Liberalismo quererá dizer que qualquer solução deve vir da iniciativa das pessoas, que constituem a sociedade, e por elas deve ser posta em prática. Qualquer sociedade que se preze deve ser formada por cidadãos conscientes e participativos, que, momento a momento, criam, gerem, fiscalizam os modos de funcionamento das várias instituições em que a sociedade está organizada.
Liberalismo será sinónimo de liberdade, com a correspondente responsabilidade.
Já não se compreende que tudo seja dirigido do topo: a criação de empresas, a gestão destas, a organização da solidariedade ou a governação administrativa.
Nas pessoas existem vários pensares. Os pensares semelhantes criam entidades do jaez correspondente ao pensamento que os une. As várias entidades criadas entrechocam-se umas com as outras porque provenientes de pensares diferentes.

Subjacentes ao livre entrechoque apontado hão-de estar princípios como os da não violência, livre iniciativa, respeito mútuo, e, nas relações económicas, a lei da oferta e da procura, entendida não em termos excessivamente competitivos.
Uma sociedade virá a ser formada com cariz mais colectivista ou mais individualista, conforme a natureza das organizações livremente criadas pelas pessoas.
Claro que numa sociedade destas há-de existir grande autonomia, muita auto-governação, imensa descentralização. É preciso que as pessoas tomem as rédeas da governação.
Mesmo a solidariedade deve ser resolvida nas unidades de base: igrejas (conjunto dos crentes) ou entidades não confessionais, o que resultar do que as pessoas decidirem.
Será que, por esta forma, se chegará a algum lado?
João Lopes de Matos












































