sábado, 23 de agosto de 2008

Comunicado do Instituto da Democracia Portuguesa

Caros Associados:
Está o Instituto da Democracia Portuguesa através de um seu Grupo de Trabalho - empenhado em um projecto de desenvolvimento da região do Vale do Tua em que é elemento charneira a linha de caminho de ferro existente. Esse projecto teve os seus passos iniciais na visita de estudo a Mirandela em 26 de Abril pp. e está a recolher o apoio de autarquias locais.
Perante o acidente de 22 de Agosto na Linha do Tua, lamentamos a morte de uma pessoa e os trinta feridos, alguns com gravidade, mas não podemos deixar de chamar a atenção para os seguintes factos.
a) Após 120 anos de utilização da linha em que se registou um único acidente mortal, em um ano e meio ocorreram quatro acidentes, como referido pelo dr. José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela que, muito correctamente, veio a terreiro exigir que sejam tornadas públicas as conclusões dos inquéritos sobre os anteriores acidentes.
b) Registamos que a Polícia Judiciária vai investigar o acidente, na sequência das declarações do maquinista da composição acidentada que afirmou ter havido uma explosão que fez saltar a bogie dianteira que saiu dos carris, tendo a composição ficado sem bateria nem gasóleo, presumivelmente por cortes de outras ligações.
c) Independentemente da gravidade dos factos a apurar, saudamos a atitude do sr. Ministro das Obras Públicas e Transportes, engº Mário Lino, em garantir a continuidade de Linha do Tua como fundamental para a mobilidade das populações, com ou sem barragem da EDP. De igual modo, a Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes, Eng.ª Ana Paula Vitorino, que visitara a linha em dias anteriores, garantiu que estava fora de causa o encerramento.
d) Salientamos como a causa da Linha do Tua - e do potencial de desenvolvimento turístico para a região - é já uma causa nacional, como se verifica por declarações dos passageiros de todo o país que a visitam. No ano passado o número de visitantes foi de 60.000 ( sessenta mil) apesar das vicissitudes. E em editorial do Público de hoje, (23 Agosto) Manuel Carvalho refere como da visita à Linha do Tua, D Duarte de Bragança não ter podido fazer a viagem.
Perante o exposto, iremos acompanhar com a máxima atenção as investigações que irão decorrer e os compromissos agora assumidos por governantes
A Direcção do IDP

7 comentários:

João disse...

´Definitivamente,é preciso saber se a barragem se constrói ou não.
Se se constrói,a linha deixa de ter qualquer interesse,porquanto a razão subjacente à sua manutenção(unica e exclusivamente,o turismo)desaparece. Se não se constrói a barragem, a linha e as carruagens devem ser actualizadas e compatibilizadas tecnicamernte,para que casos como os últimos não voltem a repetir-se.
Há que escolher:barragem ou turismo.As duas coisas não são compatíveis. Ou sê-lo-ão de modo totalmente diferente.
E párem com essa paranóia dos atentados.
Será que os portugueses são intrinsecamente maus?
Os técnicos afirmam que as causas são técnicas.Evidenciem-nas de uma vez.Concluir que tudo está bem e que não há anomalias e não explicar porque se deram os acidentes não é congruente.
JLM

Anónimo disse...

O importante não é saber se se constrói ou não
o importante é saber se ela é necessáriamente importante ou não

Anónimo disse...

Mais um acidente (que todos lamentamos) mais um atentado. Temos uma organização terrorista que tudo faz para acabar definitivamente com a secular linha de comboio do Tua.
Não ponho em causa o promissor desenvolvimento turístico da região à custa da referida linha de comboio que muitos descobriram recentemente, mas impressiona-me a facilidade com que se atribuem os acidentes a atentados terroristas (por pessoas responsáveis). Para quando procurar as verdadeiras causas que já começam a aflorar, automotora com peso demasiado leve, travessas de madeira em mau estado, velocidade como factor de descarrilamento, risco próprio da referida linha no seu percurso, etc. e tal..
Concordo que a decisão de construir ou não a barragem é a pedra basilar, quanto se investiu e se continua a investir numa linha que pode ser desactivada, pelo menos em parte, preocupa mesmo aos mais distraídos.
Quem é detentora do poder de decisão devia ter como imperativo definir de forma clara qual o caminho a seguir, não podemos continuar a assistir a trágicos acidentes e no dia seguinte lavarmos as mãos como nada tivesse acontecido. A imagem turística é péssima para a linha do comboio como também para toda uma região.
Não será possível conciliar parte da linha do comboio do Tua e a barragem? Um percurso de comboio e outro de barco.
Um espelho de água não será uma mais valia para o desenvolvimento turístico intermunicipal? Com a conjugação apoio dos municípios e as novas redes viárias prometidas estão criadas melhores condições para o desenvolvimento turístico da região, assim haja vontade, que se saiba não há, as birras não dignificam ninguém e com posições estremadas não vamos a lado algum.
Há que manter a serenidade e se a linha do comboio for reaberta que seja dada garantia de segurança, quase diria, voltando ao antigamente, com atestado assinado e reconhecido.
Sabre07

Anónimo disse...

Mais um acidente (que todos lamentamos) mais um atentado. Temos uma organização terrorista que tudo faz para acabar definitivamente com a secular linha de comboio do Tua.
Não ponho em causa o promissor desenvolvimento turístico da região à custa da referida linha de comboio que muitos descobriram recentemente, mas impressiona-me a facilidade com que se atribuem os acidentes a atentados terroristas (por pessoas responsáveis). Para quando procurar as verdadeiras causas que já começam a aflorar, automotora com peso demasiado leve, travessas de madeira em mau estado, velocidade como factor de descarrilamento, risco próprio da referida linha no seu percurso, etc. e tal..
Concordo que a decisão de construir ou não a barragem é a pedra basilar, quanto se investiu e se continua a investir numa linha que pode ser desactivada, pelo menos em parte, preocupa mesmo aos mais distraídos.
Quem é detentora do poder de decisão devia ter como imperativo definir de forma clara qual o caminho a seguir, não podemos continuar a assistir a trágicos acidentes e no dia seguinte lavarmos as mãos como nada tivesse acontecido. A imagem turística é péssima para a linha do comboio como também para toda uma região.
Não será possível conciliar parte da linha do comboio do Tua e a barragem? Um percurso de comboio e outro de barco.
Um espelho de água não será uma mais valia para o desenvolvimento turístico intermunicipal? Com a conjugação apoio dos municípios e as novas redes viárias prometidas estão criadas melhores condições para o desenvolvimento turístico da região, assim haja vontade, que se saiba não há, as birras não dignificam ninguém e com posições estremadas não vamos a lado algum.
Há que manter a serenidade e se a linha do comboio for reaberta que seja dada garantia de segurança, quase diria, voltando ao antigamente, com atestado assinado e reconhecido.
Sabre07

Anónimo disse...

Mais um acidente (que todos lamentamos) mais um atentado. Temos uma organização terrorista que tudo faz para acabar definitivamente com a secular linha de comboio do Tua.
Não ponho em causa o promissor desenvolvimento turístico da região à custa da referida linha de comboio que muitos descobriram recentemente, mas impressiona-me a facilidade com que se atribuem os acidentes a atentados terroristas (por pessoas responsáveis). Para quando procurar as verdadeiras causas que já começam a aflorar, automotora com peso demasiado leve, travessas de madeira em mau estado, velocidade como factor de descarrilamento, risco próprio da referida linha no seu percurso, etc. e tal..
Concordo que a decisão de construir ou não a barragem é a pedra basilar, quanto se investiu e se continua a investir numa linha que pode ser desactivada, pelo menos em parte, preocupa mesmo aos mais distraídos.
Quem é detentora do poder de decisão devia ter como imperativo definir de forma clara qual o caminho a seguir, não podemos continuar a assistir a trágicos acidentes e no dia seguinte lavarmos as mãos como nada tivesse acontecido. A imagem turística é péssima para a linha do comboio como também para toda uma região.
Não será possível conciliar parte da linha do comboio do Tua e a barragem? Um percurso de comboio e outro de barco.
Um espelho de água não será uma mais valia para o desenvolvimento turístico intermunicipal? Com a conjugação apoio dos municípios e as novas redes viárias prometidas estão criadas melhores condições para o desenvolvimento turístico da região, assim haja vontade, que se saiba não há, as birras não dignificam ninguém e com posições estremadas não vamos a lado algum.
Há que manter a serenidade e se a linha do comboio for reaberta que seja dada garantia de segurança, quase diria, voltando ao antigamente, com atestado assinado e reconhecido.
Sabre07

Anónimo disse...

Apesar do nº de vezes que escreveu a mensagem penso que nem o sr se convenceu do que se disse

Entretanto proponho um repto

Neste momento sabemos quantas pessoas se interessam , preocupam viajam e têm intenção de viajar

Quantas o senhor garante com a sua sugestão e qunato está disposto a investir nisso?

Anónimo disse...

O SABRE07 não referiu ainda que a pequena automotora, com lotação reduzida, transporta, frequentemente, cerca do dobro de passageiros !