quarta-feira, 19 de março de 2008

Metro e CP pedem prorrogação da licença provisória para Linha do Tua por mais dois meses

A CP e o Metro de Mirandela pediram hoje a prorrogação por mais dois meses da licença provisória de circulação na linha do Tua, o prazo reclamado pela REFER e LNEC para conclusão das medidas de segurança.
Esta posição, tomada em assembleia-geral do Metro de Mirandela, que assegura o transporte ao serviço da CP, surge na sequência do ultimado dado pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT).
O IMTT deu um prazo, que termina sábado de Páscoa, à REFER e ao LNEC para entregarem um relatório fundamentado com as medidas de segurança necessárias à circulação.
Este prazo já é uma prorrogação da licença provisória que terminava a 15 de Março e que obrigava à interdição da circulação, desde o dia 16, no troço em que ocorreu o acidente que há um ano tirou a vida a três pessoas.

Escola Profissional de Ansiães debate sexualidade na adolescência

A Escola Profissional de Ansiães vai promover, no próximo dia 7 de Abril, uma palestra sobre a "Sexualidade na Adolescência". Um tema que também deverá conduzir à abordagem de outros assuntos relacionados, tal como as doenças de transmissão sexual.
A palestra, promovida por aquela instituição de ensino de Carrazeda de Ansiães, vai decorrer no salão do quartel do Bombeiros Voluntários, a partir das 10 horas da manhã.
Os oradores convidados são dois especialistas no assunto: J. Pinto da Costa e António Salema.
No mesmo dia, pelas 9.30 horas da manhã haverá uma actuação da Tuna da Escola Profissional de Ansiães.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

valter hugo mãe, hélder de carvalho e paulo moura

Há pouco tempo. Hélder de Carvalho (antes de haver ganho o Prémio de mais uma exposição individual em Aveiro, o que muito saudamos) e Paulo Moura encontraram, nos Açores, numa acção artística, o meu editor de As Letras como Poesia, o fabuloso poeta e escritor valter hugo mãe, que obteve o Prémio Saramago, o ano passado, com o romance ‘o remorso de baltazar serapião’. Foi com grande contentamento
que recebi a notícia de que juntos estiveram e dos seus Prémios, imaginando eu, como nas furnas, em posição horizontal, valter haveria de ler ao Hélder e ao Paulo pedaços do seu romance de uma violência extrema, sobre uma Idade Média brutal e miserável, como metáfora dos tempos máximos de animalidade que se vivem hoje em tantos sítios ir_
reais (em inglês: sites), uma vez baltazar, na administração da educação de ermesinda e da sarga, _ sua vaca, fêmeas irmanadas suas mulheres, levarem valter a recriar uma linguagem arcaica, popular, com inúmeras transgressões sintácticas… Violenta poesia que nos dói como dá — tamanho prazer… A epígrafe é de um poema de Jorge Melícias:

Há a boca pisada de pedras,
e o remorso
é uma parede mordida pelo eco.

Começa assim:

‹‹a voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só diabo e gente a arder tinham destino. a voz das mulheres, perigosa e burra, estava abaixo de mugido e atitude da nossa vaca, a sarga, como lhe chamávamos.
mal tolerados por quantos disputavam habitação naqueles ermos, batíamos os cascos em grandes trabalhos e estávamos preparados, sem saber, para desgraças absolutas ao tamanho de bichos desumanos. tamanho de gado, aparentados de nossa vaca, reunidos em família como pecadores de uma mesma praga. maleita nossa, nós, reunidos em família, haveríamos de nos destituir lentamente de toda a pouca normalidade.
abríamos os olhos pirilampos à fraca luz da vela, porque a sarga mugia a noite inteira quando havia tempestade. dava-lhe frio e aflição de barulhos
.››

Com as letrinhas minúsculas, todas irmãs. O estilo inconfundível de valter hugo…

vitorino almeida ventura

Clube de Paradela já tem sede

Quinze anos depois do início do sonho, o Clube Cultural e Recreativo de Paradela, em Carrazeda de Ansiães, tem finalmente uma sede. Para trás, a direcção deixou “muito trabalho e muitas horas perdidas”, segundo o presidente Luís Fernandes.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

terça-feira, 18 de março de 2008

O poliglota e o amigo espanhol


Associação quer providência cautelar contra encerramento do SAP de Alijó

A Associação de Utentes de Saúde do Concelho de Alijó (AUSCA) anunciou hoje a intenção de interpor uma providência cautelar contra o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de saúde desta localidade transmontana.

O encerramento do SAP de Alijó, que foi decidido pelo anterior titular do Ministério da Saúde, Correia de Campos, entrou em vigor a 28 de Dezembro e já foi confirmado pela actual ministra, Ana Jorge. (...) in Público

Eléctricas terão de avançar com alternativas para a Linha do Tua

As eléctricas concorrentes à concepção, construção e exploração da barragem hidroeléctrica de Foz Tua terão de propor soluções alternativas que atenuem ou resolvam o afundamento da parte mais importante da linha ferroviária do Tua, mantendo-a operacional. Esta é uma das condições do caderno de encargos do procedimento concursal que está a decorrer para adjudicar a primeira e a maior (em potência) das dez barragens prioritárias do plano anunciado pelo Governo. A solução para salvaguardar a linha do Tua vale cerca de 20% na avaliação final das propostas e está a causar algumas dificuldades aos concorrentes, adiantaram ao DN fontes de alguns dos candidatos. É que a alternativa terá de ser, em princípio, financiada pelo concorrente, o que afasta logo a construção de novo troço de linha que substitua o que deverá ser inundado pela albufeira porque este seria um investimento em dimensão comparável ao exigido na construção da própria barragem, um pouco acima de 200 milhões de euros. A proposta financeira, com valor base a pagar à cabeça pela concessão de 50 milhões de euros, é o critério mais importante (vale 50%). Seguem-se a componente técnica e o prazo de execução (até 2011).
DNOutras questão por esclarecer é quem vai explorar a alternativa que vier a ser encontrada. Afastada uma solução ferroviária, restarão as alternativas fluvial e rodoviária, que é a que tem sido utilizada durante o período em que a linha do Tua esteve fechada para obras após o acidente de 2007 (ver texto em baixo). E nestas opções, poderão ainda ser equacionadas respostas para a população local e opções mais vocacionadas para o potencial turístico da linha. O tipo de solução dependerá ainda da dimensão do troço que ficar inundado, o que irá depender da cota proposta para a barragem. Quanto maior, mais interessante o empreendimento será do ponto de vista económico, mas mais graves serão os impactos, quer ao nível da extensão da linha afectada, quer também em área de vinha da região do Douro que se perde. E esta incerteza representa um risco ambiental significativo para o operador, já que a proposta vencedora pode ser condicionada quando o projecto for para avaliação de impacte ambiental. Apesar de reduzir em 170 metros a cota inicial prevista para salvar 15 quilómetros de um total de 35 km, que ficariam debaixo de água -a linha tem 54 km - a solução apresentada em Outubro não salvaguarda o troço mais importante, que é a ligação da linha do Tua à do Douro. Os concorrentes lutam ainda contra o pouco tempo dado para a elaboração das propostas, iniciadas em Fevereiro para serem entregues a 24 de Março. Houve pedidos de adiamento, mas foram recusados pelo júri. São quatro as eléctricas que se apresentaram na corrida à primeira das novas barragens: EDP, Galp Energia e as espanholas Endesa e Gas Natural. Mas neste concurso especial, a EDP tem vantagem, na medida em que foi ela a primeira a propor o empreendimento e, por isso, para garantir a vitória basta-lhe igualar as condições e a pontuação da proposta vencedora. DN

O que se disse...

"O máximo que,com um custo comportável, é possível fazer para travar a desertificação do interior está no desenvolvimento de algumas cidades médias. Cidades como Évora ou Vila Real,que beneficiam de terem universidades - mas não se pode colocar uma universidade em cada centro urbano."
Francisco Sarsfield Cabral,"Público"

Edite Estrela foi à Escola incutir interesse pela Europa

A Eurodeputada socialista Edite Estrela considera que os jovens devem estar, cada vez mais, por dentro de toda a construção europeia.
Uma mensagem transmitida, na última sexta-feira, na Escola Básica 2,3 e Secundária de Carrazeda de Ansiães, no âmbito de uma palestra sobre a Europa. “É muito importante ter consciência da nossa cidadania europeia e que estamos integrados num espaço privilegiado”, sublinhou.
Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Distrito de Bragança com duas comarcas judiciais

O distrito de Bragança vai ser contemplado com duas comarcas na reforma da justiça. O novo mapa judiciário é apresentado hoje pelo Governo e fica marcado pela concentração de comarcas.
Para o distrito de Bragança estava prevista apenas uma, na capital de distrito, mas o Governo acabou por criar uma segunda comarca, cuja localização ainda não é conhecida, mas tudo aponta para que fique sedeada em Mirandela.
O mapa já foi divulgado e revela que para a região foram criadas as comarcas de Alto Trás-os-Montes, com sede em Bragança e a comarca de Trás-os-Montes, provavelmente com sede em Mirandela.
Para o distrito de Vila Real mantiveram-se as duas comarcas inicialmente previstas: Alto Tâmega, com sede em Chaves e Médio Douro com sede em Vila Real.
O movo modelo do mapa judiciário vai estar à prova a partir de próximo ano em três comarcas-piloto: Alentejo Litoral, Grande Lisboa Noroeste e Baixo Vouga.
O período experimental termina em 2010, ano em que a reforma será aplicada a todo o território nacional.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Sete barragens em obras estarão prontas no fim do ano

Neste momento, estão em fase de construção ou conclusão grandes barragens de abastecimento público de água Ferradosa, em Freixo de Espada à Cinta; Olgas, em Torre de Moncorvo; Sambade, em Alfândega da Fé; Valtorno-Mourão, em Vila Flor (sujeita a selagem de fissuras); Pinhão, entre Sabrosa e Vila Pouca de Aguiar; e Pretarouca, em Lamego. "Até ao final deste ano, estarão todas construídas", garante Alexandre Chaves, presidente da empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD). JN

segunda-feira, 17 de março de 2008

Movimento cívico acusa REFER e LNEC de «desinteresse e desleixo»

O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) acusou hoje de «desinteresse e desleixo» a Refer e o Lnec por ainda não terem garantido as condições de segurança, o que quase levou à suspensão da circulação este fim-de-semana

O Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) emitiu dia 14 uma ordem de interdição da exploração comercial no troço acidentado há um ano.
A ordem foi revogada poucas horas depois, tendo sido dada uma semana à Refer e ao Lnec para providenciarem os estudos e intervenções para garantir a segurança da operacionalidade da linha.
Para o MCLT, «é incompreensível e inaceitável o facto de estas duas entidades não terem garantido, executado e terminado dentro do prazo todas as intervenções necessárias para garantir o normal funcionamento da Linha do Tua, facto esse que merece total repúdio e condenação».
«Certo é que após a reabertura da linha, os trabalhos de reforço da segurança estão por terminar e este aspecto representa bem o desleixo e desinteresse por parte dos responsáveis pela gestão e manutenção da Linha do Tua» , considera o movimento num comunicado enviado.
Ao MCLT «causa grande estranheza, desconfiança e suspeição que um ano não seja suficiente para estudar os perigos e efectuar os trabalhos necessários numa linha que demorou apenas dois anos a construir, há 120».
Foi com «grande preocupação que o movimento recebeu a notícia da ameaça de enceramento da linha do Tua», um mês e meio depois da reabertura do troço entre a Brunheda e a estação do Tua.
A reabertura ocorreu quase um ano depois do acidente que, em Fevereiro de 2007, matou três ferroviários e feriu dois passageiros.
O IMTT deu uma licença provisória para a reabertura da linha que expirava a 15 de Março.
Dentro deste prazo, a Refer e o Lnec deviam ter providenciado os estudos e medidas necessárias à segurança da circulação, que está a ser feita, no referido torço, no chamado regime de «marcha a vista».
Embora a velocidade não seja muito inferior à normal nesta linha, que liga Mirandela à linha do Douro, e, Foz Tua, o propósito é permitir ao maquinista parar perante qualquer obstáculo.
Por não ter recebido os relatórios de que foram feitas as diligências necessárias, o IMTT emitiu uma Instrução Complementar de Segurança (ICS) em que interditava a circulação, neste troço, a partir de Domingo.
A ICS foi revogada poucas horas depois por uma semana e prorrogado pelo mesmo período o prazo para o Lnec e a Refer apresentarem os requisitos exigidos.
Se até sábado, o IMTT não vir satisfeitas estas exigências, a ICS entra em vigor e a circulação fica interdita.
«Estranhamente ou não, também se pode verificar que este infeliz e inoportuno episódio coincide com as vésperas do concurso para a construção da barragem» , refere o movimento de defesa da linha, referindo-se à hidroeléctrica que faz parte do plano nacional de barragens e irá submergir parte da linha.
O MCLT condena ainda o que considera «o genocídio ferroviário que tem vindo a ser praticado na Linha do Tua e manifesta-se contra novo encerramento da linha, exigindo que seja normalizada a circulação entre Brunheda e o Tua o mais breve possível».
Lusa / SOL

Colaboração: Mário Carvalho

Câmara limpa 1600 hectares de floresta

O município de Mogadouro está a limpar e desmatar 1600 hectares de floresta de um total de cinco mil hectares na área circundante à freguesia de Castelo Branco. Trata-se de uma mancha florestal sensível e com importância económica, que no Verão constitui uma preocupação acrescida. JN

Estação de Barca de Alva pode ser hotel de charme

Já há interessados na reabilitação da estação ferroviária de Barca de Alva para um hotel de charme. O presidente da Câmara Municipal Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, confirma a existência de "três empresários que já manifestaram a intenção de investir". O problema é que o imóvel pertence à Refer, que não vende. E como não vende só há uma solução pedir a desafectação do edifício do domínio público. É isso que a autarquia está a tentar fazer. Eduardo Pinto, JN
DN

domingo, 16 de março de 2008

O ‘fim do mundo’ é já ali

Para os lados do Cachão e enquanto a água do Tua não cobre os carris, as viagens de comboio fazem-se à velocidade das velhas locomotivas a vapor.

Há 150 anos «era mais fácil» ir de Lisboa a Southampton do que a Bragança. Hoje, o comboio de que falava a socióloga Maria Filomena Mónica demora mais tempo a chegar do Porto a Mirandela do que uma qualquer automotora ronceira espanhola a ligar duas províncias. Mas a quase inevitável submersão da linha do Tua pela albufeira de uma nova barragem está a gerar amores e ódios entre autarcas.
Em 2006, quando se batia pela manutenção da maternidade, o presidente da Câmara de Mirandela mandou colocar dois outdoors no IP4. Num deles, José Silvano escreveu a seguinte mensagem: «Aqui termina o Portugal da igualdade de oportunidades. Bem-vindos a uma zona de desertificação. Próxima saída a 70 quilómetros, Espanha». Dois anos depois, o autarca está novamente envolvido numa batalha contra a interioridade, agora porque o Governo está prestes a afundar-lhe o comboio ou, melhor, o Metropolitano Ligeiro de Mirandela. Mas, desta vez, está sozinho, porque os municípios servidos pelo metro (Vila Flor, Alijó, Carrazeda de Ansiães e Murça) são favoráveis à construção da barragem. E são-no, diz José Silvano à VISÃO, porque «vão ganhar uns equipamentos que o Governo lhes prometeu para estarem calados».
Mas, afinal, que linha é esta pela qual José Silvano tanto se emociona? No último dia de 1906 ficou pronta a ligar o Tua a Bragança. Também em Dezembro, mas de 1991, o primeiro-ministro Cavaco Silva reduziu-a a menos de metade para, de seguida, inaugurar o «metro de superfície». Há 11 meses, um acidente próximo da Brunheda terminou com a morte de três pessoas e o trajecto entre esta estação e o Tua passou a ser feito de táxi. Os mais de 440 mil euros gastos nas obras não dão garantias ao LNEC, razão pela qual a via só esta semana reabriu, mas com «condicionamentos» de vária ordem. Ironia do destino, foi um descarrilamento próximo da aldeia de Sortes que ditou o encerramento do troço Bragança-Mirandela.
Trás-os-Montes parece, assim, condenada a estar cada vez mais distante do litoral. São tão-somente 194 kms para cada lado. Contudo, ir do Porto a Mirandela de comboio exige tempo e um espírito de sacrifício redobrado. Sair pela madrugada (07h25) é condição indispensável para se regressar no mesmo dia. De qualquer modo, só próximo das nove da noite é que a viagem chega ao fim! Até à última segunda-feira havia ainda pela frente uma outra aventura: depois de se chegar ao Tua, na linha do Douro, entrava-se num táxi que nos conduzia à Brunheda. Aí, apanhava-se o comboio em direcção a Mirandela. Cada quilómetro transforma-se numa eternidade...
Para o ministério do Ambiente «é prematuro falar de cotas e prazos» para a construção da barragem. Mas Francisco Correia, o ministro, já fez saber que «não se pode ter sol na eira e chuva no nabal». A «abertura urgente» do troço encerrado há um ano era, até aos últimos dias, o que interessava a José Silvano. Depois, quando a água tocar os carris, a Câmara «deixa de estar interessada» em explorar o metro. Ou, então, o Governo terá que construir uma nova linha.

Mirandela, cidade sui generis
Mais ou menos ordenada, com melhor ou pior gosto, a região de Trás-os-Montes cresceu imenso nos últimos anos e Mirandela não é excepção. O município que reclama «as mais afamadas» alheiras de Portugal até tem um «metropolitano ligeiro», cujas composições foram pomposamente baptizadas de Lisboa, Paris, Estrasburgo e Bruxelas. Este ímpeto europeísta também atingiu as estações do metro, que receberam o nome de Jean Monnet, Jacq. Delors, Tarana (cidade indiana) ou Jean Piaget.
E se os lugares e aldeias preservam «nomes solares», a toponímia da cidade dá-nos a conhecer a Rua Dr. Francisco Pinto Balsemão, a Av. das Comunidades Europeias, a Rotunda das Bandeiras ou, por exemplo, a Rua Cidade de Orthez. Tal como em Coimbra, aqui também existe uma Ponte Europa e junto à velha travessia sobre o Tua, bem no centro da cidade, está colocado o único monumento ao jet-ski nacional: um repuxo que se eleva a cerca de duas dezenas de metros, partindo de um enorme espelho de água. Uma «homenagem» da «capital do jet-ski em Portugal» à modalidade que nos últimos anos tem levado a Mirandela os campeonatos nacional e europeu e a Taça do Mundo da especialidade.
Visão

Colaboração: Mário Carvalho

sábado, 15 de março de 2008

Por cada 15 imigrantes saem 100 portugueses


Por cada 15 estrangeiros que chegam a Portugal saem do país 100 novos emigrantes, indica um estudo apresentado na Assembleia da República por Mafalda Durão Ferreira, ex-dirigente dos Assuntos Consulares

«De 2000 a 2007, o número de portugueses a residir em Espanha passou de 41.997 para 94.581», explicou ao SOL a ex-dirigente dos Assuntos Consulares, e mulher de Manuel Alegre, estimando ainda em 250 mil o número de portugueses a trabalhar no Reino Unido.(...)
«Há uma visão economicista e a preocupação resume-se ao dinheiro que entra, mas se a ligação com o país é perdida pelas novas gerações, perdem-se também as remessas», explica Helena Rato, para quem o conhecimento dos dados é fundamental e tem sido muito descuidado nos últimos anos.
Sente-se, por exemplo, uma ligeira viragem no perfil do emigrante, com a saída de pessoas mais qualificadas. Mas essa percentagem continua a ser ínfima no total de emigrantes que «apenas querem ganhar dinheiro e se submetem a trabalhos que não fariam em Portugal», explica o padre Pedro Rodrigues, que está há mês e meio numa paróquia de Londres. «Todos os dias chegam pessoas vindas de regiões que até nem era normal procurarem Inglaterra, como o Alentejo», conta
. Sol

sexta-feira, 14 de março de 2008

Linha do Tua: Suspensão adiada, REFER E LNEC têm uma semana para criarem condições

O Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) deu uma semana à REFER e ao LNEC para providenciarem as condições necessárias de segurança à circulação na linha do Tua, disse hoje à Lusa fonte daquele organismo. Lusa
Colaboração: Mário Carvalho

Linha do Tua: Circulação novamente suspensa a partir de domingo

A linha do Tua vai ser encerrada novamente no troço afectado pelo acidente de Fevereiro de 2007, por determinação do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

De acordo com a mesma fonte, o instituo fiscalizador ainda não recebeu do LNEC e da REFER a comprovação de que foram executadas as medidas de segurança necessárias à circulação ferroviária.

A linha reabriu, entre a Brunheda e Foz Tua, a 27 de Janeiro, com uma autorização temporária, que determinava que até 15 de Março teriam de ser entregues no IMTT os relatórios das condições de segurança.

Segundo a mesma fonte, essa informação ainda não chegou ao instituto, que notificou as diversas partes de que a partir de 16 de Fevereiro está interdita a exploração comercial da linha naquele troço.

Contactada pela Lusa, a CP informou que vai acatar a decisão da entidade de supervisão e que não depende desta empresa o retomar da circulação ferroviária.

A CP refere que "é afectada como os clientes", um mês e meio depois de a linha ter reaberto em toda a extensão, quase um ano passado do acidente que matou três ferroviários..

A REFER é a empresa responsável pela infra-estrutura e pelas obras já executadas e medidas de segurança a tomar, por indicação do LNEC.

Ricardo Martins questiona reestruturação nas finanças

O deputado social-democrata, Ricardo Martins considera que as razões alegadas para a reestruturação dos serviços de Finanças podem abrir portas à extinção de vários organismos da região. Quantidade de trabalho e demografia são os motivos apresentados pela comissão técnica do PRACE para justificar a extinção de delegações e a fusão das Direcções de Finanças de Bragança e Vila Real, numa só. RBA

quinta-feira, 13 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Douro: Freguesias dependem demasiado de terceiros financeiramente - estudo

O Orçamento de Estado e municípios atribuíram 86 por cento dos sete milhões de euros arrecadados pelas freguesias do Douro em 2006, o que revela uma forte dependência face a terceiros, refere um estudo divulgado hoje, em Alijó.
Perto de meia centena de presidentes de juntas de freguesia do Douro participaram nas jornadas autárquicas "As Freguesias e a Lei das Finanças Locais".
No decorrer desta iniciativa dedicada às contas das autarquias, foi apresentado um estudo "inovador e único" de caracterização financeira das freguesias da NUT Douro, correspondente a dados de 2006.
Joaquim Santos Costa, director de Serviços de Apoio Jurídico e à Administração Local da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), referiu que o estudo incidiu numa amostra de 117 das 301 autarquias locais durienses.
Em 2006, as freguesias arrecadaram cerca de sete milhões de euros, dos quais seis milhões (86 por cento) resultaram de transferências financeiras obtidas de terceiros, com destaque para as do Orçamento do Estado e as dos municípios.
"Estes valores realçam a forte dependência das freguesias face a receitas de terceiros", salientou o Joaquim Santos.
A restante fatia, cerca de um milhão de euros, resulta das designadas receitas próprias das freguesias, ou seja, as provenientes da actividade desenvolvida, através da cobrança de taxas e de preços e as que resultam da gestão do seu património.
(...)
A NUT III do Douro abrange os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.
Estes municípios abrangem seis por cento da população e 19 por cento da área geográfica de toda a Região Norte.
Joaquim Santos referiu ainda que a CCDRN está a proceder à avaliação da caracterização financeira de todas as juntas de freguesia da região Norte.
RTP

Daqui e dali... João Lopes de Matos

A personalidade do outro


Na comunicação entre pessoas há que ter em atenção dois lados: nós e os outros. Fixemos por agora a nossa atenção sobretudo nos outros, dito de modo singular, no outro.
Há quem pense que, quer nós quer os outros, devemos manter-nos sempre com o mesmo procedimento. Para ambas as partes serem autênticas, é preciso, pensa-se, que se tenha sempre a mesma postura, qualquer que seja a situação.
Mas não parece que deva ser assim.
Cada pessoa com quem lidamos tem características muito particulares: - tem impulsos, sentimentos, raciocínios, reacções muito especiais.
Quando falamos com alguém é conveniente estudar esse alguém para vermos qual a melhor forma de aproximação, de explanação de ideias, de expressão de sentimentos.
Ser sentimental com quem é frio leva-nos a cair no ridículo. Ser frio com quem é sentimental torna-nos num ser sem alma.
O nosso poder de observação deve estar sempre atento ao mais pequeno sinal do outro. E a nossa maleabilidade deve ser tal que permita uma rápida adaptação àquilo que pode ser de todo em todo inesperado no outro.
E isto tendo em vista sempre a melhor transmissão de ideias, a melhor sintonia, a harmonia dentro da diversidade de opiniões e comportamentos.
Tudo isto poderá parecer-vos um somatório de malabarismos e de inautenticidades, de todo em todo condenável.
Mas não. A vida não é linear. A mutação de situações é permanente e há exigência de adaptação pronta.
Como hei-de eu entender-me com uma pessoa cem por cento racional, se usar só argumentos sentimentais? Como hei-de entender-me com uma pessoa de raciocínio concreto, se eu usar, no diálogo, apenas o raciocínio abstracto? E o contrário?
O entendimento entre as pessoas não é algo que se consiga só com boa vontade. É preciso ir ao encontro do outro mas com olhos de ver, com muitos conhecimentos sobre o que seja falar com o outro.

A personalidade do outro, gostemos ou não, tende a modificar, no diálogo, pelo menos enquanto ele durar, a nossa personalidade, se é que queremos entender-nos, ou melhor, se não quisermos apenas falar para a parede.
João Lopes de Matos

“A Outra” pretende pôr Trás-os-Montes no mapa

A próxima novela da TVI vai encarregar-se de mostrar mais um pedaço de Portugal, a maior parte das vezes esquecido: Trás-os-Montes.
Isso mesmo desejou do director-geral da estação, anteontem à noite, em Mirandela, na apresentação oficial da nova produção que, definitivamente vai chamar-se “A Outra”.
Assumindo-se como ilhéu, José Eduardo Moniz notou que “a maior parte dos Portugueses não conhece Portugal”. Ele próprio confessa que conhece melhor outros países. Daí não ter dúvidas que a nova novela, com estreia marcada para finais deste mês, vai contribuir, para “divulgar uma região lindíssima”.
São palavras que soam como música aos ouvidos dos autarcas dos Municípios da Terra Quente que brindaram com vinho produzido na quinta de Torre de Moncorvo pertencente a Tozé Martinho, autor do enredo, ele próprio responsável pela escolha da região para uma parte das gravações.

As Câmaras de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor vêem na novela uma oportunidade para atrair turismo e por isso se disponibilizaram para suportar parte dos gastos da produção, nomeadamente em alojamento e refeições. “Fica mais barato do que trazer cá o Tony Carreira”, assegura o edil de Vila Flor, Artur Pimentel. Mais: “o investimento é feito nos restaurantes e hotéis de cá, portanto o dinheiro não sai da região”.
Fora de Lisboa e do Porto as Câmaras facilitam muito as gravações”, reforça Tozé Martinho, estendendo o elogio às populações locais “sempre disponíveis para participarem”, nomeadamente para emprestar casas como cenários
. (...) Eduardo Pinto/JN /Rádio Ansiães

Estrutura de Missão promove formação de recursos humanos

A Estrutura de Missão do Douro está a desenvolver, em articulação com autarquias, escolas e centros de formação, um plano para qualificar os recursos humanos da região.
Nesse sentido estão a ser ouvidas as entidades para definir prioridades e ofertas que deverão arrancar no Douro.
Dentro de um mês Ricardo Magalhães, chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, espera que seja encontrada uma proposta que consiga a qualificação de oito mil pessoas até 2009. CIR/Eduardo Pinto/
Rádio Ansiães

Hospital privado instalado em Bragança em 2010

Dentro de dois anos deverá estar a funcionar em Bragança um hospital privado. A iniciativa parte do grupo CESPU e da ENSIBRIGA, num projecto denominado "Ensinar Saúde Bragança".
Este projecto compreende a transformação do actual ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração) em Escola Superior de Saúde e Gestão de Bragança. Está ainda prevista a criação de um Hospital Particular que deverá integrar a Rede Nova Saúde.
Rádio Ansiães

terça-feira, 11 de março de 2008

Música Celta - Centro de Apoio Rural

Carrazeda de Ansiães - 21 de Março - 21 horas
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Fecho de repartições de Finanças serão “ponderadas a seu tempo”

Teixeira dos Santos não confirma o encerramento de 121 repartições de Finanças, referindo que esta medida consta de um relatório de trabalho, cujas sugestões serão “ponderadas a seu tempo”.
O "Jornal de Negócios" e o "Diário de Notícias" noticiam hoje que os actuais 361 serviços locais de Finanças, espalhados pelo País, deverão passar para 240. Uma redução de 121 repartições, que implicará extinções e fusões planeadas com base no volume de serviço anual.
Confrontado com esta notícia, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos não confirma o encerramento das repartições.
Lembra que estas medidas resultam de um relatório de trabalho preparatório, no âmbito da reforma da Administração Pública (PRACE), mas que nenhuma decisão foi tomada.
O relatório "não ficará na gaveta, mas não constitui um plano de acção", disse o ministro, acrescentando que "as sugestões serão ponderadas a seu tempo".
Quanto às notícias que dão conta da privatização da ADSE, o ministro deu conta que tal medida não está em questão, mas que a ADSE é um serviço de assistência aos funcionários públicos e vai continuar a sê-lo. Jornal de Negócios

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

A arte do desfrute

É meia-noite e não posso esperar, tenho de aproveitar a inspiração e imortalizar as palavras que ficam esta noite a dormir comigo. Quero escrever por duas razões: A primeira porque não quero que as palavras acordem logo de manhã e prossigam o seu caminho às escondidas e a segunda porque desfruto a pintar essas palavras que repousam na paragem obrigatória da minha cabeça e depois brincam com os meus sonhos!

Quando em espanhol dizemos: disfrutas más que un niño pequeño, literalmente em português: desfrutas mais do que uma criança pequena, fazemos referência àquela pessoa que se diverte, chora de emoção (não é preciso chorar...), ri às gargalhadas (sem precisar de ser às gargalhadas...), reencontra-se consigo mesma, obtém algum prazer, enfim, qualquer coisa que nos faça sentir à vontade!

Talvez sejam esses momentos quando realmente somos felizes, o segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer mas querer o que se faz (Leon Tolstoi). Eu desfruto a ouvir o silêncio só interrompido pelo cantar dos pássaros. Desfruto a ouvir a música que gosto, a ver os meus filmes favoritos. Desfruto com uma conversa diferente seja qual for a pessoa com quem fale. Desfruto muito de andar a pé e chegar até aquele ponto que parecia inatingível. Desfruto a brincar com a minha sobrinha de dois anos. Desfruto com as paisagens que os meus olhos nunca desfrutaram. Desfruto a dançar, a viajar, a ler... Desfruto dum bom Porto, de uma francesinha, dum bacalhau à Brás... melhor não falar de comida porque não há limites! Mas para que o desfrute seja a 100% é obrigatória a companhia!

Desfruto e reticências… (as minhas palavras querem dormir).

E os leitores? Desfrutam?

Roberto Moreno Tamurejo

Estado não se responsabiliza por regresso à terra de origem de falecidos em hospitais fora da região

Muitos doentes transmontanos acabam por falecer em hospitais fora da região depois de serem transferidos por falta de especialidades médicas, mas o Estado não se responsabiliza pelo regresso a casa do corpo.
Quando um doente morre, o hospital avisa a família, que é chamada a assumir o encargo da trasladação originada pela falta de condições de assistência médica na região de residência.
Colaboração: Mário Carvalho

segunda-feira, 10 de março de 2008

PS elegeu líderes das comissões políticas concelhias

A maioria das concelhias do PS, no distrito de Bragança, foi a votos este fim-de-semana. Os presidentes mantiveram-se, à excepção de Vimioso.
Até ao final do mês ainda vão a votos as concelhias de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Flor. A estrutura de Carrazeda só deverá ser eleita em Maio.
Rádio Ansiães

SAP encerrados não voltam a abrir

Não haverá recuo no processo do encerramento nocturno dos Serviços de Atendimento permanente de Alijó, Vila Pouca ou de Murça.
A garantia é de José Maria Andrade, coordenador da Sub-região de Saúde de Vila Real. "Voltar atrás era recuar. Não me parece que seja possível", disse.
O coordenador da Sub-região de Saúde de Vila Real garante que com esta nova dinâmica há ganhos na saúde rentabilizando os recursos. Lembra que houve um reforço da rede do INEM e de uma organização da rede de urgências hospitalares.
Quanto ao encerramento dos blocos de Partos, José Maria Andrade defende que foi “vantajoso” para os utentes:.
José Maria Andrade referiu ainda que brevemente todos os centros de saúde do distrito vão contar com consultas de desabituação tabágica.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Coordenadora da sub-região de Saúde de Bragança denuncia "calvário" dos doentes da região

A concentração dos serviços de saúde e a deficiente rede de estradas e transportes torna num calvário a vida de muitos doentes do distrito de Bragança, que perdem em penosas deslocações os benefícios dos tratamentos que recebem cada vez mais longe de casa. A situação é "preocupante e merece reflexão", alerta Berta Nunes, coordenadora da sub-região de Saúde de Bragança.Este distrito tem uma das melhores coberturas nacionais nos chamados cuidados primários e de proximidade ao nível dos centros de saúde. Mas bem diferente é o acesso aos cuidados diferenciados, com a concentração de serviços nas principais unidades hospitalares e a necessidade de deslocações aos hospitais de referência do Porto. As distâncias são agravadas pela deficiente rede de estradas e de transportes públicos e estão a "pôr em causa a equidade no acesso aos cuidados de saúde e a penalizar sobretudo os idosos e os mais carenciados", segundo Berta Nunes. "O que ganham aqui [em tratamentos] muitas vezes perdem-no no caminho, é um desconforto, mas eu não sei o que fazer", reconhece, em declarações à Lusa o administrador do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Fernando Alves. O CHNE e a sub-região pagaram, em 2007, cerca de dois milhões de euros em transporte de doentes, feito sobretudo em ambulâncias das corporações de bombeiros. Falta de informaçãoMas mais de metade da população do distrito de Bragança nem sequer sabe que tem direito ao reembolso dos custos de transporte. (...)
Em deslocações para consultas ou tratamentos foram contabilizados um total de cinco milhões de quilómetros, o equivalente a várias voltas completas a Portugal por dia, que não inclui as deslocações em meios próprios ou transportes públicos. O número é revelador das voltas que os doentes têm de dar e daquilo a que alguns chamam os "custos sociais" do isolamento, agravado pela concentração de serviços. Um habitante de Freixo de Espada à Cinta demora mais a percorrer os cerca de 130 quilómetros para uma consulta em Bragança do que a hora e meia necessária para ir a Lisboa de avião. (...)
Consultas, tratamentos e outras intervenções de especialidade existem apenas nos três hospitais que integram o CHNE - Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela - localizados no chamado eixo do IP4, a norte do distrito. Mas nem todas as valências estão disponíveis nas unidades da região, obrigando a deslocações ao Porto ou Vila Real, para acesso a cuidados de saúde nas áreas de oncologia, cardiologia ou traumatologia. (...)

Algumas ambulâncias de transporte de doentes, que levam gente da região para o mesmo sítio, ultrapassam o autocarro. Alfredo ainda chegou a fazer a viagem nestas viaturas, mas prefere o autocarro, por não ter de estar à espera e dependente dos horários dos outros. "Temos viaturas com quatro anos com 400 e 500 mil quilómetros", conta Irundino João, comandante dos bombeiros voluntários de Miranda do Douro. Muitas vezes por estradas espanholas, quatro ambulâncias desta corporação transportam diariamente doentes para os hospitais da região e do Porto. Algumas vezes fazem as chamadas cordas - vão recolhendo pessoas num determinado percurso e para destinos diferentes e o regresso só ocorre quando estão todas atendidas. (...)
E nem é preciso viver longe para experimentar o desespero da espera pelo transporte. O casal João Fernandes e Isaura Caleja vivem a 15 quilómetros de Bragança e vão passar todo o dia fora de casa porque só têm autocarro às 8h00 e às 18h30. O transporte em ambulância ou a disponibilização de transporte por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) obedece a vários requisitos, nomeadamente a incapacidade física ou o grau de gravidade da doença, num total de 31 situações. Em todos os outros casos, os doentes têm de deslocar-se em transporte próprio ou colectivo. Público

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Vasco Pulido Valente,
com a receita do costume


A revolução liberal (1834-1836) é o último livro de História de Vasco Pulido Valente. Sim, aquele que classifica todos os políticos portugueses (e não só) abaixo de cão... numa jerarquia celeste, claro!...

O que nele me interessou não foi o que Almeida Garrett sentiu — o fim do Portugal velho e o nascimento do Portugal novo. No período que mediou entre dois Setembros: o de 1834, desde a morte do duque de Bragança, até à segunda abolição da Carta Constitucional de 26, em Setembro de 1836, Vasco Pulido Valente dá-nos um retrato do país de sempre, ou melhor: da receita do costume para desenvolver Portugal. Após a guerra civil de 28-34
— combate político bem maior do que o instaurado pela revolução republicana de 1910, pela ditadura de 1926 até à Constituição de 1933, ou no Período Revolucionário em Construção até ao 25 de Novembro de 1975 —,

através da máquina do Estado, pela ambição de começar tudo do zero, os liberais prepararam-se para construir o seu programa num paradoxo: redistribuir propriedade, instruir o povo, abrir vias de comunicação, através da receita do costume — o uso e abuso do Estado, que se tornava liberal, mas o país não!

Segundo Rui Ramos, o livro mostra bem tal paradoxo: os liberais queriam menos Estado, mas mais emprego para os "patriotas"! No fundo, a receita do costume...

vitorino almeida ventura

Petição pela linha com 700 assinaturas

A petição que corre na Internet pela revitalização da Linha do Douro e pela reabertura do troço entre Pocinho e Barca de Alva já conseguiu 719 subscritores. O documento está no sítio www.linhadodouro.com, e pretende reunir a máxima força popular para que a reivindicação ganhe consistência.
"É um número significativo", comenta o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Emílio Mesquita, um dos principais interessados na reabertura daquele troço de via. Porém, entende que mais que o número o que tem de funcionar nesta matéria é "uma visão estratégica de desenvolvimento da região e isso não tem a ver com estatísticas mas com cabeças pensantes".
A petição que tem como destino final o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo, baseia-se na necessidade de reactivação da linha ferroviária do Douro até à fronteira com Espanha, de modo a que depois possa fazer ligação à ferrovia espanhola, e consequentemente a Salamanca e à Europa.
A comissão executiva luso-espanhola saída da convenção de Barca de Alva, no passado dia 9 de Dezembro de 2007, ainda só reuniu uma vez, em Fevereiro. Segundo Emílio Mesquita, foram preparados alguns dossiês para apresentar ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, bem como na CP e na Refer. Mas não deveria haver já mais trabalho feito pela comissão? "Não, porque há muito trabalho feito antes da convenção de Barca de Alva", responde o edil de Foz Côa. A convenção terá sido apenas "um momento importante no percurso", até porque há muito que os municípios tentam reunir apoios para conseguir os seus objectivos.
A comissão executiva engloba os autarcas de Figueira de Castelo Rodrigo, Marco de Canaveses, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Régua. A estes junta-se o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, o director do Museu do Douro, a presidente da Diputación de Salamanca e o presidente da associação "Camino de Hierro".
A esta entidade cabe encontrar o modelo de financiamento e gestão da linha, bem como chamar os empresários para o estabelecimento de parcerias público-privadas, sem as quais será mais difícil concretizar o projecto. De resto, o Governo já deixou claro que é imprescindível fazer parcerias. O entusiasmo é partilhado por 28 autarcas do Douro, já que vêem na reactivação da linha um complemento importante à actividade turística na região.
O troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva foi encerrado a 18 de Outubro de 1988. Eduardo Pinto, JN
Foto: Ansiães Aventura

Dia Internacional de Acção pelos Rios

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domingo, 9 de março de 2008

A visitar!

Porque a vida é uma soma de partidas e chegadas e de comboios que vemos passar mas não apanhamos, todos os textos têm como base comum um comboio ou estação ferroviária.
Antero

Expansão do amendoal com apoio autárquico

Já são quatro, mas podem vir a ser seis, os municípios que pretendem apoiar a plantação de amendoeiras no Alto Douro. A Associação dos Amigos da Amendoeira já tem protocolos com Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Penedono e, em breve, espera conseguir o mesmo São João da Pesqueira e Meda.O presidente da associação, Joaquim Grácio, revelou que os municípios vão apoiar de diversas formas o aparecimento de novos amendoais, sendo que é o de Penedono aquele que mais vai ajudar. "Para além de pagar as despesas com a elaboração dos projectos dos agricultores (cerca de 200 euros), paga 40% do custo das árvores", disse. Ao todo, a ajuda por hectare poderá chegar aos 500 euros. Eduardo Pinto, JN

sexta-feira, 7 de março de 2008

DN

O que se disse...

"Com uma sinceridade única na história portuguesa, Luís Filipe Menezes anunciou que o PS "já não merece ser governo", mas que o PSD "ainda não merece ser governo".
Vasco Pulido Valente, Público

quinta-feira, 6 de março de 2008

Linha do Tua

A junta de freguesia de Pereiros, em Carrazeda de Ansiães, enviou um abaixo-assinado ao Metro de Mirandela e à Refer, queixando-se do serviço de transportes na linha do Tua.
Segundo o presidente da Junta, Filipe Claro, a carruagem que sai de Mirandela às seis e um quatro da tarde "só faz o percurso até Abreiro", o que impossibilita o transporte de passageiros a jusante.
"As pessoas vão a Mirandela e depois não têm transporte para voltar", queixa-se o autarca, explicando os motivos do protesto.
Para além da Junta de Freguesia dos Pereiros, também as congéneres de Pinhal do Norte e Pombal ponderam reclamar do serviço do Metro de Mirandela.
Entretanto, o administrador delegado do Metro, Milheiro de Oliveira, explicou que a carruagem das seis e um quarto da tarde é um serviço que serve apenas o concelho de Mirandela e, como tal, apenas chega a Abreiro. No entanto e caso se justificasse, poderia ir, pelo menos, até à Brunheda.
O problema é que a Refer desclassificou a estação da Brunheda para apeadeiro, deixando de ter condições para efectuar manobras de inversão de marcha. E sendo assim, não há possibilidade de aquela carruagem transportar passageiros das freguesias de Carrazeda de Ansiães.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Ligação da linha do Tua à Puebla de Sanábria reúne mais adeptos
As autoridades locais portuguesas e espanholas estão em consonância relativamente ao prolongamento da linha ferroviária desde o Tua até à Puebla de Sanábria.
A ideia partiu do autarca de Mirandela e parece estar a ser bem acolhida dos dois lados da fronteira. A proposta foi abordada ontem durante uma reunião da Comunidade de Trabalho Bragança-Zamora.
Jorge Nunes, o presidente da câmara de Bragança, aprova a iniciativa pois entende que "o Governo português deveria apostar na linha do Douro e nesta ligação do Tua à Puebla de Sanábria e não deixar estes problemas apenas aos actores locais".
Quem também concorda com a ligação ferroviária entre Mirandela e a Puebla de Sanábria é o tenente-alcaide de Zamora. Para José Prada é fundamental a ligação entre os dois territórios através de "todos os meios de transporte existentes, sejam rodoviárias ou ferroviárias".
CIR/Eduardo Pinto

Vila de Carrazeda precisa de uma igreja

Carrazeda de Ansiães precisa de uma igreja condizente com a sede de concelho. Quem o diz é o pároco, António Júlio Cruz, notando que Carrazeda não tem uma igreja, embora exista um templo que é considerado como tal.
Segundo o padre, o imóvel que data de 1790 é afinal "uma capela de grandes dimensões", que começa a ter pouco espaço para acolher as pessoas que se juntam à missa de Domingo, oriundas de várias aldeias vizinhas.
De resto, há várias freguesias com igrejas bem mais amplas que a da sede de concelho.
O padre António Júlio Cruz gostaria de ver construída uma igreja em Carrazeda de Ansiães, e até dá a sua opinião sobre o espaço que deveria ocupar: "O espaço vago que existe por cima do cemitério parece-me um bom local", refere. Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Professores manifestam-se como nunca

Como nunca se viu. Centenas de professores, com o apoio das associações de estudantes das escolas secundárias da cidade, manifestaram-se ontem ao fim da tarde em Bragança, num protesto contra as Ministra da Educação. Os docentes participaram numa marcha entre a Câmara Municipal e o Governo Civil de Bragança.
Os sindicatos marcaram presença e fizeram questão de salientar a força do protesto. Entre os manifestantes, Manuel Trovisco, professor há 22 anos, fez questão de colocar várias grelhas na cabeça, para simbolizar a prisão que estará a enclausurar os docentes. As três associações de estudantes do agrupamentos da cidade estiveram ao lado dos professores. Cristiana Ramalhão, presidente da Associação de Estudantes da Secundária Miguel Torga, diz que os professores estão a ser injustiçados e isso sente-se no ambiente escolar. Em Mirandela, Chaves e Vila Real também se realizaram manifestações de docentes. Em Vila Real participaram cerca de 1200 professores. Muitos vestiram de negro, em sinal de luto contra as políticas educativas. Marcharam pelo centro da cidade até ao Governo Civil, onde foi entregue um manifesto que já foi assinado por mil professores das escolas de Vila Real. RBA

Navio-aula mostrou Douro por dentro a 60 mil turistas

David de Salvador, coordenador da Estação Biológica Internacional do Douro, assumiu, neste dia, o papel de guia, numa incursão do navio-aula ecológico pelo vale escarpado do rio. Especial, porque era a viagem de celebração da atribuição do prémio, categoria natureza, atribuído na Bolsa de Turismo de Lisboa, no mês passado. Um galardão que o galego vê como uma excelente janela de oportunidade de projecção do trabalho desenvolvido, nestes quase dois anos, numa união perfeita luso-espanhola.(...)
Só no ano passado, revela David de Salvador, o navio-aula transportou cerca de 60 mil pessoas. É, depois, a receita destas viagens que paga a área científica e de investigação da Estação Biológica, toda ela virada para a preservação do meio ambiente. No final da visita, os turistas são, ainda, presenteados, de volta à margem portuguesa, com uma prova de vinho do Porto e, ainda, uma pequena demonstração de voo do bufo-real Duque. JN

quarta-feira, 5 de março de 2008

Deixar cair ou não deixar cair…

Antero

Daqui e dali... Ezequiel Maia

Como travar o esvaziamento demográfico e o declínio socioeconómico das regiões do Interior?

Sobre este tema muito se tem falado e nada se tem dito ou feito.
Comecemos pelo princípio.
Qual a principal actividade produtiva dos concelhos do interior?
Industria? A pouca que há é ligada à agricultura,
Comercio? O pouco que ainda subsiste é alimentado pela agricultora e pelos serviços.
Serviços? Os que existem são ligados à agricultura (associações) e ao estado (câmaras, finanças etc.).
Turismo? Quase não existe e o que existe terá que estar ligada à agricultura e ao rio (no caso do nosso concelho).
É fácil constatar que toda a actividade produtiva, tem como base a agricultura, e não poderemos fugir disso.
O que se tem feito para o desenvolvimento desta actividade, para alem dos parcos caminhos rurais, para além das associações agrícolas que são necessárias, mas estão mais voltadas para usurpar verbas da agricultura para o seu próprio funcionamento, muita das vezes a fazer cursos de formação para encher chouriços quando não há chouriços para encher? Nada.
Agora pergunto: onde estão aplicados os financiamentos vindos dos fundos comunitários? Os que se aproveitaram onde foram investidos? Quem teve conhecimento das varias alternativas para investir e onde se poderiam aconselhar?
Vem aí mais um pacote de incentivos para o investimento agriculta (o último). Já estaremos preparados para os receber? Quem nos pode aconselhar?
Quem nos poderá elaborar as candidaturas de uma forma profissional, isto é, o melhor aconselhamento pelo melhor caminho a seguir.
Quem fará o acompanhamento do investimento, para as derrapagens não serem grandes, e não serem, como até à data, receptores de facturas e transcritores para impressos para depois levarem 1 ou 1,5% do valor do investimento (quando é para amigos…).
Pelo exposto acho (e é uma opinião muito própria) que toda a base deste esvaziamento demográfico está na pseudo-vergonha de ser agricultor, aceite unanimemente sem se saber bem porquê e por todas as politicas nacionais e concelhias terem estes pressupostos, querendo enveredar por caminhos que não são os nossos.
NÓS SOMOS E SEREMOS UMA REGIÃO AGRÍCOLA, comecemos por aí e talvez a actual situação em que nos encontremos possa mudar para melhor.

Ezequiel Maia

Bragança é o distrito que mais energia renovável produz

O distrito de Bragança, com 1000 MW, é aquele que regista maior produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis (FER), segundo as estatísticas rápidas da Direcção-Geral de Energia e Geologia, relativas ao mês de Dezembro de 2007. Ambiente online

terça-feira, 4 de março de 2008

Deputados do PSD querem reabertura dos SAP e maternidade de Mirandela

Numa carta enviada a Ana Jorge, a nova ministra da Saúde, os deputados questionam se, com a mudança de detentor do cargo, "haverá, também, um novo rumo nas políticas de Saúde para o Interior do país", e solicitam três pontos: "A possibilidade de reabertura da Maternidade de Mirandela; A reabertura dos SAP's dos Concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães; e Melhorar e agilizar a rede de Emergência pré-hospitalar de todo o Distrito de Bragança".
No início da carta é explicado o recente nascimento de um bebé de Carrazeda de Ansiães numa ambulância, a caminho da maternidade de Vila Real. Depois de apresentados os factos, Adão Silva e Olímpia Candeias consideram que "se a maternidade de Mirandela não tivesse sido encerrada, o parto não teria acontecido na ambulância, mas sim na maternidade".
Recorde-se que Olímpia Candeias substituiu, em Janeiro, e temporariamente, Duarte Lima como deputada na AR. A ex-vereadora da cultura da autarquia de Carrazeda de Ansiães era a quarta na lista do PSD para a últimas eleições legislativas. No terceiro lugar da lista estava João Henriques, actual vereador na Câmara de Mogadouro, que não aceitou substituir temporariamente Duarte Lima. O prazo de substituição deverá ser de 50 dias. Jornal Terra Quente

Municípios gerem escolas

Sindicatos rejeitam transferência de competências no que concerne à contratação de professores e autarquias discordam de diploma
Um diploma do Governo atribuiu aos municípios a possibilidade de gestão em matéria de educação até ao terceiro ciclo do ensino básico, a partir de Setembro. As novas competências passarão “pela conservação, manutenção e construção de edifícios escolares de nível básico”. Actualmente, já existem escolas e autarquias disponíveis para iniciar a experiência, contudo, no que diz respeito à possibilidade de alargamento das competências das autarquias na contratação de pessoal docente, os sindicatos de professores são unânimes na rejeição do projecto-piloto, considerando que este contribuiria para a emergência de instabilidade nas escolas. Em declarações à Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, declarou que o diploma desenvolve o quadro de transferência de competência para os municípios em matéria de Educação, explicando que “a proximidade das autarquias em relação às suas escolas permitirá seguramente gerir com maior eficiência os recursos disponíveis”. Contudo, como referiu em conferência de imprensa, o pacote de transferência de competências não abrange a contratação de docentes, como estava previsto, uma vez que, “em resultado da consulta pública, concluiu-se que não estavam reunidas as condições para essa transferência”. Alice Suzano, dirigente do Sindicato de Professores do Norte (SPN), considera que a proposta governamental não era correcta e que “o Ministério da Educação é que deve continuar a contratar professores”. “O sindicato não compreende a vantagem de transferir estas competências, nem conseguimos perceber qual a justificação. As próprias autarquias não têm dado vazão às contratações para as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), tendo a maioria entregue as funções a privados”, acrescentou. Mensageiro de Bragança
DN

«...constato que o Parlamento não tem nada a ver com o país real»

Maria Olímpia do Nascimento Castro Candeias é a nova deputada do PSD pelo círculo de Bragança substituindo Lima Duarte que pediu a suspensão do mandato. O mau estar entre a comissão politica distrital, vários autarcas e notáveis do PSD no distrito são a causa politica para esta remodelação.
As críticas no seio do PSD distrital não são recentes uma vez que Duarte Lima foi sempre uma imposição do PDS nacional. Nos últimos meses agudizou-se esse clima, pois estão já a ser preparadas internamente as listas para as legislativas o que levou a alguns pré candidatos a candidatos a assumirem publicamente que não aceitariam de novo a candidatura de Duarte Lima pelo distrito de Bragança.
Desde o passado dia 16 de Janeiro que Olímpia Candeias assumiu o cargo, depois de João Henriques, vice-presidente da Câmara de Mogadouro e Provedor da Santa Casa da Misericórdia da mesma localidade não ter aceite substituir Duarte Lima.
Olímpia Candeias tem 48 anos, é natural de Carrazeda de Ansiães, Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, é membro da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães e da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Carrazeda.
Já foi vereadora a tempo inteiro da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães entre 1998 e 2005. Quem a conhece diz que é uma mulher de armas, lutadora e humana. Uma apaixonada pela poesia publicou um livro de seu nome: «Mágoa». Foi integrada na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, de Educação e Ciência e Assuntos e Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional. A sua primeira intervenção foi no passado dia 17 de Janeiro onde fez uma intervenção de espantar os seus colegas. Antes Miguel Tiago, deputado do PCP, tinha criticado duramente a politica governamental de educação de seguida, Olímpia Candeias na sua intervenção, teceu um elogio rasgado á intervenção do deputado comunista o que deixou os seus colegas de partido muito espantados e até bastante indignados.
No final da sua intervenção deixou um desabafo: «Sou uma estreante e constato que o Parlamento não tem nada a ver com o pais real». Notícias do Nordeste

segunda-feira, 3 de março de 2008

IV - Passeio BTT - Carrazeda de Ansiães

IV Passeio de BTT - Carrazeda de Ansiães
6 de Abril de 2008
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

I Encontro de Natação - 15 de Março


I Encontro de Natação - 15 de Março 2008

Piscinas Municipais Cobertas

Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Os assessores

Os presidentes da república, primeiros - ministros, ministros, presidentes de câmara, administradores de empresas, têm ao seu serviço diversos conselheiros, chamados assessores, que constituem verdadeiras extensões dos braços, dos cérebros, das mãos, daqueles a quem servem.
Muitos põem em causa a sua existência, não a compreendem mesmo, acham que os titulares dos cargos deviam fazer tudo sozinhos.
Pensam, evidentemente, que o mundo se mantém imutável e que, actualmente, ainda é possível a um homem de estado ou gestor dispensar os especialistas.
Mas não é assim. Hoje, ao chefe máximo incumbe decidir, representar, actuar. Mas para isso tem que estar devidamente informado por pessoas que têm por missão isso mesmo.
Mas os assessores não só informam. Executam também aquelas tarefas para as quais os titulares não têm tempo. Por exemplo, preparar discursos, alinhavá-los, para serem supervisionados e modificados por quem vai dizê-los.
Esta tarefa é hoje corriqueira e não desprestigia nem quem alinhava os discursos, nem quem os aperfeiçoa e lê.
A vida actual impõe isso mesmo.
Além disso, há imensa gente com capacidade enorme de liderança mas não tem pachorra para fazer "discursatas".
Conseguimos, com os assessores, juntar a habilidade de alguns para escrevinhar (às vezes, só para isso têm jeito) à habilidade de outros para a acção.
Que mal pode haver nisto?
Acho que todos lucramos com o aproveitamento das qualidades de cada um.
João Lopes de Matos

Ecopista vai ter mais 15 quilómetros

A Câmara de Torre de Moncorvo vai em breve lançar o concurso público com vista ao prolongamento da ecopista, desta feita entre Carvalhal e Carviçais, numa extensão de cerca de 15 quilómetros. O projecto implica um investimento de um milhão e meio de euros, com financiamento de 50% de fundos comunitários. JN

domingo, 2 de março de 2008

Menino nasceu numa ambulância

Ana Margarida Alves, uma jovem mãe de 22 anos, teve o seu primeiro filho a caminho da maternidade de Bragança. É a primeira parturiente, a residir no concelho de Freixo de Espada à Cinta, a dar à luz numa ambulância dos bombeiros locais, após o encerramento da maternidade de Mirandela. Rádio Ansiães

sábado, 1 de março de 2008

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Diário da República

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
E MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Despacho n.º 5509/2008

(...)

Determina -se que:
1 — Face à violação do limite de endividamento líquido fixado no n.º 6 do artigo 33.º da Lei n.º 60 -A/2005, de 30 de Dezembro, e atendendo à violação dos limites de endividamento líquido ou de médio e longo prazo em 2007, pelo Município de Carrazeda de Ansiães, conforme demonstra o quadro em anexo, ao abrigo do previsto no n.º 8 do artigo 33.º da Lei n.º 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, seja aplicada, a este Município a redução de 10 % da respectiva transferência do Fundo de Equilíbrio Financeiro, prevista no Mapa XIX do Orçamento do Estado para 2008, pelo número de duodécimos necessário à redução correspondente ao excesso de endividamento verificado.
2 — A manutenção da redução seja reapreciada no 1.º semestre de 2008, após análise da evolução do endividamento municipal verificado em 2007,nos termos da lei.
3 — O montante resultante da redução seja afecto ao Fundo de Regularização Municipal previsto no n.º 4 do artigo 5.º e do artigo 42.º, ambos da Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro.

11 de Fevereiro de 2008. — O Ministro de Estado e das Finanças,
Fernando Teixeira dos Santos. — O Secretário de Estado Adjunto e da
Administração Local, Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita.