terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Daqui e dali... João Lopes de Matos

COGITAÇÕES

As minhas últimas cogitações sobre política têm-me conduzido a uma asserção: actualmente, na base de qualquer moderna proposta política está (ou deve estar) sempre a ideia do liberalismo.
Liberalismo quererá dizer que qualquer solução deve vir da iniciativa das pessoas, que constituem a sociedade, e por elas deve ser posta em prática. Qualquer sociedade que se preze deve ser formada por cidadãos conscientes e participativos, que, momento a momento, criam, gerem, fiscalizam os modos de funcionamento das várias instituições em que a sociedade está organizada.
Liberalismo será sinónimo de liberdade, com a correspondente responsabilidade.
Já não se compreende que tudo seja dirigido do topo: a criação de empresas, a gestão destas, a organização da solidariedade ou a governação administrativa.
Nas pessoas existem vários pensares. Os pensares semelhantes criam entidades do jaez correspondente ao pensamento que os une. As várias entidades criadas entrechocam-se umas com as outras porque provenientes de pensares diferentes.
Subjacentes ao livre entrechoque apontado hão-de estar princípios como os da não violência, livre iniciativa, respeito mútuo, e, nas relações económicas, a lei da oferta e da procura, entendida não em termos excessivamente competitivos.
Uma sociedade virá a ser formada com cariz mais colectivista ou mais individualista, conforme a natureza das organizações livremente criadas pelas pessoas.
Claro que numa sociedade destas há-de existir grande autonomia, muita auto-governação, imensa descentralização. É preciso que as pessoas tomem as rédeas da governação.
Mesmo a solidariedade deve ser resolvida nas unidades de base: igrejas (conjunto dos crentes) ou entidades não confessionais, o que resultar do que as pessoas decidirem.
Será que, por esta forma, se chegará a algum lado?
João Lopes de Matos

Desfile da Carnaval - 2011

O Município de Carrazeda de Ansiães e a Associação de Zíngaros de Carrazeda de Ansiães promovem no dia 08 de Março – terça-feira, a partir das 15:00h, pelas principais ruas da vila, mais um Desfile de Carnaval, com as associações e instituições do concelho. As inscrições decorrem até ao próximo dia 18 de Fevereiro. A partir das 20:00h terá inicio a marcha fúnebre com o Pai da Fartura, seguida da leitura da sentença e por último o “ Adeus ao Pai da Fartura”, na Praça do Município. Esta iniciativa pretende valorizar e preservar as tradições carnavalescas, incentivando à criatividade, imaginação e espírito associativo entre a comunidade.

Público

O que se disse... Helena Garrido

«O Governo tem de se convencer que não chega fazer listas de medidas, agora 50, depois 60 ou 70, sobre isto e aquilo. (...)
Nada do que é efectivamente importante poderá ser concretizado se o Governo governar por impulsos do tipo hoje é a justiça, amanhã o mercado de trabalho, depois as energias renováveis e a seguir outra coisa qualquer que esteja na crista da onda.
Assim como não se consegue fazer o que é preciso fazer com a atitude do "contra tudo e contra todos" ou do "eu é que sei e vocês estão é todos contra mim".
É preciso contar com a colaboração da máquina do Estado, dos empresários e das elites. O problema que o país enfrenta é demasiado complexo para ser resolvido com atitudes voluntaristas, centralistas e agressivas. Portugal está a afundar-se. Todos sabemos isso.»
Helena Garrido, Jornal de Negócios

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ALIADOS NA CENSURA AO GOVERNO

Henrique Monteiro

Daqui e dali... Carlos Fiúza

O ressurgimento dos apólogos

O grego “apólogos” e o latim “apologus” significam narração, e por vezes o apólogo coincidia com a fábula.
De modo geral, o apólogo é uma narração alegórica, necessariamente fictícia, e geralmente com processo dialogal.

Os apólogos dialogais não “estafados” (como os de D. Francisco Manuel de Melo) são verdadeiramente teses, expostas com leveza, com graça, com interessantíssimos jogos de palavras, trocadilhos e outras figuras de estilo.
Em os “Apólogos Dialogais”, este Autor, com uma técnica dialogal de estupenda flexibilidade pensante, põe em conversa os próprios seres inanimados, como, por exemplo, dois relógios falantes.

Vou ao Dicionário de Sinónimos de Fonseca e Roquette e encontro:
“Alegoria é palavra grega “allegoria” (de “állos”, outro, e “àgoréyo”, eu digo) e designa uma figura de retórica pela qual se apresenta ao espírito um objeto e designa outro”.

Como exemplo disto mesmo, tome-se o sermão de Santo António que o Pe. António Vieira pregou…
… é uma longa e engenhosa alegoria, na qual ele diz aos peixes o que para os homens deveria ser dito!

A alegoria não necessita explicar a verdade que encerra, pois a exatidão de suas relações com ela se manifesta a cada passo, distinguindo-se nisto do apólogo, cujo mérito é ocultar o sentido moral até ao instante mesmo da conclusão que se chama moralidade.

Acrescentarei que o apólogo recorre à prosopopeia, isto é, à transformação figurada de seres inanimados, de abstrações, de conceitos de espírito em pessoas, em seres inteligentes e ativos.

Azeite em Trás-os-Montes, sempre… apólogos, nunca!

Carlos Fiúza

P. S. “Honni soit qui mal y pense”.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Optimismo ou otimismo!

LVeloso

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Anonimato

Tenho de confessar aqui que tenho um defeito de alguma magnitude, que me tem sido apontado por diversas pessoas: é a indefinição. Ligada a ela estão também a conciliação e a mudança frequente de posição. Não tanto a indecisão, pois que as decisões são tomadas, só que há uma grande variabilidade nelas: ora são tomadas num sentido ora noutro, por vezes o oposto.
Sinto existir em mim uma propensão para ver as coisas de diversos ângulos e daqui não viria mal nenhum ao mundo se, após a tomada de posição, esta se mantivesse estável por um lapso razoável de tempo.
Mas não. Tomada uma decisão, a dúvida permanece a inquietar o meu espírito e, quando é necessário decidir novamente, todo o processo se repete na íntegra: de novo têm que ser sopesados os prós e os contras e nada me garante que não venha a decidir em sentido diametralmente oposto.
Sinto que estas normas de pensamento já nasceram comigo, fazem parte da minha herança genética e a minha vontade pouco pode fazer contra elas.
Vem isto a propósito dum tema recorrente nos blogues: o anonimato de quem comenta ou escreve. E não é que agora me deixei seduzir pelas virtudes do que se diz sem indicação da proveniência!
Realmente, quando uma pessoa escreve incognitamente, como que diz às pessoas: pensem nesta ideia e só nela, não se preocupem com quem a lançou e vejam se ela tem ponta por que se lhe pegue. É como uma prova de vinho às escuras. É aceitável ou não? Que acham?
A apreciação nada terá a ver com quem lança a ideia mas apenas com ela própria.
Mas a minha tendência para a conciliação chega rápido a uma plataforma de entendimento: o anonimato será de pôr em prática nos comentários (não ofensivos, claro) e apenas nestes e não nos artigos de primeira página, digamos assim. Por isso é que este vai subscrito e os comentários não.
Mais razões para isto: é bom tentar novas atitudes, procurar outros caminhos, sabendo-se que, por vezes, quem se mete por atalhos nem sempre arranja trabalhos.
Por outro lado, existe em mim uma vontade forte de fazer com que as apreciações nada tenham a ver com beleza ou fealdade (ainda que no sentido puramente espiritual) da pessoa que escreve.
Comigo já ficam a saber com o que contam. Comecemos por ora apenas com o anonimato dos comentários para ver o que dá.
João Lopes de Matos

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Municipio de Carrazeda de Ansiães aderiu à Campanha Nacional para o Direito à Alimentação

O Município de Carrazeda de Ansiães aderiu à “Campanha Nacional para o Direito à Alimentação”, uma iniciativa promovida pela Associação Nacional de Municípios Portugueses – ANMP e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), e que conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República. Esta iniciativa tem como principal objectivo fornecer aos cidadãos e famílias carenciadas meios de alimentação que resultam do aproveitamento dos excessos de produção, designadamente de restaurantes.

No âmbito da adesão a esta iniciativa, a participação do Município de Carrazeda de Ansiães passa pela sinalização das famílias e cidadãos carenciados e pela indicação das Instituições de Solidariedade Social existentes no Concelho e dentro destas identificar aquelas que possuem meios próprios de transporte de alimentos e as que possuem refeitórios onde possa ser possível acolher os excedentes de refeições ou parte delas. O Município deverá sensibilizar potenciais parceiros e doadores nesta iniciativa, nomeadamente os estabelecimentos de restauração do concelho, incentivando-os a aderir a esta causa social.

Flop de Esquerda

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Presidente da Jerónimo Martins acusa Governo de mentir sobre a recessão


O presidente da Jerónimo Martins acusou Governo de mentir sobre a recessão. Alexandre Soares dos Santos criticou a política do executivo em relação às empresas, dizendo que na Polónia apoiam mais os empresários portugueses do que em Portugal. Questionado sobre o segredo do sucesso do grupo, Soares dos Santos disse que não é com "seguramente com truques" como faz José Sócrates. RTP

Toc! Toc! Toc!

LVeloso

Arranque da construção da barragem Foz-Tua apesar da contestação de ambientalistas

O primeiro-ministro lançou esta manhã a primeira pedra da Barragem de Foz Tua, uma obra que faz parte do Plano Nacional de Barragens, com um custo de 300 milhões de euros e a criação de quatro mil postos de trabalho, segundo a EDP. Com a construção da barragem, cerca de 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua vão ficar submersos. A contestação da população e ambientalistas não impediu que o projecto do Governo fosse avante.
José Sócrates afirmou que a construção de uma barragem significa dar mais oportunidade de emprego, às empresas e reduzir dependência energética externa e reduzir emissões de CO2.
"São os projetos mais difíceis em que nos devemos empenhar, porque são eles que podem mudar as coisas", afirmou o governante, referindo-se à polémica à volta da Barragem de Foz Tua, obra contestada pelos ambientalistas por causa da submersão da linha ferroviária.
O primeiro Governo Presente de 2011 arrancou hoje, no concelho de Alijó, com o arranque oficial da Barragem de Foz Tua, a primeira incluída no Plano Nacional de Barragens a entrar em obra.
Embora a hidroelétrica vá ser construída no rio Tua, entre os concelhos de Alijó (distrito de Vila Real) e Carrazeda de Ansiães (distrito de Bragança) foi o rio Douro que serviu de cenário à cerimónia de lançamento da primeira pedra.

Contestação dos ambientalistas
Em comunicado enviado às redacções, a Quercus reafirmou a sua oposição ao projecto, realçando que a construção da barragem simboliza "a morte do Turismo do Tua, da biodiversidade do Vale, do Desenvolvimento Sustentável, do Património Humano, Cultural e Arquitectónico e da Linha do Tua com mais de 123 anos de História".
O partido ecologista "Os Verdes" também manifesta em comunicado o descontentamento pelo arranque do projecto, sublinhando no entanto que o lançamento da primeira pedra não significa a concretização da obra.
"'Os Verdes' estão convictos que esta primeira pedra não é, por certo, um pilar da barragem e que debaixo da ponte de Foz Tua ainda vai correr muita água e que a luta de todos quantos se opõem à Barragem de Foz Tua, na qual o PEV teve uma forte intervenção desde a primeira hora, continuará", garante o partido.

EDP refere que barragem criará quatro mil postos de trabalho
A barragem de Foz Tua envolve um investimento de 305 milhões de euros, vai criar quatro mil postos de trabalho diretos e indiretos e deverá começar a produzir energia em 2015.
Os dados são da EDP, a concessionária do empreendimento adjudicado ao agrupamento de empresas Mota-Engil/Somague/MSF, que deverá ter a obra concluída em quatro anos.

Alternativa à linha de comboio
A EDP vai financiar em 10 milhões de euros os projetos de transportes alternativos à linha do Tua que vai ficar submersa com construção da barragem de Foz-Tua, disse à Lusa o presidente da empresa.
"O que está a ser desenvolvido para o terço da linha afetada significa arranjar alternativas do ponto de vista rodoviário para quem queira utilizar essa parte todos os dias. Neste momento não o faz, porque aquilo está parado por questões de segurança", disse à Lusa o presidente da elétrica, António Mexia.
"Além desta alternativa rodoviária, vamos arranjar do ponto de vista do turismo alternativas fluviais e a construção de um funicular que permita ter no fim uma solução muito mais eficaz do que aquela que existe hoje, que está sem condições de operacionalidade", acrescentou o responsável.

Para esse projeto modal de transporte, a EDP dedicou 10 milhões de euros.
Os 16 quilómetros de linha ferroviária do Tua que vão ficar submersos foram um ponto de discórdia no projeto, tendo atrasado o início da construção em pelo menos dois anos.
"Este é o primeiro projeto lançado ao abrigo do novo plano nacional de barragens, é um investimento de 305 milhões de euros, que cria 4.000 empregos diretos e indiretos, o que num momento em que se fala em substituição de importações, neste caso com energia gerada em Portugal e criação de emprego, acho que estamos a tratar das principais questões em Portugal", considerou António Mexia.
A barragem de Foz Tua insere-se no plano da EDP de construir 3.500 megawatts, "o maior plano a nível europeu, num total de 3,2 mil milhões de euros investidos", disse.
António Mexia considerou ainda que a barragem demonstra "como se consegue salvaguardar os interesses globais do país e da EDP e também os interesses locais".
Por isso mesmo, disse Mexia, "3 por cento da receita bruta da barragem vão ser utilizados para projetos locais, em que se destaca o projeto do novo parque nacional de Foz-Tua, que é muito importante do ponto de vista turístico".
O presidente da EDP destacou ainda que a empresa está a criar condições para que se desenvolva o empreendedorismo na região
. SIC

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Daqui e dali... Carlos Fiúza

A “auga” dos senhores deputados

Há vocábulos que têm mais sorte do que outros.
Um infeliz é por exemplo auga.
Auga tinha tanto direito a ser admitido na língua normal como os joelhos que mataram os antigos geolhos.

Água é dição mais difícil, isto é, menos fluida (já agora que se trata de fluido) do que auga. Esta custa menos a dizer, e, se não, façam o exercício glótico.
A coisa complica-se, empregando-se o articular: a água. Os dois a a formam hiato, como quem diz, abertura demasiado da boca: a água.
O Povo que não gosta de abrir a boca esforçadamente (obedecendo ao princípio psicofisiológico do menor esforço), resolve o caso e deixa correr a auga.
Metátese criticável?
Por enquanto, sim. Mas quem sabe se um dia a auga não virá a ser tão natural como os joelhos e a água tão esquisita como os antigos geolhos?!
Chi lo sa?

Faço advertir que a forma auga, tão vilipendiada, já estar vitoriosa em augar e ougar (que às vezes até se diz ògar).
Na verdade augar, ougar e até ògar mais não são do que resultantes da metátese de água. Portanto, a auga aqui está por cima, porque corre escondida numa forma derivada, cujo tema (auga) não vem à lembrança de quem fala naturalmente.

A metátese auga por água é, como se sabe, popular; porém, não só popular, é antiga na língua, e tal antiguidade e insistência de fenómeno fazem pensar que um dia virá a prevalecer auga a água.

- Dá mais um bocadinho de “bolo” ao deputado, que já está a augar. (Que é como quem diz: está-lhe a crescer água na boca).

Carlos Fiúza

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Daqui e dali... Henrique Raposo

O ódio de Louçã, e o PCP dos pequeninos

Portugal, 2011: a agenda política do meu país é ditada por um trotskista. Não, é pior: é ditada por uma luta entre trotskistas e leninistas. Lá fora, ninguém acredita nisto. A normalidade europeia da nossa democracia (uma coligação PS/BE) continua longe.

I. É das coisas mais difíceis de explicar a um estrangeiro: por que razão Portugal tem um governo minoritário? Por que razão não há uma coligação entre os partidos da esquerda? Por que razão ainda não existiu uma aproximação PS/BE? É difícil explicar, porque ninguém acredita que o nosso parlamento tem cerca de 17% de leninistas e trotskistas. Em 2011. Eu também não acreditava. Mas o problema está mesmo aí: o nosso regime tem este bloqueio político (não há coligações à esquerda), porque a extrema-esquerda que nunca deixou de ser extrema-esquerda. A nossa extrema-esquerda, que vive mentalmente no PREC, não soube ou não quis evoluir de extrema-esquerda para esquerda libertária. E o principal culpado por esta situação é o BE. Ou melhor, o principal culpado é o absurdo radicalismo de Louçã que não permitiu esta evolução europeia do BE . Louçã criou uma espécie de PCP trotskista para concorrer com o PCP leninista.

II. Na Alemanha, "Os Verdes" ocupam o espaço do BE, e representam aquilo que, de forma lata, pode ser apelidado de esquerda libertária: é a esquerda da libertação em relação à velha moral, a esquerda anti-Igreja, a esquerda que não quer o Estado a tutelar as relações entre pessoas, donde a defesa do casamento gay, etc. É também a esquerda da defesa dos golfinhos. É, no fundo, a esquerda moderninha que existe em qualquer país ocidental. Ora, estes "Os Verdes" germânicos encontraram plataformas de diálogo com o SPD, e foram parceiros de coligação. É normal. É assim em democracia.

III. E nós? Nada. O BE tinha todas as condições para ser o parceiro de coligação do PS, mas recusou a evolução para a esquerda libertária. Através do trostskista Louçã, o BE tem apenas lutado pela manutenção do bloqueio histórico herdado do PREC. Por causa da rigidez de Louçã, nós ainda continuamos presos aos efeitos de 1975/76. É por isso que eu digo o seguinte: a maioria dos votantes do BE é libertária, mas não sabe que está a votar num PCP dos pequeninos. Os votantes do BE pensam que estão a votar numa coisa cool e moderna, mas estão, na verdade, a legitimar um parque jurássico: a luta entre o PSR (trotskista; a base de Louçã) e o PCP (leninista).

IV. Para a semana, irei analisar entrevistas antigas de Louçã (basta 2009) . Nessas entrevistas, é visível uma coisa: Louçã precisa do ódio contra o inimigo interno, a direita, essa coisa que - segundo ele - começa dentro do PS. Louçã não aceita qualquer compromisso ou diálogo, porque precisa desse ódio, dessa obsessão pelo inimigo. Louçã vem directamente do país do ódio.
Henrique Raposo, Expresso

Moção censurada

Henrique Monteiro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Daqui e dali... Fernando Sobral

O ministro a mais

Rui Pereira gosta de brincar às escondidas. É um direito constitucional, garantido a todos os que gostam de brincadeiras inocentes.
Sabe-se que
Rui Pereira gosta de se confundir com as sombras. Talvez porque considere que o sol lhe faz mal. Aceita-se isso num cidadão. É mais difícil de percebermos isso num ministro que tem o dever de ser transparente com o Parlamento e com os cidadãos. Em vez de ser o ministro transparente, Rui Pereira quer ser o Rapaz Invisível da legião dos super-heróis. Não é caso para tanto. Ele é apenas ministro da Administração Interna. Sobre o problema do cartão do cidadão no dia das eleições, o ministro recebeu os resultados do inquérito e aceitou a demissão do director-geral da Administração Interna. O que se passou? Só sabe o ministro e ficou com o segredo bem guardado a sete chaves. Todos gostamos de saber segredos. O drama é quando o ministro não partilha isso, nem sequer com o Parlamento.
Mas há pior: o ministro fez um acordo com os EUA para transferir dados biométricos dos cidadãos portugueses à revelia da Comissão Europeia (que estava a negociar um acordo geral) e da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Acordou e não disse nada a ninguém. A CNPD revelou agora que, para além de "irregularidades, atropelos e falta de garantias", Portugal avançou unilateralmente em absoluto segredo. Sabe-se que os cidadãos portugueses não ficam com nenhuns direitos de defesa em caso da violação de dados, mas o ministro, escondido, nem sussurra. Num país civilizado Rui Pereira ia esconder segredos para casa. Aqui continua como ministro. Negócios online

Daqui e dali... Daniel Oliveira

A morte e os impostos

Augusta esteve morta na sua cozinha durante oito anos. Uma vizinha bateu a todas as portas. Ninguém quis saber. Mas Augusta devia dinheiro ao fisco. E aí sim, deram pela sua falta.

Nos arredores de Lisboa, Augusta, que teria hoje 96 anos, morreu sem ninguém dar por nada. Nem família, nem amigos, nem serviços públicos. Uma vizinha, epenas ela, bateu a todas as portas que pôde, por estranhar a sua ausência. Da família, da GNR, de todos, apenas a indiferença. Nem a segurança social, nem os serviços de saúde. Ninguém. Era apenas uma velha num prédio de uns subúrbios. Passou oito anos a bater a portas. A burocracia impediu que alguém fizesse alguma coisa. A porta não podia ser arrombada. A GNR até gozou com a preocupação da vizinha. Coisas de velhos, terão pensado.

Mas Augusta, cidadã portuguesa, era também contribuinte. E aí deram por falta dela. Tinha uma dívida. Sem um único contato, a frieza da máquina leiloou o seu apartamento. Quando os novos donos chegaram, a porta foi finalmente arromada. E lá estava Augusta, morta no chão da cozinha. Tinha morrido há oito anos sem que ninguém tivesse dado ouvidos à vizinha.

O que impressiona, para além da solidão que permite que alguém morra sem que ninguém dê por nada, é que o mesmo Estado que dá pelo não pagamento de uma dívida ao fisco não dê, não queira dar, pelo desaparecimento de um ser humano. Que o contribuinte exista, mas o cidadão não. Que quem tinha a obrigação de pagar impostos tenha deixado de existir nos seus direitos. A metáfora é macabra. Mas é poderosa. Este Estado que não se esquece - não se deve esquecer - de nós quando é cobrador, mas para quem não existimos quando nos é devida alguma atenção.

Diz-se que só há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. Parece que para o Estado português só a segunda parte é verdadeira. gusta devia dinheiro ao fisco. E aí sim, deram pela sua falta. Expresso

Público

Dia do Doente: Há quem desmarque consultas especializadas por falta de dinheiro para transporte

Associações de doentes alertam que há doentes crónicos a desmarcar consultas especializadas por não terem condições económicas para pagar o transporte e outros que deixam de tomar os medicamentos porque o dinheiro não chega para tudo.
O alerta surge na véspera do Dia Mundial do Doente, instituído pelo papa João Paulo II, “perante a necessidade de assegurar a melhor assistência possível aos doentes”.
O diretor clínico da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDC) adiantou à agência Lusa que há doentes que estão “a desmarcar as suas consultas porque não têm capacidade financeira para se deslocarem aos centros”.
Estes doentes precisam de ser vigiados por equipas de saúde especializadas e com a ausência do pagamento de transporte para se deslocarem muitos desmarcam as consultas”, adiantou João Filipe Raposo.
(...)Outra situação que preocupa estas associações é o impacto que a crise pode ter nestes doentes. “Uma alteração significativa num momento social pode ser vista por um doente crónico de uma maneira que levanta mais problemas”, adiantou o presidente da APDC.
Estes doentes têm medicação gratuita, mas o que preocupa os responsáveis é que deixem de tomar os medicamentos para as doenças associadas e deixem de ter uma alimentação correta, como a doença exige. “Isto vai levar, mais tarde, a consequências que podem ser importantes para a saúde da pessoa e da população em geral”, adiantou Filipe Raposo.
Hoje em dia há fome em Portugal”, acentuou Carlos Figueira, adiantando que a APP distribuiu, na última década, 210 toneladas de alimentos aos seus doentes.
(...)“As novas alterações à política do medicamento não favoreceram os doentes”, criticou o responsável, salientando: “Muitos utentes, na grande maioria idosos, deixam na farmácia parte dos medicamentos por falta de dinheiro”, disse Manuel Villas Boas.
É absolutamente antissocial”, sustentou, alertando: “Este ano vai ser muito mais difícil, vamos ter problemas gravíssimos.” Lusa

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que se disse... Ana Benavente

«"[A liderança de Sócrates] tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o 'centralismo democrático' de Lenine que tanto criticámos. Alimentando promiscuidades que recuso."
"Sócrates e os seus amigos serviram-se de uma ideologia incompatível com a essência do socialismo democrático.""O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. (...) tornou o país mais pobre, política e economicamente."»

Ana Benavente, secretária de Estado da Educação de António Guterres (1995-2001), Público

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Novas vozes se levantam contra encerramento dos SAP em Bragança

Multiplicam-se as vozes contra o encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente nos centros de saúde do distrito de Bragança. A comissão política distrital de Bragança do PSD emitiu um comunicado repudiando a medida.
A estrutura laranja decidiu tomar esta posição pública contra esta medida do governo socialista, alegando que o regime de excepção que estava consagrado ao distrito devia prolongar-se pelo menos até à conclusão das principais vias de comunicação, como refere José Silvano, líder distrital do PSD.
Somos frontalmente contra esta medida porque as populações que são atingidas são as mais isoladas e com mais dificuldades de acesso. As populações vão ficar cada vez mais postergadas. A ser tomada esta medida só depois de estar concluída a A4, Ip2 e IC5.”
A distrital do PSD diz ainda que a extinção do serviço nocturno vai trazer ainda mais problemas à urgência do hospital de Bragança, uma vez que as urgências dos hospitais de Mirandela e Macedo de Cavaleiros, no entender dos social-democratas, estão praticamente desactivadas.
Mas também dos concelhos afectados se vão, lentamente, levantando vozes contra o encerramento dos centros de saúde à noite.
E apesar de ter recusado prestar declarações no dia do fecho dos serviços, o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães reage agora ao encerramento do SAP nocturno do concelho.
José Luís Correia diz que não concorda porque ainda não foram cumpridas algumas promessas feitas pelo Ministério da Saúde:
Não concordo porque a autarquia celebrou em 2007 o protocolo e não estão preenchidos os requisitos aí estipulados. Falta o posto avançado do INEM, não foi instalada a unidade de cuidados continuados nem o heliporto.”
Mas o autarca de Carrazeda de Ansiães vê ainda outros problemas decorrentes do encerramento durante a noite das chamadas urgências:
Carrazeda tem população envelhecida e o centro de saúde tem seis mil utentes que vai ficar sem qualquer apoio. Para além disso o concelho tem área geográfica grande. Dado que foi alterada a legislação no transporte de doentes esta população vai ficar penalizada.”
José Luís Correia está a tentar agora que o estipulado no acordo de 2007, entre o Ministério da Saúde e a Câmara de Carrazeda, seja cumprido, nomeadamente a criação do posto avançado do INEM.
Entretanto, a concelhia de Carrazeda do PSD emitiu um comunicado em que diz discordar profundamente da decisão do Governo de encerrar o SAP nocturno, porque entende que ainda não estão criadas as condições alternativas que garantam uma resposta de qualidade.
O PSD acusa ainda o governo socialista de retirar a Carrazeda mais um serviço de proximidade numa lógica puramente economicista acentuando a desigualdade de oportunidades. CIR/Brigantia

Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães - Voluntariado


Em Portugal os Corpos de Bombeiros têm como principal missão o socorro às populações em todos os acidentes (incêndios, inundações, desabamentos, etc.) a prevenção e combate a incêndios, o socorro a náufragos e buscas subaquáticas, o transporte de acidentados e a urgência pré-hospitalar.
São os Bombeiros a base de resposta para todas as ocorrências, ao nível local, distrital e nacional, sendo o VOLUNTARIADO o seu principal suporte.
Ser voluntário num Corpo de Bombeiros permite dar largas à vontade de ajudar e marcar a diferença de forma útil.
Assim, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carrazeda de Ansiães vem desafiar os jovens do nosso Concelho, a partir dos 16 anos, a abraçar esta grande causa e, através de uma cultura de acção, com formação contínua e enriquecimento de competências, valorizar-se e abrir novas perspectivas para o seu futuro.
Vem dar a cara pela grande causa que é ser voluntário, pois podes ser tu a fazer a diferença.
Vem alistar-te, as inscrições vão estar abertas neste Corpo de Bombeiros até ao dia 28 de Fevereiro de 2011.

Comunicado - PSD - CDS/PP

Pare, Escute e Olhe defendeu linha do Tua em Bragança

Ajudar a travar a desertificação do Nordeste Transmontano. Foi com esse objectivo que Jorge Pelicano, realizador e operador de câmara da SIC, decidiu fazer um documentário sobre a extinção da Linha do Tua, o Páre, Escute e Olhe.
Um documentário já premiado em diversos festivais mas que chegou a Bragança e Macedo de Cavaleiros apenas um ano e meio depois da primeira apresentação pública.
Já devíamos ter vindo há mais tempo mas é o trazer o filho à casa da sua mãe. O ponto de partida foi Bragança por causa da noite do roubo dos comboios da estação em 1992, com a promessa de que voltariam. Foi a partir daí que resolvemos fazer esse documentário. Ao longo dos últimos anos o povo transmontano tem sido enganado pelo Poder Central.”
Apesar de a exibição ter decorrido num sábado à tarde, o auditório Paulo Quintela, em Bragança, reuniu quase uma centena de pessoas que não quiseram perder a estreia do documentário Páre, Escute e Olhe em Bragança.
Valdemar Pais, o último ferroviário de Bragança foi um dos mais atentos. Mesmo depois de sofrer um acidente que lhe levou um braço, continuou ligado aos comboios como guarda do museu ferroviário, até 2005. Agora lembra com saudade os tempos em que ainda havia linha de caminho de ferro. “Mexeu muito comigo e saltaram-me as lágrimas aos olhos. Deixou-me muita tristeza e muita mágoa”, diz.
O despovoamento das terras do interior foi precisamente o mote que permitiu a Jorge Pelicano avançar com este projecto. E o realizador admite que já conseguiu causar algum impacto.
Mesmo algumas pessoas que apoiavam a barragem já ficaram um bocado renitentes. Só queríamos que as pessoas reflectissem e tivessem consciência que não estão a perder apenas uma linha do comboio mas sim a perder a sua identidade.”
Jorge Pelicano promete ainda continuar a bater-se contra o despovoamento do Interior do país.
Brigantia

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Autarcas contra fecho do atendimento nocturno nos centros de saúde

Alguns autarcas do distrito de Bragança contestam o encerramento do atendimento nocturno nos centros de saúde, mas a ministra da Saúde desvaloriza a situação.
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte aponta como uma das razões para o encerramento do atendimento nocturno nos centros de saúde de Bragança o «prejuízo» de algumas centenas de utentes que estavam sem médico de família.
Este organismo determinou que, a partir desta quarta-feira, os centros de saúde do Nordeste Transmontano encerram entre as 22:00 e as 08:00.
A informação foi transmitida às autarquias e centros de saúde cinco horas antes do encerramento, por volta das 17:00, num fax que a ARS do Norte fez chegar, já esta noite, às redacções.
No documento, a ARS do Norte anuncia a «alteração do horário de funcionamento dos centros de saúde Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais».
Em declarações à TSF, o presidente da Câmara de Vimioso disse não concordar com o fim de atendimento nocturno no centro de saúde, mostrando-se «alarmado» e «triste».
Apesar de considerar que existe alternativa, José Rodrigues lembrou que, «para chegar ao hospital de Bragança, são precisos 50 minutos em condições normais do estado do tempo».
Por seu turno, em Vila Flor, o encerramento do atendimento nocturno não é temido, mas o autarca Artur Pimentel contestou o horário.
Artur Pimentel considerou ainda que não faltam alternativas, sublinhando que o 112 e a Linha Saúde 24 prometem resposta a «tempo e horas», apesar de nem todos estarem a par.
Já em Alfândega da Fé, a autarca Berta Nunes apelou à necessidade de «ser colocada uma ambulância nos bombeiros com as condições necessárias para fazer o atendimento de casos urgentes».
Questionada pela TSF, a ministra da Saúde afirmou que está tudo a correr dentro da normalidade, acrescentando que os autarcas transmontanos foram informados do fecho dos serviços de atendimento nocturno.TSF

SAP’s já estão encerrados à noite

Os Serviços de Atendimento Permanente deixaram de ter médico à chamada a partir das 22 horas de ontem.
Um fax da Administração Regional de Saúde do Norte enviado às oito câmaras municipais do distrito de Bragança com SAP’s nocturnos dava conta disso mesmo.

Ao contrário do prometido há menos de um ano pela própria Ministra da Saúde, ainda não estão concluídas as acessibilidades no distrito de Bragança mas desde ontem à noite que deixa de haver médico à chamada nos centros de saúde.
A presidente da câmara de Alfândega da Fé, um dos concelhos afectados, confirma que recebeu a notícia por fax, mas que já estava à espera.
Segundo explica, essa medida ficou acordada numa reunião recente entre a ARS Norte e os oito autarcas.
Isso já não era novidade apesar de não ter ficado definida uma data concreta” afirma Berta Nunes, acrescentando que “nós não pomos em causa o encerramento do SAP uma vez que resulta do protocolo que foi assinado com os presidentes de câmara e em que o Governo se comprometeu a instalar uma rede de emergência pré-hospitalar”.
No caso de Alfândega da Fé, Berta Nunes revela que espera ainda algumas contrapartidas pelo encerramento nocturno do SAP.
Nomeadamente a criação de um posto avançado do INEM no concelho e a substituição da actual ambulância, já com 13 anos.
Nós tornámos a nossa posição bem clara e foi aceite pois nós precisamos que os bombeiros tenham um reforço da sua capacidade de resposta” refere, salientando que “precisamos de uma ambulância do INEM uma vez que a ambulância que temos tem 13 anos e não tem condições para prestar um serviço de qualidade”.
Por outro lado, pretende que “os bombeiros de Alfândega passem a ser um posto avançado do INEM porque isso vai criar melhores condições ara um atendimento mais rápido”.
De acordo com o fax da ARS Norte, a que tivemos acesso, são invocados 15 pontos que justificam o encerramento dos SAP. O mesmo documento explica que em 2010, foi atendido em média menos de um paciente por noite, entre a meia-noite e as oito da manhã em cada um dos oito centros de saúde. O serviço tem sido assegurado por um enfermeiro e um assistente operacional em presença física e um médico em regime de prevenção, cujos custos são assegurados em horas extra.
Assim, de segunda a sexta-feira, entre as 22 horas e as oito da manhã, os SAP de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais passam a estar fechados.
Aos fins-de-semana e feriados o período de encerramento é entre as 22 horas e as nove da manhã seguinte.
A Brigantia contactou Vítor Alves, director do ACES Nordeste, que se escusou a prestar declarações, por a decisão ser d responsabilidade da ARS Norte.
Brigantia

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Habitantes querem ampliação de velho cemitério de Carrazeda

A polémica em torno dos cemitérios de Carrazeda de Ansiães está para durar.
Um grupo de moradores entregou ao presidente da câmara um abaixo-assinado, em que 540 pessoas exigem o alargamento do velho em vez da inauguração do novo.
O velho, no centro da vila, está a rebentar pelas costuras.
O novo, nos arredores, está concluído e por estrear, e até já precisa de obras para debelar sinais de degradação e vandalismo.
O executivo minoritário do PSD queria gastar este ano 75 mil euros para alargar a estrutura lotada e inscreveu o objectivo no plano e orçamento de 2011.
A oposição socialista e do movimento independente, em maioria, chumbou-o numa primeira votação e só o viabilizou com a garantia de que o projecto seria abandonado em detrimento do aproveitamento do novo cemitério.
Pelo menos 540 pessoas de Carrazeda e de Luzelos não gostaram da medida e organizaram um documento reivindicativo.
O porta-voz, António Carvalho, explica as razões do protesto.
Estamos contra uma monstruosidade porque depois de já terem lá gasto 260 mil contos em quatro paredes ainda estão a pensar gastar mais” refere. “Fizemos um abaixo-assinado para mostrar ao presidente aquilo que pretende o povo” acrescenta.
António Carvalho diz conhecer bem o terreno onde foi construído o novo cemitério e repetiu o que já anda a dizer há 10 anos: que a nova estrutura está em cima de um lençol de água.
É preciso ter em atenção que aquele terreno foi adquirido pela câmara para exploração de água” afira, considerando que se o velho cemitério fosse ampliado, o novo “ficava para as calendas negras porque destes mais gastos está o país cheio”.
O porta-voz da contestação alertou ainda o presidente da câmara que se o abaixo-assinado não resultar poderão ser tomadas outras medidas. “Temos de ir para outro campo que queremos evitar” avança.
O autarca, José Luís Correia, recebeu o dossiê e disse que sempre foi a favor da ampliação do velho cemitério, no entanto, a oposição maioritária não deixou.
Com os sentimentos das pessoas não se pode fazer política” afirma o presidente. “Seria extremamente desagradável obrigar as pessoas a sepultar os seus defuntos onde não querem” acrescenta. “E é mediante esse princípio que eu sou defensor da ampliação do cemitério, mas não posso garantir que vou proceder à ampliação porque estou condicionado” salienta.
A única hipótese é a oposição mudar de ideias e permitir a ampliação no velho cemitério.
O presidente da câmara prometeu que o abaixo-assinado que lhe foi entregue será tema de discussão na próxima reunião de câmara.
CIR/Brigantia

"Não haverá mais comboios na Linha do Tua devido à barragem"

Os comboios não voltarão a circular na Linha do Tua, considerou o administrador da CP Nuno Moreira, adiantando que a empresa não pretende assegurar "indefinidamente" transportes alternativos às Linhas do Corgo e Tâmega, que custam anualmente 221 mil euros.
"Do lado da Linha do Tua, é conhecida publicamente a situação da barragem e é uma situação que, a meu ver, é irreversível. Não haverá mais comboio na Linha do Tua devido à barragem", disse Nuno Moreira, à Lusa.
A CP é a responsável pela exploração comercial dos cerca de 60 quilómetros da última via férrea do Nordeste Trasmontano, entre Mirandela e o Tua, que se encontra encerrada há mais de dois anos, depois de quatro acidentes com outras tantas vítimas mortais. Durante este período, foi aprovada a construção da barragem de Foz Tua que submergirá 16 quilómetros da linha, cortando a ligação à rede nacional ferroviária.
Confrontado com estas declarações, o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, considera que "já não são novidade nenhuma". O autarca, que sempre lutou contra a barragem, já dá o facto como consumado e que "a linha do Tua acabou tal como existia".
Segundo o autarca social-democrata, também o metro de Mirandela, que ainda circula, entre a cidade e Cachão, vai acabar dentro de "três a quatro anos", logo que esteja executado o plano de mobilidade.
Em troca da barragem, vão ser investidos 35 milhões de euros para criar um novo plano de mobilidade na zona, que implica um pequeno troço de via férrea da estação do Tua ao paredão, um funicular, dois barcos para levarem os passageiros até à Brunheda e comboio até Mirandela. JN

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Contrapartidas financeiras da barragem do Tua já estão definidas

É mais um passo decisivo para a construção da barragem do Tua. Os presidentes das Câmaras Municipais de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor já têm um principio de acordo com as entidades envolvidas na construção do empreendimento hidroeléctrico para estabelecer as contrapartidas financeiras resultantes do avanço desse projecto que vai levar à submersão de 16 dos cerca de 54 quilómetros da linha ferroviária do Tua.
Esta quinta-feira, realizou-se, no Porto, mais uma ronda de negociações entre os autarcas do Vale do Tua e membros do Instituto Nacional da Agua (INAG) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que terá sido decisiva na obtenção de um acordo consensual a formalizar até ao final de Fevereiro, avançou fonte ligada ao processo.
Ao nível do plano de mobilidade para servir de alternativa à linha, a EDP já se tinha comprometido com um envelope total que deve rondar os 10 milhões de euros.
Ficou agora decidido que entre o Tua e a barragem continua a ligação ferroviária, com instalação de um funicular até ao paredão.
Do empreendimento hidroeléctrico até Brunheda está prevista uma alternativa fluvial que poderá ser realizada utilizando barcos com capacidade para cerca de 60 passageiros e recomenda a construção de 4 cais: barragem, Amieiro, São Lourenço e Brunheda.
O restabelecimento da ligação ferroviária entre Brunheda e Mirandela implica uma requalificação numa extensão de 33 quilómetros, que vai permitir a extensão do serviço regular de passageiros e potencia a organização de serviços ocasionais dirigidos ao segmento turístico, bem como recupera parte do património ferroviário da linha do Tua.
No entanto, esta requalificação da linha será alvo de uma candidatura a fundos comunitários a apresentar pela CCDRN, no valor total de 30 Milhões de euros, com a contrapartida nacional de 10 milhões a ser assegurada pela EDP.
Com esta solução, deixam de circular na linha as composições do Metro de Mirandela, passando a circulação a ser da responsabilidade da agência de desenvolvimento do Vale do Tua, outras das contrapartidas já asseguradas.
A sua constituição deverá ser proposta e aprovada nas assembleias municipais dos cinco municípios envolvidos e terá um capital inicial de 9 milhões de euros, transferidos pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), para a componente do parque ambiental.
Para alem disso, a agência vai dispor de mais 3 milhões de euros para o seu funcionamento e ajuda ao auto-emprego.
Os protocolos da mobilidade e da criação da agência de desenvolvimento, bem como os respectivos pacotes financeiros devem ser assinados até ao final de Fevereiro.
CIR/Brigantia

Carrazeda de Ansiães - FOTOS

Sete concelhos com todo o património sacro inventariado

A primeira fase do Inventário Histórico e Artístico da diocese de Bragança e Miranda, levado a cabo pela Associação de Defesa do Património Arqueológico de Macedo de Cavaleiros “Terras Quentes”, já terminou e resultou na inventariação de mais de 11 mil peças. Agora, o trabalho vai estender-se a mais cinco concelhos.
Nesta primeira fase foi inventariado todo o património sacro dos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada á Cinta, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso. Bragança, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro e Vinhais aguardam por idêntica intervenção, na fase seguinte. Além destas autarquias, que aderiram ao projecto, integram também esta parceria a Universidade de Lisboa e a Polícia Judiciária (PJ). A Associação “Terras Quentes”, que promove o projecto, justifica a iniciativa com o facto de “o património artístico em causa, além de ser desconhecido da população, em geral, o ser também da comunidade científica”. Daí o interesse em o catalogar para que, depois de o tornar conhecido, seja possível protegê-lo e “salvaguardar todo o seu conjunto”. “A avaliação do estado de conservação destas obras de arte, as patologias apresentadas e os cuidados que requerem “ é encarada pelos promotores do projecto como “factor de enorme importância para a administração dos bens”.
(...) Semanário Transmontano

O que se disse... António Barreto

"A função que exerce e a responsabilidade que tem, estão muito, muito acima das suas capacidades."

António Barreto respondendo à questão "José Sócrates, por exemplo, falemos dele. É um 'case study'?" Diário Económico, 28/01/2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Verdades incontestáveis!

Sócrates ligou a Merkel a "implorar" ajuda

A notícia avançada pelo diário inglês cita fontes da chanceler alemã. Sócrates queria evitar o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI.
José Sócrates terá implorado por ajuda à chanceler alemã, Angela Merkel, revela a edição de hoje do jornal inglês "The Guardian". O diário cita fontes que assistiram à conversa telefónica entre os dois líderes.
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
DN

PARE, ESCUTE, OLHE - exibição + lançamento dvd + sessão de autógrafos

5 FEV 15H30 AUDITÓRIO PAULO QUINTELA EM BRAGANÇA
5 FEV 21H30 CENTRO CULTURAL MACEDO DE CAVALEIROS

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

José Silvano desiste de lutar contra a barragem e vira-se para a alternativa à linha do Tua

José Silvano já dá o assunto da construção da barragem do Tua como arrumado. O presidente do Município de Mirandela não estranha o aval dado pela Ministra do Ambiente para avançar o empreendimento hidroeléctrico e diz que agora a luta passa pela aprovação do plano de mobilidade com a manutenção do troço ferroviário entre Brunheda e Mirandela e as compensações financeiras pela construção da barragem a serem geridas por uma agencia de investimento.
Para nós está mais do que decidido que a barragem se vai fazer. Por isso, a nossa luta, e a minha em particular, é restabelecer a mobilidade entre o Tua e Mirandela, com um funicular de ligação ao espelho de água, de barco até à Brunheda e, depois, comboio seguro até Mirandela. É esta solução que estamos a estudar. Para compensar o que perdemos, estamos a fazer uma agência de desenvolvimento que as câmaras decidirão em Março ou Abril, para recebermos as respectivas contrapartidas pela construção da barragem.”
A reacção de José Silvano depois de Dulce Pássaro, Ministra do ambiente, ter dito, na comissão parlamentar de ambiente, que já tinha dado aval a construção da barragem de Foz-Tua, no passado dia 7 de Janeiro. Depois de muita insistência, por parte da deputada do Bloco de Esquerda, Rita Calvário, a titular da pasta do ambiente acabou por confirmar a aprovação do empreendimento hidroeléctrico e a consequente submersão da linha do Tua, nos primeiros 16 quilómetros.
CIR/Brigantia

Vendetta

Henrique Monteiro

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Obras do Centro de Carrazeda sem prazo para conclusão

A conclusão do Centro Cívico de Carrazeda de Ansiães continua sem conclusão à vista, 10 anos após o início das obras.
A falência do empreiteiro e alguns erros de construção não permitiram a abertura de uma infra-estrutura que permitiria dar outro incremento à actividade cultural no concelho.
De resto, a degradação já se nota há muito, o que deverá encarecer uma obra de quatro milhões de euros.
O presidente da Câmara de Carrazeda não consegue avançar um prazo para concluir o centro cívico.
É uma obra muito complicada pois não conseguimos arranjar uma forma de financiamento para a concluir” explica José Luís Correia, acrescentando que “ainda é um custo muito elevado, para cima de um milhão de euros e já está em quatro milhões de euros”. “Foi uma obra feita para exposições e com esse argumento eu não consigo justificar a viabilidade daquela obra. Temos de arranjar outras soluções” refere.
Soluções que estão já a ser estudadas.
A vereadora independente Olímpia Candeias lamenta o atraso na conclusão do edifício, que é tido como muito importante para a cultura no concelho.
É uma obra que tem de ser concluída. Lamento que tenha parado mas é preciso conclui-la nem que seja com ajustes” considera.
O vereador do PS entende que alguma solução terá de ser encontrada para viabilizar o centro cívico.
Aquilo foi concebido para um centro de exposições e tem de ser nessa base que o centro tem de ser concluído” afirma Augusto Faustino, salientando que “não faz sentido ter aqui uma infra-estrutura que não se possa utilizar”.
O Centro Cívico de Carrazeda de Ansiães começou a ser construído há 10 anos e ainda não se vislumbra uma data para a sua conclusão.
CIR/Brigantia

domingo, 16 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Turistas que visitam Trás-os-Montes são os mais satisfeitos do Norte

Os turistas estrangeiros que visitam a região transmontana são os mais satisfeitos de todo o Norte do país. É o que revela um inquérito feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) divulgado recentemente, que diz que 49,9% dos turistas que visitaram Trás-os-Montes manifestaram-se “muito satisfeitos”.
De seguida, está a região do Porto com 41,9%, o Douro com 31,7% e o Minho com 23,5%.
No capítulo da recomendação, Trás-os-Montes volta a liderar com 56,5% dos turistas a garantir que “muito provavelmente” recomendariam a região a alguém para visitar.
O Porto aparece em segundo lugar com 50,7%, o Minho em terceiro com 44,1% e por fim o Douro com 30,7%.
Mas é no capítulo da revisita que a região transmontana mais se destaca.
60,3% dos turistas dizem que “muito provavelmente” vão voltar a visitar a zona.
O mesmo acontece com 59,9% dos turistas que passaram pelo Minho, 43,5% dos que foram ao Porto e 27,8% dos que estiveram no Douro.
O vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal manifesta-se satisfeito com estes resultados.
Destaca-se a agradabilidade pelo sub-destino Trás-os-Montes. Associado a tudo isso está uma data de produtos estratégicos, como a Natureza, gastronomia e vinhos e a animação cultural. A simpatia tem feito com que os turistas fiquem satisfeitos quando vão ao Nordeste Transmontano e mais de 56 por cento querem repetir, o que é inédito porque o turista procura novos destinos”, destaca Júlio Meirinhos.
E para melhorar este desempenho, Júlio Meirinho adianta que até ao final do ano, todos os concelhos do distrito de Bragança vão estar equipados com lojas interactivas de informação ao turista.
As 12 câmaras que foram candidatas e que têm as suas lojas e que vão ser aprovadas e as terão ao longo de 2011. Vamos ter uma cobertura a cem por cento”, sublinha.
A primeira destas lojas deverá ser colocada no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto. Brigantia

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Torno Monetário Internacional

Henrique Monteiro

Transmontanos desconhecem qualidade do “seu” azeite

A Produção de Azeite de 2010 foi a melhor no “Solar dos Cortiços 1748” desde que a produção foi retomada em 2004. Mesmo Assim o azeite de Denominação de Origem Protegida (DOP) ainda não é reconhecido pelos próprios transmontanos. Quem o afirma é Bernardo Patrício, um dos responsáveis pelo Núcleo Museológico do Azeite dos Cortiços, em Macedo de Cavaleiros.
Bernardo Patrício garante que têm sido vários os visitantes do Museu do Azeite dos Cortiços que procuram o azeite (DOP) “Solar dos Cortiços 1748”. No entanto são os próprios transmontanos que muitas vezes não reconhecem as qualidades deste azeite.
As pessoas, quando provam um azeite de qualidade, dizem que amarga, que pica. Mas, isso é uma das características da nossa azeitona, da cobrançosa transmontana. Essa azeitona é colhida na devida altura e laborada a baixas temperaturas, sendo conservado o verdadeiro sabor da azeitona. Antigamente elevavam as temperaturas
Maria Helena Chéu, presidente do Piaget de Macedo de Cavaleiros reforça as qualidades deste azeite, através de um estudo realizado na sua dissertação de mestrado.
Sem dúvida alguma que é um produto de excelente qualidade, porque reúne características excelentes a nível sensorial, a nível químico e físico-químico, distinguindo-se de vários azeites aqui da região transmontana. Principalmente a nível sensorial”.
Bernardo Patrício alerta ainda para o facto de muita gente comprar azeite no supermercado sem saber que tipo de produto vai consumir.
Muitas pessoas vão ao supermercado e não sabem que estão a consumir um azeite misturado com um azeite refinado. Pelo preço julgam que é idêntico a este, mas não é. Este é mesmo o que sai da polpa da azeitona, é natural. Queixam-se que é mais caro, mas este tem todas as garantias de qualidade. Por vezes chama-se azeite a um produto que já foi alterado com químicos, que perdeu o sabor e que é misturado com azeite bom”.
Para que o azeite mantenha o verdadeiro sabor, Bernardo Patrício revela ainda que a azeitona deve ser colhida entre meados de Novembro e meados de Dezembro, precavendo-se contra as fortes geadas que podem alterar a qualidades naturais do fruto. Considerada a melhor época desde que foi retomada a produção do azeite dos cortiços em 2004, este inverno já foram produzidos cerca de 5 mil litros deste azeite DOP mas o responsável conta produzir pelo menos mais mil até ao final do mês.
Bernardo Patrício aponta as condições climatéricas como o factor principal para a boa produção deste ano.
Nunca tivemos uma produção tão boa como este ano, devido às condições climatéricas. Muita chuva e sem problemas na altura da floração.”
Este foi o melhor ano de sempre para a produção deste azeite DOP.
CIR/Brigantia

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Orgulhosamente só

Henrique Monteiro

Piscinas de Carrazeda de Ansiães afundam-se em despesas mensais

O concelho de Carrazeda de Ansiães não tem capacidade para suportar o funcionamento das suas piscinas municipais cobertas e aquecidas. Quem o diz é o próprio presidente da Câmara, José Luís Correia.
É que as piscinas têm dois tanques, um de aprendizagem e outro de competição, bem como bancadas.
Uma estrutura demasiado grande e difícil de sustentar, tendo em conta que a ocupação também é reduzida:
O concelho não pode suportar uma piscina de competição. Aquela piscina não está só vocacionada para a aprendizagem e no nosso concelho não há competição. Fica muito caro, seguramente para cima de 15 mil euros”, adianta o autarca.
A alternativa não é encerrar as piscinas, mas antes encontrar meios de tornar os custos de funcionamento menos pesados para a autarquia:
Estamos a estudar a solução para diminuir os custos, desde a candidatura para a eficiência energética. Estamos a estudar se apenas o tanque pequeno serve as necessidades e ter a piscina aberta menos meses, ligada aos jovens”, explica.
Autarca de Carrazeda a admitir que é preciso encontrar outras soluções para viabilizar as piscinas cobertas e aquecidas, pois a Câmara não tem capacidade financeira para aguentar o funcionamento de uma estrutura que regista baixa procura por parte da população.
CIR/Brigantia

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BPN: ver para crer

Henrique Monteiro

Carrazeda investe 16 milhões este ano

O plano de actividades da Câmara de Carrazeda de Ansiães para este ano vai custar 16 milhões de euros.
A maior fatia vai para a regeneração urbana da zona antiga da vila e para a beneficiação de estradas municipais.
Segundo o presidente da câmara trata-se de um orçamento realista em tempo de vacas magras.
É o orçamento que o município consegue suportar” considera José Luís Correia. “No quadro das candidaturas, nós temos lá quatro milhões de euros numa obra que já está em funcionamento e que é a regeneração urbana e noutra que já vai iniciar, referente à primeira fase da requalificação viária” refere. “Depois há ainda o moinho de vento, o centro de informação turística, infra-estruturas tecnológicas e a conclusão do centro escolar” acrescenta.
Em relação às Caldas de São Lourenço, o autarca prevê que no próximo Verão já possa funcionar um balneário que a câmara adquiriu recentemente.
Novidade para este ano é também a criação de uma oficina domiciliária.
A oficina domiciliária prende-se com a prestação de serviços do município a pessoas idosas e carenciadas, que estejam numa situação frágil, dependente e que tenham problemas nas suas habitações e que nós possamos resolver” explica o autarca.
Para que esta medida entre em vigor falta ainda fazer o regulamento.
CIR/Brigantia

sábado, 1 de janeiro de 2011