quarta-feira, 18 de julho de 2007

Daqui e dali... Alexandre Quinteiro

This Mess We're (not) In

Enquanto lia um excelente texto de Roberto Moreno Tamurejo no blog Pensar Carrazeda, o media player trouxe-me uma música especial: This Mess We're In, Pj Harvey e Thom Yorke.

Dois mundos. Dois mundos muitos diferentes.

A adaptação a Carrazeda de Ansiães de um lado, a melancolia nova-iorquina de outro. Melancolia nova-iorquina? Não percebo.

Sim, duas pessoas, um homem e uma mulher, tudo o resto, é-lhes indiferente.

Por vezes apetecia-me trocar de mundo, sair para o barulho, não de férias, não como emigrante, mas nascer de novo, cidadão de uma grande cidade da Terra. Não como emigrante pois o que mais me atrapalha não é a ideia de me adaptar (isso para mim é fácil), mas sim a forma como os outros olhariam a minha adaptação.

Mas por outro lado, amo o meu Mundo. Amo a minha Carrazeda de Ansiães, gosto de mostrá-la aos outros Mundos.
Pode ser pequena, calma demais, quente no Verão e fria no Inverno. Mas é minha...e eu gosto de gostar dela!

Alexandre Quinteiro
Silêncio é o barulho baixinho...

4 comentários:

Rui Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rui Lopes disse...

Olá.

Estas questões de espaço, fronteiras, barreiras constrangimentos, etc., estão a ser derrubadas pelo conhecimento. Como diz o Roberto Moreno Tamurejo, viajar derruba os preconceitos. Nada mais certo. Conhecer é viajar!

Portugal / Espanha, Ibéria de Saramago, já o somos. E somos mais do que isso. Somos o Planeta Terra.

A Pimenta veio da Índia e ficou. A Toyota veio do Japão e ficou. A Bosch veio da Alemanha e ficou. o Código de barras 841, veio de Espanha e ficou. Portugal foi ao Brasil e ficou e vai ficando Portugal por onde passa.

A globalização não é de agora. É desde sempre. Só que agora, a tecnologia encurtou distâncias e estamos cada vez mais perto uns dos outros.

Importa contudo não perder identidade. A Língua, as tradições, a alheira, os Zés Pereiras, não podem desaparecer.
A globalização tem de ser vista como um enriquecimento pela diferença e não pela hegemonia cultural.

Mais longe que Saramago, foi Lennon-McCartney, em 1966, quando escreveram:"WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE".

Anónimo disse...

Olá Alexandre,

Não me resisti e estou a ouvir a música especial!

Os amigos que fui conhecendo deixaram-me parte da sua riqueza, como a música, uma manifestação cultural sem fronteiras. Através dela podemo-nos deslocar aos lugares mais exóticos... podemos sonhar ou imaginar... Um amigo já me disse: "Se podemos sonhar, podemos tornar os sonhos realidade"

Cumprimentos

Roberto

Mariana disse...

Parabéns pela intervenção interessantíssima!
Parabéns ao blog pela reunião de tantos e tão prometedores colaboradores!