segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Daqui e dali... João Lopes de Matos
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Os apologistas do erro, os preguiçosos da cultura e os chamados “evolucionistas” costumam apregoar que não é preciso defender-se a liberdade porque… “a liberdade está no Povo e é Ele que a faz.”
O Povo acorda pela manhã. Se sabe ler, pega no jornal e lê, por exemplo, “Vão fechar mais 700 escolas” ou “Vamos acabar com a linha do Tua”.
E surge a dúvida, porque, decerto, “são pessoas que sabem…”
E assim nascem os erros, os equívocos, as algaravias intencionais…
O Povo encontra por aí indivíduos “bem-falantes”… universitários quase todos, e (quase) acredita!...
Será por sermos um Povo de “fadistas”?
Carlos Fiúza
Produção de maçã reduziu 10% em Carrazeda

Já os de vinho e de azeite mostram-se mais pessimistas.
As expectativas foram manifestadas durante a décima quinta edição da Feira da Maçã, Vinho e Azeite, que ontem terminou.
José Bernardo, um dos produtores, pensa que o concelho tem potencial para aumentar bastante a produção de maçã, sendo que para este ano espera uma colheita dentro dos valores normais.
“Será um ano normal em relação à campanha anterior apesar de termos menos 10% de produção do que no ano anterior” adianta. “Houve muito frio na altura certa para fazer bons vingamentos, mas depois houve geadas tardias que prejudicaram a produção” explica.
“Num ano normal tenho mil toneladas de maçã, este ano devo ter 900” adianta, acrescentando que apesar disso, “não há qualquer problema com a colocação do fruto no mercado”.
Enquanto a maçã tem escoamento garantido, os produtores de vinho já não têm tanta sorte, precisando de desbravar mais mercado para conseguir escoar as produções.
Sobretudo quem está há menos tempo no ramo, como é o caso de Mónica Prazeres, com quinta em Ribalonga.
“Há alguma dificuldade visto que há uma grande variedade de oferta e cada dia vão surgindo novas marcas” afirma. “Daí nós termos apostado na imagem e na qualidade para cativar o consumidor” acrescenta.
Os produtores de azeite também não têm razão para grandes sorrisos.
José Manuel Almeida, de Seixo de Ansiães, produz cerca de 10 mil litros de azeite anuais e já conheceu melhores dias.
“Agora estou a ter cada vez mais dificuldade porque a produção aumentou” refere, salientando que a dificuldade em vender o azeite está relacionada com “a venda do azeite comercial pois é muito mais barato e isso arrasa-nos completamente. O Alentejo também está a produzir muito mais. Os espanhóis compravam muito azeite, mas agora compram menos porque também têm lá muito”.
Expectativas diferentes entre os produtores de maçã, vinho e azeite em mais um certame realizado em Carrazeda de Ansiães centrado nestes três produtos do concelho.
CIR/Brigantia
Projecto inovador quer potenciar a linha do Tua e levar o comboio ao Azibo

O projecto aponta para um possível reaproveitamento da linha até Bragança, com ligação à Puebla de Sanábria, na vizinha Espanha, capitalizando tudo o que existe a nível de recursos turísticos para os aglomerar num só produto regional para o vale do Tua.
O autor do projecto, Daniel Conde, ligado ao Movimento Cívico pela Linha do Tua, está disposto a sensibilizar os autarcas da região para poder aplicar este projecto agora premiado.
O projecto de Daniel Conde foi premiado com o terceiro lugar no concurso “Realiza o teu sonho” promovido pela associação Acredita Portugal.
O membro do Movimento Cívico da Linha do Tua confessa que inicialmente não estava à espera desta distinção.
“Foi um concurso que durou meses e nas primeiras fases não estava à espera de chegar tão longe, porque é um concurso nacional. Mas à medida que o concurso foi avançando, ganhei legítimas esperanças de chegar ao pódio.”
Daniel Conde refere que a sua principal motivação para participar neste concurso foi a de tentar sensibilizar o poder local para a importância da linha e do vale do Tua e o seu potencial para desenvolver toda a região.
O autor do projecto explica que a sua tese consiste em congregar todos os recursos turísticos à volta do Vale do Tua, tendo como fundamental o comboio na linha do Tua.
“O centro do projecto são comboios turísticos, do Tua a Mirandela, mas que não seja um comboio para descarregar pessoas do Tua em Mirandela. Vai parando pela região e parando para oferecer o que de melhor a região tem, oferecendo actividades ao chegar a Mirandela. Mais um comboio mais pequeno, charter, para apanhar as pessoas que aproveitam o rio” para actividades radicais.
No entender de Daniel Conde, a possível construção da barragem de Foz-Tua e a consequente submersão de parte da linha compromete o projecto turístico mas não o deita por terra.
Daniel Conde considera que, mais importante, é partir já para o terreno, congregar esforços e aproveitar as oportunidades.
Entre as iniciativas apresentadas, está uma que prevê a reabertura da linha entre Mirandela e Vale da Porca, com ligação até à Praia do Azibo por uma via com apenas 60 centímetros de largura.
Para concretizar o projecto prevê que sejam necessários seis milhões de euros que poderão ser suportados pelos municípios envolvidos, cujos autarcas vai tentar sensibilizar.
“Num cenário em que o Estado não comparticiparia com nada, custaria às câmaras três milhões de euros.”
Daniel Conde vai contar com a ajuda do prémio alcançado que prevê uma compensação monetária na ordem dos cinco mil euros, a par com 13 mil euros em serviços, publicidade online, serviços de gestão de relação com os media e serviços jurídicos.
A par disso, o jovem empreendedor partiu já para o terreno para tentar estabelecer parcerias com outras entidades.
CIR/Brigantia
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Daqui e dali... Manuel António Pina
Uma professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa ficou sem a regência de duas cadeiras por ter chumbado mais de 50% dos alunos. O motivo invocado pelo Departamento de Química da Nova para a punição não deixa dúvidas: "Aumento súbito do insucesso escolar". Desde que, no sistema educativo português, foi consagrado entre os direitos, liberdades e garantias fundamentais o direito ao sucesso escolar, quem se meta entre um aluno e o diploma a que tem direito (atrevendo-se, como no caso, a dar notas negativas em exames finais) é culpado do pior dos crimes, o de terrorismo anti-estatístico. Se o futuro licenciado sabe ou não sabe alguma coisa (ler, escrever e contar, por exemplo), é irrelevante; o país, as estatísticas e as caixas dos supermercados precisam de licenciados. Foi isso que a professora da Nova não percebeu. Arreigada a valores reaccionários, achava (onde é que já se viu tal coisa?) que "um aluno só merece 10 valores se adquiriu as competências mínimas nas vertentes teóricas e práticas da disciplina". Campo de reeducação em Ciências da Educação com ela. JN
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

População quer táxis a parar na aldeia
150 mil cabras vão ajudar a combater incêndios

Trata-se de um projecto levado a cabo pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Douro-Duero para ser implementado nos distritos de Bragança e Guarda, do lado português e nas províncias de Zamora e Salamanca, do lado espanhol.
Chama-se “Self-Prevention” e consiste em introduzir 150 mil cabeças de gado caprino nesta região para que actuem como “limpadores naturais” dos campos agrícolas abandonados e dos montes, deixando livres de vegetação zonas de potencial perigo de incêndio.
“Pretendem que sejam 150 mil que vão pastorear nesta região. O gado caprino vai aonde o homem não chega e limpam tudo por onde passam”, explica Jorge Gomes, o governador civil de Bragança, que apoia o projecto. O governador salienta a importância desta iniciativa para a prevenção dos fogos florestais.
“Para além da vertente de prevenção dos incêndios, está em causa um projecto de grande dimensão, de desenvolvimento económico, de combate à desertificação, que vai criar riqueza, postos de trabalho e novas infraestruturas industriais.”
Está prevista a criação de uma empresa que ficará responsável pela distribuição dos efectivos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem a rentabilidade económica do projecto.
É o caso de 12 queijarias, 15 lojas de comercialização de produtos e dois matadouros.
Serviços que vão criar 558 postos de trabalho.
“Na criação dos cabritos, nas queijarias, nas lojas de apoio, enfim. São em infraestruturas que têm de ser edificadas nos quatro distritos.”
O projecto vai começar a ser implementado no próximo ano e está orçado em 48 milhões de euros. Brigantia
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura
da referência directa a um de seus heróis, Anakin Skywalker, da «Guerra das Estrelas» - embora o próprio Rebola o refira em alter-ego: " É um duende que chegou aqui sem ter um passado, nem uma tradição, nem preconceitos e faz observações sobre o que nos acontece."
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Não há ninguém que alguma vez não se preocupe com a idade, isto é, com o tempo que a sua vida vai durando.
Infância… Puerícia… Adolescência… Juventude... Virilidade… Velhice… todos estes períodos da Vida têm os seus encantos; em todos eles o Homem SONHA!
“Não se passa de Dezembro a Junho, senão por meio do inverno e verão, e a primeira parte do verão é semelhante ao inverno, a derradeira ao estio, e o meio é misto, e temperado de ambas. Assim se não passa de um salto da frescura da mocidade, para a seca, e deforme velhice, mas de tal modo envelhecemos, que nos achamos velhos sem sentirmos quando o começamos a ser. A Puerícia nos dispõe para a Adolescência; a adolescência para a Idade Viril, e esta para a Velhice; e são estas idades tam vezinhas, e semelhantes, que quaisquer duas parecem ser uma; e é tam fácil e calado o trânsito de uma para a outra, que sempre as primeiras nos ajudam a não sentir a alteração e graveza das conseguintes.” (Diálogo IV-Frei Amador Arrais).
Sendo a palavra a expressão da Vida, o deslizar desta tem forçosamente de reflectir-se naquela.
Veja-se a inegável analogia entre a “velhice” e a “infância”… não é isto “sonho”, e lindo? Não é a “velhice” como a "infância" períodos intensos de sonho e esperança? Até pelas realidades em presença, como a fraqueza?
E se até a própria natureza se compara aos períodos da vida humana, dando-nos, anualmente, as suas estações…
Como é possível ao Homem dizer tudo isto, sentir tudo isto… e não sonhar?!
Carlos Fiúza
Novidades na Feira da Maçã, Vinho e Azeite de Carrazeda de Ansiães

A Feira da Maçã, Vinho e Azeite realiza-se no próximo fim-de-semana, de sexta a domingo.
Com um orçamento de 68 mil euros, o evento é organizado pela Câmara Municipal e pela Urbeansiães (que inclui a autarquia e a Associação Comercial e Industrial) e pretende promover as principais potencialidades deste concelho duriense.
O presidente da Câmara, José Luís Correia, justifica a opção de trazer a feira para o centro da vila:
“Tencionamos levar o evento para o centro da vila para dar uma maior dinâmica ao comércio local, atrair um maior número de pessoas e, como tal, vamos adequar um espaço que vai dos Paços do Concelho ao Mercado Municipal”, em jeito de avenida.
José Luís Correia acrescenta que este modelo vai obrigar a alterações no trânsito das ruas Luís de Camões e Marechal Gomes da Costa durante os três dias do certame.
Por outro lado, acredita que a nova feira vai resultar, mas não fecha a porta a novas mudanças:
“Temos a humildade suficiente para, no fim desta feira, fazermos a respectiva avaliação”, refere.
Novidade deste ano é a introdução no programa de noites dançantes:
“É uma forma de ter animação até mais tarde e de atrair a juventude para este evento e sintam que pensamos neles. No Verão, sobretudo, gostam de aproveitar a noite.”
Durante a feira, a Câmara autorizou os estabelecimentos de restauração e bebidas, sediados na sede de concelho, a prolongar o seu horário de funcionamento até às seis horas da manhã.
A crise também afectou a realização da Feira da Maçã, Vinho e Azeite e por isso o único concerto com grupos consagrados no panorama nacional ficou agendado para sábado, dia 28, com os Blind Zero. CIR/Brigantia
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Haverá alguém capaz de definir a música?
Uns dizem que a música é a arte de impressionar a alma, por meio de sons, produzidos e combinados de maneira agradável aos ouvidos.
Outros afirmam que a música é a arte de expressar ou provar comoção pela combinação de sons melodiosos e harmónicos.
Eu vou mais com aqueles que, sem definir a música, a consideram linguagem universal por excelência. Porque a música é entendida de todos…
A música é arte, e pode ser ciência e pode ser técnica. Tem, por conseguinte, os seus termos técnicos, os seus termos peculiares.
Mas, não nos preocupemos em definir a música. Saibamos que essa palavra deve a existência às musas…
A música, na antiguidade helénica, era a educação da alma por arte das musas.
Ritmo, harmonia e métrica – eis os três grandes pilares da “mousiké tekhné”!
Benditas musas que nos deram a poesia de tão formosa palavra que é a música!
Ento(n)ação, entoamento e tom… o grau de elevação ou de abaixamento de sons, a gravidade ou a acuidade de som…
Cadência… a terminação, definitiva ou momentânea, de uma frase musical, a queda de uma nota sobre outra nota para determinar a frase musical…
Harmonia… a ciência dos acordes…Ritmo… a duração proporcional de tempo entre a articulação de cada som, a diferença de velocidade ou de lentidão dos sons, em ordem e sucessão regular…
Melodia… a doçura, o encanto musical, a suavidade dos sons…
É ou não verdade que o “sonho comanda a vida”?!
Carlos Fiúza
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Municípios recusam pagar transporte para dez mil alunos
A Associação Nacional de Municípios (ANMP) avisou ontem que as autarquias "não têm condições" para pagar do próprio bolso os encargos adicionais com o transporte de alunos transferidos das escolas do 1.º ciclo agora fechadas. Em causa estará uma diferença de vários milhões de euros entre o custo real e o que o Governo quer dar. (...) DN
Movimento reivindica transportes alternativos à Linha do Tua
Por outro lado, reuniram com o administrador da Sociedade Metro de Mirandela para lhe manifestar o descontentamento da população de Codeçais por não ter transportes alternativos ao comboio.
“Ele passa a três quilómetros e meio da nossa aldeia” refere Armando Azevedo, acrescentando que “numa reunião com o administrador do Metro de Mirandela debatemos esse problema e eu propus que a paragem fosse em Codeçais porque a estação é em Codeçais e não no cruzamento da Brunheda”.
Armando Azevedo que a proposta foi acolhida pela Metro de Mirandela. “A minha proposta foi aceite” revela. “O administrador do metro mandou logo elaborar comunicados que eu já coloquei por aqui para o táxi vir aqui no caso de haver passageiros” pois “no comunicado está um contacto e no dia anterior as pessoas ligam a avisar que precisam de ser transportadas” explica.
O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua a exigir a passagem por Codeçais do táxi alternativo ao metro, que não circula na linha, no concelho de Carrazeda de Ansiães, desde 22 de Agosto de 2008, dia em que uma automotora descarrilou perto da Brunheda, provocando a morte e uma pessoa e dezenas de feridos. CIR/Brigantia
Cidadãos criam outro movimento para defender manutenção da linha do Tua
Nasceu esta semana na aldeia de Codeçais, concelho de Carrazeda de Ansiães, e pretende despertar consciências para a defesa da ferrovia que ficará irremediavelmente inutilizada se avançar a construção de uma barragem na foz do rio Tua.
Graciela Nunes é uma das principais dinamizadoras deste movimento e explica que esta iniciativa “surge por este vai e vem de incertezas”. “Temos a memória colectiva. Há pessoas que choram porque a linha se vai embora” refere. “Em todo o mundo os comboios históricos são acarinhados. Porque é que nós não o devemos fazer?” questiona.
Graciela Nunes acrescenta que a causa já tem mais de uma centena de apoiantes em Codeçais e nas aldeias vizinhas, mas o objectivo é que continue a crescer.
Armando Azevedo está também na linha da frente deste novo movimento e assegura que não quer ver a linha morrer.
“Passei nesta linha desde muito pequenino e até trabalhei nela. Dói-me ver o estado em que ela se encontra e assim não pode continuar” afirma. “Faço um apelo aos nosso representantes políticos para que olhem a sério para esta linha porque ela merece ser restaurada e continuar até Puebla de Sanábria” salienta.
Maria Dulce, Armanda Ferreira e Manuel Ferreira são outros aderentes ao movimento, mas enquanto elas defendem acerrimamente a reabertura da linha do Tua, ele começa a ter dúvidas que tal venha a acontecer.
“Eu não sei se a barragem vai para a frente ou não mas acredito que quando uma casa fecha já não volta a abrir” considera Manuel Ferreira.
Maria Dulce diz que viajou muito na linha “para Mirandela, Bragança e para o Porto quando o meu pai estava doente por isso digo que tem de ser aberta”. Já Armanda Ferreira que tem “amigos no Luxemburgo que conhecem a linha acham que é uma pena fechar e por isso devem voltar a abri-la”.
Está formalizado o Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua, nascido em Codeçais, Carrazeda de Ansiães.
Já tem mais de uma centena de aderentes e promete preparar várias acções para cumprir os seus objectivos.
CIR/Brigantia
Daqui e dali... Carlos Fiúza
O esteta francês Remy de Gourmont, que escreveu muita verdade sobre problemas de estilo, aconselhou um dia aos poetas: “qu’ils n’écrivent rien sans consultar l’oracle, - l’oreille,” isto é, “não escrevessem nada sem consultar o oráculo, o ouvido”.
A Arte poética é a expressão estética digna de traduzir os “sonhos” do nosso ideal.
A tal expressão convém só a modalidade formal que, por mais pura, é a mais digna da poesia: a expressão rítmica.
Penso que à verdadeira Arte poética é imprescindível um poder de atração formal, isto é, que o poeta precisa de possuir o dom de nos cativar pela palavra, para haver comunicação do sentimento do Belo.
Vou lembrar uma redondilha de Camões, assaz conhecida.
Descalça vai para a fonte
Leva na cabeça o pote,
Indago: Onde está a beleza destes versos?
Só no tema escolhido?
Sim, é de supor que às fontes de Portugal tenham ido graciosas raparigas e que muitos Luíses as hajam visto e imaginado que sobre elas ia caindo uma chuva de graciosidade.
Mas a verdade é que nem todos esses Luíses foram aquele outro Luís que era de Camões!
Abraço,
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Condicionantes à barragem do Tua sem cumprimento

Denunciaram que não está estudado o impacto do empreendimento sobre o Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.
Também o plano de mobilidade alternativo ao troço da linha que vai ficar submerso “não terá a mesma funcionalidade que a actual linha de comboio”, explicou Manuela Cunha, dirigente de ‘Os Verdes’, uma vez que o apresentado pela EDP é uma “confusão” e para se fazer uma viagem entre o Tua e Mirandela é necessário fazer viagens no comboio do Douro, de autocarro, barco e depois no comboio do Tua, isto na versão para os turistas, sendo que para os residentes ainda se incluem viagens de táxi. “Os estudos exigidos em fase de RECAPE só tornam mais visível os impactos brutais e foram sempre escondidos”, acrescentou a dirigente.
O facto de as instalações da barragem não estarem incluídas no paredão como na maioria dos outros empreendimentos, estando previstas para a zona próxima da área classificada, é motivo de grande preocupação para os Verdes, que temem que a UNESCO venha a retirar a classificação. JN
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura
É importante primeiro esclarecer que os Barclay James Harvest começaram há 44 anos, em 1966. E que, após o desmembramento da formação inicial, em 1998, os elementos principais da banda voltaram a juntar-se, mas divididos em duas bandas: John Lees' Barclay James Harvest e feat BJH. Les Holroyd, que a marca, digo, a matriz até dá para duas filiais. Assim, para um lado partiram John Lees (voz e guitarra) e Woolly Wolstenholme (voz, teclados, mellotron e guitarra), e, para o outro, o baixista Les Holroyd e o baterista Mel Pritchard, até à morte deste, em 2004. O baixista continua, agora, usando a solo a marca BJH... Com
ambos os grupos recuperando a “velhos” sucessos, apresentando também novos temas. Bom,
resta dizer que assisti à metade John Lees' Barclay James Harvest, mas, se a outra metade fosse, também seria a mesma fusão de rock com música clássica, embora aquela (esta) metade (a que assisti) bem haja Woolly Wolstenholme, exímio executante de mellotron, o órgão electro-mecânico celebrizado pelos BJH e que se tornaria símbolo do rock progressivo nos anos 60 e 70, ao simular o som de uma orquestra.
Resta responder à questão central - mas será que tal música se mantém actual ou apenas em culto de fiéis revivalistas?
A resposta não é fácil. Ainda por cima, eu, que nunca fui tocado pela sua música, como ao género pela dos Genesis, Van der Graaf Generator, Yes, Pink Floyd... Tentando manter a cabeça fria, direi que o melhor dos Barclay são as melodias vocais e algumas harmonias instrumentais. Que o som da guitarra me lembra a de Andy Latimer dos Camel, por quem me senti mais afim, embora a influência possa ser a inversa... Relembro também que o teclista Peter Bardens, deste grupo, faleceu em 2002. Agora,
o mais datado é mesmo a parte rítmica. Que a bateria tem sofrido ao longo das últimas décadas uma grande evolução.
VAV
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
daqui e dali... Carlos Fiúza
Um S. Francisco de Assis poderia chamar, com propriedade, convivente aos bichos da terra, mansos ou ferozes, nocivos ou não, porque a nocividade de tais bichos era vencida pela santidade desse homem.
Porém, os outros homens serão, na realidade, conviventes em relação aos bichos que povoam a terra?Pois se os homens entre si não convivem, na maioria, senão como lobos uns dos outros, consoante testemunhou Plauto, no dito que se tornou célebre - homo homini lúpus, muito menos convivem com os outros bichos terráqueos.
Schopenhauer afirmou, que quanto mais lidava com os homens, mais apreciava os cães. Aqui temos um caso, em que é lícito dizer que o homem encontra melhor convivência com os cães do que com o semelhante.
Tudo isto, se considerarmos a palavra convivente no sentido habitual registado pelos bons léxicos (por exemplo, Aulete, que dá a convivente o sentido de “que vive com outrem em relações de amizade”), nos impede o emprego generoso de convivente em relação aos seres viventes connosco na Terra.
É que já no latim convivere tomou sentido tal de familiaridade que até se aplicava na significação de comer juntamente.Se, portanto, em conviver, e em convivente está impregnada a intimidade, a familiaridade, segue-se que apenas Jesus Cristo, S. Francisco de Assis e poucos mais têm direito a ser considerados conviventes, porque só eles conviveram, de facto, pelo amor, com toda a bicheza, incluindo o bicho homem.
Os seres que vivem ao mesmo tempo e no mesmo torrão do espaço, nesta nossa Terra, neste nosso Globo, não convivem porque vivem luta aberta ou disfarçada uns contra os outros.
E já nos lembrava o Padre António Vieira que os homens e os peixes se comem uns aos outros… logo, não convivem!
Então, se Deus existe… Ele não me tirará o “sonho” de querer ser livre… deixar-me-á “sonhar” que podemos viver… convivendo!
Se assim não for…Então Deus só pode ter sido uma criação humana! …Os homens terão sempre necessidade de inventar Alguém a quem culpar pelas suas culpas…
Apupem-me, chamem-me"idealista", "visionário", até... mas não me tirem a "minha loucura"...
Carlos Fiúza
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Essas palavras fascinantes são os “neurobióticos” e principalmente - “visão curta”, “aventureirismo”, “facilitismo”.
Na verdade, podemos dizer que estamos na idade desses “neurobióticos”, e já outros se anunciam, com mais ou menos feliz confirmação.
Já se fala num "neurobiótico artificial” ainda mais poderoso, a “burriocitina” que, segundo os especialistas “pode abrir uma nova era na luta do homem contra a doença”.
Diz-se que esta droga destrói os "organismos" responsáveis pela “cretinice”, “miopia” e “estatísticas para inglês ver”(além do tifo, da tosse convulsa, da malária, e não garanto se contra a “catarata”, também).
Não me cabe acreditar ou não, porque sou leigo em assuntos médicos.
Como estudioso e investigador de termos “científicos”, apenas quero estudar o aspeto linguístico destas maravilhas da nossa época, procurando dissecar o corpo filológico de tais vocábulos.
Estas palavras - “visão curta”, “aventureirismo”, “facilitismo”, (não esquecendo a “burriocitina”), etc. - como se formam e que querem dizer?
É inútil, por enquanto, ir consultar dicionários portugueses, porque eles ainda não trazem esses termos recém-nascidos.
E as próprias obram lexicográficas estrangeiras mais recentes, ou trazem elementos escassos ou nada trazem acerca destas palavras.
É por isso tentadora a investigação dos termos sobreditos, virgens de contactos filológicos…
Há séculos, se não milénios, que o homem procura vencer estas doenças.
E nessa luta surgem palavras, morrem palavras, prestigiam-se umas, esquecem-se outras e até algumas caem nos dizeres do “escárnio” expressivo.
Em tempo: Ter em conta que o papel dos “antibióticos” é o combate aos “microrganismos”, os “micróbios”…
Carlos Fiúza
Barragem do Tua: “Está-se a perder demasiado tempo”

Daqui e dali... Carlos Fiúza

Ora, assim como a verdadeira música tem de agradar ao ouvido, assim também os verdadeiros versos terão de ter, fundamentalmente, expressão rítmica…
Terá o telescópico ritmo, som, harmonia? É possível… o Espaço é imenso e infindo, como infinda é a minha imaginação!
“Sonho que sou um cavaleiro andante,
C.F.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Daqui e dali... João Lopes de Matos
Não cheguei a falar nesta última personagem, mas fica para outra vez.
Defensores da Linha do Tua dizem que Ministra da Cultura está “a pôr o carro à frente dos bois”
Apesar do despacho do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (Igespar) para abertura do processo de classificação, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, a quem caberá a decisão final, já veio garantir que a linha “não vai interferir com a barragem”.
As declarações de ministra, feitas na última sexta-feira à margem da inauguração do museu do Côa, deixaram, no entanto, os subscritores do requerimento eu abriu o processo de classificação com os cabelos em pé. Manuela Cunha, primeira subscritora do documento, diz que são declarações “preocupantes” e precipitadas.
“Estas declarações são preocupantes porque a senhora ministra assume a barragem como um acto consumado quando isso não é verdade e ainda decorre um processo de consulta pública de estudos de impacto ambiental até ao dia 6 de Agosto.”
Num parecer a que a Brigantia teve acesso, a Direcção Regional de Cultura do Norte esclarece que votou contra a barragem na avaliação de impacto ambiental, por considerar que a linha do Tua tem “um valor patrimonial de excepção”.
No entanto, o mesmo documento sublinha que “a existência de um bem classificado ou em vias de classificação não constitui um impedimento taxativo para a concretização do projecto”, apontando antecedentes como o castelo da Lousa, no Alqueva, e o Sítio de Cidalhes, no Sabor.
“Isto quer dizer o quê, segundo o relatório, o Governo, o Igespar, a ministra da Cultura, mesmo com o bem classificado, poderiam autorizar a construção da barragem. Têm é de explicar em que é que o Governo se baseia para essa decisão. A lei de bases do património impede que haja obras no mínimo até à decisão final e se há um bem que é de interesse nacional, terá de haver um outro interesse nacional a sobrepor-se ao primeiro”, explica. Ou seja, os requerentes da classificação da linha do Tua até admitem que a decisão da ministra da cultura pode vir a ser contrária às suas pretensões, uma vez que é uma decisão política.
Mas avisam que vão continuar a lutar.
“Se os políticos com lugares de governação deste país nos desiludirem, não teremos problemas de recorrer aos tribunais para fazer valer a nossa razão, para além de continuar a travar a luta junto das populações.”
Até porque consideram que o despacho do Igespar que deu origem à abertura do processo de classificação, é uma vitória para aqueles que defendem a continuidade da linha.
“É visto pelos requerentes como algo de muito positivo. Este despacho é sustentado num relatório onde é assumido que a linha do Tua tem um valor patrimonial de excepção nos domínios histórico, social, técnico e paisagístico”, sublinha.
A EDP, que já abriu o concurso para a construção da barragem do Tua, continua sem fazer comentários. Brigantia
FARPA arrancou ameaçado pela crise

A Associação de Pombal de Ansiães, que organiza o FARPA, promete não o deixar morrer, apesar das dificuldades de financiamento por causa da crise:
“Todos os anos debatemo-nos com esse problema mas arranjamos forças há última da hora para fazer o festival. Este ano as instituições atrasaram-se um bocadinho a darem-nos alguma parte do dinheiro. Algum até nem veio mas temos a certeza que as candidaturas foram deferidas”, explicou Fernanda Cardoso, a presidente da Associação de Pombal de Ansiães, que não quer deixar acabar o FARPA porque nesta aldeia do concelho de Carrazeda de Ansiães o teatro faz parte da vida da população há muitas décadas.
Casimiro Calvário é um dos actores de antigamente. Pensa que o festival deve continuar a fazer parte dos eventos da freguesia, embora pense que a adesão popular já foi maior:
“O festival deve continuar até porque dá nome à freguesia. Mas devia ser só há noite, durante o dia as actividades são poucas. No princípio era melhor do que agora. Agora as pessoas já não aderem tanto.” Fernanda Cardoso concorda que a juventude nem sempre adere como seria desejável:
“Acho que os jovens andam um bocadinho perdidos, preferem os cafés. Preferem o teatro do que música. Para trazer os músicos chamativos para os jovens pedem-nos muito dinheiro”, explica.
CIR/Brigantia