quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Portugal é dos menores produtores agrícolas

Portugal é um dos menores produtores agrícolas da União Europeia (UE), com uma parcela de apenas 0,4 por cento nos cereais e de 2,6 por cento no leite, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Segundo o gabinete de estatísticas da UE, a França é o principal produtor de cereais, com uma fatia de 23 por cento, de carne avícola (14 por cento) e de bovino (19 por cento), estando a Alemanha e o Reino Unido entre os três grandes na maioria das categorias, que incluem também a produção de queijo e de carne de porcino.
Em Portugal produziu-se ainda, em 2010, segundo o Eurostat, 0,8 por cento do queijo da UE.
No que respeita à produção de carne, a de aves representa 2,4 por cento do total europeu, seguida pela de porcino (1,7) e de bovino (1,2 por cento).
Sol

17 comentários:

Anónimo disse...

Porque foi escolhida,para ilustrar a agricultura portuguesa,esta fotografia tão rural?
Até parece que assim é que se vai produzir muito mais.
Sugeria que,de futuro,fossem sempre escolhidas ilustrações que apontassem um rumo moderno de desenvolvimento e não imagens saudosistas de um passado,definitivamente ultrapassado.
JLM

Anónimo disse...

Caro JLM:
Esta não será a agricultura que renderá Euros, mas poderá muito bem voltar a ser aquela que matará a fome a muitos...
Reparará que em muitos casos nunca deixou de o ser!

Anónimo disse...

Não digo que esta não seja uma agricultura da qual se goste e que não foi o modo de subsistência ao longo de milénios.
Por ser mais familiar,ela chega a ser um passatempo agradável para muita gente.
Hoje,porém,com os instrumentos e conhecimentos que possuímos,é possível e desejável que a agricultura produza mais e permita não apenas a subsistência mas também,com base nela,uma vida mais digna.
Se esta agricultura satisfizesse as pessoas,temos de convir que não teriam emigrado tantos portugueses.
JLM

mario carvalho disse...

Oh Caro Jlm

Para o senhor a foto certa e sugestiva era a da secção dos frescos e congelados do Pingo doce ou do continente, com uma sugestiva brasileira a chamá-lo:.. venha cá! ( com aquele sinal do dedo)e com o Soares dos Santos e o Belmiro no campo... a jogar golfe!!

Infelizmente quando se pergunta a algum miudo o que é um frango.. normalmente responde que é uma "coisa" que come , não têm cabeça nem rabo mas tem um selo de plástico debaixo dum osso que nasce no "Continente" e que o pai compra quando não há pizza...

Retiro a propaganda..

cumprimentos

mario carvalho

ps.não tem nada a ver com o tema mas, para descontrair vou recordar uma anedota de louras:

- Perguntaram a uma loura (daquelas que não se sabe bem o que são mas que cheiram a chanel 5 e por quem os nossos políticos de provincia se perdem qunado vão para Lisboa) quantos continentes ela já tinha visitado e a resposta pronta foi .. ah1 .. imensos.. o de Cascais, o colombo. o de gaia, do porto o de alfragide .. ui centenas..!!!!

Anónimo disse...

Caro MC:
Acho interessantes as suas achegas.
Mas,então,pergunto-lhe:o que vamos fazer a todas as máquinas agricolas inventadas para poupar o trabalho do homem? Elas exigem outra dimensão das terras para podermos produzir mais e com menos trabalho e nós,como não queremos fazer reformas nenhumas,guardamos as máquinas nas lojas para podermos mostrar que,se quizéssemos,éramos tão desenvolvidos como os outros.Mas não queremos,preferimos o modo ancestral de agricultar.
Realmente,já estamos habituados a fazer isso,pois a maior parte dos tractores adquiridos(e outras máquinas)estão escrupulosamente guardados nos nossos cabanais .
JLM

mario carvalho disse...

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Veja que criatividade!

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mario carvalho disse...

Pelos vistos . a evolução é para o infinitamente .. pequeno

se nos anos 60 produzia quasi 70% das suas necessidades e hoje não produz práticamente nada .. não vejo onde esteja a evolução permitida pela maquinaria.. vejo e sinto .. isso sim o país individado, insultado e desacreditado pela comunidade internacional.. e os filhos netos e mais , talvez, a terem de pagar a dita "maquinaria " e as loucuras
destes "parolos negalómanos"

Os senhores bem vestidos e bem falantes que até parecem doutores
venderam os tratores a muito boa gente, receberam o dinheiro e as comissões sem sequer se preocuparem a explicar como é que aquilo funcionava.. por isso muitos estão no palheiro .. o serviço continua a ser feito de burro.. que pega à primeira, nunca falha e trava sempre a tempo..

cump

mc

A suiça não tem autoestradas nem obras de fachada . continuam a ter as suas vacas e a ser um dos paises com maior qualidade de vida do mundo.

O suiços têm conciencia do seu valor e da sua inteligencia.. não precisam da cosmética dos estupidos
imitadores que não são nada

mario carvalho disse...

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza,produz ricos.
Mia Couto

Anónimo disse...

Ricos como os da fotografia? Não percebi o contexto, ó sr. Mário. É a cont. da anedota das louras?

Anónimo disse...

Portugal produzia 70% das suas necessidades nos anos sessenta.
Claro.As necessidades desse tempo não eram,nem de perto nem de longe,as necessidades de hoje.
Parece ser um dado irrefutável que a maquinaria mais diversa invadiu o nosso dia a dia:televisores,computadores,frigoríficos,em nossas casas,linhas de montagem,robôs,nas fábricas,máquinas de café,panelas de pressão,nos restaurantes,multibancos,nos bancos,etc..
Por que razão havia de ser de modo diferente na agricultura? O que são motores de rega,ceifeiras,empalhadeiras,tractores,máquinas de apanha de azeitonas, de uvas,máquinas de feitura de vinho,de azeite?
Tem-se entendido que o que aumenta substancialmente a produtividade e a produção é a máquina e MC acha que não devemos ir por aí.
Deveremos manter-nos no bucolismo dos burros,dos cavalos,dos bois e do utensílio mais amigo do homem,a enxada?
JLM

mario carvalho disse...

cito

Parece ser um dado irrefutável que a maquinaria mais diversa invadiu o nosso dia a dia:televisores,computadores,frigoríficos,em nossas casas,linhas de montagem,robôs,nas fábricas,máquinas de café,panelas de pressão,nos restaurantes,multibancos,nos bancos,etc..

e na agricultura .. também a maquinaria invadiu os campos...e muita dessa maquinaria até os destruiu..

Concordo com a evolução desde que traga benefícios para o país e não só para meia dúzia que ainda gozam com a gente simples..

MAS O QUE INTERESSA SÃO OS RESULTADOS..

Quais os benefícios para o país e para as pessoas???

Está tudo feliz e contente, cheio de dinheiro e de barriga cheia ..
não há velhos abandonados, não há jóvens desempregados, nem há aumento de criminalidade.. O progresso prometido pelos AL Capones ..venceu

ESTAMOS TODOS DE ACORDO

cump

mc

....


Ps só peço que n~~ao me responda que a culpa é dos homens.. e portanto sugere que se

ACABEM com os HOMENS e VIVAM AS MÁQUINAS

mario carvalho disse...

Ricos como os da fotografia? Não percebi o contexto, ó sr. Mário. É a cont. da anedota das louras?

caro anónimo

tenho a certeza de que compreendeu o alcance , nuito mais profundo do pensamento do Mia Couto.. assim como compreendeu o alcance da anedota das louras

....

e quasi que lhe garanto que os das fotografias são muito mais ricos e felizes do que muitos engravatados e bem produzidos das cidades ..

mario carvalho disse...

E... pelos vistos quem neste país mais gosta de máquinas é o sucateiro de Ovar e sus muchachos!!!

Anónimo disse...

Ao contrário do que quer que eu conclua,entendo que se devem aproveitar as máquinas para que o homem não tenha necessidade de se esforçar tanto.A enxada,sobretudo a enxada grande,pesadona,deve desaparecer(como,de facto,já desapareceu) para que o homem possa andar com as costas direitas.
As máquinas,reconheço,trazem um problema que é o de roubar emprego.Por isso,acho que qualquer dia os homens têm de receber meios de pagamento sem trabalhar.Não vejo mesmo como poderá funcionar a economia sem esta solução.
Isso,no entanto,não será no nosso tempo,não se aflija.A não ser através de pensões e reformas,que actualmente já existem.
JLM

mario carvalho disse...
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mario carvalho disse...

Caro Rui
pedia-lhe o favor de não publicar
o meu comentário anterior em que fazia um desafio aos carrazedenses
vou ter de me ausentar e não poderei acompanhar como gostaria
obrigado

mario

..................

concordo que as máquinas são uma ajuda importante quando utililizadas racionalmente.. agora não faz sentido ter , em zonas de minifundio ou de agricultura de subsistencia ou de quintal tractores , máquinas para ceifar 1 alqueire ou para apanhar a as azeitonas de 2 oliveiras.. isso está mais de acordo com a teoria Socratiana e adapta-se às hortas , da moda, de Lisboa onde o jet set vai produzir nabos fazendo-se transportar nos mercedes e bmw
da senhora Merkl.

Felizmente o povo simples ainda tem a noção da realidade real, não a virtual, sabe somar e subtrair graças á prof primária e não tendo pais ricos, nem lhe saindo a lotaria, tem o bom senso de não se empenhar indo ao BES.. comprar as tais máquinas .. infelizmente acaba é por pagar as megalómanas dívidas dos outros.

Caro JLM

deixo-o com o seu prazer de "vencer sem convencer" a que chama contraditório, as suas máquinas , electrodomésticos e playstations.. porque isso lhe dá gozo..

eu vou-me ausentar por uns
tempos viver a vida real que me dá prazer

cump

mario carvalho

mario carvalho disse...

os ricos e os pobres ou o parecer e o ser

http://www.publico.pt/Sociedade/em-oeiras-desapareceu-uma-familia-de-camponeses-e-emergiu-uma-fraude-gigante_1521896


Em Oeiras desapareceu uma família de camponeses e emergiu uma fraude gigante
21.11.2011 - 17:01 Por José Bento Amaro

»Remonta a 1983 o início da história que agora conduziu Duarte Lima, o seu filho Pedro e o sócio de ambos, Vítor Raposo, aos corredores da Justiça, para responderem por fraude e branqueamento de capitais.

Foi nesse ano que morreram os donos dos terrenos de Leceia, Oeiras, onde os três suspeitos pretendiam ver edificado o futuro Instituto Português de Oncologia. Obra faraónica, equivalente a 45 campos de futebol, financiada com dinheiro (43 milhões de euros) de um fundo financeiro do Banco Português de Negócios (BPN), onde dois dos suspeitos tinham participação. A obra não se fez, mas o dinheiro, obtido de forma fraudulenta, foi entregue.

João Franco e Silvina Neta, donos de 45 hectares agrícolas junto a Leceia, morreram em 1983. Deixaram cinco herdeiros, que nunca se entenderam entre si, arrastando a questão até 1997, altura em que lhes bateram à porta três advogados em representação de uma empresa denominada Moinho Vermelho. Prometeram-lhes 1,5 milhões de euros pelos terrenos, verba que acabaria por lhes ser entregue em 2007. Cada um dos cinco filhos recebeu então 270 mil euros e, durante dois anos, viveram felizes e contentes, pensando ter embolsado uma maquia justa. O pior foi quando o fisco lhes bateu à porta.

Em 2009, os herdeiros viram-se confrontados com notificações que lhes exigiam o pagamento, a cada um, de 700 mil euros. É que os terrenos que haviam vendido por 1,5 milhões valeriam muito mais: qualquer coisa como 22 milhões de euros.