segunda-feira, 30 de junho de 2008

Providência cautelar quer travar barragem no rio Sabor

O primeiro-ministro assina hoje ao meio-dia, em Bragança, o contrato de adjudicação do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor. Mas as organizações ambientalistas que integram a Plataforma Sabor Livre (PSL) estragaram-lhe a festa, interpondo uma providência cautelar para impedir a construção do empreendimento. Público

domingo, 29 de junho de 2008

sábado, 28 de junho de 2008

Consumidores podem evitar subida da luz

Os cerca de seis milhões de consumidores de electricidade em Portugal têm nas mãos o poder de evitar um novo agravamento na factura mensal da luz. A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propõe que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade passem a ser pagos por todos, por via da tarifa. Os consumidores têm, no entanto, a possibilidade de manifestar-se contra esta medida, no âmbito da consulta pública em curso até ao dia 7 de Julho. Jornal de Negócios

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Empréstimo de mais de três milhões de euros para implementar banda larga

Para terem acesso ao financiamento comunitário de cerca de três milhões e 400 mil euros, o Ministério das Finanças autorizou os municípios da Terra Quente a contrair um empréstimo no valor de três milhões e 100 mil euros junto da Caixa Geral de Depósitos. A autorização tem a vantagem de não contar para a estatística de endividamento acumulado dos municípios.
O financiamento destina-se à implementação de um projecto para a instalação de uma rede de fibra óptica de banda larga nos municípios de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor, pertencentes à Associação de Municípios da Terra Quente. O investimento total ascende a cerca de sete milhões e 700 mil euros, sendo que a concretização da obra implica um investimento de capital próprio das referidas autarquias de cerca de um milhão e 100 mil euros. Semanário Transmontano

Centro de Arte Graça Morais está concluído

Espaço cultural é inaugurado na próxima segunda-feira, com a presença do Primeiro-Ministro. Sete salas de exposição dedicadas a obras da pintora transmontana Graça Morais e uma grande sala para exposições itinerantes compõem o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, cuja inauguração, prevista para o próximo dia 30, conta com a presença de do Primeiro-ministro, José Sócrates, da pintora que dá o nome à infra-estrutura cultural e do artista plástico Gerardo Burmester, autor da primeira exposição itinerante. A recuperação do imóvel e a construção de uma nova “ala”, no antigo logradouro do Solar, é da responsabilidade do arquitecto Eduardo Souto Moura. As salas dedicadas à pintora situam-se na parte antiga do edifício, enquanto a sala da exposição itinerante se situa no espaço que foi construído de raiz. A Fundação de Serralves é responsável pela montagem de ambas as exposições , sendo o director do Museu de Serralves o seu comissário. Esta colaboração resultou de um protocolo estabelecido com aquela Fundação. Outras parcerias entre o Centro de Arte e instituições culturais e museus deverão ser promovidas, para a realização de exposições programadas. A exposição de Graça Morais apresenta obras de 1982 a 2005, algumas da colecção pessoal da pintora, outras cedidas à Câmara Municipal de Bragança. Apesar de esta ser a artista “permanente” que dá o nome ao Centro, o conjunto de obras em exposição irá ser alterado, periodicamente. A exposição de abertura está patente até ao final do ano. A atribuição do nome da pintura Graça Morais ao Centro de Arte Contemporânea resultou de protocolo de cooperação e contrato de comodato, celebrados entre a pintora e o município. Mensageiro

Crimes em ambiente escolar aumentam no distrito de Bragança

O Relatório Anual de Segurança Interna, revela que o distrito de Bragança foi um dos distritos a nível nacional que registou o maior número de crimes em ambiente escolar no ano de 2007.

Em Bragança a média de ocorrências é de 3,23 por cada mil alunos e a média nacional ronda os 2,17.
Este relatório cuja responsabilidade é do Ministério de Administração Interna foi efectuado com base nas queixas apresentadas às forças de segurança.
Tráfico de droga, ameaça de bomba ou casos de violência física e/ou psicológica sobre alunos ou professores (
bullying), são alguns dos exemplos referidos nas queixas efectuadas.
Estes crimes foram cometidos tanto no interior das escolas como no exterior.
Durante o ano lectivo 2006/2007 foram apresentadas cerca de sessenta queixas em ambiente escolar na PSP de Bragança.
Berta Nunes, coordenadora da Sub-Região de Saúde de Bragança, afirmou que o
bullying é um dos problemas que preocupa as autoridades e antecipou que no próximo ano lectivo iriam ser desenvolvidos inquéritos, que juntamente com outras acções profiláticas irão servir para detectar e combater este problema o mais célere possível. Notícias do Nordeste

Mogadouro expõe geologia e Património Natural

Este ano comemora-se o Ano Internacional do Planeta Terra, e a Câmara Municipal do Mogadouro não ficou indiferente a esta efeméride.
Como tal, produziu uma exposição intitulada "A Geologia no Património Natural do Parque Natural do Douro Internacional - litologias de Mogadouro", que estará patente no Edifício do Turismo a partir de 27 de Junho, entre as 9:00 e as 18:00h.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

9.º Festival Intercéltico - Sendim

Festival Carviçais Rock 2008

Depois de um ano de interregno, o Festival Carviçais 2008 promete muitas novidades e um cartaz recheado de grandes surpresas.
A maior alteração face aos anos anteriores vai ser o local onde o evento se vai realizar. Um regresso ao coração da aldeia vai trazer uma nova vida a um festival diferente, que pretende assumir o devido lugar no mapa de Festivais
de Verão que correm o país.
Outra grande novidade para 2008 é o facto da entrada ser livre...
Numa altura em que a crise económica afecta a todos, este é um grande ponto a favor para se visitar a aldeia de Carviçais.
Dias 2 e 3 de Agosto, a aldeia de Carviçais, em Torre de Moncorvo, vai-se encher de música e animação com a presença já confirmada de alguns nomes maiores do panorama musical. Na 1ª noite sobem ao palco a banda local Duff aos quais se seguem Slimmy, Blind Zero e Rádio Macau. Para fechar a noite, a dupla de Dj’s Fritus Potatoes Suicide promete encher o ar de sons dançáveis.
No 2º dia é a vez dos Myula (também originários de Torre de Moncorvo), Trabalhadores do Comércio, X-Wife e Blasted Mechanism. Dj Pasta assume os pratos no final da noite.
Mais do que boas razões para virem ao maior festival de música do Nordeste Transmontano.

Feira de S. Pedro - Macedo de Cavaleiros

Centro oncológico abre este mês

O Centro Oncológico de Trás-os-Montes e Alto Douro vai abrir as suas portas até ao final do mês. Esta já é a quarta vez que o Governo anuncia a entrada em funcionamento da unidade, que vai servir meio milhão de habitantes. PJ

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Crise! Qual crise?

«São dois, custaram cerca de 70 mil euros cada um e já estão ao serviço do Conselho de Gerência da CP. Entre muitos outros extras, os Mercedes 220 CDI de Francisco Cardoso dos Reis (Presidente) e José Benoliel (Vogal) podem vir equipados com televisão. Deste luxo usufruirão também os outros vogais da administração da transportadora, já que a encomenda num total de 350 mil euros, prevê a entrega de mais três automóveis. Nos dois últimos anos, a CP apresentou um défice de 376 milhões de euros.» Visão

Daqui e dali... Maria

O Património do Douro

É ao troar dos tambores e ao estralejar dos foguetes, que me apercebo da ascensão do Douro a Património Mundial da Humanidade.

Num ímpeto, assomo à janela e deparo com o Douro, lá no fundo, envincilhado no turbilhão das suas águas, a correr indiferente à ufania hilariante dos durienses.

Debruçada sobre ele a comoção faz-me marejar os olhos.

Abro o baú das recordações e à minha mente acorrem, em cachoeira, os tempos remotos da meninice, em que o Douro era um misto de revolta surda, maceração e conformismo.

Cada socalco burilado, qual renda de bilros, a ferro, a pá e a picareta, com o suor e lágrimas dos que necessitavam de mitigar a fome e a dos seus rebentos.

O refrigério da divinal bebida de Baco e as cantigas entoadas pelas alcantiladas encostas entalhadas no xisto (mais parecendo gritos lancinantes de amargura), onde o sol ufanamente se mirava, ajudava-os a arrostar o espinhoso trabalho de emprenhar as videiras que, em setembro, as vindimadeiras mutilavam sem comiseração.

Espadaúdos e esquálidos homens, pois os mais débeis a Mãe Natureza se encarregava de suprimir logo á nascença, a troco de um mirrado soldo, alojamento e alimentação indignos, carregavam às costas ladeira acima, quais bestas de carga, grandes cestos vindimos acogulados com os frutos desentranhados das videiras em pranto, para serem lançados no moinho da tortura onde se transfiguravam no precioso néctar, denominado “vinho fino ou vinho generoso”, para fausto apenas de alguns e opróbrio de tantos outros.

Enclausurado em grandes pipas de carvalho e castanho.

Transportadas em frágeis barcos rabelos de velas enfunadas pelo vento, timonados por afoitos e martirizados homens, que manejavam com mestria e destreza a espadela, lá iam embalados pela cadência do rio, tantas vezes sobressaltados pelo espreguiçar mais tumultuoso dos seus cachões, ancorar no cais de Gaia onde, a pretexto de lhe vestirem finas roupagens, o obrigavam a renegar a sua origem apelidando-o de “Vinho do Porto”.

E foi este o Douro, de labuta e sofrimento insanos, que presenciei na infância.

Felizmente, longe vão esses menos afortunados tempos. Mas não podemos conhecer bem o presente ignorando o passado. Então, a melhor maneira de homenagearmos esses macerados Homens e Mulheres do Douro de antanho é partilharmos com o Mundo este Maravilhoso património, que eles com tanta abnegação nos legaram e ajudaram a erigir mercê do seu penoso e esforçado trabalho.

Maria

Património do Douro”, foi o título dado pelo Jornal de Notícias, quando o publicou na “Página do Leitor”, em 11 de Janeiro de 2004 (pág. 40).

Nota: As fotografias são de paisagens na Senhora da Ribeira em 1965. Fotos tiradas por Dr. Luís Pires de Castro e cedidas por Dr. Sebastião Ribeiro

Radiação ultravioleta em nível extremo no interior Norte e Centro

A radiação ultravioleta apresenta hoje valores extremos nas regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro e na Beira Interior. Nestas zonas, o IM desaconselha a exposição ao sol sobretudo entre as 11h00 e as 16h00.

Rota do Património do Douro é aposta

A Fundação Rei Afonso Henriques vai definir uma Rota do Património Mundial do Douro, para incrementar o turismo naquela região.

Trata-se de um projecto que vai ser apresentado em Lamego, e que se destina à promoção turística do património da bacia do Douro, em toda a sua extensão, desde a nascente em Espanha até à Foz, aproveitando os seus principais recursos, nomeadamente a paisagem, o património e a cultura. Os concelhos adjacentes vão também beneficiar de uma menção na rota turística. (...)
O projecto da criação da Rota do Património Mundial do Douro foi elaborado em articulação com a Estrutura de Missão do Douro. (...)
Pretende-se que o Douro seja cada vez mais um destino turístico, “pois está provado que não é incompatível a preservação do património com a sua utilização como factor de desenvolvimento e de riqueza promovendo-o junto do mercado português e dos turistas”, referiu Arlindo Cunha.
A fundação quer preservar a linha do caminho-de-ferro entre o Pocinho e Barca d’Alva, pelo menos para fins turísticos, mas o seu presidente preferiu não manifestar a sua opinião sobre o futuro da Linha do Tua, que poderá ser encerrada após a construção de uma barragem, afirmando que o tema nunca foi objecto de discussão nas reunião do organismo que lidera.
A sede da Fundação vai ficar instalada em Bragança, onde está a ser recuperado o edifício que alojou o Gabinete Técnico Local para esse efeito, localizado em frente ao Governo Civil.
O Informativo

terça-feira, 24 de junho de 2008

Educação à portuguesa


Antero

Governo autoriza 22 câmaras a pedirem dinheiro à banca

O Governo autorizou 22 autarquias a pedirem empréstimos extraordinários para poderem concorrer a projectos co-financiados por fundos europeus. No total, são 20,9 milhões de euros.
Se há uns meses o ministro das Finanças cortou os empréstimos às autarquias, para evitar que se endividassem ainda mais, agora autorizou que 22 municípios recorram a empréstimos extraordinários. Assim, as câmaras municipais vão poder ultrapassar os limites do endividamento e concorrer a projectos co-financiados por fundos comunitários. São 20,9 milhões de euros em empréstimos, previstos nas excepções da Lei das Finanças Locais.
O dinheiro vai ser investido em:
- parques industriais,
- estradas,
- construção de infra-estruturas,
- saneamento
- e, requalificação de espaços urbanos.
Da lista de permissões do Governo fazem parte municípios de pequena e média dimensão: 18 da região Norte e Centro e quatro do Alentejo. A maior fatia do bolo vai para o pavilhão de eventos de Borba, com um empréstimo de 1,8 milhões de euros.

As autarquias de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Macedo de Cavaleiros pediram à banca 1,7 milhões de euros. Em terceiro lugar aparece o Fundão com 1,5 milhões de euros. Em Portugal há ainda 30 câmaras que violam os limites de endividamento. Mas, o Governo decidiu dar oportunidade a este grupo que, curiosamente, integra a lista de quase 300 autarquias que viram reduzida, este ano, a capacidade de endividamento. SIC

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Saber

Adoro destruir livros:
- lidos, por ler, julgados sabidos.
Incomoda-me ver muitos livros.
Quero poucos, passageiros, e, feitos mentalmente meus, destruídos.
Para os outros? Não. Há tantos disponíveis nas bibliotecas, nas livrarias (que proporcionam o gosto do escolha, da compra, do acariciamento, do cheiro, do peso, do aspecto, da posse).
E o saber deles? - Depois de feitos nossos, que mais têm a dizer-nos?
O saber só interessa quando feito nosso, apropriado, individualizado.
Interessam as frases bonitas?
O que interessa é o acto de dizer o que em cada momento o nosso cérebro pensa e sente.
Barbaridades? - Também. Nossas. Ditas pela nossa boca, escritas pela nossa mão.
Saber é discorrer sem nunca acertar.
É sempre necessário que os outros digam à sua maneira a sua verdade.
Todas as verdades são verdades parciais, incompletas e todas se completam (ou baralham).

João Lopes de Matos

DN

"Os Verdes" dizem que o comboio do Tua tem mais passageiros que o TGV

Os Verdes” dizem que o comboio do Tua tem mais gente a viajar do que vai ter o TGV entre Lisboa e Madrid. O partido realizou este fim-de-semana o Conselho Nacional em Mirandela e voltou a centralizar as atenções na luta contra o encerramento do caminho de ferro, em detrimento da barragem.
Segundo os dados revelados pelo partido ecologista, em 2006, terão viajado entre Mirandela e o Tua 42 mil pessoas. Em média, por dia, a linha terá sido utilizada de uma centena de pessoas. Segundo “Os Verdes”, nos meses de verão, nesse ano, foram quase duzentos os turistas que utilizam o comboio entre Mirandela e o Tua. “Os Verdes” acreditam que se as condições fossem melhoradas ainda seriam mais os passageiros. Por outro lado, afirmam que o TGV não vai ter tantos tutilizadores e vai custar bem mais ao país. O partido ecologista tem defendido a manutenção da linha do Tua, e contesta a aprovação da construção da barragem de Foz Tua, que vai submergir os últimos quilómetros do caminho de ferro. Os últimos acidentes na linha fazem aumentar a suspeita de que, a curto prazo, o comboio vai mesmo deixar de subir o Tua. Os Verdes" avisam que vão utilizar o direito potestativo, na Assembleia da República, para levar o ministro Mário Lino à Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações de forma a que sejam dadas informações sobre as causas dos acidentes, as intervenções de reposição da linha e as medidas de segurança implementadas. RBA

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
A minha escolha….


Quem disse que não era difícil perdoar? Mas é possível. Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Dar, acolher, pedir, oferecer, recusar e perdoar são os seis verbos que mais do que nunca o povo desta terra precisa de trazer na mente. Esta é uma realidade da qual não poderemos fugir nos próximos tempos.

Dar é um gesto que fica sempre bem. Mas dar sem interesses escondidos nem cálculos para obter dividendos. Dar o seu tempo aos outros (ao seu povo) para os ouvir e os compreender. E que falta nos tem feito o saber ouvir.

O acto de dar liberta o espírito e tranquiliza a consciência. Mas com realismo e sem falsas ingenuidades. Há quem explore os que são “mãos largas”. Por isso, também é preciso saber dar. Até para não criar “parasitas”.

Se o dar faz parte da natureza humana, o acolher leva-nos ao encontro do outro. A considerá-lo como igual a nós. Como uma pessoa com direitos e deveres. Secar o que está à nossa volta nunca deu nem dará resultados.

Acolher, para além de uma norma de boa educação – disciplina que parece afastada da nossa terra – estabelece cumplicidades entre as pessoas. E é o primeiro momento para o trabalho de equipa. Trabalho esse que nunca chegou a ser implantado para mal de nós todos. Mesmo na discordância, o acolher desfaz barreiras e constrói pontes. Lá canta Rui Veloso: “É mais o que nos une do que aquilo que nos separa”. Em Carrazeda é precisamente o contrário é mais aquilo que nos separa que aquilo que nos une.

Quem pede, mostra nobreza de carácter. Pedir exige humildade. E revela o que somos. Não é vergonha pedir. Seja um favor, um serviço, uma ajuda, um acto de compreensão, uma desculpa. “Errar é próprio do homem” – diz um provérbio latino.Quanto maior for a capacidade em pedir, tanto maior será a possibilidade em dar. Quem dá, pede e quem pede, dá. Em ambos os casos, se revela a grandeza do homem. Que só o orgulho impede. Orgulho tem-se espalhado muito por este lados, humildade, nunca. Foi banida.

Oferecer é apresentar-se disponível. Na linha do dar, do acolher e do pedir. Quando se oferece alguma coisa, não se trata, apenas, de um gesto material mas também de afirmação de entrega pessoal. Elimina-se um vazio que possa existir.Oferecer equivale a darmo-nos. Com as qualidades e defeitos que temos. E o tempo de que dispomos. Afinal o que nos deram? Uma mão cheia de nada. Que prendas nos foram oferecidas, o futuro dirá…

Recusar implica uma atitude de coerência. Agir como pensamos. Frontalmente. Sem cedências no essencial embora flexíveis no acessório.

Há comportamentos que não podem ser aprovados. Mas recusar não é condenar. Antes, firmeza nos valores que nos engrandecem. Como diz o verso de Fernando Pessoa : “Sê todo inteiro naquilo que és”. Ter coluna vertebral. Porque há por aí muitos palhaços. Gente sem carácter nem princípios.

Perdoar. Dar a mão a quem errou. Esquecer e varrer o ódio. Não alimentar ressentimentos. Só os gestos de bondade preparam uma terra melhor. Quem disse que era difícil perdoar? Mas é possível.

Norma a reter pelos políticos para não viverem da vingança. Por vezes mesquinha e rasteira.

Seis verbos. Seis atitudes que, o Povo Carrazedense deve reter.

Uma grande empreitada para todos.

Júlio César

Fórmula infalível contra insucesso escolar

Os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola

TEXTO: «Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã? E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah. Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver??? O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?»
Autor desconhecido

Colaboração: Sabre07

quinta-feira, 19 de junho de 2008

IC5 - uma realidade

CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL PARA A SUBCONCESSÃO DE LANÇOS VIÁRIOS ASSOCIADOS DESIGNADA POR “SUBCONCESSÃO DOURO INTERIOR"
Na sequência do lançamento do Concurso Público Internacional da Subconcessão Douro Interior, cujas propostas foram abertas em acto público a 03 de Abril de 2008, foi elaborado o “Relatório de Apreciação das Propostas” que estabelece um projecto fundamentado de classificação das propostas dos Concorrentes admitidos no acto público do Concurso, por ordem decrescente de mérito, de modo a permitir a selecção para a fase de negociações dos dois Concorrentes mais bem classificados.
Assim, as propostas que mereceram melhor classificação foram as seguintes:
1ª Classificada - Proposta Variante Financeira à Base do concorrente nº 6 – AENOR – Douro Interior, cujo custo de construção é de € 762 432 890,00 (preços JAN.08) e VAL do esforço financeiro do Concedente de € 712 823 756,00;
2ª Classificada – Proposta Variante Financeira à Base do concorrente nº 5 – Auto- Estrada XXI, cujo custo de construção é de € 742 323 649,93 (preços JAN.08) e VAL do esforço financeiro do Concedente de € 756 001 777,39.
A data prevista, por ambos os concorrentes seleccionados, para a conclusão do primeiro sublanço integrado na subconcessão é Dezembro 2010 e da restante rede é Dezembro de 2011.
Os Consórcios seleccionados são constituídos pelas seguintes empresas:Concorrente nº 6 - AENOR – Douro Interior: Mota –Engil – Engenharia e Construções, SA; Mota-Engil – Concessões de Transportes, SGPS, SA; Banco Espírito Santo, SA – Sociedade Aberta; Esconcessões, SGPS, SA; OPWAY – Engenharia, SA; Monteadriano – Engenharia e Construção, SA; Sociedade de Construções H.Hagen, SA; Alberto Martins de Mesquita e Filhos, SA; Empresa de Construções, Amândio Carvalho, SA; Rosas Construções, SA.
Concorrente nº 5 – Auto-Estrada XXI: Soares da Costa Concessões, SGPS, SA; Sociedade de Construções Soares da Costa, SA; FCC Construccion, SA; Ramalho Rosa – COBETAR, Sociedade de Construções, SA; Global Via Infraestruturas, SA; Operália Infraestruturas, SA; Mantenimiento de Infraestructuras, SA.
Os restantes concorrentes ao Concurso eram constituídos pelas seguintes empresas:
Concorrente nº 1 - GR – Grupo Rodoviário Douro: Iridium Concessiones de Infrestruturas, SA; Desarrollo de Concessiones Viárias Uno SL; Dragados, SA; Edifer, Construções Pires Coelho e Fernandes, SA; Edifer Investimentos – Soc. Gestora de Participações Sociais, SA; Tecnovia, Sociedade de Empreitadas, SA; Tecnovia Madeira – Soc. de Empreitadas, SA; Conduril Construtora Duriense; Conduril - Gestão de Concessões e Infraestruturas, SA.
Concorrente nº 2 - Agrupamento VIANORDESTE: Eiffage, SA; Novopca – Construtores Associados, SA; Teodoro Gomes Alho, SA; Obrecol – Obras e Construções, SA; Manuel Rodrigues Gouveia, SA; Appia – Grand Travaux; Eiffage, PT; Societé Autoroutes, Paris – Rhin-Rhone.
Concorrente nº 3 – Estradas Douro Interior: Brisa – Auto-Estradas de Portugal, SA; Brisa Engenharia e Gestão, SA; Brisa Assistência Rodoviária, SA; Bento Pedroso Construções, SA; Teixeira Duarte, Engenharia e Construção, SA; Lena Engenharia e Construções, SA; Zagope, Construções e Engenharia, SA; Alves Ribeiro, SA; Edivisa – Empresa de Construções, SA; Lena Concessões e Serviços, SGPS, SA; ODB, Investimentos em concessões Rodoviárias, SGPS, SA; Transport Infraestruture Investment Company, (SCA) Sicar; Zagope – SGPS, Lda.
Concorrente nº 4 - Estradas do Douro Interior: Somague Itinere – Concessões de Infraestruturas, SA; MSF – Moniz da Maia Serra e Fortunato Empreiteiros, SA; MSF – Concessões, SGPS, SA; Somague Engenharia, SA; Itinere Infraestruturas, SA.
Colaboração: Júlio Samorinha

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

João Lopes de Matos,
Debaixo do vulcão

Malcolm
Lowry: vivo
Mal como Lowry
Bebo
Bem como Mal-
-colm, como
mal como
Malcolm
Come: álcool
Malcolm, al
Coolm
Ó
Alcolmmalcolm.
Carlos de Oliveira, in Micropaisagem

Do livro Debaixo do vulcão de Malcolm Lowry, vou apenas falar do álcool e do mescal, de que alguns acusam João Lopes de Matos de produzir visões alucinadas… Quando apenas sabe ler os sinais dos tempos. Além do mais
o acusam de uma hiper-conciliação a Deus e ao Diabo, quando no fundo do que se trata é, numa perspectiva sociológica, de tentar compreender, em vez de julgar. Outrossim,
não responde, interpela, no sentido de que o Outro chegue mais além, em dialéctica. Como Herberto Hélder, numa entrevista:
‹‹Leio romances se compreendo que não tentam responder. Alguns são extraordinárias máquinas de perguntar: Ulisses, Filhos e Amantes, O Doutor Fausto, O Processo, A Morte de Virgílio, O Som e a Fúria, Debaixo do Vulcão, A Obra ao Negro, Lolita, Diário de um ladrão, todos os romances de Céline como se formassem só um, alguns outros, antes, agora.››

Vitorino Almeida Ventura

Parquímetros desertificam centro da vila

Uma guerra à vista entre os comerciantes e os moradores de Vila Verde e a Câmara local. A culpa é da introdução do estacionamento pago no centro da vila que está a provocar, lentamente, a sua desertificação.

Em dois meses, os comerciantes viram os seus rendimentos diminuir 30%; os moradores temem o aumento da criminalidade. Um passeio a pé pelo centro de Vila Verde mostra a realidade, nua e crua. Onde antes havia carros estacionados, há agora lugares vazios e pouco utilizados. A introdução de parquímetros desde o final do mês de Abril transformou, completamente, o casco urbano de Vila Verde: "isto está um verdadeiro deserto. As pessoas dizem-me que já não vêm aqui tomar café porque não compensa". Os rendimentos descerem 30% em dois meses: "para quem tem que pagar tudo, incluindo a renda do seu espaço comercial, não se vai safar", diz o dono de um estabelecimento de restauração que mostra a sua indignação quando acrescenta: "as pessoas vão todas para os dois hipermercados porque lá o estacionamento é grátis". Há mesmo pessoas que trabalham no centro que estão a deixar os carros nestes locais. JN

Comboios portugueses na Suíça

Há dois comboios a vapor que já foram portugueses e que circulam agora nas montanhas do Jura, a cordilheira que protege a cidade de Neuchatel onde está instalada a selecção portuguesa de futebol. As duas máquinas estiveram ao serviço nas linhas do Douro e do Tua. Foram compradas à CP por uma associação privada suíça que as pôs novamente nos carris. São duas máquinas centenárias: uma de 1897, a outra de 1905. As locomotivas abrem ao público nos meses do Verão mas no resto do ano, se a neve o permitir, podem ser alugadas para todo o tipo de iniciativas. O enviado especial da TSF ao Euro 2008, André Tenente, apanhou o comboio, conversou com Stephan Carroza, o homem que as conduz, e registou os sons que contam a história dos primórdios do caminho-de-ferro. TSF

quarta-feira, 18 de junho de 2008

PSD quer apoios para os produtores de maçã de Carrazeda

Os deputados eleitos pela PSD de Bragança querem que o governo avance com medidas de apoio excepcionais para os agricultores do Planalto de Ansiães que, esta segunda-feira, foram afectados pela queda de granizo. Pretendem que estes produtores sejam apoiados, tal como foram outros na região, que enfrentaram situações de calamidade agrícola.

Num requerimento apresentado na assembleiada república, os parlamentares sociais-democratas defendem a necessidade da Direcção Regional de Agricultura do Norte ir para o terreno fazer um levantamento exaustivo da situação, tendo já o relato de que a produção foi fortemente afectada. A deputada Olimpia Candeias diz ter conhecimeto de uma quebra na ordem dos 70%, mas alguns produtores, terão tido prejuizos na casa dos 90%. Olimpia Candias lembra que associada à quebra na produção de maçã está a possibilidade de alguns funcionários da maior unidade de armazenamento e tratamento, a FRUCAR, poder despedir alguns funcionários, por falta de redimentos com as vendas deste ano. RBA

Movimento Cívico pela Linha do Tua entrega petição

Mais de cinco mil pessoas rubricaram uma petição a favor da manutenção da linha ferroviária do Tua, contra a construção da barragem. O documento foi entregue esta quarta-feira ao Presidente da Assembleia da Republica pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua. A petição foi rubricada através de um site na internet e em papel, localmente.

O número de signtários surpreendeu os responsáveis pelo movimento cívico, bem como o facto de muitos deles estarem no estrangeiro. Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua assegura que esta petição não se enquadra numa luta de David contra Golias, no que diz respeito ao interesse na construção da barragem no Tua. Pretendem, sobretudo, provocar o debate parlamentar. Recorde-se que o concurso para a construção da barragem, projectada para o Tua, está prestes a ser lançado e os estudos prévios já foram alvo de discussão pública. Se a albufeira for feita, grande parte da linha ferroviária vai ficar submersa. RBA

Mau tempo estragou 90% da maçã

O granizo destruiu quase por completo a colheita de maçã deste ano em Carrazeda de Ansiães. As perdas de produção rondam os 90 %. Produtores fazem contas aos milhares de euros de prejuízo.

Este ano será um ano de má memória para os fruticultores transmontanos, nomeadamente os do concelho de Carrazeda de Ansiães. A forte trovoada e o granizo que se abateu anteontem sobre todo o planalto do município, durante cerca de 15 minutos, agudizou ainda mais os estragos deixados pela geada da Primavera e pelas trovoadas de Maio.
Na maioria dos pomares, as perdas são de 90%, adiantou Rui Barata, fruticultor, proprietário de 40 hectares de pomar. "Os pomares estão numa fase adiantada, as maçãs já têm calibre, a maior parte ficou com mazelas", lamentou.
Ontem mesmo os agricultores começaram a aplicar cálcio para ajudar na cicatrização dos frutos, e minimizar os estragos, visto que a qualidade da maçã está irremediavelmente afectada, o que inviabiliza a sua comercialização em fresco. A alternativa será vender para a indústria. No entanto, é uma opção que não cobre os prejuízos, visto que o preço é inferior. A maçã em fresco é vendida a 20 cêntimos o quilo, para a indústria cai para os oito, nove cêntimos, quando o custo da apanha significa entre sete a oito cêntimos. "É um valor residual, que mal paga a mão-de-obra da apanha", referiu António Augusto, sócio-gerente da Frucar, um entreposto que comercializa maçã de mais de um terço dos produtores do concelho. Os agricultores vão accionar os seguros de colheita, que apenas cobrem parte do risco.
A continuidade da Frucar pode estar em causa. As estimativas apontam para que a taxa de comercialização de fruta seja baixa, o que se traduz em dificuldades em suportar os encargos fixos, nomeadamente os salários dos 11 funcionários. António Augusto disse ao JN que vão contactar os ministérios da Agricultura e do Trabalho para pedir apoio. No passado, a Frucar laborou entre 4500 a 5000 toneladas de maçã.

Dois técnicos do Ministério da Agricultura deslocaram-se, ontem, a Carrazeda de Ansiães para avaliar os estragos, mas os responsáveis da Direcção Regional de Agricultura do Norte não quiseram adiantar nada sobre este problema. A campanha está perdida, mas os tratamentos vão continuar a ser feitos para assegurar o bom estado das árvores para o próximo ano.
A minimização dos efeitos do clima não é acessível a todos produtores. Existe a possibilidade de instalar coberturas nos pomares, apoiados pelo Programa Agro, mas os custos são elevados. A pequena dimensão, com parcelas inferiores a um hectare, e os solos com declives acentuados inviabilizam essas estruturas na maior parte dos terrenos. JN

terça-feira, 17 de junho de 2008

Médicos/Bragança: Sub-região colmata saída de espanhóis com diversas nacionalidades

A sub-região de Saúde de Bragança tem conseguido suprir a perda de médico espanhóis com a contratação de clínicos de diversas nacionalidades, como brasileiros, do Leste Europeu e dos PALOP, disse hoje à Lusa a responsável.

De acordo com a coordenadora Berta Nunes, esta região tem sentido o fluxo de regresso dos médicos espanhóis ao país de origem, perdendo nos últimos dois anos metade dos 14 que prestavam serviço nos centros de saúde.
Porém, garantiu que este Distrito continua a ser dos poucos do país com a cobertura total de médico de família para os cerca de 150 mil utentes dos 12 centros e saúde.
"Temos conseguido substituir os médicos espanhóis por alguns internos portugueses que acabam o internato e ficam na região, por médicos de Leste, brasileiros e dois dos PALOP (africanos)", disse.

Dos cerca de 100 médicos de família a exercerem no Nordeste Transmontano, 14 eram espanhóis, a maior parte das regiões de Galiza e Castela e Leão, que escolheram Portugal para fazer o internato e integravam os quadros da sub-região.
Nos últimos dois anos, sete médios espanhóis foram embora, um casal deixou o centro de Saúde de Carrazeda de Ansiães, duas medicas o de Vinhais, um médico o de Miranda do Douro, outro o de Alfândega da Fé e outro ainda o de Mogadouro.
Estas partidas obrigaram, segundo a coordenadora da sub-região de Saúde, a uma sobrecarga temporário dos restantes médicos, que tem sido minimizada com as novas contratações.
Apesar de garantir que tem sido possível colmatar a saída dos espanhóis, Berta Nunes reconhece que "seria mais complicado" se os restantes sete médicos resolvessem também regressar a Espanha.
Segundo a coordenadora, este fluxo de regresso dos médicos espanhóis nota-se também quando abrem concurso para o preenchimento de vagas.
"Desde há dois anos que já não concorrem praticamente espanhóis", afirmou.
Depois da falta de oportunidades, que fez obrigou muitos médicos espanhóis a procurarem as regiões fronteiriças portuguesas, o Serviço Nacional de Saúde de Espanha está agora a oferecer mais propostas de emprego e melhores remunerações que as portuguesas.
Berta Nunes está convencida que os salários não são, no entanto, a principal razão do regresso dos médicos espanhóis, mas sobretudo questões familiares . RTP

DN

Médicos espanhóis estão a abandonar o interior do país

Pedro Nunes fala de alguns concelhos de Trás-os-Montes onde cerca de metade dos quadros eram espanhóis.

Terminou o fluxo migratório de médicos espanhóis para Portugal. Uma maior oferta de emprego e melhores salários em Espanha vieram tornar menos atractivo cruzar a fronteira para exercer medicina ou tirar cá a especialidade.
Esta nova tendência vem confirmar o crescendo de dificuldades na captação de médicos espanhóis para boa parte dos quadros das unidades de saúde nas zonas de fronteira de Norte a Sul do país desde 2006.
O fluxo de médicos galegos, extremenhos, andaluzes e de outras regiões de Espanha "está praticamente parado", confirma Carlos Lopez Salgado, vice-presidente de Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal (APSEP). "Agora, os espanhóis estão a procurar oportunidades de trabalho na sua região de origem", diz. Público

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Governo congela renovação da frota das Forças Armadas, mas compra Mercedes a ministro e secretário de Estado

Os dois carros Mercedes custam perto de 140 mil euros e vão substituir os actuais Mercedes 220 do ministro Severiano Teixeira e o BMW 520 do secretário de Estado João Mira Gomes. Sol
DN

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Antero

Compra e faz entregas de bicicleta para poupar no gasóleo

André Lages. 62 anos. Tem uma pequena-grande loja no centro de Carrazeda de Ansiães. Pequena porque, de facto, é pequena. Grande porque tem tudo. Difícil é ouvi-lo dizer: “Não temos”.

Lages net.jpgPoupança é lema para seguir à risca. E mais nestes tempos de sucessivos aumentos dos combustíveis. A alternativa para as deslocações é uma bicicleta. Seja na terra, seja às compras no Porto.

Era uma “bike” normalíssima, em alumínio e com mudanças. Mas equipou-a com buzina, conta-quilómetros, duas campainhas, espelho retrovisor, luzes à frente e atrás, reflectores e aros reforçados. Para fazer transportes adaptou-lhe duas caixas de plástico: umas mais alta à frente e outra mais baixa e larga atrás. “Para a minha vida profissional dá-me muito jeito”, refere.

É nela que leva os pacotes que os seus clientes lhe confiam para despacho no expresso que tem origem ou destino, por exemplo, no Porto. E ele lá estava, há dias, na paragem do autocarro, à espera do que chega às 16 horas. As duas pequenas encomendas carregaram-se rapidamente no cesto da frente, preencheu-se o papel e foi só entregar no destino. Fácil e barato.

Quando há determinadas falhas na loja, André Lages vai ao Porto. Duas a três vezes por mês. A carrinha fica encostada. “São coisas pequenas. O lucro nem dava para o gasto”. Mete a bicicleta na mala do autocarro e quando chega à Invicta monta nela e aí vai ele “a suar as estopinhas”. Percorre os fornecedores e carrega os cestos de mercadoria. “Olhe que às vezes sinto-me mais à vontade no Porto que aqui em Carrazeda”, observa. O regresso, novamente de expresso, pois claro.

Uma vez as compras foram a valer. Foi vê-lo pelas ruas do Porto com “cerca de 50 quilos de mercadoria em cada cesto. E nos manípulos dois sacos grandes de materiais mais leves. Ou seja, bem mais de 100 quilos em cima da bicicleta. “Ainda consegui subir a pedalar a rua do Amparo (bastante inclinada)”, conta. Quando chegou à Praça das Flores levou uma boca de um sujeito que ali repousava num banco: “Ó amigo! Isso é alguma promessa à Senhora de Fátima ou quê?” “Parecia quase um amolador de tesouras de antigamente”. (Risos).

Não ri tanto do azar que há um ano lhe bateu à porta: “Fizeram o favor de me roubar a bicicleta”. A irónica afirmação quase que desculpa o ladrão que fez da distracção de Lages a ocasião para dali sair a pedalar. Sempre atrelara o veículo com um cadeado a um poste ou gradeamento, mas naquele dia 19 de Junho deixou-a desamparada ali para os lados da Estação de S. Bento. Nem o velho hábito de estar com “um olho no burro e outro no cigano” lhe valeu.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

Os Verdes

"OS VERDES" EXIGEM VINDA DO MINISTRO MÁRIO LINO AO PARLAMENTO

O Partido Ecologista "Os Verdes" vai usar o seu direito potestativo para obrigar a vinda do Ministro Mário Lino à Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações para prestar esclarecimentos sobre as causas dos acidentes na Linha do Tua, as intervenções de reposição da linha e, as medidas de segurança implementadas desde o acidente de 2007.

"Os Verdes" relembram que o Governo se tem recusado a tornar público os resultados dos relatórios do inquérito ao primeiro acidente e entretanto já ocorreram mais dois acidentes cujas causas são inexplicáveis.

O Gabinete de Imprensa de "Os Verdes"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O que se disse... Alberto Castro

«Somos coerentes na inveja. A nossa desdita é tanto mais intolerável quanto mais os outros forem bem sucedidos. Exemplifica-o a atitude do Benfica face ao Porto.»
Alberto Castro, JN

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Bruce Nauman,

Non Stop…

Solvitur ambulando.

Nauman, citando o cínico

Diógenes de Sinope, na bienal

de Veneza, em 2007.

Há cerca de uma década, vi em Hamburgo uma instalação sua que me desarranjou profundamente. Uma voz dentro da televisão, comandava:

— WorK! WorK! WorK! WorK! WorK! WorK! WorK! WorK! WorK!

Antes de assistir ao fim-de-semana Non Stop, fui à Casa de Serralves ver a instalação de Bruce Nauman ''Fonte de 100 Peixes'', que igualmente me interpelou. 97 moldes de peixe-gato, robalo, salmão, e peixe branco, suspensos do tecto, jorrando arcos de água ininterrupta_

mente por múltiplos buracos (de bala?, de canivete?, de?), situados em seu corpo… Com um ruído de água, correndo, escorrendo… Água! Água! Para lá da citação à ''Fountaine'' de Duchamp e aos corpos-peixe de Magritte, remete-nos para a representação memorialística das suas idas à pesca, com seu pai, no lago Michigan. Tradicionalmente, a fonte é associada ao conhecimento… Nos peixes-fonte, vai na memória a longo prazo. levando igualmente a um desenho do autor, ''Myself as a Marble Moutain''…

Mas tudo se começa a resolver, caminhando em torno da instalação, como na citação a Diógenes. Não parando nunca… Non Stop, numa teia de sentidos, que prendem à sua obra, vida, tradição.

vitorino almeida ventura

INAG discorda das compensações

O presidente do Instituto Nacional da Água entende que os autarcas do Vale do Tua não devem reclamar compensações pelo facto de se construir uma barragem na região.

O presidente da Câmara de Mirandela não aceita as explicações O presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), Orlando Borges, sustenta a sua afirmação tendo em conta "a lógica da solidariedade nacional", em que todos os empreendimentos dão energia para o país e "não há que reclamar por isso outras compensações", afirma. O presidente do INAG vai mais longe e mesmo que se coloque a possibilidade de se analisar a questão na lógica do potencial hidroeléctrico, verifica-se que a barragem de Foz-Tua "vai produzir energia que é rigorosamente igual à que é consumida na região". Por isso, Orlando Borges diz não fazer sentido a reivindicação dos autarcas para que a verba que a EDP teve de pagar ao Estado, cerca de 53 milhões, pela adjudicação provisória da barragem, seja para os seus municípios. "O que faz sentido é negociarem com o Governo as medidas de desenvolvimento regional, independentemente dos projectos", sustenta o presidente daquele instituto, acrescentando que "se fossem apenas 10 milhões, certamente que não chegaria para os autarcas negociarem medidas de desenvolvimento". Relativamente às consequências resultantes da construção do empreendimento, Orlando Borges admite que, no caso de ser construído à cota máxima de 195, "os impactes negativos são muito significativos", mas considera que há cotas intermédias, entre 170 e 180, que podem resultar em danos menos significativos. Relativamente à linha férrea do Tua, o presidente do INAG diz estar de acordo com o presidente da Câmara de Mirandela, quando defende que a via tem uma mais-valia do ponto de vista turístico e entende a necessidade de haver uma ligação sustentável e eficaz à linha do Douro. No entanto, o presidente do INAG sustenta que essa ligação não tem obrigatoriamente de ser feita de comboio. "Pode haver outras alternativas que agora todos têm a oportunidades de indicar em sede de discussão pública". O presidente da Câmara de Mirandela não aceita as explicações do presidente do INAG, porque considera que os municípios do Vale do Tua deviam receber o dinheiro exigido à EDP pela construção da barragem. José Silvano acha estranho que pela primeira vez o Governo tenha pedido dinheiro pela adjudicação provisória de uma barragem e que a verba vá para os cofres do Estado "em vez de fazerem parte da compensação dos municípios que sofrem as consequências negativas dessa construção". Para além disso, o autarca está convicto que a EDP vai dizer aos autarcas do Vale do Tua que "só pode negociar a partir do dinheiro que der ao Estado, conforme a cota a que for construída a barragem", afirma. O autarca também não acredita na neutralidade do Governo neste processo. JN

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Me amarás en la salud y en la enfermedad

Todo a su alrededor eran caras deformadas levemente por una enfermedad ya vencida. La varicela reside en nuestro cuerpo y sólo se despierta si alguien de su misma especie pasa por su lado y le da licencia para actuar, no para matar, gracias a Dios.

Dicen que se contagia a través del aire o del contacto físico, también que se pasa normalmente de niño y que cuando se pasa de mayor… se disparan los efectos.

En la escuela caían como chinches, uno detrás de otro. Mientras volvían con las secuelas propias de la enfermedad, otros la incubaban sin percatarse. Sin embargo, hay padres que prefieren que sus hijos pasen ciertas enfermedades cuanto más pequeños mejor.

Quién me iba a decir a mí, que alardeaba de mi escudo infantil, que ese mismo caparazón iba a estar apagado o fuera de cobertura cuando más lo necesitaba. Pues sí, ahora sólo me quedan las marcas de una batalla necesaria.

Estas situaciones dolorosas crearon una atmósfera más cariñosa de lo habitual, es entonces cuando te das cuenta del cuidado de tu familia. Cuando estamos bien, nadie se preocupa porque a simple vista todo va bien, pero cuando una enfermedad acecha la integridad familiar se multiplican las muestras de cariño. Es entonces cuando te das cuenta de la importancia de la familia, ¿qué seríamos sin nuestras seres queridos?

Hoy en día se cuestiona mucha la amistad, para mí tan importante. Todos dicen tener amigos, pero yo digo que amigos, contados con las manos… ¿Hasta qué punto es importante la amistad? Vivimos en una sociedad de conveniencias, de favores y de egoísmo. Cada vez hay menos valores humanos. Cuando a aparece una persona interesada en ayudar es extraña y hasta desconfiamos de ella. ¿Hasta dónde vamos a llegar?

La soledad es una preocupación universal, a todos nos gusta sentirnos queridos. Hace poco veía en la televisión como los hijos abandonan a sus padres ancianos en las residencias y no vuelven a visitarlos. Es un fenómeno aterrador.

Que os amen en la salud y en la enfermedad.

Roberto Moreno Tamurejo

segunda-feira, 9 de junho de 2008

DN

Linha do Tua reabriu à circulação

A Linha do Tua reabriu ontem à circulação em toda a sua extensão, entre Mirandela e a Estação de Foz-Tua (Carrazeda de Ansiães). Dois dias depois do descarrilamento de uma automotora do metro, que fez três feridos ligeiros.

"A Refer autorizou-nos a reatar as ligações, pois após vistoriar a linha concluiu que havia condições de segurança", disse, ao JN, o presidente do Metro de Mirandela, José Silvano. Isto apesar de ainda não ter sido concluído o inquérito que há-de desvendar as causas do acidente da passada sexta-feira, a dois quilómetros da Estação do Tua. Silvano ficou tão surpreendido como satisfeito com a rapidez da decisão. É que já estavam marcados, para hoje e para o feriado de amanhã, charters turísticos envolvendo algumas dezenas de passageiros. "Caso não reabrisse teriam de ser cancelados", notou o responsável. A Refer viria a confirmar a inexistência de danos relevantes na linha, no local do acidente. Constatação que, de resto, já havia feito o administrador delegado do Metro, Milheiros de Oliveira. "Os únicos estragos foram feitos pelo descarrilamento da carruagem", disse. Apesar disso e da rápida reabertura da via-férrea, espera-se que até ao final desta semana possam ser conhecidas as causas do descarrilamento. À espera deste esclarecimento está, também, o Movimento Cívico pela Linha do Tua. Em comunicado, veio exigir que os responsáveis pela situação em que se encontra a ferrovia "sejam de uma vez por todas responsabilizados em conformidade, e que se pare de culpar de forma facilitista a própria via-férrea". O Movimento diz que "não pode considerar normal nem coincidência" o acidente de sexta-feira, tanto mais que ocorreu no início de um fim-de-semana prolongado em que se espera maior afluxo de turistas ao Tua. Daí que exija "clareza, ética e acção", em tudo o que respeite a esta linha com 120 anos de história. Posição semelhante tem o Partido Ecologista "Os Verdes". Estranha a ocorrência de mais um descarrilamento, sendo que "esta linha tem sido, nos últimos tempos, objecto de uma vigilância acrescida e de intervenções de segurança". Estranha também a "coincidência destes acidentes" e, sobretudo, "que ocorram todos num momento em que muitos interesses se movem no sentido de encerrar definitivamente a linha". Eduardo Pinto, JN

domingo, 8 de junho de 2008

PJ investiga acidente na Linha do Tua

A Polícia Judiciária está a investigar o acidente de anteontem na Linha do Tua, em Carrazeda de Ansiães. As causas do descarrilamento de uma automotora do Metro de Mirandela ainda não são conhecidas. Reabertura da linha sem data.
O administrador-delegado do Metro de Mirandela, Milheiros de Oliveira, confirmou ao JN que "inspectores da PJ estiveram no local do acidente, sexta-feira à tarde". Terão ido "despistar qualquer suspeita de sabotagem na linha". Afinal, a via reabrira há menos de duas semanas, depois de ser reparada e inspeccionada. O acidente de anteontem provocou três feridos ligeiros. Milheiros de Oliveira não vê, no entanto, "motivos que justifiquem a investigação", uma vez que "os estragos na linha são mínimos e os que há foram provocados pelo descarrilamento". O administrador desmentiu igualmente que a dresina, responsável por uma primeira viagem diária de inspecção à linha, não tenha efectuado o trajecto. "Passou no local do acidente minutos antes deste ter ocorrido", afirmou Milheiros de Oliveira. Entretanto, foi constituída uma comissão de inquérito que já esteve no local do acidente para recolher elementos. A reunião para apurar as causas só vai acontecer durante esta semana e o administrador-delegado do Metro não prevê um relatório final para antes da segunda semana deste mês O transbordo entre Abreiro (Mirandela) e Foz-Tua (Carrazeda de Ansiães) é assegurado por táxi fretado pela CP. A carruagem acidentada foi, ontem, recolocada nos carris e rebocada para a Estação do Tua. De lá seguirá para as oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, em Guifões, onde será sujeita a uma vistoria e reparações. "Dentro de 15 dias, deverá estar de regresso a Mirandela", anunciou Milheiros de Oliveira. Até lá, o Metro de Mirandela tem disponíveis apenas duas das quatro carruagens iniciais - uma foi desmantelada depois de cair ao rio. Eduardo Pinto, JN

Circulação ferroviária retomada amanhã na linha do Tua

O restabelecimento da circulação ferroviária na linha do Tua, após o descarrilamento ocorrido ontem, deverá verificar-se amanhã, de acordo com fontes da CP e do Metropolitano de Superfície de Mirandela. Esta previsão surge numa altura em que decorre ainda um inquérito ao acidente feito por técnicos da REFER e cujas conclusões deverão constar de um relatório.

Entretanto, o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) considerou hoje "inqualificável" a ocorrência de mais um descarrilamento do metro de Mirandela e exigiu "clareza" quanto às causas do acidente. Em comunicado, o MCLT exigiu também que "os responsáveis pela situação em que se encontra a linha do Tua sejam de uma vez por todas responsabilizados em conformidade, e que se pare de culpar de forma facilitista a própria via férrea".
Uma carruagem do metro de Mirandela descarrilou ontem de manhã, exactamente na mesma zona da linha do Tua onde já ocorreram dois acidentes desde Fevereiro de 2007, provocando dois feridos ligeiros. O acidente ocorreu cerca das 12h00, envolvendo uma carruagem do metro que fazia a ligação daquela cidade ao Tua, a quatro quilómetros do final da viagem.Em 120 anos de existência, a linha do Tua nunca tinha registado acidentes graves até 12 de Fevereiro do ano passado, quando descarrilou uma carruagem do metro de Mirandela por uma ravina de 60 metros para o rio, matando três pessoas.
A linha esteve encerrada entre Abrunheda e o Tua durante quase um ano e foi alvo de diversas intervenções, tendo reaberto no final de Janeiro. Passado pouco tempo, em Abril, houve mais um acidente com uma brevina (veículo de segurança), tendo provocado dois feridos. A linha voltou a encerrar no mesmo troço, tendo apenas reaberto no dia 23 de Maio. Público

sábado, 7 de junho de 2008

Acidente no Tua - Fotos

Linha do Tua - Comunicado do MCLT

O MCLT exige por meio deste comunicado, e em virtude dos acontecimentos recentes na História da Linha do Tua, que os responsáveis pela situação em que esta se encontra sejam de uma vez por todas responsabilizados em conformidade, e que se pare de culpar de forma facilitista a própria via-férrea.

Achamos inqualificável a repetição de uma história que de nova nada tem: em Dezembro de 1991, culminando um longo processo de embate de vontades entre autarcas e o povo sobre a Linha do Tua, dá-se um estranho e inédito encerramento entre Mirandela e Macedo de Cavaleiros, deixando isolado o restante troço entre Macedo de Cavaleiros e Bragança. Poucos dias depois, um descarrilamento ocorre à mesma velocidade em que ocorreu o de hoje perto do Tua, na aldeia de Sortes. Um processo trapalhão, mesquinho e obscuro começa aqui, para só acabar com a Noite do Roubo do material circulante das estações de Macedo de Cavaleiros e de Bragança, em 1992, a coberto da noite, de escolta policial, e de um súbito apagão nas telecomunicações. Tudo isto quando nos meses anteriores se investira uma soma considerável na Linha do Tua, que apesar de tudo permanecia como uma via-férrea envelhecida e com limitações de velocidade absolutamente ridículas.

Não podemos considerar normal, nem tão pouco coincidência, que em vésperas de fins-de-semana prolongados, com a expectativa da visita de centenas de turistas, alguns deles com viagens charter programadas nas automotoras do Metro de Mirandela, a Linha do Tua venha a sofrer um acidente e/ou novo prolongamento das condições degradantes em que se efectuam as circulações ferroviárias e o transbordo por táxi. Queremos deixar bem claro que a ocorrência da descoberta de parafusos afrouxados das travessas há algum tempo é gravíssima. Tão grave quanto isso é a situação que se arrasta por 16 meses da garantia de condições de segurança, que segundo missiva do LNEC em que refere entidades como a REFER e a CP, esta passe aparentemente por questões de velocidades, numa via onde a imposição dos 45km/h em condições normais, e 30km/h com má visibilidade rasam o anedótico em pleno século XXI.

Parece não ser demais voltar a frisar que em 120 anos de História, a Linha do Tua registou 2 acidentes mortais, mas no espaço de ano e meio, com o intensificar dos ataques mesquinhos de quem defende uma barragem no Tua, conta já com 3 descarrilamentos, todos na mesma zona. Ataques estes que utilizaram numa zona perto da dos acidentes o uso de maquinaria pesada e explosivos.

A rapidez com que algumas entidades vêm a público garantir a perigosidade insustentável da Linha do Tua não pode continuar a passar incólume, mormente pelas responsabilidades que tais entidades assumem na sua gestão.

Por estas razões, remetemos ao Governador Civil de Bragança o nosso total repúdio, uma vez que o exercício das suas funções, que passam pela defesa dos interesses do distrito brigantino, nada têm a ver com a celeridade com que vem a público afirmar, sem um mínimo de informação e ponderação, que a Linha do Tua, última via-férrea do distrito que representa, deve fechar porque é perigosa. Propomos ao Senhor Governador que encerre o IP4 imediatamente, pois via de comunicação mais perigosa no distrito não há, e lembramos-lhe que quando remete ao público alguma afirmação fá-lo em nome do Governo que representa, e não de uma circunstancial conversa de café.

Remetemos ainda o nosso reforçado repúdio ao Ministro das Obras Públicas, que em declarações absolutamente ridículas aponta para a instabilidade dos terrenos na zona, e pela facilidade com que ocorreu o acidente de hoje e ocorrem deslizamentos de terras. O acidente de hoje não foi provocado por nenhum aluimento de terras, apresentando-se a via com aparência de total normalidade, e para quem não conhece de certeza a Linha e o Vale do Tua – as suas declarações atestam-no pelo carácter de opinião infundada sobre acontecimentos que na verdade não acontecem – o Ministro comete um grave erro de apreciação. Perguntamos se é num terreno altamente instável e com a maior das facilidades de aluimentos ocorrerem, que o senhor Ministro quer construir uma barragem.

Queremos fazer um forte apelo às entidades legais responsáveis em matéria, bem como ao senhor Presidente da República: nada do que se tem feito nos últimos meses na Linha do Tua tem sido transparente, e questionamos até legal e ético. Se por um lado a EDP rompe e explode terrenos ilegalmente e se desculpa com lapsos, autarcas e responsáveis ferroviários apontam o dedo a uma linha enquanto os passageiros desesperam pelas estradas que contornam o vale do Tua, e o Governo esconde parcimoniosamente a íntegra dos relatórios sobre os acidentes e estudos realizados na linha, quem é responsável pelo que vai acontecendo aqui?

Basta deste jogo do empurra com declarações feitas a martelo. Exigimos clareza, exigimos ética, exigimos acção; e nenhuma destas exigências extravasa qualquer direito cívico consagrado nesta república.

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 7 de Junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Acidente no Tua não foi provocado por problemas na linha

O descarrilamento da automotora, esta manhã, na Linha do Tua, não foi provocado por um aluimento de terra, nem qualquer outro problema ao nível da infra-estrutura, apurou o PÚBLICO. O acidente provocou um ferido ligeiro.Ao contrário do que foi inicialmente noticiado, a linha não foi atingida por qualquer deslizamento de terra ou queda de pedras, nem se registou qualquer problema ao nível dos carris.O acidente ocorreu a cerca de dois quilómetros da estação do Tua, num troço que tinha sido modernizado depois do descarrilamento ocorrido em Fevereiro do ano passado, quando uma automotora caiu ao rio, provocando a morte de três pessoas.Ao que foi possível apurar, não há vestígios na infra-estrutura que pudessem ter provocado o acidente, pelo que restam a possibilidade de este ter sido motivado por falha do material circulante (automotora), embora esteja excluída a hipótese de excesso de velocidade. Outra hipótese seria intervenção externa, ainda que esta possibilidade seja considerada mais remota.Não tendo sido detectada qualquer problema ao nível da infra-estrutura, a Refer já não está tão convicta do encerramento definitivo da linha, que esta manhã chegou a ser apontado como provável.O acidente, que feriu sem gravidade um passageiro, não foi mais grave porque a automotora descarrilou para o lado oposto ao rio. Na composição seguiam um maquinista e cinco passageiros. Público

Metro de Mirandela voltou a descarrilar na linha do Tua

Uma carruagem do Metro de Mirandela descarrilou hoje na linha do Tua, cerca das 11.40 horas, a dois quilómetros da Estação de Foz-Tua. As causas do acidente ainda não foram apuradas. Três pessoas ficaram ligeiramente feridas.
Texto e foto: Eduardo Pinto, Rádio Ansiães

Daqui e dali... Sabre07

A saúde no distrito, não justifica…
Tudo tão previsível.

Não justifica investimento na saúde, não justifica, repito. As distâncias em tempo até vão ficar mais reduzidas, com a efectivação da auto-estrada Porto-Bragança. E justifica-se ter três (3) hospitais??? Quando devíamos ter um com todas as valências, elevado à categoria de central, o que é necessário para assumir que este é o melhor caminho, se como dizem o problema não é dinheiro (para quem não o tem, digo eu)?

O que é importante é transportar as pessoas para locais a centenas de quilómetros de distância e não estamos a falar de problemas de saúde menores, referimo-nos, também, a doentes oncológicos, a tratamentos que debilitam e causam mal-estar, não justifica!!!. E justifica em Vila Real, muito mais perto dos centros de decisão e de concentração do melhor que há em saúde no país, porquê?

Não podemos exigir ter todos os meios, somos realistas e conscientes, mas temos direito à definição destes e a uma informação mais substantiva e justificada do rumo dado na política de saúde para este distrito, Não podemos (nem devemos) esquecer o caos da emergência médica, e das promessas não cumpridas, aqui também se mostrava a excelência das propostas e os méritos da sua implementação, e o que temos, honestamente alguém viu ou está a pensar ver a curto prazo melhorias? Não foi para poupar uns euros apenas, onde para a operacionalidade dos meios? E justifica a maternidade em Bragança, mantém os critérios para estar a funcionar? E não coloco o profissionalismo e a competência dos profissionais, pois nunca estiveram em causa nem foram factor de decisão para a manutenção ou encerramento.

E a saída dos profissionais de saúde dos hospitais pondo em causa o normal funcionamento dos serviços com sobrecarga de trabalho, justifica-se pela incerteza do rumo a seguir, e que incentivos oferecem para a sua fixação?

Justifica a esperança em dias melhores para a região ou devemos começar pela debandada (aqueles que ainda podem) de todo o ser vivo e pensante do nordeste transmontano? A desertificação é processo irreversível, mas com medidas deste teor pode ser acelerada e a curto prazo.

Quem sabe se não há-de chegar a hora de ter que fazer as necessidades no litoral, não justifica manter o saneamento básico nestas paragens, podendo ter um serviço de excelência no litoral, vamos a apertar a barriga ou descarregar ao ar livre.

Em compensação podiam aliviar-nos, em jeito de compensação, de alguns impostos.

Estas afirmações de responsáveis pela saúde assim a seco não caem bem, mas apenas se apresentam como pontos de vista, que não concordo e tenho o direito de contestar.

Haja saúde.

PS: Tudo desculpamos e esquecemos basta a selecção de todos nós ganhar, assim espero… “tragam o caneco”.

Bom fim-de-semana

Sabre07