segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Equipa do carrazedense Paulo Candeias é campeã ibérica de Trial 4x4

Foi na cidade galega de Porriño que, no domingo passado, o piloto de Carrazeda de Ansiães Paulo Candeias se sagrou campeão ibérico de Trial 4x4.
Um campeonato de apenas quatro provas, uma em Espanha e três em Portugal, mas em que os cerca de 50 pilotos enfrentam a dureza constante dos trilhos.
Em entrevista à Rádio Ansiães/CIR, Paulo Candeias, de 40 anos, traça a história de uma aventura de sucesso, logo na primeira vez.
Paulo Candeias e a sua equipa prometem voltar a entrar no Campeonato Ibérico de Trial 4x4, com provas em Portugal e Espanha. Este ano correu bem para a equipa de Carrazeda de Ansiães: A primeira participação valeu o título de campeão ibérico.
Eduardo Pinto/RA

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

Portugal será o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com o menor crescimento entre 2011 e 2017 e os portugueses continuarão a afastar-se do nível de vida ostentado pelos países da Zona Euro. O país, a confirmarem-se as previsões de médio prazo, não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos, nem atingir o equilíbrio orçamental. (...) DN

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

FUTSAL - Carrazeda de Ansiães

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Estradas de Portugal recorreu do chumbo das auto-estradas transmontanas

A Estradas de Portugal (EP) enviou ontem para o Tribunal de Contas (TC) o recurso aos acórdãos que recusaram o visto prévio aos contratos das concessões da Auto-estrada Transmontana e do Douro Interior (engloba o IP2 e o IC5).
A primeira é da responsabilidade do consórcio liderado pela Soares da Costa, enquanto a segunda está a ser executada pelo consórcio encabeçado pela Mota-Engil.
A EP tinha até hoje para contestar a decisão do tribunal, conhecida há 15 dias e fundamentada em graves violações da lei, que se traduziram num agravamento dos custos entre a fase de concurso e o momento da adjudicação.
O acórdão do TC sublinhou que foi violada a lei quando se permitiu que os consórcios apurados para as negociações finais dos dois concursos apresentassem propostas piores do que as iniciais. Mas o presidente da EP, Almerindo Marques, disse ontem à Lusa que tal sucedeu porque “entre a primeira e a segunda propostas dos consórcios verificou-se a crise económica global, que teve como consequência, no que respeita às concessões, um aumento significativo dos custos financeiros”.
O TC também apontou o facto de a Estradas de Portugal ter anulado os pagamentos à cabeça que receberia dos consórcios, num total de 430 milhões de euros, mas Almerindo Marques explicou que se concluiu que “era mais oneroso para a EP receber esses adiantamentos e pagar os juros do que recorrer à banca”.
O presidente da Estradas de Portugal não quis avançar os argumentos utilizados no recurso, alegando “questões deontológicas”, mas garantiu que as obras nas duas concessões vão continuar.
Eduardo Pinto, RA
DN

Túnel não interfere com a qualidade das Águas do Marão

O Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) do Túnel do Marão admite que as obras possam ter alguma interferência nas captações da Águas do Marão, mas sem colocar em causa a sua qualidade.
Foi com este receio que a empresa apresentou, na semana passada, no Tribunal Administrativo de Penafiel, uma providência cautelar que fez parar as obras do túnel que vai ligar Amarante a Vila Real. Ontem, a concessionária Auto-estradas do Marão apresentou ao juiz as suas justificações para que os trabalhos possam continuar, alegando milhares de euros de prejuízo.
O RECAPE salienta que “da realização da obra não se prevêem impactes na qualidade das Águas do Marão”, mas admite que “poderão ocorrer influências quantitativas, pouco significativas, a partir de um troço do túnel atravessando uma zona fortemente tectonizada” (fragmentada). Tal situação pode vir a “por em contacto o túnel e as formações xistosas onde se desenvolve a zona de chamada das Águas do Marão”. Deste modo, “a zona de contribuição será, provavelmente afectada”. Apesar de tudo, aquele relatório considera que é “perfeitamente exequível” conciliar a construção do túnel e a continuação da operação da Águas do Marão, desde que seja feito o “registo sistemático de níveis e caudais nas captações” daquela empresa. No caso de esta opção não ser possível foi proposta a construção de quatro piezómetros (aparelho que serve para avaliar a compressibilidade dos líquidos) em ligação hidráulica com as Águas do Marão, a partir dos quais se faz a gestão do recurso. E se surgirem situações anormais decorrentes da construção do túnel, o RECAPE aconselha a preparação de um projecto de captações alternativas. Eduardo Pinto, RA

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Túnel do Marão: Curiosos foram confirmar paragem das obras

video

Investigação para inglês não ver

Portugal em plano inclinado no ranking mundial sobre percepção da corrupção

A Transparency International (TI) divulga hoje o seu ranking anual sobre a percepção da corrupção. Os últimos anos têm sido negativos para Portugal: desde 1995 que o país tem vindo a baixar na lista.

Obra do túnel do Marão suspensa por tempo indeterminado

A obra do túnel do Marão, iniciada em Março último, que integrará a futura auto-estrada entre Amarante e Vila Real, foi interrompida a semana passada por ordem do Tribunal Administrativo de Penafiel, após uma providência cautelar interposta pela empresa Água do Marão. in Público

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Cronologia da Linha do Tua em três séculos"Atirem com a barragem ao rio"

"Pare, Escute e Olhe" Documentário pretende defender a Linha do Tua. Sábado, a projecção foi só para as populações, actores improvisados que, entre as imagens, iam lamentando o fim anunciado da linha
Berta Cruz: "O comboio é para os pobres, deixem-no ficar!" João Nascimento: "A barragem que atirem co'ela ao rio, que se f...". Há quem divirja, mas a maioria de entre os povos servidos pela Linha do Tua maldizem o seu fim entre Mirandela e Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães.
Por seis dias que Berta e João não festejam os anos ao mesmo tempo. E já contam 77. Lado a lado no auditório de Mirandela, assistiram, anteontem, à apresentação do filme "Pare, Escute, Olhe", em que são protagonistas. "Um documentário tendencioso que pretende defender a Linha do Tua", avisou o realizador Jorge Pelicano antes de se apagarem as luzes, pouco depois das cinco da tarde.
Sábado. Céu nublado. Falta um quarto de hora para as duas. José Amaral, morador da Ribeirinha (Vila Flor), prepara o "táxi" fluvial. Solta o cadeado da dúzia de tábuas de um caixote de madeira a que chamam barca. Na margem de lá do rio Tua, em Barcel (Mirandela), uma mão-cheia de pessoas quer passar para a de cá, para ir ao documentário. "Maria do Carmo, tu não te mexas que eu não sei nadar!", alerta Adelaide Botelho para a companheira da curta viagem. "Ali p'ro meio é fundo…" torna, receosa.
"Jesus, há que vidas que aqui não vinha!", solta Carmo. "Olha vir agora com as compras à cabeça e ainda ir passar para lá de barco… tinha mais que fazer!", protesta Adelaide. Desprezam o caminho-de-ferro. "Não nos falta nenhuma, venha a barragem!". Chegam mais dois passageiros à margem da Ribeirinha. O resto da viagem faz-se a pé, até ao autocarro que espera junto ao "Lucky Luke", o café da aldeia que serve de ponto de encontro aos protagonistas do filme antes de rumarem ao auditório de Mirandela.
"Coitado do Ti Abílio", lamentam os que vão com pena dos que ficam. Um problema de saúde deixa-o ficar pelo banco de pedra, companheiro de dias a eito na velha estação de que fez casa. Ti Abílio Ovelheiro, 72 anos, é personagem central do filme e não vai ver o figurão que fez. "Ele havia de ter gostado de se ver", viria a confessar a mulher, Maria Adelaide Novo, no final da apresentação.
Talvez até tivesse estranhado a quantidade de "fuck" que aparecem nas legendas em inglês. Porventura, os ingleses não terão ainda encontrado tradução para a miríade de c...lhos e f…-se que abundam no seu léxico e que lhe saem tão naturais como o resto do que diz. Até o "pintas", cão de companhia, amigo do comboio nos tempos em que passava, haveria de ter ladrado abundantemente, tantas vezes ele aparece. Mas no auditório não entram animais.
João não se cala durante a hora e meia que dura o filme. "Olha, olha, lá está o móvel", gargalha. O móvel é a mulher. "Eu já nem lhe ligo", sussurra Berta. "Isto dá uma saudade do carambas!" interrompe o vizinho Henrique, quando as imagens mostraram o comboio antigo. E o moderno também, quando ainda fazia a ligação a Foz-Tua. E já lá não passa desde 22 de Agosto do ano passado, dia em que ocorreu o último de quatro acidentes na linha do Tua, com outros tantos mortos.
No ecrã surgem imagens de uma carruagem tombada, fora da linha, e ouvem-se os gritos dos passageiros em pânico. "É isto que nos vai tirar o comboio", suspira João. "Se não tivessem acontecido estes acidentes havia de andar cá muito tempo", acrescenta Henrique. E se nenhum remédio houver há-de perdurar para todos os tempos, quiçá numa placa colocada junto à campa da linha, a curta mas sentida frase de Jorge Laiginhas, o escritor de Alijó que acompanhou as filmagens: "Este comboio morreu enforcado por uma gravata… uma gravata de lei!"
Eduardo Pinto, Leonel de Castro, JN

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Daqui e dali... JJ

O morcego 1976 outro dia pediu que os eleitos locais fizessem o favor de não nos desgovernarem.

Como socialista, vejo com dificuldade a aproximação dos auto-apelidados independentes ao PS.

Gostava de ver uma linha de rumo independente, votando a favor o que tivéssemos de votar a favor e contra o que tivéssemos de votar contra, para que no futuro pudéssemos ser alternativa.

Por este andar, falta pouco para que Eugénio de Castro ou Olímpia Candeias se filiem no PS e sejam os cabeças-de-lista pelo meu partido nas próximas eleições, o que me revolve as entranhas cá por dentro.

Não podemos sufragar soluções populistas de ajuste de contas e de poder pelo poder, temos é de endireitar este concelho, que está no estado em que está porque esses dois nos deixaram assim e não ir atrás deles, como se fôssemos atrás de sangue.

Temos uma hipótese de participar na governação e não no desgoverno.
Pelo meio empregue, o povo saberá quem foram os bombistas-suicidas e os salvadores deste concelho!
JJ

JJ em comentário ao post "Daqui e dali... Mário Crespo ": em 12 de Novembro de 2009

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Daqui e dali... Anónimo(a)

Porque é que, amordaçados pelo fanatismo, pela parcialidade, pela tendenciosidade, e pela politiquice barata e imoral, não somos capazes de analisar friamente esta situação e outras, que nos parecem imorais e chocantes, para quem trabalha honestamente e tenta viver dignamente, admitindo que o que se está a passar na política é torpe e execrável, sejam os seus seus eventuais autores do PS, PSD, CDS ou outros?
Porque havemos de querer tapar o sol com a peneira, só porque somos deste ou daquele partido? Não é curial que em nome de um povo, muito dele privado, presentemente, do que é essencial à sua sobrevivência (tendo em conta que há muitos portugueses a viver no limiar da pobreza), se defendam e mantenham pessoas desta ignóbil jaez, a dirigir os nossos destinos.
Sim, porque todos são cúmplices nesta despudorada, e monstruosa façanha a que impavidamente vimos assistindo dia após dia. O que se está a passar é uma vergonha, e não nos diferencia muito dos povos em vias de desenvolvimento.
Comportamentos destes não dignificam ninguém.
Espero que a justiça não se deixe subverter, como temos assistido em muitos casos, infelizmente, (pela morosidade que a mesma vem usando na resolução de certos processos que já deviam estar ultimados há muito), pelo poder e coacção dos pseudo poderosos deste país, poder esse que lhes advém, em muitos casos, da sua força económica e financeira conseguida à custa da trapaça, da desonestidade,da imoralidade, da corrupção etc, etc.
Parece-me que vão sendo horas de se pôr cobro a este estado de coisas que a todos nós cobre de vergonha. Não podemos esquecer que o uso indevido da democracia pode gerar a ditadura, que a todo o transe devemos evitar. Ponhamos os pés em terra firme para podermos analisar, sem paixões e quimeras, a realidade social que hodiernamente se vive neste nosso Portugal.
Anónimo(a)
Anónimo(a) em comentário ao post "Daqui e dali... Mário Crespo ": em 12 de Novembrode 2009

Daqui e dali... Manuel António Pina

Tempo de suspeita

Não sei de que terão falado Vara e Sócrates na célebre conversa escutada no âmbito do processo "Face Oculta". Acerca dessa conversa sei o que qualquer cidadão leitor de jornais sabe: que o MP entendeu que nela haveria indícios da prática de crimes alheios ao caso "Face Oculta" e que, por isso, dela extraiu certidão.
Ignora-se a que sujeitos tais indícios se reportarão, se a Vara, se a Sócrates, se a terceiros. E custa a crer, por juridicamente inverosímil, que, como foi noticiado, tal escuta tenha sido dada como nula por não ter sido autorizada pelo STJ. Porque o alvo da escuta foi Vara e não o primeiro-ministro e porque, de outro modo, não faria sentido o normativo que prevê a abertura de inquérito por indícios de crimes recolhidos em escutas e praticados por terceiros não alvo delas. Mais grave é o clima de suspeição que tal situação (como os 4 meses de estágio das certidões na PGR) alimenta. A suspeita é hoje um cancro que corrói a democracia, e a Justiça, um dos seus pilares fundamentais, deveria estar acima de qualquer suspeita. Por isso não se entende tanta demora no esclarecimento do caso.
JN

"Pare, escute, olhe" José Sócrates e António Mexia da EDP visitam Barragem do Rio Sabor em construção

Colaboração: Patrícia Calvário e Mário Carvalho

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Daqui e dali... Mário Crespo

Os intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação.
Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso.
Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.
Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

Mário Crespo, JN
Expresso

População portuguesa é a que está a envelhecer mais depresa na UE

Portugal é o país da União Europeia em que a população está a envelhecer mais depressa, segundo um relatório hoje apresentado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, pelo Instituto da Política da Família.
Segundo o Instituto da Política da Família (IPF), em Portugal, as pessoas com mais de 65 anos passaram de 11,2 por cento em 1980 para 17,4 por cento em 2008.
Imediatamente atrás de Portugal segue a Espanha, segundo o mesmo documento, que adianta que uma em cada cinco pessoas tem mais de 65 anos em Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Suécia.
A Irlanda é o país com a população mais jovem, com uma média de 35,1 anos. Em Portugal, a média é de 40,5.
JN

Viticultores portugueses à procura de contactos em Espanha

Conseguir entrar no mercado espanhol é um dos principais objectivos que leva os viticultores portugueses a participar no Salão internacional do vinho, que todos os anos se realiza em Salamanca, no país vizinho.Quem participa acredita que se trata de uma boa iniciativa para futuros contactos. (...) RBA

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

PARE, ESCUTE, OLHE

CINE H2O - MIRANDELA
14 NOV - 17H e 21H30 - CENTRO CULTURAL DE MIRANDELA

[No final da sessão debate com o realizador Jorge Pelicano]
Depois da participação no DOCLISBOA e no CINE ECO, em Seia, PARE, ESCUTE, OLHE, vai ser apresentado aos protagonistas do filme que, pela primeira vez, vão ver as suas estórias reflectidas numa tela.

Fernanda vive numa estação abandonada.
Berta, utilizadora frequente do comboio, necessita do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite. Pedro Couteiro, activista, um acérrimo defensor dos rios.
Jorge Laiginhas, escritor transmontano, conduz-nos às entranhas e beleza do vale.
Abílio Ovilheiro, ex-ferroviário, vive numa estação activa, autêntico sabedor de notícias da região.

Através do seu quotidiano, do acompanhamento das suas estórias de vida ao longo de dois anos e meio - PARE, ESCUTE, OLHE - é um documentário interventivo, que assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás-os-Montes.

Jorge Nunes pede esforço para recuperar atrasos na A4

Um esforço para recuperar os seis meses de atraso que já levam as obras da A4 na região de Bragança.
É esse o repto deixado por Jorge Nunes, o presidente da câmara de Bragança, que já se mostra mais confiante com o desenrolar das obras, apesar do Tribunal de Contas ter apontado algumas ilegalidades ao processo de adjudicação.
Gostava que continuasse a ser feito um esforço de calendário”, revelou. “Mas a verdade é que já estamos com quase meio ano de atraso na circular de Bragança, que era um dos primeiros troços a fazer”, sublinhou.
Jorge Nunes acredita que as falhas apontadas pelo Tribunal de Contas serão resolvidas e tanto a A4 como o IP2 e o IC5 vão ser concluídos.
Os aspectos relacionados com a legalidade da contratação pública obrigam todas as entidades públicas no país. E esses problemas resolvem-se pelas vias normais. A obra vai ser feita e as situações serão superadas. Só se faltasse dinheiro do sistema financeiro, mas isso também não falta.”
Jorge Nunes mais optimista, apesar do atraso de cerca de meio ano na Auto-estrada número 4, entre Vila Real e Bragança.
Brigantia

Troféu Ibérico Trial 4X4 - Paulo Candeias "quase" Campeão Ibérico

Derradeira etapa do campeonato realiza-se a 15 de Novembro em Porriño, Espanha, com Paulo Candeias (Stand Candeias) a liderar.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

O que se disse... Eugénio de Castro

«Parto de consciência tranquila. Sem angústias.»

Eugénio de Castro, ex-presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães em carta aos munícipes.

Muro de Berlim caiu há 20 anos

A Alemanha comemora hoje com o derrube simbólico de um dominó gigante o 20.º aniversário da queda do Muro de Berlim, acontecimento que pôs fim à chamada Guerra Fria e alterou o xadrez político mundial.

Dois socialistas e um independente na Mesa da Assembleia Municipal

A nova Mesa da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães é composta por dois eleitos do PS (João Lima, presidente, e Hélder Rodrigues, segundo secretário) e um da candidatura independente (Carlos Pires, primeiro secretário).
As duas forças apresentaram-se a votação juntas numa mesma lista, contra a da coligação PSD-CDS/PP que venceu as eleições no concelho para a Câmara e para a Assembleia Municipal.
Mas apesar da vitória, a coligação não tem maioria nos dois órgãos, o que acabará por criar dificuldades ao executivo camarário para fazer passar as suas propostas.
De qualquer forma, o próximo Plano e Orçamento deverá ser aprovado na Assembleia Municipal, pois o novo presidente da Mesa, João Lima, apelou aos deputados da oposição para “deixar trabalhar a Câmara, pelo menos no início”. Considerou que “seria muito complicado” estar a travar, numa fase inicial, o trabalho do executivo.
Para além disso, João Lima pretende que a nova Assembleia Municipal, com muitas caras novas, possa ser mais participativa do que o que tem sido até agora. O anterior presidente da Mesa, Rui Moreira, do PSD, tentou-o, mas não conseguiu. “Fui uma das tristezas que o dr Rui Moreira levou consigo, não ter conseguido que a Assembleia fosse aquilo que ele pretendia: Mais participação e mais diálogo”, notou, desejando que os actuais deputados possa participar mais.
O presidente da Mesa pediu ainda à Câmara que sejam garantidas melhores condições à Assembleia Municipal, nomeadamente um gabinete próprio nos Paços do Concelho, para que “os papéis não andem em cima das secretárias” e para que “haja sempre alguém com quem falar para resolver qualquer problema”.
João Lima ficou com a garantia do presidente da Câmara, José Luís Correia, de que vai ter em atenção as suas reivindicações, mas quanto ao espaço onde se realizam as reuniões daquele órgão – actualmente o auditório do Centro de Apoio Rural – não poderá ser alterado, por não existir outro melhor. Pelo menos até ser aberto o Centro Cívico. Eduardo Pinto, JN

Saltitar constante entre repartições

Agricultores do Interior Norte são penalizados pela centralização dos organismos do sector e pela manifesta falta de apoio logístico.

Se ser agricultor em Portugal não é pêra doce, sê-lo em Trás-os-Montes e Alto Douro é mesmo uma pêra amarga. Não são as peras que sustentam António Manuel Barbosa, agricultor de Areias, Carrazeda de Ansiães. O pão vem do vinho, que poderia ser mais abonado caso as questões burocráticas não fossem uma companhia constante, roubando tempo e emprestando incómodos a uma actividade cada vez menos rentável.
"É pena que na região não tenhamos mais serviços, que permitam resolver os nossos problemas sem ter de estar sempre dependentes das sedes dos organismos, em Lisboa", atira Barbosa. É um lamento que estende aos pequenos e médios empresários agrícolas do interior, que têm "cada vez mais dificuldades em termos de apoio logístico".
Soma-se a "falta de amparo" na promoção e comercialização dos produtos e uma "elevada burocracia". Quantas vezes a precisar de tratar de papelada na Régua, onde fica o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP); em Vila Real, onde resolve questões relacionadas com o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP); ou em Torre de Moncorvo, onde se dirige quando quer encaminhar assuntos que dizem respeito à Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

O empresário agrícola também é presidente da Associação dos Fruticultores, Olivicultores e Viticultores do Planalto de Ansiães. Uma colectividade que, para além das suas funções principais de apoio técnico aos 900 associados, também lhes trata das questões burocráticas. "Quantas vezes juntamos os processos de vários sócios e, depois, vai um funcionário passar um dia ao IVDP para os resolver", explica, admitindo que, apesar do serviço ser pago, "acaba por dar prejuízo". "Não vamos estar a onerar ainda mais o agricultor, já por si descapitalizado".
Por outro lado, "cada agricultor, individualmente, teria mais dificuldades para tratar das suas papeladas", aduz, enquanto realça que, no caso do IFAP, o facto de ser dirigente associativo e representar centenas de agricultores lhe facilita a vida quando precisa de ser recebido por responsáveis daquele organismo. "Se calhar, precisávamos de uma espécie de loja do cidadão agricultor, na qual pudéssemos resolver todos os problemas, mas acho que é difícil implementá-la aqui", conclui António Barbosa
. Eduardo Pinto, JN

domingo, 8 de Novembro de 2009

Da corrupção...

Pùblico

Metade do azeite consumido em Portugal vem de Espanha

Quase metade do azeite consumido pelos portugueses vem de Espanha, segundo dados fornecidos pelo presidente da Federação Nacional do Azeite (FENAZEITE), Aníbal Martins.
Portugal importa entre 40 mil a 50 mil toneladas de azeite da vizinha Espanha, quando o seu consumo total se situa nas 95 mil toneladas, correspondentes a um valor próximo dos 285 milhões de euros.
O presidente da FENAZEITE referiu que “apesar de o nosso país importar ainda entre 40 mil a 50 mil toneladas (de um volume total de 80 mil a 90 mil toneladas), dentro de três, quatro anos Portugal será seguramente auto-suficiente”. Essa auto-suficiência justifica-se com o facto de os olivais que foram recentemente plantados estarem “em plena produção daqui a quatro anos”.
Espanha, que representa quase 95 por cento do volume total das importações do sector, é o principal investidor em Portugal neste tipo de indústria agrícola.
O investimento em Portugal é “essencialmente espanhol, principalmente no Alentejo: Beja, Serpa e Ferreira do Alentejo”, revelou Aníbal Martins acrescentando que esta região “vai ser o centro de gravidade da olivicultura nos próximos anos”. (...)


Colheita apenas cai em Trás-os-Montes relativamente a 2008
Das três principais regiões de olivicultura em Portugal, apenas Trás-os-Montes prevê uma quebra na produção relativamente a 2008.
(...) Público

sábado, 7 de Novembro de 2009

Lançada campanha para poupar água

A Águas de Carrazeda lançou uma campanha de sensibilização, em que alerta a população para a necessidade de poupar o máximo de água possível e para avisar sobre eventuais fugas e roturas de canalizações.
A medida surgiu após uma reunião entre o administrador da empresa privada que gere a água e o saneamento no concelho, Francisco Morais, e o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia. Foi marcada para discutirem a iminência de uma ruptura no abastecimento de água a grande parte do concelho. É que a barragem da Fontelonga, de onde a população bebe, só já tem reservas para este mês de Novembro.
Francisco Morais está convencido de que, neste momento, não haverá necessidade de implementar um plano de contingência mais exigente, pois "nestes meses de Outono e Inverno há um abaixamento considerável no consumo". Por outro lado, confia nos efeitos da campanha de sensibilização, que na seca de 2005 também obteve bons resultados, com a população a diminuir consideravelmente o gasto de água.
De resto, o responsável adianta que se a situação se colocasse ao concelho durante o Verão, "seria mais complicado", acreditando que ainda há-de chover o suficiente para evitar a ruptura total no abastecimento. Eduardo Pinto, JN

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Financiamento das estradas em risco após chumbo do TC

Os bancos que haviam garantido financiamento para as novas estradas estão a ameaçar retirar o apoio às empresas, depois de o Tribunal de Contas (TC) ter recusado o visto prévio a duas destas concessões. Até porque mais quatro concessões podem ver o visto prévio negado. Grande parte do programa do Estado para as estradas pode paralisar. Já há, aliás, obras a parar.
Os contratos de financiamento que haviam sido assinados entre bancos e empresas concessionárias tinham como condição, praticamente para todo o financiamento, precisamente o visto do TC. Em algumas das concessões, apenas uma parte parcial, e menor, desse financiamento era dada logo no início: esse crédito inicial não está em risco, uma vez que tem garantias bancárias. Mas a maior parte depende do visto que está em risco. Jornal de Negócios
Colaboração: Mário Carvalho

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

O que se disse... Ferraz da Costa

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«Portugal não tem dimensão para se roubar tanto.»

Ferraz da Costa

Face oculta

É apenas mais um daqueles tipos, armado em super-herói-cómico e também mais um caso para não dar em nada como diz o economista Medina Carreira. Eles são muitos e andam aí, sabem voar e dificilmente são apanhados. Pior é difícil mas não impossível. Intertoon

Obras chumbadas não chegaram a parar

As obras de construção das rodovias das concessões do Douro Interior e Auto-estrada Transmontana continuaram ontem, quarta-feira, normalmente. O Tribunal de Contas recusou-lhes o visto prévio mas a lei permite que prossigam.
Na zona de Lamares e Justes, no concelho de Vila Real, as máquinas do consórcio Auto-estradas XXI, liderado pela Soares da Costa, continuavam, ao início da tarde de ontem, a romper os terrenos contíguos ao IP4. O barulho das giratórias, retroescavadoras, bulldozers e camiões de diversos tipos misturava-se com o dos veículos que circulavam naquele itinerário entre Vila Real e Bragança.
Não muito longe, trabalhadores delimitavam áreas onde hão-de ser colocadas barreiras de betão, geralmente junto à guia, que permitem separar da faixa transitável a área de nova construção. É que em grande parte sua extensão, a auto-estrada que fará a ligação entre as duas capitais de distrito transmontanas, vai coincidir com o actual traçado do IP4. Dai a necessidade desta medida de segurança.
De resto, a normalidade das obras já havia sido confirmada, ontem de manhã, pelo presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, no decurso de uma conferência de imprensa que convocou para a sede da empresa, no sentido de se pronunciar sobre a decisão do Tribunal de Contas (TC). "Nos termos legais, as obras prosseguem com toda a normalidade".
O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins viria, também ontem de manhã, a salientar que, por agora, vai ser seguido o que a lei diz, como tal "as obras podem continuar, sem qualquer interrupção, uma vez que não há, ainda, caso julgado". "Só os pagamentos é que não podem ser realizados", completou.
A recusa do visto prévio às concessões do Douro Interior, que engloba a construção do IP2 e do IC5, e da Auto-estrada Transmontana, foi confirmado pelo TC segunda-feira à tarde. Oliveira Martins justificou ontem aos jornalistas que a decisão tem a ver com a "fundamentação de legalidade". Sem mais detalhes.
Almerindo Marques contrapôs que a EP "não concorda com os argumentos aduzidos pelo TC e já lhe comunicou que vai proceder ao recurso da decisão". Para o efeito dispõe de um prazo de 15 dias. Está convencido que "não houve nenhuma espécie de irregularidade em fazer as adjudicações e só posteriormente pedir o visto prévio do Tribunal de Contas". O presidente da EP só vê uma explicação para a recusa: "Divergências de interpretação jurídica das regras de decisão sobre o concurso". E preferiu não fazer mais comentários sobre a deliberação, alegando que não podia ultrapassar os limites deontológicos.
Quando a notícia foi conhecida, vários autarcas da região manifestaram alguma preocupação por causa da possibilidade de as obras virem a parar. Durante o dia de ontem acabaram por dissipar os receios.
As vias em construção são vistas como mais uma possibilidade de desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro, a partir de 2012, altura em que, segundo as previsões do Governo, já deverão estar abertas ao trânsito.
O IP2 vai ligar Macedo de Cavaleiros a Celorico da Beira; o IC5 será construído entre o IP4, junto ao Pópulo (Alijó), e Miranda do Douro; e a Auto-estrada Transmontana vai ligar Vila Real a Bragança.
Eduardo Pinto/JN/RA

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Auto-estradas: Tribunal de Contas não deu visto prévio às concessões do Douro Interior e Transmontana

As concessões das auto-estradas Douro Interior e Transmontana não receberam visto prévio do Tribunal de Contas, indicou hoje o semanário Expresso no seu site.As obras das duas concessões terão de parar a não que a Estradas de Portugal, que adjudicou as duas concessões, apresente recurso da decisão, indica também o jornal. A concessão do Douro Interior foi adjudicada à Mota-Engil e a Transmontana à Soares da Costa. Uma vez que não houve visto prévio, prevê-se que a Estradas de Portugal tenha agora de renegociar os respectivos contratos. Público

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Défice orçamental português pode ser o mais alto em 24 anos

O défice orçamental português poderá ter o seu pior registo dos últimos 24 anos caso atinja os oito por cento projectados pela Comissão Europeia para 2009 e 2010, podendo mesmo atingir o pior valor de sempre em 2011, ano em que Bruxelas prevê 8,7 por cento. Sol

Carrazeda de Ansiães só tem água para um mês

Apesar de ter chovido nas últimas semanas, ainda não foi o suficiente para afastar os fantasmas da possível falta de água em alguns concelhos transmontanos. Carrazeda de Ansiães é a situação mais preocupante.
Na região de Trás-os-Montes e Alto Douro têm vindo a ser crónicos os problemas de abastecimento público de água durante o Verão nos concelhos de Bragança e Vimioso, sendo que no primeiro há muito que a solução foi encontrada: a construção da barragem de Veiguinhas. Só que o projecto tem esbarrado em consecutivos chumbos ambientais. A insuficiência da barragem da Serra Serrada tem obrigado ao recurso a outras captações locais para suprir as necessidade em várias aldeias, nomeadamente durante o período de permanência dos emigrantes.
Em Vimioso, durante o Estio deste ano foi necessário que os bombeiros de Bragança transportassem para lá, em seis camiões cisterna, 350 mil litros de água diários. E tudo porque não existia capacidade para reservar água nos rios que atravessam o concelho e que no Verão secam: Angueira, Maçãs e Sabor. Neste momento, a situação está normalizada.
Nos restantes concelhos da região não se vislumbram problemas de abastecimento de água no imediato, tal como o JN apurou, sendo que o caso mais complicado é o de Carrazeda de Ansiães. A barragem da Fontelonga está a dar as últimas e a situação transformou-se no primeiro dossiê a ser tratado pelo novo presidente da Câmara, José Luís Correia, que tomou posse do cargo no sábado.
"É uma situação que me preocupa muito e por isso terei de falar com o responsável da empresa Águas de Carrazeda para ver como vai ser resolvida, porque não quero que falte água à população do meu concelho", adiantou, ao JN. De resto, considera que "já deviam ter sido adoptadas medidas de prevenção", até porque, noutros anos, "com a barragem numa situação mais favorável, elas foram tomadas".
O autarca frisa que, neste momento, há água suficiente para abastecer o concelho "durante um mês, o que é muito preocupante". Informação confirmada por Francisco Morais, administrador da Águas de Carrazeda, empresa privada que explora e gere o abastecimento público de água e a rede de saneamento no concelho, uma concessão que vai até 2031.
O responsável adianta que "estão já a ser equacionadas medidas no âmbito dos planos de contingência adoptados em 2005 e 2006", mas a empresa também deverá avançar para "soluções alternativas", que Francisco Morais não explicou, preferindo aguardar por uma reunião com o novo presidente da Câmara. Entende, porém, que o facto de, em termos de histórico, Novembro e Dezembro serem meses de consumos mais baixos, é importante para não acelerar o esgotamento da barragem.
Em algumas aldeias vão manter-se em funcionamento captações locais que, com o devido tratamento, garantem o abastecimento às populações e poupam o que resta da albufeira da Fontelonga. Estas alternativas mantiveram-se activas depois do susto do Verão de há quatro anos, em que a ruptura no abastecimento esteve eminente. Desde então, foi feito o desvio da ribeira de Belver para a barragem, que ajudou ao aprovisionamento durante o passado Inverno. Não fosse isso, há muito que o concelho de Carrazeda estaria a braços com problemas de água. JN

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Daqui e dali... JJ

Como jovem socialista também me alegram as vitórias do PS nas juntas de freguesia, sobretudo, na nossa de Carrazeda. Isso quer dizer que o professor Faustino foi um bom gestor de candidaturas, embora como nº 1 para a Câmara fosse um fracasso, já que não é um político. Perdeu-se mais uma ocasião para o PS ganhar a Câmara. A Direita, representada pelo PSD, pela dependente do PSD e pelo CDS, aumentou em muito a votação - de 62% há quatro anos, passou para quase 70%, e o PS baixou para cerca de 20. Espero que o professor Faustino tenha uma postura de Estado, responsável, nas reuniões, como queremos que a Oposição tenha a nível nacional, apoiando o que tiver de apoiar e recusando o que for errado. E não alinhe na postura bota-abaixista da professora Olímpia, que a única coisa que quer é chegar ao poder a todo o custo, num ajuste de contas com o seu partido. Como defendo a exclusão de Narciso Miranda do PS, também defenderia a sua se estivesse no PSD, pois lutou e luta contra o partido.
Outro derrotado foi o professor Mesquita, que viu que não representa nada de nada no concelho e que colheu os frutos da sua postura bota-abaixista relativamente a tudo.
JJ
JJ em comentário ao post "Eleições - Segunda volta das assembleias de freguesia que ficaram por decidir": em 2 de Novembro de 2009

Até dia 8 decorre, em Mogadouro, a 1.ª Semana Micológica Transmontana e o XI Encontro Micológico Transmontano

Sanchas, boletos, repolgas ou míscaros são, nesta altura, dos fungos muito procurados no interior o Norte. Até dia 8 decorre, em Mogadouro, a 1.ª Semana Micológica Transmontana e o XI Encontro Micológico Transmontano.
A iniciativa parte da associação micológica "A Pantorra" que conta com a colaboração do município mogadourense. Para a assinalar o décimo aniversário da constituição daquela associação micológica, foi elaborado um programa que pretende dar a conhecer as mais diversas vertentes do mundo "mágico da micologia". Exposições, passeios micológicos, cursos de formação, aproveitamento gastronómico dos cogumelos, serão algumas das temáticas abordadas por um rol de especialistas na matéria oriundos de toda a Europa.
Os encontros têm proporcionado chamadas de atenção para a riqueza e qualidade daquele recurso natural, quer pelo seu interesse económico, quer pela preservação ambiental a que está ligado.
Há 11 anos que a associação micológica A Pantorra, com sede em Mogadouro, proporciona encontros que atraem muitos turistas. A vila, aliás, já adaptou o título de "capital do cogumelo" por ser a única localidade no país que tem um monumento dedicado àquele tipo de fungos frutificados.
Em termos gastronómicos, medicinais e até mesmo no uso da indústria têxtil (devido às suas cores começam a ser usados na tinturaria), os cogumelos são cada vez mais procurados. Não existe, porém, em Portugal, legislação que permita regulamentar o sector. "Hoje, a lei só defende a privacidade dos proprietários e o direito aos bens que se encontram nos terrenos", observa Xavier Martins presidente de A Pantorra.
Os cogumelos são, também, um complemento da agricultura de subsistência praticada na região. Por isso, os especialistas em micologia alertam para que a apanha seja efectuada por quem os conhece, pois são considerados "comida de risco", não podendo o apanhador deixar-se levar pelas cores, texturas e aromas. Só na região, estão identificadas mais de 500 espécies destes fungos.
Todas estas práticas serão dadas a conhecer a participantes e alunos das escolas de Mogadouro através de várias iniciativas. Além da componente didáctica e científica, haverá espaço para convívio e animação musical já que estão agendados dois espectáculos: hoje actua Kátia Guerreiro, no dia 7 será Manuel Freire.
JN

José Luís Correia espera "consenso" dos vereadores

Outro novo presidente que tomou posse no distrito de Bragança, foi o de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia. Eleito pela coligação PSD-CDS/PP, o novo autarca vai governar em minoria, com a vice-presidente, Adalgida Barata.
Na vereação estão os dois indepentes Olímpia Candeias e Marco Azevedo, e também o socialista Augusto Faustino.
José Luís Correia espera reunir consenso junto de todos os veradores, até porque diz, "os programas eleitorais eram muito semelhantes nas propostas que apresentavam"."Eu não espero o consenso deste ou daquele verador, eu espero o consenso de todos os veradores porque foram eleitos pelo povo para defender os seus interesses e penso que é isso mesmo que eles vão fazer", frisa.
O novo autarca fala em desenvolver as potencialidades turísticas de Carrazeda de Ansiães para combater a desertificação do concelho.
"Vamos tentar implementar medidas que promovam as nossas potencialidades turísticas e promover os nossos produtos agrícolas de excelência como o vinho, a maçã e o azeite", refere José Luís Correia, empossado como presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães. RBA

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Daqui e dali... Manuel António Pina

Mãos sujas, alma limpa

Como sucede habitualmente quando, como agora, vêm a público os negócios sujos que, um pouco por todo o país, envolvem lixo e tratamento de resíduos, os envolvidos são quase sempre gente (empresários, autarcas, políticos…) lavada e educada, da do género que não entra em casa sem limpar cuidadosamente os pés.
O problema é não haver tapete de entrada onde se limpe a sujidade das mãos. De qualquer modo, quando os jornais conseguem enfim chegar à fala com eles, estão todos de consciência limpa. O lixo e o dinheiro são, com efeito, matérias com a singular propriedade de sujarem as mãos e raramente sujarem a consciência (e mais raramente ainda o cadastro, pelo menos entre nós, onde as leis penais e processuais penais lavam mais branco que em qualquer outra parte do mundo), de tal modo que o capítulo moral da democracia portuguesa que vier um dia a ser dedicado ao assunto não poderá deixar de levar o sugestivo título de "Mãos sujas, alma limpa". Não se percebe é que a PJ se dê a tanto trabalho para desvendar a "Face oculta" de tais negócios, se ela e o MP é que acabam sempre por sair sujos dos tribunais.

Manuel António Pina, JN
Público

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Festival das Aldeias Vinhateiras assume-se como cartaz de referência do Douro no Outono

O Festival das Aldeias Vinhateiras do Douro garante animação à região, numa época de menor afluência turística, mas os autarcas acreditam que pode tornar-se um cartaz importante para os concelhos onde se realiza.
O festival já se esgotou em Trevões (São João da Pesqueira), Barcos (Tabuaço) e Provesende (Sabrosa), mas ainda falta realizar-se em Favaios (Alijó) e Ucanha e Salzedas (Tarouca).
O presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, entende que o evento é importante para a região, em termos de promoção turística da região do Douro, e "
é capaz de abrir um conjunto de oportunidades, já que ninguém investe onde nada acontece".
Apesar da fase embrionária do processo, o autarca de Sabrosa, tem confiança que no futuro este tipo de iniciativa há-de dar melhores frutos para as populações locais.
O presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, concorda que o Festival das Aldeias Vinhateiras ainda há-de ser um cartaz turístico importante para o Douro, capaz de "
criar uma empatia entre o evento e as populações locais".
Favaios é a Aldeia Vinhateira que se segue, uma terra que apresenta no topo do cartaz o novo Museu do Pão e do Vinho, no qual a autarquia de Alijó está a apostar fortemente, tem em vista fortalecer o turismo cultural.
O Festival das Aldeias Vinhateiras realiza-se sempre em fins-de-semana, com muita animação e feiras de produtos locais. A próxima edição é em Favaios, nos dias 7 e 8 de Novembro
.
Eduardo Pinto, Rádio Ansiães

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Filme sobre linha do Tua arrecada seis prémios

Jorge Pelicano, realizador do filme/documentário “Ainda há pastores”, passou dois anos, entre montes e vales, a filmar a beleza do vale do Tua e as suas gentes. Filme vai ser exibido em Mirandela dia 14 de Novembro.
O documentário “Pare, Escute e Olhe”, que defende a preservação da linha do Tua, arrecadou seis prémios de cinema, no passado fim-de-semana, em dois festivais da sétima arte.
Os prémios do Ambiente, da Lusofonia e a da Juventude, foram atribuídos pelo Cine’Eco 2009, que aconteceu em Seia. Com o mesmo documentário, o realizador foi também o grande vencedor do Doc Lisboa (Festival Internacional de Cinema) tendo recebido, no mesmo dia, os prémios de Melhor Longa-Metragem, Melhor Montagem e o Prémio Escolas. Em causa está uma obra, em que Jorge Pelicano dá conta das consequências que a paragem progressiva da Linha Ferroviária do Tua que liga Bragança a Mirandela causa às populações, com especial destaque para o despovoamento e a desertificação. Segundo Pelicano, o filme “é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra”.
O repórter de imagem da SIC pretende, com esta película, “pôr os políticos a reflectir” sobre aquela via ferroviária. Muito satisfeito com os prémios, Jorge Pelicano considera que começa a sentir a recompensa da vivência proporcionada ao longo dos quase dois anos de filmagens na região transmontana, resumidos em uma hora e quarenta minutos de filme sobre a linha do Tua e da sua importância para quem vive na sua área de influência. “É verdade que o comboio não leva tanta gente” admite. “Por aquilo que nós assistimos, o metro leva, em média, cerca de 50 a 60 pessoas por dia” refere. “Mas aquilo que o filme mostra é porque é que o comboio tem pouca gente e a resposta é fácil” considera. “Ao logo deste últimos anos, o investimento que houve naquela linha-férrea e naquele comboio foi muito deficitário” justifica. Com este trabalho, Jorge Pelicano pretende claramente “dar voz” a quem depende daquela ferrovia e tentar ainda ir a tempo de parar a construção da barragem de Foz-Tua que vai inundar 16 quilómetros da linha, impedindo a circulação das carruagens.
O filme

Tendo a linha do Tua como fio condutor, entre Bragança e o Tua, “Pare, Escute, Olhe” comporta duas realidades: troço desactivado e o troço activo. No primeiro, o comboio já não circula, os autocarros que vieram substituir os comboios há muito que desapareceram, aldeias sem um único transporte público, isoladas. No troço activo, o anúncio da construção de uma barragem no Foz Tua, encaixada num património natural e ambiental único, ameaça o que resta da centenária linha. O documentário começa com um recuo temporal para ajudar a perceber as causas do despovoamento e as medidas tomadas em torno da questão da via-férrea do Tua: as promessas políticas, o encerramento da Linha do Tua entre Bragança e Mirandela (1991), o “roubo” das automotoras pela calada da noite (1992), o fim do serviço público dos transportes alternativos.
Quinze anos depois, em 2007, no troço desactivado, as aldeias estão isoladas e despovoadas. Durante os dois anos de filmagens (2007 a 2009), no troço activo, sucessivos acidentes, o anúncio da barragem, a incúria dos responsáveis na manutenção da linha, marcaram os acontecimentos.“Pare, Escute, Olhe”, é um documentário “interventivo e assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás-os-Montes”, conta o realizador. Por isso a história, não tem propriamente um personagem principal, mas vários: utilizadores assíduos do comboio que necessitam do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite, um activista defensor da linha, um escritor transmontano que nos conduz às entranhas do vale do Tua, um ex-ferroviário que vive numa estação activa, uma autêntico sabedor das notícias da região. A acção desenrola-se em Trás-os-Montes, Lisboa (centro de decisões do poder central) e Suíça, um bom exemplo de rentabilização e aproveitamento das vias-férreas para o turismo e serviço às populações. O documentário conta com uma banda sonora original da autoria de Manuel Faria, Frankie Chavez e Francisco Faria.
Jorge Pelicano avança que o filme vai estar em exibição na região transmontana, já no próximo mês de Novembro, com Mirandela a ser a primeira localidade da região a receber o filme sobre a linha do Tua, no dia 14.

Jorge Pelicano
Tem 32 anos, é natural da Figueira da Foz. Licenciado em Comunicação e Relações Públicas, frequenta actualmente o mestrado de Comunicação e Jornalismo, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Profissionalmente, é repórter de imagem da SIC Televisão. “Ainda há pastores”, foi o seu primeiro filme documentário que, até ao momento, arrecadou 14 prémios nacionais e internacionais. Mensageiro

Electricidade mais barata em Trás-os-Montes

Mais de 5.000 famílias do Nordeste Transmontano vão passar a pagar menos pela electricidade consumida, através de um reenquadramento tarifário. A novidade foi deixada pelo presidente da EDP, António Mexia, durante a iniciativa “Encontros EDP – Energia da Água” que reuniu, ontem, em Torre de Moncorvo administradores daquela empresa e representantes dos concelhos abrangidos pelas barragens do Baixo Sabor, Foz-Tua, Bemposta e Picote. Com vista à redução da factura energética das famílias transmontanas, a EDP prevê distribuir gratuitamente cerca de 120 mil lâmpadas economizadores por 30 mil residências. A par destas regalias, o responsável deu a conhecer os esforços desenvolvidos pela EDP na área social, para a qual destinou cerca de 100 mil euros. Trata-se do programa EDP Solidária Barragens que pretende apoiar acções de solidariedade social de instituições transmontanas abrangidas pelas quatro albufeiras. Assim sendo, até ao próximo dia 2 de Novembro, entidades dos concelhos de Alfândega da Fé, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Murça, Torre de Moncorvo e Vila Flor podem candidatar projectos com vista à melhoria da qualidade de vida, nomeadamente de pessoas mais carenciadas, bem como à integração de comunidades em risco de exclusão social.
EDP celebra protocolos no âmbito do empreendedorismo
Durante o evento foram, ainda, assinados protocolos entre a EDP e três entidades com vista à promoção do empreendedorismo e sector cultural em Trás-os-Montes. Assim, foi criada uma parceira com a Glocal – Agrupamento Europeu de Interesse Económico que visa incentivar o desenvolvimento de projectos de empreendedorismo e auto-emprego sustentável e inovador. Já em conjunto com a Associação Aprender a Empreender, a EDP apoiará a preparação de estudantes do ensino secundário da região para o mercado de trabalho. O protocolo celebrado com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Escola de Música do Conservatório Nacional tem como objectivo de alargar o modelo de Orquestras Juvenis às localidades abrangidas pelas novas barragens. Jornal Nordeste

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Quarenta mil idosos passam fome em Portugal

Pelo menos 40 mil idosos portugueses não têm capacidade financeira para comprar alimentos, concluiu um inquérito realizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco). De acordo com o mesmo estudo, o custo dos produtos alimentares é ainda uma das razões para que não consumam refeições mais saudáveis. (...) Público

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Vinhais - Festa da Castanha

http://www.cm-vinhais.pt/

Eleições - Segunda volta das assembleias de freguesia que ficaram por decidir

Duas vitórias do PS, uma do PSD. Foram ontem decididas as três assembleias de freguesia que tinham registado empates nas eleições autárquicas, no distrito de Bragança.
Na freguesia de França, o PSD ganhou por apenas dois votos. Pouco faltou para que se repetisse o empate.Os socias-democratas tiveram 159 votos contra os 157 conquistados pelo PS, e o actual autarca, Amândio Costa continua na presidência da junta.Já em Mós, no concelho de Torre de Moncorvo, o PS ganhou com 127 votos, a coligação PSD-CDS/PP, ficou com 109.
E em Lavandeira, no concelho de Carrazeda de Ansiães, os socialistas também ganharam, por seis votos. O PS ficou com 97, e a coligação de direita, com 91.
De registar também que nesta segunda volta houve mais afluência às urnas nas três freguesias.
Segundo o governo civil de Bragança, as eleições decorreram com normalidade
. RBA

domingo, 25 de Outubro de 2009

Um antigo pastor criou uma empresa de sucesso, em Carrazeda de Ansiães


Luís Vila Real tem 36 anos e a queijaria de que é proprietário ainda não se ressentiu da crise. Pelo contrário, as vendas até aumentaram.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Autonomização de jovens em instituições à espera que Segurança Social defina valores

O acolhimento institucional de jovens maiores de 18 anos passa cada vez mais pela criação de condições para a autonomização.
No distrito de Bragança há duas instituições que já avançaram com este tipo de solução.
No entanto, os equipamentos ainda não estão a funcionar porque a Segurança Social ainda não definiu os valores de comparticipação. (...) Brigantia
Antero

O que se disse... Manuel António Pina

«A minha personagem favorita da novela mediática em que se tornaram as acusações de Saramago aos "maus costumes" do Deus bíblico é o deputado europeu do PSD Mário David que, aí vendo sofregamente a oportunidade de gozar os seus 15 minutos de glória, resolveu enfrentar o Nobel munido apenas da funda do católico-patrioteirismo.»

Manuel António Pina, JN

Douro conquista sétimo lugar no ranking da National Geographic Society

O Douro conquistou o sétimo lugar de um total de 133 destinos turísticos sustentáveis da National Geographic Society, ficando à frente de regiões como a Toscana (Itália) ou o centro histórico de Salzburg. O chefe da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães, afirmou que «este é um reconhecimento excepcional que confirma o sentido do trabalho que tem sido realizado para converter o Douro num destino turístico de excelência, com elevados critérios de sustentabilidade e qualidade». Depois da classificação como Património Mundial da Humanidade em 2001, a mais antiga região demarcada do mundo - o Douro - participou no concurso das «7 Maravilhas da Natureza», ficando entre os 77 melhores, e foi agora destacada pela National Geographic. A National Geographic Society divulgou uma nova lista de destinos turísticos sustentáveis, para a qual contribuíram 400 peritos de diferentes áreas, que coloca o Douro no 7.º lugar desse ranking, entre 133 destinos turísticos em todo o mundo, reconhecendo o valor da região vinhateira nas atracções históricas e naturais. Segundo um comunicado da Comissão de Coordeação e Desenvovlimento Regional do Norte (CCDRN), pela primeira vez, o Douro surge à frente de outros destinos de excelência como a região da Toscana, em Itália, ou o centro histórico de Salzburg, na Áustria.
O Algarve surge na lista mas foi incluído pelos especialistas nos destinos turísticos com susceptibilidades. A avaliação foi feita com base em seis critérios, designadamente a qualidade ambiental e ecológica, a integração social e cultural, o estado de conservação de edifícios históricos e sítios arqueológicos, o apelo estético, a qualidade da gestão turística e perspectivas para o futuro. Para esta classificação contribuiu, de acordo com a CCDRN, o «potencial de desenvolvimento do turismo rural, a promoção de vinho e da gastronomia, a recuperação de linhas de caminho-de-ferro e da criação de ciclovias».
A CCDRN, através da Estrutura de Missão de Douro, está a desenvolver contactos com a National Geographic Society no sentido de firmar um protocolo que garanta a adesão do Douro ao Centro de Destinos Turísticos Sustentáveis, assim como a promoção da região vinhateira nos canais promocionais da National Geographic. A National Geographic Society foi fundada em 1888, nos Estados Unidos da América, por 33 homens interessados em «organizar uma sociedade para o incremento e a difusão do conhecimento geográfico». Lusa

This wine region in northern Portugal charms some with its "historic and natural attractions" and disappoints others with its "suburbanization." Most agree about the region's intact cultural authenticity.
Here is a representative sampling of additional anonymous comments from the panelists. They are not necessarily the views of the National Geographic Society:
"Iconic region for Portuguese wine production. There still are opportunities for development and promotion in the areas of rural tourism, usage of old railways, hiking and biking trails, wine and gastronomy promotion, and domestic tourism."
"One of the world's great undiscovered landscapes. Relatively little tourism and almost no mass-market tourism. Rich in historic and natural attractions that retain an appeal and authenticity. One complaint: In Porto, a giant outdoor advertisement completely covered the largest historic building in the city. It was almost impossible to take a photo of Porto from across the river without including this giant eyesore."
"Biggest environmental problem is the chemical runoff from the vineyards. This may not be visible to the naked eye, but it is of great concern because the Douro River is slowly dying. A destination well suited to boat and 'pedestrian' tourism."

National Geographic

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Daqui e dali... Ricardo Araújo Pereira

Portugal, rabejador da Europa
Quando eu nasci, Portugal estava na cauda da Europa. Veio o PREC, e Portugal continuou na cauda da Europa. Depois chegou alguma estabilidade, e aí Portugal continuou na cauda da Europa. Entrámos na CEE, e permanecemos na cauda da Europa. Vieram os governos de Cavaco Silva, mais os milhões comunitários, e - então sim - Portugal continuou na cauda da Europa. Nisto, o PS voltou ao poder. E Portugal manteve-se na cauda da Europa. A seguir, o PSD regressou ao governo. E Portugal na cauda da Europa. Depois, mais governos do PS até hoje. E Portugal firme na cauda da Europa. Onde fica Portugal? Na cauda da Europa. Não se sabe que bicho é a Europa, mas lá que tem uma cauda é garantido. E não há dúvidas nenhumas de que Portugal está nela sozinho.
Nem sempre foi assim. No princípio, Portugal estava na cauda da Europa acompanhado. Nos anos 70, Espanha estava taco a taco connosco na cauda. Ora valia mais o escudo, ora valia mais a peseta. Primeiro, nós íamos ao El Corte Inglés fazer compras baratas. Entretanto, o El Corte Inglés veio para cá fazer vendas caras. De repente, os espanhóis meteram uma abaixo e começaram a galgar pela Europa acima - e nós ficámos na cauda com a Grécia. Nisto, os gregos também amarinharam. Abriu-se a União Europeia a países que estavam igualmente na cauda, como a Irlanda, e todos foram abandonando a cauda a caminho, suponho, do lombo da Europa.
Como se explica este fenómeno da nossa longa estada na cauda da Europa? Creio que só pode ser uma opção. E, sendo uma opção, tem de ser estratégica. É muito raro uma opção não ser estratégica. Já tivemos vários governos e regimes, e todos, sem excepção, optaram por nos manter na cauda. Deve haver um plano. Outros países, que não têm coragem de permanecer na cauda, foram avançando para a garupa. É lá com eles. Mais fica de cauda para nós.
A verdade é que alguém tem de ficar na cauda. E, no que diz respeito a caudas de continentes, a estar nalguma que seja na da Europa. Temos a experiência, o talento e, pelos vistos, a vocação para estar na cauda. Seria uma pena desperdiçar décadas e décadas de prática. Será sensato que um país com o tamanho do nosso se aventure para fora da cauda da Europa? É importante não esquecer que é com a cauda que se enxotam as moscas. E que a cauda consegue enxotar tudo, menos o que está na cauda. Os pessimistas dirão: temos o último lugar garantido. Os optimistas hão-de notar que, ao menos, é um lugar. E que está garantido. Já não é nada mau.
Visão

Burocracia é cada vez mais e atrasa funcionamento diário das autarquias

Apesar da implementação do simplex autárquico, a burocracia nas câmaras municipais é cada vez maior. E a culpa é do Governo. A acusação é do presidente da câmara de Bragança.

Há uma produção legislativa excessiva. Acabou de sair uma lei e a seguir está a sair uma regulamentação à lei, uma portaria, uma alteração… Acho que há excesso de legislação feita, complexidade de sobra. Todos os dias os municípios lidam a cada dia com um edifício jurídico mais complexo, o que dificulta a qualificação das respostas ao nível técnico, administrativo e até jurídico, porque as pessoas não podem estar todos os dias a estudar. Há um processo errado. Para dizer coisas simples, escrevem-se documentos muito longos e muito complexos.”
Jorge Nunes falava à margem do colóquio nacional da Associação dos Técnicos Administrativos Municipais, que ontem começou em Bragança.
Segundo Francisco Correia, o presidente da ATAM, o excesso de burocracia atrasa todos os dias o funcionamento das autarquias.
Parece que não mas impede que haja celeridade no processo administrativo. Penso que ainda estamos na fase do complexo. Muita da legislação publicada não simplifica, pelo contrário, complica. O que faz falta é haver programas gerais em que o legislador consiga pôr no papel essa simplificação. Deixar de ser tão exigente, que não obrigue a tanta documentação.”
Ao longo dos próximos três dias, mais de 500 participantes prometem debater as questões essenciais do poder local. Esta é a primeira vez que o evento se realiza na região, mas a ideia já tem mais de três anos.
É um sonho e uma parceria que nasceu em 2006. O nosso critério de selecção é que haja aspectos logísticos, aspectos de infraestruturas para o congresso e haver associada a gastronomia e a cultura.”
O colóquio nacional da Associação dos Técnicos Administrativos Municipais divide-se entre o hotel S. Lázaro e o Teatro Municipal e decorre até ao próximo sábado.
Brigantia

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Daqui e dali... Manuel Serrão

Bom independente é um mau militante

Agora que a espuma das eleições autárquicas já corre pelos rios até ao mar, onde rapidamente se diluirá, temos mais calma e menos paixão para abordar o assunto dos candidatos independentes.
Só no distrito do Porto, de Valentim Loureiro a Maria José Azevedo, passando por Narciso Miranda e Avelino Ferreira Torres, sem esquecer Fátima Felgueiras, tivemos candidatos independentes para todos os gostos e de todos os feitios. Se alargássemos o leque ao país, de muitos mais estaríamos a falar.

Tenho para mim que o verdadeiro candidato independente é aquele que nunca tendo pertencido a nenhum partido político, sentiu um apelo e uma vocação de serviço público e propõe-se como candidato aos seus conterrâneos. Apesar da utopia e da visão romântica da coisa, têm existido alguns exemplos para amostra.

Outra coisa bem diferente a meu ver, mas a que também se tem convencionado chamar independentes, são aqueles políticos que por esta ou aquela razão, por esta ou aquela zanga, são preteridos pela direcção do partido e resolvem concorrer por conta própria..
No actual sistema político-partidário, adoptado por todos os partidos com expressão (parlamentar ou autárquica) o processo de indicação e escolha dos candidatos não difere muito. Sendo o lugar apetecível ou a autarquia relevante, é solicitada e ponderada a sugestão do comité local do partido, mas é numa instância mais alta , a nível distrital ou até nacional, que o candidato é validado ou chumbado.
Ainda das últimas edições sobram casos destes com resultados que oscilaram entre o alívio, como em Matosinhos ou a profunda desilusão, como em Leiria.
Passadas as eleições chegou o momento dos partidos procederem áquilo que alguns apelidam de ajustes de contas. Promovendo a realização de inquéritos disciplinares ou até expulsando liminarmente quem prevaricou.

Ora bem. Descontada a linguagem que é obviamente afrontosa e deselegante, a verdade é que um candidato independente que decidiu concorrer nessa qualidade, sem se desvincular do seu partido, não é carne, nem é peixe.
Um bom independente só pode ser mau militante.
Não está em causa a liberdade de expressão, nem sequer o exercício dos direitos cívicos de qualquer cidadão. Não há nada na lei que impeça um militante de um partido de se candidatar como independente a uma autarquia. Mas há na ética e deve haver na cabeça de qualquer politico uma limitação voluntariamente aceite.
Se um cidadão entende que é o que melhor pode servir os interesses da sua freguesia ou do seu Concelho e o partido a nível local ou nacional não está de acordo com esse entendimento, existem dois comportamentos possiveis: ou o cidadão decide levar a sua avante e descarta o partido, ou decide acatar a vontade do partido de que é militante e descarta a sua candidatura.
Alguns candidatos independentes que optaram por se manter no partido suspendendo ou não a militância, alegam que os líderes mudam e o partido fica. E que os valores que os levaram a aderir ao partido se mantêm. Neles! Porque nos partidos , enfim....

Em minha opinião estes argumentos não colhem. Por um lado, os tempos e os partidos já não se coadunam com estes romantismos e por outro lado, não conheço nenhum partido que defenda o valor de algum seu militante poder concorrer contra o candidato escolhido pelo partido.
Os partidos existem para intermediar a relação entre os cidadãos e o poder. Quem deixa de acreditar na ideologia partidária deve sair. Mas quem deixa de acreditar na capacidade do partido promover a boa intermediação entre os eleitores e o cargos, também só pode sair pela mesma porta.
De preferência, pelo próprio pé!

Manuel Serrão, JN

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Trailer Documentário Pare, Escute, Olhe

Sopas e Merendas em Freixo de Espada à Cinta até ao próximo domingo

Apanhar os turistas pelo estômago. É isso que a câmara de Freixo de Espada à Cinta pretende fazer, organizando pelo terceiro ano consecutivo a festa das Sopas e das Merendas. O certame começa já na quinta-feira e dura até ao próximo domingo.
O vice-presidente da autarquia e vereador da cultura acredita que esta edição será de consolidação do evento, até porque foram introduzidas algumas melhorias. Brigantia

Segue dentro de momentos...

Intertoon

Portugal cai 14 posições no ranking da liberdade de imprensa

A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas. Público

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

São já cinco as mortes a lamentar desde o mês de Junho

São já cinco as mortes a lamentar desde que abriu a caça, em Junho, um número que "choca" Eduardo Biscaya, da Federação de Associações de Caçadores e Proprietários.
E parece-lhe revelar um aumento das tragédias, que não hesita em atribuir ao uso de armas "de forma descontrolada". Até porque a maioria dos casos resulta de disparos acidentais. (...)

Para Eduardo Biscaya, é urgente "reforçar a fiscalização ao transporte de armas, verificar se é usado o cadeado obrigatório por lei, fiscalizar também as próprias viaturas e aplicar coimas sempre que for caso disso". Sugere uma alteração da legislação tornando "obrigatório transportar as armas desmontadas, para evitar o desleixo que pelos vistos se verifica". O dirigente lamenta que a GNR se limite a "fiscalizar as licença dos cães", quando deveria actuar em todas as áreas de caça e "não só onde circulam os caçadores com menos possibilidades económicas, uma vez que há associações de caçadores que dispõem de armas para emprestar". JN

sábado, 17 de Outubro de 2009

17 de Outubro - Dia Internacional Para a Erradicação da Pobreza

http://www.reapn.org/index.php