.
Mas vamos reconhecendo que não os queremos à porta, com a desculpa esfarrapada que têm modo de estar peculiar, o que se faz para mudar este comportamento?
Mas que devem ter melhores condições de vida e pela nossa parte, desde que não seja sistemático, podemos contribuir com alguns trocados. E podemos manter a rota das lamúrias, alimentamos o ego e os crentes expurgam as penas.
Todos sabemos o que é melhor para esta gente. Que estão mal no bairro do Iraque é verdade, mas alguém lhe perguntou onde queriam estar? Não é certo que muitos têm casas e recusam-se a viverem nelas?
Somos todos afinal defensores oficiosos dos ciganos, sem procuração, não seria possível auscultar os próprios e partir das suas necessidades construir pontes para uma vida digna e estes darem o seu contributo, o seu esforço, para a almejada mudança?
Tudo muda dos cavalos à solta já é passado agora estão muitos (alguns) debaixo da capota dos carros, sinais dos tempos. A cestaria não tem a saída de outrora. Fica o trabalho de feirantes casos raros destes ciganos, a vida é/está difícil.
Há anos a mais que estão no gueto, foram empurrados/escorraçados para aí, escondidos das vistas e das visitas e volta e meia fazemos o favor de nos lembrarmos deles.
Tenho conhecimento de trabalho realizado pela rede social, talvez encontrem estes e outros problemas e a tentativa de formular soluções que passam não só pelas várias entidades com responsabilidades no assunto mas também como já referi pelos próprios intervenientes.
Mais uma consideração, quantas pessoais em Carrazeda e estou a pensar nos idosos e não só, das nossas aldeias, vivem em condições habitacionais degradantes, não esquecendo as carências económicas e estes que não tem voz são os eternamente esquecidos.
Dar cama, mesa e roupa lavada aos ciganos (ou outros), digo Não.
Melhorar as suas condições de vida para que possam ser dignas, mas com responsabilidade e contribuição destes, digo Sim.
Muito fica por dizer sobre este assunto, o tema é demasiadamente vasto para ser explanado em poucas linhas, como convém, mas as opiniões devem ser breves, para abrir portas à discussão.

É este o meu pensar, sem querer ferir susceptibilidades para quem pensa diferente.
A todos um bom ano de 2008

Sabre

Grupo de Cantares da Casa do Professor de Carrazeda de Ansiães

sábado, 29 de dezembro de 2007

Cantar dos Reis - Muito bom!...

video

Cantar dos Reis

Grupo de Cantares da Casa do Professor de Carrazeda de Ansiães

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Arrancou a recuperação do castelo medieval da vila

Arrancaram as obras de recuperação do castelo medieval da vila de Mogadouro. A iniciativa cabe ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico/Direcção Regional de Cultura do Norte (IGESPAR/DRCN) e visa a consolidação das estruturas defensivas e inclui a reabilitação da torre de menagem, criação de infra-estruturas eléctricas (iluminação do monumento), regularização de traçados e uniformização do coberto vegetal.

Numa fase da empreitada proceder-se-á a um arranjo dos espaços exteriores, acompanhada por escavações arqueológicas. Ao que foi possível apurar junto do IGESPAR/DRCN, o que resta do pano de muralhas da antiga fortaleza está em fase de estudo para uma regularização de cotas que permitirá clarificar a sua leitura. Na torre de menagem, as obras passam pelo tratamento da cobertura, panos exteriores de paredes, e uma intervenção ao nível das escadarias, janelas e caixilhos em madeira.
Este projecto de recuperação contempla ainda a instalação de sinalética que permita uma leitura facilitada dos diversos espaços e das suas relações. Esta intervenção pretende contribuir para a uma melhoria das condições de fruição do castelo e zona envolvente, quer enquanto espaço de bem-estar, quer como repositório de memórias. O valor previsto das obras rondará os 150 mil euros.
A zona histórica da vila de Mogadouro "é uma prioridade", com esta beneficiação pode traduzir-se na reconstrução da memória colectiva de um povo, explorando um pouco da história do país desde os alvores da nacionalidade. O castelo templário de Penas Roías, situado na aldeia com o mesmo nome, vai igualmente sofrer uma intervenção que vai permitir a construção de acessos à velha fortaleza, para assim permitir a passagem dos turistas e estudiosos que visitam o monumento. JN

Futebol - Carrazeda de Ansiães - Hoje

FUTSAL
Campeonato Distrital
F. C. Carrazeda de Ansiães - Vila Flor S. C.
Sexta - 28 de Dezembro - 21h30
Pavilhão da E.B. 2, 3+S de Carrazeda de Ansiães

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Daqui e dali... Joaquim A. Araújo

Em: Comunidade cigana de Carrazeda de Ansiães

27 de Dezembro de 2007 14:13
Hipócrita mesmo é a questão que me coloca porque pensa que ninguém quer ter os ciganos por perto.

V. Ex.a PENSA, mas eu vou responder-lhe com toda a sinceridade.
Depois a questão que coloca é também típica de quem como o Sr. Presidente dá o chuto para a frente.
Eu não quereria os ciganos à minha porta como V. Ex.a também não.
O problema é que quem pode resolver e parece ser também é o de que não pode "agarrar" nos ciganos e coloca-los nem em habitação social.
O modus vivendi em comunidade como o deles não se compadece com o seu/meu/nosso modo de vida como sabe e se isto não for tido em conta nada feito.
Acho e V. Ex.a certamente terá opinião, é que a comunidade cigana de Carrazeda porque, pacifica, e estável terá que ser tratada de duas formas diferentes;
Criar condições de salubridade em comunidade aos mais velhos e se possível chama-los a uma forma de vida diferente;
Aos mais novos proporcionar programas de integração, de férias e de vivência com outras famílias por curtos períodos de tempo, por ex. de forma a que possam comparar as duas formas possíveis de viver para que possam futuramente escolher a mais lhe interessa.
Eu não quero os ciganos à minha porta por serem ciganos, mas sim por terem forma de vida diferente da minha.
Mas há uma coisa que lhe digo: não me importo de acolher temporariamente um(a) cigano(a) da idade dos meus filhos para ajudar à sua integração.
Para o ultimo anónimo:
Feliz de si que paga vestuário, habitação, seguros, educação dos filhos, etc. etc.
O que os ciganos recebem é uma chalaça já velha que HOJE não serve de desculpa para o mau desempenho ou frustração de alguns porque na verdade não recebem aquilo que muitos QUEREM fazer querer.
Pensão social como qualquer cidadão que não descontou para a SS.
Abono das crianças como qualquer;
RSI (Rendimento Social de Inserção ) muito pouco por força das novas regras de atribuição.
Não têm isenções como diz.
Mas, mesmo que assim não fosse humanamente era preferível viveram em condições mais dignas do que pura e simplesmente atirá-los para o alto de uma serra num clima como o que todos conhecemos.
Não nos desculpemos porque a nossa vida é bem melhor do que a deles e cabe a nós também ajudar a mudar.

Joaquim A. Araújo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Observação de aves na linha do Vale do Tua

Observação de aves na linha do Vale do Tua
Tipo: Passeio pedestre pela linha do Tua
Data: 29 de Dezembro de 2007
Local: Vale do Tua
Guia: Sérgio Bruno Ribeiro

Daqui e dali... Joaquim A. Araújo

Em: Assembleia Municipal aprovou Orçamento e Plano para 2008
Mas quem falou em salários em dia, condições de trabalho etc etc?

O assunto que acho que se debate é o facto do Sr. Presidente da Câmara ter dado dispensa a quem foi ao jantar e obrigado a trabalhar os que não foram.

Fugir a comentar esta forma de actuação do sr Presidente só pode significar apoiá-la em toda a linha.
Por outro lado ainda não li no blog os comentários dos seus defensores porque é interessante saber a sua opinião e as ideologias não tapam o escândalo ditatorial que o caso representa.
Agora tapar semelhante atitude com condições de trabalho, informática do melhor que há é de bradar aos céus.
TENHA CORAGEM E COMENTE O CASO OU ATÉ ANONIMAMENTE SE SENTE MAL?
Eu até iria mais longe e sugiro que se abra no blog um contador para quem ache a atitude boa ou má.

Joaquim A. Araújo

120 anos da Linha do Tua - Exposição -Janeiro2008- Bragança

Visite a exposição patente no Fórum Theatrum de Bragança, de 5 a 31 de Janeiro de 2008
Organização: MCLT (Movimento Cívico pela Linha do Tua)

http://www.linhadotua.net/

Comunidade cigana de Carrazeda de Ansiães

(...) Resolução do problema passa por parceria entre instituições

A última Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães aprovou por unanimidade uma moção que pretende juntar à mesma mesa diversos organismos públicos, no sentido de se melhorar a situação da comunidade cigana local.Vive nas condições mais degradantes, desumanas e inaceitáveis numa sociedade dita desenvolvida”, notou o presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho da Castanheira, José Luís Correia, que deu voz ao papel elaborado por uma pequena comissão.
Na moção referia-se que a resolução do problema não passa por nenhuma instituição em particular, mas sim pela criação de uma parceria entre a Câmara Municipal, a Segurança Social, a Sub-Região de Saúde, entre outros.
Foi este autarca que levantou o assunto na última sessão da Assembleia, considerando-a uma “vergonha para o concelho”. “Há crianças em risco e idosos em situação degradante. São horas de tratar desta calamidade”, aduziu.
São portugueses como nós, e embora tenham um modo de vida próprio, necessitamos de os saber integrar na sociedade” acrescentou o presidente da Junta de Carrazeda.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Eugénio de Castro, recordou que já houve uma tentativa para integrar a comunidade cigana, mas abortou. É que “quando chegou a hora de pagar, a Segurança Social não tinha dinheiro para comparticipar. Tinha de avançar a Câmara sozinha”, explicou, acrescentando que “este é um problema do país e não apenas do concelho”.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães
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Bruno Taveira

Endesa vai apresentar alternativa à EDP para Foz Tua

E mantém interesse nas restantes barragens

Apesar das condições especiais que o Governo concedeu à EDP no concurso para a exploração da barragem do Foz Tua, a Endesa garantiu à Agência Financeira que vai apresentar uma proposta alternativa à EDP.
Recorde-se que, no passado dia 7 de Dezembro, o Governo apresentou o plano nacional de dez novos projectos hidroeléctricos a ser lançados em concurso no próximo ano. Ainda assim, o Executivo reservou direitos especiais para a EDP no Foz Tua. Caso surgissem mais interessados para além da eléctrica, a barragem estaria sujeita a um concurso simplificado, no qual a EDP seria a preferida.
Ribeiro da Silva mostra-se surpreendido com esta situação, onde diz ter havido «inside trading». «De qualquer maneira, vamos apresentar um projecto alternativo, o que obrigará a um concurso», referiu.
O presidente da Endesa Portugal não afasta uma possível acção judicial contra o Governo por causa desta situação, mas aguarda por mais desenvolvimentos. «Não faz sentido é dizer que se insere no pacote global deste programa e afinal só irem, de facto, nove a concurso. Ainda por cima é a mais importante», comentou.

Aguarda definições do concurso para fazer parcerias
Antes da apresentação do plano do Governo, a Endesa já tinha declarado formalmente estar interessada em todos os empreendimentos que viessem a ser lançados. Agora, assume o interesse na maioria, ainda que mantenha reservas em relação a algumas. O responsável vai aguardar pela concretização das condições dos projectos, previstas para Março, a fim de tomar uma posição final. «Temos o trabalho de engenharia ambiental e jurídica em curso há uns meses. Aguardamos a definição dos termos dos concursos», rematou.
Também a depender das condições estão as parcerias. «Estamos abertos a isso, mas em função das exigências dos concurso», referiu Ribeiro da Silva, sublinhando que o Grupo é a empresa que opera mais barragens a nível mundial.
Ainda no âmbito da electricidade, o responsável falou dos novos Empreendimentos Eólicos no Vale do Minho (EEVM) de mais de 280 megawatts (MW). «42 MW já estão em operação e 130 estão em fase de ligação». No gás, a empresa espanhola prepara o arranque de dois grupos de centrais de ciclo combinado no Pego. Agência Financeira

Colaboração: Mário Carvalho

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Partido “Os Verdes” diz que fará tudo para levar Programa Nacional de Barragens a debate em São Bento

O partido ecologista “Os Verdes” disse hoje que vai fazer tudo para que o Programa Nacional de Barragens seja debatido na Assembleia da República, depois da maioria socialista ter inviabilizado a ida do ministro do Ambiente à Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território debater o plano.

Em comunicado, o partido considera inaceitável que a maioria socialista esteja a apoiar a “fuga do Governo ao debate” sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, ao recusar um debate proposto pelo Grupo Parlamentar “Os Verdes” e ao nunca ter tomado a iniciativa de o fazer.
O partido lembra os “impactes ambientais, patrimoniais, sociais e económicos” do programa, nomeadamente as barragens da Foz do Tua, do Almourol, as cinco no Tâmega e dois dos seus afluentes.
A 9 de Janeiro, o grupo parlamentar “Os Verdes” vai promover uma audição pública sobre o programa na Assembleia da República.O Governo pretende atingir os sete mil megawatts (MW) de potência hidroeléctrica instalada em 2020, meta para a qual vai contribuir o programa nacional de barragens, cuja versão final foi apresentada a 7 de Dezembro.No final de 2006, a potência instalada com origem hidroeléctrica era de 4945 MW – 4580 MW nas médias e grandes hídricas e 370 MW em pequenas centrais – o que corresponde, num ano hidrológico médio, à satisfação de 25 por cento do consumo total de energia do país. Público
Colaboração: Mário Carvalho
Zé Oliveira

Cerca de 200 pessoas manifestam-se contra encerramento nocturno do SAP

A distância de uma hora ou mais em relação ao hospital de Vila Real levou muitos populares a mostrar o descontentamento quanto ao fecho do SAP de Alijó.

Cerca de duzentas pessoas manifestaram-se hoje, em Alijó, contra o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) durante o período nocturno, anunciado pelo Ministro da Saúde para "depois das Festas".
O presidente da Câmara de Alijó, o socialista Artur Cascarejo, disse que ainda não teve conhecimento oficial do encerramento nocturno do SAP, mas o ministro Correia de Campos, no decorrer de uma visita sexta-feira, a Chaves, já confirmou o seu fecho.
Para além do SAP de Alijó, até ao final do ano fecham ainda os de Vila Pouca de Aguiar e Murça, o serviço de urgência da Régua e o bloco de partos de Chaves
. Expresso

sábado, 22 de dezembro de 2007

Zé Oliveira

Porco bísaro certificado

A “Carne de Bísaro Transmontano” ou “Carne de Porco Transmontano”, como também é conhecida, conquistou a Denominação de Origem Protegida atribuída pela Comissão Europeia. (...)
A Denominação de Origem Protegida (DOP) é o nome de um produto cuja produção, transformação e elaboração ocorrem numa área geográfica delimitada com um saber fazer reconhecido e verificado. A Indicação Geográfica Protegida (IGP) refere-se à relação com o meio geográfico pelo menos numa das fases da produção, transformação ou elaboração. A Especialidade Tradicional Garantida (ETG) não faz referência a uma origem mas pretende distinguir uma composição tradicional do produto ou um modo de produção tradicional. Jornal Nordeste

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

URBEANSIÃES - Carrazeda de Ansiães

URBEANSIÃES - Associação para a Promoção e Acompanhamento do Urbanismo Comercial em Carrazeda de Ansiães
Luca

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Linha do Tua

"Vexata quaestio" esta a da linha do Tua.
Já há muito tempo que não se via tanta opinião apaixonada, peremptória, sobre uma questão.
As forças começam a ficar entrincheiradas.
Os primeiros a tomarem posições conjuntas fortes, com argumentos definitivos, irrefutáveis, foram os ambientalistas, os verdes, os defensores da manutenção da linha e da envolvência dela.
Do outro lado, por enquanto, aparece, sobressaindo, um deputado da assembleia da república.
Vamos tentar ver para que servirá a manutenção da linha do Tua, que ninguém defende (não sei porquê) que se estenda até Bragança, que constituía o seu término natural: para servir como transporte moderno, limpo (portanto, eléctrico, se possível) justificava-se que servisse todo o nordeste transmontano.
Como ninguém fala nessa hipótese (linha até Bragança), vamos ver se ela se justifica de Mirandela ao Tua e porquê.

Como transporte moderno, rápido, parece que a linha exigiria uma remodelação total para a tornar mais veloz. Claro que essa rapidez deveria ter sequência na linha do Douro. Esta deveria ser até Barca de Alva e, depois, Espanha, totalmente remodelada à semelhança do que já acontece, salvo erro, do Porto a Marco de Canaveses.
Com estas modificações, a linha do Tua (e a do Douro) ficava com óptimas condições para um transporte moderno: limpo, rápido, cómodo, de acordo com o século XXI.
E iria transportar quem?
As populações ribeirinhas do rio Tua até Mirandela (esta incluída). Mas são estas populações em número que justifique o investimento necessário? E os mirandelenses passariam a prescindir da A-4 para optar pelo transporte ferroviário?

Mas há uma outra razão que justifica a manutenção da linha: o turismo.
Neste caso, interessa tornar a linha segura mas dispensam-se as modernices e a velocidade. Convém que o comboio seja lento, para melhor se apreciar a paisagem e, se possível, voltar mesmo às locomotivas a carvão para a sensação do regresso ao passado ser mais completa.
Justificar-se-á a linha só para o turismo? Conseguirá ela produzir directamente (os bilhetes) ou indirectamente (a ocupação dos hotéis e restaurantes de Mirandela e outros no percurso) a receita necessária à sua manutenção?
Claro que a completar esta visão turística estão também os aproveitamentos das caldas de Carlão e S. Lourenço.

Por seu lado, a construção da barragem tem a virtude de produzir energia limpa e proporcionar uma albufeira também aproveitável para fins turísticos. Neste caso, ficaríamos com um pequeno passeio pedonal, pela antiga linha, desde a estação do Tua até à barragem, depois, um passeio de barco até à 1ª estação não inundada e, por fim, um passeio, pelo metro de superfície, até Mirandela. Desapareceriam, neste caso, muita paisagem alagada, as termas (excepto S. Lourenço?) e a linha numa grande extensão.

As coordenadas do problema parece, portanto, estarem delineadas. Há que optar: - Não se pode ter tudo. A vida pessoal ou colectiva é feita disto mesmo: - opções.
Por mim acho que qualquer das soluções (à excepção da primeira) pode ter um aproveitamento razoável: - é preciso é que, após a solução tomada, se procure optimizar a que for escolhida.
Não fiquemos é como estamos: - sem um verdadeiro aproveitamento turístico, sem termas, sem barragem, numa morte lenta que parece que é aquilo que muita gente subliminarmente quer.
Já me esquecia de uma coisa: - é preciso que a solução adoptada dê desenvolvimento e empregos.
E sejamos razoáveis: - Não transformemos tudo em causas pelas quais vale a pena toda a espécie de lutas.

João Lopes de Matos

Zé Oliveira

Estrada Nacional entre o Tua e o Castanheiro em obras

O troço da Estrada Nacional 214, entre a ponte sobre o rio Tua e o Castanheiro no Norte, no concelho de Carrazeda de Ansiães, entrou finalmente em obras. São cerca de 12 quilómetros de via, que há muito reclamavam uma intervenção.
O piso estava em avançado estado de degradação, abundavam as lombas e não existiam rails de protecção.
A estrada é usada, sobretudo, por quem, a partir de Carrazeda de Ansiães pretende deslocar-se para Alijó ou para o IP4 e vice-versa.
O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, diz-se satisfeito por ver avançar uma obra que há muito reclamava. "Sempre que diziam que iam começar as obras nem acreditávamos, mas agora parece que é a sério. Começaram tarde, mas começaram".
Nos últimos anos, devido às más condições desta via, os automobilistas optaram por utilizar a estrada municipal de Ribalonga que, para além de encurtar a distância, apresentava melhor piso que a Nacional.
O autarca acredita que, apesar deste hábito se ter enraizado a Nacional tem outros encantos, como é o caso da paisagem duriense.
A beneficiação, a cargo da Estradas de Portugal, prevê rectificação de curvas, novo pavimento, sinalização e reforço da segurança. No Natal do próximo ano, os trabalhos deverão estar concluídos.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Assembleia Municipal aprovou Orçamento e Plano para 2008

A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães aprovou hoje o Orçamento e Plano de Actividades da Câmara Municipal para 2008.
Um orçamento de cerca de 14 milhões de euros para um plano que não traz grandes novidades, até porque não há candidaturas aprovadas pelo novo programa de apoio comunitário.
Mesmo assim, o presidente da Câmara, Eugénio de Castro, tem esperança no início da concretização de algumas obras: "A recuperação de todo o funda da vila e do Jardim D. Lopo em Carrazeda; o início de uma grande intervenção em Foz-Tua que inclui um cais fluvial, uma praia com areia e a recuperação da zona velha; avanços no processo de revitalização das Termas de S. Lourenço; e a construção de um hotel na sede de concelho".
Os deputados do PS votaram contra o orçamento da Câmara por causa da alegada falta de garantias em relação à resolução das dívidas da autarquia.
O deputado Júlio Samorinha justificou que o presidente da Câmara "não conseguiu explicar cabalmente se o Orçamento de 2008 tem em conta a resolução da dívida da autarquia". "Por isso votámos contra", disse.
Apesar do voto contra dos deputados socialistas, a Assembleia Municipal aprovou o Orçamento e Plano de Actividades da Câmara de Carrazeda de Ansiães para 2008.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto
DN

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Pavarotti e alguma Crítica

Bono, a voz dos U2, achou que alguns críticos deviam ser presos ao achar que Luciano Pavarotti, em sua meia-idade, já não havia a voz de ouro de sua maior idade vocal... Que importava se cantava agora com ferro, latão e... madeira! Era
toda a sua Vida que lhe estava em Voz, num
diálogo entre a ópera clássica e a ligeira música rock, mostrando como um tenor lírico podia ser estrela pop.

vitorino almeida ventura
lpveloso - intertoon

Alojamentos turísticos em Bemposta

Dois antigos edifícios públicos situados na freguesia de Peredo de Bemposta, Mogadouro, estão a sofrer uma intervenção de fundo que os vai transformar em alojamentos turísticos de qualidade, dentro de um ano. O edifício da antiga Escola Primária e do antigo quartel da Guarda Fiscal estão a ser aproveitados para a construção três apartamentos do tipo T2. O investimento ronda os 160 mil euros, sendo co-financiados por fundos europeus. JN

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Imagens com história

Inauguração do hospital de Carrazeda de Ansiães. Década de 1940.
Clique na imagem para ampliar

Natal mais animado nas ruas de Carrazeda

As ruas comerciais de Carrazeda de Ansiães vão ter mais animação nesta época natalícia. A associação Urbeansiães preparou algumas iniciativas para convidar as pessoas a fazer as suas compras no comércio tradicional.
Segundo Nuno Carvalho, vice-presidente da Urbeansiães, há um concurso de montras que contou com a participação de um vitrinista profissional para lhes "dar um ar diferente nesta época natalícia".
Para promover as compras no comércio de Carrazeda, as lojas vão estar abertas Sábado (22) e Domingo (23) até às 20 horas. Durante estes dois dias haverá animação diversa a cargo de palhaços e outros artistas, bem como a oferta de sacos de papel.
"Vamos tentar que fiquem cá mais euros e não fujam para outros lados", acentuou Nuno carvalho. "Temos a adesão de 90% do comércio da sede de concelho, o que foi para nós uma surpresa", acrescentou.
A iniciativa da Urbeansiães começou na semana passada com a entrega de sacos de papel reciclado aos comerciantes, pela mão do presidente da colectividade, Eugénio de Castro.
O também presidente da Câmara mostrou-se preocupado com a crise que atinge o comércio tradicional, já que "sofre com a economia do país, com a saúde financeira das famílias e com a concorrência das grandes superfícies comerciais".
Esta é a primeira vez que as ruas comerciais de Carrazeda de Ansiães vão ter uma animação diferente da habitual iluminação. Os responsáveis da Urbeansiães estão confiantes no sucesso da iniciativa.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto
Foto: Rui Lopes in Ansiães Aventura

Concurso Fotográfico: “UM OLHAR sobre o Ambiente no Nordeste Transmontano”

Regulamento do Concurso Fotográfico

“UM OLHAR sobre o Ambiente no Nordeste Transmontano”


1. O presente concurso fotográfico é promovido pela empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste, EIM, adiante designada apenas por Resíduos do Nordeste, EIM.
2. O Tema do concurso é “UM OLHAR sobre o Ambiente no Nordeste Transmontano”. Os trabalhos podem incidir sobre a natureza e a interacção do homem com o meio ambiente no Nordeste Transmontano.
3. Podem participar no concurso todos os cidadãos de nacionalidade portuguesa e estrangeiros residentes em Portugal, residentes num dos concelhos da área de intervenção da Resíduos do Nordeste, EIM, constantes do Anexo I ao presente Regulamento.
4. O concurso é destinado apenas a fotógrafos amadores. Todos aqueles que exercem ou exerceram, em tempo integral ou parcial, actividades remuneradas com fotografia não podem
inscrever-se no presente concurso.
5. O concurso tem dois escalões etários:
a) 1º Escalão: Até aos 21 anos de idade (inclusive);
b) 2º Escalão: A partir dos 21 anos de idade.

6. A admissão ao concurso depende na prévia inscrição, conforme ficha em Anexo II, até ao dia 30 de Março de 2008.
7. Cada concorrente poderá apresentar um máximo de 6 fotografias, a preto e branco ou a cor, com formato de 15 x 20 cm ou até 18 x 24 cm, de origem analógica ou digital.
8. Os trabalhos devem ser inéditos e impressos em papel fotográfico. Opcionalmente podem ser também enviados em suporte digital.
9. As fotografias devem conter, no seu verso, o nome do autor, título, data e local da imagem.
10. As fotografias podem ser acompanhadas de uma memória descritiva no máximo de 1 página.
11. Todos os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 30 de Junho de 2008 para a Resíduos do Nordeste, EIM:
Rua Fundação Calouste Gulbenkian
Edifício GAT
5370 – 340 Mirandela
Telefone: 278...
Fax: 278 261 897
E-mail: geral@residuosdonordeste.pt
12. Não serão aceites fotografias que já tenham sido publicadas, exibidas em público ou recebido algum prémio.
13. Os participantes reterão os direitos de autor das imagens, podendo a Resíduos do Nordeste, EIM reproduzir, exibir e editar as imagens admitidas a concurso, sem qualquer encargo, devendo no entanto mencionar sempre o seu autor.
14. Os trabalhos apresentados a concurso não serão devolvidos.
15. Compete à Resíduos do Nordeste, EIM designar os membros do Júri, o qual será constituído por um fotógrafo profissional que presidirá e por dois representantes da Empresa.
16. A decisão do Júri é final e irrevogável, não admitindo recurso.
17. Serão atribuídos 3 (três) prémios, por cada escalão etário:
Para o 1º Escalão:
1º Prémio – máquina fotográfica.
2º Prémio – máquina fotográfica.
3º Prémio – máquina fotográfica.

Para o 2º Escalão:
1º Prémio – máquina fotográfica.
2º Prémio – máquina fotográfica.
3º Prémio – máquina fotográfica.
18. Os vencedores do concurso serão anunciados no Site da Resíduos do Nordeste, EIM (http://www.residuosdonordeste.pt/) até ao fim do mês de Setembro de 2008.
19. Os trabalhos a concurso serão objecto de uma exposição colectiva em local a designar oportunamente pela Resíduos do Nordeste, EIM.
20. A participação no concurso implica a aceitação deste Regulamento.
21. A responsabilidade de utilização de todo ou qualquer bem de titularidade de terceiros, protegido pela legislação de direitos de autor, cabe inteira e exclusivamente aos participantes.
22. Cada concorrente deverá confirmar por escrito a autoria das fotografias e declarar que permite a sua publicação e uso em todo o tipo de publicidade (site, catálogos, exposições, etc.) não sendo a Resíduos do Nordeste obrigada a pagar qualquer remuneração ao seu autor.
23. Não poderão participar neste concurso os trabalhadores ou colaboradores da Resíduos do Nordeste, EIM.
Resíduos do Nordeste, EIM, 7 de Setembro de 2007.
O Presidente do Conselho de Administração da
Resíduos do Nordeste, EIM,
Eugénio Rodrigo Cardoso de Castro
DN

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

PSD elabora plano para desenvolver interior

O PSD vai elaborar um programa de desenvolvimento do interior de Portugal. A medida foi anunciada este fim-de-semana durante o conselho nacional que o partido realizou em Bragança. Com esta iniciativa os social-democratas pretendem apresentar medidas com o objectivo de estancar a desertificação do interior e promover o crescimento económico desta zona do país.
Vamos apresentar medidas de incentivo absolutamente radicais em relação aos incentivos existentes actualmente” avança o secretário-geral do PSD. “Vamos fazer propostas de reorientação dos fundos do QREN e de redefinição da política de transportes não só ao nível das infra-estruturas rodoviárias mas muito especialmente ao nível das infra-estruturas ferroviárias” acrescenta Ribau Esteves.
Por outro lado, PSD pretende também apresentar “um programa integrado de apoio à requalificação económica e valorização dos recursos humanos e das cidades do interior”. Ribau Esteves acrescenta que a elaboração do plano vai envolver “múltiplos agentes” como é o caso do “poder local, da administração pública, agentes empresariais”.
Além disso, garante quando o PSD chegar ao Governo “vai estar na nossa mão a aplicação plena e total do programa que agora vamos desenhar”. Ainda assim o PSD vai apresentar este programa ao governo de José Sócrates dentro de três meses, altura em que estará concluído. Brigantia

Daqui e dali... João Lopes de Matos

EXERCÍCIO

Segue-se um texto que gostaria que provocasse em cada um de vós reacções e que traduzísseis aqui os sentimentos e ideias que vos provocou.
Entrem neste jogo.
FELICIDADE

Felicidade é um estado de graça, uma alegria, uma satisfação, uma plenitude, um sentir-se leve, uma levitação, um arder, um repousar, uma presença, uma ausência, um sentir-se aqui, em todo o lado e em lado nenhum.
Feliz pode ser o débil mental, o génio, o psicopata, o que reza, o que não reza, o que cumpre, o que não cumpre, o que tudo faz, o que nada faz, o que sofre, o que faz sofrer, o que ama, o que não ama.
Feliz pode ser o que se agita, o que descansa, o que tem o cérebro a ferver, o que tem o cérebro parado.
Feliz serei eu um dia, quando, no fim dos tempos, ressuscitado, for de novo comer figos nas figueiras dos meus pais.

João Lopes de Matos

domingo, 16 de dezembro de 2007

Centro de Interpretação Ambiental sem verba

O Centro de Interpretação Ambiental do Douro Internacional, projectado para ocupar as degradadas cocheiras da antiga estação de caminho-de-ferro de Barca de Alva, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, está parado por falta de dinheiro. O projecto orça em 600 mil euros, numa primeira fase, foi candidatado a fundos comunitários do programa transfronteiriço Interreg, mas não obteve verbas para iniciar obras. (...) JN
DN

sábado, 15 de dezembro de 2007

Noite de Fados de Coimbra - Pombal

NOITE DE FADOS DE COIMBRA
Pombal de Ansiães
22 de Dezembro de 2007
21.30 horas

Quarteto de Guitarras de Coimbra
Organização:
Associação Recreativa de Cultural de Pombal de Ansiães

Partido Ecologista "Os Verdes" - Barragem do Rio Tua

Para impedir barragem na foz do Tua ‘Os Verdes’ pedem intervenção da UNESCO


O partido ecologista ‘Os Verdes’ denunciou ao Comité do Património Mundial da UNESCO a intenção do Governo português de construir a barragem da foz do Tua nesta zona classificada em 2001.
Os Verdes” consideram que a barragem da foz Tua, que integra o Plano Nacional de Barragens anunciado recentemente pelo Governo, “desrespeita os compromisso assumidos aquando da classificação do Douro pela UNESCO”. Ao mesmo tempo alertam para a submersão de “uma da mais belas linhas ferroviárias do mundo” , o alerta dos de “Os Verdes” foi lançado na semana passada para que a UNESCO “zele pela integridade deste património”. “Há uma nítida vontade do Governo português de esconder a situação, para ver se passava, no documento que serve de base à consulta pública e duvidamos, por isso, que tenha informado o comité da UNESCO sobre a sua intenção de alterar substancialmente aquela paisagem”, frisou Manuela Cunha, dirigente nacional daquele partido. E, de acordo com esta responsável, a ser construída a barragem vai “alterar” a paisagem em duas localidades - Pinhão e Carrazeda de Ansiães - que integram a zona classificada de património mundial. Sublinhou que “o Governo português está a desrespeitar o compromisso assumido, de preservação da paisagem, num sítio emblemático dessa mesma paisagem”. E acrescentou que a obra prevista para a foz do Tua, a um quilómetro e meio do rio Douro, vai destruir uma zona com escarpas, olivais e vinha, que será submersa.Segundo a dirigente nacional do partido ecologista, a barragem irá submergir aquela que é considerada, pelos especialistas da matéria, “a terceira mais bela via estreita do mundo”, a do Tua. No entanto, na sua opinião, o caminho-de-ferro é mesmo uma das respostas mais adequadas em termos de transportes. Em detrimento da barragem, “Os Verdes” defendem para esta zona um projecto que interligue as diversas linhas ferroviárias - Tua, Corgo, Tâmega e Douro - com ligação a Espanha.
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"OS VERDES” QUEREM VINDA DOMINISTRO DO AMBIENTE À COMISSÃO PARLAMENTAR PARA DAR EXPLICAÇÕES SOBRE O PROGRAMA DE BARRAGENS


O Grupo Parlamentar de “Os Verdes” requereu hoje a vinda do Ministro do Ambiente, com carácter de urgência, à Comissão Parlamentar do Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, para prestar esclarecimentos sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), programa que inexplicavelmente o Governo não apresentou ao Parlamento, procurando, a todo o custo, fugir à discussão do mesmo.
Os Verdes” sublinham que este Programa de Barragens tem obtido uma forte oposição, em particular em relação a alguns dos empreendimentos nele previstos, como por exemplo a Barragem da Foz do Tua que constitui um dos maiores atentados ambientais e ao património, mas também as barragens do Fridão e do Almourol.
Os Verdes” consideram que o Sr. Ministro do Ambiente, com o aval que deu ao PNBEPH, esqueceu de vez o papel de guardião do ambiente e dos recursos naturais e de promotor de políticas de desenvolvimento sustentável, que lhe caberia dentro do Governo.
Os Verdes”, por seu lado, tudo farão para que o debate prossiga e para que este Programa seja reequacionado enquanto é tempo, por forma a evitar situações completamente irreversíveis e profundamente lesivas para o desenvolvimento sustentável do país.
O Gabinete da Imprensa
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Colaboração: Mário Carvalho

Património Mundial prepara-se para passar da teoria à prática

A comemoração da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, em 2001, ficou ontem marcada pela percepção de que a região está finalmente a dar passos concretos para passar da teoria à prática, com o fim de retirar desse galardão as mais-valias económicas e sociais para a própria região e quem nela vive.
Exemplos concretos disso, são a apresentação do projecto de criação da Rota do Património Mundial Douro-Duero, que ligará as áreas classificadas do Centro Histórico do Porto, Guimarães, Douro, Vale do Côa e Salamanca, numa rede de cooperação e desenvolvimento sobretudo cultural, e também a confirmação de que as cidades de Vila Real, Peso da Régua e Lamego viram aprovado o seu projecto de criação da Cidade do Douro ("Douro Alliance"), no âmbito das candidaturas aos fundos europeus do Programa Polis XXI. (...)
Ricardo Magalhães, chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, admitiu que "uma das evidências na região do Douro é a fraqueza de participação cívica, daí que a estrutura de missão tenha pautado, para já, pelo estímulo à reflexão, ao debate, à polémica se tal for necessário, porque um processo de desenvolvimento tem de ser feito num contexto de enriquecimento cívico".
Arlindo Cunha, presidente da Fundação luso-espanhola Rei Afonso Henriques, lembrou que "por vezes temos uma visão excessivamente conservacionista, o que dificulta a retirada de mais-valias para as pessoas, que têm também de fazer parte das decisões", e reiterou a ideia de que "o turismo no Douro é um mercado emergente, sendo fundamental a qualificação dos recursos, e ter em conta que a base da região que é o vinho e a vinha, podem ganhar com o Turismo aquilo que nunca conseguiriam ganhar só por si, como acontece noutras regiões vinhateiras da Europa e do mundo. JN

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Subsistem dúvidas quanto às contas da câmara de Carrazeda de Ansiães

Presidente de Trancoso ameaça processar Estado se houver corte de verbas
As câmaras de Mangualde, Nazaré, Santa Comba Dão e Trancoso receberão menos 10% das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (do Orçamento do Estado) em 2008, por terem ultrapassado o limite ao endividamento em 2006. Estas quatro autarquias, cujas contas foram consolidadas pelo Ministério das Finanças na última sexta-feira, juntam-se a outras 12 em situação idêntica: Ansião, Castelo de Paiva, Fornos de Algodres, Guarda, Lisboa, Lourinhã, Mondim de Basto, Ourique, Santarém, São Pedro do Sul, Vila Nova de Gaia e Vouzela, que também ficarão com verbas retidas até estar liquidado o montante do endividamento excessivo.

Subsistem dúvidas quanto às contas das câmaras de Carrazeda de Ansiães, Torres Novas e V. N. de Poiares, autarquias que contestaram as contas do Ministério das Finanças e cujos argumentos no âmbito do contraditório ainda estão a ser analisados. A Câmara de Mangualde excedeu o limite em 1,2 milhões de euros e durante 26 meses ficará sujeita a retenções de 50 mil euros. Nazaré ultrapassou o limite em 449 mil euros, ficando com 23 mil euros cativos por 19 meses. O excesso em Santa Comba Dão foi de 1,9 milhões, o que equivale a 64 retenções de 30 mil euros. Durante dois meses, Trancoso ficará sem 50 mil euros para pagar um excesso de 96 mil euros. Mas o presidente desta última câmara já manifestou a intenção de processar o Governo se for efectivada qualquer retenção de verbas. DN

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O que se disse...

“Os radicalistas do ambiente só conhecem a palavra restringir, muitas vezes sem conhecerem a realidade no terreno”
Mota Andrade, deputado do Partido Socialista por Bragança na Assembleia da República

Lost in Space - Teatro Experimental de Cascais

LOST IN SPACE
Inspirado em "No alto mar" de Slawomir Mrozek
João Craveiro - Paulo Duarte Ribeiro - Tobias Monteiro
17 de Dezembro - 21.30 horas
Salão dos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Concerto de Natal


Concerto de Natal
Quarteto de S. Roque
16 de Dezembro - 21.00 horas
Centro de Apoio Rural de Carrazeda de Ansiães
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Imagens com história

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Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Comentários que o país inteiro consagrou

Há uma tendência actual para se comentar a música contemporânea.
Como pròs, podemos apontar a formação de públicos, o facilitar _ _ acessos ao saber prévio exigido por muitas obras, o estabelecer de uma ponte pênsil no ar entre a criação e a escuta, o levantar de escadas para as classes mais baixas acederem à 'alta cultura'... Em Portugal, ficaram célebres os anos 20 e 30 do séc. XX, em que Ema da Câmara Reis organizou conferências-concertos onde participaram escritores e intelectuais ligados à revista Seara Nova... Para Christopher Bochmann, no entanto, tais comentários devem apenas incidir sobre o conteúdo sonoro, emocional, ou seja, sobre o discurso e não sobre as técnicas.
Como contras, poderemos sempre convocar a necessidade de ser dada explicação a ingnorantes, jamais direi a bois que olham a palácios... Em não alcançarem uma metáfora partilhável. Como Rui Vieira Nery acha também se não deve conduzir a leitura de uma obra (na literatura, lembra um Hamlet, com mais notas de rodapé do que esse Shakespeare puro), nem usar e abusar de códigos estranhos às referências dos destinatários. Miguel Azguime, por seu lado, sente que a música é um fenómeno de comunicação e de afecto. Independente de qualquer discurso, ela pode tocar-nos.
Sopesando todos _ _ argumentos,
e porque os media e a escola o não fazem, mobilize-se o comentário!

vitorino almeida ventura
Expresso

Jovens do PS em Trás-os-Montes defendem regionalização

Os jovens socialistas transmontanos defenderam ontem a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro como a melhor solução para promover o desenvolvimento e responder às especificidades dos distritos de Vila Real e Bragança. Numa iniciativa que dizem ser inédita a nível nacional, os militantes dos distritos de Vila Real e Bragança, juntaram-se num congresso que decorreu em Vila Real, para criar a Confederação Regional dos Jovens Socialistas Transmontanos. Fernando Morgado, presidente da Federação Distrital da JS de Vila Real, salientou que o "grande objectivo" desta confederação, que vai agregar cerca de 3.000 militantes daqueles dois distritos, "é bater-se pela instituição da regionalização". Os participantes no congresso aprovaram ainda uma moção "por unanimidade e aclamação" em defesa da criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. "Entendemos que é esse o modelo que melhor vai de encontro às nossas expectativas de desenvolvimento e às especificidades que vivemos nestes distritos e que são diferentes daquelas que se podem constatar nos outros distritos da Nut II Norte", afirmou Fernando Morgado. Bruno Veloso, presidente da JS de Bragança e o primeiro a assumir a liderança da nova confederação, referiu que os jovens militantes socialistas querem "reacender o debate sobre a regionalização" e, ao mesmo, preparar argumentos que melhor fundamentem o modelo de organização administrativa escolhido. O actual Governo assumiu o compromisso de avançar com a criação das regiões na próxima legislatura. Relativamente à realização de um novo referendo sobre a regionalização, Bruno Veloso apenas referiu que este é um imperativo constitucional. As conclusões e os documentos produzidos no congresso que decorreu ontem, e que contou com cerca de uma centena de participantes, serão redigidas em português e em mirandês, as duas línguas oficias de Trás-os-Montes e Alto Douro. Primeiro de Janeiro

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Câmara corta no IRS a partir de 2008 para incentivar fixação de pessoas

Os contribuintes de Murça vão pagar menos três por cento de IRS a partir de Janeiro, numa iniciativa da câmara local que pretende incentivar a fixação de pessoas e de empresas no concelho. A ideia partiu do presidente da Câmara de Murça, o socialista João Teixeira, e foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo, três vereadores do PS e dois do PSD. O autarca disse à Agência Lusa que o município de Murça decidiu abdicar de parte das verbas de IRS que o Governo vai transferir para os municípios, uma decisão que deverá ser também aprovada na Assembleia Municipal de 20 de Dezembro. Dos cinco por cento a que tem direito, a câmara de Murça fica com dois e abdica do resto. Primeiro de Janeiro

Linha do Tua - Cenários

A cota da barragem da foz do Tua vai determinar o futuro da linha de 54 quilómetros que liga Tua e Mirandela: à cota de 200 metros, ficam submersos 35 km entre Tua e Ribeirinha; à cota de 170 metros, ficam submersos 20 km entre Tua e Brunheda; e, à cota 160 metros, ficam submersos os 13 km entre Tua e Santa Luzia.

A administração da Refer, na passada sexta-feira, ainda não sabia que iria ficar sem um importante troço da Linha do Tua, devido à decisão - já anunciada pelo Governo - de construir a barragem da foz do Tua. Um documento do Instituto da Água refere que a barragem, à cota de 200 metros, submerge 35 quilómetros daquela via-férrea entre a estação do Tua e de Ribeirinha, mas admite que, "para minimizar a interferência com a linha de caminho-de-ferro do Tua", a adopção de uma cota de 170 metros já só deixaria inundados 20 quilómetros da linha (Tua-Brunheda). Um terceiro cenário considera uma cota de 160 metros, o que permitira que o comboio chegasse de Mirandela a Santa Luzia, ficando apenas submersos 13 quilómetros de carris.O mesmo documento alerta, porém, que a redução das cotas para estes últimos valores "reduzirá naturalmente a potência a instalar e a energia produzida pelo aproveitamento".


Apesar da preocupação em "salvaguardar parte da via-férrea", o referido estudo omite que qualquer solução acaba com a ligação da Linha do Tua à Linha do Douro, que é a sua principal geradora de tráfego. Questionada pelo PÚBLICO sobre se faria sentido continuar a existir uma meia Linha do Tua, amputada do resto da rede ferroviária, a administração da Refer respondeu: "É assunto que não foi colocado a esta empresa pelo que não nos pronunciamos." Susana Abrantes, porta-voz da gestora de infra-estruturas ferroviárias, disse que a EDP nunca contactou a Refer sobre a barragem do Tua. O troço em causa é também o mais interessante do ponto de vista paisagístico, pois acompanha o rio na sua parte mais sinuosa e faz desta linha uma das obras mais emblemáticas da engenharia portuguesa do século XIX. Essa é, aliás, uma das razões pelas quais a linha tem mais procura no Verão - grande parte dos passageiros faz a viagem de comboio pelo pitoresco da paisagem e da própria infra-estrutura. Após o acidente de 12 de Fevereiro deste ano, perto de Santa Luzia (que vitimou três ferroviários), a Refer investiu 100 mil euros na reconstrução da linha no local do acidente e na estabilização dos taludes, mas o LNEC não deu um parecer favorável à sua reabertura e impôs que as automotoras circulassem em "marcha à vista", de modo a que o maquinista possa parar ao mínimo obstáculo avistado. Esta situação inviabiliza a exploração comercial da linha, pois imporia velocidades inferiores a 30 km/hora. A expectativa da Refer é a de que, satisfeitos alguns requisitos do LNEC, a linha reabra antes do Natal. E como da barragem só tem conhecimento pelo que vem nos jornais, a administração continua a investir na modernização daquela infra-estrutura, onde prevê gastar perto de um milhão de euros entre Mirandela e Frechas, um troço, aliás, que não está previsto ficar inundado.


20 mil metros de história
O Guia de Portugal (edição da Fundação Calouste Gulbenkian) conta que a construção dos primeiros 20 quilómetros desta linha "exigiu vigoroso ânimo aos engenheiros e trabalhadores, que aí formigaram por algum tempo, a romper rochedos e esporões, muitas vezes dependurados por cordas e empoleirados em pranchas rapidamente guindadas quando se acendiam os rastilhos". É este troço da Linha do Tua que desaparecerá se a barragem vier a ser construída.
Carlos Cipriano, Público