DN
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Legislação para associativismo municipal entra terça-feira em vigor
A nova legislação sobre o associativismo municipal que vai permitir aos municípios agruparem-se na defesa de interesses supramunicipais, nomeadamente candidatar projectos a fundos comunitários, foi hoje publicada em Diário da República e entra esta terça-feira em vigor
«O associativismo municipal reveste-se de grande importância para que possam ser enfrentados, à escala adequada, problemas comuns a diferentes autarquias», refere o texto do decreto-lei 68/2008, hoje publicado. Rádio Ansiães
«O associativismo municipal reveste-se de grande importância para que possam ser enfrentados, à escala adequada, problemas comuns a diferentes autarquias», refere o texto do decreto-lei 68/2008, hoje publicado. Rádio Ansiães
Carrazeda campeão 2007-2008 em seniores masculinos
“Campeões olé, campeões olé”. Cânticos de alegria dos atletas da equipa de futsal do Futebol Clube de Carrazeda de Ansiães, que na passada sexta-feira se sagraram campeões distritais, na categoria de “seniores masculinos”, depois de bater por 12-1 o Sporting de Moncorvo.O Carrazeda tirou a rolha ao espumante e vestiu as camisolas dos “campeões” a quatro jornadas do final da temporada, somando 54 pontos. Com 159 golos marcados e 57 sofridos, ganhou todos os 18 jogos disputados até ao momento, pelo que outro objectivo da época passa por acabá-la invicto. “Não podemos prometer este feito, mas pode ser que consigamos”, notou Artur Sequeira, treinador da equipa.
O responsável revelou que não estavam à espera de serem campeões esta época. “Programámos apenas ganhar jogo a jogo e aconteceu sermos campeões a quatro jornadas do fim”.
O futsal sénior do FC Carrazeda pode também ganhar a Taça distrital da modalidade, pois já conseguiu chegar à final, que vai disputar no dia 25 de Maio, também frente ao Sporting de Moncorvo, no pavilhão municipal de Vila Nova de Foz Côa.
Segundo o treinador carrazedense, o mérito dos feitos alcançados deve-se ao “bom grupo” que se conseguiu formar nos últimos anos, alguns dos elementos já com muita experiência no campeonato.
“Entrámos um pouco nervosos mas estivemos muito bem durante todo o jogo”, confidenciou Artur Sequeira, treinador da equipa, no final do jogo do título, realizado no pavilhão desportivo da Escola Secundária de Carrazeda, sexta-feira à noite, com casa cheia.
"A equipa do Moncorvo veio bem estruturada, a defender muito bem, mas acabámos por entrar no seu meio campo e marcar esta diferença de golos”, resumiu ainda o treinador.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto e José Luís Carvalho
Barragem do Tua: Autarcas dispostos a sacrificar linha em troca de compensações
A esmagadora maioria dos autarcas afectados pela barragem de Foz Tua, em Trás os Montes, está disposta a sacrificar a linha do Tua em troca de compensações para as populações, segundo opiniões recolhidas hoje pela Lusa.O presidente da Câmara de Vila Flor, Artur Pimentel, compara mesmo a linha do Tua à perda de um ente querido.
"Nós temos sempre pena das pessoas que nos são queridas e morrem, mas temos de olhar para o futuro e o futuro é a barragem não é a linha do Tua", considerou o autarca socialista.
Artur Pimentel diz-se "um saudosista da linha do Tua" mas não vai defender a sua manutenção a qualquer custo na reunião de quarta-feira, em Carrazeda de Ansiães.
A reunião já foi adiada duas vezes e, depois de marcada para 08 e 15 de Abril, tem agora nova data para dia 16, em Carrazeda de Ansiães.
Concertar posições para negociar compensações pela construção da barragem é o propósito deste encontro entre os presidentes das Câmaras de Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Alijó.
No conflito entre a barragem e a linha, a única excepção é o presidente da Câmara de Mirandela, o social-democrata José Silvano, que estará isolado nesta reunião, como admitiu hoje à Lusa.
"Se houver posições conciliáveis tudo bem, se não houver alguma coisa terá de ser sacrificada e, se tiver que ser a linha do Tua, que o seja, com as devidas compensações" disse à Lusa o autarca de Carrazeda de Ansiães, o social democrata Eugénio de Castro.
O anfitrião desta reunião contesta também os argumentos dos ambientalistas, lembrando que há mais de cem anos a construção da linha do Tua foi em si "uma grande ofensa ao ambiente".
Apontou também o caso mais recente da construção da barragem de Picote, no Douro Internacional, considerada na actualidade um exemplo da arquitectura moderna.
"Deve também ter sido, naquela altura- há 50 anos- uma ofensa ao ambiente e hoje está prestes a ser classificada como monumento nacional", afirmou.
A ideia da reunião para concertar uma posição surgiu depois de ter sido conhecida, a 23 de Março, a única concorrente à construção e exploração da barragem, a EDP.
A proposta apresentada pela EDP indica uma cota de 195 metros, que inundaria quase toda a linha do Tua, vinhas e olivais nos distritos de Bragança e Via Real.
A cota só será decidida em sede de Declaração de Impacte Ambiental e de acordo com os resultados dos estudos que a concessionária terá que desenvolver.

A cota mínima, de 160 metros, agrada aos quatro autarcas de Alijó, Carrazeda, Murça e Vila Flor, apesar de o último troço da linha do Tua e o mais atractivo turisticamente ficar inundado.
Enquanto que os colegas estão dispostos a negociar compensações para as populações por esta e outras perdas, José Silvano, que é também presidente do Metro de Mirandela, responsável pelo transporte ao serviço da CP, "só quer saber o que está previsto para a linha do Tua.
Nomeadamente quanto dos 20 por cento do valor da obra para a minimizar impactes e compensações se destinam à Linha do Tua.
Segundo os valores apresentados pela EDP, estes 20 por cento corresponderão a cerca de 68 milhões de euros, já que o investimento estimado é de cerca de 340 milhões para uma cota de exploração de 195 metros, o que implicará uma capacidade instalada de 324 mega watts (MW).
O que é certo é que nenhum autarca conhece ainda as propostas da EDP em relação à linha e outros interesses afectados.
O presidente executivo da EDP, António Mexia, garantiu recentemente que "a empresa apresentou alternativas claras para todas as partes da linha que não podem ser preservadas".
Não concretizou, porém essas alternativas, afirmando apenas que "o que está em causa é maximizar a diferença entre o efeito positivo e o efeito negativo".
António Mexia disse ainda que "a EDP está determinada em ter a melhor combinação entre desenvolvimento regional e aproveitamento hidroeléctrico e isso é algo que vai ser trabalhado entre a EDP, o Ministério do Ambiente, as Câmaras e as populações locais".
O presidente da Câmara de Alijó, o socialista Artur Cascarejo, diz que é necessário encontrar "um ponto de equilíbrio" entre o aproveitamento hidroeléctrico, o ambiente e os interesses das populações que serão afectadas com a subida das águas".
Já o colega socialista João Teixeira, autarca do concelho mais afectado em termos agrícolas, o de Murça, apoia a barragem a uma cota mínima, que salvaguarde a maior parte da área de vinha e olival. RTP
Fotógrafos vão registar última Primavera intacta no Vale do Tua
A "fo[Tua]grafia" é promovida pelo Núcleo de Estudos para a Protecção Ambiental (NEPA) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em colaboração com a núcleo de Vila Real da Quercus e da Coordenadora de afectados pelas Grandes Barragens e Transvases (Coagret).
Joaquim Silva, dirigente do NEPA, referiu que a iniciativa pretende resgatar "as magníficas paisagens" do Tua, devido ao eminente encerramento da linha e a consequente inacessibilidade e intenção clara de destruição do vale.
O principal "inimigo" do vale do Tua é, segundo os ambientalistas, a barragem prevista para a foz do rio, cuja construção foi recentemente adjudicada à EDP.
Segundo a organização, as gargantas apertadas que caracterizam o vale do Tua, "proporcionam paisagens e condições hídricas óptimas para o usufruto da canoagem e disciplinas associadas" e a linha de caminho de ferro, com 120 anos de vida e considerada uma das mais belas da Europa, "serve de forma perfeita a acessibilidade para as actividades de descoberta do vale".
O programa da actividade estará dependente da reabertura da circulação na Linha do Tua, suspenso na quinta-feira entre a Brunheda e o Tua devido a um deslizamento de terras que atingiu uma Dresin (automotora) durante uma inspecção de segurança da linha.
Se, no dia 20, a circulação neste troço se mantiver suspensa, Joaquim Silva diz que a viajem de comboio se poderá efectuar entre as estações de Mirandela e Brunheda, concluindo o resto do trajecto até à estação do Tua de automóvel.
A "fo[Tua]grafia" surge na sequência da iniciativa "Por Linhas Travessas", um ciclo de percursos pedestres, ferroviários e fluviais que pretende dar a conhecer a região de Trás-os-Montes e Alto Douro através das linhas de caminho de ferro.
Rádio Ansiães
domingo, 13 de abril de 2008
Presidente do PSD defende impostos com taxas próximas do zero para empresas do interior
O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, defendeu hoje em Celorico de Basto que as empresas que se instalem em concelhos deprimidos deviam beneficiar, durante alguns anos, de "incentivos radicais", propondo a aplicação de impostos com taxas próximas do zero. O líder social-democrata explicou que esta medida se devia aplicar às empresas responsáveis por projectos que contribuam para o desenvolvimento das regiões do interior do país, considerando que um abaixamento de alguns pontos percentuais no IRC não é suficiente. Luís Filipe Menezes, que discursava na conferência "Novos Caminhos para o interior", promovida pela secção de Celorico de Basto do PSD, também reclamou mais incentivos especiais dirigidos a quadros profissionais que queiram trabalhar, investir e viver no interior. (...) Público
sábado, 12 de abril de 2008
Linha do Tua deve reabrir já na próxima semana
A queda de pedras para a linha, que esteve na origem do descarrilamento, danificou carris, travessas e o muro de suporte da via. A reparação, apesar de não se prever demorada, vai obrigar à deslocação de maquinaria para o local, a cerca de dois quilómetros da Estação de Foz-Tua.
O presidente do Metro de Mirandela, José Silvano, confessa a sua "preocupação" pelo facto do acidente de quinta-feira (provocou três feridos ligeiros) poder ter-se dado com uma automotora do metro, caso a dresina não tivesse passado no local duas horas antes, cumprindo a sua função de monitorização das condições de segurança. "Se calhar no Inverno teremos de ter o dobro das cautelas", admitiu. Silvano reivindica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da Refer a "entrega rápida" do estudo sobre as condições de segurança da linha, agora aprazado para 21 de Maio. "Só assim saberemos onde é preciso fazer trabalhos de consolidação", realçou.
Entretanto, o Movimento Cívico pela Linha do Tua emitiu um comunicado para reivindicar "mais investimento na segurança" para evitar acidentes". Sublinha que "há soluções técnicas para o controlo de riscos de origem natural, já usadas noutras linhas, o que torna incompreensível o atraso na sua adopção para a do Tua".
Texto e Foto: Eduardo Pinto, JN
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Menezes condena preocupação do Governo com ''fait-divers"
Luís Filipe Menezes acusou o Governo de se preocupar com "fait-divers" quando deveria centrar-se nos problemas reais do país. O líder do PSD voltou a prometer igualar, no prazo de uma legislatura, a carga fiscal portuguesa à de Espanha. RTP
Clique aqui para ver o video
Meneses quer igualdade fiscal entre Portugal e Espanha
O líder social-democrata defendeu, esta manhã, em Trás-os-Montes, que só a igualdade de impostos com Espanha poderá dotar o país de maior competitividade.Ao iniciar o roteiro Mudar Portugal, Luís Filipe Menezes prometeu, em Carrazeda de Ansiães, igualar os impostos à vizinha Espanha, um objectivo para cumprir caso vença as legislativas do próximo ano. RR
Douro é pólo de desenvolvimento da Região de Turismo do Norte
Já foi publicado em Diário da República o novo regime jurídico das áreas regionais de turismo em Portugal continental e ainda dos vários pólos de desenvolvimento turístico.
Com esta nova divisão das regiões de turismo, em apenas cinco, o governo pretende “modernizar e dinamizar” o sector para enfrentar os desafios do turismo.Na região Norte será constituído um pólo de desenvolvimento turístico denominado Douro.
Para além do Douro, haverá a Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Oeste, Litoral Alentejano e Alqueva.
Neste pólo de desenvolvimento turístico duriense temos os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.
A inclusão destes concelhos num pólo de desenvolvimento não impede que as entidades públicas e privadas destes municípios participem no funcionamento das regiões de turismo. (...) CIR/Eduardo Pinto/RádioAnsiães
Com esta nova divisão das regiões de turismo, em apenas cinco, o governo pretende “modernizar e dinamizar” o sector para enfrentar os desafios do turismo.Na região Norte será constituído um pólo de desenvolvimento turístico denominado Douro.
Para além do Douro, haverá a Serra da Estrela, Leiria-Fátima, Oeste, Litoral Alentejano e Alqueva.
Neste pólo de desenvolvimento turístico duriense temos os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.
A inclusão destes concelhos num pólo de desenvolvimento não impede que as entidades públicas e privadas destes municípios participem no funcionamento das regiões de turismo. (...) CIR/Eduardo Pinto/RádioAnsiães
Líder do PSD visita o distrito de Bragança sexta e sábado
Luís Filipe Menezes está de visita ao distrito de Bragança esta sexta-feira e sábado. É uma deslocação de dois dias que vai passar em nove concelhos.A visita começa às nove da manhã em Carrazeda de Ansiães onde o presidente do PSD vai tomar o pequeno-almoço com vitivinicultores, fruticultores e olivicultores na Quinta da Coveta.
Segue para Vila Flor para visitar a santa Casa da Misericórdia e conviver com a população.
Depois do almoço visita o tribunal e Torre de Moncorvo e segue para Freixo de Espada à Cinta onde vai estar no centro de saúde.O primeiro dia da visita termina em Mogadouro com um jantar com deputados, autarcas e dirigentes locais do partido.
Sábado, o dia começa em Alfândega da Fé onde se realiza um fórum promovido pela Comissão Política Distrital da JSD.
Ao meio-dia passa pelo hospital se Macedo de Cavaleiros e às três da tarde chega a Bragança para reunir com os militantes mais antigos do partido.
Na capital de distrito, Luís Filipe Menezes participa ainda numa conferência sobre "Interioridade e Coesão Territorial" e num Encontro Distrital do Movimento das Mulheres Social-democratas.
A visita termina em Mirandela com um encontro com todas as Associações Agrícolas do Distrito de Bragança e um jantar com militantes do PSD.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto
Daqui e dali... Júlio César
Ninguém melhor que o nosso Rei sabe como presentear todos os seus opositores e não opositores: presenteá-los com elefantes brancos.
Os elefantes brancos são raros na natureza, portanto são sagrados. Como são sagrados são intocáveis. Mas elefantes sagrados também comem, e comem demasiado. O suficiente para transformar um Concelho rico num miserável.
A semelhança entre estes elefantes são as suas prendas. De acordo com os termos das doações, a maior parte deve ser gasta em sistemas de bombagem de água. Um moderno sistema de bombagem é imensamente caro. É verdade que nós o obtemos em troco de nada. Mas tal como os elefantes brancos, este sistema mais uma vez custa ao Povo. Precisa de Pilotos, cujo treino custa uma fortuna. Precisa de população calma e serena. Todas estas despesas são muito maiores do que o preço da própria bombagem.
Mas que Povo pode recusar umas prendas tão maravilhosas?
O nosso Povo está prestes a receber enormes quantidades das mais avançadas promessas. O preço afixado ainda não foi possível calcular. Aparentemente, as promessas são necessárias para fortalecer o ego do nosso Rei: Aos olhos de todos, este agora é o grande perigo.
Como é que isto aconteceu? Durante as duas últimas décadas a nossa Terra serviu como reserva de elefantes brancos. Quando o Rei derrubou o regime anterior, toda a região sonhou. O governo instalado rapidamente dominou as milícias revoltosas. O Rei está agora mais poderoso que nunca, está a estender o seu longo braço a todos os que ainda acreditam.
O Rei, na sua infinita sabedoria, fez com que quase todas as enormes reservas se esgotassem. Se estas reservas fugirem do controle do Rei, isto provocará uma mudança drástica no equilíbrio de poder.
No entanto os príncipes, têm direitos adquiridos nestes arranjos convenientes. Quando estes levantam a sua voz contra um negócio de sistemas de bombagem de água ou outros, logo o Rei numa lógica da objecção estende o seu manto para abafar todos os males. Esta é a base para que os Elefantes Brancos não se tornem visíveis, aos olhos do Povo.
O que fazer? É fácil: oferece-los ao Povo como prenda, a fim de manter "o equilíbrio de poder" e a nossa "superioridade qualitativa sobre todos os Povos vizinhos".
Mas isto, naturalmente, não é o fim da história.
Os tempos mudaram. O Rei é uma pessoa respeitável. Pode ser uma celebridade, objecto de adulação para o Povo.
Só que um multimilionário havia-se fixado na ideia de adquirir um elefante branco, a fim de impressionar os seus colegas. Mas é rigorosamente proibido exportar elefantes brancos desta terra, porque são património de todos nós.
Entretanto um esperto prometeu-lhe obter um elefante branco, e disse-lhe mesmo como faria isso: pintaria o elefante de cinza antes de contrabandeá-lo.E na verdade, no prazo prometido chegou uma gaiola, e dali saiu um elefante cinzento. Quando a tinta cinza foi lavada, revelou-se um elefante branco. Mas com um bocado mais de lavagem, a tinta branca também foi descascada e, por baixo, o elefante era cinzento.
Um negócio é um negócio. Um Elefante será sempre um Elefante.
Júlio César
A semelhança entre estes elefantes são as suas prendas. De acordo com os termos das doações, a maior parte deve ser gasta em sistemas de bombagem de água. Um moderno sistema de bombagem é imensamente caro. É verdade que nós o obtemos em troco de nada. Mas tal como os elefantes brancos, este sistema mais uma vez custa ao Povo. Precisa de Pilotos, cujo treino custa uma fortuna. Precisa de população calma e serena. Todas estas despesas são muito maiores do que o preço da própria bombagem.
Mas que Povo pode recusar umas prendas tão maravilhosas?
O nosso Povo está prestes a receber enormes quantidades das mais avançadas promessas. O preço afixado ainda não foi possível calcular. Aparentemente, as promessas são necessárias para fortalecer o ego do nosso Rei: Aos olhos de todos, este agora é o grande perigo.
Como é que isto aconteceu? Durante as duas últimas décadas a nossa Terra serviu como reserva de elefantes brancos. Quando o Rei derrubou o regime anterior, toda a região sonhou. O governo instalado rapidamente dominou as milícias revoltosas. O Rei está agora mais poderoso que nunca, está a estender o seu longo braço a todos os que ainda acreditam.
O Rei, na sua infinita sabedoria, fez com que quase todas as enormes reservas se esgotassem. Se estas reservas fugirem do controle do Rei, isto provocará uma mudança drástica no equilíbrio de poder.
No entanto os príncipes, têm direitos adquiridos nestes arranjos convenientes. Quando estes levantam a sua voz contra um negócio de sistemas de bombagem de água ou outros, logo o Rei numa lógica da objecção estende o seu manto para abafar todos os males. Esta é a base para que os Elefantes Brancos não se tornem visíveis, aos olhos do Povo.

O que fazer? É fácil: oferece-los ao Povo como prenda, a fim de manter "o equilíbrio de poder" e a nossa "superioridade qualitativa sobre todos os Povos vizinhos".
Mas isto, naturalmente, não é o fim da história.
Os tempos mudaram. O Rei é uma pessoa respeitável. Pode ser uma celebridade, objecto de adulação para o Povo.
Só que um multimilionário havia-se fixado na ideia de adquirir um elefante branco, a fim de impressionar os seus colegas. Mas é rigorosamente proibido exportar elefantes brancos desta terra, porque são património de todos nós.
Entretanto um esperto prometeu-lhe obter um elefante branco, e disse-lhe mesmo como faria isso: pintaria o elefante de cinza antes de contrabandeá-lo.E na verdade, no prazo prometido chegou uma gaiola, e dali saiu um elefante cinzento. Quando a tinta cinza foi lavada, revelou-se um elefante branco. Mas com um bocado mais de lavagem, a tinta branca também foi descascada e, por baixo, o elefante era cinzento.
Um negócio é um negócio. Um Elefante será sempre um Elefante.
Júlio César
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Museu vai ter 11 núcleos na região
O Museu do Douro tem já programados 11 núcleos que serão implantados em toda a região demarcada, num projecto que vai ser alvo de uma primeira candidatura global à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), com vista à elaboração de um estudo de concepção, no valor de 300 mil euros, que se espera venha a ser financiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).Segundo Maia Pinto, director do Museu, "os núcleos já previstos são 11. A saber Pão e Vinho (Favaios, Alijó), Amêndoa (Vila Nova de Foz Côa), Arrais e Cereja (Resende), Vinho (S. João da Pesqueira), Seda (Freixo de Espada à Cinta), Sumagre - planta utilizada para o curtimento de peles - (Muxagata, Vila Nova de Foz Côa), Barqueiros (Barqueiros, Mesão Frio), Imaginário (Tabuaço), Gastronomia (Lamego), chegada do caminho de ferro (Barca d' Alva, Figueira de Castelo Rodrigo) e Estação Eléctrica do Biel (Vila Real).
"Aquele responsável acrescentou que "estes núcleos terão uma programação integrada de forma a potenciar iniciativas dispersas, dando corpo à ideia de Museu do Território".Recorde-se que a sede do Museu do Douro, na antiga Casa da Companhia, em Peso da Régua, está em fase de construção, num investimento global de 7,5 milhões de euros (2,5 milhões para equipamentos), devendo ser inaugurada em 14 de Dezembro. JN
Linha do Tua: REFER ainda não sabe quando será normalizada a circulação
A REFER ainda não sabe quando poderá ser retomada a circulação na linha do Tua, que se encontra parcialmente suspensa devido a um deslizamento de terras, informou a empresa.
Fonte do gabinete de Comunicação e Imagem da REFER disse à Lusa que a circulação está suspensa entre a Brunheda e o Tua, à semelhança do que aconteceu durante quase um ano depois do acidente de Fevereiro de 2007, em que morreram três ferroviários.
De acordo com a fonte, um deslizamento de terras atingiu hoje de manhã uma Dresin durante uma inspecção de segurança da linha.
Três trabalhadores da REFER ficaram ligeiramente feridos.
Esta máquina, a Dresin, é utilizada pela empresa para fazer operações de vistoria ou outros serviços na linha, e nada tem a ver com as composições do metro de Mirandela que fazem o transporte comercial ao serviço da CP.
A REFER esclareceu que o desabamento de terras que atingiu a Dresin ocorreu junto à estação de Santa Luzia, próximo do início do percurso ferroviário, no sentido Tua/Mirandela.
Por não haver condições no local, está a ser feito o transbordo rodoviário mais acima, na estação da Brunheda.
Desta forma, o percurso continua a ser feito nos carris entre Mirandela e a Brunheda e até ao Tua de automóvel.
O episódio de hoje fez regressar a linha aos condicionalismos que vigoraram durante quase um ano até Janeiro, altura em que a ferrovia foi reaberta em toda a extensão.
Desde Fevereiro de 2007 que o troço entre a Brunheda e o Tua estava encerrado devido ao desabamento de pedras e terra que arrastou uma composição do Metro de Mirandela por uma ravina em direcção ao Tua, com cinco pessoas a bordo.
A linha reabriu em Janeiro com uma licença provisória de circulação que caducou em Abril, com a ameaça do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) de voltar a encerrar o troço acidentado.
A REFER e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) não concluíram dentro do prazo os estudos e medidas de segurança exigidas.
O IMTT acabou por ceder e prorrogar o prazo até 21 de Maio.
O Partido Ecologista "Os Verdes" já lamentou, em comunicado, "a ocorrência de mais um acidente na Linha do Tua", fazendo votos para "o rápido restabelecimento dos trabalhadores feridos".
"Os Verdes relembram que é normal a ocorrência deste tipo de deslizamentos de terra em linhas de montanha, o que só vem provar que devem ser feitos mais investimentos para melhorar a segurança destas linhas", refere.
O partido espera que "este deslizamento não sirva, mais uma vez, como pretexto para o encerramento da Linha do Tua" e que "a normalização da linha seja rapidamente reposta, no sentido de viabilizar a circulação". Lusa
Fonte do gabinete de Comunicação e Imagem da REFER disse à Lusa que a circulação está suspensa entre a Brunheda e o Tua, à semelhança do que aconteceu durante quase um ano depois do acidente de Fevereiro de 2007, em que morreram três ferroviários.
De acordo com a fonte, um deslizamento de terras atingiu hoje de manhã uma Dresin durante uma inspecção de segurança da linha.
Três trabalhadores da REFER ficaram ligeiramente feridos.
Esta máquina, a Dresin, é utilizada pela empresa para fazer operações de vistoria ou outros serviços na linha, e nada tem a ver com as composições do metro de Mirandela que fazem o transporte comercial ao serviço da CP.
A REFER esclareceu que o desabamento de terras que atingiu a Dresin ocorreu junto à estação de Santa Luzia, próximo do início do percurso ferroviário, no sentido Tua/Mirandela.
Por não haver condições no local, está a ser feito o transbordo rodoviário mais acima, na estação da Brunheda.
Desta forma, o percurso continua a ser feito nos carris entre Mirandela e a Brunheda e até ao Tua de automóvel.
O episódio de hoje fez regressar a linha aos condicionalismos que vigoraram durante quase um ano até Janeiro, altura em que a ferrovia foi reaberta em toda a extensão.
Desde Fevereiro de 2007 que o troço entre a Brunheda e o Tua estava encerrado devido ao desabamento de pedras e terra que arrastou uma composição do Metro de Mirandela por uma ravina em direcção ao Tua, com cinco pessoas a bordo.
A linha reabriu em Janeiro com uma licença provisória de circulação que caducou em Abril, com a ameaça do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) de voltar a encerrar o troço acidentado.
A REFER e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) não concluíram dentro do prazo os estudos e medidas de segurança exigidas.
O IMTT acabou por ceder e prorrogar o prazo até 21 de Maio.
O Partido Ecologista "Os Verdes" já lamentou, em comunicado, "a ocorrência de mais um acidente na Linha do Tua", fazendo votos para "o rápido restabelecimento dos trabalhadores feridos".
"Os Verdes relembram que é normal a ocorrência deste tipo de deslizamentos de terra em linhas de montanha, o que só vem provar que devem ser feitos mais investimentos para melhorar a segurança destas linhas", refere.
O partido espera que "este deslizamento não sirva, mais uma vez, como pretexto para o encerramento da Linha do Tua" e que "a normalização da linha seja rapidamente reposta, no sentido de viabilizar a circulação". Lusa
Descarrilamento na Linha do Tua faz três feridos
Os três feridos estão a ser assistidos no Centro de Saúde de Alijó.
in Público
Imagens com história
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Casa construída para jovens reconvertida em lar de idosos
O edifício do lar de crianças e jovens em risco da Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor vai ser reconvertido para lar de idosos. A estrutura, que custou 750 mil euros à Misericórdia, está pronta há vários meses, à espera de ordem e financiamento da Segurança Social para funcionar, mas quando for inaugurada já não terá as mesmas funções para que foi projectada.
O provedor da misericórdia, Vítor Costa, explicou que foi informado pela Segurança Social que "já não há tantas crianças com necessidade de ser institucionalizadas", pelo que foi necessário pedir reconversão para lar de idosos de modo a dar utilidade ao imóvel. Vitor Costa diz ter a promessa da Segurança Social de Bragança que o acordo poderá ser assinado "em meados deste ano". De visita à instituição, os deputados do PSD na Assembleia da República, Adão Silva e Olímpia Candeias, revelaram que o início do funcionamento do lar está encalhado por "falta de dinheiro", pelo requereram ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social informações sobre o reforço orçamental dos serviços de Bragança da Segurança Social, de modo a que o lar possa abrir antes. (...) Eduardo Pinto, JN
Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo
Al mismo tiempo que la devolvían a su templo todos agitaban los pañuelos blancos con emocionante devoción.
Todo comenzó en la Academia Jovellanos (Montijo), allí nos conocimos y compartimos tres meses de madrugones, dinámicas de grupo, aprendizaje, simulaciones, cafés… que acaban siendo sinónimos de una sola palabra: ROCE, porque ésta hace el CARIÑO, y éste que nos veamos de vez en cuando. El roce es como una cometa que flota en el cielo y nosotros luchamos porque no se hunda en el olvido.
Frutos de esta amistad son nuestros encuentros, cada vez más continuos y bonitos. Voy a compartir con vosotros como viví el día de la romería de la Nava de Santiago, para muchos sonará a chino, pero seguro que el fondo de la historia os resulta familiar.
Recién cambiada la hora y con la mitad de los integrantes del séptimo de caballería nos dispusimos a acompañar la patrona Santa Quiteria bajo las órdenes de nuestra anfitriona. En total unos seis kilómetros recorridos, tres paradas y media chispa para algunos… Como en muchos pueblos es tradición acompañar la virgen hasta la romería y nosotros nos mezclamos con fieles madrugadores y valientes supervivientes de la noche.
Una vez montado el campamento base se sucedió a la degustación de los manjares de la tierra o experimentos personales… todo riquísimo. Allí, la familia y amigos de nuestra anfitriona ELISA, nos acogieron con mucha simpatía y hospitalidad.
Cada vez éramos más, todo iba en aumento: conversaciones, risas, bailes, idas y venidas… El cielo encapotado se despejó con la celebración.
Una vez de noche volvimos al punto de partida, había que rematar la faena y asistir al regreso triunfal de Santa Quiteria. Cuando me quise dar cuenta todo un pueblo agitaba pañuelos blancos mientras la virgen se adentraba triunfante en el templo.
A mis amigos del curso.
Roberto Moreno Tamurejo
Todo comenzó en la Academia Jovellanos (Montijo), allí nos conocimos y compartimos tres meses de madrugones, dinámicas de grupo, aprendizaje, simulaciones, cafés… que acaban siendo sinónimos de una sola palabra: ROCE, porque ésta hace el CARIÑO, y éste que nos veamos de vez en cuando. El roce es como una cometa que flota en el cielo y nosotros luchamos porque no se hunda en el olvido.
Frutos de esta amistad son nuestros encuentros, cada vez más continuos y bonitos. Voy a compartir con vosotros como viví el día de la romería de la Nava de Santiago, para muchos sonará a chino, pero seguro que el fondo de la historia os resulta familiar.
Recién cambiada la hora y con la mitad de los integrantes del séptimo de caballería nos dispusimos a acompañar la patrona Santa Quiteria bajo las órdenes de nuestra anfitriona. En total unos seis kilómetros recorridos, tres paradas y media chispa para algunos… Como en muchos pueblos es tradición acompañar la virgen hasta la romería y nosotros nos mezclamos con fieles madrugadores y valientes supervivientes de la noche.
Una vez montado el campamento base se sucedió a la degustación de los manjares de la tierra o experimentos personales… todo riquísimo. Allí, la familia y amigos de nuestra anfitriona ELISA, nos acogieron con mucha simpatía y hospitalidad.
Cada vez éramos más, todo iba en aumento: conversaciones, risas, bailes, idas y venidas… El cielo encapotado se despejó con la celebración.
Una vez de noche volvimos al punto de partida, había que rematar la faena y asistir al regreso triunfal de Santa Quiteria. Cuando me quise dar cuenta todo un pueblo agitaba pañuelos blancos mientras la virgen se adentraba triunfante en el templo.
A mis amigos del curso.
Roberto Moreno Tamurejo
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