terça-feira, 10 de maio de 2011

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Portugal e a troika


Até que enfim o nosso futuro está definido. E definido pormenorizadamente.
Para isso, foi necessária a intervenção externa. Nós não fomos capazes de caminhar pelos nossos próprios pés. Isso, no entanto, não é forçosamente mau. Sempre tivemos uma visão muito limitada, paroquial até, dos nossos problemas e tornava-se necessário que alguém, com uma visão mais alargada, nos fizesse ver de mais alto e atendendo a algo que não tinha apenas a ver com a nossa capelinha mas também com o todo europeu.
Daí que só os de fora fossem capazes de nos chamar a atenção para as mudanças estruturais necessárias no domínio da Justiça (tornando-a mais prática e célere), no domínio da reorganização administrativa a nível central (acabando com muitas sobreposições) e a nível local (acabando com arremedos de freguesias e de concelhos e obrigando-nos a uma visão mais ampla em termos autárquicos), no domínio da saúde (permitindo uma economia de meios que viabilize a assistência sobretudo aos mais carecidos) e noutros domínios mais polémicos como o sector do trabalho(em que , para conservar os direitos adquiridos, nada poderia ser alterado). No sector público em geral, há que criar uma nova mentalidade de serviço em prol dos utentes e não em prol dos instalados.
Julgo que agora estão reunidas as condições para um grande avanço qualitativo na vida de todos e para nos lançarmos na senda da modernização.
As nossas condições financeiras vão obrigar-nos a contermo-nos em certas despesas e a adiarmos certos empreendimentos, necessários e convenientes ao nosso desenvolvimento interno e a uma cada vez mais fácil ligação ao exterior, ao qual devemos estar cada vez mais unidos.
Algumas vias rápidas que percorram o nosso interior e façam com que desapareça a distinção litoral – interior (dada a rapidez de acesso fazer desaparecer a ideia de isolamento), outras que unam mais Portugal e Espanha, sobretudo na zona fronteiriça, e a mais emblemática de todas – o TGV – que irá de Lisboa a Madrid e , depois,
a toda a Europa, terão de sofrer um certo compasso de espera.
Mas de todas estas obras não iremos prescindir porque elas fazem parte da caracterização do Portugal do futuro.
O programa está delineado: que venha agora um governo capaz de, conjuntamente com todos nós, implantá-lo.
João Lopes de Matos

5 comentários:

Carlos disse...

“A Troika”

Não gosto deste termo - troika.
Faz-me lembrar uma espécie de “caleche” com skis, tirada por três cavalos…

Não tenho nada contra os cavalos, pelo contrário… mas acho a analogia deprimente.

E isto por não saber qual a parte do conjunto que diz respeito a Portugal… se a caleche, se os cavalos!

Chamemos-lhe “triunvirato” (é mais elegante) … isso sabemos o que é: “governo a três”.

Espero, sinceramente, ser a última vez que em vida assista à vergonha de ver o meu País “governado de fora”!

Não me interessa de quem foi a culpa… neste momento não é isso que deve estar em causa.

Partilho do muito que JLM nos disse.

Aplaudo quando lamenta o facto de ter sido preciso chamar “os de fora”…

Mas aplaudo, sobretudo, a sua mensagem final: “unamo-nos” e “governemos bem”.

Só que…
… tenho dúvidas que isso seja possível (quanto à unidade)…
… e mais ainda quanto à matriz (já impressa)!

No entanto,
como otimista que sou,

gostaria de acreditar que “desta é que é”… faço “figas” para que assim seja!


Carlos Fiúza

Anónimo disse...

Com o TGV, mas sem um LVS a copiar descaradamente da net, sem aspas nem referência à fonte. Ainda por cima, com um ar de superioridade que mete fastio. Volte depressa, Dom Manoel Barreiras Pinto! Em nome da produção nacional!
Beto Cortiça

Anónimo disse...

Realmente, não sei como Carlos Fiúza e João Lopes de Matos alinham num diálogo com alguém que não respeita os direitos de autor, usurpando o pensamento alheio como se fosse dele próprio. Ainda por cima, tecendo-lhe os mais rasgados elogios.

Anónimo disse...

Anda tudo a copiar. O próximo governo será cábula da troika. JAM, h. r., C. F., no blogue encarnado, a copiarem VAV, que sem estar presente, é quem mais ordena. Só JLM e MBP, e ainda bem, se mantêm fiéis a si mesmos! Assino por baixo do que disse Beto Cortiça: LVS copia h.r., e não sabe copiar.

isaura festa disse...

Prquê tantas tricas,não somos todos Portugueses?