quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Daqui e dali... João Lopes de Matos

OS PECADOS DO SÓCRATES

Sei que corro o risco de ser polémico, mas não podemos ficar sempre pelas meias palavras e por filosofias que pouca gente entende. Há que ser mais directo.
Quase desde que o Sócrates (um transmontano de origem humilde) chegou a S. Bento, tem sido martirizado por causa dos seus pecados passados.
E eu acho que, na realidade, é possível que ele tenha pecado quando quis ser Lic., e quando terá assinado papéis que não deveria.
Mas é compreensível: Para um transmontano, não há maior glória que ser Lic., não há prazer maior que fazer uns negociozitos.
Homem honesto cem por cento tivemos apenas um: A.O.S.. Mas este não era transmontano, era beirão, e os beirões não arriscam tanto.
Nesse tempo, o do homem das botas, tivemos um escol de pessoas, desde o mais humilde polícia ao mais rico banqueiro, de comportamento absolutamente irrepreensível.
Com uma virtude especial: essas pessoas não eram amantes do desenvolvimento que fosse além do artesanato. Queriam o país sossegado, respeitador dos princípios religiosos e dos preceitos morais e não faziam nada que fosse contrário aos referidos princípios e preceitos.
Temos um exemplo de desenvolvimento (o maior do mundo) nos Estados Unidos, mas que não pode servir-nos de modelo. Este país rico foi formado por cowboys, gangsters, mafiosos, numa sequência de pecados e prevaricações que levam qualquer alma para o inferno. Ainda hoje qualquer americano se paga correntemente por qualquer opinião dada.
Sócrates, enquanto foi um simples cidadão, tomou talvez por modelo os E.U.A.. Quando chegou a S. Bento, passou a visitar frequentemente a terra do anterior ocupante beirão.
E tudo corria bem. Ajudado por um outro puritano (de Boliqueime), os primeiros tempos foram brilhantes.
Até que alguém, invejoso ou mesquinho, começou a preocupar-se com o seu passado.
E, em vez de tomar a atitude mais de acordo com a nossa tradição cultural (a cristã), que levaria a dar oportunidade de regeneração, passou a ver os pecadilhos como marca de uma personalidade que já não tem salvação.
E o ataque tem sido feroz. E o pobre do primeiro-ministro tem que dar explicações a toda a gente dos seus pecados praticados antes do seu actual posto de político brilhante.
E, realmente, todos nós temos que considerar: - ou nos interessa o passado ou o presente do primeiro ministro.
Por mim, acho que interessa apenas o presente e ver se ele consegue desempenhar agora bem o seu actual papel.
Mas por quê e para quê preocuparmo-nos com uns actos insignificantes do passado do primeiro ministro, quando nos podemos ocupar com os pecados (esses sim de milhões) de outras pessoas tão puras da elite da Igreja?

João Lopes de Matos

Inovação tecnológica nas vinhas da região do Alto Douro

Inov@Douro é uma Rede de Inovação Tecnológica que a Universidade Trás-os-Montes (UTAD) está a desenvolver para a monitorização à distância das vinhas em Trás-os-Montes e Alto Douro através da aplicação de sensores e de câmaras de vídeo.
Este método vai permitir captar o teor de água nos solos e a detecção precoce de pragas, e as câmaras de vídeo podem também ser um instrumento útil de "monitorização ambiental" contra a poluição, mormente no que concerne à detecção de depósitos ilegais de entulho nesta paisagem do Alto Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial.Este projecto está a ser desenvolvido pelo Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas (CITAB) da UTAD e a Rede de Inovação Tecnológica Inov@Douro tem como principal objectivo elaborar uma base de dados, em que toda a informação recolhida, depois de tratada, vai estar disponível na Internet, no telemóvel ou no Personal Digital Assistent (PDA). Notícias do Nordeste

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

É lançado hoje concurso para adjudicação da barragem de Foz Tua

A secretária de Estado dos Transportes admitiu recentemente que a construção da Barragem projectada para o rio Tua poderá levar ao encerramento da linha ferroviária que serve aquela região. Uma solução que não agrada à autarquia. RTP
Colaboração: Mário Carvalho

Segurança - Enfermeira e auxiliar agredidas no centro de saúde de Vila Flor

Uma enfermeira e uma auxiliar que se encontravam de serviço sozinhas no centro de saúde de Vila Flor foram agredidas hoje de madrugada e tiveram de fugir das instalações para pedir auxílio à GNR, confirmou o director da unidade de Saúde. (...)
Todos os SAP dos centros de saúde de Bragança continuam a funcionar à noite, num regime de excepção criado pelo Ministério da Saúde até que o distrito seja dotado dos meios de transporte e socorro necessários para um atendimento mais célere às populações.
Os centros de saúde funcionam apenas com enfermeiro e auxiliar, durante a noite, e o médico é chamado via telefone sempre que é necessária a sua presença.
O director do centro de saúde de Vila Flor disse que "na região a população é em regra pacífica, não havendo necessidade de segurança nestes locais, como acontece nos grandes hospitais".
Mas para o responsável este episódio "é um alerta para as situações a que estão expostos e sujeitos os profissionais de saúde que trabalham nestas condições".
Marcelino Silva sublinhou ainda que "a ocorrência nada teve a ver com o serviço de saúde ou o regime de atendimento".
Lusa

O que se disse... João Lopes de Matos

«Não me falem mais no Presidente e nos seus desvarios. Estou farto do Presidente, não me interessa o Presidente.
Vamos ver se somos capazes de pensar como se ele não existisse.»
.
João Lopes de Matos in http://pensar-carrazeda.blogspot.com/ em 12 de Fevereiro de 2008

Ministra diz que municípios vão poder gerir contratação e colocação de professores

O Governo vai dar às autarquias a possibilidade de gerirem a contratação e colocação de professores, disponibilizando-se para contratualizar com os municípios interessados a transferência dessa competência, anunciou a ministra da Educação, numa entrevista à agência Lusa. Público

Governo anuncia melhorias em algumas vias que servem a população do distrito de Bragança

Estradas nacionais requalificadas
O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPT) vai investir cerca de 12,5 milhões de euros na conservação de seis estradas nacionais do distrito de Bragança. Os concursos para a realização dos trabalhos vão ser lançados durante este ano.
As obras de requalificação da EN201, entre a Ponte do Sabor e o Pocinho, representam um investimento de cerca de 1 milhão de euros. Já a construção da ponte sobre o rio Sabor, que já foi adjudicada por cerca de 635 mil euros, também ficará concluída em 2008.
O plano rodoviário contempla, ainda, obras de conservação em mais cinco estradas do distrito. Para os concelhos de Bragança e Vinhais estão previstos 640 mil euros para a beneficiação da EN206, entre os cruzamentos de Melhe e da Nossa Senhora da Serra. Os concelhos de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta vão ser contemplados com melhoramentos na EN220, entre Moncorvo e a estação de Freixo, onde serão gastos cerca de 3,7 milhões de euros.
Para o município de Mirandela está previsto o avanço das obras de beneficiação da EN315, entre o cruzamento da Bouça e o nó do IP4, numa extensão de 18,5 quilómetros, que vão custar 4,2 milhões de euros.
Já no concelho de Carrazeda de Ansiães vai ver beneficiada a estrada que liga o Tua a Castanheira do Norte. A empreitada, orçada em cerca de 2,9 milhões de euros, deverá ficar concluída até ao final deste ano.
Abertura de propostas para a construção das principais vias da região agendada para os próximos meses
No que toca à Auto-Estrada Transmontana, IP2 e IC5 o MOPT anuncia a abertura de propostas ainda para este mês. Esta é a resposta ao requerimento apresentado, em Outubro passado, pelo deputado social-democrata Adão Silva, que questionou o Governo sobre os investimentos em rodovias previstos para o distrito de Bragança.
O Ministério garante que está em fase de concurso a concessão da A4, que inclui o troço entre Vila Real e Quintanilha (Bragança), entre Amarante e Vila Real, a variante a Bragança e a Ponte e acessos de Quintanilha (que já estão em construção). O acto público de abertura de propostas para os 180 quilómetros de auto-estrada está marcado para o próximo dia 26 de Fevereiro. Trata-se de um investimento de 500 milhões de euros, que estará concluído em 2011.
No que toca à subconcessão do Douro Interior, que integra o IP2 entre Macedo de Cavaleiros (IP4) e Celorico da Beira (IP5) e o IC5, entre o Pópulo (IP4) e Miranda do Douro, também vai entrar em fase de concurso no próximo mês de Março. Estes itinerários, com uma extensão total de 272 quilómetros, representam um investimento de 520 milhões de euros e estarão concluídos em 2011.
Já as variantes à ER 218 Outeiro – Carção e à EN218 Carção-Vimioso ainda se encontram em estudo prévio. O processo remonta a 2004, mas ainda não saiu do papel. Neste momento, o estudo prévio está suspenso e aguarda um parecer do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade. Jornal Nordeste

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Bullying - Acção de Sensibilização

Bullying - Sabe o que é?
Acção de Sensibilização
Professores
1.º Ciclo/2.º Ciclo
Pais
Encarregados de Educação
Nas Escolas do Agrupamento de Vila Flor
De 11 a 15 de Fevereiro de 2008

Bullying é toda a violência não física, todo o tipo de agressão e condutas verbais, desde os simples insultos, a fazer piadas e gozar com a criança, o uso de alcunhas cruéis, ridicularizar, etc.. Bullying é uma forma de pressão social que acarreta, por vezes, traumas muito importantes na vida dos alunos que são sujeitos diariamente a este tipo de maus-tratos.
A escola é um dos contextos em que o Bullying mais se faz sentir uma vez que se encontram num mesmo espaço muitas crianças e que se torna difícil para os adultos vigiarem todos os comportamentos e intervirem atempadamente. (...) É perpetrado, habitualmente, por crianças que têm, por qualquer motivo, mais força ou poder do que a vítima; o agressor acusa a vítima de ser responsável pelo abuso e maltrato a que foi sujeita. A vitima muitas vezes sente-se verdadeiramente responsável pelo que aconteceu, a culpa é dela, por ser feia, gorda, fraca, etc..
Esta forma de violência passa, na maior parte das vezes, despercebida aos olhos dos pais, dos professores e da sociedade em geral. A vítima de bullying pode sofrer este tipo de maltrato durante muito tempo sem que ninguém perceba o que se está a passar. O agressor exerce uma enorme pressão, incutindo medo e ameaçando retaliar para que a vitima se mantenha em silêncio. Muitas vezes, os pais e os professores só notam que se está a passar alguma coisa grave quando observam os efeitos dos danos desta pressão, que se manifestam sob a forma de fobia à escola, baixo rendimento escolar, depressão e doenças psicossomáticas.(...)
O registo de Casos de Bullying é muito elevado. Em Portugal ainda não se presta, infelizmente, muita atenção a este fenómeno. (...)
A auto-estima é a primeira a sofrer danos e, por vezes, em situações muito graves, danos irremediáveis. Os pais e os familiares de uma maneira geral, também devem estar muito atentos a esta realidade, principalmente quando se sabe que a criança tem uma característica qualquer que a torna vítima fácil, nomeadamente, se sofre de obesidade ou se tem uma qualquer dificuldade de expressão, é, por exemplo, gago, tem tiques, é demasiado calado ou demasiado falador, etc., isto é, se de alguma forma a criança foge aos padrões normativos. Sabe-se que muitos dos comportamentos de risco dos adolescentes - absentismo escolar, uso de álcool e drogas, actos suicidários e comportamentos delinquente -, estão relacionados, directa ou indirectamente, com o facto de serem ou terem sido sujeitos a violência e/ou bullying. O bullying implica maus-tratos continuados e repetidos e não deve ser confundido com a agressividade normal na infância e na adolescência e, obviamente implícita nas diferentes brincadeiras.
Tânia Paias e Ana Almeida, Psicólogas Clínica na Psicronos

Daqui e dali... Glória Lopes

«(...) Não estamos ainda num cenário limite e ficcionado do ano 2027 retratado no filme «Os Filhos do Homem» de Alfonso Cuarón, onde a saga gira em torno da urgência em salvar a única grávida do planeta, perante a ameaça de extinção da raça humana devido a problemas de infertilidade. Um cenário de fantasia, inquietante, perturbador e, mais do que tudo, preocupante que devia servir para um momento de reflexão. A frieza certa dos números não deixa grandes margens para dúvidas. No distrito de Bragança número de jovens está a diminuir drasticamente. No país o cenário não é melhor. Entre 1960 e 2001 o número de idosos com mais de 65 anos aumentou 139%, mais do dobro, passaram de 709 mil para 1,7 milhões. Segundo os Census de 2001, entre 1991 e 2001 o concelho de Vimioso perdeu 7,5 famílias, e a dimensão média das famílias desceu de 2,8 para 2,5. Em Mirandela, Mogadouro e Vinhais, a redução da dimensão das famílias foi ainda maior. No mesmo período os decréscimos populacionais em Carrazeda de Ansiães e Macedo de Cavaleiros foram dos mais acentuados, o primeiro perdeu 1600, o segundo 1498.(...) » Glória Lopes

TUA - Muitos idosos e poucos turistas

Vão chegando na alegre algazarra dos adolescentes. E, no entanto, são idosos quase todos, os passageiros que entram na automotora verde acantonada na estação de Mirandela, com destino aprazado para dali a um par de horas e 55 quilómetros, na estação terminal do Tua. Chegarão lá cinco dos 26 viajantes que a máquina carrega... A benevolência extemporânea do clima e o resultado sofrível da selecção nacional de futebol polarizam as conversas por género - mistérios da meteorologia para elas, misérias desportivas para eles. E assim, sem atritos nem atropelos, não tarda que os 24 lugares disponíveis no bólide, uma dúzia alinhada em cada lado, estejam ocupados por autóctones.Forasteiros, apenas quatro dos 24 mil que utilizam a linha por ano, facilmente discerníveis um casal pelo trajo, tão casual que sugere um fato de treino (o dele com Spalding escrito no peito); o outro pelo sotaque, trazido do Funchal nas férias curtas do Carnaval. Soando as 10 horas, a automotora verde, uma das três LRV2000 que a Metro de Mirandela opera - havia outra, mas foi abatida após o acidente de há um ano que vitimou três pessoas -, ronrona os motores na via estreita e parte rumo a uma paisagem única e arrebatadora. E que é já memória...
Ribeirinha´
Uma velha apeia-se com os vagares da idade em Latadas, o primeiro apeadeiro. Ninguém reclama da demora, que a conversa está boa e a paisagem é demasiado urbana para ser interessante. O rio corre do lado direito sem atritos, entre as leiras e a neblina. Após um túnel breve, a grande evasão dá-se em Frechas, onde calha sair Alice Caravelas. A professora liceal, de 30 anos, advoga não só a utilidade da linha - "não tenho carro e é barato (menos 60 cêntimos do que o autocarro para Frechas) -, mas também a vertente lúdica "Já fui algumas vezes até ao Tua e quero repetir na Páscoa, antes que a linha encerre", garante, admitindo que "a barragem talvez supere a receita do turismo", mais pródigo no Verão, embora "no Inverno seja mais atractivo", assinala. "Só que não há muita divulgação", diz. E sai. Leva mais seis passageiros com ela. Após 12 quilómetros e muitas curvas e trepidações, ruminando o verde da paisagem lavrada, a automotora deixa mais seis em Ribeirinhas, estação habitada e limiar da civilização. A meia dúzia é contestatária: "No ano passado, fiz 114 viagens. Estou a viver em Mirandela e tenho aqui as fazendas. Se a linha for fechada, tenho de ir e vir de qualquer maneira", protesta Adelino Trigo, de 77 anos. É socorrido, na defesa da linha, por Acácio Amaral, aposentado da GNR aos 54 anos e viajante incansável: "Desde jovem que uso este transporte. A minha mulher vai uma vez por mês a Penafiel e ao Porto e vamos sempre neste", assegura, dando conta dos malefícios de uma barragem: "Prefiro a linha. Primeiro, a riqueza que existe, os melhores terrenos, fica tudo submerso", afiança, interrogando: "O que é que essas pessoas vão fazer depois? Vão viver de quê? Se já assim vão daqui para fora!".
Dali para fora está quase a partir a automotora, mas eis que surge, caminhando pela via, quatro elementos da Refer. Estão a fazer, explicam, o levantamento do estado da linha, visando a optimização da velocidade para o comboio andar mais depressa". Porque mais vagar é difícil, mas também imprescindível "De Ribeirinha ao Tua, o comboio circula com marcha à vista - nunca a mais de 30 Km/h, permitindo parar após identificar um obstáculo".

Santa Luzia
Munidos do contexto daquele vagar que não amacia a trepidação, os passageiros entregam-se à contemplação da Natureza. É a partir de Abrunhedo que se calam as vozes e abrem-se de espanto os olhos dos iniciados. Impressionam-se com pouco, ainda, os turistas montes penteados pelo aro acolhem vinhas, identificam-se amendoeiras ameaçando florir, salgueiros e choupos, há azenhas desnudas ladeando as águas que afeiçoam o leito xistoso. Chega-se a Abreiro e, após ter saído mais alguma, há permuta de gente - saem quatro, entram duas - sem que se vislumbre para onde irá quem fica, embora haja, logo acima, uma ponte de betão. A estação, esventrada, assinala a civilização com um grafito ridículo gritando impropérios na parede. O rio amodorra-se um pouco, ali, e acolhe, até, um pato no meio de um aluvião. Mas quanto mais penetra a automotora na via, mais o penedo se agiganta e atemoriza, granítico, e estéril. A vontade do homem, porém, engendrou bancadas no dorso da escarpa, e lá plantou oliveiras que enxameiam a encosta, até não lhe ser mais possível combater a pedra, rugosa e bruta. Mortal, aquele declive. E quase em Santa Luzia, o maquinista, ciente da natureza humana, abranda para que o povo veja a mais nova, e macabra, atracção turística o local onde se despenhou, há um ano, uma automotora, matando três pessoas. "Foi aqui", informa. "Ah, louvado seja Deus!", exclama uma mulher, piedosa, tentando fotografar uma nesga de rio lá em baixo. Garantido o postal, benze-se. Em Santa Luzia, percebe-se como a engenharia, por vezes, é perversa: vêem-se as amarrações de acesso, por teleférico, do povo de Amieiro, aldeia pendurada na outra encosta, à estação. Mas não há teleférico.

Estação do Tua
A automotora entra no destino final como um carrossel a linha, sinuosa, afaga os flancos do maciço, a trepidação aterroriza as almas sensíveis que, ainda assim, mantém a vista presa, obstinada, à paisagem em que avulta o voo planado de uma ave de rapina - o único apontamento de suavidade. E, quatro túneis depois, surge o oásis ferroviário da estação do Tua, onde jaz a carcaça de uma automotora vermelha anunciando o destino que espera, talvez, a linha inteira: a podridão. "Acho uma pena, por esta linha, e esta paisagem, que é uma mais valia enorme. Tem é de ser mais divulgada, porque o bilhete não é nada caro", diz o madeirense José Cristiano Branco, professor de Educação Física. A mulher explica a origem da viagem insólita "Vi imagens na televisão pelos piores motivos - o acidente - e, há dias, vimo-las outra vez, a propósito da reabertura da linha. Como disseram que podia fechar, viemos cá antes disso". E, apesar de estar "só de passagem", não deixa de se interrogar: "E se o Douro é Património Mundial, como é possível desprezar esta linha?". Elmano Madail, Leonel de Castro, JN

Carrazeda de Ansiães, 13º Concelho com pior Qualidade de Vida, dispensa benefícios fiscais para os seus munícipes.

As autarquias do Interior são as mais benevolentes com a redução, em 2009, do IRS aos seus munícipes: aproveitando a possibilidade dada pela Lei das Finanças Locais, 42 das 278 câmaras do Continente vão cobrar menos IRS aos cidadãos residentes nos seus concelhos, com reduções que variam entre os 0,5 e os 5 por cento. (...)
Os autarcas que optaram por esta medida, a maioria dos quais à frente de municípios localizados no Interior e no Norte do País, acreditam que o facto de cobrarem menos IRS será uma mais-valia na tentativa de fixar mais população no concelho.

in Correio da Manhã

Tristes realidades!

Daqui e dali... Movimento Cívico pela Linha do Tua

Comunicado

Completa-se hoje um ano sobre uma das mais negras horas da Linha do Tua: a 12 de Fevereiro de 2007, uma fatalidade fez com que a automotora Bruxelas fosse arrastada para as águas do Tua, levando a vida a três pessoas e ferindo outras duas. Foi o segundo acidente mortal em 120 anos de História da Linha do Tua.
Um ano depois a contestação contra a construção de uma barragem na Foz do Tua nunca foi tão grande, nem a incoerência dos intervenientes com poder governativo tão gritante face ao crescente número de entidades que sublinham o seu NÃO a tão grave atentado.

Se por um lado a REFER tem vindo a investir, e prevê ainda mais investimento para o reforço da segurança e condições de exploração da Linha do Tua, a CP vem agora finalmente abrir a Linha do Tua a uma mais ampla exploração turística.
O ICN – Instituto de Conservação da Natureza refere explicitamente que não se deve construir barragens na foz de um rio, a CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional tece críticas a este plano nacional de barragens, o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico refere que o levantamento do Património foi feito apenas no papel, a APPI – Associação Portuguesa do Património Industrial, representante em Portugal do organismo internacional consultor da UNESCO, aponta a destruição da Linha do Tua por uma possível barragem como um dos mais graves atentados ao património português.
A situação actual do Vale e da Linha do Tua é insustentável. De uma forma pouco clara, ilegal, e com uma celeridade nunca antes vista em processos deste tipo em nenhum outro país da União Europeia, aprova-se uma barragem sem referir os seus efeitos nefastos, e atribui-se um direito de preferência de construção à EDP. Defendem do Governo que é em prol das energias renováveis e limpas: todo o pacote de 10 novas barragens contribuirá para nada menos que 1% de redução de emissão de gases de efeito de estufa, e sendo que a retenção de grandes massas de água só vem contribuir para o seu aumento. E isto num país como Portugal, abençoado com vento e sol durante todo o ano; nem os parques eólicos nem os de painéis solares fotovoltaicos acarretam consigo os efeitos negativos das grandes barragens. Refira-se ainda a rápida e dramática erosão da nossa costa, que será agravada com a retenção de inertes a montante nos rios, presos pelas barragens.

Por seu lado, o Ministério do Ambiente gere as suas competências através da lógica do menos mal: Nunes Correia vem a público referir que uma barragem no Tua "não terá um impacto muito expressivo" já que "não estão em causa povoações com centenas de habitantes". Já Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, refere que "os benefícios sociais da construção de uma barragem serão superiores", inaugurando em 150 anos de História dos Caminhos-de-Ferro Portugueses a justificação da destruição de uma via-férrea como de "interesse público".
Perguntamos a estes governantes, pelo singular conteúdo das suas afirmações trazidas a público, se realmente conhecem algum aspecto sobre o que estão a falar, e que deveriam conhecer a fundo.
Ajudamos ainda a senhora Secretária de Estado Ana Paula Vitorino a enumerar os benefícios sociais que certamente queria referir:

· Destruição do último caminho-de-ferro do distrito de Bragança, o pior de todos em níveis de transportes públicos e mobilidade dos seus habitantes. Por conseguinte, acaba com o transporte de milhares de passageiros por ano, repartido pelas crianças em idade escolar e idosos que do comboio dependem para as suas deslocações, e de turistas que todos os anos vêm conhecer o Vale do Tua, vindos do Douro – com a reabertura da Linha do Douro à Espanha, o número de turistas irá aumentar de forma imprecedível, sendo um autêntico motor do turismo e comércio de cidades como Mirandela;

· Destruição de vinha de produção de Vinho do Douro directamente por submersão, e indirectamente por uma área mais vasta com o aumento dos níveis de humidade, calor e gases com efeito de estufa;
· Destruição das Caldas de Carlão e de São Lourenço;
· Criação nula de postos de trabalho. Enquanto durar a construção da barragem, esta será maioritariamente suportada por mão-de-obra que não é local, finda a qual desaparecerão da zona. A conservação e gestão da barragem é feita por uma equipa de técnicos que não são da zona, e em número reduzido, e controlada a partir da Barragem de Bagaúste;
· Serão construídas mais linhas de alta tensão, com todos os problemas de saúde a si associadas;
· Uma vez que as empresas que vão usufruir da construção e exploração da barragem não são sedeadas em nenhum dos concelhos atravessados pelo Tua, os impostos não ficarão na região, sendo que as margens que permanecem para as autarquias não revelam o verdadeiro lucro que se tira das barragens, que não será o da produção de energia, mas o da "venda" da água.

As grandes barragens em Portugal têm dois exemplos claros em situações antagónicas dos grandes "benefícios sociais" que acarretam: em Castelo de Bode as populações foram obrigadas a partir para Lisboa em busca de melhores condições de vida, depois de a barragem lhes ter tirado todo o sustento e qualidade de vida; em Foz Côa elevou-se um património à categoria de Património da Humanidade, e o PIB do concelho foi o único da sua zona a crescer.
O MCLT, no dobrar de um ano sobre uma tragédia, vem por este meio fazer-se ouvir para que se evite uma tragédia ainda maior. Nunca a curiosidade e vontade em se viajar e conhecer a Linha do Tua e o Vale do Tua foram tão grandes, e tanto REFER como CP estão a desenvolver esforços no sentido de capitalizar os seus investimentos neste conjunto singular entre a bravura da Natureza e a dos Homens. Urge desenvolver-se o Nordeste Trasmontano, e sem vias que suportem esse desenvolvimento está-se a condenar uma região já de si explorada à total desertificação. Para esse desenvolvimento se conta com um dos principais negócios do país, o Turismo, para além do qual o tráfego regional de pessoas e bens nunca poderá ser esquecido.
Defendemos o melhoramento das condições de operacionalidade da Linha do Tua, e a sua reabertura a Bragança e conclusão definitiva do seu traçado até à Puebla de Sanábria, onde a Alta Velocidade espanhola vai ter uma estação, no que deverá ser a implementação de uma lógica de rede de transportes integrada e sustentável.
Defendemos também o assumir de uma coragem política em se discutir todo este processo conduzido em bastidores CONTRA o povo e a favor de interesses por demais claros.
A Barragem do Tua NÃO faz falta aos trasmontanos, nem faz falta a Portugal; porque se insiste, e quem insiste na sua construção?

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 12 de Fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Está muito mal!...

Lixeiras a céu aberto numa vasta área em caminho junto da variante (zona industrial) de Carrazeda de Ansiães.

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Día de Reyes

Hace un año descubría con vosotros el Día de Reyes, hasta participé con la escuela en los “bombeiros”, digamos que le di un toque español a la actuación. Fue bonito descubrir otra tradición de tantas que diferencian a ambos países, “otra experiencia más para contar”, pensé…

Un año después me encuentro en el pueblo donde he pasado gran parte de mi vida, aún recuerdo la primera vez que vi a los Reyes Magos, ¡eran idénticos a mis padres! y además se bebieron la leche que había dejado para los camellos… Recuerdo que me escondí debajo de la mesa, ahora me doy cuenta que mis padres me habían engañado muy bien. Los años pasaban y mi noche de reyes se convirtió en noche de fiesta, llegaba a casa de madrugada y sólo me preocupaba de dejar los zapatos a la vista para que mis padres me depositaran algún billete rojo, aquel que representaba dos mil pesetas, pero me tenía que conformar con uno verde (mis pesetas).

Curiosamente, este año he disfrutado con un regalo que, inconscientemente, me han hecho mis amigos. Desperté tarde, secuelas de una noche de reyes, con la melodía del móvil. - ¿te vienes a comer fuera, o no? – me dice mi amigo, - ¡por supuesto! – respondí. Yo pensé que el destino era Badajoz, pero todos los restaurantes estaban llenos, así que cambiaron de rumbo hacia Portugal, concretamente hacia Elvas, una ciudad que queda a unos 30 quilómetros de España.

Passámos a alfândega e eu fiquei muito contente, aquilo foi o meu reencontro com Portugal! Chegámos por volta das quatro horas espanholas. Elvas, como Miranda do Douro, é uma cidade que atrai muitos turistas espanhóis, devido à proximidade com a Espanha. Aquele dia não era feriado em Portugal mas sim na Espanha e isso teve consequências: uma longa espera, o reencontro com velhos amigos, etc. Cada vez estava mais contente do meu Dia de Reis, embora se falasse mais espanhol do que português, a cultura não muda, como a riqueza do café, pelos vistos, só uma realidade em Portugal. Como sempre que visito o vosso país, aproveito para falar e brincar com todo aquele que for de nacionalidade portuguesa, no fim de contas são anedotas que vos posso contar aos leitores deste blog.

Como dizia um amigo, a distância não tem tempo nem idade!
Roberto Moreno Tamurejo
DN

Órgão fronteiriço criado para QREN

Os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa, em parceria com os ajuntamentos espanhóis da área ribeirinha do Douro Internacional, criaram o Douro - Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT).
O novo organismo, com competência jurídica, fica sedeado na vila espanhola de Travanca, por ser o ponto central naquele território ibérico, separado geograficamente apenas pelo rio Douro, região onde há cada vez mais cooperação fronteiriça, à semelhança do que acontece já com a Galiza/Norte de Portugal."Numa altura em que a maioria das autarquias trabalha na concepção de projecto para apresentar ao Quadro de Referencia de Estratégia Nacional (QREN), deixou de ser viável que sejam apresentados por um município ou território individualmente, tornando-se mais eficaz apresentar projecto comuns", diz Morais Machado, da Associação de Municípios do Douro Superior "Os projectos a apresentar têm de ter entrosamento entre as regiões", assinala. Entre os projectos legíveis ficam, a saúde e serviços sociais, ambiente e desenvolvimento sustentável, turismo, agricultura, transportes e desenvolvimento económico, entre outros. Os projectos deverão dar entrada já em Junho. JN

Corporações distritais contra demora longa nas urgências

As corporações de bombeiros do distrito de Bragança mostram-se insatisfeitas com o tempo de espera a que as suas ambulâncias estão sujeitas quando se deslocam para o Centro Hospitalar de Nordeste (CHN). Há ambulâncias que chegam a esperar seis horas e por vezes mais, para regressarem aos quartéis, segundo alguns responsáveis ouvidos pelo JN.As queixas mais frequentes estão relacionadas com o atraso verificado na entrega das macas - equipamento indispensável ao funcionamento das ambulâncias. Outra das queixas diz respeito à espera que os bombeiros estão sujeitos ao transportar doentes que têm de ser submetidos a certos exames complementares de diagnóstico ou consulta de especialidade.Na óptica de alguns comandantes de bombeiros, a situação piorou desde o encerramento de alguns Serviços de Atendimento Permanente (SAP). O tempo de espera aumenta consoante a distância a que fica a corporação de bombeiros das unidades de saúde do CHN. A queixa é maior da parte dos bombeiros do sul do distrito e planalto mirandês. (...)
"Com o encerramento de alguns serviços como é o caso dos SAP ou a maternidade em Mirandela, o Hospital de Bragança está a rebentar pelas costuras, sendo aqui as esperas mais longas, segundo o relato de alguns comandantes dos corpos de bombeiros," argumentou José Campos, secretário técnico da Federação dos Bombeiros do distrito de Bragança. (...) JN

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Da nossa saúde...

Zé Oliveira

Da nossa saúde...

Bastonário da ordem dos Médicos critica encerramento de urgências
O Bastonário da Ordem dos Médicos (OM) hoje reempossado, Pedro Nunes, criticou o encerramento de serviços de urgência e apelou para que a ministra Ana Jorge "tome medidas" para "repôr a confiança dos portuguesas no seu sistema de saúde". Público
Doentes com enfartes e AVC esperam demasiado tempo por exames
Média de espera é de quatro horas
É um retrato ainda em bruto da situação de mais de um terço dos serviços de urgência (SU) hospitalares do país. Mas permite detectar a existência de muitos problemas e de grandes disparidades entre estes serviços cuja missão é tratar doentes que correm risco de vida. Pela primeira vez, o Ministério da Saúde dispõe de indicadores que lhe permitem perceber, quase ao milímetro, como funcionam as urgências. E identificar problemas que necessitam de intervenção imediata.Há indicadores preocupantes, pelo menos à vista desarmada. Público

Ecologistas apontam gravíssimos impactos ambientais

Verdes querem que Governo reabra discussão sobre plano de barragens

O Partido Ecologista “Os Verdes” quer que o Governo reabra a discussão sobre o Plano Nacional de Barragens, concluído pelo Executivo em Dezembro passado. O plano, que envolve a construção de dez novas barragens hidroeléctricas, foi apresentado em Outurbo passado, esteve em consulta pública durante um mês e sofreu algumas alterações posteriores.
Mas foi hoje criticado pelos partidos da oposição na Assembleia da República, num debate de urgência requerido por “Os Verdes”. “Por mais que o Governo tente pintar este programa de barragens de verde, não consegue escamotear os seus gravíssimos impactos ambientais, culturais e patrimoniais, sociais e económicos”, disse a deputada Heloísa Apolónia, de “Os Verdes”.
Heloísa Apolónia apelou ao Governo “para que repondere todo este processo” e “permita o aprofundamento dos estudos e da consulta pública, em nome do desenvolvimento sustentável”.O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, disse que a construção de qualquer barragem tem impactos negativos. Mas afirmou que o plano teve uma forte ponderação ambiental, que afastou 15 localizações, deixando um leque de dez possíveis. “Infelizmente, o país precisa de mais barragens”, disse Humberto Rosa.
O Governo argumenta que as novas barragens são necessárias para produzir electricidade renovável e maximizar o aproveitamento da energia eólica. Público
Colaboração: Mário Carvalho

Da nossa educação...

Antero

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Daqui e dali... Luís Leite Ramos

BARRAGENS

Em Trás-os-Montes e Alto Douro estão localizadas actualmente 9 grandes barragens hidroeléctricas, com uma potência instalada de cerca de 1600 MW (mais de 30% da potência total do país no sector hidráulico), produzindo um valor médio anual de 5970 GWh. A preços de mercado, e numa estimativa grosseira, a energia produzida anualmente valerá qualquer coisa como 539 milhões de euros.
Trata-se de um contributo relevante para a tão propalada autonomia energética nacional e, não menos importante, para a redução das emissões de CO2, indispensável a um desenvolvimento mais sustentável do país e do planeta. Mas qual é o retorno para a região da utilização deste importante recurso local? Pagamos a energia mais barata? Não. Não pagamos. Beneficiamos com a criação, directa ou indirecta, de centenas de empregos? Não. Poucos, muito poucos, são os empregos gerados pela exploração destas barragens. Na região apenas estão alguns funcionários permanentes para "vigiar as máquinas", já que gestores, quadros técnicos e demais colaboradores do grupo empresarial detentor das concessões, a EDP, estão quase todos instalados no Porto e em Lisboa. E até grande parte dos serviços comerciais distribuídos pela região foram encerrando aos poucos, em nome da racionalidade e da eficiência económica. Recebemos uma fatia significativa dos impostos pagos pela EDP oriundos das mais valias geradas na região? Não. Os municípios abrangidos recebem uma renda diminuta (muito inferior aos 2,5% impostos por lei no caso dos parques eólicos) e nada em termos de IRC, uma vez que este imposto é pago no local onde a empresa tem a sua sede social. Em contrapartida, como o valor da energia produzida é contabilizado no PIB municipal, deparamo-nos, em muitos casos, com níveis de riqueza completamente distorcidos.
Nos próximos anos, a região poderá "ganhar" seis novas barragens: Sabor, Tua, Alto Tâmega, Daivões, Gouvães e Padroselos. Caso sejam todas construídas, o aumento do potencial hidroeléctrico será de 793 MW e a produção média anual de energia de 1107 GWh. O investimento global previsto, na construção civil e nos equipamentos, ronda os 985 milhões de Euros. O que ganhará a região com estes investimentos? Alguns milhares de empregos? Com toda a certeza, durante a fase da construção. Nas obras públicas, no comércio local, no alojamento e na restauração. E depois da construção, sobrará alguma coisa? Nada. Como é visível nos concelhos onde já existem barragens. Encherão os municípios os seus cofres com a cobrança de novas rendas e impostos? Não creio, muito embora alguns deles vejam nas receitas futuras uma solução para aliviar o aperto financeiro em que se encontram. Mas dificilmente estas receitas permitirão resolver o principal problema com que se defrontam: a criação e fixação de riqueza e de emprego. E sem os quais não será possível estancar a sangria demográfica que os atormenta.

Não sou contra a construção das barragens, muito embora compreenda e subscreva parte dos argumentos daqueles que se opõem à construção de algumas delas em nome da defesa do património natural e histórico, como é o caso do Sabor e do Tua. Mas sou contra está "lógica extractiva" dos recursos da região, e de todo o Interior, sem contrapartidas efectivas para o seu desenvolvimento social e económico. O que está em causa é sobretudo a forma como o País e o seu Estado encaram o problema. Porque razão é que uma parte das mais valias geradas não há-de ser reinvestida nessas regiões? Porque razão é que a atribuição das concessões não há-de incentivar e premiar as empresas que se comprometam a instalar actividades, serviços e competências geradoras de emprego duradouro e qualificado nos municípios onde vão operar? E porque razão é que o Estado não promove o desenvolvimento de um cluster energético em Trás-os-Montes e Alto Douro (como o fez, e bem, em Viana do Castelo), apoiando, por exemplo, a instalação de iniciativas empresariais e de um centro de investigação e desenvolvimento? Perguntas que merecem resposta e sobretudo acção se queremos construir um País mais justo, coeso e desenvolvido como tanto se apregoa.
Luis Leite Ramos, in JN
Colaboração : Mário Carvalho

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Novo blog a visitar!

Rio Tua
Partilha e discussão sobre o Rio e o seu ambiente natural e humano

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Otília Lage - lançamento de livro


Lançamento do livro Correspondência(S): Mécia/Jorge de Sena,de Otília Lage, no dia 8 de Fevereiro, às 21h30, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca - Câmara Municipal de Matosinhos

Doutora Maria Otília Pereira Lage. Natural de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, 58 anos. C urriculum Vitae

Nascimento em ambulância sem acompanhamento

Uma grávida de Carrazeda de Ansiães foi enviada para o Hospital de Vila Real, a 50 quilómetros, já em trabalho de parto e apenas com o condutor da ambulância. Centro de Saúde admite erro de avaliação por parte do médico.

O Centro de Saúde de Carrazeda de Ansiães chamou pelas 4h30 a ambulância para transportar a grávida já em fim de tempo ao Hospital de Vila Real, que fica a cerca de uma hora de distância.
Na ambulância seguia apenas o condutor, a grávida e uma vizinha. De acordo com os bombeiros a mulher já se queixava de fortes. Percorridos 30 quilómetros, ocorreu o parto.
O Centro de Saúde, que admitiu ter havido erro de avaliação, assegurou que está a investigar o caso mas que já foram tomadas medidas para prevenir situações futuras.
O responsável do Centro revelou que o procedimento estabelecido em situação de trabalho de parto é o acompanhamento da grávida por um enfermeiro ou por um médico. Admitiu ainda que deveria ter sido o próprio Centro de Saúde a chamar a Viatura Médica de Emergência e Reanimação para vir ao encontro da ambulância. SIC

"Enterro" do Entrudo em Carrazeda de Ansiães

À Descoberta de Carrazeda de Ansiães
Texto e fotos de Aníbal Gonçalves (clicar na imagem para abrir)

Daqui e dali... Aníbal Gonçalves

Este pequeno pedaço de natureza é o Rio Tua logo por cima da ponte na Brunheda. Vemos a estação do comboio e um pequeno troço da linha.Está quase certo que vão afogar o rio e a linha. Os autarcas que temos estão preocupados em fazer um bom negócio! "Vendem" a linha do comboio, vendem o rio, vendem a alma, só não sei a troco de quê. Chalaças de desenvolvimento estou farto de ouvir. Estamos tão longe que até o desenvolvimento não descobriu como cá chegar! Agora alguns políticos inteligentes, descobriram que temos que ser solidários com o país. Quando é que a EDP começa a ser solidária?

Fotos e texto: Aníbal Gonçalves - À Descoberta de Carrazeda de Ansiães
DN

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Plano português sobre energias renováveis gera interesse e curiosidade em Inglaterra

Uma equipa da televisão inglesa BBC 2 deslocou-se no passado domingo à foz do rio Tua para efectuar uma reportagem sobre a futura barragem, incluída num trabalho mais amplo a pretexto das metas do Governo português para o uso das energias renováveis nos próximos anos. Em 2007, Portugal comprometeu-se com novas metas para as energias renováveis até 2010, subindo de 39 para 45 por cento a comparticipação da energia eléctrica verde e de 5,75 para 10 por cento nos biocombustíveis. Os novos objectivos, pela sua ambição, têm suscitado interesse e curiosidade em Inglaterra; e, segundo um dos elementos da equipa da BBC, a reportagem que estão a fazer pretende responder a várias perguntas: "Por que razão as metas apresentadas pelos portugueses para o uso de energias renováveis são substancialmente superiores às dos ingleses (10por cento) e à grande maioria dos países da União Europeia (a meta em Espanha é de 29,4 por cento)? Os objectivos são ou não exequíveis? O que é que os outros países podem extrair de positivo deste plano? Existem pressões de organizações e entidades na execução dos projectos, ou, pelo contrário, tem havido aceitação e compreensão das populações? Os aspectos ambientais vão ser respeitados?"
A barragem do Tua

A reportagem - que pode ser vista na BBC NEWS, dentro de três a quatro semanas - aborda o novo Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, o projecto da produção de energia das ondas na costa minhota e o aproveitamento da energia solar no Alentejo. A escolha da futura barragem do Tua para este trabalho tem a ver com a controvérsia que a sua construção tem gerado e da oposição que grupos ambientalistas têm expressado, tanto em Portugal como junto de estâncias europeias. (Ainda ontem, cerca de três dezenas de canoístas de todo o país concentraram-se no Tua para protestar contra a construção da barragem no rio transmontano, noticiou a agência Lusa). Um dos aspectos que os jornalistas britânicos, compararam entre a realidade inglesa e a portuguesa, foi a rapidez do processo. Este tipo de empreendimentos no Reino Unido costuma merecer uma ampla e minuciosa discussão pública e a morosidade deste tipo de projectos é à partida assumida e aceite por todas as partes envolvidas. João Branco, da Quercus de Vila Real, ouvido na reportagem, reiterou a "esperança do cancelamento da construção da barragem". Sobre a eventual contradição dos ambientalistas, que defendem a construção de mini-hídricas para a produção de energia, Branco considerou "completamente errado considerar este empreendimento hidráulico como uma pequena barragem", uma vez que "o paredão terá mais de 100 metros de altura, inundará mais de 1000 hectares de terrenos, alguns agrícolas, como vinhas e olivais, e condena ao encerramento uma via ferroviária única na Europa". Público
Colaboração: Mário Carvalho

Daqui e dali... Carlos Fernandes

Carnaval em Carrazeda.

"A Tradição já não é o que era antes".

Era uso neste dia efectuar-se o Cortejo Carnavalesco bem como o Concurso de Mascaras. No entanto, nada disto aconteceu este ano. Para salvar a tradição, a Associação de Zíngaros de Carrazeda, em conjunto com alguns jovens da Escola Profissional Ansiães, com muita chama, cor e alegria conseguiram contornar a situação.
Depois de uma longa sessão de rufar de bombos e tarólas, acompanhados do manobrar das chamas vindas das acrobacias dos jovens alunos, seguiu-se a "Leitura da Sentença ao Pai da Fartura", na Praça do Município, onde a destreza e coragem deu azo à imaginação do autor das censuras.
Satirizas ao Governo, aos responsáveis do projecto de requalificação das artérias desta vila, passando pelos maus resultados do Clube…, nem mesmo a ASAE foi poupada.
Os Festejos terminaram com uma sessão de fogo de artifício que começou por volta das 22 horas e 40 minutos, junto ao Largo da Feira, - local alternativo para dizer o "Adeus ao Pai da Fartura de 2008"
Está de parabéns a Associação de Zíngaros de Carrazeda, não esquecendo a excelente prestação, um pouco demorada, é um facto, dos alunos da "Profissional", que trouxe muita "chama" e cor a este evento. É de louvar e enobrecer este trabalho.
Em Carrazeda ainda se fazem coisas BELAS.

Carlos Fernandes

O Carnaval da folia engenheirística

Rodrigo

"HelpPhone" para idosos de Mogadouro

A câmara de Mogadouro vai disponibilzar aos idosos carenciados e mais isolados do concelho um sistema de alerta denominado por “HelpPhone”. Trata-se de uma pulseira que permite aos idosos accionarem uma central que pode desencadeia uma ajuda, em caso de necessidade.RBA

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

A MARCA JLM

marca indelevelmente a agenda política de Carrazeda. Além de diagnosticar os ‹‹males›› (o Tempo o dirá se não serão ‹‹bens››) que hão-de vir — a morte e a ressurreição do concelho, integrado noutro maior, a construção do Centro Cívico à escala e imagem da roupa branca da vizinha Vila-Flor — e eu até nem des_
gosto do edifício, quando se deveria (também em seu entender) apostar antes na ocupação do Centro Rural e na dinamização da Biblioteca, assim como na salvação pelo Turismo, com desportos mais radicalmente adaptados às novas realidades da barragem em Foz-Tua, (fica célebre o seu projecto de arquitectura com paredão e cúpula de vidro dedicado a S. Lourenço), Nossa Senhora da Ribeira,
ainda nos deita no sofá de Freud e pela fala nos cura desses tabus e re_
calcados!

Vitorino Almeida Ventura

Sabotagem na linha

A empresa do Metro de Mirandela está a investigar uma eventual tentativa de sabotagem na linha do Tua, na semana que antecedeu a reabertura do troço entre as estações de Brunheda e do Tua – que encerrou a 12 de Fevereiro do ano passado, na sequência do fatídico acidente que causou três vítimas mortais.
Ao que o CM apurou, foram colocados na via, em dias diferentes, parafusos com cerca de 20 centímetros e que, segundo os especialistas, podiam provocar o descarrilamento da automotora.Os parafusos, que servem para prender os carris às travessas, terão sido colocados durante a noite, precisamente no espaço de ligação entre os diversos segmentos metálicos que formam a linha. Correio da Manhã

Daqui e dali... Aníbal Gonçalves

Desfile de Carnaval em Vila Flor
Realizou-se no dia 1 de Fevereiro mais um desfile de Carnaval que juntou todos os alunos de 1.º e 2.ºCiclos e crianças do pré-escolar do concelho. A organização do cortejo esteve a cargo da Câmara Municipal, Agrupamento Vertical de Escolas e Santa Casa da Misericórdia. A par da alegria já tradicional neste tipo de eventos, destaca-se o colorido e a variedade de vestimentas, principalmente dos mais pequenos. Havia de tudo, pinguins, anões, brancas de neve, mas principalmente cenouras, laranjas e toda a espécie de frutos e legumes. Traziam também panelas, tachos e colheres, com que pensavam cozinhar os cestos de verdadeiros produtos alimentares que transportavam. O tema do desfile, para os alunos do Agrupamento de Escolas, era a alimentação e actividade física. Não admira, portanto, que quase todos os grupos ilustrassem aspectos relacionados com a alimentação e outros, desportos como o futebol ou o ciclismo.
Também os Gigantones de Valtorno emprestaram alguma animação inclusive sonora, com os seus gigantes desfilando, animando uns, assustando outros. No final do desfile, à frente da câmara, queimou-se o Entrudo para espanto de alguns dos mais pequenos. Depois de comerem uma sandes e beberem um sumo, cada um regressou à sua terra, para uns dias de pausa lectiva, que marca o meio do no escolar.

Fotos e texto: Aníbal Gonçalves - Mais fotos em À Descoberta de Vila Flor

Canoístas no Tua contra barragem

Cerca de três dezenas de canoístas de todo o país concentraram-se ontem no Tua para divulgar o potencial do rio transmontano para a prática da canoagem em águas bravas e protestar contra a construção de uma barragem. "Pretendemos alertar para a importância que este rio tem na política do Turismo desta região", explicou Leonel Castro, da organização. O rio Tua é "dos poucos rios em Portugal que permite a prática de Águas Bravas durante todo o ano, sendo uma excelente oportunidade de negócio para as empresas de descidas em rafting que ainda não está explorada", acrescentou. O grupo fez a descida entre Brunheda e a foz do Tua, zona conhecida como "garganta do Tua" e, segundo Leonel Castro, "um dos percursos mais espectaculares do país".
"O Tua oferece um serviço fantástico o comboio", disse. O comboio da Linha do Tua, "além de proporcionar paisagens fantásticas, facilita-nos a logística, uma vez que nos permite deslocar da foz até Brunheda", acrescentou. "Este percurso tem sido um dos eleitos dos canoístas estrangeiros", frisou, referindo que é frequente a passagem por aquele local de canoístas irlandeses, russos, espanhóis, suíços, franceses e noruegueses. Leonel Castro apela, por isso, às autoridades para "repensarem" a questão da construção da barragem na zona. JN

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Zé Pinóquio

Tá quase lá. Mais umas mentirinhas e arranja depressa os 150 000 postos de trabalho prometidos. Desculpe lá Sr. Eng., mas qualquer semelhança com o pinóquio é pura coincidência, tá bem?
lpveloso - intertoon

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Liga lança "Linha Cancro" a 4 de Fevereiro

No Dia Mundial Contra o Cancro, que se assinala hoje, o responsável referiu ainda a decisão de alargar o horário de atendimento da "Linha Cancro", ao incluir o período da manhã.
O número 808 255 255 funcionará todos os dias úteis entre as 09:00 e as 22:00 horas.
A linha telefónica destina-se a "esclarecer questões relacionadas com diagnóstico, tratamento e direitos legais das pessoas com cancro" e ainda a servir para a recolha de informações sobre prevenção e rastreio.

Vila Flor é o primeiro concelho a servir de cenário na telenovela da TVI

Mirandela, Macedo de Cavaleiros (Azibo e Vale Pradinhos), Carrazeda de Ansiães, Alfândega da Fé (Estalagem Senhora das Neves) e Torre de Moncorvo serão os cenários de boa parte das cenas da nova telenovela da TVI que deverá ir para o ar em Março e terá 220 episódios. Mas o primeiro local de filmagens na região foi Vilas Flor, onde as gravações de "A Outra" - nome provisório dado à telenovela - criou um grande impacto.
Para além da procura por figurantes, os vila florenses foram surpreendidos por caras bem conhecidas dos ecrãs das televisões. E ter ali tão perto um actor conhecido, é algo que levou à mudança da rotina de muita gente. Em especial de jovens, que no dia da visita do Jornal Terra Quente ao local das gravações - em pleno centro histórico da vila - assistiam atentos às várias cenas gravadas.
A telenovela será filmada em outros locais (decors) da zona de Lisboa, e mesmo Moçambique. Mas na região da Terra Quente mais Torre de Moncorvo, as autarquias vão disponibilizar a logística necessária às filmagens e acomodação de actores e equipa de filmagens. A título de exemplo, enquanto gravaram na semana de 15 a 18 de Janeiro os actores pernoitaram no Hotel D. Dinis, comeram numa habitação pertencente à Câmara de Vila Flor, a comida confeccionada por uma funcionária da autarquia. Um funcionário camarário destacado para ir buscar e levar alguns actores ao Porto entra também na telenovela como... motorista.
As gravações vão decorrer na região em média uma semana por mês e quando as cenas transmontanas começarem a ser vistas por milhares de portugueses espera-se o natural retorno económico, um pouco como aconteceu com os Açores, depois da rodagem de "Ilha dos Amores". Os cerca de seis meses de gravação de "A Outra" garantem desde já um maior volume de negócio para cafés, restaurantes e unidades de alojamento, com a estada das equipas de filmagem e actores.
A família principal do enredo da nova telenovela da noite da TVI será de Vila Flor. E o patriarca dessa família vai ser desempenhado por João Perry. Do elenco da história criada pelo também transmontano Tozé Martinho fazem ainda parte Rita Pereira, Diogo Amaral, Margarida Vila-Nova, Andreia Dinis, Isaac Alfaiate, Sónia Brazão, Filomena Cautela e Maria João Luís. Para além destes, será ainda possível ver Nuno Homem de Sá e Joaquim Nicolau, entrevistados pelo Jornal Terra Quente.

Carnaval - Carrazeda de Ansiães

Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Região tem novo mapa turístico

A Região de Turismo do Nordeste Transmontano apresentou um novo mapa turístico da região onde a natureza é o principal trunfo desta promoção turística. Frases como "A natureza convida" ou "Para descansar o Nordeste Transmontano é o seu destino" estão explícitas nos novos materiais promocionais que estão ser distribuídos pelos operadores turísticos nacionais e estrangeiros. JN
DN

Linha do Tua: "Os Verdes" querem estender ao Tua classificação do Douro Património da Humanidade


O partido ecologista "Os Verdes" defendeu hoje o alargamento da classificação do Douro Património da Humanidade ao Vale do Tua para proteger esta zona da barragem que ameaça destruir uma das vias férreas estreitas mais belas do mundo.
Uma comitiva do partido quis assinalar simbolicamente a reabertura da linha, que esteve parcialmente encerrada durante quase um ano, depois do acidente de 12 de Fevereiro em que morreram três pessoas.
A linha foi oficialmente reaberta em toda a extensão de cerca de 60 quilómetros segunda-feira, dia 28, e um deputado e uma dirigente dos "Verdes" viajaram hoje do Tua até Mirandela, no início de uma deslocação de dois dias a Trás-os-Montes.
A dirigente do partido, Manuela Cunha, disse à Lusa que com esta viagem, "os Verdes" querem mostrar que a linha do Tua pode ser "mais do que uma porta, um portão aberto para Trás-os-Montes".
"Esta linha tem de facto muito potencial, nomeadamente turístico", observou o deputado ecologista José Miguel Gonçalves, que fez esta viagem pela primeira vez.
O parlamentar vai intervir no debate pedido pelos "Verdes" e agendado para sexta-feira na Assembleia da República, sobre o Plano Nacional de Barragens, em que se inclui a de Foz Tua, no Nordeste Transmontano. O deputado realça que o partido decidiu dedicar a esta temática o agendamento potestativo a que tem direito por ano.
Para além da iniciativa parlamentar, os "Verdes" apresentaram já uma queixa à UNESCO contra as consequências que a barragem de Foz Tua terá na envolvência do Douro Património das Humidade.
O deputado José Miguel Gonçalves adiantou ainda que o partido está empenhado na defesa da integração do vale do Tua na área classificada, por forma a proteger esta zona. "A classificação do Douro Património da Humanidade entrou para dentro do Vale do rio Corgo e isso não aconteceu no Tua que tem todas as características para ser também classificado", afirmou. A comitiva visitará, sábado, a feira do fumeiro de Vinhais, o certame que promove há 28 anos um dos produtos mais emblemáticos do Nordeste Transmontano.Para "os Verdes", a linha do Tua pode ser a porta de entrada para este e outros eventos da região, sobretudo se tiver uma melhor articulação coma linha do Douro e esta fizer a ligação a Espanha. Público
Colaboração: Mário Carvalho

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O jogo da metamorfose ministerial


Debate urgente - Assembleia da República

O MCLT solicita a todos aqueles que se preocupam com o Vale e a Linha do Tua que assistam, no dia 8 de Fevereiro, ao debate de urgência sobre o PNBEPH (Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico). Aproveitamos para relembrar que nenhuma das cotas contempladas no estudo da Barragem de Foz-Tua é compatível com a continuidade da Linha do Tua, sendo por isso da maior importância que todos os que puderem, compareçam nesse dia na Assembleia da República

Carnaval 2008 - Mirandela