domingo, 11 de novembro de 2007

Autarca teme fim do caminho-de-ferro

Comboios transportam 20 mil pessoas/ano na Linha do Tua. "Esta decisão do Governo vai acabar com o que resta do caminho-de-ferro no Nordeste Transmontano". Esta foi a convicção transmitida pelo presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, ontem, num debate de análise às consequências da construção da barragem Foz-Tua na manutenção da linha ferroviária do Tua, numa organização da Autarquia e do Movimento Cívico da Linha do Tua.
José Silvano considera "incompreensível" que a decisão surja no momento em que uma empresa do Estado, a REFER, está a investir milhares de euros para reparar o troço acidentado da linha, em 12 de Fevereiro, em que morreram três pessoas. O edil considera que o Nordeste Transmontano ficará sem aquela que, no futuro, "poderia ser a única ligação estratégica ferroviária ao litoral, além do potencial turístico da linha". Referiu, ainda, que Mirandela não beneficiará com a barragem, nem mesmo do espelho de água, que termina no limite do concelho. Para Daniel Conde, do MCLT, a construção da barragem ditará o desaparecimento de "um percurso turístico de sonho", que leva cerca de 20 mil pessoas a percorrerem os carris entre o Tua e Mirandela, ano após ano, apreciando a paisagem no troço que sobreviveu ao encerramento da década de 90.
Na sua óptica, essa decisão agravará a desertificação da região, pois acarreta a redução na mobilidade das populações locais, carga e turistas. "Representa, também, a perda de património público, com a destruição de estações, degradação das obras de arte ou a sua venda a particulares", sublinha.
Manuela Cunha, de "Os Verdes" relembrou que o seu partido enviou um dossiê ao Comité do Património Mundial da Unesco denunciando a intenção do Governo de construir a barragem numa zona classificada." Eduardo Pinto in JN
ESCLARECIMENTO

«Chamo-me Daniel Conde, sou membro do MCLT - Movimento Cívico pela Linha do Tua, e fui ontem orador no debate promovido pela Câmara Municipal de Mirandela e o MCLT. Ao pesquisar o que os media têm dito, estou a esbarrar constantemente nas minhas declarações publicadas no Jornal Nordeste, mas que constantemente saem com uma perigosa citação que não é verdadeira: a linha não tem apenas 20.000 passageiros/ano!!! Tem 20.000 TURISTAS/ANO! isto fora os restantes passageiros que transporta!

Aproveito para deixar aqui o apelo como cidadão e como trasmontano de que estamos a ser enganados pelo Governo, e que nos devemos erguer contra isso. O MCLT está à inteira disposição do povo trasmontano para procurar formas de evitar esta machadada mortal no desenvolvimento da nossa região.
MCLT (recebido por mail em 12/11/2007)

sábado, 10 de novembro de 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

PEV apela à UNESCO para impedir barragem da foz do Tua

O partido ecologista «Os Verdes» enviou, quinta-feira, um dossier ao Comité do Património Mundial da UNESCO denunciando a intenção do Governo de construir a barragem da foz do Tua numa zona classificada.
«Lançamos ontem um alerta informando a UNESCO da pretensão do Governo de construir uma barragem no Alto Douro Património Mundial aguardando uma intervenção que zele pela integridade deste património», revelou hoje Manuela Cunha, dirigente nacional daquele partido, numa conferência de imprensa realizada em Gaia.
A barragem da foz Tua, que integra o Plano Nacional de Barragens anunciado recentemente pelo Governo, vai submergir «uma da mais belas linhas ferroviárias do mundo», além de «desrespeitar os compromisso assumidos aquando da classificação [do Douro] pela UNESCO».
«Há uma nítida vontade do Governo português de esconder a situação, para ver se passava, no documento que serve de base à consulta pública e duvidamos, por isso, que tenha informado o comité da UNESCO sobre a sua intenção de alterar substancialmente aquela paisagem», frisou a responsável.
Segundo Manuela Cunha, a ser construída a barragem vai «alterar» a paisagem em duas localidades - Pinhão e Carrazeda de Ansiães - que integram a zona classificada de património mundial.
«O Governo português está a desrespeitar o compromisso assumido, de preservação da paisagem, num sítio emblemático dessa mesma paisagem classificada em 2001», considerou a dirigente de «Os Verdes».
Manuela Cunha sustentou que a obra prevista para a foz do Tua, a um quilómetro e meio do rio Douro, vai destruir uma zona com escarpas, olivais e vinha, que será submersa.
«Tudo isto é omitido no próprio programa de construção», garantiu.
A dirigente partidária classificou também como «caricato» que se afirme que a obra terá »um impacto nulo na paisagem« quando está em causa a construção de um muro de 200 metros e que se afirme que a barragem visa resolver um problema de energia quando se submerge uma linha de caminho-de-ferro.
«O caminho-de-ferro é uma das respostas mais adequadas em termos de transportes, mas o governo vai submergir 35 a 40 quilómetros da Linha do Tua», frisou Manuela Cunha sustentando ainda que no plano nacional «há barragens que têm de ser avaliadas quanto à sua razoabilidade e a do Tua é uma delas».
Segundo a dirigente nacional do partido ecologista, a barragem irá submergir aquela que é considerada, pelos especialistas da matéria, «a terceira mais bela via estreita do mundo».
«Além da engenharia, apresenta uma beleza paisagística impar, que pode trazer desenvolvimento à região», considerou Manuela Cunha.
Os cerca de 60 quilómetros que ligam Mirandela ao Tua constituem o último troço de caminho-de-ferro do Nordeste Transmontano e nele viajam sobretudo turistas.
Os «Verdes» defendem que «a região perderá muita mais com o desaparecimento da linha do Tua do que ganhará com a construção da barragem, cujo contributo pode ser substituído pela energia eólica, solar ou pelo reforço da energia já existente».
Ao invés da barragem, «Os Verdes» querem para esta zona um projecto que interligue as diversas linhas ferroviárias - Tua, Corgo, Tâmega e Douro - com ligação a Espanha.
«Defendemos a dinamização deste projecto em torno dos quatro patrimónios da Humanidade da área de influência daquelas linhas, nomeadamente o centro histórico do Porto, o Douro Vinhateiro, Foz Côa e Salamanca», acrescentou a dirigente de «Os Verdes».
Diário Digital / Lusa

Empresários pouco sensíveis à recolha de resíduos industriais

As descargas clandestinas de resíduos industriais ainda persistem na região, apesar de o Aterro Sanitário da Terra Quente ter capacidade para receber mil toneladas deste tipo de lixo, por ano. Para que este tipo de situações não continuem a ocorrer, o NERBA organizou ontem um debate sobre o tema, de forma a sensibilizar os empresários a dar o destino correcto aos resíduos industriais. Brigantia

I Colóquio Regional de História, Arte e Património - Lamego/Tarouca

"Quanto Douro conhecemos?" - Colóquio Lamego/Tarouca - 30/Nov, 1/Dez
Organização: Diocese de Lamego

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O que se disse... Vitorino Almeida Ventura

«E nesse espaço de tudo ou nada, entre 0 e 100%, fica mesmo impossível dizer... «eu penso».»
Vitorino Almeida Ventura

Imagens com história

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Concurso de Vestidos de Chita que envolveu as aldeias, numa das festas do Concelho. (Cerca de 1960)

ASAE ensina restaurantes a servir às mesas

A Região de Turismo do Nordeste Transmontano vai pedir à ASAE, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, que ensine os restaurantes a servir melhor as refeições. Uma iniciativa para tentar melhorar a qualidade do serviço neste sector que, na região, ainda carece, em alguns casos, de algum profissionalismo. Brigantia

Daqui e dali... Alzira Lima de Jesus

GESTÃO DE CONFLITOS…

“O conflito é o processo que começa quando uma parte percepciona que frustrou a outra ou está prestes a frustrar algo que lhe diz respeito.” Kenneth Thomas

O conceito de CONFLITO relativamente às CAUSAS modificou: da impossibilidade de consenso, passou, actualmente, para a dificuldade em se lidar com a diferença.

Podemos citar algumas significações para o Conflito:
Ø Actividades, condutas, posições, propósitos percebidos como divergentes ou incompatíveis
Ø Incompatibilidade com os desejos do outro
Ø Quando a busca das coisas se traduz numa luta pelo poder
Ø Duas individualidades confusas pelas próprias limitações intra psíquicas (…), (…)

Tendencialmente, observamos o «conflito» como algo negativo,
Ø Desvia o interesse dos objectivos
Ø Gera ressentimentos entre as partes
Ø Provoca insatisfação,

Esquecendo as vantagens a ele intrínsecas:
Ø Ressalta os problemas existentes;
Ø Proporciona novas ideias, potenciando o desenvolvimento pessoal e social
Ø Provoca a redistribuição do poder e da influência propiciando a melhoria e evolução da relação...

Uma comunidade humana só se perpetua com base na comunicação, numa rede comunicacional (verbal, não verbal, adaptada a cada grupo, a cada quadro de referência…).
Se essa comunicação falha, os alicerces da organização estremecem, muitas vezes até ruir.
Para a resolução de um conflito temos como pano de fundo a comunicação: refaz os laços emocionais, racionais e relacionais que estremeceram em fissuras até aí (aí = eclosão do conflito), quer o efeito tenha sido de implosão quer de explosão (certamente que de modo diferenciado em cada um).
O compromisso tem que ser assumido, irrompendo da razão e das emoções de ambas as partes, ou seja, dos seus interesses que devem ser conciliados e negociados com base em concessões mútuas, após o desnudar das suas posições. E tudo com o fim último do restabelecimento dos laços comunicacionais.
A grande qualidade da Comunicação para a resolução dos conflitos deve ser: redundância q.b., baseada na:
Ø Identificação dos interesses comuns
Ø Centralização nos temas, evitando os ataques pessoais
Ø Procurar entender o ponto de vista da outra parte; tentar sentir como seria estar do outro lado
Ø Trabalhar a partir das ideias do outro reconhecendo o seu valor
Ø Ressaltar os aspectos positivos da outra parte
É essencial que haja:
Ø Mútuo reconhecimento no sentido de preservar a partilha de valores
Ø Compreensão de que o nosso julgamento tal como o da outra parte é falível
Ø Abolição da Violência
Sempre tendo em conta os Valores da:
Ø Reciprocidade (tratar a outra parte com honestidade)
Ø Igualdade Humana (todos devem ter um tratamento justo e respeitoso com consideração pelas suas necessidades e liberdade de consciência, pensamento e expressão)
A procura das Soluções que satisfaçam ambas as partes, impõe a observância de que foram resolvidos os sequentes requisitos:
Ø As distorções de percepção ou os estereótipos, pois impedem trocas produtivas
Ø Ainda existe condutas negativas repetitivas que criam barreiras?
Ø Ainda existe interesses incompatíveis (imaginários ou reais) que as partes têm dificuldade em conciliar?
Ø Há diferenças de valores (imaginários ou reais) que dividem as partes?


"É importante para a meta da individuação, isto é, da realização de si-mesmo, que o indivíduo aprenda a distinguir entre o que parece ser para si mesmo e o que é para os outros. É igualmente necessário que consciencialize seu invisível sistema de relações com o inconsciente... a fim de poder diferenciar-se..."
Carl Gustav Jung (1875-1961)

Como lidar com conflitos?
Um índio ancião norte-americano descreveu os seus conflitos internos conforme: "Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando.
Quando lhe perguntaram que cachorro ganhava a briga, o ancião parou, reflectiu e respondeu: "Aquele que eu alimento mais frequentemente
". (Autor desconhecido)

Alzira Lima de Jesus Castro Pinto

Bolsas de mérito para estudantes

Os vereadores do PSD na câmara de Murça propuseram na última reunião do executivo a criação de uma bolsa de Mérito para atribuir aos alunos do concelho. Promover a qualidade do sucesso escolar em Murça é um dos objectivos desta bolsa, que pretende simultaneamente servir de ajuda às famílias do concelho. “Encontramos várias famílias com dificuldades em deixar prosseguir os estudos dos filhos e por isso entendemos que devem ser ajudadas” refere Costa Leite o vereador do PSD de forma a apoiar também “os alunos que revelam no seu percurso escolar possibilidade de ir mais além”. Brigantia

O que se disse...

«Só tivemos tempo de encostar na primeira oportunidade e, em dois ou três minutos, o bébé nasceu».
Américo Campos, do Núcleo da Cruz Vermelha de Macieira de Rates, Barcelos, in JN

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

terça-feira, 6 de novembro de 2007

60 km de trilhos a pé até Dezembro

O município de Valença inaugurou uma Rede Municipal de Percursos Pedestres, que numa primeira fase implicará a abertura de seis percursos, com um total de cerca de 60 quilómetros de trilhos pedestres. JN

Autocarro avariado acende protestos em Campelos, Carrazeda de Ansiães

Os pais e encarregados de educação de Campelos, Carrazeda de Ansiães, exigiram, ontem, melhores condições de transporte dos alunos para a sede de concelho. Dizem que o autocarro de serviço avariou três vezes no espaço de uma semana, atrasando a chegada das crianças e jovens às aulas, pela manhã, ou a casa, ao fim da tarde. No largo da capela, pais de alguns dos dez alunos que frequentam a Escola EB 2, 3 e Secundária de Carrazeda, manifestaram a sua preocupação pela alegada "falta de segurança" verificada no transporte dos seus filhos. Elisabete Monteiro, mãe de dois alunos, contou que as avarias começaram há uma semana. Na segunda-feira, por causa de uma "rotura no tubo do gasóleo", e na sexta, devido a "problemas na embraiagem". "Até tiveram que ir a uma vinha tirar uma pedaço de arame para solucionar a avaria", denunciou. Ontem, os alunos saíram da aldeia às horas que deviam estar a entrar na escola. Foi necessário o recurso a outro autocarro para substituir o avariado por fuga de gasóleo. "Estamos descontentes com este transporte, pelo que exigimos a sua substituição", acentuou Elisabete. As críticas alastraram a Tomás Rodrigues, preocupado com a segurança da filha. "Foi o tubo do gasóleo e depois a embraiagem. Qualquer dia são os travões", frisou, alertando para a necessidade de serem tomadas medidas para "evitar uma desgraça". Lisete Soares acrescentou a preocupação pelo atraso na entrega da filha. "Na segunda-feira chegou a casa às 19.30 horas e na sexta às 18.40, aproveitando a boleia de um morador de Campelos", explicou. A empresa Santos, responsável pelo transporte, alegou que as avarias não foram preocupantes e justifica-as "Na semana passada poderão ter furtado o gasóleo do autocarro, ou então não foi abastecido; ontem houve uma fuga de gasóleo devido à sujidade". Desconhecia o problema na embraiagem. Segundo a empresa, o autocarro "está em condições de assegurar o transporte". O presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro, disse, ontem, desconhecer o problema de Campelos. Mas assegurou que a autarquia vai mandar averiguar as condições dos autocarros que transportam os alunos e aferir se estão de acordo com o contrato de concessão. "Viaturas com matrícula anterior a 2003 não podem prestar o serviço", explicou, acrescentando que esta limitação surgiu na sequência de "condições de transporte degradantes" verificadas o ano passado. Se a situação não for alterada, os pais e encarregados de educação ameaçam mesmo reter o autocarro na aldeia e não o deixar partir, se por capricho do destino tiver o azar de avariar novamente. Eduardo Pinto in JN

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Daqui e dali.. João Lopes de Matos

Respostas (continuação)
Será viável que o concelho de Carrazeda persista como autarquia autónoma? Isso depende de quê? Do aumento da população? Da riqueza produzida? Das duas coisas?

A persistência do concelho de Carrazeda não parece muito viável se olharmos à evolução dos últimos tempos. Na realidade, a perda de população activa, por diminuição da natalidade, pela emigração para o estrangeiro e para o litoral e pelo envelhecimento e morte das pessoas residentes, não augura nada de bom.
Para evitar o desaparecimento do concelho será necessário o aumento da população, a subida da riqueza produzida e um acréscimo da actividade dos actores económicos que façam com que se estabeleçam intercâmbios com outras localidades de molde a que haja uma azáfama que justifique a existência de muitos serviços autárquicos e estatais.
Os serviços públicos não podem existir por si e para si e sim para resolver a necessidade deles.
A actividade básica terá que ser privada, os serviços públicos existem por e para ela.
De contrário (não é preciso dar exemplos), muito do que está feito ou construído perde sentido, cai por falta de uso.

João Lopes de Matos

Vinhais - parque biológico, equipamentos desportivos

Parque Biológico abre na Primavera
Já foi inaugurado o primeiro equipamento que vai dar apoio ao Parque Biológico de Vinhais. A Hospedaria do Parque já pode receber turistas. O projecto que está a ser desenvolvido desde Novembro de 2004, deverá estar a funcionar em pleno na próxima Primavera, altura em que será inaugurado o Parque. A infra-estrutura pretende transformar uma região de passagem num local de estadia através da promoção eco-turistica do concelho.

Equipamentos desportivos para Vinhais
Vinhais vai ter um gimnodesportivo e um novo estádio de futebol. Os projectos foram apresentados ao secretário de estado do desporto. Ambos os equipamentos vão ser construídos na Zona Desportiva e de Lazer de Vinhais. O estádio de futebol terá bancadas e um relvado sintético.

Imagem: trabalho do escultor carrazedense Paulo Moura em Vinhais, no âmbito do Simpósio Internacional de Escultura

domingo, 4 de novembro de 2007

Movimento Cívico de Defesa da Linha do Tua

«Gostariamos de convidar todas as pessoas que tenham disponibilidade de se deslocar a Mirandela no próximo sábado, dia 10 de Novembro a colaborarem num debate, patrocinado pela Camara Municipal, seu Presidente Dr. José Silvano e o Movimento Cívico de Defesa da Linha do Tua (MCLT), subordinado ao tema "Futuro e linha do Tua" pelas 15H30 no Auditório da Camara.»
MCLT (recebido por mail)
lpveloso - intertoon

sábado, 3 de novembro de 2007

Linha do Tua ainda aguarda pareceres

Quase nove meses depois do acidente e ainda não certeza sobre o início dos trabalhos de reposição da linha do Tua. A reabertura da via está ainda dependente de pareceres técnicos de segurança. O inquérito da Procuradoria também está por concluir. Os trabalhos de reposição da linha do Tua, no local do acidente de 12 de Fevereiro deste ano, e que provocou três mortos, encontram-se concluídos mas a reabertura da via está dependente de pareceres técnicos sobre a segurança da infraestrutura, revelou fonte da REFER. O gabinete de Comunicação e Imagem da empresa responsável pela linha adiantou à Lusa que foram concluídos, dentro do prazo, os trabalhos de reposição da infraestrutura na zona acidentada, próximo da Estação de Santa Luzia. Os trabalhos foram adjudicados, em Agosto, à empresa TECNASOL FGE, Fundações e Geotecnia, SA por cerca de 96 mil euros.
O prazo de execução era de sessenta dias e a REFER apontou então o final de Outubro como data para a reabertura da linha em toda a sua extensão.

Um desabamento de pedras foi a causa apontada, em dois inquéritos, para o acidente que arrastou uma carruagem do metro de Mirandela ao serviço da CP por uma ravina de 60 metros em direcção ao rio Tua. Fonte da Procuradoria-Geral da República disse à agência Lusa, sobre o seu trabalho de investigação, que o seu inquérito continua ainda a decorrer não havendo, até ao momento, quaisquer conclusões que se possam revelar.
Recorde-se que, desde o acidente, ocorrido em Fevereiro, o comboio só circula entre Mirandela e Brunheda, com o restante percurso, entre a Brunheda e o Tua e a consequente ligação à linha do Douro, a ser feito de táxi.

De acordo com a fonte da REFER esta situação deverá prolongar-se por pouco tempo já que a empresa prevê que, “dentro de alguns dias, será retomada a circulação em toda a linha”, embora não adiante ainda uma data concreta. De acordo com a informação disponibilizada à agência Lusa, está a decorrer neste momento “a fase final de avaliação relacionada com a segurança da operação” e só depois de esta ser ultimada é que será possível retomar a circulação. Na sequência do acidente e dos trabalhos de reparação do troço acidentado, a linha foi alvo de vistorias para determinar as condições de segurança, estando a reabertura dependente dos pareceres técnicos. PJ

Imagens com história

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