sexta-feira, 29 de maio de 2009

No comboio a vapor do Douro

Ferrovias em debate amanhã no Peso da Régua

Com o objectivo de apresentar soluções para o aproveitamento e salvaguarda das linhas do Tua, Corgo e Tâmega.

A Liga de Amigos do Douro promove sábado, na Régua, um debate sobre "O Património Ferroviário do Vale do Douro", com o objectivo de apresentar soluções para o aproveitamento e salvaguarda das linhas do Tua, Corgo e Tâmega.
O colóquio decorre cerca de dois meses depois da suspensão das Linhas do Corgo (Régua e Vila Real) e do Tâmega (Livração e Amarante) para obras de reforço de segurança das vias.O Ministério do Ambiente emitiu este mês a Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.
O presidente da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial (LADPM), Armando Moreira, referiu que esta associação quer contribuir para a valorização do património ferroviário do Douro, evitar o seu desaparecimento e ajudar no desenvolvimento integral de toda a região.
O colóquio surge no âmbito de um dos objectivos estatutários da Liga que passa por contribuir para a preservação e valorização do Património do Douro, onde se inclui os vinhedos, os muros de xisto e as ferrovias.
Armando Moreira lamentou a falta de reacção da região perante o "pré-afogamento" da Linha do Tua e alertou para a situação "de abandono, por parte da REFER, deste património muito valioso", apesar de reconhecer que, do ponto de vista comercial, estas linhas, "têm uma rentabilidade reduzida".
"Não por culpa das pessoas ou da região, mas da política que foi seguida nos últimos 50 a 60 anos", acrescentou.
O responsável defendeu a necessidade de preservar estas linhas enquanto património construído como o são outros monumentos que, apesar de não terem a mesma utilidade de outrora, são preservados e mantidos.
O colóquio vai ser moderado por Miguel Cadilhe e terá como oradores José Manuel Cordeiro, da Universidade do Minho, que vai falar sobre "As vias férreas - Um património Irrepetível", e do historiador Gaspar Martins Pereira que se debruçará sobre as "Vias Férreas do Douro Património da Humanidade".
De França vem o vice-presidente da Federação dos Caminhos-de-ferro Turísticos Franceses (UNECTO), Jacques Daffis, que vai falar sobre as soluções que foram postas em prática em França e noutros países em linhas de bitola reduzida.
Com as conclusões do colóquio, a LADPM pretende elaborar uma proposta com vista à valorização deste património, que será enviada ao Governo, "É um passado que queremos transmitir para o futuro. É disso que se trata, da preservação do património", realçou o responsável.
Quanto à Barragem de Foz Tua, Armando Moreira referiu que a liga "nunca estará contra o armazenamento de água para a produção de energia eléctrica, mas lamentou a "solução simplista" encontrada para este caso.
Outra solução, na sua opinião, poderia ser uma "uma cascata de barragens, desde montante até jusante, para o regadio e produção, naturalmente, de energia eléctrica". Espigueiro

Voa, voa! Para Lisboa

Antero

Bolsas para fixar médicos no interior

A partir de Janeiro vai ser criada uma bolsa para ajudar os médicos a fixarem-se nas regiões do interior.
O anúncio foi feito ontem pela ministra da Saúde, em Bragança, à margem da inauguração do novo centro de saúde.
É uma bolsa para que os médicos optem por algumas especialidades e que as façam em zonas mais carenciadas e para além dos seu vencimento têm uma bolsa” explica Ana Jorge acrescentando que “ao fim do internato têm de trabalhar pelo menos durante o mesmo número de anos da especialização, no local no qual receberam a bolsa”. Com esta medida o Governo acredita que “há maior probabilidade de se fixarem, se não o fizerem têm de devolver a bolsa na totalidade”.
Ana Jorge revelou ainda que têm sido tomadas outras medidas para aliciar médicos para o interior do país, que encontram maior qualidade de vida longe do litoral. “A satisfação profissional e a melhoria de equipamento na área hospitalar” exemplifica a ministra.
Para além disso, a abertura de mais vagas nas universidades vai permitir, segundo a ministra da Saúde, ter mais médicos dentro de quatro ou cinco anos.
Na mesma ocasião, Ana Jorge falou ainda das obras nas Urgências do Hospital de Bragança “que estão a ser ultimadas e por isso durante o mês de Junho serão inauguradas adianta.
O Governador Civil de Bragança apontou 16 de Junho como a data provável para a inauguração deste serviço. Brigantia

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Encontros de Antropologia, Cinema e Sentidos

Este ano, em Miranda do Douro, nos Encontros de Antropologia, Cinema e Sentidos também se fala e apresenta a Linha do Tua:

- No dia 29 de Maio, comunicação de António Lourenço "
A Linha do Tua. Identidades colectivas, projectos hidráulicos e fluvioholocausto";
- No dia 30 de Maio, apresentação de um excerto do documentário (pré-produção) de Jorge Pelicano, "Páre, Escute e Olhe".
Atentamente,

Movimento Cívico pela Linha do Tua
http://www.blogger.com/www.linhadotua.net

LIGA DOS AMIGOS DO DOURO PATRIMÓNIO MUNDIAL

A Liga dos Amigos Douro Património Mundial (LADPM) tem como um dos seu objectivos contribuir para a preservação e valorização do Património do Douro. Desta forma, e uma vez mais alertando os associados e o publico em geral, para os assuntos relacionados com o património edificado na Região, a LADPM vai realizar a 30 de Maio no Museu do Douro, em Peso da Régua, um colóquio subordinado ao tema :
Património Ferroviário do Vale do Douro
Na expectativa de poder contar com a sua presença e promover a divulgação do nosso evento, cujo folheto anexamos, apresentamos os nossos melhores cumprimentos .

P´ Direcção
Ana Margarida Alves

Liga dos Amigos Douro Património Mundial
LADPM
Rua Diogo Dias Ferreira Edifício Municipal
5000-559 Vila Real - Portugal
Telefone---+351 259 375 142
Fax ----------+351 259 375 147
Telemóvel +351 917 688 588

Cortejo da Queima das Fitas - Coimbra

Cortejo da Queima das Fitas - Coimbra - 03-04-2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Novo Blog - a visitar!


Estradas e barragens podem não melhorar economia de Trás-os-Montes

O investimento de 3,8 mil milhões de euros em barragens e novas estradas em Trás-os-Montes e Alto Douro, a concretizar durante os próximos oito anos, pode ter poucos efeitos na região. Pelo menos no curto prazo.
O investimento de 3,8 mil milhões de euros em barragens e novas estradas em Trás-os-Montes e Alto Douro, a concretizar durante os próximos oito anos, pode ter poucos efeitos na região. Pelo menos no curto prazo.
É o receio do director do Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Luís Ramos, manifestado ontem, no fórum "O futuro é hoje", que decorre em Vila Real, até amanhã. O investigador não põe em causa os benefícios que a Auto-estrada Transmontana, o IP2 ou o IC5 vão trazer para a região, mas duvida dos efeitos induzidos na sua economia. Assume-se “preocupado” com a “grande passividade e desinteresse” dos agentes locais, como são “autarcas e presidentes de associações”, que “ainda não se aperceberam que o investimento previsto pode mexer muito com a economia da região”. Luís Ramos observa que as novas obras não podem ser olhadas apenas pelo prisma da criação de postos de trabalho. Há outras áreas que podem sair a ganhar, “como a publicidade, o fornecimento de refeições, bens e serviços, os gabinetes de engenharia”, entre muitas outras. Mas “se a região não estiver preparada para agarrar essas oportunidades vai passar tudo ao lado”, assevera, já que “todos os materiais e produtos virão de fora, fornecidos por empresas do Porto, Lisboa ou Madrid”. Alertar os responsáveis regionais para estas questões é objectivo do fórum organizado pelo Núcleo de Engenharia Civil da UTAD. Foi lá que o administrador da Somague, Francisco Silva, garantiu que as obras do Túnel do Marão “arrancam em pleno a partir do próximo mês de Julho”, embora neste momento já decorram trabalhos nos acessos ao túnel, que vai ter quase seis quilómetros de extensão. No pico da obra estarão envolvidos nos trabalhos “800 a 900 pessoas, uma boa parte oriunda da região”.
Eduardo Pinto, Rádio Ansiães

terça-feira, 26 de maio de 2009

Projecto Suvidur pretende melhorar viticultura no Douro

Chama-se Suvidur e é um projecto que envolve entidades portuguesas e espanholas. Pretende efectuar a zonagem e ordenamento da vinha no Douro, bem como a elaboração de um manual de boas práticas em viticultura.
O projecto vai ser desenvolvido ao longo dos próximos dois anos. Custa cerca de um milhão e cem mil euros. Envolve o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), como chefe de fila, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Tecnológico Agrário de Castela e Leão e a Universidade Politécnica de Madrid.
(...) Rádio Ansiães

Fórum "O futuro é hoje" debate impacto de novas obras na região

Os alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vão promover, entre terça e quinta-feira, um debate sobre o impacto das novas obras públicas no desenvolvimento desta região, para onde está previsto um investimento de 3,8 mil milhões de euros nos próximos anos.
O fórum "O Futuro é hoje", organizado pelos alunos do Núcleo de Engenharia Civil da UTAD, traz a Vila Real, entre outros, António Castro da EDP, Pina Moura da Iberdrola, Pedro Gonçalves, da Soares da Costa, Francisco Silva da Somague e Corte Real Magalhães da Mota-Engil.
Estas empresas vão construir, globalmente, o Túnel do Marão e a Auto-Estrada Transmontana, que vão ligar Amarante, Vila Real e Bragança, o Itinerário Complementar 5 (IC5), o Itinerário Principal 2 (IP2), e ainda as barragens do Alto Tâmega, Sabor e Tua.
"Se todas as obras previstas forem construídas, serão investidos 3,8 mil milhões de euros em Trás-os-Montes e Alto Douro num período de cinco a 10 anos", salientou hoje um dos responsáveis pelo NEC, Rui Guedes.
(...) RádioAnsiães

Rosé chega ao Vinho do Porto

A Região Demarcada do Douro vai poder produzir vinho do Porto rosé, o que até agora não era permitido.
A autorização está expressa no novo decreto-lei aprovado, na semana passada, em Conselho de Ministros.
Foi considerada uma nova categoria de vinhos do Porto passando a existir o rosé, sendo que até agora só tínhamos o branco e o tinto” explica directora executiva da Associação de Empresas de Vinho do Porto.
Isabel Marrana está convicta que o rosé vai abrir novas janelas de negócio. “É uma opção para o consumidor que pode abrir mais oportunidades de vendas” afirma, salientando que “já há muitas empresas dispostas a produzi-lo”.
O presidente da União das Adegas do Douro concorda com a autorização para a produção de Vinho do Porto rosé. “Tudo o que significar mais negócio e mais mercado é positivo porque dá mais rendimento aos vitivinicultores” afirma. José Manuel Santos considera ainda que “as coisas têm de evoluir e esta ideia do rosé por significar mais um segmento de mercado”.
De referir ainda que o ano passado foram vendidos 9,8 milhões de caixas de 9 litros de Vinho do Porto, menos 5% do que no ano anterior.
O volume de negócios rondou os 374 milhões de euros.
França é o principal país importador, com 28%, seguindo da Holanda (15%), Bélgica (12%) e Reino Unido (10%).
Fora da Europa, os EUA compram pouco mais de 4%.
Portugal absorve 14% da comercialização de Vinho do Porto
. Rádio Brigantia

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Exposição de pintura de Jorge Baldwin em Trancoso

O centro Cultural de Trancoso apresenta até 31 de Maio uma exposição de pintura de Jorge Baldwin, artista do Peru radicado em Portugal há vários anos na localidade de Pombal de Ansiães, concelho de Carrazeda de Ansiães.
A sua obra é uma homenagem à cor e à espontaneidade, vanguardista e esteticamente coerente, na busca de uma espiritualidade cromática, que o autor presencia nas paisagens e no habitat que o cercam.
Os trabalhos e composições criados por Jorge Baldwin não têm nome. Isso fica para a imaginação do visitante, facto justificado pelo artística como uma forma de “associar as pessoas à criação artística e, porventura, considerar-se parte dela, integrando-a e interpretando-a de acordo com a sua sensibilidade e imaginação”.
Jorge Baldwin nasceu em 1949 na cidade de Trujillo, Perú, estudou pintura com Alejandro de Los Rios e Ayain.
Passou pela Alemanha, Equador, Venezuela e Estados Unidos, acabando por radicar-se em Portugal onde exerce uma actividade poli facetada onde a pintura, a poesia, o romance e o teatro estão interligados.
A exposição é organizada pela TRANCOSO EVENTOS – Entidade Empresarial Municipal. MaisPortugal

Do ensino...

Antero

domingo, 24 de maio de 2009

Baptismo nas termas ao fim de 100 anos

Mariana, oito anos, foi oficialmente reconhecida pela Igreja Católica. O baptismo realizou-se na capela de São Lourenço, aldeia termal de Carrazeda de Ansiães. Foi o primeiro em 100 anos, diz o pároco.
O padre Humberto Coelho não consegue precisar, ao certo, se alguma vez ali se realizou tal cerimónia religiosa. Garante que apenas dispõe de registos desde 1910 e que deles "não consta qualquer baptizado". A capela em honra de São Lourenço foi erigida em 1839. Os eventuais registos, desde então até 1910, estão no Arquivo Distrital de Bragança. Mas Humberto Coelho duvida que exista algum, já que nessa época "era proibido o baptismo onde não houvesse pia baptismal, e esta só existia nas igrejas paroquiais".
"Foi a Mariana que escolheu o local e fizemos-lhe a vontade", adianta a mãe, Cláudia Rabaçal, 26 anos. A ligação da menina advém das muitas vezes que foi às termas por causa de um problema de pele. Por isso, São Lourenço passou a ser "especial". À luz da vela (a capela não tem energia eléctrica), numa pia improvisada, Mariana foi baptizada, numa cerimónia em que participaram apenas familiares e os amigos mais chegados.
São Lourenço assemelha-se a uma aldeia fantasma, incrustada no vale do rio Tua, a dois passos da linha ferroviária que há-de ser inundada pela albufeira da barragem que a EDP vai construir junto à foz. Não fossem as velhas termas, pouca gente ali iria. "Este sítio devia ter mais gente, e a realização de baptismos é um bom meio", opina Cláudia.
A revitalização das termas, como um dos mais importantes potenciais turísticos de Carrazeda de Ansiães, tem sido promessa eleitoral repetida de quatro em quatro anos. Os contratempos têm sido vários. A ruína não esperou e já tomou conta do lugar. Eduardo Pinto, JN
Fotos Rui Lopes/Ansiães Aventura

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Preservativar a ignorância sexual

Intenções de investir 60 milhões no Douro

A Estrutura de Missão do Douro recebeu 39 candidaturas, com intenções de investimento de mais de 60 milhões de euros em novas infra-estruturas, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro.
O chefe da Missão, Ricardo Magalhães, ficou satisfeito com a adesão dos promotores. "Basta ver que se dobrou o envelope financeiro disponível", disse, lembrando que é de 30 milhões de euros de co-financiamento comunitário, disponibilizados pelo Programa Operacional do Norte.
Como o dinheiro não chega para todos, vai ser necessário escolher as melhores propostas. É uma tarefa para a Comissão Directiva do "ON.2-O Novo Norte", que começará por analisar a sua elegibilidade e admissibilidade. A prioridade vai ser dada aos projectos com carácter regional ou supramunicipal, sem prejuízo de alguns mais específicos e localizados. A abrangência estende-se à região do Douro que vai de Baião a Miranda do Douro, num total de 24 concelhos.
No âmbito das infra-estruturas destaca-se a intenção de qualificar a Estrada Nacional n.º 222, desde Resende até Vila Nova de Foz Côa, por ser uma via panorâmica "fundamental para o turismo"; a requalificação de cais no rio Douro; alargar o projecto das Aldeias Vinhateiras, dando-lhes dinamismo; aumentar a sinalização da área classificada como património mundial; combater aos atentados ambientais e qualificar os espaços que marcam a identidade da região.
No concurso para projectos imateriais, a Missão do Douro recebeu 45 candidaturas que supunham um investimento de 20 milhões de euros. Como a comparticipação comunitária disponível é de apenas 7,5 milhões, também foi preciso escolher os melhores. Esta semana, começou a fase de análise do mérito das propostas que passaram as anteriores etapas.
No âmbito dos projectos imateriais inclui-se, por exemplo, iniciativas e acções promocionais, bem como a animação turística que é tida como fundamental para manter os turistas na região por mais que uma noite. Ricardo Magalhães espera um incremento nesta área a partir do final do Verão, já que a execução das candidaturas "terá de começar ainda este ano".

Eduardo Pinto, Rádio Ansiães

"Idosos em Segurança"


"Idosos em Segurança" - Organização do Posto Territorial da G.N.R. de Carrazeda de Ansiães

Apoio: Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Professores apreensivos com bolsa de excedentários

Satisfeitos por verem as suas reivindicações atendidas mas mantendo alguma apreensão. É assim que reagem os professores às palavras do deputado socialista Mota Andrade, que anunciou a criação de uma bolsa para os cerca de 150 professores excedentários do Quadro de Zona Pedagógica. (...) Rádio Brigantia

Oportunismos

Antero

O que se disse... Rui Rio

«Concorrer a uma eleição não é a mesma coisa que responder a anúncios de jornal para se tentar obter o melhor lugar.»
Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto

terça-feira, 19 de maio de 2009

Festival RTP 1979 - Florência - O Comboio Do Tua

Colaboração: Mário Carvalho

Comboio histórico regressa à Linha do Douro no dia 30

O comboio histórico regressa no dia 30 à Linha do Douro, numa viagem a 30 quilómetros à hora que se repetirá todos os sábados até Outubro, entre as estações do Peso da Régua e do Tua, anunciou hoje a organização.
À iniciativa promovida pela CP, junta-se este ano a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, proprietária da Wine House, instalada na histórica Estação do Pinhão.
A 30 quilómetros por hora, a velha locomotiva a vapor vai percorrer os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro e as vinhas património mundial da UNESCO.
A locomotiva a vapor, que foi fabricada na década de 20, do século passado, pelo construtor alemão Henshel, será acompanhada de carruagens históricas, recuperadas na sua traça original, com capacidade para 250 passageiros.
O objectivo é recriar um ambiente que faz lembrar as viagens dos inícios do século XX.
Os comboios a vapor tiveram uma importância histórica determinante para o desenvolvimento da região do Douro, nomeadamente no escoamento do Vinho do Porto e na comunicação entre as localidades durienses.
O passeio começa às 14:46 e termina às 18:22, sempre acompanhado de animação por um grupo de música e cantares tradicionais da região do Douro e brindados com um «Porto» da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, pertença da família Amorim.
O comboio histórico já se tornou num cartaz turístico da região duriense.
Um dos pontos de maior atracção da viagem é a Estação do Pinhão, concelho de Alijó, onde podem ser observados os 25 painéis de azulejos, em tons de azul, onde estão retratadas cenas paisagens e costumes da região, onde predomina a vinha.
Os azulejos são da autoria de J. Oliveira e foram encomendados à fábrica Aleluia, de Aveiro, em 1937.
A paragem do comboio no Pinhão é prolongada, permitindo ao passageiro visitar a Wine House, galardoada com o prémio «Best of Wine Tourism» 2009 na categoria Arte e Cultura, atribuído pela Rede de Capitais dos Grandes Vinhedos, que reúne as principais regiões vinhateiras do mundo.
Lusa/RA

Conservatória está "em situação ilegal"

O edifício que acolhe a Conservatória do Registo Civil e Predial de Carrazeda de Ansiães não tem as condições mínimas. Falta espaço e as escadas de acesso são estreitas, íngremes e já provocaram acidentes.
Na semana passada, registou-se mais uma queda de uma idosa nas escadas daquele edifício, o que a obrigou a passar vários dias internada no hospital. Já não é o primeiro caso, nem será o último se as condições não se alterarem. As preocupações que começaram a surgir entre os cidadãos foram veiculadas até aos deputados do PSD na Assembleia da República, eleitos por Bragança.
Magda Borges e Adão Silva deslocaram-se, então, a Carrazeda para constatar as condições do local onde funciona a Conservatória, que também já dispõe do serviço Casa Pronta. Subiram 23 degraus íngremes e estreitos até à porta daquele serviço, no primeiro piso. Se tivessem continuado, em caracol, até ao Cartório Notarial, no segundo andar, teriam subido mais 15.
Ali constataram que as instalações estão numa situação de "ilegalidade", frisou Magda Borges, surgindo à cabeça a "impossibilidade de acesso a pessoas que estão limitadas na sua mobilidade". Acontece que, como certos idosos e deficientes motores não podem subir, são os funcionários que descem à rua para prestar o serviço requerido. "É inadmissível que isto tenha de acontecer em pleno século XXI", notou a parlamentar.
Outra constatação foi a de haver uma única e exígua casa de banho para a conservadora, funcionários e público. O arquivo foi feito na cave, o que obriga a continuadas descidas e subidas para consultar documentos. Nesse espaço, o interruptor da luz é o próprio disjuntor no quadro geral.
Os utentes agradecem que alguma coisa seja feita. José Francisco dos Santos, residente em Luzelos, opina que "há muito tempo se deviam ter mudado os serviços para outro sítio". "Realmente, isto não tem grandes condições, não senhor", protesta António Santos, da Beira Grande, que reclama uma casa "mais apropriada" para a Conservatória. Manuel Barbosa, de Campelos, diz que "jovens com 18 anos sobem e descem bem". No seu caso, com 68 anos, as pernas ainda o ajudam, mas garante que já viu pessoas amparadas a um pau ou bengala, "que se vêem à rasca para subir isto".
Para garantir melhor dignidade a quem ali trabalha e aos utentes, os deputados do PSD prometeram fazer chegar um requerimento ao ministro da Justiça, para "saber qual é o interesse político em resolver a questão". E vão apontar como alternativa um espaço no edifício onde funciona a repartição de Finanças. "Uma área de 570 metros quadrados que não requer grande investimento para a tornar em instalações condignas", adiantou a deputada. Eduardo Pinto, JN

Dr. Adão Silva - Deputado e Presidente da Distrital do PSD

video

Dr. Adão Silva - Deputado da Assembleia da República e Presidente da Distrital do PSD durante a Assembleia de Secção de 15 de Maio de 2009, referindo-se a uma candidatura independente de Carrazeda de Ansiães.

Video cedido por: http://psd-carrazeda.blogspot.com/

"FORÇA CARRAZEDA!" - Comunicado

FORÇA CARRAZEDA !

A RAZÃO DE SER

Quem goste do concelho de Carrazeda de Ansiães não pode ficar indiferente ao pouco que se aproveita e às muitas oportunidades desperdiçadas.

Colhendo os melhores ensinamentos e a razão de servir a causa pública, que nos foram transmitidos no projecto da Aliança Democrática, a saudosa AD de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, cidadãos e cidadãs de diferentes sensibilidades políticas, decidiram constituir a coligação “ FORÇA CARRAZEDA! “, instrumento político que irá suportar uma candidatura às próximas eleições autárquicas de 2009.

Independentes, gente do CDS, do PPM e Independentes Sociais Democratas, uniram vontades, para construírem uma verdadeira alternativa, de saber, competência e trabalho.

E mais do que tudo é de trabalho e vontade de trabalhar que o concelho de Carrazeda de Ansiães precisa !
Mas precisa de trabalho associado a uma estratégia de desenvolvimento que mexa com o concelho no seu todo e nas freguesias em particular.
O mundo mudou e está a mudar. E nós temos que viver e sobreviver, nas mudanças que aí estão e irão vir.

O tempo do marasmo, do deixa andar, da lentidão, connosco tem os dias contado!

Há concelhos vizinhos, que nos últimos anos foram melhorando e hoje são referencia por aquilo que tem e estão para ter.
E a nós o que nos resta? Ficar para trás? Empobrecermos? Darmos às futuras gerações dívidas, mais dívidas e nenhum futuro? Esse não é o nosso caminho, nem de longe nem de perto.
O caminho da “ FORÇA CARRAZEDA !”, é um caminho de inclusão, de integração, um caminho que chama diferenças e gente com diferenças, porque o saber e a inteligência não são só de uma pessoa ou só de um partido!

Essa é a nossa marca de hoje e de futuro, uma marca de UNIÃO, porque só com UNIÃO daremos o salto em qualidade que o concelho de Carrazeda de Ansiães merece e urgentemente precisa.
E todos seremos poucos para retirar o concelho de Carrazeda de Ansiães dos últimos lugares do desenvolvimento no Norte de Portugal.
Há que ter fé, acreditar na maior riqueza deste concelho, que são as pessoas e pôr mãos à obra.

Pela nossa parte a “ FORÇA CARRAZEDA ! “ saberá apresentar o rumo para o futuro! Assim outros o façam!

Carrazeda de Ansiães, 18 de Maio de 2009

Nuno Carvalho

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Metade da electricidade veio de fontes renováveis

Quase metade (48% ) da electricidade consumida em Portugal está a ser produzida a partir de fontes renováveis , bem acima da meta de 39% definida por Bruxelas. Hoje, é o quinto país da União Europeia em termos de "energia verde". (...)
A metade de electricidade consumida no país e que tem origem "verde" vem de três fontes: 30,5% dos rios, captada em grandes barragensou em mini-hídricas; 13,4% da eólica, a energia do vento; e 4% da biomassa e resíduos urbanos, agora com um peso mais baixo do que no passado.
Em muito menor escala, surge a energia fotovoltaica, produzida a partir do sol. Apesar da recente entrada em funcionamento de mais um grande parque de painéis solares no Alentejo, continua a ter um peso muito diminuto, de 0,2%, na produção de electricidade "verde", em Portugal.(...)

Mas mesmo sem as novas barragens, Portugal é o quinto país europeu que mais electricidade "verde" produz, atrás de Suécia, Áustria, Finlândia e Letónia.
Neste momento, Portugal é auto-suficiente, em termos de electricidade. No total, o país já produz energia eléctrica suficiente para satisfazer a procura.
JN

sexta-feira, 15 de maio de 2009

lpveloso - intertoon

Novo site do Partido Social Democrata de Carrazeda de Ansiães

Barragem de Foz Tua - Posição das Camaras Municipais

A Câmara Municipal de Mirandela defende a emissão de parecer negativo a este empreendimento e ao respectivo EIA, na medida em que os seus efeitos negativos são de longe superiores ao único interesse positivo para o país que é o aproveitamento hidroeléctrico.

A Câmara Municipal de Murça refere que o NPA à cota 170 é o menos nocivo para a estrutura social, ambiental e económica do município, salientando que existem fortes impactes negativos que requerem uma análise aprofundada e detalhada, tendo em conta o estabelecimento de contrapartidas e medidas compensatórias, quer para as instituições afectadas, quer para os particulares.

A Câmara Municipal de Alijó defende a cota máxima, ou seja, o NPA à cota 195, desde que seja alterado o nome para Barragem no Vale do Tua e que se fomentem as condições para promover o desenvolvimento do município, nomeadamente a actividade económica e o turismo.

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães refere que o apoio à construção da barragem é condicionado, pela opção de uma cota de NPA superior a 170, e pelo financiamento dum Programa de Desenvolvimento do Vale do Tua, que promova desenvolvimento socioeconómico, designadamente pelo aproveitamento das suas enormes potencialidades turísticas. Rejeita a solução apresenta pela EDP do modo rodoviário, e propõe que a “mobilidade de pessoas e bens, de Foz do Tua Mirandela, seja feita pela via ferroviária e fluvial ou outras”, devendo desde já ser definido o modelo de gestão e imputação dos custos de gestão de exploração e manutenção”

A Câmara Municipal de Vila Flor manifesta uma posição frontalmente contrária à construção da barragem para o NPA à cota 170. Refere que a concordância à construção da barragem fica condicionada ao facto de ser construída a uma das cotas superiores a 170m.
Refere que deve ficar previsto para a região do vale do Tua e respectiva bacia hidrográfica a realização de um projecto piloto de florestação de espécies autóctones, que abranja no mínimo uma área equivalente à ocupada pela albufeira e que envolva a Direcção Geral de Florestas.
Propõe a criação de uma Agência de Desenvolvimento Regional, que terá como objectivo principal promover o desenvolvimento socioeconómico, a preservação ambiental e paisagística do vale do Tua.
Sugere, ainda, que o “montante do diferencial que a concessionária vai ter de liquidar ao Estado para obter autorização de construção da barragem para a cota que venha a ser definida, superior à cota 160, seja canalizada para um fundo, com a finalidade de financiar os projectos que esta empresa venha a propor e que sejam aprovados pelo Ministério do Ambiente.” Esta Câmara refere, ainda, que devem ser previstos por parte da concessionária um número de ancoradouros que garanta a mobilidade das populações e dos utilizadores dos meios de transporte que venham a ser implementados
e em conclusão:

Face ao exposto, concluiu-se que o projecto “Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua” poderá ser aprovado, desde que concretizado à cota NPA 170, bem como cumpridas todas as condições constantes da presente DIA.
Salienta-se, finalmente, que a presente DIA preconiza o acompanhamento ambiental da fase de obra por uma comissão constituída pelos organismos com competência nas matérias relevantes, sendo que a actividade desta comissão deverá manter-se para além do termo da fase de construção, designadamente no âmbito do acompanhamento da implementação e avaliação da eficácia das medidas de minimização e de compensação preconizadas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

“Os Verdes” confrontaram Mário Lino com aval à barragem versus Linha do Tua

A deputada de “Os Verdes” Heloísa Apolónia confrontou hoje, na Comissão Parlamentar, o Ministro das Obras Públicas Mário Lino com a Declaração de Impacto Ambienta (DIA) favorável à Barragem de Foz do Tua e as consequências desta decisão para a Linha Ferroviária do Tua e para a mobilidade das populações e o desenvolvimento da Região.
Na sua intervenção, a deputada ecologista, depois de relembrar a oposição de “Os Verdes” à construção desta barragem, exigiu que Mário Lino esclarecesse a posição do Ministério que tutela relativamente ao facto deste aval ambiental remeter para as condicionantes da declaração - “a análise da viabilidade de construção de um novo troço de linha férrea” - quando essa é uma das exigências do concurso público que figura no Caderno de Encargos e no Programa de Concurso.
Para a deputada de “Os Verdes”, a EDP estava obrigada a apresentar essa proposta, por força das próprias exigências do Concurso Público, e esta deveria já ter sido analisada e avaliada no quadro do Estudo de Impacto Ambiental, até porque qualquer novo traçado da Linha, tem obviamente impactes colaterais e complementares aos da Barragem.
Remeter esta exigência para as condicionantes da Declaração de Impacte é para “Os Verdes” uma forma de dar o sim à Barragem, abandonando qualquer exigência em relação à reposição da Linha ferroviária e encerrando de vez esta via estreita e assim contribuir para agravar as condições de mobilidade das populações do Vale do Tua e hipotecar o desenvolvimento da Região e destruir um valiosíssimo património. Para “Os Verdes”, a demissão do Governo nesta matéria consubstancia não só uma violação das regras do próprio Concurso Público, como é ainda, tal como afirmou a deputada na Comissão, uma forma de “ceder totalmente aos interesses da EDP”. O que levou ainda a deputada a perguntar ao Ministro das Obras Públicas “afinal quem decide e manda no ordenamento do território deste País? A EDP ou o Governo?”
“Os Verdes” lamentam ainda a fuga assumida pelo do Ministro Mário Lino perante esta e todas as outras questões colocadas pelos deputados nesta Comissão. Fuga que foi caracterizada pela deputada ecologista como “um grande desrespeito pela Assembleia da República e pelo papel fiscalizador, que a esta cabe, da acção governativa”.
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Colaboração: Mário Carvalho

"Registo o poço desde que não tenha de pagar"

Lei do quê? questionam alguns agricultores
Acendem-se pontos de interrogação imaginários na cabeça da maior parte dos agricultores quando se fala na "Lei dos Poços". "Lei do quê?", questionam. À segunda lá entendem o nome da legislação, que até já está em vigor há dois anos mas de que nunca ouviram falar.
A tal lei obriga a registar poços, minas, barragens e outros recursos hídricos do género, mas Francisco Patrício, que anda nos 80 anos, "nunca tinha ouvido semelhante coisa". "A gente faz um poço onde calha, mas não sabia cá de leis para os ter", torna este agricultor de Pinhal do Norte, em Carrazeda de Ansiães, que naquela freguesia possui os seus terrenos e muitos poços para regar as culturas. "Se me tivessem avisado já tinha ido à Câmara ou a outro sítio qualquer ver como é que se faz isso".
Até agora, só se preocupou em tapar os poços para "evitar que lá caia uma criança ou até gente grande". O mesmo fez Manuel Cordeiro, 80 anos, residente em Areias, no mesmo concelho, que tampouco sabe de qualquer lei. Nem acha bem nem acha mal, mas não perde tempo a avisar: "Se querem o registo para receber mais impostos ficam já a saber que não pago nada a ninguém". "Qualquer dia até para dormir com a mulher é preciso pagar!", contesta, sarcástico, acrescentando que se a ideia é acrescentar despesa a quem tem uma magra reforma, então "o senhor Sócrates que se entregue dos poços!".
Alfredo Fernandes, de Carva (Murça), tem duas captações de água e até nem acha mal que seja preciso registá-las, "desde que não se pague nada por isso". Desconfia, porém, da lei, e tal leva-o a supor que "qualquer dia também se vai pagar para entrar em casa".
António Barbosa é dirigente associativo na área da agricultura, em Carrazeda. Já conhecia a lei, que considera "incoerente". Explica que se houve apoios comunitários para construir barragens e charcas agrícolas "já devem estar registadas". Por outro lado, se são explorações com 100 ou mais anos, "que é que eles têm a ver com isso?", questiona. Eduardo Pinto, JN

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Comunicado do MCLT

Declaração de Impacte Ambiental da Barragem do Tua

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da Barragem do Tua, emitida esta semana pelo Ministério do Ambiente, constitui uma afrontosa e anti-democrática testemunha de todo o processo de favorecimento tácito oferecido à EDP no Vale do Tua. Este surreal parecer favorável a uma empresa que aparece inicialmente com direitos de preferência, que rebenta sem licenciamento e veda ao acesso público as margens do Tua impunemente, e que lança agora uma esfusiante campanha de publicidade enganosa sobre barragens, é uma mancha inqualificável na Democracia Portuguesa.

Não podemos deixar de referir e estranhar que o parecer do MCLT, enviado atempadamente, não seja mencionado no documento publicado ontem. Esperamos que sejam esclarecidas rapidamente as razões para esta omissão uma vez que a confirmarem-se erros desta natureza, poderia colocar em risco a credibilidade desta instituição, a Agência Portuguesa do Ambiente.

Esta mesma DIA fez tábua rasa de tudo o que a pudesse contradizer:

- O caderno de encargos da Barragem do Tua, onde se exige a reposição de vias por alternativas com igual valência. Refira-se neste caso a Barragem da Valeira, onde a EDP teve de pagar uma alternativa ferroviária à Linha do Douro, que incluiu 2km de via, uma nova travessia do Douro e uma nova estação;

- O Estudo de Impacte Ambiental, que conclui da forma mais categórica possível que a barragem trará “impactes muito negativos ao nível da economia local, em particular para agricultura e agro-indústria, com repercussões também muito negativas ao nível do emprego e dos movimentos e estrutura da população”, numa região que “não facilita o estabelecimento de percursos tradicionais de transporte colectivo rodoviário”;

- Orientações totalmente contrárias a esta barragem em documentos oficiais de Ordenamento do Território e do Turismo, como sejam o PENT, o PROTN e o próprio PNPOT, onde se pode inclusivamente concluir que esta barragem se encontra em “troço de influência de ruptura de barragem” e “perigo de movimento de massas”;

- Pareceres contrários de órgãos como o IGESPAR e a APPI (órgão consultor da UNESCO em Portugal), do próprio Ministério dos Transportes, e os 85% de pareceres negativos enviados no âmbito da discussão pública do EIA.

A DIA não obriga à construção de nenhuma alternativa ferroviária, ao contrário do que já foi veiculado em alguns órgãos de comunicação social. Este refere apenas a “análise da viabilidade de construção de um novo troço de linha férrea”, apontando de forma pressurosa para uma alternativa fluvial no caso de não se optar pela ferrovia. A viabilidade da Via Estreita está demonstrada, pelo investimento a ser realizado nas linhas do Corgo e do Tâmega, e pelas reaberturas e sucesso geral da Via Estreita em países como a Espanha, Suíça e Japão, não admitindo da nossa parte critérios economicistas quando os Metros de Lisboa e do Porto acumulam prejuízos de centenas de milhões de euros.

A única defesa desta barragem aparece na forma da produção de energia eléctrica, o que é totalmente irreal. Na verdade, o contributo da barragem do Tua será no máximo de 0,5%, valor suportado em 75% e a 1/3 do custo apenas pelo reforço de potência a realizar na barragem do Picote; juntando os reforços de potência a realizar no Picote, Bemposta e Alqueva, consegue-se produzir o mesmo que 3 barragens do Tua!

Que desenvolvimento advirá para a região, quando edis como o de Montalegre e de Miranda do Douro, com 5 e 2 barragens respectivamente, não recebem da EDP nem o suficiente para pagar a iluminação pública dos seus concelhos? Como poderá o Turismo sair beneficiado com mais outro espelho de água e com a perda de valores genuínos e únicos? Que medidas poderão proteger da extinção os 19% de espécies de vertebrados e as 14 espécies de aves presentes no Tua com estatuto de ameaçados, e da destruição os habitats de leito de cheia, que agregam 20% das espécies RELAPE de Trás-os-Montes?

Volta a ser mais uma vez altamente conveniente um acidente em vésperas de uma data importante para a Linha do Tua, desviando a atenção da opinião pública para “outro acidente”, ao invés de dar ênfase à emissão da DIA. Aguardamos o apuramento das suas causas, tal como o apuramento de responsabilidades ainda não assumidas sobre os anteriores acidentes.

O Governo, pela voz do Ministério do Ambiente, levantou a sua mão e aplicou sem piedade uma bofetada no futuro e dignidade não apenas de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas de Portugal inteiro. Esta DIA é uma afronta, e deve ser emendada o mais rapidamente possível, sob pena de encontrar uma mais resoluta onda de contestação contra uma barragem que ninguém defende com critérios válidos.

O MCLT não está sozinho nesta luta, e muito falta ainda por dizer e fazer, num ano em que a população expressará de forma determinante a sua soberania. Não ficaremos de braços cruzados perante esta decisão intolerável.

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 13 de Maio de 2009
www.linhadotua.net

EDITAL

Governo aprova construção da barragem à cota mínima

O Ministério do Ambiente condiciona construção do empreendimento hidroeléctrico à elaboração de estudo para alternativa ferroviária nos 16 quilómetros da linha do Tua que vão ser inundados com esta solução.
A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida pelo Ministério do Ambiente (MA) refere que a construção da barragem de Foz-Tua tem um parecer "favorável condicionada" impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada. O projecto foi aprovado com a sua localização junto à foz do rio Tua, com a cota de Nível de Pleno Armazenamento mais baixa (170 metros) das soluções alternativas em avaliação. Também estavam em análise as cotas de 180 e 195 metros.
Com esta decisão, a linha do Tua será inundada em 15,9 quilómetros dos 60 que aquela via-férrea tem, ficando submersos cinco apeadeiros. Em contrapartida, caso tivesse sido escolhida a cota máxima, seriam cerca de 31,2 km e 20 apeadeiros inundados.
O MA justifica esta decisão devido à redução de muitos dos impactes identificados, designadamente "evita a afectação directa das concessões hidrotermais das Caldas de Carlão e Caldas de São Lourenço e minimiza a afectação em termos de área de vinha e áreas agrícolas em geral, de cursos de água, de conservação da natureza, de paisagem e de património".
Esta parecer desactiva automaticamente e em definitivo, os primeiros quatro quilómetros da ferrovia para os trabalhos de prospecção e elaboração do projecto. De modo a "garantir e salvaguardar os interesses e a mobilidade das populações locais e potenciar o desenvolvimento sócio-económico e turístico", a DIA obriga a que seja assegurado o serviço de transporte público da linha férrea do Tua no troço a inundar, sendo que, para tal, "deverá ser efectuada uma análise de alternativas, incluindo a análise da viabilidade de construção de um novo troço de linha férrea", adianta.
O presidente do Metro de Mirandela, José Silvano, confessa que esta decisão acaba por ser "um mal menor" para a região, porque "sempre é melhor ficar com comboio do que acabar com a linha", mas desconfia que o Ministério esteja apenas "a ganhar tempo para nos iludir e encerrar definitivamente a linha do Tua", porque, se for feito o estudo económico da alternativa ferroviária, "poderá ditar um custo elevado que o Governo não estará disposto a suportar", conclui.
Satisfeito com a decisão ficou o autarca de Murça. "É a decisão mais sensata que o Governo podia ter tomado", diz João Teixeira.
JN

Caso Freeport - O compressor

Henrique Monteiro

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ambiente: Barragem da Foz do Tua vai trocar qualidade ambiental por "progresso" - Quercus

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza lamentou hoje a decisão de construção da Barragem de Foz do Tua, "ainda que seja à cota NPA 170", alegando que a qualidade de vida das populações será preterida ao suposto progresso.
A associação ambientalista reage ao facto de o Ministério do Ambiente ter emitido, hoje, uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da Barragem, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual, que será parcialmente inundada, e uma cota mínima de 170 metros.
"Mais uma vez, a qualidade ambiental e a qualidade de vida das populações locais são trocadas pelo lucro fácil e imediato do 'progresso'", afirma a Quercus em comunicado.
"É com tristeza que verificamos que, cada vez mais, os Estudos de Impacto Ambiental são meras formalidades, sendo as decisões apenas de natureza política e estando tomadas à partida, aliás como repetidas declarações do ministro do Ambiente o demonstram", sustenta a associação.
De acordo com aquela entidade, as decisões são, também, "tomadas sempre a favor de grandes grupos económicos e não das populações, não tendo os estudos técnicos e opiniões dos especialistas qualquer peso na decisão, que só dessa forma seria equilibrada".
Segundo os ambientalistas, a Barragem "afectará de modo irremediável o ecossistema do Vale do Tua, último reduto de várias espécies de fauna e flora com situação ameaçada no país".
Além disso, "o efeito cumulativo da destruição de ecossistemas de características semelhantes, o que acontecerá no caso das barragens previstas para o Tâmega e para o Sabor, não foi tido em conta pelo decisor".
"Esta barragem afectará também de forma irremediável a paisagem Património Mundial do Douro Vinhateiro" e a sua construção "viola a Directiva Quadro da Água, por destruição da qualidade da água", lê-se ainda na nota de imprensa.
A Quercus sublinha que serão afectados "muito negativamente" os últimos dois pilares de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro: "a Agricultura e o Turismo", duas actividades que "não são deslocalizáveis e são de alto valor acrescentado".
"A Barragem do Rio Tua pode ser um investimento interessante para a empresa que a vai explorar, a EDP, mas provocará, sem dúvida, uma perda irrecuperável do transporte público, da paisagem, do Turismo e da agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro, que se tornará mais pobre e despovoado
", afirma a associação.
Para os ambientalistas, no âmbito deste processo houve duas promessas do Governo não cumpridas: "não será construído um novo troço de via-férrea, pelo que a linha do Tua encerrará definitivamente entre a povoação do Tua e Mirandela" e "não será construída a estrada de ligação Alijó - Carrazeda de Ansiães pelo coroamento da barragem".
"Ou seja, os promotores (Estado e EDP) ficam com a carne e a região fica com os ossos", concluem.
HSF. Expresso

Barragem do Tua: "Novo" turismo para compensar impactos negativos

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que propõe um "novo" turismo e auto-emprego para compensar alguns dos danos
A construção da barragem de Foz Tua tem impactos negativos superiores aos positivos para a região transmontana, segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que propõe um "novo" turismo e auto-emprego para compensar alguns dos danos.
O estudo, que mereceu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas fortemente condicionada, indica que os impactos positivos da barragem surgem à escala nacional, nomeadamente com a produção de energia e o potenciar da utilização da potência eólica instalada no país.

Já no que se refere à região transmontana, e sobretudo ao vale do Tua, onde vai ser edificado o empreendimento, em todos os cenários estudados "os impactos negativos apresentam valores superiores aos positivos". Lusa

Barragem de Foz Tua: Declaração de Impacte Ambiental impõe estudo de linha ferroviária alternativa

O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada. A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário. EcoBlogue

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O que se disse... Anónimo(a)

«(...) o Dr (...), tem interesses a defender ve-se... se eu ganhar não terá casos da câmara, ai não...»

Anónimo(a) em comentário rejeitado ao post "Não fui bem tratada pelo PSD" - Olímpia Candeias, candidata independente à Câmara de Carrazeda : em 11 de Maio de 2009
DN

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Rota da Liberdade em BTT

O Clube de Ciclismo de Vila Flor realizou, pelo quarto ano consecutivo, a Rota da Liberdade, em BTT, que decorreu no passado dia 26 de Abril, com um número recorde de participantes. Foram mais de 300, vindos dos mais variados pontos do País. A modalidade que acolheu maior número de participantes foi a Meia Maratona (149 participantes), mas a Maratona também contou com cerca de 60. Além destas, houve também uma Mini Maratona (15 quilómetros) e um passeio pedestre pelo Complexo do Peneireiro e pelos principais pontos de interesse de Vila Flor.
Além da forte adesão de participantes, também ao nível competitivo houve uma grande melhoria. A prova estava integrada no Open Regional de Maratonas, o que aumentou quer a competitividade quer o rigor com que tudo foi preparado.
O traçado mais longo (o da Maratona, com 62 quilómetros) levou os participantes a percorrerem trilhos nas freguesias de Vila Flor, Samões, Carvalho de Egas, Seixo de Manhoses, Valtorno, Candoso, Freixiel e Vilas Boas com passagens por locais de elevada altitude, onde puderam apreciar paisagens deslumbrantes. A ajudar o colorido da paisagem primaveril esteve também o céu azul, salpicado com algumas nuvens e algum vento fresco, que atenuou o cansaço.
O melhor tempo na Maratona foi conseguido por Nuno Miranda, da equipa Bicicar Skoda Irmãos Leite, seguido de Manuel Melo e Sérgio Ramos, da Liberty Seguros/Run & Bike/Specialized e da Bicicar Team, respectivamente.
Na Meia Maratona cortou a meta em primeiro lugar Miguel Macedo da equipa Faiões/streetbikes e na Mini Maratona Roberto Tavares.
Os participantes mostraram-se muito satisfeitos com o traçado dos percursos, com os brindes oferecidos e com o almoço.
Muitos manifestaram a sua intenção de participarem na prova do próximo ano.
A organização, que contou com o apoio do Inatel-Bragança, mostrou-se bastante contente com a adesão. Para além dos amantes deste desporto existentes no distrito, estiveram presentes ciclistas de locais como Santarém, Vizela, Aveiro, Viseu, Coimbra, etc. Jornal Nordeste
lpveloso - intertoon

Plano de desenvolvimento fronteiriço do Douro até final do ano

Portugal e a comunidade de Castela e Leão vão apresentar até final do ano um plano concertado de desenvolvimento para a região Douro/Duero, que prevê a reactivação, para fins turísticos, da linha-férrea Pocinho-Salamanca.
O compromisso foi assumido ontem, em Lisboa, pelo ministro do Ambiente, Nunes Correia, e pelo presidente da Junta Autónoma de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera, e é um dos principais pontos de um memorando sobre cooperação transfronteiriça assinado entre o Governo português e aquela comunidade autónoma.
"Até final de 2009 haverá um plano concreto para o desenvolvimento coordenado entre Espanha e Portugal da grande bacia do Douro/Duero", disse Nunes Correia aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura do memorando, que aponta também como objectivo neste âmbito a "estruturação de uma rota do Património da Humanidade ao longo do rio.
"Salamanca e o Porto são duas cidades Património da Humanidade que estão de costas voltadas", disse Nunes Correia, sublinhando o facto de também o próprio Vale do Douro ter sido considerado Património da Humanidade da UNESCO.
No âmbito do plano será estudada a reactivação da linha de caminho-de-ferro entre a fronteira portuguesa (Pocinho) e Salamanca, um projecto com grande "grande potencial turístico", que segundo Nunes Correia poderá "alavancar o progresso da região".
Por seu lado, Juan Vicente Herrera, sublinhou o "valor político" do documento assinado com o Governo português, adiantando que o próximo passo será estudar "as dificuldades técnicas, ambientais e financeiras" associadas à reactivação da linha férrea, estimando um investimento de 80 milhões de euros.
A possibilidade de uma candidatura conjunta a financiamentos europeus para este projecto foi admitida pelos dois responsáveis.
Lusa/RA

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Feira promove Azeite, Vinho e Produtos Regionais de Murça

É já a quinta edição do certame, promovido pela Câmara Municipal de Murça, que aproveita o fim-de-semana prolongado - o feriado municipal comemora-se a 8 de Maio - para promover até domingo o azeite, o vinho e os produtos regionais.
A feira conta este ano com a presença de 30 expositores, sendo a grande maioria provenientes do concelho.
O evento começou, em 2004, por ser um espaço de exposição de artesanato e feira do livro, tendo recebido, no ano seguinte, o azeite, o vinho e a doçaria.
A câmara organizou ainda pelo segundo ano consecutivo um roteiro gastronómico para promover os restaurantes do concelho e sensibilizar para a gastronomia regional, pretendendo recuperar pratos tradicionais, como os milhos, a palhaça ou as favas com chouriço.
A entrada do público é livre e a feira está aberta das 14 às 23 horas.
RA

Ferrovia entre Pocinho e Salamanca pode reabrir

A linha-férrea entre o Pocinho e Salamanca pode ser reactivada para fins turísticos. O anúncio foi feito pelo Ministro do Ambiente Nunes Correia e pelo Presidente da Junta Autónoma de Castela e Leão que até ao fim do ano se comprometeram a apresentar um plano concertado de desenvolvimento para a região Douro/Duero, que, entre outras medidas, deverá ter em conta a reutilização da ferrovia.
O projecto, com um investimento previsto de 80 milhões de euros, faz parte de um memorando sobre cooperação transfronteiriça assinado entre o Governo português e a junta de Castela. O plano vai ter em conta as dificuldades técnicas, ambientais e financeiras presentes no projecto de recuperação da linha, bem como as possíveis candidaturas a fundos comunitários.
O Ministro do Ambiente anunciou ainda que faz parte do acordo luso-espanhol, a possibilidade da formação e intercâmbio de alunos e professores, prestação de cuidados de saúde nas zonas de fronteira, protecção civil e emprego. RBA

quarta-feira, 6 de maio de 2009

BTT - Pombal de Ansiães - Rota das Maias

17 de Maio - Pombal de Ansiães - Carrazeda de Ansiães

Paula Rego, Almada e Amadeu em Bragança

É inaugurada na próxima segunda-feira no Centro de Arte Contemporânea, Graça Morais, em Bragança, uma exposição de arte que reúne alguns dos melhores artistas portugueses de sempre, como Amadeu de Sousa-Cardoso e Paula Rego.

A mostra está incluída numa iniciativa do Millennium BCP, que vai lançar um ciclo de exposições itinerantes de Arte Partilhada, que visitará as capitais de distrito do país, e que tem como objectivo partilhar com os portugueses o acervo cultural do Banco. O Grupo Millennium ao dispor de um património cultural diversificado, com especial incidência na pintura, decidiu difundir a arte em vários espaços, proporcionando, deste modo, a possibilidade de fruição com o público em geral fomentando o seu interesse pela arte.
Esta exposição itinerante reúne uma selecção de 41 quadros de autores portugueses, cuja produção se situa entre os anos de 1884 e 1992, cobrindo os movimentos naturalista, modernista e de arte contemporânea, com predomínio deste último. Almada Negreiros, Álvaro Lapa, Amadeu de Souza-Cardoso, Ângelo de Sousa, António Charrua, António Dacosta, António Palolo, António Silva Porto, Armanda Passos, Carlos Botelho, Carlos Calvet, Columbano Bordalo Pinheiro, Costa Pinheiro, Dordio Gomes, Eduardo Batarda, Eduardo Luiz, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Graça Morais, João Hogan, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, José de Guimarães, José Escada, José Júlio de Sousa Pinto, José Malhoa, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Amado, Manuel Cargaleiro, Mário Cesariny, Menez, Nadir Afonso, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, Paula Rego, Pedro Chorão, René Bertholo, Vieira da Silva, são os pintores que terão na exposição as suas obras representadas.
As Exposições de Arte Partilhada Millennium serão integradas no âmbito dos Encontros Millennium BCP, sendo Bragança a primeira capital de distrito de Portugal a receber esta exposição composta por obras de conceituados artistas.
A mostra estará patente até ao dia 25 de Junho no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. Informativo

Comunidade para a regionalização

Os autarcas cujos municípios integram a Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes, que reuniu esta terça-feira pela primeira vez, em Bragança, consideram que se deu um passo no sentido da regionalização.
Depois das várias tentativas falhadas para criar a Comunidade Urbana de Trás-os-Montes (CITM), há cerca de cinco anos, 15 municípios dos distritos de Bragança e Vila Real (Alfândega da Fé, Boticas, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Flor, Vila Pouca de Aguiar, Vimioso e Vinhais) conseguiram o que se julgava impossível: entenderam-se para constituir a Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes. Pela primeira vez, frisou o presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN), Carlos Lage, "tiveram coragem de ultrapassar as diferenças e as rivalidades".
O consenso conseguido foi considerado "uma boa surpresa, por se tratar de uma região heterogénea e com muitos contrastes", acrescentou
. (...)
Ontem foi analisada a gestão do Plano Territorial de Desenvolvimento de Trás-os-Montes, que inclui um montante global de 115 milhões de euros de investimento no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional. JN