domingo, 30 de novembro de 2008

Trânsito cortado devido à queda de neve

O trânsito está hoje cortado na A7, no IP4 e em todos os acessos à Serra da Estrela devido à queda de neve, disseram à Lusa fontes da Brigada de Trânsito da GNR e do Centro Nacional de Operação de Socorro.
A queda de neve das últimas horas obrigou ao corte de trânsito na auto-estrada A7, entre o Alto de Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena, e no IP 4, entre Mesão Frio e Campeã.
As estradas nacionais EN 206, entre Bragança e Torre Dona Chama, a EN 311, entre Cabeçeiras de Basto e Salto (Montalegre), e as EN 236 e 344 no distrito de Coimbra também se encontram cortadas.
Na A24 o trânsito já foi reposto, enquanto nas estradas nacionais EN 311, EN 312 e EN 103, em Boticas, a circulação está condicionada.
De acordo com o Centro Nacional de Operação de Socorro, a freguesia de Castro Laboreiro, em Viana do Castelo, esteve isolada devido à queda de neve, estando prevista a limpeza e manutenção dos acessos com três máquinas ainda durante a manhã.
Em declarações à agência Lusa, o alferes Pedro Valente, da GNR, aconselha os automobilistas a evitarem as estradas que tenham gelo e neve e circularem o estritamente necessário.
Expresso
DN

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Castanheiro: perfeita sintonia com o Tua

Deixe-se passear por ruas estreitas e tradicionais, onde casas de pedra e ferro forjado parecem fundir-se com construções modernas e recentes. Se de um lado, os montes e vales recortados pelo rio Tua atraem até os olhares mais distraídos, por outro, a imensas vinhas plantadas em terrenos sinuosos dominam a atenção de qualquer pessoa que por ali passe.
Carrazeda de Ansiães, oferece isso mesmo: múltiplas possibilidades de passeio e visita aos que gostam de paisagens e vistas de profundos contrastes. Na margem esquerda do rio Tua e na direita do Douro, a freguesia integra mais de 14 quilómetros da linha ferroviária do Tua, conhecida pelas escarpas que fazem deste, um dos percursos mais belos e emblemáticos. Com a possibilidade da construção da barragem Foz-Tua, Castanheiro será uma das freguesias mais afectadas, uma vez que, mesmo erguida à cota mais baixa, ficarão submersos cerca de 14 quilómetros de via. “Ficaremos sem um único metro de linha, que, apesar de já não ser garantia de segurança, é muito bonita”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Castanheiro do Norte, Sérgio de Castro. Com a criação da albufeira, algumas dezenas de habitantes verão os seus terrenos serem inundados. Contudo, não se manifestam contra o projecto, uma vez que acreditam que poderá trazer alguns benefícios para a freguesia. “Não sou contra a construção da barragem, apesar de ter um olival que será submerso, pois poderá ser boa para a localidade”, sublinhou Cândida de Sousa, residente em Castanheiro do Norte. Já Celestino Claro, outro habitante, defende a comunhão entre a albufeira e a linha do Tua, já que, na sua óptica, poderá trazer mais turistas à região. Apesar do Tua ser o principal cartão de visita de Castanheiro do Norte, os visitantes podem deixar repousar a vista pelas imensas vinhas, com vista para a foz do Tua, e que, no Outono, adquirem tonalidades únicas. Jornal Nordeste

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DN

A maior manifestação de professores

A maior manifestação de professores realizada em Bragança. Esta é a convicção da Plataforma Sindical àcerca do protesto dos docentes realizado ontem à noite na cidade. Cerca de 2300 professores encheram a Praça Cavaleiro Ferreira e depois percorreram as ruas da cidade, mostrando o descontentamento em relação ao modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação.
No final da manifestação foi entregue uma moção no governo civil. Refira-se que em 12 agrupamentos escolares no distrito de Bragança apenas dois não suspenderam o modelo de avaliação. RBA
Fotos Aníbal Gonçalves

Novo estádio de Vila Flor abre dia 6 de Dezembro

O novo Estádio Municipal de Vila Flor vai ser inaugurado no próximo dia 6 de Dezembro. A moderna infra-estrutura tem campo de relva sintética, pista de atletismo e bancadas com 250 lugares sentados.
Trata-se de um investimento de cerca de um milhão de euros, próximo do parque de campismo e das piscinas municipais. Os arranjos exteriores e novos acessos custaram mais um milhão de euros.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Artur Pimentel, o equipamento “vai beneficiar os jovens que praticam desporto”, já que passam a ter um estádio com “condições condignas”, o que contrasta com o velho campo.
O convidado para a inauguração é o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Contrato para a Auto-Estrada Transmontana assinado em Dezembro

O consórcio da Soares da Costa vai assinar o contrato para a Auto-Estrada Transmontana no próximo dia 10 de Dezembro, disse o hoje o primeiro-ministro José Sócrates em Vila Flor, durante a cerimónia da assinatura do contrato para a concessão do Douro Interior.
O consórcio da Soares da Costa vai assinar o contrato para a Auto-Estrada Transmontana no próximo dia 10 de Dezembro, disse o hoje o primeiro-ministro José Sócrates em Vila Flor, durante a cerimónia da assinatura do contrato para a concessão do Douro Interior. As obras nesta auto-estrada irão iniciar-se em Janeiro do próximo ano. A Concessão do Douro Interior, com uma extensão aproximada de 261 quilómetros, abrangerá os Concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfândega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torres de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, com influência em cerca de 330 mil habitantes. O investimento previsto é de 826 milhões de euros e a obra estará concluída em 2011. Jornal de Negócios

Daqui e dali... João Lopes de Matos

AVALIAÇÕES (uma perspectiva)

Vivemos actualmente um clima algo agitado nas escolas por causa das avaliações.
Ultimamente, tem-se tido o sentimento de que as escolas existem para que os professores tenham direito a uma boa, muito boa ou excelente classificação. E, como se tem pensado tanto na hipótese de todos poderem ter a classificação máxima, parece que tudo se resume à postergação ou não do direito sagrado de todos à classificação máxima de excelente.
Ora como a mim me parece que a escola está, inequivocamente, ao serviço dos alunos e da sociedade, tudo o resto terá que ser visto como aperfeiçoamento das técnicas que visam aquele desiderato.

Limitemo-nos a olhar as avaliações.
Será bom que haja distinções tão pormenorizadas (insuficiente, suficiente, bom, muito bom, excelente - não sei se é isto, mas é mais ou menos isto) entre professores?
Penso que não, que isto é mais factor de perturbação da vida escolar do que factor de melhor funcionamento - gera rivalidades entre professores de todo em todo desnecessárias e perturbadoras dum são relacionamento. Além disso, existe, subjacente a esta classificação, a ideia de que a grande maioria das pessoas pode facilmente atingir, se quiser, o bom, o muito bom e o excelente. Não vejo as coisas assim: acho que à grande maioria dos humanos é possível atingir o suficiente (o normal) e que só uma pequena percentagem pode chegar a níveis superiores, sendo ainda certo que aqueles que para uns se situam num patamar, para outros situam-se em patamar diferente.
O que é preciso é que todos cumpram de modo a que se consiga entre professores um bom espírito de entre - ajuda e uma realização que consiste no sentirem-se bem numa escola que todos conseguem que cumpra, dadas as circunstâncias de cada uma, o papel que lhe cabe na sociedade.
Os professores não precisam de ser classificados. Todos subirão na vida normalmente, sem necessidade de formalidades burocráticas.

Mas perguntar-me-ão: então não há controle nenhum? Há. Ele é feito dia a dia pela direcção e, periodicamente, pelos inspectores, pertencentes aos escalões superiores da administração escolar.
O tempo é todo aproveitado para o aperfeiçoamento do trabalho , resolução das dificuldades e vigilância da acção concreta dos docentes. Todos eles serão ajudados e todos vigiados. Ficarão mais que conhecidos (nos defeitos e nas virtudes) pela direcção e pelos inspectores - sem necessidade de grande burocracia.
E não haverá distinções? Claro que sim. Aqueles que não atinjam o patamar da satisfação serão especialmente inspeccionados e, se não subirem ao nível desejado, serão (em último recurso) punidos (ou encontrada outra solução). Os que se salientarem serão, no momento próprio , chamados a desempenhar missões específicas, remuneradas de modo especial.
Qual será melhor: todos serem classificados de excelente (ou parecido), com a burocracia que isso acarreta, ou reduzir a burocracia ao mínimo e optar por um critério prático que tenha como preocupação, de longe primordial, o bom funcionamento das escolas?
Sei que o problema é difícil. Apenas quis fazer um exercício mental para dar uma achega à discussão construtiva do problema.

João Lopes de Matos

IC5 e IP2 adjudicados hoje em Vila Flor

A construção do IC5 e do que falta do IP2 é cada vez mais uma certeza. Está previsto que as obras comecem durante a segunda metade de 2009 e possam estar concluídas em finais de 2011.
O primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, deslocam-se hoje a Vila Flor para a cerimónia de assinatura, com o consórcio liderado pela Mota-Engil, do contrato da concessão Douro Interior, no valor de 826 milhões de euros.
A concessão do Douro Interior engloba cinco troços do IP2, entre Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, no distrito da Guarda.
Estão igualmente incluídos três lanços do IC5, entre o IP4, no Alto do Pópulo, e Miranda do Douro.
Tanto o IC5 como a conclusão do IP2 são aguardados há anos pelos autarcas da região, nomeadamente do sul do distrito de Bragança e norte da Guarda, que consideram estas vias como imprescindíveis para aproximar os seus concelhos dos grandes centros urbanos.
A concessão do Douro Interior vai beneficiar directamente cerca de 330 mil habitantes dos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfandega da Fé, Mogadouro, Miranda do Duro, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, entre outros. Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

José Sócrates inaugura hoje barragem na Vilariça

O primeiro-ministro e o ministro da agricultura inauguram, hoje à tarde, a Barragem do Ribeiro Grande e do Arco, que concluiu o plano de regadio do Vale da Vilariça.
Esta barragem foi concluída na Primavera deste ano e já efectua testes de enchimento. Representa um investimento de cerca de 19 milhões de euros.
A partir de agora, o Vale da Vilariça passará a servir uma superfície de aproximadamente 1500 hectares de rega, beneficiando cerca de 800 agricultores e culturas como o olival e as horto-frutícolas.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Professores voltam hoje aos protestos contra avaliaçao de desempenho

Cerca de três mil professores de todo o distrito são esperados ao final da tarde de hoje numa manifestação que vai decorrer em Bragança.
Poderá ser o maior protesto dos últimos tempos por parte da classe docente, na região.
Contestam a implementação do estatuto da carreira nomeadamente a questão da avaliação de desempenho.
Apesar de o Ministério da Educação ter anunciado uma simplificação do processo, os sindicatos do sector entendem que nada está garantido.
A manifestação é organizada pela Plataforma Sindical de Professores e José Domingues, um dos membros, acredita que vão marcar presença "mais de três mil docentes".
Os docentes da região Norte concentram-se, esta terça-feira, em Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, ao final da tarde. (...) RBA

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sócrates adjudica terça-feira, em Vila Flor, IP2 e IC5

Os contratos para a construção das duas estradas mais aguardadas no Nordeste Transmontano, o IP2 e o IC5, vão ser oficializados terça-feira, em Vila Flor, pelo primeiro-ministro, anunciou hoje o Governo Civil de Bragança.
A cerimónia vai contar também com a presença do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e do secretário de Estado adjunto, Paulo Campos.
O 1P2, que ligará o interior de Norte a Sul, e o IC5 que vai rasgar o distrito de Bragança, a sul, em direcção à fronteira, representam 261 quilómetros de novas estradas aguardadas há décadas nesta região.
A obra terá um custo próximo dos 700 milhões de euros, a cargo da empresa Estradas de Portugal (EP), um valor que contempla um subsídio de investimento de 46 milhões, de acordo com dados disponibilizados, na Internet, pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).
O IP2 é o itinerário principal que há mais de duas décadas promete ligar o país de Norte a Sul pelo interior, mas no distrito de Bragança tem apenas construídos dois pequenos troços.
O primeiro foi implementado no final da década de 1980, a sul do distrito, no concelho de Torre de Moncorvo, e o segundo, mais recente, a Norte da região, entre Macedo de Cavaleiros e Valbenfeito.
A obra, que agora vai ser adjudicada, contempla 116 quilómetros que se estendem para além do distrito de Bragança até à Guarda, beneficiando os concelhos de Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda e Trancoso.
A esta estrada, considerada pelo ministério de Mário Lino "fundamental para o desenvolvimento do interior de Portugal", junta-se a outra, na mesma concessão, o Itinerário Complementar nº5, (IC5), aguardado desde a mesma altura.
A adjudicação desta estrada contempla 145 quilómetros entre os concelhos de Murça e Alijó, no distrito de Vila Real, e Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro.
Segundo dados do MOPTC, estas duas estradas, que "vão melhorar a qualidade de vida de 330 mil pessoas", estarão concluídas em três anos, em 2011.
Para o distrito de Bragança, o IP2 e o IC5 garantem ligação a toda a rede viária nacional e a melhoria de acesso dentro da própria região, já que permitirão viajar em todas as direcções, entrecruzando-se com a principal estrada que atravessa o Nordeste Transmontano, o IP4
De acordo com as previsões do Governo, estas estradas vão estar concluídas em simultâneo com a auto-estrada transmontana, que equivalerá, na maior parte da sua extensão, à duplicação do actual IP4. Lusa

Tapar as vergonhas

Antero

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Olhares Soltos... a não perder!


OLHARES SOLTOS


Daqui e dali... Aníbal Gonçalves

BTT Carrazeda 16-11-2008 - Apontamentos

No dia 16 de Novembro foi inaugurada em Carrazeda de Ansiães a Rede Municipal de Percursos. Juntamente com mais 5 percursos pedestres espalhados por várias aldeias do concelho, integra também a rede, uma Rota por Trilhos Vinhateiros para BTT.
A concentração para o PR4 - Percurso Pedestre Trilho da Fraga das Ferraduras (Carrazeda de Ansiães) e para o percurso em BTT aconteceu junto às piscinas municipais. A adesão ao evento não foi das melhores e, no caso do BTT, não fosse a amizade entre os praticantes da modalidade entre Carrazeda e Vila Flor, através do Clube de Ciclismo de Vila Flor, e o grupo de participantes teria ficado reduzido a metade.

O primeiro contratempo aconteceu logo no momento de pagamento das inscrições. O reforço distribuído aos participantes limitou-se a uma barra de chocolate, uma maçã e uma garrafa de água. Tudo isto no início de um percurso com 29 quilómetros!
O sr. Presidente da Câmara brindou os participantes com algumas palavras dando-se de seguida a partida.

O percurso foi no geral bastante interessante com passagem pelas localidades de Amedo, Paradela, Pombal, Pinhal do Norte, Felgueira, Zedes e Samorinha. A segunda metade do percurso é a mais dura com subidas bastante extensas embora com bom piso. Os tons de Outono eram bem visíveis quer nos soutos, nas vinhas e nos pomares de macieiras.
Dois momentos interessantes são a passagem pela Felgueira, lugar a que restam 2 habitantes e a subida à capela de Senhora da Graça a 898 metros de altitude.

O banho revigorante foi nos balneários da Escola EB2,3 e Secundária.
O almoço, na Quintinha do Manel, era mais prometedor do que aquele que tinha sido servido em eventos de BTT, em Carrazeda. Infelizmente também o almoço deixou muito a desejar. Foi servida uma feijoada, com fraco aspecto, que em nada dignifica o restaurante nem a organização do evento.
Se o grupo de participantes no BTT já era pequeno, foram ainda menos os que se inscreveram no almoço. Ou já sabiam o que os esperava, ou não se sentem bem na companhia dos restantes companheiros do pedal.

Durante o almoço foi distribuído um inquérito com algumas questões sobre o percurso. A insatisfação era maior com a organização do que propriamente com o percurso, no entanto, este também merece alguns reparos: a classificação do grau de dificuldade do percurso como Fácil é um eufemismo. Mesmo os mais experientes no BTT acharam que esta classificação não estava correcta. Os quilómetros feitos por estrada entre Pombal e Pinhal podiam e deviam ser feitos por caminhos rurais. Chamar ao percurso “Trilhos Vinhateiros” também é exagero. Apenas se encontram vinhas em menos de um quarto do percurso, com maior concentração à volta de Paradela e Pombal. Há freguesias no concelho com muito mais vinhedos do que Zedes!

Quanto à organização, há a salientar pela negativa: o preço elevado da inscrição (12€); a não existência de qualquer brinde ou recordação; o reforço alimentar que praticamente não existiu; a distribuição de bebidas ao longo da prova, que também não existiu e a fraca qualidade do almoço.
Salvam-se disto tudo: as bonitas paisagens percorridas que, mesmo com um dia pouco agradável, provocaram algumas exclamações de espanto e a companhia de um grupo de pessoas de Carrazeda e de Vila Flor que levam a amizade para além das provas ou passeios de BTT.
Do Grupo de Ciclismo de Vila Flor estiveram presentes 13 praticantes de BTT.
Aníbal Gonçalves

http://cciclismo-vilaflor.blogspot.com/ http://descobriransiaes.blogspot.com/

Meia centena de alunos de Carrazeda em greve durante esta sexta-feira

Cerca de meia centena de alunos da Escola Básica 2,3 e Secundária de Carrazeda de Ansiães estão hoje em greve às aulas.
Uma semana depois de protestos generalizados por todo o país, estudantes de vários anos de escolaridade de Carrazeda contestam hoje o estatuto do aluno entre outras medidas do Ministério da Educação.
Ana Sofia, aluna do 11º ano, admitiu à Rádio Ansiães, que "já foram feitas algumas alteraçoes ao regime de faltas, mas mesmo assim não chega". Além disso, acrescentam não concordam com "a proibiçao de entrar com telemóveis na escola", embora entenda que não devem ser utilizados dentro da sala de aula.
Ana Sofia gostaria de ter mais adesão a uma greve que não tem o apoio da Associação de Estudantes e que reúne aproximadamente 10% por cento da comunidade escolar. "A Associação de Estudantes não nos apoia por que diz que não concorda com esta greve", frisou.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Imprudências que podem ser fatais!


Rua Luís de Camões, Carrazeda de Ansiães
DN

BEI financia A4

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai financiar a Auto-Estrada Transmontana com um montante até 325 milhões de euros. O contrato de financiamento deve ser assinado na próxima semana. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo Jornal de Negócios.
O diário obteve esta garantia junto do banco de que o Banco deverá começar a libertar, em tranches, este montante ao consórcio vencedor, liderado pela Soares da Costa. Recorde-se que está em causa um investimento global de 801 milhões de euros, 360 milhões suportados pelo Estado e outros 180 são relativos a fundos comunitários. A A4 deverá estar pronta em 2012. O Primeiro Ministro, José Sócrates, deverá vir dentro de poucos dias à região anunciar o calendário de execução da auto-estratada transmontana, bem como do IP2 e do IC5. RBA

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Daqui e dali... M. Lameiras

É próprio do Senhor JLM levantar estas boas questões!
Esta faz parte do nosso passado, que bem gostaríamos que tivesse sido mais positivo.
Infelizmente, para sair das muralhas de Ansiães, houve confrontos e a saída para o lugar de Carrazeda não podia ser pacífica.
Afinal o centralismo desta Carrazeda em relação ao resto do concelho até nem era, nem é assim tão evidente.
Certo era que se dali não tivessem saído, hoje, Ansiães seria uma Vila bem mais airosa, desenvolta e com o património devidamente cuidado e a meu ver muito mais desenvolvida. Teria três aglomerados populacionais próximos, como sendo Selores, Lavandeira e Marzagão, muito mais desenvolvidos também... o concelho seria diferente para melhor! Ex: - A Vila de Óbidos cresceu muito dentro e fora de muralhas e o problema de abastecimento de água também o resolveram, pois dentro delas não a havia, sendo hoje um extradordinário centro urbano e qualificado.
Carrazeda, implantada que estava junto a uma linha de água (Ribª dos Cabrais) era muito pobre e a construção nova obrigou-se ao afastamento - Rua Luís de Camões, Toural e Pç. D. Lopo.
Mais tarde no pós 25 de Abril não houve, infelizmente planeamento nem ninguém que se lembrasse disso, na "mania" que um Presidente sabe tudo e o que ele disser está bem dito e logo bem feito!

Resultado, Carrazeda cresceu para onde não devia e ainda hoje, sem planeamento digno desse nome, verificamos que a "nobreza" das entradas no espaço urbano da Vila são uma vergonha e longitudinalmente inaceitáveis.
Continuamos sem gente capaz, apesar de ter passado mais de um quarto de século desde a fundação de Carrazeda.
Já "fomos buscar" Luzelos e a seguir, por este andar, vamos buscar os Mogos!
O que é que esta gente quer a não ser desordem e inqualificável urbanidade apesar de estarmos no século XXI!
Por tudo isto valeu o alerta do Senhor JLM!
Haja outros alertas para ver se tratamos do futuro, embora comprometido por tanta asneira unilateralmente cometida!
M. Lameiras

Empresa municipal espera produzir energia renovável suficiente para alimentar distrito

A empresa intermunicipal Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB), pioneira em Portugal no campo das energias renováveis, vai produzir energia suficiente para alimentar o distrito de Vila Real até ao final de 2009.
Criada em 1989, a EHATB nasceu da união das câmaras de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar que queriam aproveitar os recursos naturais do Alto Tâmega.
Até ao final deste ano, esta empresa espera atingir os 53 megawatts (MG) de potência instalada em parques eólicos e aproveitamento hidroeléctricos e até final de 2009,deverá chegar aos 107 MW de potência ligada à rede eléctrica nacional. Rádio Ansiães

Família de vítima de acidente na Linha do Tua quer responsáveis da Refer em tribunal

A família do revisor que morreu em Fevereiro de 2007, na sequência do descarrilamento e queda do comboio ao rio Tua, quer ver julgados por infracção das regras de construção o presidente da Refer, o responsável pela manutenção da Linha do Tua e os encarregados pelas inspecções semanais da via.
Neste momento está pendente um recurso no Tribunal da Relação do Porto, onde os familiares de José Augusto Fonseca pedem a abertura de instrução do caso, depois de em Março, por motivos formais, o pedido ter sido rejeitado pelo Tribunal de Carrazeda de Ansiães e de em Janeiro o Ministério Público ter arquivado o inquérito.
Apesar de reconhecer que a Refer, responsável pela manutenção e conservação da linha, não garantiu a segurança da via, a procuradora não responsabiliza os seus administradores pelo acidente, que ficou a dever-se ao desabamento de pedras.
"(...) O que nos parece manifestamente insuficiente em termos de se considerarem reunidas as condições de segurança necessárias ao funcionamento da via é que se tenham por preenchidas tais condições de segurança com uma única visita de inspecção semanal, a efectuar a partir da linha, ademais quando não se mostra estabelecida qualquer outra periodicidade em situações de intempérie", lê-se no despacho de arquivamento.
O Ministério Público entendeu que não era exequível a construção de barreiras em toda a linha, pelo elevado custo das mesmas, mas que seria possível a instalação de sistemas que detectassem a existência na via de objectos que constituíssem perigo para a circulação ferroviária. Uma intervenção mais do que justificável numa linha em que só entre 2005 e 2006 se contabilizaram cinco desmoronamentos que obrigaram a interrupções na via. Em dois dos casos registaram-se danos materiais.
Contudo, a procuradora acaba por sustentar que "o início do desprendimento e a passagem da composição foi de tal forma diminuto que qualquer sistema de detecção de objectos que se encontrasse instalado não evitaria a produção do sinistro". E mesmo que restassem dúvidas disso, a imputação de homicídio por negligência já não podia ser feita.
Os representantes dos familiares do revisor colocam a questão noutros termos. Põem em causa a eficácia das inspecções semanais à via e consideram que vários responsáveis da Refer não agiram com o dever geral de atenção, cuidado e previdência que lhes era devido. É que o desmoronamento de pedras que originou a queda do comboio ao Tua começou mais de 30 metros acima da plataforma, não sendo visível desta. Ora como as inspecções só tem em vista uma apreciação directa da linha, não garantem, consideram, a segurança das escarpas que circundam a via. E não previnem, por isso, de perigos como este, que matou três pessoas e feriu outras duas.
Neste momento corre outro processo de inquérito no Tribunal de Carrazeda de Ansiães, relativamente ao acidente de 22 de Agosto, onde morreu uma pessoa e quatro ficaram gravemente feridas.
O Ministério Público ainda não concluiu o caso, mas a comissão de inquérito já apontou o empenos na via e o excesso de rigidez dos amortecedores da automotora como determinantes para o acidente. Foram detectados defeitos grosseiros na via férrea.
Os cinco elementos do conselho de administração da Refer recusaram-se a responder à pergunta: "Sentem-se directa ou indirectamente responsáveis pelas quatro mortes ocorridas na Linha do Tua nos últimos dois anos?" Em vez disso, a direcção de comunicação alega que o acidente de Fevereiro de 2007 e o de Agosto deste ano tiveram "causas diferentes" (o primeiro, causas externas ao sistema ferroviário, em particular, desabamentos de pedras e terras das encostas adjacentes sobre a via férrea, e o segundo, causas internas, relacionadas com a via e o material circulante). "Tratando-se de situações com causas distintas deverão também ter tratamento distinto - confundir as duas não contribui para um esclarecimento correcto da opinião pública", alegam.
Mais de um ano e meio após o relatório final do ex-Instituto Nacional do Transporte Ferroviário ao acidente (Fevereiro de 2007), a Refer não cumpriu as principais recomendações da comissão técnica. O inquérito - concluía que o acidente se deveu a um desabamento de terras - recomendava estudos para a instalação de sistemas de detecção de aluimentos e sugeria a avaliação independente da metodologia de vigilância e manutenção da via. A Refer diz que não foi instalado sistema de detecção porque a linha não possuía fibra óptica. "Uma vez instalada a fibra óptica, encontra-se em fase de desenvolvimento um protótipo para a detecção de quedas de blocos rochosos na via."
Público

Pocilga de Vilarinho da Castanheira premiada na Galiza

A Quinta da Castanheira vai receber na próxima quarta-feira, na Galiza (Espanha), o primeiro prémio de inovação na agricultura num concurso da Feira Agrícola de Silleda. Rádio Ansiães

GNR ensina idosos a não caírem no “conto do vigário”

Na última semana, a GNR tomou conta de três casos de burla no distrito de Bragança, mas apenas uma delas foi consumada.(...)
Para evitar situações como a de Alfândega da Fé, entre muitas outras que se verificam em meios rurais, a GNR de Carrazeda de Ansiães está a promover, este mês, sessões de esclarecimento sobre burlas em todas as freguesias do concelho. O objectivo é alertar, sobretudo os idosos, para as formas de actuação dos burlões, de forma a não serem facilmente apanhados no “conto do vigário”.
O comandante do posto da GNR de Carrazeda, Paulo Silva, tem frisado nestas sessões que os malfeitores se apresentam, geralmente, “como funcionários de empresas públicas e bancos, o que, aliado à falta de informação das potenciais vítimas, lhes facilita a consumação os seus intentos”.
Paulo Silva aconselha os mais velhos a desconfiarem sempre de pessoas que se apresentem “de fato e gravata, bem-falantes e que aludam a aspectos da vida desses idosos”. Como tal, “não devem dar informações suas ou sobre vizinhos, não assinar nada e recusar tudo o que lhe ofereçam”. Mais: “não devem ter muito dinheiro em casa e objectos de valor. E se o tiverem que o distribuam por vários esconderijos nos diversos compartimentos”.
Eduardo Pinto/Rádio Ansiães
DN

Silvano quer 50 milhões de euros para desenvolver estratégia capaz de fazer cair a barragem do Tua

O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, anunciou sábado que vai propor ao Governo a criação de um fundo de 50 milhões de euros para uma estratégia de desenvolvimento a partir da linha do Tua capaz de fazer "cair" a barragem que ameaça a via férrea.

O autarca acredita que a manutenção do vale do Tua, principal atractivo turístico das viagens de comboio, e a reactivação da linha até Bragança, com ligação a Espanha, "será uma mais valia muito maior para o desenvolvimento da região do que a barragem" projectada para a foz do Tua.
Silvano diz que estão já em curso estudos que demonstrarão esta teoria e quer que o Governo crie um fundo de 50 milhões de euros para permitir aos agentes locais privados e públicos avançarem com os primeiros projectos e acções necessárias.
A proposta foi apresentada sábado num debate, em Mirandela, sobre a linha e a barragem promovido pelas câmara e assembleia municipais locais, onde não esteve presente nenhuma entidade responsável pela linha.
Na sessão ficou também já decidido organizar um outro debate, mas em Lisboa, em finais de Janeiro, onde pretendem apresentar os estudos e propostas.
"Lá conseguiremos sensibilizar mais facilmente, já que não conseguimos que venham cá (os responsáveis nacionais)", disse.
De acordo com o autarca, os estudos que vão sustentar a estratégia proposta estão a ser elaborados, um pelos cinco municípios servidos pela linha, e outro no âmbito do Agrupamento Europeu que reúne municípios portugueses e espanhóis de Bragança, Mirandela, Zamora e Salamanca.
"Os estudos que estamos a elaborar demonstrarão que traz muito mais valia a manutenção da linha e o seu prolongamento até Espanha, em termos turísticos e económicos, do que a construção da barragem".
No debate de sábado em Mirandela, um representante da EDP, a concessionária da futura barragem apresentou como alternativa para o troço da linha que ficará submerso, e serão pelo menos 14 quilómetros, independentemente da cota que vier a ser adoptada.
A EDP propõe a construção de um sistema hidráulico tipo elevador para fazer a ligação da estação do Tua, onde é feita a ligação à linha do Douro, à barragem e um percurso de barco na zona inundada.
O autarca de Mirandela rejeita as soluções propostas e continua a defender "intransigentemente" a manutenção da linha do Tua.
A maior parte dos cerca de 60 quilómetros da última via férrea do Nordeste Transmontano continua encerrada desde o acidente de 22 de Agosto que provocou um morto e mais de 40 feridos.
O relatório ao acidente aponta "defeitos grosseiros" na linha e a desadequação das automotoras do Metro de Mirandela que fazem a ligação.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, reconheceu sexta-feira, na Assembleia da República "falha humana" neste processo e anunciou que a linha permanecerá encerrada até Março.
Neste período deverão ser executados os investimentos e medidas necessários para repor a segurança na linha do Tua, onde num ano e meio ocorreram quatro acidentes com o mesmo número de mortos.
O presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, José Silvano, disse que já esperava que a linha permanecesse encerrada durante algum tempo e entende que nunca deve abrir sem ter todas as condições de segurança.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Linha do Tua em debate

Este sábado debate-se em Mirandela a continuidade da Linha do Tua. A iniciativa é da Assembleia Municipal que convidou todas as partes envolvidas no processo.
A EDP já confirmou que vai estar presente e José Silvano, autarca local e presidente da sociedade Metro de Mirandela diz que faz todo o sentido, pois, segundo ele, o que está em causa é o binómio: ferrovia/barragem do Tua.
O presidente da Câmara diz que a continuidade da linha está, claramente, dependente da existência da albufeira. José Silvano sabe que ninguém do governo vai estar presente no debate, mas gostava que lhe explicassem como é possível investir muitos milhões na segurança da Linha do Tua, como foi pronetido pelo ministro Mário Lino e sumergir esse investimento daqui a uns anos, com a construção da barragem.
A construção da barragem no Tua, segundo os cálculos apresentados vai significar que vários quilómetros da Linha do Tua fiquem submersos e, com isso, a ferrovia vai ficar inutilizada. RBA

Ovação à ministra

Mário Lino ouvido hoje no Parlamento sobre acidente na linha do Tua

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, vai hoje ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre o acidente ferroviário na Linha do Tua, do dia 22 de Agosto, que vitimou uma pessoa e causou ferimentos a mais de três dezenas.
A comissão de Obras Públicas aprovou no mês passado a audição do ministro no Parlamento, a pedido do PCP, PEV e BE, sobre as conclusões do relatório do acidente que apontam no mesmo sentido.
Problemas ao longo da infra-estrutura, com particular incidência no local do acidente, e as deficiências que dificultam o contacto entre a roda e o carril.
Nas conclusões, existe unanimidade de que a via apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento, nomeadamente uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, bem como travessas que necessitam de substituição imediata.
Do relatório concluiu-se ainda que há 18 anos que as travessas não são substituídas e algumas já terão cerca de 40 anos. Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metro de Mirandela, onde é referido que as suas características são desadequadas, assinalando problemas nas rodas, falta de lubrificação e pouco amortecimento, com a suspensão demasiado pesada.
A equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, uma das entidades a quem a comissão técnica de inquérito solicitou parecer, considera que todos estes factores conjugados são motivo para a ocorrência deste acidente, que causou um morto e dezenas de feridos, acrescentando que os valores elevados de empeno da via dão lugar fundamentalmente a um movimento de balanço dos veículos e, quando combinados com irregularidades do alinhamento da via e anomalias na suspensão dos veículos, são a causa mais frequente de descarrilamento especialmente a baixas velocidades, explica a equipa coordenada por Raimundo Delgado.
Daqui se depreende que não houve erro humano neste acidente, até porque a comissão técnica de inquérito conseguiu apurar que a automotora seguia a uma velocidade de 38 quilómetros por hora, na altura do descarrilamento.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Projecto "Afectos" combate, há uma ano, isolamento dos idosos

O projecto "Afectos", lançado há um ano pela Câmara de Valpaços, está a ajudar a combater o isolamento de 210 idosos do concelho, proporcionando-lhes passeios, ginástica e acções de sensibilização.
O projecto resultou de um levantamento feito no concelho que detectou 668 pessoas, com mais de 65 anos, a viverem sozinhas e sem rectaguarda familiar.
A assistente social, Filomena Ribeiro, adiantou que no início o projecto apoiava apenas 60 idosos nos quatro primeiros núcleos, localizados em Lebução, Veiga de Lila, Carrazedo de Montenegro e Valpaços.
Hoje, segundo salientou, o "Afectos" acolhe 210 idosos e alargou-se a oito localidades do concelho.
Uma equipa composta por técnicos e voluntários promove diariamente aulas de ginástica e animação lúdico-recreativa, desenvolvendo sessões de pintura, croché, bordados, escultura e recolhendo também histórias de vida, lendas e receitas tradicionais.
Mensalmente, são proporcionadas novas experiências aos mais idosos, nomeadamente passeios, caminhadas e visitas a instituições, passando por acções de sensibilização sobre diversas temáticas.
No âmbito do projecto agentes da GNR deslocaram-se, em Abril, a várias localidades com o objectivo de esclarecer os idosos sobre os procedimentos de segurança que devem usar em situações de tentativa de burla ou burla consumada.
A câmara de Valpaços comemora sábado o primeiro aniversário do projecto com o lançamento de um livro de poesia da autoria de Adriana Reis, uma das integrantes do "Afectos", com 93 anos de idade, que se estreia assim na esfera literária.
Depois de um lanche convívio, os idosos podem assistir à peça de teatro "A Rainha Louca - O Riso e a Morte", interpretada pelo Teatro Experimental Flaviense.
Rádio Ansiães

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Passado, presente e futuro da vila de Ansiães

A vila de Ansiães nasceu no início da nacionalidade e situava-se, como quase todas as vilas nessa altura, dentro das muralhas de um castelo (o castelo de Ansiães).
Nessa altura, as necessidades primordiais das populações eram as de defesa e segurança em relação aos inimigos (os mouros, primeiro, os castelhanos, depois, e, em geral, também os bandos de ladrões). Daí a a situação dentro das muralhas.
Não é difícil concluir que isso trazia enormes inconvenientes: no abastecimento de água e de alimentos e na limpeza. Esta, no entanto, teve pouca importância durante séculos e séculos.
Mas, com o rodar dos tempos, tudo se foi alterando, de tal modo que (para encurtar etapas) as vantagens de viver dentro de um castelo se transformaram em inconvenientes e começou a pensar-se em mudar a vila e, consequentemente, a sede do concelho, para outro sítio.

Daí a deslocação (com maiores ou menores atribulações) para o lugar de Carrazeda, que seria o mais central em relação a todas as freguesias. Só que o lugar de Carrazeda era mesmo muito pequeno e pobre e não tinha a mais pequena aparência de dignidade própria de uma vila e de uma sede de concelho.

Para lhe dar a importância que lhe faltava, construíram-se os edifícios públicos indispensáveis ao funcionamento da administração.
Pouco a pouco e porque havia interesse em morar na vila, as construções começaram a aparecer mas a um ritmo demasiadamente lento e ainda com edifícios de grande pobreza arquitectónica.
Surgiram mais umas ruelas, uma pequena igreja, e uma rua principal, que poucas casas tem dignas de fazerem parte do núcleo central da vila.
Este caminhar lento rumo ao futuro durou até aos anos 60/70 do século passado.
De um momento para o outro, nessas décadas, começou a construir-se muito, mas não se cuidou de melhorar a zona representativa da urbe, a hoje denominada Rua Luís de Camões.
Era uma vila com moradias modernas à volta, mas que mantinha, no seu núcleo central, uma urbanização de uma aldeia fraca.
O actual presidente da câmara achou que alguma coisa tinha que ser feito para alterar esta situação. E tratou de mandar empedrar e iluminar de novo toda a zona central.
E hoje o que temos são ruas com piso e iluminação novos (não quer dizer em bom estado) mas ladeadas por edifícios antigos sem qualquer espécie de arquitectura que mereça (e possa) ser preservada e, pior ainda, com estabelecimentos comerciais degradados e nada consentâneos com as obras feitas.
Os edifícios, um dia, hão-de ruir (muitos deles), os comércios hão-de fechar (a grande maioria).
Duas perguntas se colocam:
Será que serão construídos prédios novos no lugar dos velhos, com outra arquitectura?
Será que a zona central ficará abandonada como zona principal e que será criado um novo centro que substitua o actual?
Aqui, na Marinha Grande, onde agora me encontro, o que aconteceu à zona central, que também foi beneficiada com novo piso e nova iluminação, foi que ficou abandonada, as casas a ameaçar derrocada e as lojas comerciais fechadas, tendo o centro, que se julgava eterno no sítio em que estava, mudado para outra zona.

João Lopes de Matos

Furto de material na Linha do Tua em Tribunal

Deve começar esta quarta-feira, no Tribunal de Macedo de Cavaleiros o julgamento do caso de um alegado furto de carris e travessas num troço desactivado da linha do Tua. O caso, que ficou conhecido como "carril dourado". A informação é avançada pela Agência Lusa, divulgada por fonte judicial. A firma em causa responde pelo facto de ter levantado, sem autorização, quase quatro quilómetros de carris e 5300 travessas de madeira. RBA

PSD acusa Américo Pereira e quer perda de mandato do autarca de Vinhais

A Concelhia do PSD de Vinhais apresentou uma queixa-crime no DIAP denunciando o presidente da Câmara, a esposa e o presidente da Assembleia Municipal pela prática de factos que são susceptíveis de integrar os crimes de prevaricação, peculato e participação económica em negócio. E vai avançar também com acções de perda de mandato para o autarca e para o presidente da Assembleia Municipal. O autarca de Vinhais desvaloriza as acusações e relembra que o próximo ano é de eleições e que o PSD está apenas a fazer o que lhe compete. RBA

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Imagens com história - Piscina Municipal de Carrazeda de Ansiães

Video: Carlos Abel Pereira

Programas de Cogumelos

«A Magia dos Cogumelos» está de volta ao CS Vintage House Hotel O CS Vintage House Hotel, localizado perto de Alijó, a poucos metros da margem do Douro, organiza, pelo sétimo ano consecutivo a iniciativa “A Magia dos Cogumelos”, uma viagem de descoberta que convida os participantes a conhecer e apanhar cogumelos selvagens. Marcada para dia 22 de Novembro, a iniciativa começa com um piquenique no miradouro de S. Salvador do Mundo, seguindo depois para Carrazeda de Ansiães, onde Afonso Menezes, director do Parque Florestal de Reboredo, vai orientar os participantes na apanha dos cogumelos. (...) Turisver

Cogumelos em Mogadouro
A vila de Mogadouro, Capital do Cogumelo, recebe até ao próximo domingo o 10º Encontro Micológico Trasmontano. A iniciativa é da responsabilidade da associação micológica “A Pantorra” que desta forma quer contribuir para a valorização do espaço rural e dar a conhecer o vasto mundo dos macro fungos, bem como os seus benefícios e perigos. (...) RBA

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O que se disse... Agostinho da Silva

«O difícil na vida é saber fazer perguntas. Dar respostas todos dão, até porque as nossas escolas apenas são formadoras de respostas. O racional só serve para chegar à fronteira do irracional, para mais nada
Agostinho da Silva

Alexandrino Ferráz expõe no Auditório de Alijó

A sala de exposições do Teatro Auditório Municipal recebe até ao dia 28 de Novembro, a exposição de pintura, escultura e cerâmica “O Tempo do Sonho” da autoria de Alexandrino Ferraz. Espigueiro

Criar reino imaginário para atrair turistas ao país real

Penedono vai render-se à monarquia e inventar um reino imaginário que recrie a sociedade medieval portuguesa. Um projecto superior a três milhões de euros que quer captar turistas e acabar de vez com sangria de população.
Os pouco mais de três mil habitantes de Penedono, o mais pequeno concelho do distrito de Viseu, vão ser desafiados, já a partir do próximo ano, a construir um reino imaginário. Um território sem muralhas, mas com limites definidos, onde haverá reis, rainhas, príncipes, princesas, fidalgos, bobos, fadas e vagabundos. Castelos, albergues, hospedarias e ferreiros. Coutadas reais. "Estórias" com história para recriar a sociedade medieval portuguesa. Tudo para fixar população, atrair turistas, gerar empregos e contrariar uma acentuada tendência para a desertificação.
RA

sábado, 8 de novembro de 2008

DN

Movimento cívico aplaude decisões de Mário Lino

Ministro disse que a ligação ferroviária não irá encerrar
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) manifesta a sua satisfação pela decisão do Ministro Mário Lino - após ter conhecimento do relatório sobre o acidente naquela via-férrea - de avançar para um “sério comprometimento no apuramento das causas do acidente, e na tomada de medidas para a consolidação da segurança na via”, diz o comunicado daquele Movimento. Para o MCLT, o facto do titular da pasta dos Transportes ter dito que a linha tem objectivos e que pode ser utilizada em benefício do turismo e das populações, passa a ser uma garantia que a linha não vai encerrar. Declarações que, no entender do Movimento são “um virar de página histórico”, tendo em conta que “está a colocar em causa a construção da Barragem do Tua”. É um compromisso que o MCLT “aplaude e não permitirá cair em esquecimento”. No entanto, O MCLT está preocupado com algumas das passagens do relatório, nomeadamente com a lacuna de regulamentação específica sobre as Vias Estreitas (VE) em Portugal. “Queremos ver solucionada a questão do material circulante, que se por um lado após 13 anos de serviço no Corgo e no Tua e 6 no Tâmega só agora levanta problemas”. Também nesta matéria o MCLT estranha o silêncio da CP, porque retirou em 2001 material mais pesado e com mais capacidade da carga. Relativamente à REFER, esperam investimento e melhoramentos sérios, “apagando futuramente da memória uma Linha com erros estruturais grosseiros e emparedamento de estações”, acrescenta o comunicado. A finalizar, o MCLT não quer que se transforme a Linha do Tua numa nova Entre-os-Rios. “O plano terá de contemplar toda a extensão da linha e não apenas nos locais onde aconteceram os acidentes”, conclui. Mensageiro

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

37,5 milhões de euros para novos projectos

Pela primeira vez há dinheiro para apoiar projectos no âmbito do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro. São 37,5 milhões de comparticipação comunitária que poderá gerar investimentos globais de 50 milhões.

O plano, designado de PDTVD, foi apresentado há quatro anos e meio, e revisto nos últimos meses pela Estrutura de Missão do Douro. Contam-se pelos dedos de uma mão os projectos concluídos: a Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego, as Aldeias Vinhateiras do Douro e o combate às dissonâncias ambientais. De resto, pouco mais passou do papel.

Para relançar o PDTVD, a Comissão Directiva do "ON.2-O Novo Norte", anunciou, ontem, na Régua, um orçamento de 37,5 milhões de euros para financiar projectos em duas áreas: infra-estruturas e imaterial. O presidente da Comissão, Carlos Lage, justifica o montante com o facto de o Douro ser um "destino de vocação turística internacional que merece uma discriminação positiva". "Pela primeira vez há uma região que tem uma estratégia e, no seu programa operacional, um orçamento afecto exclusivamente à sua concretização", notou Ricardo Magalhães, chefe de projecto Missão do Douro.
No âmbito das infra-estruturas destaca-se a intenção de qualificar a Estrada Nacional 222, desde Resende até Vila Nova de Foz Côa, por ser "uma via panorâmica fundamental para o turismo"; a requalificação de cais no rio Douro; alargar o projecto das Aldeias Vinhateiras, dando-lhes dinamismo para gerar emprego; aumentar a sinalização da região; combater os atentados ambientais; qualificar os espaços que marcam a identidade da região, bem como os centros históricos dos concelhos.

No campo imaterial, Ricardo Magalhães adiantou que vai ser criada "uma rota de escritores, pintores e outros artistas que nasceram, trabalharam ou viveram no Douro"; serão estimulados projectos de animação, pois "a festa local é necessária há que ir mais além"; e quer ainda um guia para os turistas, "para que logo no hotel saibam o que podem fazer na região".
A vogal executiva da Comissão, Cristina Azevedo, preferiu destacar o "rigor" que vai rodear o processo. Será privilegiada "a escala regional ou inter-municipal", as parcerias entre agentes privados ou público-privadas , bem como a "sustentabilidade dos projectos, em termos de viabilidade económica, geração de riqueza e emprego". São abrangidos os municípios de Alijó, Armamar, Baião, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mogadouro, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Régua, Resende, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.
Eduardo Pinto/RA/JN

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

José Cardoso Pires chamou provinciano a Eça
E sobre Pessoa disse que os vencedores trazem sempre as pulgas com eles…


Este ano, o meu tempo para ler (livros, leia-se, pois quanto a grelhas burocráticas absurdas aumentou exponencialmente) diminuiu consideravelmente. De todo o modo, vou aproveitando esse pouco para me apaziguar interiormente. Ou a ver documentários da Universidade Moderna…

Quando na RTP2 agarrei uma entrevista a Carlos Reis, lembrei da Balada da Praia dos Cães, do Dinossauro Excelentíssimo e de O Delfim. Lembrei
como Cardoso Pires achava Eça de Queirós um autor provinciano, apesar de ter estado fora. Como só com a sua geração, certamente falando de Abelaira, a literatura portuguesa se tornara mais cosmopolita… a pintar Lisboa.

Que também não entendia o Livro do Desassossego, na sua incompletude achando, no entanto, alguns flashes geniais. Que não queria pôr em causa Pessoa, mas que os vencedores trazem sempre as pulgas com eles.

(Esta é para o meu amigo JLM: que Cardoso Pires preferia ser acusado de defeito, nos seus romances, do que algum leitor o acusar alguma vez de que já tinha dito de mais e estava farto. Não vou falar no seu carácter perfeccionista… a escrever e a rasgar capítulos inteiros, só porque se deu conta a meio que a história devia ser contada sob o ponto de vista de outro personagem. Mais ele achava que a novelística da Presença e do neo-realismo tinha muita coisa menor: porque os personagens eram essencialmente mentais, tendo pouco de carne e osso).

Quanto à Política, sempre achou que os políticos eram agarrados ao passado, a ideias feitas, não confiando no carácter inventivo dos cidadãos. Como também estou com pouco tempo para ler, quanto mais participar neste blogue, quero dizer que só agora pude apreciar a instalação da escultura de João Nunes, o comerciante. Por trás, há a ideia pascal do Cordeiro de Deus, contra a qual JLM vem há muito pregando no Deserto…

Vitorino Almeida Ventura

O pecado da gula financeira

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Daqui e dali... José de Morais Neves

CARRAZEDA VERSUS VILA FLOR

É natural e até salutar haver rivalidades entre localidades vizinhas. Porém ao ler as opiniões expressas nos últimos tempos, até parece que em Carrazeda nada existe, tudo é mau.
Vila Flor dispõe de um importante conjunto arquitectónico civil e religioso construido.
A Carrazeda que hoje conhecemos, data do 2º quartel do sec.XVIII, pois até essa data a localidade cingia-seá vila amuralhada de Ansiães, bem desenhada no livro das fortalezas de Duarte de Armas e apelidada também de mui nobre.
Fruto do tempo, da incúria dos homens e da perda de importancia militar, a vila e o seu castelo cairam em ruinas.
Restaram as muralhas e as igrejas românicas, as quais são um notável exemplo da arquitectura medieval. O seu estado de conservação é da competência do Igespar e todos infelizmente sabemos como o Estado cuida do património. Penso este conjunto, a par das igrejas paroquiais e dos vestígios pré históricos, dão a este concelho alguma pecularidade no património artistico.
Quando se fala do Centro Cultural e se cita o exemplo do de Vila Flor, não posso deixar de referir que este é o exemplo pleno de má arquitectura e de total desenquadramento no espaço urbano.
O que está em construção em Carrazeda, tem uma arquitectura correcta, tem funcionalidade e está bem integrado na malha urbana.
Os problemas com o seu termino,devem-se exclusivamente á saga dos concursos públicos.
Carrazeda, por iniciativa da Autarquia, tem em curso um dos mais interessantes e importantes programas nacionais de escultura moderna em espaços públicos.
Por circunstâncias particulares foi possível trazer até nós alguns dos mais importates escultores mundiais, que com um prémio pecuniário quase simbólico, que aqui deixaram a sua obra. Quando dentro de um ano o projecto estiver concluido, será motivo de orgulho para nós e motivo de visita para aqueles que se interessam pela cultura.
Ele que será publicitado em livro, teve também a particularidade de incluir no grupo que gere o trabalho no terreno, um jovem escultor de carrazedense.
O mesmo poderemos dizer do Festival de Música Medieval, único a nível nacional e que já vem citado internacionalmente.
Se for possível levar a bom termo a aquisição da mais importante colecção de balanças peninsular, haverá mais uma razão diferente e peculiar que marcará a diferença.
Se juntarmos a requalificação em curso na Vila e o restauro do pequeno núcleo histórico do "Fundo da Vila", estarão reunidas, conjuntamente com o património natural e gastronómico, as motivações e as condições para haver visitas qualificadas.
Não creio que um parque de campismo, referencie qualidade, vide o caso de Vila Flor, pois o turismo de qualidade, o que gasta no local, exige hoteis confortáveis e adequados ao meio, exige restaurantes e lojas de produtos tradicionais.... mas isso é da competencia da iniciativa privada. Como facilmente podemos depreender, afinal em Carrazeda, também tem algo de que se pode orgulhar.
José de Morais Neves

Criou uma campa para protestar contra redução de estacionamento

Um protesto, no mínimo, original. João Nunes, comerciante de Carrazeda de Ansiães, “inventou” uma campa fúnebre para ocupar o espaço destinado a uma árvore e criado pelo arranjo da rua Luís de Camões.
Pretendeu, desta forma, no dia de Todos os Santos, contestar o “enterro de 10 lugares de estacionamento”.
João Nunes ainda foi à Câmara Municipal tentar convencer o executivo de que “não havia necessidade de reduzir para sete os lugares para aparcar”, sendo que depois da obra “só poderá ser feito num sentido”. Em vão.
O desânimo deu lugar ao protesto fúnebre. Aproveitou o rectângulo criado por lancis destinado a uma árvore, depositou ali areia suficiente para simular um túmulo, colocou uma cruz, coroas de flores, lamparinas, cartazes onde verteu a sua discordância da obra e ainda disponibilizou um “livro de condolências” para juntar apoiantes.
Segundo apurámos, a Câmara mantém o projecto para aquela rua e não aceita alterar o alinhamento dos lugares destinados ao estacionamento. A encenação de João Nunes contra o que diz ser a “prepotência e arrogância de alguém”, não teve, por isso, outro efeito que o de provocar a curiosidade geral e, refira-se, recolher bastantes manifestações de apoio.
Eduardo Pinto/RA

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

PISCINA DE CARRAZEDA FECHOU!

Apenas duas semanas após a sua abertura (só abriu em 21 de Outubro último), a piscina municipal de Carrazeda de Ansiães já fechou.
Todo o pessoal da piscina já foi colocado noutros serviços da Câmara Municipal.

Daqui e dali... João Lopes de Matos

ORTODOXIA

Há determinados tipos de pensamentos e de actuações, que não são nada evolutivos.
São sempre os mesmos quaisquer que sejam as circunstâncias. Baseiam-se em princípios estabelecidos solenemente de uma vez por todas e os pensamentos e as actuações retiram-se deles numa espécie de silogismo lógico, de uma lógica infalível, inatacável.
À actuação baseada neles (princípios) e que permanece igual para todo o sempre chama-se, muitas vezes, coerência.
E um homem sente-se grande, sobretudo no domínio moral, por ser capaz de toda a vida adoptar procedimentos sempre iguais.
Mas será que pensamentos, actuações, procedimentos como os descritos estarão correctos?
Com certeza que se uma sociedade se mantiver permanentemente a mesma, sem alterações nenhumas, sobretudo tecnológicas, então tudo permanecerá, a nível mental e no domínio das referências, igual e correcto.
Mas não é isso que se tem passado na vida das sociedades: a mudança é a característica fundamental da passagem dos tempos, mudança que é tanto mais acelerada quanto mais recentes são os tempos.
Como é que as ideologias, as religiões, as políticas podem permanecer inalteradas?
As ideologias, se forem vagas, formadas apenas pelos princípios fundamentais, ainda podem resistir às mudanças. Os ideais, que elas consubstanciam, podem constituir guias (vagos, gerais, abstractos) para muitas gerações.
Já as práticas religiosas serão imunes à passagem do tempo? Se a língua, que era elo de ligação até determinada altura, deixar de o ser , como impedir que haja substituição pela língua que passa a vigorar? Se o meio de locomoção passar a ser o automóvel, porquê considerar que este é um luxo, condenável do ponto de vista religioso? Se o comer carne ou peixe passar a ser indiferente, que sentido pode ter considerar pecado comer uma coisa ou outra?
Na política, se determinadas soluções fracassarem, porquê considerar uma heresia a busca ou adopção de novas soluções?
Parece, portanto, que a obediência (coerência) em relação ao que vem do passado só pode ter algum sentido se estivermos apenas no domínio ideológico.
Nos outros domínios, a coerência, a obediência, a ortodoxia serão um entrave à necessária adaptação ao rodar dos tempos.
João Lopes de Matos