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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Daqui e dali... Zaratustra

Eu sou a favor da Barragem do Tua!!!

"Numa praia há dois pescadores de caranguejos. Um Português e outro Inglês. Ambos têm um balde onde colocam os caranguejos que apanham. Mas o Inglês está numa azáfama para manter os caranguejos dentro do balde e descobriu que tinha de tapar o balde porque senão os caranguejos subiam pelo balde acima e escapavam-se. Entretanto o balde do Português continuava sem tampa, não obstante o Português continuar a pescar tanto como o Inglês.

O Inglês que estava intrigado, perguntou ao Português - Como fazes para que os caranguejos não fujam do Balde?
-Caro Inglês, (respondeu o Português), Eu só apanho caranguejos PORTUGUESES. Quando vêm algum a trepar, tratam logo de o deitar abaixo! " - Anedota

Inveja é feia.
E digo isto porque não vejo outra razão para que estes senhores contra-barragens se manifestarem senão a inveja de verem os outros conseguírem o que eles não conseguiram em mais de 30 anos.
Os contrabarragistas perderam o comboio. Apesar de ser grande e pesado, perderam o Comboio a Vapor, perderam o Comboio Vermelho e agora vão perder aquela coisa verde a que pomposamente e cosmopolitamente chamam METRO.
Ao que eu agora assisto neste e noutros Blogues, é uma autêntica anedota. Pergunto onde estavam estes senhores quando substituíram o Comboio a Vapor pelo Comboio Vermelho e seguidamente pelo Metro Verde?? Nessa altura o Vale do Tua não prestava para Turismo?
Onde estavam estes senhores? Que nessa altura não viram que lhes estava a fugir um potencial enorme e NADA fizeram para promover o Turismo. Nem sequer apresentastes um projecto credível e com prazos de execução para tal.

Como quereis que confie em vós se:
Deixastes fugir uma das maiores riquezas da nossa região. Não soubestes aproveitar toda a beleza daquele Vale, todo o potencial desportivo daquele rio, toda a fauna e flora. Nunca fizestes uma divulgação turística consistente e eficaz para a divulgação do potencial turístico do Vale do Tua. Deixastes tombar os apeadeiros e as estações. Deixastes chegar a ruínas o São Lourenço...
Onde estavam estes senhores que agora falam...falam, mas em 30 anos não fizeram nada?

Para os ambientalistas que agora vêm defender a Beleza extraordinária da Linha do Tua, eu tenho uma palavra a dizer: Defini-vos. Sêde Coerentes!
Então agora argumentais a beleza da Linha!
Que eu saiba a Linha provocou certamente uma mudança significativa no habitat dos animais que aí vivem. Caros Senhores ambientalistas. Como sabeis, os seres vivos adaptam-se! Toda a diversidade que agora defendeis só aconteceu porque os seres vivos tiveram de se adaptar. Tal como V. Ex.as tiveram de se adaptar ao ar condicionado de que agora não abdicam.
Estou certo que daqui a 100 anos, ireis defender a beleza da reserva de água do Vale do Tua.

Para o Sr. José Romão (Doutor, Fotógrafo da Natureza e contrabarragista), que neste Blogue explana muitas das razões para a não construção da Barragem: Apelo à sua lucidez. Quando fala em atentados terroristas e na eminência de cheias para as populações à beira rio. V. Ex.ª esquece-se que na cidade onde se licenciou, foi a construção da Barragem da Aguieira que o livrou das galochas.
V. Ex.ª, devia ter mais cuidado com as palavras que escreve, pois como letrado que é, tem a responsabilidade ou devia ter, de ponderar todos os aspectos, e não apenas os negativos, nos artigos que redige.
Mas V. Ex.ª está perdoado. Porque não é de cá (tal como a grande parte dos contrabarragistas) e nunca teve de calçar galochas para andar na aldeia do Tua.

Eu sou a favor da barragem.
Porque acredito que uma reserva de água e uma forma de obter energia limpa, aliada a uma exploração Turística têm vantagens sobre uma linha de Comboio.

Eu sou a favor da Barragem porque o Passado me mostrou que se não se fizer a barragem, tudo isto serão balelas que não passam de intenções. E depois do mediatismo, enferruja a linha, e tombam os projectos turísticos. Temos o exemplo de Foz-Côa.

Senhores contrabarragistas, já que perdestes o comboio, espero que consigais apanhar o barco do Turismo que o espelho de água proporcionará. Mas sinceramente, Não acredito que consigais. Senão foi a correr, não será certamente a nadar. - A não ser que por lá proliferem caranguejos Espanhóis ou Ingleses.

Zaratustra

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

Outro néctar do Douro

Numa altura em que a palavra "Douro", volta a estar na "berra", basta estar atento aos meios de comunicação social para o testemunhar, venho dar mais um contributo ideológico no sentido de realçar os produtos da nossa terra. Não é do vinho que vou falar. É de outro néctar. O azeite.

Confraria Azeite d'Ouro

Proponho a criação da Confraria do Azeite d'Ouro para promover o nosso azeite no mercado, pela afirmação de uma uma qualidade única e específica. Trata-se de uma forma de unir os produtores de azeite no sentido de criar uma identidade comum aos diversos azeites da nossa terra e desenvolver o conhecimento e capacidade de apreciação do azeite.
Uma confraria é composta pouca pessoas. E é importante criar uma "elite" de pessoas - os Confrades - para discutir, estudar e divulgar a qualidade do nosso azeite.
Sugestão: marcar um jantar entre amigos produtores de azeite e cada um deles levar a sua "garrafinha" para dar a apreciar.
A qualidade passa indubitavelmente pela formação e por isso pode a Confraria promover acções de formação sobre o azeite, olivais, etc.
A Confraria cria um grupo de representantes que pode e deve promover e participar em conferências ou seminários no âmbito da discussão do produto.
Não podemos esquecer a divulgação do azeite. Seria interessante integra-lo no Turismo criando a rota do Azeite d'Ouro, com viagens de comboio, e passeios pelos antigos e modernos lagares.
E porque o futuro está nas mãos dos mais novos, temos de promover visitas de estudo a lagares, no sentido de incutir nos mais novos a importância do nosso azeite assim como as sua qualidade ímpar. Mas não nos podemos ficar só pelas crianças. Temos de saber aproveitar os mais crescidos e os conhecimentos de topo. Por isso devem-se estabelecer parcerias com a Universidade de Trás-os-Montes e Instituto Politécnico de Bragança, no sentido de estudar e aprimorar a qualidade do azeite.

Ao pesquisar na rede, encontrei uma confraria de azeite que pode servir de exemplo.
Não será certamente pela quantidade que o Azeite do Douro se pode afirmar no mercado. Basta viajar pela meseta espanhola para nos apercebermos disso. O mais importante é aprimorar as qualidades únicas e divulgar o nosso produto pela sua excelência e qualidade.

Pelo nosso azeite,
Zaratustra

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

Passado – Presente – Futuro - Outra visão

A mãe das ciências da Natureza, a Física, ensina-nos que o Presente é um instante em movimento. E por isso esse instante já foi, ou seja, passou ao Passado ainda que acontecesse milésimos de segundo antes.

Esta visão micro, pela indução, constrói uma visão macro e reduz-nos somente ao Passado e ao Futuro. -Nada de novo para Einstein com os seus dualismos antagónicos.

Se não existe Presente o que existe então? Todo o Futuro à nossa frente e todo o Passado atrás.

Como o Futuro ainda não aconteceu, só nos resta o Passado. O passado são as nossas memórias e portanto, nós somos tão somente memórias. Somos tão somente Passado.

Adjacente a esta leitura, nasce um princípio de vida: Devemos programar o Futuro de maneira a construir um bonito passado. Ou de outra forma, devemos pautar-nos por construir bons momentos de modo a que tenhamos boas memórias e dessa forma sejamos naturalmente boas pessoas.

Na psicologia, um bom passado constrói uma boa pessoa.

"Perder tempo é, assim, o primeiro e, em principio, o mais fatal dos pecados. A duração da vida humana é efectivamente pequena e preciosa para que se tenha a certeza de que cada um é eleito. Perder tempo devido à sociabilidade, à ociosidade, à luxúria, ou até ao facto de se dormir mais do que o necessário para a saúde […] é digno de uma condenação moral absoluta."- Max Weber.
Portanto não desperdicem bons momentos. Pela vossa felicidade,
.
Zaratustra

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

Facto:
"O vereador da Câmara de Setúbal foi condenado a três anos de prisão, suspensa por dois anos, devido a um acidente de trabalho que causou a morte a um trabalhador da Portucel, em Novembro de 2000.
Na altura dos acontecimentos, Paulo Valdez era director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança. O trabalhador morreu na sequência de um atropelamento provocado por um empilhador.O autarca foi condenado pelo não cumprimento das normas de segurança, mas assegurou que já interpôs recurso."
in Correio da Manhã, 28/06/2007


Ficção:
"O Ministério Público, está a investigar a morte de Paulo Peão na sequência de um atropelamento que ocorreu entre as localidades de Cara Azeda e Fonteperto.
Eugrémio Crosta, edil da autarquia, foi constituído arguido por não garantir as condições de segurança aos habituais caminhantes que ali circulam desde que foi feita uma piscina e um parque desportivo na freguesia de Fonteperto.

Paulo Peão, de 13 anos de idade, caminhava na estrada e junto ao lancil do passeio que nunca fora construído, quando foi colhido por uma carrinha de transporte de gado. O motorista, Joaquim Sincero, disse à Bola de Cristal que não se conseguiu desviar porque nesse preciso momento estava cruzar por outra viatura que vinha de frente.

Gabriel Amizade, amigo de Paulo Peão, referiu o seguinte: "Não consigo dormir desde que o Paulo foi atropelado. E não tenho vontade de ir à piscina. Costumávamos ir à piscina a pé. Nas férias de Verão todos os dias fazíamos isso e às vezes íamos jogar ténis ou futebol. Ainda por cima já não tenho com que brincar. Cá no bairro só já há velhotes." Juliana Pedantes, habitante de Cara Azeda, diz que aquela via costuma ser usada por pessoas para prática de caminhadas e que já há muito tempo que deveriam ser criadas condições para lá circular em segurança.

Agosto Fastídio, líder da oposição do executivo camarário, diz ter pedido um estudo a um geógrafo para apresentar como promessa nas próximas eleições. "Pedi a um geógrafo que elaborasse um estudo sobre a criação de uma pista pedonal/ciclopista com um bebedouro e um abrigo no meio do percurso ".

Estudo tardio porque a vida de Paulo Peão, certamente iria fazer falta a uma terra com cada vez menos jovens."
in Bola de Cristal, 32/08/2007

Por ser um assunto demasiado sério, só pela sátira o consegui expressar.
Apelo aos pais para sensibilizarem os filhos dos riscos que correm naquela estrada.

Zaratustra

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

O que é "EB 2,3/S"?

Matricula de um automóvel? - Podia ser.
Prazo de validade de um iogurte? - Podia ser.
Referência de uma peça de um gira-discos? - Podia ser.
Modelo de uma máquina de costura?- Podia ser.
Nome de Escola em Carrazeda de Ansiães? - Não pode ser ! Mas é.


EB 2,3/S, significa Escola Básica 2º e 3º Ciclo com Secundário.


Quando perguntei ao Filipe de onde vinha a resposta deixou-me confuso: "-Venho da Básica 2,3" . Imediatamente me lembrei do Gouveia, homem rude de Mogadouro, que por ter chumbado na especialidade, ficou Soldado Básico e passou o resto da tropa na cozinha a descascar batatas. O Gouveia era o Soldado Básico nº. 23 da Companhia de Comunicações do Porto.

Caso se peça ao Gouveia, para falar do seu passado, certamente não falará do seu tempo de tropa. Até porque ele nunca foi aos jantares dos antigos militares da Companhia de Comunicações. Evidentemente o Gouveia não se identifica com a nossa Companhia. Quanto aos restantes soldados, ainda hoje temos orgulho da tropa que fizemos. E porquê? - Porque o curso de comunicações criou em nós uma identidade que nos caracterizava e nos diferenciava dos outros pela positiva.

A criação de identidade é um dos aspectos mais importantes na construção da personalidade. As pessoas, e nomeadamente os mais jovens, sentem uma necessidade intrínseca para se identificarem com algo. Seja a um clube de futebol, a um tipo de música, a uma modalidade desportiva, ou até mesmo à marca dos ténis ou à marca das calças. As pessoas, necessitam de pertencer a um grupo que os caracterize e os diferencie.

Proponho por isso ao Conselho Executivo da EB 2,3/S de Carrazeda de Ansiães, que dê um nome digno à escola que presidem. Um nome com que os seus alunos, funcionários e docentes, se identifiquem pela positiva. Seja: Escola D. Duarte, Escola Camões, Escola Miguel Torga, Escola Lopo Vaz de Sampaio, ou outro nome que faça jus à nossa terra. Um nome que crie uma identidade nas pessoas que lá trabalham, que lá estudam ou estudaram.

Porque Básico 23, foi o Gouveia e nunca gostou de o ser.

Zaratustra.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

Sugestão de leitura para o Verão de 2007

Sugiro aos familiares de utentes e a todos os utentes de recintos aquáticos, a leitura do Decreto Regulamentar n.º 5/97, que aprova o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos com Diversões Aquáticas .

De entre outros aspectos, salienta-se a obrigatoriedade da presença de pelo menos 1 Nadador Salvador por cada 200 metros quadrados de pano de água.

Com esta informação, pretendo apelar ao cumprimento da lei por parte da entidade exploradora dos recintos aquáticos, para precaver algum incidente trágico. Desse modo, podem os pais das crianças estar mais tranquilos quanto à segurança dos seus filhos. Por outro lado os responsáveis pelas piscinas podem estar tranquilos na hora de apurar responsabilidades porque estão a cumprir a lei.

Boas leituras, boas braçadas.
Zaratustra.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Daqui e dali... Zaratustra

Dá-se esta ideia!

Concurso Aldeia Jardim

Objectivos:
- Visa a jardinagem amadora das ruas do concelho, promovendo um embelezamento natural, nomeadamente com recurso a vasos e pequenos quintais murados realizado pelos habitantes de cada rua, lugar ou avenida;
- Fomentar o convívio entre vizinhos pela cooperação e competição saudável;
- Criar um ambiente mais agradável nas diversas ruas das freguesias;
- Preservar e valorizar a rua onde cada um vive;
- Promover turisticamente o concelho.

Regulamento:
1.
As inscrições são feitas na Câmara Municipal pelos presidentes das Juntas de Freguesias, até ao último dia útil do ano, e válidas para o ano seguinte.
2. A Câmara Municipal financiará às Juntas de Freguesias participantes o Prémio Rua Jardim no valor de 500€. Este montante terá de ser gasto em géneros alimentares e infraestruturas de festejo, na rua vencedora e aquando dos festejos de Santo António.
3. Cada Junta de Freguesia, promoverá um concurso entre ruas, e apresentará à Câmara Municipal até ao ultimo dia útil do mês de Maio a rua vencedora. Seguidamente levantará o Prémio Rua Jardim.
4. Cada Junta de Freguesia tem uma comissão de Júri para seleccionar a rua vencedora e que é composto por um representante de cada rua da freguesia. No acto de selecção da rua vencedora, este representante não pode avaliar a sua rua. O presidente de Junta procederá ao desempate se necessário.
5. Cada rua nomeará um representante que fará a inscrição da sua respectiva rua na Junta de Freguesia.
6. Entre as festas de Santo António e as Festas de S. João, será apurada a freguesia vencedora de entre as participantes. A selecção desta aldeia é votada entre os representantes que cada Presidente de Junta propuser no acto da Inscrição. a Câmara Municipal garante o meio de transporte em dia oportuno para realizar o périplo entre as diversas freguesias. Os representantes de cada freguesia não podem avaliar a sua freguesia.
7. O Prémio Aldeia Jardim, no valor de 2500€ , será atribuído à Junta da Freguesia vencedora e tal verba será exclusivamente para a criação ou manutenção de espaços recreativos e culturais nas infraestruturas da aldeia.

Conclusão:
Se esta fosse uma ideia vendida, teria mais probabilidades de ser concretizada. Como é uma ideia oferecida, será desvalorizada ou pura e simplesmente ignorada.
A todos os conterrâneos deixo votos de ruas felizes.

Zaratustra