quinta-feira, 31 de março de 2011
O que se disse... ABC Diário Digital - Espanha
Daqui e dali... Henrique Raposo
quarta-feira, 30 de março de 2011
Sede da agência de desenvolvimento do Tua em Mirandela não é consensual
terça-feira, 29 de março de 2011
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Agência de desenvolvimento do Vale do Tua já está constituída
Está oficialmente constituída a agência de desenvolvimento regional do vale do Tua, uma das contrapartidas da construção da barragem de Foz-Tua e da consequente submersão de dezasseis quilómetros da centenária linha ferroviária. A cerimónia da assinatura da escritura aconteceu, esta segunda-feira, em Mirandela. Este novo organismo vai gerir inicialmente um fundo de desenvolvimento regional de 20 milhões de euros para investir nos cinco concelhos do Vale do Tua, para além dos 35 milhões de euros que se prevê venha a custar o plano de mobilidade.A agência conta com um capital social de 50 mil euros repartido pelas cinco autarquias da área de abrangência da linha do Tua, que detêm 51%, e a EDP que fica com 49%. Inicialmente, a agência vai dispor de um fundo de desenvolvimento de vinte milhões de euros. Dos quais, nove milhões correspondem à antecipação por parte da EDP de dez anos de rendas aos municípios, para projectos indutores de desenvolvimento. Somam-se mais nove milhões de euros de adiantamento para explorar e tratar o parque natural que vai ser feito à volta da barragem, sendo que a EDP fica com uma verba de 1,7 milhões para criação de auto-emprego e 500 mil euros para o funcionamento e montagem desta associação. Em troca da barragem, vão também ser investidos 35 milhões de euros para criar um novo plano de mobilidade que implica um pequeno troço de via-férrea da estação do Tua ao paredão, um funicular, dois barcos para levarem os passageiros até à Brunheda e comboio até Mirandela. Parte do investimento será assegurado por fundos comunitários, sendo a comparticipação nacional de dez milhões de euros, assegurada pela EDP.
“Estávamos abertos a fazê-lo e junto com os autarcas conseguimos estabelecer um programa que vai de encontro ao desejo de todas as autarquias e no qual a EDP disponibilizou um valor na ordem dos 10 milhões de euros” confirma Ferreira da Costa, administrador da empresa, acrescentando que “foi o que achamos que deveríamos fazer pelo facto de querermos desenvolver uma região”. O autarca de Alijó faz questão de sublinhar as mais-valias desta agência dizendo que é uma solução exemplar, em Portugal em matéria de construções de aproveitamentos hidroeléctricos. “Pela primeira vez não há apenas um indemnização pelos terrenos que são ocupados, há uma estratégia de desenvolvimento para todo o vale do Tua articulado entre poder locais, regionais e centrais e entre a empresa que vai fazer este empreendimento” refere Artur Cascarejo, acrescentando “foi feito o levantamento de um conjunto de projectos que com este investimento podem ser alavancados em termos de fundos comunitários”.
Já o autarca de Mirandela assume a luta perdida pela linha do Tua. José Silvano diz que agora é tempo de lutar pelas compensações adequadas para esta região. “Perdi a luta da linha a favor da barragem, agora tenho de lutar pelas contrapartidas dessa barragem” afirma o presidente da câmara, salientando que “há que defender as populações daquilo que perderam”. Os autarcas dizem que é preciso lutarem pela coesão e desenvolvimento do vale do Tua, mas o autarca de Murça já avisou que vai estar atento. “Eu lutarei para que os projectos de uma forma igualitária para todos os municípios” afirma João Luís Teixeira. Tudo aponta para que no início do Verão estejam prontos os primeiros projectos para a região do Vale do Tua. O vice-presidente da CCDRN considera que esta agencia e o resultado de um trabalho meritório dos autarcas da região e que agora é preciso saber aproveitar os investimentos.“Estamos a falar de valores extremamente avultados e alguns deles podem ser alavancados com envelopes dos fundos comunitários” afirma Paulo Gomes, salientando que “são transferências durante o tempo de vida da barragem que é mais de seis décadas”. O responsável acrescenta que “nós temos oportunidades únicas que permitem construir estes territórios em função dos seus valores e subunidades de paisagem que interessa privilegiar”. CIR/Brigantia
segunda-feira, 28 de março de 2011
Daqui e dali... Henrique Raposo
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Daqui e dali... João Lopes de Matos

Todos os partidos políticos afirmam que a saída da crise (para além de outras medidas como a redução dos serviços e funcionários públicos) reside no desenvolvimento económico dos diversos sectores. Os conservadores dão a entender que a solução está em repor as actividades que existiam, entretanto destruídas,' segundo eles, sobretudo por causa da U.E. e de políticas erradas.
Vejamos, com algum cuidado, a evolução dos principais ramos: agricultura, indústria e serviços.
Quanto à agricultura, ela tem evoluído, no interior, ao longo dos anos, de uma actividade de subsistência para uma quase agricultura moderna, com um cariz muito semelhante ao sector industrial: mecanização, redimensionamento das empresas, cálculo contabilístico.
O que fez mudar a agricultura? Abandono propositado dos poderes públicos?
Parece-me ter sido, sobretudo, o abandono para o estrangeiro e para o litoral de grande parte da população rural, que não conseguia melhorar o seu nível de vida na maneira bucólica de viver, de que tanto gostava e de que todos os anos ainda agora mata saudades nas férias, a causa principal da mudança.
Estamos, no momento presente, a dar, sem querer, a estocada final no moribundo mundo rural e a paulatinamente provocar o advento do novo mundo: têm aparecido culturas já modernas mas ainda há muita coisa votada ao abandono sem se saber por enquanto qual o destino a dar-lhe.
Mas teremos, de futuro, um redimensionamento da propriedade e a introdução de novas iniciativas, que trarão, com certeza, uma nova agricultura.
O emprego, no entanto, limitar-se-á a ser sazonal ou contínuo mas diminuto.
Não dará, de certeza, para aumentar a população e para revitalizar as freguesias.
Manter-se-ão certos agregados urbanos de uma dimensão razoável, onde as pessoas viverão e de onde se deslocarão para tratar das explorações agrícolas.
Não haverá, de modo algum, um retroceder aos tempos antigos como solução dos problemas do interior.
Fiquemos hoje pela agricultura.
João Lopes de Matos
Daqui e dali... Henrique Raposo
De uma forma um tanto despudorada, está em curso uma narrativa mui científica, a saber: todos os partidos são responsáveis pela actual crise económica e financeira. É como se a nossa crise económica tivesse sido provocada na última semana e não nos últimos 15 anos. E como é bonito ver comentadores a usar aquele cliché taberneiro do "são todos iguais". Que beleza. Que bela forma de diluir as culpas de Sócrates e do PS. Sócrates está no poder há seis anos, o PS governou os últimos 15 anos (perdão: governou, vá, uns 85% dos últimos 15 anos), mas a culpa é de todos, a culpa também é do PSD e do CDS, e, já agora, do BE, e do PCP. O POUS também tem culpa?
Em 2009, numa total negação da realidade, Sócrates venceu eleições prometendo mais Estado, isto é, mais endividamento do Estado, isto é, mais dívida do Estado. Era o TGV, era o Aeroporto, era o cheque-bebé, era jogar dinheiro público (ou melhor, dinheiro dos credores) para cima de tudo o que mexia. Antes das eleições, no momento mais populista de todos, o PS baixou o IVA e aumentou em 3% os funcionários públicos. Durante todo este período, Sócrates insultava todos aqueles que criticavam estas medidas. Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas eram retrógrados, bota-abaixistas, inimigos da modernidade (o meu favorito).
Na quarta-feira, sem admitir os erros, Teixeira dos Santos adoptou o discurso económico de Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas . Mas não sei, vejam lá, se calhar a culpa é do PCTP-MRPP.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Daqui e dali... Manuel Maria Carrilho
Humildade e verdade são, a meu ver, os parâmetros essenciais para se ultrapassar o difícil momento que o País que está viver. Humildade, porque é preciso reconhecer que a situação actual é o resultado de alguns graves erros cometidos nos últimos anos, sobretudo desde a Primavera de 2008, quando a crise se anunciou em toda a sua gravidade, e desde o Outono de 2009, quando se arriscou a constituição de um governo minoritário. E verdade, porque só com uma exigente autenticidade sobre a nossa situação e as suas principais causas se conseguem repor as condições de credibilidade, de coesão social e de eficácia, que são nucleares para se dar a volta à situação.
É um momento de não retorno, seja qual for o destino parlamentar do chamado PEC IV, cuja rejeição é dada como certa no momento em que escrevo (quarta-feira de manhã). E também de balanço: do balanço de um reformismo que teve na mão, em 2005, a rara oportunidade de conduzir uma mudança histórica no nosso país, em condições de absoluta excepção. E que não o conseguiu porque cedo trocou o diálogo pela arrogância, a comunicação pela manipulação e o reformismo pelo "agitismo", numa infeliz espiral de generalizada incompetência, onde se desperdiçaram as melhores energias.
De resto, seria bom perceber que a generalizada erosão que atinge hoje a legitimidade da política e a credibilidade dos partidos se deve sobretudo a isto: à crescente percepção popular da sua extraordinária incompetência, bem como da incompetência - e quantas vezes do negocismo -, das elites que lhe estão mais associadas. E há momentos em que a incompetência se pode tornar num risco para a própria democracia.
A crise internacional - do subprime, do euro - teve, claro, o seu papel, e ele foi de relevo. Mas, sobretudo, ela expôs e intensificou o que até aí tinha sido desvalorizado ou ocultado pelo optimismo oficial. Agora, enfrentamos a mais difícil crise das últimas décadas, começa a ser preciso recuar mesmo muito tempo para se encontrarem dados tão preocupantes como os que temos hoje em domínios como os da falta de crescimento (90 anos), da dívida pública (160 anos) ou do desemprego (80 anos).
É por isso que digo que, para se poder avançar para um futuro diferente, precisamos de uma ética da responsabilidade assente na humildade e na verdade. É com humildade que é preciso reconhecer que o programa que venceu as legislativas de 2009 foi, na realidade, abandonado há muito. Basta lembrar que nele não havia nem aumento de impostos, nem atrofia das prestações sociais, nem corte de salários. E que, bem pelo contrário, o que se prometeu foi um crescimento alavancado num investimento público que, simplesmente, se esfumou...
quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Abraço ao Tua – Dia 27 de Março pelas 15h – na Foz do Tua
O que se disse... Daniel Oliveira
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
O que se disse... António Costa
«A comunicação do ministro das Finanças da passada sexta-feira ficará certamente para a história como a mais desastrada e desastrosa que alguma vez foi feita em Portugal, se não mesmo no hemisfério Norte, de todos os pontos de vista»Daqui e dali... João Cândido da Silva
Na história que conta a batalha pela sua sobrevivência política, José Sócrates está disposto a fazer tudo. Mas o que não fez nos últimos dias é tudo menos irrelevante.











