quinta-feira, 19 de julho de 2007

O que se disse...

«É uma palavra curiosa esta “Carrazeda, onde diabo virá, Carrazeda? Bom, cada um diz a sua coisa. Olhem, há aqui uma pessoa local, não vou dizer o nome, tenho aliás por ela a maior simpatia e até admiração, mas imaginem que escreveu este disparate.
Que Carrazeda vem de cara azeda, porque aqui as pessoas têm uma cara muito azeda. Bom, isto não tem pés nem cabeça porque as pessoas acham sempre que as pessoas da sua terra têm uma cara linda, se fosse esse o critério em Portugal não havia vila, nem aldeia nenhuma que não se chamasse “vila da cara linda” são lindas sempre, os sítios, e as pessoas, e as expressões da terra onde nascemos.»

A Alma e a Gente – “Nas ruínas de um castelo in RTP
José Hermano Saraiva

3 comentários:

Carlos Fernandes-Pombal disse...

Sobre a sua última visita a Carrazeda, o Professor Doutor José Hermano Saraiva, poderia ter sido mais frontal e dizer o nome da nossa conterrânea Professora Doutora Edite Estrela, como sendo ela que classificou a " cara azeda ". De outra forma ficou subentendido!
De todo o modo sabemos da controvérsia que existe sobre este tema e parece não chegarmos a lado nenhum, já que os historiadores não se entendem!
Ainda sobre a visita de tão ilustre visitante ao nosso concelho, não li, após isso,posições que tenham sido tomadas pelos respeitaveis bloguistas, nomeadamente sobre tão diminuto, fraco e lamentável programa que a RTP transmitiu, quer sobre a nossa história, (nada disse) quer sobre o presente e futuro.

Porque será? Porque teria sido ?

Carlos Fernandes-Pombal

RuiCMartins disse...

CARRAZEDA – de José Hermano Saraiva


Vi há dias o programa que passou na RTP 2 sobre Carrazeda.
Não sei qual era a finalidade do programa: se arquitectónico-histórica, paisagística ou propagandística das razões de uma visita ao concelho.
Parece-me que não conseguiu qualquer destes objectivos.
Não foi arquitectónico-histórico porque lhe faltou falar de muitas outras histórias e outros monumentos;
Não foi paisagístico pois lhe faltou mostrar muitas outras paisagens; não foi propagandístico pois lhe faltou falar das potencialidades turísticas, isto é, do que de novo pode ser feito para que o concelho possa ser atractivo.
Perdeu-se em coisas menores (a origem do nome) e deu uma ideia de desolação, quase de terra de ninguém que nos entristece pelo que mostrou da incapacidade de os seus residentes aproveitarem as virtualidades nos diversos domínios: agrícola, turístico, paisagístico, de zona de lazer e de convívio sadio com a natureza em passeios pedestres, de bicicleta ou de barco no rio Douro, que pode ser um manancial de desportos náuticos.

O Douro e a sua envolvência podem ser um chamariz de apreciáveis investimentos em construção de casas particulares ou de hotéis para gozo de uma vida sadia nos desportos náuticos, pedestres e similares referidos ou simplesmente de descanso físico e mental ou de espraiamento da vista.
O programa foi, sobretudo, virado para o passado quando é o presente e o futuro que verdadeiramente nos interessam e estes não residirão concerteza apenas na feitura do azeite das oliveiras existentes no concelho.
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João Lopes de Matos

in Pensar Carrazeda
em 8 de Maio de 2007

http://pensar-carrazeda.blogspot.com/2007/05/daqui-e-dali_08.html

Anónimo disse...

O programa foi muito miserável...
Só veio buscar dinheiro a carrazeda....