segunda-feira, 21 de abril de 2008

Daqui e dali... Rui Rodrigues

A linha ferroviária do Tua e o fundamentalismo do betão
A barragem do Rio Tua pode ser um investimento interessante para a empresa que a vai explorar, a EDP, mas provocará, sem dúvida, uma perda irrecuperável do transporte público, da paisagem e da agricultura de Trás-os-Montes, que se tornará mais pobre e despovoada.
Rui Rodrigues
Email: rrodrigues.5@netcabo.pt
site: www.maquinistas.org
A linha de via estreita do Tua foi construída no final do século XIX e início do século XX, desde a foz do Rio Tua até Bragança, numa extensão total de cerca de 133,8 quilómetros (Km), tendo sido desactivado o troço de Mirandela a Bragança, de 81 Km, no ano de 1991. A construção da linha desde a Foz do Tua até Mirandela, sobretudo os vinte quilómetros iniciais, comparável a algumas vias nos Alpes, foi uma obra de muito difícil execução, tendo sido concluída em 1887. Durante vinte anos, Mirandela foi o fim da linha mas, a partir de 1905, chegou a Bragança o que, naquela época, representou uma grande melhoria da mobilidade para as populações daquela região. O encerramento do troço de Mirandela a Bragança foi envolvido em polémica, pois foram gastos 300 mil contos (1 milhão e meio de Euros) pouco tempo antes do seu fecho, em 1991. Ficou por explicar esta despesa, sobretudo pelo facto de uma capital de distrito de Portugal ter ficado sem via férrea. Na altura houve alguma contestação, que quase desapareceu, após várias promessas de substituição do comboio por autocarros nas povoações afectadas. Infelizmente, passados cerca de 18 meses, após o encerramento da via, também os autocarros foram suprimidos e as populações ficaram sem qualquer transporte público.
O transporte de mercadorias que o comboio facultava foi outra das grandes perdas para aquela região. Esta é, aliás, uma das maiores queixas de algumas povoações. Para se ter uma ideia desta situação basta dizer que um construtor perto de Azibo (30 km a norte de Mirandela), para encomendar cimento, só pelo serviço do transporte de camião até ao Pocinho, paga cerca de 500 euros. Outro tipo de mercadorias, tais como adubos, cereais, cortiça etc., eram transportadas por via férrea. A perda deste modo causou graves danos na economia local e as consequências, hoje, são visíveis porque o abandono das estações ferroviárias, que existiam, provocaram desemprego e emigração e consequente despovoamento.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA BARRAGEM
Recentemente foi anunciada a intenção da construção de uma barragem no Rio Tua, o que poderá representar o desaparecimento do único troço ainda em funcionamento da linha, com mais de 120 anos de existência. A linha ferroviária do Tua ficará praticamente toda submersa, se for aprovado o projecto da EDP para a construção da barragem, com uma cota de 195 metros. Mesmo que se opte pela cota mínima, os últimos 15 quilómetros da via do lado da Foz do Tua irão desaparecer.
Para a EDP que a irá explorar, pelo período de 75 anos, este é um investimento interessante, porque a nova barragem terá uma capacidade de 324 megawatts, embora, neste caso, a energia eléctrica que vai ser produzida seja insignificante para colmatar as necessidades do País. Uma das ideias que têm sido propostas, antes de se construir novas barragens, seria aumentar a potência das que já existem, o que permitirá, com baixos investimentos, obter maiores proveitos.Um dos problemas de Portugal é a baixa eficiência energética, devido aos grandes desperdícios que se verificam no nosso país. Esta deveria ser a maior aposta a cumprir nos próximos anos. A nova barragem só iria criar postos de trabalho durante a sua construção. Terminada esta, o número de pessoas necessárias será quase nulo.
Os grandes prejudicadas com este projecto são, sem dúvida, as populações locais, uma vez que o encerramento definitivo da linha do Tua vai eliminar um serviço público de transporte, no acesso ao Porto (via linha do Douro) e a Mirandela. Outra consequência consistiria na perda de rendimento para os agricultores, vinicultores e outros trabalhadores agrícolas na inundação das terras que são a sua única base de sustentação económica. O turismo seria afectado porque, actualmente, a linha do Tua atrai milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.O turismo e agricultura da região são duas actividades não deslocalizáveis que a região não pode perder; caso contrário, toda aquela zona do país ficará mais pobre. Se a linha do Tua desaparecer, provavelmente vão ocorrer as mesmas consequências que se verificaram no troço encerrado entre Mirandela e Bragança, onde algumas promessas feitas às populações não foram cumpridas.A construção de uma barragem gera sempre impacte ambiental e cada caso é um caso, sendo este bastante digno de estudo e de ponderação.
A LINHA DO TUA E O TURISMO
Estão previstos alguns investimentos, em Espanha, que indirectamente irão beneficiar a região de Trás-os-Montes. Nos próximos anos, com a conclusão da nova rede ferroviária espanhola, vai ser possível ligar Madrid a Puebla de Sanábria, em 1 hora e 40 minutos e a capital espanhola a Salamanca, em 1 hora e 30 minutos. Está também prevista a reabertura do troço de Fuente de S. Estéban até Barca de Alva, que ligará a fronteira portuguesa a Salamanca. Se do lado português for reaberta a via desde Barca de Alva até ao Pocinho, a linha do Douro terá ainda maiores potencialidades turísticas. Quanto mais tráfego tiver a linha ferroviária do Rio Douro e melhor funcionar, maior beneficio resultará para a linha do Tua, que dela depende, e que já foi considerada, por revistas estrangeiras, como uma das cinco mais belas linhas turísticas da Europa. Em Portugal, existem poucos locais com aquela beleza, sendo difícil descrever, por palavras, os cerca de 54 quilómetros de via férrea, que separam Mirandela da foz do Tua, pois é uma experiência inesquecível, que fica na memória de qualquer visitante e com o desejo de um dia lá voltar. Para se ter uma ideia da beleza ao longo deste itinerário, podem-se ver as fotos no seguinte 'site':
http://picasaweb.google.pt/rodrigues.rui1/LinhaDoTua03?authkey=rk1Bwb8VOgY
Colaboração: Mário Carvalho

domingo, 20 de abril de 2008

O que se disse...

«Há presidentes de câmara ciosos de poder, que querem ser tudo xerifes, chefes da banda... »
Gabriel Costa, ex-Presidente da Câmara de Penalva do Castelo, in JN

sábado, 19 de abril de 2008

Antero

Ministro do Ambiente afirma que solução para barragem do Tua terá de ser equilibrada

O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, afirmou ontem que a solução que for encontrada para a barragem de Foz Tua terá de ser equilibrada em função dos vários valores em presença.
A linha ferroviária do Tua ficará praticamente toda submersa se for aprovada a proposta da EDP para a construção da barragem com uma cota de 195 metros
Nunes Correia afirmou que a definição da cota da barragem vai depender do estudo de impacte ambiental, mas que é necessário saber o que se quer fazer da Linha do Tua.
O ministro, que falava aos jornalistas após o lançamento do concurso para as barragens de Pinhosão e Girabolhos, afirmou que a construção da barragem vai favorecer o desenvolvimento regional, bem como a linha do Tua se for bem aproveitada.
"Temos que ver qual a solução equilibrada para os vários valores em presença", afirmou.
Se a decisão final apontar para a cota de 195 metros ficarão debaixo de água 50 dos 66 quilómetros da linha do Tua.
Os estudos prévios analisaram várias cotas, entre 160 e 200 metros, e em todos os cenários ficará submersa a parte mais atractiva da linha, do ponto de vista turístico, e a ligação desta à Linha do Douro e ao litoral.
Na cota mínima, serão engolidos pela albufeira os últimos 15 metros da linha, enquanto que com a cota máxima restará pouco mais no outro extremo, ficando a ligação reduzida a um percurso entre Mirandela e o Cachão.
A EDP foi a única concorrente a apresentar proposta para a construção e exploração, pelo período de 75 anos, da maior das dez barragens previstas no plano nacional do Governo.
A construção da barragem, com uma capacidade de 324 megawatts (MW), deve iniciar-se em Setembro de 2009, tendo uma duração prevista de quatro anos. Rádio Ansiães

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Linha do Tua - Comunicado do MCLT

No seguimento da reunião de autarcas do Tua, realizada a 16 de Abril, e com base no anúncio subsequente da decisão de avançar com um projecto de planeamento e desenvolvimento do Vale do Tua para criação de riqueza e competitividade, o Movimento Cívico para a Linha do Tua (MCLT) congratula‑se com esta opção ponderada.

O MCLT vem sustentando como componente sério de uma solução para o desenvolvimento sustentável em Trás-os-Montes o turismo ferroviário, e apresenta‑se‑lhe como certo que este estudo reiterará essa sustentação, e ratificará o apoio de mais de 3000 subscritores já da petição lançada por este movimento, em http://www.petitiononlinecom/tuaviva/.

É nosso desejo que no imediato a Linha do Tua continue segura e operacional para permitir que centenas de pessoas que efectuaram já o fretamento de automotoras possam deslumbrar-se com tão ricos patrimónios natural e industrial.

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 18 de Abril de 2008
http://www.linhadotua.net/

Portugal e Espanha vão investir mil milhões de euros em dez anos no Vale do Douro

Portugal e Espanha vão investir mil milhões de euros em dez anos no âmbito do Plano Regional Vale do Douro, que prevê mais de uma centena de projectos transfronteiriços que começarão a ser implementados em 2009.
(...)
Trata-se, segundo explicou Paulo Gomes, do “único projecto à escala europeia” em cooperação transfronteiriça, podendo tornar-se um exemplo de “boas práticas”. in Público

Foto Rui Lopes in ansiães aventura

Estrada do Douro Interior já tem interessados na Subconcessão

A informação vem da Secretaria de Estado das Obras Públicas: seis consórcios apresentaram propostas para a subconcessão da Estrada do Douro Interior, que vai representar para os bolsos dos portugueses um investimento de 520 milhões de euros.
Paulo campos disse à Agência noticiosa LUSA que esta subconcessão se destina à “construção, financiamento, manutenção e exploração, sem cobrança de portagem, de cinco lanços do IP2, entre Vale Bemfeito e Celorico da Beira (IP5), e de três lanços do IC5, entre Murça e Miranda do Douro”.
Para a execução deste projecto apresentaram-se seis consórcios a concurso, totalizando um conjunto de 52 empresas de construção envolvidas.
Além da construção, a concessão integra também a exploração e manutenção, sem cobrança de portagem, do lanço do IP2 entre Macedo de Cavaleiros e Vale Bemfeito.
Estas vias rodoviárias vão ajudar a desencravar alguns concelhos do Nordeste Transmontano e a melhorar ou a aumentar os níveis de acessibilidade de outros.

Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfândega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira são os concelhos que vão beneficiar mais directamente destas infra-estruturas rodoviárias, o que no conjunto representa uma melhor mobilidade regional com interface de ligação à rede rodoviária nacional para cerca de 330 mil habitantes portugueses que habitam a região da Beira Alta e o nordeste português. Para Paulo Campos "esta concessão, focalizada no interior do país, é um marco de desenvolvimento para um conjunto de municípios e a obra vai assegurar a coesão territorial de concelhos com acessibilidades actualmente deficientes", disse o secretário de Estado à Lusa. Notícias do Nordeste

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Autarcas admitem sacrificar linha-férrea

Veja o Video aqui

Reacção de "Os Verdes" às conclusões da reunião de ontem sobre o Vale do Tua

O Partido Ecologista "Os Verdes" considera positiva a reviravolta ocorrida ontem na reunião que juntou os presidentes das cinco câmaras do Vale do Tua com representantes da Unidade de Missão do Douro com o objectivo de negociarem contrapartidas com a EDP resultantes da construção da barragem na Foz do Tua e que acabou com o anúncio da elaboração de um estudo de diagnóstico e de avaliação de potencialidades.

"Os Verdes" consideram ainda que a luta que tem sido travada por todos quanto se têm oposto à construção deste empreendimento, a grande adesão à petição do Movimento Cívico de Defesa do Linha do Tua e a interpelação introduzida pela CARTA ABERTA enviada pelos Verdes aos presidentes na véspera, foram um contributo decisivo para a mudança de postura destes autarcas, com excepção do de Mirandela, e do próprio representante da Unidade de Missão do Douro, na abordagem deste assunto.

A decisão assumida através de comunicado conjunto de realizar um estudo de diagnóstico da situação actual do Vale do Tua e de avaliação das potencialidades de "criação de riqueza e competitividade" com barragem e sem barragem e com a manutenção da linha, é positiva. No entanto, "Os Verdes" consideram que este estudo tem que ser realizado por uma entidade isenta que não pode estar ligada à EDP. Senão, este estudo encomendado pelas autarquias, pode vir a substituir-se ao estudo de impacte ambiental da responsabilidade da EDP.


Por outro lado, "Os Verdes" consideram ainda que este estudo não pode desligar as potencialidades do Vale e da Linha do Tua das da Linha do Douro e da sua possível reabertura a Espanha, uma estratégia de desenvolvimento que serviria não só Trás-os-Montes como ainda a região de Vila Nova de Foz Côa e a própria região do Douro.

"Os Verdes", que desde sempre acreditaram nas potencialidades que o património natural, cultural, gastronómico e humano constituem para o desenvolvimento sustentável desta região, desenvolvimento este que poderá contribuir para quebrar o isolamento desta área e trazer mais riqueza e bem-estar à população do Vale do Tua, vão continuar empenhados em defender a preservação deste património único que constitui a Linha do Vale do Tua e as suas gentes.

O Gabinete de Imprensa

Lisboa, 17 de Abril de 2008

Colaboração: Mário Carvalho

Daqui e dali... Sabre07

Mota Andrade e SAP’s até 2012

Alguns apontamentos referentes a esta notícia.
Diz este deputado que os sap's não encerram, e diz bem, porque não se pode encerrar o que de facto não existe, o anterior ministro da saúde tirou-lhe o último suspiro de vida e ao mesmo tempo fez de coveiro, as frases bombásticas ainda ecoam na nossa mente.
Mas vamos acreditar que a consulta aberta se vai manter em funcionamento, o que significa um mal menor, retirar esta segurança para as populações é o mesmo que pedir a um para-quedista para saltar do avião sem para-quedas.
As distâncias para atendimento a situações agudas ou urgências não se medem com régua e esquadro sobre o mapa político de Portugal, o sofrimento dos que carecem de cuidados de saúde não pode ser desprezado.

Quanto ao helicóptero, está próximo, mas nos protocolos assinados não ficou, preto no branco, a obrigação dos autarcas locais de construir o heliporto, quantos foram executados e estão operacionais? Pode-se dizer que é pouco importante, mas temos o exemplo do grave acidente na linha do Tua e a envolvência dos meios aéreos foi tudo muito complexo e confuso para os mais atentos.
Quando aos carros sejam SIV/VMER’s e companhia, só são importantes e podem, de facto, trazer mais valia (salva-vidas) aos cuidados de saúde prestados, se os meios humanos envolvidos estiverem operacionais que pelos vistos acontece raramente.
Por fim os residentes no interior deste país, pagam religiosamente os seus impostos, como todos os outros, assim têm o direito, no caso particular da saúde tratamento igual a todos os outros.
Os argumentos que os custos são mais elevados, e é verdade, não podem servir de desculpa para o abandono das necessidades básicas da população, se abdicarmos nesta pretensão, com o argumento de custos de interioridade, este motivo serve no futuro para justificar todo o atraso a que sempre estivemos voltados e o caminho no futuro vai certamente ser mais penoso.
No caos da saúde, esta é uma exigência que cabe a cada um de nós, hoje com saúde amanhã doentes e carentes.

Se as más redes viárias, falamos de acessibilidades, forem motivo para a consulta aberta estar operacional, então vamos estar descansados, o encerramento não se vai verificar tão cedo, excepto se não houver meios humanos para manter em funcionamento os referidos serviços.
A boa notícia é a afirmação, e não desmentida, de se manter em funcionamento a consulta aberta e nalguns períodos em prevenção.
Datas propostas para além do prazo deste governo, assim nada nos garante que o governo se mantenha e nomeadamente que as políticas da saúde sejam as mesmas, com tantos ministros a rodarem pelas cadeiras do poder e sempre com políticas diferentes, vamos esperar para ver, (se a vista alcançar).

Sabre07

Autarcas do Tua querem projecto para desenvolver vale

Os presidentes do Municípios ribeirinhos do Tua vão mandar elaborar um estudo para apurar o modelo de desenvolvimento possível para o vale, quer se faça ou não uma barragem junto à foz.

Autarcas do Tua 3.jpgA decisão saiu de uma reunião de quase três horas, ontem à tarde, na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães.

Esperava-se mais do encontro que juntou os autarcas de Alijó, Carrazeda, Mirandela, Murça e Vila Flor, e também o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro. No final, apenas um comunicado de duas páginas, lido pelo anfitrião, sem direito a explicações, e sem qualquer referência a uma reivindicação específica a fazer à EDP, previsivelmente a concessionária da barragem.

Os restantes participantes também não fizeram qualquer declaração, o que poderá deixar antever que, a partir de agora, apenas falarão a uma só voz, desde que o motivo seja o seu projecto conjunto. Um projecto que assenta na “defesa intransigente da população do vale do Tua” e na implementação de um “programa de acção de desenvolvimento integrado”.

De resto, ficou claro que a reunião teve como base o arranque de um projecto conjunto e não a discussão de um ou outro investimento isolado. Os autarcas entendem-no como “indispensável” a um território do interior Norte, que dizem estar “esquecido e isolado”, para além de precisar de “iniciativa, apoios e discriminação positiva”.

Só que antes de darem mais algum passo, os responsáveis por aqueles concelhos querem inteirar-se da real situação económica, social, ambiental e cultural da região abrangida. Para tal, decidiram que deve ser elaborado “um estudo que complete todos os cenários de evolução possíveis, incluindo ou não a construção da barragem, bem como a manutenção, ou não, da linha do Tua”. E o projecto terá de ter em conta o ordenamento do território, a mobilidade, a agricultura, o turismo e o património.

Da tradução do comunicado resulta ainda claro que todos os intervenientes estão imbuídos do espírito de “procurar riqueza, competitividade e inovação”, materializado num projecto “público e privado”, de várias facetas, que esteja voltado para o interior do vale do Tua.

Dos cinco autarcas apenas o de Mirandela tem lutado contra a construção da barragem, mas no final da reunião de ontem também não ficou a saber-se se mantém a luta ou se concordou com os seus homólogos. Refira-se, porém, que no comunicado está explicito que o processo ontem iniciado afasta qualquer cenário de “extremar de posições cegas de quem está a favor ou contra uma obra, sem uma avaliação prévia cuidada”. Os autarcas comprometeram-se mesmo a “partilhar, discutir e fazer convergir” em torno de um projecto de “inclusão social alargada”, que não prende acentuar divergências.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

XIV Feira de Vinhos de Pombal de Ansiães

20 de Abril - 15 horas - Pombal de Ansiães
Organização: Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães

Vale do Tua: Autarcas lançam estudo sobre barragem ou linha de metro e querem projecto integrado para região

Os autarcas do Tua decidiram hoje avançar com um projecto de planeamento e desenvolvimento do Vale do Tua para criação de riqueza e competitividade, numa reunião onde acabaram por não decidir se aceitam ou não uma barragem neste rio.

Os autarcas, apoiados pela Estrutura de Missão de Douro, vão adjudicar um estudo que contemple todos os cenários de evolução possíveis, incluindo a construção ou não da barragem de Foz Tua, bem como a manutenção ou não da Linha do Tua.
Esta decisão foi tomada numa reunião dos autarcas de Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Vila Flor, Alijó e Murça com o chefe da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães.
O propósito da reunião era a discussão de compensações pela construção da Barragem de Foz Tua.
No entanto, no final do encontro, o seu porta-voz, Eugénio de Castro, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, limitou-se a ler um comunicado de duas páginas em que esclarece que na reunião "não esteve em discussão um ou outro investimento, esta ou aquela obra, mas sim um projecto de promoção integrado, indispensável a um território esquecido e isolado que carece de iniciativa, de apoios e de discriminação positiva"
Segundo esclareceu, esse projecto deverá envolver vários parceiros públicos e privados, incluindo a EDP, eventual concessionária da barragem, num processo que eles consideram "singular".
Com esta iniciativa, os autarcas "pretendem estar na posse não só do diagnóstico actual da região, que conhecem, mas sobretudo dos cenários prospectivos da estratégia conjunta de promoção e qualificação que se impõe há muito".
"Este processo, releve-se, não pode reduzir-se a uma caricatura que confunda e extreme posições cegas de quem está a favor ou contra uma obra", refere-se ainda no comunicado.

Confrontado com as críticas de terça-feira de "Os Verdes" - partido que considerou que os autarcas, eleitos para mandatos de quatro anos, não têm legitimidade para negociar valores que são de todos como a linha e o vale do Tua - Eugénio de Castro considerou que "ninguém tem mais legitimidade do que os autarcas, eleitos pelo voto do povo".
Dos cinco presidentes abrangidos, quatro admitem a construção da barragem, enquanto José Silvano, presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, defende a manutenção da linha a todo o custo.
O metropolitano é responsável pela circulação na Linha do Tua, ao serviço da CP, ligando Mirandela a várias aldeias da região mas principalmente à Linha do Douro, em Foz Tua.
RTP

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Barragem da Foz do Tua

Face à reunião anunciada pelos presidentes dos municípios que serão afectados pela eventual construção da Barragem da Foz do Tua, o Partido Ecologista “Os Verdes” enviou às autarquias envolvidas uma CARTA ABERTA em que questiona a negociação de contrapartidas com a EDP e a sua postura face à possibilidade de construção da barragem.

Lisboa, 15 de Abril de 2008
CARTA ABERTA

Aos Presidentes da Câmara Municipal de: Alijó, Murça, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães.
Com conhecimento ao Presidente da Câmara de Mirandela.

Exmos. Senhores Presidentes,
Está previsto Vªs Exªs participarem amanhã, numa reunião com o Chefe de Projecto da Estrutura de Missão do Douro, com o objectivo de “acertar uma posição comum”, entre Presidentes dos Municípios que serão afectados caso se venha a construir a Barragem da Foz do Tua, com vista a negociar posteriormente com a EDP.
Negociações que como é óbvio os Senhores afirmam fazer em nome dos “
interesses das populações”. No entanto, as populações jamais foram devida e publicamente informadas sobre os impactos da barragem nem tampouco foi auscultada a sua opinião pelos eleitos locais.
Por isso, Senhores Presidentes, gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para vos colocar algumas questões para que assim fique publicamente esclarecido aquilo que Vªs Exªs consideram ser o interesse das populações.
- Que interesse, consideram os Senhores, que advirá para as populações, em particular para as mais isoladas e para as mais dependentes (idosos, jovens, etc…) do encerramento definitivo da Linha do Tua que ainda hoje, mesmo com deficiências, continua a prestar um inegável serviço público de transporte no acesso ao Porto (via linha do Douro) e a Mirandela?
- Que interesse advirá, para as suas populações e para a região, da submersão desta Linha e deste magnifico Vale, que atrai todos os anos centenas de turistas nacionais e estrangeiros, e isto mesmo sem que até agora se tenha desenvolvido qualquer estratégia oficial de promoção turística desta Linha? Turismo este que, contrariamente ao turismo fluvial, não fica só no Douro, mas entra pelas terras transmontanas e contribui para a economia local, a nível da hotelaria, da restauração, das actividades gastronómicas, artesanais e outras.
- Que interesse tem Trás-os-Montes e a sua população no encerramento definitivo desta “
porta de entrada”, num momento em que a possibilidade de reabertura da Linha do Douro até Barca de Alva está a ganhar força, o que trará novas e óbvias potencialidades para a Linha do Tua e para fomentar os intercâmbios entre o interior transmontano e a região de Salamanca?
- Que interesse têm as populações e a economia local com a submersão das estações termais?
-Que interesse têm os pequenos agricultores, vitivinicultores e outros trabalhadores agrícolas na submersão das terras que são o seu ganha-pão?
E que impactos terá esta opção para toda a economia local, por exemplo na Freguesia de Candelo, no Concelho de Murça, onde a grande maioria da população vive directamente do contributo que as estas terras dão para a produção da Região Demarcada de Vinho do Porto?
E qual o futuro da Adega Cooperativa de Murça?
Afinal que vão os Senhores negociar com a EDP?
Qual é para os Senhores o “preço justo” que paga a destruição definitiva de um património paisagístico ímpar e integrado na área classificada pela Unesco como Património da Humanidade e de uma obra-prima da Engenheira Portuguesa com mais de cento e vinte anos: a Linha do Tua?
Que futuros pretendem negociar para os que vão ficar sem o sustento que lhes vem da terra?
Ou será que os agricultores de Candelo vão todos acabar em pedreiros na construção da Barragem, e mesmo que assim seja, que farão findos os três anos que dura a obra?
Afinal, Senhores Presidentes, digam-nos que desenvolvimento e bem-estar trouxeram à população local as barragens que os Senhores já conhecem?
Que benefícios traz à população e que desenvolvimento trouxe ao Concelho de Carrazeda de Ansiães a Barragem da Valeira?

Permitam-nos ainda manifestar estranheza pelo facto dos Senhores agirem como se a Barragem fosse um facto consumado e a EDP a sua concessionária oficial. Ora a Lei, que os Senhores por certo conhecem, faz depender essa decisão de um Estudo de Impacto Ambiental que ainda não ocorreu, pelo que não deixa de ser estranho ver Vªs Exªs prontas a negociar antes mesmo de ser realizada uma avaliação mais concreta e profunda dos impactos da Barragem sobre os Concelhos a que preside. Sobretudo quando o Estudo Preliminar realizado no quadro do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico está repleto de erros e omissões.

Senhores Presidentes,
Estas eram algumas das questões que teriam, por certo, interessado às populações ter tido oportunidade de ver discutidas e respondidas em público, antes de qualquer decisão. Ainda não é tarde demais para o fazer.
Pela parte de “
Os Verdes” apelamos ao vosso sentido de responsabilidade perante o voto que a população vos confiou. Um voto que tem um mandato de quatro anos e que não pode legitimar que, de uma só penada e com ligeireza, se destrua uma herança ímpar que a natureza e o trabalho dos nossos antepassados nos deixou e se hipoteque, irremediavelmente, um futuro mais risonho para toda esta região. Há valores que não nos pertencem, cuja destruição não tem compensação possível, porque são únicos e irreconstituíveis, devem passar das nossas mãos para as gerações futuras… É o caso do Vale e da Linha do Tua.
15 de Março de 2008
O Partido Ecologista “Os Verdes”
Manuela Cunha

"Os Verdes" criticam reunião pela barragem do Tua

O partido ecologista “Os Verdes” não entende como podem andar os presidentes de câmara de Alijó, Murça, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães a negociar compensações pela construção da barragem do Tua sem que sequer esteja pronto o Estudo de Impacte Ambiental. Numa carta aberta dirigida aos autarcas, que esta quarta-feira reunem com a EDP, “Os Verdes” estranham a situação e levantam um conjunto de questões em torno da construção do empreendimento.
Desde logo dizem que as populações podem vir a ser prejudicadas e nem foram devidamente informadas sobre as consequências que a barragem pode ter, para a linha ferroviária do Tua, para o turismo, para as termas e para a agricultura local. Manuela Cunha, do partido ecologista, pergunta se há um “preço justo” que pague tanta destruição. Estes autarcas, mais o de Mirandela reunem esta quarta-feira à tarde com a EDP, em Carrazeda de Ansiães. A maior parte troca a linha do Tua pela barragem, como é o caso de Eugénio de Castro, presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães. O único que está na outra margem é José Silvano. O autarca de Mirandela considera inaceitável que a barragem como “o fim da linha”. A reunião entre os autarcas e a EDP está marcada para as 14h, em Carrazeda de Ansiães. RBA

Defesa da barragem no Tua para desenvolver turismo

Os cinco autarcas dos concelhos abrangidos pela barragem do Tua reúnem hoje, em Carrazeda de Ansiães, às 14.30 horas. Sabem que é à EDP que devem pedir contas pela construção do empreendimento e querem falar a uma só voz. No bloco de notas, assuntos para discussão compensação pela área inundada para as populações; maior percentagem possível na produção energética; e apoio para um plano de desenvolvimento turístico da zona. O debate está aberto e, supõem os autarcas, no geral não deverá ser difícil o consenso.
Os presidentes das Câmaras de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça e Vila Flor querem evitar, a todo o custo, repetir erros cometidos no Douro e aproveitar ao máximo a potencialidade turística de um espelho de água com quase três dezenas de quilómetros de comprimento, no caso da barragem ser construída à cota de 170 metros.
A criação de "uma agência de desenvolvimento ou mesmo uma empresa com capitais das Câmaras e da EDP", é a posição da autarquia de Vila Flor, defendida pelo vice-presidente Fernando Barros. Tratando-se de uma zona frágil, parte da riqueza produzida "deve ser investida no vale do Tua".
Está de acordo o homólogo de Murça, João Teixeira, que aponta a hipótese de se constituir uma "associação específica de municípios", que mande elaborar um estudo técnico a uma "entidade credível" e que dê origem a um caderno reivindicativo. Aponta como objectivo a criação de uma plataforma turística, por exemplo, na zona da Brunheda, de onde os turistas possam partir à descoberta do vale, seja de barco ou pelo que restar da linha-férrea.
O edil de Alijó, Artur Cascarejo, inclina-se mais para "mini-plataformas distribuídas ao longo do território" que possibilitem uma oferta "diferente da que existe no Douro, sobretudo menos poluente". O anfitrião, Eugénio de Castro, prefere esperar pelo fim da reunião, que pode até ser inconclusiva. Mas não duvida que o desenvolvimento equilibrado e sustentável para o vale do Tua passa por um "plano comum a todos". O autarca de Mirandela, José Silvano, só exige "um traçado alternativo à actual linha do Tua", no caso da barragem ser construída. Eduardo Pinto, JN

terça-feira, 15 de abril de 2008

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

You are welcome to Elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
hélices que andam e podem dar-nos morte
violar-nos tirar do mais fundo de nós
o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
(…)
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar

Mário Cesariny, in Pena Capital

Sem pretender intervir na disputa entre dois imperadores (da Última Palavra), hetero-intitulados Césares, Augusto e Nero, dadas _ _ minhas origens plebeias, mas porque toda a polémica se instalou por ter eu achado adequada uma ilustração de Da Vinci, convocada por Rui Martins para as linhas justas de um texto de JLM, venho aqui publicamente considerar mui-muito positiva

a eventual participação de residentes do pensar-ansiaes neste blogue. Sabe-se o meu apreço pela obra de Hélder de Carvalho e pela opinião de José Mesquita, o qual me teceu dos mais rasgados elogios, aquando da minha participação nesse blogue, memória que conservo religiosamente em papel.

Tenho de confessar, porque não tenho a idade dos dois imperadores, que apenas soube do quadro quando tinha já 14 anos e através de uma réplica, na capa de um disco dos Van der Graaf Generator, a qual me foi mostrada pelo Miguel Calvário, em casa do Paulo de Carvalho, ao Pombal, ponto de partida para uma relação de profunda admiração pela lírica de Peter Hammill… E tenho pena de os não poder rever ao Fundão, que aí são Cabeça de Cartaz.

Mas obrigado ao J. C., digo, Nero, porque tem outro peso o argumento de autoridade, vindo de Si.

Também gostaria de agradecer ao cognominado Augusto, as palavras com que se identificou a meu texto sobre a ' Ministra da Avaliação': tão explicitamente… Por isso, mais pena tenho de não poder retribuir do modo mesmo, uma vez que não vejo que sejam diferentes das de JLM, as quais acha completamente infundadas. Aliás,

tanto as minhas quanto as do meu colega António Figueiredo, neste ponto, nada diferem das de JLM, com quem outras vezes tenho o enorme prazer de discordar, admirando a sua diferença. Mas, esclareça-me, pois posso eu estar a interpretá-lo mal, não estando em meu poder julgar o alcance da compulsão obsessiva pela fina ironia de JLM, em ordem de a — como dizer?, Silenciar e Apagar são palavras fortes… Ah, chegou-me agora mesmo um eufemismo: pois bem, Limpar… O que afasta, desde logo a hipótese de César Augusto encaixar no perfil de José Mesquita, dado o seu grande amor pela Sátira, para o qual o humor de JLM, a pecar, seria por defeito. Juntando os des_
conhecimentos que esse Augusto tem da obra de Vitrúvio, não se apresentasse como um homem de cultura, mas de política enviesada, e diria que ab
usa da mais profunda demagogia (no sentido aristotélico do termo, claro, para contextualizar em sua Antiguidade), uma vez que, no lugar dos traços indecifráveis que diz caracterizarem a obra do fundador da clássica arquitectura, em todas as Histórias de Arte elas são em proporção e simetria, a não ser em próprio espelho de seu desígnio in_
decifrável… Mas claro que o defeito será meu, que não tenho olhos, nem tacto para. E os seus assentimentos, com as melhores das intenções, suponho, são assim em meu corpo recebidos na pele de galinha, com um cala_
frio a percorrer-me a espinha, sob o fio do maior cinismo, como se estivesse servindo no reino da Dinamarca, ao drama de Hamlet, para o qual remete o poema de Mário Cesariny, ou na corte de Ricardo III, _ _ pleno Shakespeare.

vitorino almeida ventura

P.S. Mas, repito— serei eu quem ouve de mais o clássico Motorhead e o seu bíblico Kiss of Death! Mea culpa. Agora, se tudo isto contribuiu para que se conhecesse o quadro, além do filme Código da Vinci, saímos todos daqui, imperadores e seus clientes (romanos), bem mais informados

Margem do Tua recuperada

A margem direita do rio Tua, perto da foz, vai entrar em obras ainda este mês. Os terrenos onde a EDP operou durante a fase de prospecção geológica, com vista à construção de uma barragem, vão ter de ficar como estavam antes. Por ordem da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte).
Este organismo suspendeu a prospecção da EDP no dia 10 Janeiro deste ano. Poucos dias depois de três organizações ambientalistas terem ido ao local denunciar que os trabalhos eram ilegais. Referiram-se, nomeadamente, a um estradão na margem direita do rio, com cerca de 600 metros de comprimento e cinco de largura, a apenas dois metros do leito.
A CCDR-Norte viria a confirmar que os trabalhos estavam licenciados, mas mesmo assim suspendeu-os até que fosse conhecida a concessionária do aproveitamento hidroeléctrico. Exigiu à EDP, na altura, a apresentação de documentos técnicos e um cronograma relativos à reposição da situação original dos terrenos intervencionados. Documentos que agora aprovou, perspectivando o "início das intervenções de requalificação paisagística e ambiental este mês de Abril".
Mas não é só. Devido à abrangência e características das obras, a CCDR-Norte quer que a EDP faça a "monitorização sistemática dos terrenos intervencionados". Para isso tem de apresentar, para apreciação, uma proposta com as "medidas necessárias à estabilidade da encosta". Uma delas poderá ser a remoção de blocos de pedra que possam constituir risco.
O objectivo central é "garantir a segurança de pessoas e bens". Daí que Comissão queira que a EDP mantenha sinalização que advirta da "interdição do acesso ao local a pessoas estranhas". Porém, os portões que foram colocados no início do tal estradão de 600 metros "não poderão ser fechados, pois trata-se de "serventia do domínio hídrico". Pretende-se também que não impeçam o acesso àquela zona a "pessoas devidamente autorizadas". Eduardo Pinto, JN

Autarcas reúnem amanhã

Está difícil a reunião dos autarcas dos cinco municípios que serão, directa ou indirectamente, abrangidos pela construção da barragem do Tua. Do dia 8 de Abril foi adiada para hoje, de hoje para amanhã de manhã, sendo que só já vai acontecer durante a tarde. Na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães.Os motivos ficam a dever-se a questões de agenda, quer de alguns autarcas, quer do chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães, que vai moderar o debate. Se não houver mais adiamentos, os presidentes das Câmaras de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor vão tentar definir um pacote conjunto de reivindicações a fazer à EDP, não só sobre as compensações a obter para os proprietários que ficarem sem terrenos, mas também contrapartidas que garantam meios de desenvolvimento para a região. Para ter mais força reivindicativa e falar a uma só voz, poderá mesmo sair da reunião a constituição de uma associação de municípios específica para a questão da barragem, tal como aconteceu no Baixo Sabor. JN