terça-feira, 17 de maio de 2011

Daqui e dali... Fernando Sobral

O país invisível


Construir argumentos a partir de premissas falsas é um velho princípio da política, especialmente quando alguém não está disposto a reconhecer que se equivocou.
'Sócrates consegue isso de forma militante, e também transformar a verdade numa ilusão. Para ele, a redução da TSU, algo que foi assinado com o
FMI, não existe. Ou então está em letras tão pequeninas que não é para cumprir. Sócrates decretou a inexistência de algo que assinou com Paul Thomson e que é parte crucial do acordo. A única dúvida que sobra é saber se Sócrates assinou o documento com o FMI sem ler o que lá vinha? Ao não dizer nada sobre o que pretende fazer com a redução da TSU, Sócrates vem elucidar-nos de que tudo não passou dum equívoco. Não há memorando assinado com o FMI, não há dívida externa, não temos de pagar juros de mais de 33 mil milhões de euros, não temos de aumentar impostos, não vai haver mais desemprego. Sócrates conseguiu o milagre do eclipse: Portugal tornou-se no país invisível.

Chegamos à mais fantástica das conclusões: foi um duplo de Sócrates que assinou o acordo com o FMI. E como é o verdadeiro Sócrates que está em campanha eleitoral, ele não tem nada a ver com a redução da TSU. Na política portuguesa conseguiu-se o milagre da multiplicação. Há dois Sócrates. O que assinou a redução substancial da TSU; e o que desconhece a sua existência. Há o que assinou um acordo com o FMI; e há um que julga que FMI é uma energia renovável. Às vezes há o Dupont, outras o Dupond. Sócrates não existe. Está finalmente provado. Ao não reconhecer o que existe à sua volta, é ele próprio que não é real. ';
Sócrates consegue isso de forma militante, e também transformar a verdade numa ilusão. Para ele, a redução da TSU, algo que foi assinado com o
FMI, não existe. Ou então está em letras tão pequeninas que não é para cumprir. Sócrates decretou a inexistência de algo que assinou com Paul Thomson e que é parte crucial do acordo.

A única dúvida que sobra é saber se Sócrates assinou o documento com o FMI sem ler o que lá vinha? Ao não dizer nada sobre o que pretende fazer com a redução da TSU, Sócrates vem elucidar-nos de que tudo não passou dum equívoco. Não há memorando assinado com o FMI, não há dívida externa, não temos de pagar juros de mais de 33 mil milhões de euros, não temos de aumentar impostos, não vai haver mais desemprego. Sócrates conseguiu o milagre do eclipse: Portugal tornou-se no país invisível.Chegamos à mais fantástica das conclusões: foi um duplo de Sócrates que assinou o acordo com o FMI. E como é o verdadeiro Sócrates que está em campanha eleitoral, ele não tem nada a ver com a redução da TSU. Na política portuguesa conseguiu-se o milagre da multiplicação. Há dois Sócrates. O que assinou a redução substancial da TSU; e o que desconhece a sua existência. Há o que assinou um acordo com o FMI; e há um que julga que FMI é uma energia renovável. Às vezes há o Dupont, outras o Dupond. Sócrates não existe. Está finalmente provado. Ao não reconhecer o que existe à sua volta, é ele próprio que não é real. Negócios online

Porquê?

Daqui e dali... Tiago Mesquita

Candidato José Sócrates: "Vou partir o primeiro-ministro todinho no debate"

É sem dúvida o debate esperado. Todos os outros são irrelevantes. No final de cada um deles iremos ver a face cândida e o sorriso amarelado do primeiro-ministro acompanhado de um "acho que ganhei o debate e vou ganhar as eleições". Por isso resta-nos o debate onde se enfrentam os dois verdadeiros e únicos líderes políticos com reais possibilidades de vencer as legislativas: o ainda primeiro-ministro José Sócrates, apesar de tudo, e o candidato do Partido Socialista e líder das sondagens, José Sócrates.
Vai ser entre estes dois que tudo se vai decidir. Obviamente que o candidato José Sócrates parte em vantagem. O primeiro-ministro José Sócrates, algo debilitado, deixou atrás de si um rastro de destruição social e económica, uma verdadeira governação Katrina, que qualquer candidato com dois "corninhos de Pinho" consegue facilmente apontar.
E o candidato José Sócrates já mostrou ser bastante hábil, munido de um passado aparentemente "imaculado" (?) como as sondagens parecem demonstrar, parte para o debate numa posição de supremacia. Mas apesar do desemprego, do défice pornográfico, dos escândalos políticos, das mentiras, da recessão, das manifestações, do verdadeiro estado de sítio em que o país se encontra, sem qualquer perspetiva de um futuro saudável e sustentável e ainda das sucessivas trapalhadas em que o primeiro-ministro José Sócrates se envolveu, este parece ter sete vidas e ressuscita sempre.
O candidato José Sócrates apoiou as medidas da troika rejeitadas sempre até à ultima pelo primeiro-ministro José Sócrates, que afirmou "jamais governar com o FMI". Ambos agem de uma forma totalmente oposta diluindo a tese que alguns ainda sustentam de que poderiam tratar-se da mesma pessoa. Mas ninguém seria capaz de desdizer-se da tarde para a manhã com tal facilidade e convicção. Estaríamos a falar de alguém puramente maquiavélico, frio, calculista. Aconteça o que acontecer, de uma coisa tenho absoluta certeza: José Sócrates ficará sempre bem na fotografia. Isto porque ele seria capaz de fazer um debate consigo próprio, chegar ao final e dizer com a mesma lata com que falta à verdade quase naturalmente que o havia ganho por larga margem e ainda acrescentar que ia ganhar as eleições contra ele próprio. E os portugueses, aparentemente, acreditariam e votariam nele. Triste país o nosso.
Expresso

Geração desenrasca

domingo, 15 de maio de 2011

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

AS MESAS EM TORNO DA MESA,


A PARTIR DE TOLENTINO MENDONÇA



O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui

à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos

mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo

in
Baldios, Assírio & Alvim


Vi e agarrei, no i. Para o sacerdote e biblista (ligando tudo, o poeta) José Tolentino Mendonça, a sua ponte com Deus está num poema de Cesariny: "Tu estás em mim como eu estive no berço./Como a árvore sob a sua crosta./Como o navio no fundo do mar." É tão bonito que até apetece re_


ligar-nos ao divino, se, nas palavras de Maurice Blanchot, "Já éramos amigos e não sabíamos."


Ouvi e agarrei, no ECCLESIA, da Antena 1. A importância da Mesa... O cristianismo, sendo a única religião, em que se pode comer de tudo com todos. E aí percebi, finalmente.


Este país precisa de mesas em torno da mesa. Alimentar-nos uns dos Outros (essa é a força da Última Ceia, da Eucaristia), para sair... da Noite.

sábado, 14 de maio de 2011

Daqui e dali... Henrique Raposo


Sócrates está a mentir ou é irresponsável. Escolham


I. Das duas, uma: ou José Sócrates andou a mentir ao país, ou José Sócrates não leu o documento da troika. É esta a conclusão a retirar da polémica sobre a Taxa Social Única (TSU). Temos um primeiro-ministro que mente sistematicamente ou temos um primeiro-ministro irresponsável. Qual é o cenário que prefere, caro leitor?


II. Cenário da mentira. O documento da troika, assinado e elogiado por José Sócrates, é bem claro num aspecto: Portugal tem de baixar seriamente os impostos sobre o trabalho (ponto 39, p. 12) . Por outras palavras, Portugal tem de baixar a TSU. PS, PSD e CDS assinaram este documento, ou seja, comprometeram-se a baixar significativamente a TSU. Ora, o PSD, de forma lógica, fez as suas contas e apresentou a sua redução da TSU. Na resposta, Sócrates e o PS orquestraram uma mentira (o eufemismo é "desinformação") que rezava assim: a redução da TSU é uma maldade exclusiva do programa do PSD. Eis a tal mentira que Louçã expôs ao ridículo no debate de quarta-feira. Sócrates criticou a redução da TSU poucos dias depois de se comprometer a fazer exactamente a mesma coisa. Não é linda a coerência do nosso glorioso líder?


Desta forma, Sócrates não mentiu apenas aos portugueses. Ao rasgar a sua própria palavra, o primeiro-ministro pôs em causa a palavra de honra do país. Portugal, através de José Sócrates, disse à troika que ia baixar significativamente a TSU, mas agora a propaganda interna do dito Sócrates está a negar esse compromisso de honra. Isto, meu caro leitor, é bater no fundo. É que as mentiras de Sócrates deixaram de ser um assunto da politiquice interna. Agora, após a assinatura daquele documento, as mentiras de Sócrates põem em causa o nome de Portugal perante as instituições que nos vão emprestar os 78 mil milhões.


Quando foi confrontado com a mentira (por Louçã), Sócrates fez uma típica fuga para a frente: "ah, mas eu não concordo com uma forte descida da TSU". Ora, se não concordava com isto, Sócrates só tinha uma coisa a fazer: não assinar o documento da troika. Entretanto, Teixeira dos Santos e o sr. Thomsen já desautorizaram o governo. Ambos reafirmaram que o governo se comprometeu a baixar seriamente a TSU. Aliás, o senhor FMI até diz que o governo está a pensar numa redução da TSU na casa dos 3-4% do PIB. Na resposta, o governo, pela voz de Silva Pereira, diz que isso não é verdade. Mas quem é que ainda pode acreditar em Sócrates e Silva Pereira?


III. Cenário da irresponsabilidade. José Sócrates não leu o documento que assinou. OK, não mentiu. É apenas irresponsável. Um cenário aceitável, apesar de tudo. O nosso querido líder passa muito tempo à frente no espelho e, por isso, é natural que não tenha tempo para estudar o documento mais importante das últimas décadas. Ou então o "Luís" não teve tempo para fazer os cartões com os tópicos, preocupado que estava com o teleponto.


IV. Meu caro leitor, isto não é física quântica: ou temos um primeiro-ministro que mentiu ao país (mais uma vez), ou temos um primeiro-ministro totalmente incompetente. Escolha a sua hipótese preferida. Expresso

sexta-feira, 13 de maio de 2011

BTT - Pombal de Ansiães - Rota das Maias

Campeões?

«O PIB português recuou 0,7 por cento no primeiro trimestre do ano face aos últimos três meses do ano passado, o que põe oficialmente o país em recessão técnica, depois de já ter sofrido um recuo de 0,6 por cento no último trimestre do ano passado.» Público

«Grécia e Portugal são os únicos países da UE em recessão no primeiro trimestre de 2011, em termos homólogos. Mas, em 2012, a economia nacional será a única a destruir valor, numa região em que mais nenhum país terá uma taxa de crescimento abaixo de 1%Negócios online

«Grécia e Irlanda crescem, Portugal é o único que fica em recessão em 2012» DN

«Portugal é o único país da Europa e do mundo desenvolvido que está em crise profunda e não é culpa da crise internacional, é resultado de um permanente estado de negação do engenheiro José Sócrates» Carlos Moedas, JN

Granizo destrói pomares em Carrazeda

O granizo que ao fim da tarde de anteontem caiu abundantemente no concelho de Carrazeda de Ansiães provocou prejuízos em pomares de macieiras e destruiu algumas hortas.

A Associação dos Fruticultores, Viticultores e Olivicultores do Planalto de Ansiães (AFUVOPA) começou ontem a avaliar os estragos e, embora não sejam generalizados, em alguns casos são avultados. Cândido Madeira, residente em Fontelonga, é um exemplo entre os agricultores prejudicados. “Eu estava no café e disse logo que o meu pomar já ía apanhar. Quando cheguei aqui e vi o chão cheio de folhas fui-me logo embora. Está tudo estragado, este ano a colheita é toda para ir para o lixo” refere. Ontem de manhã, Cândido Madeira foi ao pomar acompanhado de Duarte Vieira, técnico da AFUVOPA, que estimou prejuízos elevados. “Perante este cenário dificilmente teremos fruta boa para ir para o mercado” considera, apontando para “perdas acima nos 80%”. É do pomar com cinco mil macieiras, junto ao parque das piscinas de Carrazeda, que Cândido Madeira tira o sustento. O que já lá investiu este ano já não é recuperável. “Gastei mais de nove mil euros só este ano e já não lhos tiro de maçã. Quando é do granizo o seguro dá pouco, dá mais quando é geada” explica.

A AFUVOPA começou ontem a fazer o levantamento dos estragos causados nos pomares de macieiras do concelho, mas só durante os próximos dias será possível avaliar a sua extensão. “Nós estamos a fazer o levantamento mas penso que grande parte dos pomares do concelho foi afectada” refere Duarte Vieira. A AFUVOPA está a aconselhar os agricultores a fazerem tratamentos para minimizar os prejuízos. “Tratamentos à base de cálcio para ajudar a cicatrização do fruto e para minimizar o efeito adverso do granizo”. Os seguros cobrem estes prejuízos mas não os pagam totalmente.

Mas o granizo não causou prejuízos só nos pomares. Na zona da Samorinha, também no concelho de Carrazeda, as hortas foram muito afectadas. “Foi tomates, alhos, batatas, cebolas, alfaces” refere Glória Fernandes. “O granizo foi muito, isto aqui parecia um mar de água”. Segundo João Moura, o granizo “era como a cabeça do dedo grande e durou uma hora e meia. O meu terraço ficou com dez centímetros de pedra” afirma.
A meteorologia continua a prever para os próximos dias condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.
CIR/Brigantia

O que se disse... Mira Amaral

«Primeiro-ministro não leu texto que assinou com 'troika'»

Eng. Mira Amaral, DN

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Daqui e dali... Carlos Fiúza

A minha “Dama”…

Nunca a desnacionalização dos idiomas esteve tão perigosa como hoje.
As comunicações são mais rápidas, os ares (ou o cabo) trazem-nos vozes estranhas que as emissoras espalham na intimidade dos lares da cidade, da vila, da aldeia, e até na habitação da serra.
Como mal ainda maior, na nossa Pátria há um gosto servil e ignaro por tudo o que é maledicência.

Além “desta ditosa Língua nossa amada” precisar da defesa de nós todos que constituímos a “ditosa Pátria nossa amada”…

… EU preciso de defesa.

Aprendi no sábio médico A. Carrel que os órgãos, se perdem a resistência aos micróbios, podem atrofiar-se e até fabricar venenos.
Pois, eu direi, também, que a ação microbiótica dos “erros” pode ocasionar desordens funcionais e estruturais ao corpo.
Este fica doente. E a doença pode ser caminho da morte.

A “maledicência” pode ser “organismo”, mas é desejável essa anomalia?

Se não enfado, passo a demonstrar:

Dois comentadores (a coberto do anonimato, como convém), perguntam:

Realmente, não sei como Carlos Fiúza e João Lopes de Matos alinham num diálogo com alguém que não respeita os direitos de autor, usurpando o pensamento alheio como se fosse dele próprio. Ainda por cima, tecendo-lhe os mais rasgados elogios”.
.....
Anda tudo a copiar… a copiarem VAV, que sem estar presente, é quem mais ordena”.
…..
Pergunto:
- Podem (pretendem) estes “comentadores” provar as suas insinuações?

Por mim, explico:

- Não tenho predileção por qualquer dos Blogues de Carrazeda de Ansiães… não os conhecia, tão pouco.
- De ambos os Blogues (na pessoa dos seus administradores e leitores) só tenho recebido atenções.
- Não conhecia (pessoalmente) ninguém em Carrazeda.

Tenho, no entanto, o privilégio de ser amigo do Dr. João Lopes de Matos.
E porque sou seu amigo,
…não acredito que fosse sua intenção “arrastar-me” para uma “aventura” mal sucedida quando me convenceu a participar nesses Blogues.
…A sua verticalidade, o seu sentido de justiça e amizade a isso o impediriam.

Estamos habituados a trocar ideias… a “especular” filosoficamente sobre os diversos problemas que nos preocupam.
Nem sempre estamos de acordo, é verdade… o que até tem sido salutar.

Mas… “pactuamos” com a bajulação…?!
Por mim (por ambos, melhor dizendo) afirmo que isso não é verdade, até demonstração em contrário.

Quando elogio (ou não) um texto, um comentário, tenho sempre a preocupação de me ater só à “forma”.

Recordo:
- Em tempos idos, neste mesmo Blogue, alguém (mais uma vez anónimo) “sugeriu” que os meus escritos só poderiam ser dignos de em “super-homem” ou de alguém que estivesse “habituado” a consultar (leia-se: copiar) a Wikipédia…

Ironia das ironias…
- O mesmo VAV (a despropósito chamado, agora, à liça por esse mesmo anónimo) comentou:

“… O ataque às suas fontes, aquele, já me parece bem ridículo, pois deveria ser acompanhado com a respetiva prova. E que mal teria, se não fosse na Escola, mas na Web, buscar o saber? Se é autêntico... Fosse uma cópia sem espessura, aí sim, mas quando se ataca (aprendi com os clássicos, não esqueço) deve atacar-se de frente”.

Não pretendo protagonismo… já não tenho idade nem “pachorra” para “querelazinhas domésticas”…
Mas sempre digo:

- atitudes destas só “matam” a PALAVRA…
- só “atrofiam” o PENSAMENTO…

Obrigado a todos os que me leram.

“Sonho que sou um cavaleiro andante,
Por desertos, por sóis, por noite escura…”

Carlos Fiúza

O que se disse... Wolfgang Munchau

«Não se pode gerir uma união monetária com governantes como Sócrates»

Colunista do "Financial Times" acusa o primeiro-ministro português de se "preocupar apenas com o seu quintalinho" e de ter mentido ao país e diz que Portugal geriu a crise de forma "assustadora".

Wolfgang Munchau, Finantial Times
Negócio online

Um milhão por dia dá doença e alergia


Henrique Monteiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Portugal e a troika


Até que enfim o nosso futuro está definido. E definido pormenorizadamente.
Para isso, foi necessária a intervenção externa. Nós não fomos capazes de caminhar pelos nossos próprios pés. Isso, no entanto, não é forçosamente mau. Sempre tivemos uma visão muito limitada, paroquial até, dos nossos problemas e tornava-se necessário que alguém, com uma visão mais alargada, nos fizesse ver de mais alto e atendendo a algo que não tinha apenas a ver com a nossa capelinha mas também com o todo europeu.
Daí que só os de fora fossem capazes de nos chamar a atenção para as mudanças estruturais necessárias no domínio da Justiça (tornando-a mais prática e célere), no domínio da reorganização administrativa a nível central (acabando com muitas sobreposições) e a nível local (acabando com arremedos de freguesias e de concelhos e obrigando-nos a uma visão mais ampla em termos autárquicos), no domínio da saúde (permitindo uma economia de meios que viabilize a assistência sobretudo aos mais carecidos) e noutros domínios mais polémicos como o sector do trabalho(em que , para conservar os direitos adquiridos, nada poderia ser alterado). No sector público em geral, há que criar uma nova mentalidade de serviço em prol dos utentes e não em prol dos instalados.
Julgo que agora estão reunidas as condições para um grande avanço qualitativo na vida de todos e para nos lançarmos na senda da modernização.
As nossas condições financeiras vão obrigar-nos a contermo-nos em certas despesas e a adiarmos certos empreendimentos, necessários e convenientes ao nosso desenvolvimento interno e a uma cada vez mais fácil ligação ao exterior, ao qual devemos estar cada vez mais unidos.
Algumas vias rápidas que percorram o nosso interior e façam com que desapareça a distinção litoral – interior (dada a rapidez de acesso fazer desaparecer a ideia de isolamento), outras que unam mais Portugal e Espanha, sobretudo na zona fronteiriça, e a mais emblemática de todas – o TGV – que irá de Lisboa a Madrid e , depois,
a toda a Europa, terão de sofrer um certo compasso de espera.
Mas de todas estas obras não iremos prescindir porque elas fazem parte da caracterização do Portugal do futuro.
O programa está delineado: que venha agora um governo capaz de, conjuntamente com todos nós, implantá-lo.
João Lopes de Matos

AGENDA CULTURAL - MAIO

III Encontro de Comunidades

O que se disse... Paulo Portas

«... não se deve colocar os 78 mil milhões da ajuda financeira externa nas mãos de quem andou a gastar mais e a endividar mais, ou seja, José Sócrates».

Paulo Portas

Golfar...

Antero

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A longa viagem

Henrique Monteiro

Município de Carrazeda de Ansiães altera forma de apoio aos mais carenciados

Pela primeira vez, o Município de Carrazeda de Ansiães dispõe de um regulamento de apoio a estratos populacionais desfavorecidos.

Para além disso vão ser implementados novos apoios que tendem a melhorar a resposta social da Câmara aos mais carenciados.
Uma das situações em que foram alteradas as regras é a do apoio à natalidade.
O presidente da Câmara, José Luís Correia, explica o que vai mudar.
Os apoios deixaram de ser universais, deixando de se exigir a titularidade do cartão jovem. A atribuição dos montantes era exagerada para a realização do município (2500 para o terceiro filho, três mil para o quarto). Passou a ser apoiado o nascimento de qualquer filho. O apoio passa a depender da condição económica (rendimento anual bruto do casal inferior a 12 mil euros ou seis mil no caso de ser individual).”
Em relação aos apoios para reabilitar as casas de habitação permanente também há alterações.
Revogou-se o regulamento do programa específico de melhoria de habitação, alargou-se a área de intervenção municipal e acabou-se com a rigidez que havia.”
Para os titulares do cartão sénior há igualmente mudanças que o autarca explica.
A redução dos bilhetes das piscinas deixou de ser de 50 por cento, passando a 25 por cento. Deixou de ser comparticipada a ligação familiar de água e saneamento.”
A Câmara de Carrazeda vai comparticipar a compra de medicamentos sujeitos a receita médica com 10 por cento da parte não abrangida pelo desconto do Sistema Nacional de Saúde.
Os idosos mantêm a comparticipação de 25%.
Há ainda apoios previstos para pessoas com deficiência e doenças crónicas, subsistência e eventuais situações de carência não contempladas nas outras medidas.
CIR/Brigantia