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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Daqui e dali... M. Lameiras

"O Presidente da Câmara, eu e Carrazeda"

Assim escreve (e muito bem) JLM no artigo que antecede e que, como não podia deixar de ser, merece o meu simples e modesto comentário.
Afinal é cousa pública!
O desempenho do cargo de timoneiro e a nossa Câmara Municipal, deve ser, antes do cidadão propriamente dito, o objectivo que nos conduza às apreciações por bem entendidas.
Mas só isto não chega! Por vezes não é fácil, pois há sempre a tendência para observarmos uma pessoa que num meio como o nosso, nos é mais ou menos próxima.
Todavia com um pouco de humor propositado e comedido, a "coisa" ultrapassa-se!
Porque se tratou de pessoa desde muito cedo ligada às dinâmicas Municipais, equilatava-se então da indiscutibilidade na ocupação do cargo desde que resolveu radicar-se em Carrazeda.
Quanto a mim, desde logo disse que dado o percurso na Ilha, (pouca gente o sabia) se tratava de uma aposta nem ousada nem tímida, porquanto foi desde logo a reboque do Dr. A. J. R. Sampaio, qual fracasso, qual desastre maior que a este concelho poderia ter acontecido!
Esse foi o período mais negro que este concelho viveu e, no entanto, ninguém fala nele! Foi esse período, no qual Eugénio de Castro sustentabilizou a sua segunda estadia autárquica em Carrazeda, que lhe deu para tudo.
Governava, mas não era ele! Mandava, ou não, mas não era ele!
Nada fazia, mas a prática política do quanto pior, melhor, assentava bem na sua função!
Sabia então que 4 anos passavam rápido! A infelicidade do seu Presidente, quando sofreu um ataque de coração, foi (mais uma vez) "mel que lhe caíu na sopa". Não havia segundo mandato para Sampaio!
Eugénio tinha o caminho aberto para estes todos anos de fracassos continuados!
Nunca ninguém percebeu e parece que ninguém se interroga porque razão é que desde 1989, com tantos governos da área dos eleitos (PSD), Sampaio primeiro e depois E. Castro, nem sequer aproveitaram a onda DR. GAMA de Mirandela, para que fosse sustentabilizada uma política de desenvolvimento para Carrazeda.
Isto quer dizer a todos os Carrazedenses que o realizado foi mau e muito pouco!
O dinheiro desbaratado foi tanto que acabou por nos colocar numa situação financeira caótica!
Pessoalmente nada me move contra quem quer seja, mas caros amigos, há muitas respostas e justificações por dar!
Não me conformarei NUNCA, porque o nosso concelho está numa situação impensável e os prejudicados são os nossos filhos, os nossos netos e vindouros!
Certamente que outros virão, sendo preciso que estes alertas digam aos que aí vêm que há haver alguém atento, que tudo fará para não permitir mais e tais prepotências!
Obs:- O tema não se esgotará por aqui, creio!

M. Lameiras

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Daqui e dali... M. Lameiras

É próprio do Senhor JLM levantar estas boas questões!
Esta faz parte do nosso passado, que bem gostaríamos que tivesse sido mais positivo.
Infelizmente, para sair das muralhas de Ansiães, houve confrontos e a saída para o lugar de Carrazeda não podia ser pacífica.
Afinal o centralismo desta Carrazeda em relação ao resto do concelho até nem era, nem é assim tão evidente.
Certo era que se dali não tivessem saído, hoje, Ansiães seria uma Vila bem mais airosa, desenvolta e com o património devidamente cuidado e a meu ver muito mais desenvolvida. Teria três aglomerados populacionais próximos, como sendo Selores, Lavandeira e Marzagão, muito mais desenvolvidos também... o concelho seria diferente para melhor! Ex: - A Vila de Óbidos cresceu muito dentro e fora de muralhas e o problema de abastecimento de água também o resolveram, pois dentro delas não a havia, sendo hoje um extradordinário centro urbano e qualificado.
Carrazeda, implantada que estava junto a uma linha de água (Ribª dos Cabrais) era muito pobre e a construção nova obrigou-se ao afastamento - Rua Luís de Camões, Toural e Pç. D. Lopo.
Mais tarde no pós 25 de Abril não houve, infelizmente planeamento nem ninguém que se lembrasse disso, na "mania" que um Presidente sabe tudo e o que ele disser está bem dito e logo bem feito!

Resultado, Carrazeda cresceu para onde não devia e ainda hoje, sem planeamento digno desse nome, verificamos que a "nobreza" das entradas no espaço urbano da Vila são uma vergonha e longitudinalmente inaceitáveis.
Continuamos sem gente capaz, apesar de ter passado mais de um quarto de século desde a fundação de Carrazeda.
Já "fomos buscar" Luzelos e a seguir, por este andar, vamos buscar os Mogos!
O que é que esta gente quer a não ser desordem e inqualificável urbanidade apesar de estarmos no século XXI!
Por tudo isto valeu o alerta do Senhor JLM!
Haja outros alertas para ver se tratamos do futuro, embora comprometido por tanta asneira unilateralmente cometida!
M. Lameiras