quarta-feira, 30 de abril de 2008

Despesismos inaceitáveis. Realmente!…

Antero

I Festival Gastronómico & Mostra de Sabores Transmontanos e Alto Durienses

I Festival Gastronómico
&
Mostra de Sabores Transmontanos e Alto Durienses
3 e 4 de Maio/Carrazeda de Ansiães

D. Duarte defende comboio

Dezasseis anos depois do encerramento da linha de Bragança e numa altura em que a própria ligação da Lina do Tua a Mirandela está em risco, D. Duarte Pio, que seria Duque de Bragança e Rei de Portugal se o país não fosse uma República, veio ao Nordeste Transmontano defender a via de ligação a Espanha. “A nossa ideia é que a ligação devia ser estendida até Bragança e Espanha”, disse D. Duarte e acrescentou que, actualmente, a melhor solução para os transportes, do ponto de vista económico, energético e turístico é o caminho-de-ferro. No entanto, as linhas têm que ter qualidade, de modo a poderem competir com os transportes rodoviários e aéreos, defendeu. D. Duarte esteve em Bragança, no dia 25 de Abril, e em Mirandela, no dia 26, para reunir com os presidentes de Câmara destes dois municípios. Veio acompanhado pelos responsáveis do Instituto de Democracia Portuguesa, que se propõem elaborar um estudo acerca do futuro dos transportes nesta região. Mensageiro Notícias
Colaboração: Mário Carvalho

Vereadores do PS contra contas do Município

Os vereadores socialistas na Câmara de Carrazeda de Ansiães votaram contra as contas do Município relativas ao ano financeiro de 2007.

Uma decisão que se repercutiu depois nos votos contra dos deputados do PS na Assembleia Municipal, o que não impediu a sua aprovação pela maioria do PSD.
Os vereadores socialistas elogiam a taxa de execução das despesas mas criticam a prestação no que diz respeito ao ambiente e ordenamento do território.
O vereador Augusto Faustino classifica de "razoável" a taxa de execução das despesas e, mesmo, de algumas receitas. Porém, no aspecto de desenvolvimento turístico do concelho "houve uma taxa de execução baixa".
Augusto Faustino reivindica ainda a contenção de gastos à Câmara de Carrazeda, pois a situação financeira "preocupante". "É uma autarquia que tem de ter muito cuidado para acautelar o futuro", acrescenta.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Petição a favor da linha do Tua ultrapassou 4 mil subscritores

No espaço de um mês, o Movimento Cívico pela Linha do Tua conseguiu reunir mais de quatro mil subscritores para a sua petição na internet em defesa da manutenção daquela ferrovia.
Desde o lançamento, em 27 de Março deste ano, registou uma forte adesão por parte dos que não concordam com a construção de uma barragem no rio Tua e com a consequente destruição da linha ferroviária.
O Movimento Cívico reconhece, no entanto, que “nem todas as assinaturas são válidas”, admitindo que há, por um lado, “repetições” e, por outro, “falta ou irregularidade nos dados fornecidos”.
Assim, esclarece que para os dados dos subscritores da petição serem correctamente validados, devem conter “o nome completo (no mínimo o primeiro e último nomes) e o número do bilhete de identidade”.
O Movimento reitera que “a Linha do Tua não pode desaparecer” e, com a força dada pela petição que corre na Internet pretende “exigir transporte em segurança” naquela que é considerada “uma das mais belas linhas férreas de montanha da Europa”.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

terça-feira, 29 de abril de 2008

Assembleia Municipal vai reunir nas freguesias

A sessão de Junho da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães vai realizar-se na freguesia de Pombal de Ansiães. A proposta do presidente daquele órgão autárquico, Rui Moreira, foi aprovada por unanimidade e corresponde a um programa de descentralização das reuniões.

No caso da sessão agendada para Junho, em Pombal de Ansiães, há dois temas que podem despertar maior interesse, como é o caso, segundo Rui Moreira, da construção da barragem do Tua, da submersão da linha do Tua e a revitalização das termas de São Lourenço”.

A reunião de Junho, por proposta do presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro, poderá ter na ordem de trabalhos uma “sessão de esclarecimento sobre a proposta do plano de pormenor das termas de São Lourenço”.

Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Imagens com história

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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

MARVÃO

¿Creen en las casualidades? ¿Y en el destino?

A veces el destino, si es que existe, te juega una buena o mala pasada, una casualidad negativa o positiva. Ayer mismo cuando salía de casa de mis primos con mi portátil a cuestas me encontré por casualidad con unos amigos. Este encuentro casual sin previo aviso provocó una ida al bar sin hora de vuelta… Cuando llegué a mi casa y me senté en el sillón, pensé: si no me hubiera parado… cinco segundo antes… todo habría transcurrido como de costumbre, pero las casualidades o el destino cambiaron el rumbo de mi rutina.

Suelo cambiar de rutina los fines de semana, soy de la clase de personas que necesitan variar constantemente de planes, ya tengo suficiente rutina los días de diario como para repetir salidas los fines de semana. Era se una vez, una carta que llegó de casualidad a la escuela donde soy monitor de portugués, “Curso de dinámicas, técnicas de grupo y voluntariado social; días 11, 12 y 13; Valencia de Alcántara”; todo por el módico precio de 35 euros. “Todo” no sólo incluye el curso, también manutención y alojamiento, e incluso, lo que no tiene precio: la convivencia; y dentro de este “todo” caben coincidencias y casualidades.

Resulta que el Albergue Juvenil está situado a sólo dos kilómetros de Portugal y a siete de Marvão, una vila que quería visitar hace mucho tiempo. Mis compañeros, naturales de la zona, complacieron mis deseos: el primero fue atravesar el cartel de “Portugal”, el segundo (deseado por todos) consistió en saborear un café “rayano” (el café se encuentra justo en la frontera) y el tercero y más aclamado fue visitar Marvão.

¿No se ponen nerviosos o se emocionan cuando saben que van a ver algo diferente? Lo que pasa desapercibido para muchos es un mundo para mí. Me encaramé en la muralla que rodea la vila y aprecié el paisaje. Me acordé de mi visita a Miranda do Douro; de todas las fronteras que llevo a mis espaldas y de mi amigo Rui cuando me indicaba con los ojos las delicias del paisaje transmontano.

Una carta anunciando un curso: una visita inesperada a Marvão.
¿Es una casualidad, una coincidencia o el destino?

Roberto Moreno Tamurejo

Ambientalistas não desistem do Sabor livre

A Plataforma Sabor Livre (PSL) garante que ainda não esgotou todos os recursos legais existentes “para travar ou pelo mesmo adiar a construção” de uma mega barragem junto à foz do rio Sabor no concelho de Torre de Moncorvo. “Estamos na luta pela não construção da barragem há oito anos, admitimos que as oportunidades de reacção contra o projecto estão a escassear. No entanto existem ainda algumas possibilidades legais para o efeito,” disse á RBA, José Teixeira da PSL. RBA

sábado, 26 de abril de 2008

Portugueses de Andorra elegeram o seu representante

A comunidade portuguesa em Andorra elegeu o seu novo representante ao Conselho das Comunidades Portuguesas - CCP, orgão de consulta do governo português para as políticas de emigração e representativo do movimento associativo da diáspora.
O novo conselheiro eleito é José Manuel da Silva, empresário português em Andorra e natural de Fontelonga, Carrazeda de Ansiães. Jornal Mundo Lusíada

O que se disse...

«Pessoalmente, o que mais me indispõe no PSD é o modo como eles quase fazem com que o PS pareça um partido sério. Acho que é isso que ninguém lhes perdoa.»
Ricardo Araújo Pereira, Visão

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Um arco para Carrazeda

O italiano Mauro Staccioli é um dos vários escultores reconhecidos internacionalmente que vão deixar a sua marca em Carrazeda de Ansiães (distrito de Bragança), no âmbito de um projecto que pretende transformar a vila num Parque Internacional de Escultura em Granito ao Ar Livre. O projecto da Câmara Municipal é coordenação pelo escultor português Alberto Carneiro.
O arco de Staccioli é inaugurado hoje, às 15 horas, e tem como título único "Carrazeda de Ansiães/2007". É um monumento em granito amarelo instalado na Praça dos Combatentes, junto ao Serviço de Finanças. O arco tem cinco metros de altura e cerca de 12 de comprimento. Se fosse prolongado até fechar a circunferência teria cerca de 20 metros de diâmetro.
"Carrazeda de Ansiães/2007" é a quarto monumento escultórico de um conjunto de 10 com que a autarquia pretende dotar a sede de concelho. Os jardins da biblioteca e da Telheira acolhem já, respectivamente, "Os Sete Livros da Arte e da Vida", de Alberto Carneiro e "A Pedra Bulideira", de Carlos Barreira.
Na praça do Centro Cívico ergue-se um pilar de granito com 10 metros de altura chamado "Em louvor dos limites", assinado pelo irlandês Michael Warren. Ainda este ano, o holandês Mark Brusse iniciará uma intervenção em quatro momentos, um por cada ângulo do Jardim D. Lopo Vaz de Sampaio, onde já começaram as obras referentes às respectivas bases.
"Estamos a tentar inaugurar uma escultura por ano", refere o presidente do Município, Eugénio de Castro, pelo que se prevê que o "corte da fita" do trabalho de Mark Brusse, mesmo que concluído este ano, só aconteça em 2009.
O autarca acredita que o Parque Internacional de Escultura em Granito ao Ar Livre criado em Carrazeda de Ansiães deverá tornar-se uma atracção turística. "Já temos sido contactados por diversas pessoas que tiveram conhecimento do nosos projecto", afirma Eugénio de Castro. Para tal contribui o "rigor" tido na selecção dos escultores convidados por Alberto Carneiro para entrar no programa, bem como o seu próprio prestígio alcançado com inúmeros trabalhos espalhados pelo mundo.
Alberto Carneiro tem repetido que "há muita gente disponível para colaborar neste projecto", apesar de ficar a "custo zero" para a autarquia em termos de direitos de autor. É que, na realidade, os escultores recebem apenas dinheiro para despesas correntes, "cerca de quatro mil euros", de acordo com o autarca. "Se tivéssemos de pagar estas obras teríamos de desembolsar vinte vezes mais", completa.
Depois de preencher a vila, algumas esculturas serão espalhadas pela zona envolvente. É que, de acordo com o promotores, pretende-se transformar Carrazeda num ponto de "referência internacional" em matéria de arte pública. Eduardo Pinto, JN

Revolução de 25 de Abril de 1974

quinta-feira, 24 de abril de 2008

XX Feira do Livro - Carrazeda de Ansiães

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Linha do Tua sem data para reabertura

A linha do Tua encerrou à circulação há duas semanas e a Refer ainda não sabe quando será reaberta. "Ainda decorrem trabalhos de reparação no local", adiantou ao JN uma fonte da empresa ferroviária, rejeitando avançar com uma data precisa para a reabertura do troço à circulação.
Por enquanto, o transbordo dos passageiros do metro que se dirigem à Estação de Foz-Tua é feito no apeadeiro da Brunheda, seguindo depois em táxi.
Recorde-se que o acidente de há 15 dias danificou os carris bem como o muro de suporte, a cerca de dois quilómetros da linha do Douro.
Tal como no acidente de 12 de Fevereiro de 2007, em que morreram três pessoas, a queda de pedras para a via revelou-se como a principal causa.
Os defensores da manutenção da linha em funcionamento exigem, por isso, um reforço da segurança no troço mais perigoso. Eduardo Pinto, JN

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
Retrato…


Entrou em cartaz no cinema da nossa terra, na última sexta-feira, o documentário de longa-metragem “Juízo - Afinal havia outra”, dirigido por Rodrigo Cardoso Boavida.
Rodeado por críticas absolutamente negativas, como a da revista ‘POVO’, o filme foi tema de inúmeras reportagens e conversas de café, tendo surgido em alguns cafés brigas sérias de galos, que não passaram de arrufos.
Aqui na NECRÓPOLE não foi diferente, e a história já ganhou muitos adeptos.
A NECRÓPOLE é uma associação sem fins lucrativos que, definitivamente, já deixou de existir, independente de algumas espécies lutarem contra tudo e todos. Os aspectos sociais, devem andar em constante harmonia, sob pena de não se alcançar o objectivo mais importante do ano – o controle da crise orçamental. O filme ganha grande intensidade ao tratar de um tema real e cruel com grande coragem. O processo de produção do filme durou alguns anos, duas décadas.
Desde a concepção do enredo narrativo, o director de ‘’Juízo - Afinal havia outra” passou muito tempo em busca de patrocínios. Depois de alguma espera, os recursos injectados pelo POVO e uma parceria com a poderosa empresa Emoções Produções Fornecimento de Água, Lda responsável por diversos filmes da treta, foram suficientes para que a história fosse finalmente apresentada. O realizador encontra-se neste momento a retirar grandes dividendos financeiros das parcerias efectuadas.
As filmagens foram divididas em muitas etapas.
Em primeiro lugar, houve uma longa pesquisa para saber quais os actores com potencial para causar maior impacto no público. Depois disso, centenas de audiências reais foram efectuadas na sala oval. Por lei, é proibido mostrar o rosto dos actores. A solução encontrada foi brilhante: as cenas em que os actores são mostrados de costas para o POVO retratam o momento do julgamento de facto. Para mostrá-los de frente sem usar tarjas pretas ou imagens desfocadas, a produção contratou jovens que apresentam semelhanças físicas com os envolvidos. Mais recentemente o director decidiu empurrar para outro+a) s. A táctica está a dar certo. O que se vê na tela é um verdadeiro retrato da política local.
Locais como o Instituto dos Copos, que recebe os homens condenados, e o Sempre Avante, lugar destinado às meninas, não têm qualquer higiene ou zelo pelas pessoas que ali se deslocam. É difícil imaginar que alguém saia de lá melhor do que entrou.
Apesar de estes locais já terem recebido investimentos e melhorias depois que a equipe de produção de “Juízo - Afinal havia outra” passou por lá, ainda há muito a ser feito. É preciso criar urgentemente um sistema transparente, para que haja maiores oportunidades para todos.
Júlio César

Compostores para vivendas de Bragança

Ontem, dia 22 de Abril, o Município de Bragança apresentou o projecto-piloto de compostagem doméstica. Este projecto, cuja área piloto de execução vai ser o Bairro de Vale Churido (uma zona de moradias), em que o lixo doméstico de cerca de meia centena de famílias vai ser reaproveitado para fertilizar jardins e quintais. Os cinquenta contentores que já foram entregues, para ser depositado o lixo do quotidiano familiar, têm capacidade para trezentos litros e não deita quaisquer odores e este processo só é necessário mexer e arejar de vez em quando.
Rui Caseiro, vice-presidente da autarquia e também responsável pela área do Ambiente, entregou os primeiros compostores e espera que depois de avaliados os resultados desta experiência que vai durar até ao fim do ano em curso, possa alargar esta iniciativa a outras zonas da cidade.
Só o concelho de Bragança produz aproximadamente dezasseis mil toneladas de lixo por ano, que segundo o responsável pelo Ambiente a maior parte poderia ser reciclado ou submetido à compostagem.
No intuito de estimular e familiarizar os cidadãos a aderirem a estas práticas, o Município de Bragança distribuiu um guia com os métodos e procedimentos, uma vez que quanto maior adesão for, menos lixo será depositado no aterro sanitário da Terra Quente comum a treze municípios do Nordeste Transmontano.
Este projecto-piloto vai ser supervisionado pelo Instituto Politécnico de Bragança e a Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste. Notícias do Nordeste

terça-feira, 22 de abril de 2008

Imagens com história

Inauguração dos Paços do Concelho
Carrazeda de Ansiães - 1962
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Daqui e dali... Mário Russo

lpveloso - intertoon

Foi para isto que se fez um 25 de Abril?

Como todos sabem Jorge Coelho aceitou ser o Presidente da maior empresa de construção civil e obras públicas de Portugal, a Mota-Engil. Jorge Coelho não é engenheiro, nem é gestor de empresas. Jorge Coelho fez toda a sua carreira, como bem mostrou o Expresso deste fim-de-semana, no PS. Foi o todo-poderoso ministro das obras públicas (denominado ministério do Equipamento Social) de Guterres, que se abandonou o governo porque não queria viver num pântano.
Jorge Coelho negociou contratos milionários, obviamente ganhos com lisura, com a Mota-Engil. Alguns dos contratos de concessão de auto-estradas por 30 anos. Agora vai ser o estratega da empresa para ganhar concursos públicos que aí vão aparecer nos braços do QREN (aeroporto de Lisboa, TGV, nova ponte em Lisboa, etc.) que vão ser decididos por funcionários que foram seus subordinados.
Mas também será muito “útil” em conversas com autarcas correligionários, porque nas autarquias também existem grandes obras a concurso, ou a necessidade de lhes mostrar a melhor interpretação dos PDM.
Como se vê, Jorge Coelho é o novo Presidente da Mota-Engil para lidar com os mega negócios que aí estão com o sector público, dada a sua capacidade “bulldozer” de construir pontes entre o Estado, interesses público-privados, privados e políticos.
Como fica a competitividade neste sector da economia? Como serão lidos os critérios de adjudicação destes mega negócios de regime pelos ex-subordinados do ex-todo-poderoso ministro e astro deste PS que está a governar? O que ganha o país com esta capitulação da economia a interesses do foro privado?
José Sócrates, espumando de raiva, respondeu a Francisco Louçã na Assembleia da Republica com violento ataque em defesa do puro e asséptico JC. Justifica que o Dr. Jorge Coelho já não é ministro há 7 anos e tem todo o direito de trabalhar onde quiser. Fez tudo com a maior rectidão. Não há nada de ilegal.
É claro que não é ilegal, é imoral. Imoral aceitar o cargo e imoral convidarem-lhe para o cargo.
Qualquer obra que doravante a Mota-Engil venha a ganhar ao Estado, mesmo que justa e limpidamente, ficará na penumbra a sensação de jogo viciado, concorrência desleal e, sobretudo, grande falta de transparência, que um dia JC reivindicou para si aquando da sua demissão do governo com a queda da ponte de Entre-os-Rios, glorificada por muitos, mas que foi a melhor fuga às suas responsabilidades.
Mas há mais: Ferreira do Amaral também tutelou este ministério ao tempo do PSD e está na Lusoponte, que reivindica (por assinatura de FA) o direito a indemnização milionária se o Estado fizer outra ponte sobre o Tejo. Fernando Gomes, um “exímio gestor de Petróleos” foi para a Galp com ordenado de marajá das Índias. Armando Vara, ex-caixa de agência da CGD foi para a Administração do maior banco de Portugal (CGD) e agora rumou para o maior privado a reboque de um gestor “boy” do PS. Ex-governantes estão na presidência de empresas tuteladas pelo Estado, ou dele dependentes, a ganhar salários de fazer corar os americanos, ou como dizia Bagão Félix, “uma imoralidade”.
São demasiados casos de falta de pudor e de vergonha perpetrada por políticos que os leva a serem os que menos confiança merecem da população, como recente inquérito da Gallup mostrou. A política devia ser uma arte nobre de servir a pátria, mas está a ser uma arte séria de enriquecimento pessoal à custa da pátria.
Com que moral pedem sacrifícios ao povo português?

Pensei muito antes de escrever estas linhas, qual paralisia ante um tsunami. Julguei que já tinha assistido a todo o tipo de comportamentos possíveis em políticos, mas estava enganado.

Pergunto se foi para isto que se fez um 25 de Abril? Tirar o poder a um grupo de direita que se apropriou do país para o entregar a um grupo de interesses do bloco central, que se apoderou do Estado, para o delapidar, democraticamente?
Mário Soares disse um dia que todos temos o direito à indignação. E tinha toda a razão.
Mário Russo
Colaboração: Mário Carvalho

Daqui e dali... Sabre07

Provocações….
Barragem no Tua
Muitos investem o seu tempo e saber a esconjurar a malfadada barragem, que ainda nem das intenções passou, argumentos são vários e variados, desde o património que se perde até aos coitados dos turistas que deixam de maravilhar os olhos pelas belezas naturais, pena é que ainda não foi descoberto nenhum rato em vias de extinção, seria motivo mais que justo para o impedimento, mas já foi procurado em acalorada reunião para os lados do Alentejo, a temperatura assim o aconselhava..
Cá para mim, muitos nem de longe conhecem o vale do Tua, mas todos dão palpites e são opiniões soberanas e de elevado conhecimento científico, sem dúvida que há excepções.
Para Carrazeda quais são os benefícios passados, presentes e futuros? Deixar aos vindouros o património, ricos vão ficar, uma linha que tal como está não serve a ninguém, fala-se em centenas de turistas por ano (mas não estão contabilizados), o equivalente a duas camionetas de excursão e tantas passam no distrito num ano. Que mais temos a ganhar? O tempo está para a reflexão.
A barragem apenas nos trás temporariamente algum emprego, depois uma entrada constante, nos cofres das câmaras, de alguns euros, reserva de água (o petróleo do futuro) e quem sabe investimento no turismo, para o país menos dependência energética, é pouco bem sabemos, mas é alguma coisa.
Já insistem no potencial turístico do referido vale, sem barragem, é motivo para perguntar e que foi feito até hoje? Lá diz o ditado a mulher casada não lhe falta pretendente.
Um convite ao deve e haver, quer se queira quer não a sociedade rege-se por estes princípios, há outros mais importantes, sem dúvida e que se deve acautelar o futuro, mas é necessário colocar o acento tónico nessas explicações e não em divagações filosóficas.
Não quero ser mais problema que solução, mas..

Neste jogo, por mim passo.
Sabre07