Quando recebi no meu endereço electrónico a Candidatura do Bloco de Esquerda, fiquei comovido.
Uma vez mais,
o nobre José Mesquita se lembrava de mim, mostrando de novo como, no blog pensar-ansiaes, que, infelizmente não acompanho há muito, _ _ suas palavras de Apoio (de tão completamente desinteressadas) a algumas de minhas iniciativas no concelho eram vestidas de sinceridade.
Tenho pena de não poder apoiar o Bloco, desde logo porque não voto em Carrazeda. De todo o modo, desejo-lhe o dobro, digo, o triplo do que desejaria para mim, ou seja, 3 x mais do que o BE obteve nas legislativas, pelo menos, dado o prestígio desta candidatura. Acresce, se o fizesse, teria de apoiar também quase-todos todos os outros candidatos, com excepção da ‹‹candidatura independente›› de Olímpia Candeias, e nessa parte concordo com o Bloco, pois é cultural_
mente ‹‹responsável pelo atraso e apatia do nosso concelho››. Suponho que ao referirem isto, o solar, perdão, professor José Mesquita, e Paulo Moura — essa figura vertical! —, etc., não são movidos por questões pessoais, mas apenas de ‹‹competência››, como fazem questão de salientar. E nisso também estamos de acordo. Vou relembrar, em síntese, que acho até que Olímpia Candeias perdeu, provavelmente, uma boa oportunidade de se afirmar, enquanto parlamentar, para o que tem bem mais qualidades do que para acções executivas (em minha modesta opinião).
o nobre José Mesquita se lembrava de mim, mostrando de novo como, no blog pensar-ansiaes, que, infelizmente não acompanho há muito, _ _ suas palavras de Apoio (de tão completamente desinteressadas) a algumas de minhas iniciativas no concelho eram vestidas de sinceridade.
Tenho pena de não poder apoiar o Bloco, desde logo porque não voto em Carrazeda. De todo o modo, desejo-lhe o dobro, digo, o triplo do que desejaria para mim, ou seja, 3 x mais do que o BE obteve nas legislativas, pelo menos, dado o prestígio desta candidatura. Acresce, se o fizesse, teria de apoiar também quase-todos todos os outros candidatos, com excepção da ‹‹candidatura independente›› de Olímpia Candeias, e nessa parte concordo com o Bloco, pois é cultural_
mente ‹‹responsável pelo atraso e apatia do nosso concelho››. Suponho que ao referirem isto, o solar, perdão, professor José Mesquita, e Paulo Moura — essa figura vertical! —, etc., não são movidos por questões pessoais, mas apenas de ‹‹competência››, como fazem questão de salientar. E nisso também estamos de acordo. Vou relembrar, em síntese, que acho até que Olímpia Candeias perdeu, provavelmente, uma boa oportunidade de se afirmar, enquanto parlamentar, para o que tem bem mais qualidades do que para acções executivas (em minha modesta opinião).
A doutora Natália, no primeiro mês, enquanto vereadora da Cultura, já sabia mais, lendo, vendo, sobre todos os Autores da Terra do que Olímpia Candeias nos oito anos em que lá esteve. Tal desinteresse
pela obra do dr. Morais; Alzira Lima e Mário Cândido Pereira, pelo pensamento do dr.Lobo e da d.ra Otília Lage, pela obra fulgurante de Gilberto Pinto, pela escultura estruturante de Hélder de Carvalho,
etc. etc., e os exemplos de desprezo foram de tal ordem, gritando, gritantes, que não vale a pena aqui reproduzi-los outra vez... Preferindo as realizações da dona Flora e da ceguinha de Chaves, por muito respeito sociológico que tais documentos me merecessem, numa feira de vaidades de versejadores sem técnica, que só podia acabar mal, como depois se sabe ter sucedido, numa célebre confraternização, onde se digladiaram, mas, literalmente!
Em vez do Bloco de Esquerda tão-só, prefiro ‹‹apoiar›› também as boas Ideias e pessoas, para Carrazeda, ‹‹como um bloco››. Assim, tanto me interessa repegar na minha simpatia adolescente por Trotsky, pelo conceito de internacionalização do sonho colectivo e da revolução permanente, como na minha actual simpatia, por exemplo, pelo Nuno Carvalho (e pelo meu primo, Luis Filipe Almeida) do CDS, para mim, sendo um desperdício que o irmão mais novo de Hélder de Carvalho não seja eleito vereador. Tenho-o como uma pessoa capaz de servir, educadamente, respondendo para mim à questão fundamental que o eleitorado se deveria colocar:
— Quem melhor do que ninguém me receberá, quando eu for tratar do assunto x ou y?
Mas, voltando ao Bloco de Esquerda...
Li, com agrado, as suas três Ideias para Carrazeda e Outras Ideias para ‹‹dar Cor a Carrazeda›› (ainda bem que alguém faz alguma Luz), mas quero contribuir com duas ou três questões, no sentido de as fazer amadurecer, mas quem sou eu?, nem um líder da Oposição nem um opinion maker generalista, pelo que a minha opinião despretenciosa nada vale fora da área da Cultura — e, mesmo aí, pouco-nada.
pela obra do dr. Morais; Alzira Lima e Mário Cândido Pereira, pelo pensamento do dr.Lobo e da d.ra Otília Lage, pela obra fulgurante de Gilberto Pinto, pela escultura estruturante de Hélder de Carvalho,
etc. etc., e os exemplos de desprezo foram de tal ordem, gritando, gritantes, que não vale a pena aqui reproduzi-los outra vez... Preferindo as realizações da dona Flora e da ceguinha de Chaves, por muito respeito sociológico que tais documentos me merecessem, numa feira de vaidades de versejadores sem técnica, que só podia acabar mal, como depois se sabe ter sucedido, numa célebre confraternização, onde se digladiaram, mas, literalmente!Em vez do Bloco de Esquerda tão-só, prefiro ‹‹apoiar›› também as boas Ideias e pessoas, para Carrazeda, ‹‹como um bloco››. Assim, tanto me interessa repegar na minha simpatia adolescente por Trotsky, pelo conceito de internacionalização do sonho colectivo e da revolução permanente, como na minha actual simpatia, por exemplo, pelo Nuno Carvalho (e pelo meu primo, Luis Filipe Almeida) do CDS, para mim, sendo um desperdício que o irmão mais novo de Hélder de Carvalho não seja eleito vereador. Tenho-o como uma pessoa capaz de servir, educadamente, respondendo para mim à questão fundamental que o eleitorado se deveria colocar:
— Quem melhor do que ninguém me receberá, quando eu for tratar do assunto x ou y?
Mas, voltando ao Bloco de Esquerda...
Li, com agrado, as suas três Ideias para Carrazeda e Outras Ideias para ‹‹dar Cor a Carrazeda›› (ainda bem que alguém faz alguma Luz), mas quero contribuir com duas ou três questões, no sentido de as fazer amadurecer, mas quem sou eu?, nem um líder da Oposição nem um opinion maker generalista, pelo que a minha opinião despretenciosa nada vale fora da área da Cultura — e, mesmo aí, pouco-nada.
Nessa área,
quando se fala em ‹‹programação cuidada, sistematizada e potenciadora de desenvolvimento››, vejo aí um lugar comum, geral e abstracto, ocupado plenamente aí pela ideologia relha, onde cabem as ‹‹tabernas regionais›› e as ‹‹pousadas rurais›› da cultura pimba e/ou folclórica, pois são as únicas que potenciam desenvolvimento... económico, a curto prazo. Mas poderão ser os meus olhos que (não) vêem!... Mas
nem que fosse cuidada, cuidada, uma programação feita por Sofia Mesquita, que, se fosse eu a escolher, seria a líder desta candidatura, pondo o Futuro da Terra, os jovens em destaque... Escolhendo, como Francisco Louçã, Sérgio Godinho, Jorge Cruz... É que
não percebo como se não mantém o carácter ‹‹formativo do desporto››, para a Cultura, por que razão se propondo para uma área ensinar a pescar e para a outra (continuar a) dar o peixe do rio, já frito e bem, pelas ‘elites’? Não percebo
por que se não mantém a ideia de formação, cumprindo uma articulação com as Escolas e a Biblioteca Municipal, essa, sim, potenciadora de desenvolvimento cultural a longo prazo, parecendo-me completamente peregrina essa de criar uma biblioteca itinerante no Desert(ificand)o... Como um oásis a que se não vê retorno, qual Plano Nacional de Leitura de uma cadeia de gelados, destinado ao paradoxo de dar a ler a velhos e velhos, abandonados nas aldeias, ademais analfabetos, pelas séries televisivas — um filme dos anos 70, a preto e branco, da Gulbenkian. Seria criar um novo Festim Medieval, para quem não aprendeu a amar a Língua.
Em vez disso, avanço com uma proposta que deveria ser transversal a todas as candidaturas. Não misturar a política com a Cultura e inaugurar o Centro Cívico (ou na Biblioteca, se demorar) com uma exposição de Hélder de Carvalho, como a que tem neste momento na Galeria Artes Solar de S.to António, ao Porto, intitulada "Formas de contiguidade no espaço". Aberta ao Distrito e ao País.
Já, sinceramente, não me revejo na superioridade moral da candidatura do Bloco, em que os seus membros têm ‹‹convicções››, ‹‹rigor e transparência›› e ‹‹não (vão) ao sabor das conveniências pessoais e de grupo››, além da ‹‹competência››, que me lembra o jargão técnico do eduquês. Simplesmente, isso não se diz, faz-se! Também não entendo a confusão entre apoiantes e membros da candidatura...
Mas, parabéns. Pelo menos, avançaram Ideias para o fogo urgente do Debate.
nem que fosse cuidada, cuidada, uma programação feita por Sofia Mesquita, que, se fosse eu a escolher, seria a líder desta candidatura, pondo o Futuro da Terra, os jovens em destaque... Escolhendo, como Francisco Louçã, Sérgio Godinho, Jorge Cruz... É que
não percebo como se não mantém o carácter ‹‹formativo do desporto››, para a Cultura, por que razão se propondo para uma área ensinar a pescar e para a outra (continuar a) dar o peixe do rio, já frito e bem, pelas ‘elites’? Não percebo
por que se não mantém a ideia de formação, cumprindo uma articulação com as Escolas e a Biblioteca Municipal, essa, sim, potenciadora de desenvolvimento cultural a longo prazo, parecendo-me completamente peregrina essa de criar uma biblioteca itinerante no Desert(ificand)o... Como um oásis a que se não vê retorno, qual Plano Nacional de Leitura de uma cadeia de gelados, destinado ao paradoxo de dar a ler a velhos e velhos, abandonados nas aldeias, ademais analfabetos, pelas séries televisivas — um filme dos anos 70, a preto e branco, da Gulbenkian. Seria criar um novo Festim Medieval, para quem não aprendeu a amar a Língua.
Em vez disso, avanço com uma proposta que deveria ser transversal a todas as candidaturas. Não misturar a política com a Cultura e inaugurar o Centro Cívico (ou na Biblioteca, se demorar) com uma exposição de Hélder de Carvalho, como a que tem neste momento na Galeria Artes Solar de S.to António, ao Porto, intitulada "Formas de contiguidade no espaço". Aberta ao Distrito e ao País.
Já, sinceramente, não me revejo na superioridade moral da candidatura do Bloco, em que os seus membros têm ‹‹convicções››, ‹‹rigor e transparência›› e ‹‹não (vão) ao sabor das conveniências pessoais e de grupo››, além da ‹‹competência››, que me lembra o jargão técnico do eduquês. Simplesmente, isso não se diz, faz-se! Também não entendo a confusão entre apoiantes e membros da candidatura...
Mas, parabéns. Pelo menos, avançaram Ideias para o fogo urgente do Debate.
Vitorino Almeida Ventura




































































