sexta-feira, 11 de julho de 2008

Câmara obrigada a ir à Banca

A Câmara de Carrazeda de Ansiães recorreu ao crédito para evitar nova devolução de fundos comunitários. Este ano já tinha devolvido mais de dois milhões de euros relativos a obras que não executou financeiramente.

A Caixa Geral de Depósitos emprestou, esta semana, à autarquia de Carrazeda 500 mil euros. Destinam-se a concluir a liquidação de diversas obras em curso ou já concluídas, de modo a conseguir a sua execução financeira dentro do prazo.

Este cumprimento era obrigatório para os projectos comparticipados pela Europa no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio. "Pisar o risco" significava a devolução do apoio, com os inerentes contratempos.

O empréstimo agora contraído, e que terá de ser pago num ano, foi a única solução encontrada pelo executivo liderado por Eugénio de Castro (PSD), depois de não ver aprovada a candidatura ao programa do governo "Pagar a Tempo e Horas". Este programa permite a contratação de empréstimos em condições especiais por parte de organismos públicos, no sentido de reduzirem as dívidas a fornecedores. Só que, a candidatura de Carrazeda foi chumbada.

Neste cenário, o recurso ao crédito bancário funciona como um escape para evitar devolver as comparticipações comunitárias nos custos de obras como as piscinas aquecidas, o parque radical, a entrada sul da vila e uma estrada municipal.

O problema com que Eugénio de Castro fica para o último ano como presidente da Câmara de Carrazeda é pagar o empréstimo contraído esta semana. "É um problema de fundo, mas já temos algumas soluções para o conseguir", adianta, revelando que "o importante era concluir e pagar as obras em curso e que dependem do III Quadro Comunitário".

Este ano, a edilidade carrazedense já tinha sido obrigada a repor mais de dois milhões de euros de financiamento comunitário relativo à construção do centro cívico e do Museu Rural do Vilarinho da Castanheira e à recuperação das Termas de São Lourenço.

O processo do centro cívico está em tribunal devido a desentendimentos com o empreiteiro. Parte do edifício para instalar o museu ruiu antes de estar concluído por deficiências na obra. As termas marcam passo, pois foi necessário alterar o plano de pormenor por causa da previsão de uma barragem junto à foz do rio Tua. Eduardo Pinto, JN

11 comentários:

Anónimo disse...

Que vergonha! já alguém fez as contas do que este senhor fez perder de verbas ao nosso concelho? não se fala em centenas já se fala em nilhões, será que não há um chico esperto que faça estas contas. afinal o que anda a fazer o faustino e a oposição e a assembleia municipal? Porque será que este senhor não deixa carrazeda de uma vez por todas e fica lá pela capital, carrazeda só terá a ganhar, realmente em terra de cegos quem tem olho é rei. e este senhor foi mais do que rei foi principe que encontou e pretende continuar a encantar. já agora a oposição que faça também um leventamento das obras encalhdas. finalmente se não for dar muito trabalho também poderá fazer um leventamento sobre copos, tabernas, restaurantes, etc... agite-se a oposição. como diz o pacheco nem que seja á bomba, se não for á bomba vai á canelada....

Anónimo disse...

Isto é que tem sido uma boa governação laranja, com obras estruturantes falhadas e ainda por cima ser das câmaras mais endividadas do país. E agora, mais meio milhão para o zé povinho pagar. Sim senhor, continuemos a votar no psd que habemos de ir longe. É uma bergonha.

Anónimo disse...

que ninguem se lamente, o povo é que o escolheu agora que o aguente,,,
pena é que aqueles que não o elegeram tenham tambem que pagar a factura, mas a vida é isto mesmo,
no minimo este presidente deveria abdicar do vencimento porque ultimamente passa as tardes na esplanada da churrasqueira como se não tivesse obrigações para com o povo.
Por mim, como meu empregado que é mando-o já trabalhar, mas para o cemitério novo para ver se acabam as obras, na certeza que o mesmo o possa inaugurar antes de terminar a sua desgovernação...

Couve disse...

http://alguresemcarrazeda.blogspot.com/

tenho estado de ferias, daí nao ter publicado...
mas dentro de dias voltarei a publicar...
cumprimentos

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Concordo consigo, menos na ultima frase. O jogo democrático apenas se resolve com a vontade das pessoas manifesta nas urnas no dia das eleições. Para a nossa querida terra de Ansiães se desenvolver e até ultrapassar facilmente outros concelhos vizinhos, vai ver que o voto útil e necessário terá que ser no Partido Socialista. Espere mais um pouco e perceberá porquê...

um velho socialista

Anónimo disse...

Espero que não estejem a pensar nos velhos do restelo, amaros, paninhos, samorinhas, e outros tantos. Por favor chega de brincadeiras apareça alguém sem passado escuro, que seja jovem e com ideias de velhos estamos todos fartos.

Anónimo disse...

Assim será...

Anónimo disse...

Porque não foi aprovado o projecto apresentado " Pagar a tempo e horas?"
O Senhor Eduardo Pinto deveria dizer porquê e se não sabia, interrogava o Senhor Presidente da Câmara. Desta forma e parecendo que não, está a dar cobertura a tanta incompetência deste executivo...mas a isto já nos habituou...por clara subserviência!
No "Ponto de vista" da notícia, o jornalista destaca o declarado pelo Presidente "É um problema de fundo, mas já temos algumas soluções para o conseguir (...) o importante era concluir e pagar as obras em curso e que dependem do III Quadro Comunitário de Apoio".
Mais à frente refere as obras a que se destinam as verbas deste empréstimo de 500 mil euros.
Este tipo de jornalismo, barato e caseiro tem também contribuído para este estado de coisas.
É por isso e tudo o resto que este concelho não sai realmente da cepa torta.
Este tipo de posições e a aceitação dada a tudo quanto o Edil tem dito e feito ao longo deste anos, retrata a anomalia propositada e permanente em que temos vivido.
Depois, quando tanto precisamos de encontrar pessoas com boas e sérias soluções para sairmos deste "buraco", confrantamo-nos ainda com todo o tipo de autênticos "esgazeados" que querem à frente dos destinos Municipais meia dúzia do que chamam "gente jovem", sem conhecimento de qualquer espécie, mas que não se coibem de apelidar gente entre 40 e 60 anos como sendo velhos do restelo, incompetentes, também eles, quiçá, esgazeados.
Não discuto os nomes dos habituais "rejeitados" que atrás referem, não porque sejam incompetentes ou menos sérios, mas porque as pessoas não gostam deles, quer pelos seus feitios, quer por posições que tenham tomado e por isso terem feridos susceptibilidades, mas...
precisamos de jovens e menos jovens, logo que a sua seriedade seja indiscutível, tenham prática política e conhecimentos indiscutíveis do nosso concelho, das suas potencialidades e recursos.
Pessoas que discutam o futuro com a sociedade concelhia e que daí retirem fortificadas ideias desenvolvimentistas tão necessárias para todos nós.
Não pode haver dúvidas que as pessoas que se apresentarem à escolha concelhia, hão-de, ou não, merecer a confiança dos eleitores se deles forem conhecidas na verdeira acepção da palavra.
De dizer disparates e fomentar impossibilidades, estamos fartos.

Xavier disse...

Câmara Municipal de Carrazeda está de Tanga!

«A autarquia de Carrazeda de Ansiães pediu mais um empréstimo de 500.000,00 €.»

Mais uma medida ruinosa que vai levar muitos anos e muitos sacrifícios para que as gerações vindouras regularizem as dívidas deste executivo esbanjador liderado por Eugénio Castro.
O "demissionário" Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda, Eugénio Castro, está empenhado em levar a Câmara Municipal a uma situação financeira ruinosa.
Carrazeda de Ansiães tem sido referida a nível nacional por uma das mais endividadas, portadora de uma situação económica catastrófica.

O Presidente da Câmara Municipal convocou uma reunião em Pombal de Ansiães para mais uma vez falar daquilo que sabe que não vai cumprir: as Termas de S. Lourenço.
Mas, os menos distraídos viram que o S. Lourenço foi apenas o pretexto para exigir que os presentes aceitassem mais um empréstimo ruinoso para Carrazeda de Ansiães.

Mas as despesas continuam:
- o Festival de Música Medieval que aproveita a meia dúzia; alguém sabe quanto se gasta neste Festival? Qual a média de assistentes que não façam parte da organização?
- os motoristas continuam a correr a Lisboa para Eugénio Castro assinar documentos;
- as sucessivas viagens do Presidente, vereadores e assessores ao estrangeiro continuam a ser pagas por quem?
- que proveitos concretos tem Carrazeda de Ansiães dessas viagens ao estrangeiro? Nenhum!
- como pensa Eugénio Castro pagar os empréstimos em que atolou Carrazeda?
- quanto é que se deve concretamente?
- quanto se gastou no novo cemitério?
- quanto se gastou no (des)arranjo da vila?
- quanto falta gastar?
- quanto falta gastar no Centro Cívico?
- quanto se vai gastar na Feira da Maçã?
- quanto custam mensalmente os novos carros da Câmara?
- QUANTO?

A situação é muito grave!
Os vereadores da oposição "de passarinhos" socialista continuam encantados a mirar-se ao espelho.
A Câmara Municipal de Carrazeda está de tanga!
Responsável: Presidente da Câmara Eugénio Castro.

Anónimo disse...

Xavier acertou na mouche.