quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Missiva
«Eu, Génio, me confesso a Vós, Senhor de Selores:
Caro amigo (permita que o trate assim):
Não sabe a angústia e o desespero em que tenho andado. Olho à minha volta e só vejo o deserto. Tenho meninas, é certo, mas não tenho sucessor.
Sinto-me velho e só os mal intencionados (ou ingénuos) é que podem pensar que eu passo a vida em determinadas brincadeiras. As meninas só servem para alegrar os corredores da burocracia. Para mais nada. Para que mais haviam de servir para mim?
Tenho qualquer dia que deixar o lugar que ocupo e, olhando à minha volta, só o consigo vislumbrar a si como meu sucessor. Sabe quanto me doeu esta conclusão. Mas, sempre que repetia o exercício de olhar, só o via a si.
Sei que tivemos dissenções, quezílias, arrufos.
Mas ainda existe muito de válido e profundo a ligar-nos: - as mesmas origens rurais, a mesma juventude passada no amanho das terras, os mesmos modos, e, sobretudo, as infindáveis conversas (discussões?) que tivemos os dois.
Depois de aceitar no meu íntimo a ideia de o escolher a si como meu sucessor (o que muito me custou, como deve calcular), não vai dizer-me que não.
É muito mais novo que eu e espero que diga que aceita. Sabe que me submeterei ao seu (igual ao meu) feitio truculento. Serei, nessa altura, um seu súbdito fiel e submisso e que nunca mas nunca o atraiçoará.
Aguardo ansiosamente resposta sua na volta do correio.
Não lhe telefonei porque tive medo de nos zangarmos só de ouvirmos a voz um do outro.
Responda, p. f..


Assinatura ilegível»



P.S. - Este texto deve ser entendido como uma piada e não como uma sátira.
João Lopes de Matos

Daqui e dali... Hugo Lopes


«Aqui te envio algumas fotos da zona envolvente das piscinas Municipais Descobertas.
Foi mau demais quando no passado dia 7 (Domingo) do corrente mês me desloquei até à referida área com uns familiares que estão na zona do Porto e eis que me deparo com este panorama... Acho que consegues imaginar a vergonha porque passei... Ainda me tentei desculpar que talvez tivessem sido excessos de Sábado,... mas a verdade é que volvidos 6 dias me voltei a deslocar à zona para fazer um pouco de desporto e lá estava tudo como o encontrei anteriormente...
Não sei se é falta de civismo de algumas pessoas, se será inoperância dos funcionários responsáveis pela limpeza e preservação da zona... Não tive tempo de compor as fotos, mas achei que tas devia enviar para tu fazeres delas o que mais te interessar..."foi um belo Postal que os meus familiares levaram da terra"»

Hugo Lopes

DN

100 anos de Escutismo

Cerca de 250 escuteiros participaram, anteontem, na cerimónia de Abertura do Ano Escutista, que decorreu na Praia Fluvial da Ribeira (Macedo de Cavaleiros).
Esta foi a segunda vez que a Junta Regional de Bragança do Corpo Nacional de Escutas (CNE) organizou um encontro para assinalar o arranque das actividades, numa jornada que valeu pelo convívio entre os seguidores do movimento criado por Baden Powell (B-P).P).
Vinhais, Sendim, Carrazeda de Ansiães, Bragança, Vila Flor, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros e Mirandela foram alguns dos grupos participantes, sendo de destacar a presença de alguns dirigentes fundadores do CNE no distrito de Bragança, nomeadamente Zeferino Bastos (Carrazeda de Ansiães), Bárbara Gomes (Vinhais) e Hernâni Portugal (Bragança). Jornal Nordeste

terça-feira, 16 de outubro de 2007

BTT - À Descoberta de Ansiães

Domingo, 11 de Novembro de 2007
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães



Metade do distrito sem verbas

Metade dos concelhos do distrito de Bragança não têm verbas atribuídas no plano de investimentos do Estado, o que para alguns autarcas "é irrelevante, como o próprio PIDDAC. Acabem com isso, o PIDDAC não serve para nada", defenderam, à Lusa, os presidentes das câmaras de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, o socialista Artur Pimentel e o social-democrata Eugénio de Castro. Estes concelhos, e mais quatro dos 12 do distrito de Bragança, não têm um cêntimo no PIDDAC para 2008. Vila Flor está nesta situação pelo segundo ano consecutivo, mas o autarca local (PS) diz que "nem por isso deixa de ter obra. Já no ano passado não tinha verbas no PIDDAC e Vila Flor tem três obras financiadas pelo Estado", disse, referindo-se à remodelação do centro de saúde, por um milhão de euros, a conservação de 11 quilómetros de uma estrada e um campo de futebol. O da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro (PSD), dá o exemplo que considera "caricato", o do centro de saúde daquele concelho. Durante anos o centro de saúde teve "largas dezenas de milhares de contos em PIDDAC e que foi feito justamente quando só lá tinha uns 20 mil euros atribuídos. Esta é uma prova prática da relevância do PIDDAC", afirmou o autarca. Por isso, sustentou, "este documento do Orçamento de Estado não faz nenhum sentido e não se justifica".
Os dois autarcas transmontanos sustentam que há programas alternativos para obras de maior relevância e frisam, pela sua experiência de anos frente às autarquias, que "constar do PIDDAC não é sinónimo de concretização. O PIDDAC é só uma arma de arremesso político", diz o socialista Artur Pimentel.
O distrito de Bragança é contemplado no PIDDAC regionalizado do Orçamento de Estado para 2008 com pouco mais de 45 milhões de euros, com metade dos concelhos a não terem qualquer verba atribuída. JN

Seis concelhos do distrito de Bragança ficaram fora do PIDDAC. Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Vinhais e Vila Flor não tiveram qualquer verba inscrita no plano de investimentos. Brigantia

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

O que se disse...

«A câmara não tem possibilidade de baixar (o IMI) e a minha convicção é que não deveria baixar»
.

Eugénio Castro, Presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães in Brigantia

Ver também:
Carrazeda de Ansiães reduz IMI

Agricultores valorizam terrenos para a barragem

Um grupo composto por cerca de 30 proprietários agrícolas da freguesia do Felgar, concelho de Torre de Moncorvo, criou um núcleo para salvaguardar os seus direitos enquanto donos dos terrenos que vão ficar submersos quando a albufeira da barragem do Baixo Sabor começar a encher.
A futura albufeira abrange quatro concelhos, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros, estimando-se que a reserva de água se estenda por cerca de 50 quilómetros. JN

Autarcas querem contrapartidas

Apesar de ser a favor da construção da barragem, o autarca de Carrazeda de Ansiães defende que sejam criadas algumas contrapartidas: "Desde logo condições de navegabilidade no Tua, com ligação ao Douro, e, depois, condições de acessibilidade, que substituam com vantagens a linha férrea", adianta. Também José Silvano admite que poderia mudar de "posição", se fosse garantida a navegabilidade até Mirandela e a ligação ao Douro. "Aí, sim, poderíamos retirar vantagens do turismo que já está associado ao Douro", argumenta. Público

Construção de Barragem impede manutenção do comboio no Tua

Com a decisão do Governo de avançar para a construção de uma barragem no rio Tua, parece estar definitivamente encerrada a discussão sobre a viabilidade e futuro da linha férrea, estrutura que tem sido utilizada pelo metro de Mirandela, numa extensão de 54 quilómetros. Grande parte desse troço ficará submerso pela albufeira, apesar de ainda não se saber qual a sua cota máxima. É esta a principal razão evocada pelo presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, para se manifestar contra o empreendimento. "Sou contra porque ainda não foi apresentada nenhuma medida de impacto positivo regional", afirma, numa altura em que praticamente se encontra isolado neste protesto. A barragem vai afectar também os concelhos de Murça, Alijó, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor. Com excepção de Silvano, os restantes autarcas são favoráveis à obra, apesar de a sua construção implicar a submersão de uma linha férrea que ainda atrai cerca de 20 mil visitantes por ano. O vale do Tua é de extrema beleza, a linha está cravada ao longo de abruptas ravinas, que nalguns pontos chegam a ter mais de 200 metros de altura. A locomotiva parece por vezes suspensa sobre o rio. Eugénio de Castro, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, que sempre foi favorável à construção da barragem, reconhece a beleza ímpar do local, mas não hesita em fazer uma opção: "Se não for possível compatibilizar as duas coisas, temos de defender um empreendimento que tem interesse nacional e vai contribuir para o aumento de produção de energia no país", sustenta.
Termas com atraso
A decisão de avançar com o empreendimento eléctrico veio atrasar, pelo menos em dois anos, o projecto de exploração das termas de São Lourenço, neste concelho. "A barragem veio atrasar os nossos planos mas acreditamos que as próprias termas vão sair a ganhar", refere, idealizando já o potencial aproveitamento turístico que pode advir da subida do leito do rio: "Desportos náuticos, desportos radicais, turismo de montanha", exemplifica. José Silvano não partilha desta visão. "Quem conhece aquelas escarpas sabe que é impossível criar acessos à albufeira e muito menos criar hotéis ou campos de golfe", insiste.

Já a posição da autarquia de Vila Flor é "negociável", adianta Fernando Barros, vice-presidente deste município. Na óptica deste autarca os municípios abrangidos pela barragem e a empresa que ganhar o concurso de construção e exploração devem constituir uma empresa para onde deve ser canalizada parte da facturação do empreendimento: "E essas verbas devem ser aplicadas no desenvolvimento da região", defende. Público

sábado, 13 de outubro de 2007

lpveloso - intertoon

Lia pede ajuda em Bragança

É este sábado que se procede ao segundo rastreio para encontrar um dador de medúla óssea compativel com a Lia Rodrigues. Esta jovem sofre de leucemia e está internada no Hospital de São João no Porto. A Lia tem 19 anos e é estudante de Medicina. RBA

Câmara abdica dos cinco por cento do IRS para fixar pessoas e atrair investimento

A Câmara de Ponte de Lima decidiu abdicar dos cinco por cento a que tem direito no IRS dos sujeitos passivos, para estimular a fixação de pessoas e tornar o concelho mais atractivo.
De acordo com a nova Lei das Finanças Locais, até ao fim do ano os municípios podem decidir se prescindem da participação variável do Imposto sobre Rendimentos Singulares (IRS), que pode ir até aos cinco por cento.“Este é um investimento que fazemos nas pessoas e pelas pessoas”, acrescentou Daniel Campelo, sublinhando que se trata de mais um passo para tornar o concelho mais atractivo quer para viver, quer para investir. “A discriminação positiva a nível fiscal constitui a principal via para evitar a desertificação do interior”, frisou. PJ

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Amanhã - Espaço Solidariedade

Campanha de recolha de sangue
13 de Outubro - Sábado
Bombeiros Voluntários de Bragança
Para ajudar uma jovem de 19 anos, estudante, que tem leucemia e que precisa da ajuda de todos.

Rastreio à tuberculose começa segunda-feira

Está agendado para segunda-feira o início de um rastreio de tuberculose na Escola Básica 2, 3 e Secundária de Alijó. O alvo são alunos, professores e auxiliares que ficaram de fora no primeiro rastreio realizado em finais de Setembro, na sequência da identificação de cinco alunos e uma professora com aquela doença, desde Março deste ano. Eduardo Pinto in JN

Oito postos da GNR podem fechar em Bragança e Vila Real

Cinco postos da GNR podem vir a encerrar até ao final do ano no distrito de Bragança e três em Vila Real. Argozelo, Morais, Rebordelo, Sendim e Torre Dona Chama, no distrito de Bragança, são os postos que constam da proposta de reorganização do dispositivo territorial da GNR. No distrito de Vila Real estão em causa os postos de Cerva, Lebução e Pinhão. Brigantia

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Salvador Dali, no Palácio do Freixo


Fui ver da colecção Clot — os desenhos, esculturas e quadros... de Salvador Dali, no palácio do Freixo, ao Porto. Numa fila interminável para a bilheteira,
pus-me a pensar o que fazia acorrer tanta gente ao local — como já acontecera com Paula Rego (no Museu Serralves, que bateu todos os recordes de visitas, pelo belo horrível de um corpo excessivo, tão disforme!... Oh, das mulheres com pernas abertas ao padre Amaro, onanista...). E coloquei-me as hipóteses mais bizarras:
— O facto de Dali haver um, iconoclasta proeminente, que poderia concorrer ao Concurso de Bigodes, patente no cartaz?
— O puro snobismo?
— Um erótico olhar sobre golfinhos e _ dragões das esculturas?
— A linguagem do inconsciente que fala em tantos dos seus desenhos, através de fantasmas e associações livres?
— De sua influência sobre a moda e a publicidade?
— Ou o rapto de Gala (mais do que) ao movimento sobrerrealista?
— Ou o escândalo permanente que fez a sua fortuna pessoal e o tornou para esse mesmo movimento um Avida Dollars, em anagrama?
— Seja... Que exibicionismo de seu traço tão particular, fora dos cânones da (também nossa pobre) época, tão prenhe de enlatados, e que nos devolve ao espelho o paradigma perdido da liberdade de expressão e da experimentação?
— Seja... Na sua expressão extravagante para 150 litografias da Bíblia sagrada, com epígrafes da tradição — até há bem pouco, apostólica romana —, em latim?
— Já agora: os seus trabalhos gráficos de ilustração a Padres Nossos, em várias línguas, pelo simbolismo da figura do Pai?
— Finalmente: o facto de haver filas e filas para, e as pessoas ali se sentirem confortáveis?

Assinale com um xis as hipóteses mais prováveis, para si.

vitorino almeida ventura

DN

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Perguntas:










  1. Queremos ou não que o concelho de Carrazeda persista como autarquia autónoma?
  2. Será isso viável?
  3. Isso depende de quê?
  4. Do aumento da população?
  5. Da riqueza produzida?
  6. Das duas coisas?
  7. O desenvolvimento e o aumento da população dependem da criação de postos de trabalho ou da subida da natalidade?
  8. A iniciativa e o dinamismo dos residentes é necessário à solução dos problemas?
  9. Poderão a Câmara e o Governo, sozinhos, fazer tudo para que haja desenvolvimento?
  10. Os imigrantes ajudariam a resolver o problema do aumento da população?
  11. Não será o envelhecimento dos habitantes impeditivo do avançar do concelho?
  12. Haverá gente nova suficiente para dar novo dinamismo ao concelho?
  13. Será necessária a participação activa dos residentes nos vários domínios: - social, educacional, religioso, desportivo, etc. - para que as soluções possam ter mais consistência?
  14. Serão necessários muitos investimentos de grandes capitalistas do concelho, do restante país ou até do estrangeiro?

João Lopes de Matos

Criado “menu” de azeites transmontanos

A Rota do Azeite de Trás-os-Montes já tem a sua Carta de Azeites que estará disponível em todos os aderentes dos 15 municípios que fazem parte deste projecto. Com esta Carta de Azeites pretende-se dar a conhecer o mundo do Azeite Transmontano, um produto certificado com Denominação de Origem Protegida. Brigantia

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Daqui e dali... Alexandre Quinteiro

A Ascenção, a Queda e o Tamanho M
Não, não vou fazer uma análise política às recentes eleições internas do PSD. Podia fazê-lo, mas não quero.

Depois de manter esta janela aberta horas a fio, encontrei um bom tema para deixar "escorrer" a "tinta": "Não ter tema". Exactamente.

Escrever é uma actividade que deriva dos primóridos da Humanidade e que, hoje, nos é ensinada desde tenra idade. E ainda bem.

Gosto bastante de escrever, sabe-me bem, seja num teclado ou na areia molhada, com um lápis mal afiado ou com as letras da sopa, adoro escrever, e foi essa uma das razões pelas quais criei este blog: a necessidade de escrever. Mas quando escrevo gosto de ter um motivo para o fazer (hoje é excepção), um bom tema que me permita ser acutilante ou simplesmente divagar...


Há vários dias que não tenho tema. É frustrante abrir o Blogger e fechá-lo de novo sem ter escrito o que quer que seja, ou escrever um parágrafo e apagá-lo pois este não nos leva a outro local que não um sombrio beco sem saída.

ESTOU OFICIALMENTE SEM TEMA. COM INSPIRAÇÃO MAS SEM TEMA!!!

Até um dia.
(espero que amanhã)

"O tempo corre, não anda, ele é quem manda."

P.S.: O título é uma semana mais antigo que o texto. Era o titulo de um dos tais parágrafos inconclusivos, mas como me pareceu bonito decidi mantê-lo.

Alexandre Quinteiro in Silêncio é o Barulho Baixinho

Máquinas substituem o homem na vindima

Na Região Demarcada do Douro as máquinas estão a substituir, aos poucos, o trabalho do homem, trocando o corte das uvas pelas mãos humanas por uma gigantesca máquina de vindimar que faz o trabalho de 70 vindimadores. A Barrere é uma máquina de grandes dimensões, alugada pela Real Companhia Velha (RCV) a uma empresa francesa, que pelo segundo ano consecutivo está a vindimar na Quinta Casal da Granja, no planalto de Alijó, mesmo no coração da região duriense. JN

Maçã Bravo: Esmolfe espera oportunidade para conquistar mercados internacionais

A maçã de Bravo Esmolfe é portuguesa e única no mundo, deve o seu nome à aldeia de Esmolfe, Penalva do Castelo, mas a sua produção actual, apenas seis mil toneladas/ano, certificadas, impede a conquista dos mercados internacionais. PJ

O que se disse...

«... a administração interfere nas decisões editoriais da informação na RTP. E “passa recados” do poder político.»
José Rodrigues dos Santos in Público

Daqui e dali... Teresa Nascimento

Sobre a Tuberculose
A Tuberculose é uma doença cujo agente etiológico é o Mycobacterium Tuberculosis (isolado em Março de 1882 por Robert Koch) que se transmite, essencialmente, por via inalatória, o que faz do aparelho respiratório o local de eleição para o seu desenvolvimento, embora possa atingir qualquer orgão.

Quais os sintomas da tuberculose?
-Tosse persistente (+3 semanas);
-Expectoração purulenta (ás vezes com sangue);
-Febre especialmente à noite;
-Suores nocturnos, mesmo quando está frio;
-Perda de apetite e peso;
-Cansaço;
-Dor no peito ou nas costas.

Como se transmite a TB?
Quando uma pessoa com tuberculose pulmonar espirra, tosse ou expectora, os bacilos espalham-se pelo ar sendo depois inalados por outras pessoas, principalmente se partilham o mesmo espaço (salas de convívio, quartos, escritórios…).

Como pode o doente com TB prevenir o contágio?
Fazendo o tratamento correcto da tuberculose vai impedir o contágio aos familiares e comunidade.

O doente deverá também:
-Tapar a boca e nariz quando tossir ou espirrar;
-Não tossir directamente para a cara de outras pessoas;
-Não expectorar (escarrar) para o chão.

Mas o que importa mesmo reter é que a tuberculose é uma doença que se CURA, e eliminar, de uma vez por todas, os preconceitos em relação a esta doença e às pessoas por ela infectadas.
(Espero ter sido mais ou menos sucinta...)

Teresa Nascimento

Douro Jazz - S. João da Pesqueira - hoje

Com um inspirado bandolim a liderar um trio de artistas virtuosos e espontâneos, este é um espectáculo instrumental singular na mistura de ritmos brasileiros como o chorinho, o samba, o baião e o forró, envolvidos por uma sonoridade jazz.
10 de Outubro - 21.30 horas
S. João da Pesqueira
Para ouvir carregue aqui
e aqui.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Low Budget Research Kitchen
ou A nova Vida de Frank Zappa


No Palácio de Cristal, deliciei com o melhor concerto a que assisti este ano. Fechava um ciclo azul/jazzístico em que também passaram Maria João e o Sextexto de Mário Barreiros. Era a vez da Low Budget Research Kitchen
[palavra-mala, cuja tradução, separada, dá: a) Baixo Orçamento... De uma peça de orquestra, Music for violin and low budget orchestra, encomendada a Zappa, ele-mesmo, que houve de ser recomposta porque a editora Warner Bros não concordou com a gravação do original que o compositor desejou incluir em Läther, projecto musical de 4 Lps; tal facto gerou um conflito com a Warner, o qual levou à criação da própria editora de Zappa, sendo a peça editada pela vez 1ª, em 1970; b) Cozinha de Pesquisa, essa, fazia o nome civil do estúdio caseiro do compositor], cujo laboratório aquele grupo re_
toma pesquisa ao Porto, como outras bandas pela Europa/América, ao rigoroso exclusivo de o recriar por novas leituras — residindo nessa liberdade, dentro do espírito da obra, a continuidade da ‹‹dangerous kitchen›› — de Frank Zappa... Um dos compositores maiores do século XX, avesso a escolas e academismos e movimentos artísticos, que eu devorei tanto na minha adolescência quanto à idade adulta
— tudo, até bootlegs autorizadas pela família —
o qual cruzou com uma originalidade inigualável a música contemporânea, o jazz, o country, o rock..., para um guião que nós imaginamos, contaminando os géneros, implodindo _ seu som de uma poética virgem, no sentido de que nunca antes ouvi, claramente ouvido(s), um compositor de rara intervenção a (fazer) entoar, ironicamente, gospels com versículos anti-religiosos ou a um capitalismo selvagem, épicos country onde o sonho americano se revisitava numa série de Apanhados, tudo lhe servindo para agitar (politicamente ­­— se o político se faz tendencialmente total) a todas _ _ consciências... Esperimentando mesmo à boca de personagens do 'bel-canto' libretos de escárnio e mal-dizer que poderiam ser tidos como musa para Manuel João Vieira dos Ena Pá 2000, esse Quim Barreiros do rock! Mas,
nem tanto casamento de (in)conveniência, por aqui. A Low Budget Research Kitchen é um octeto (apenas) instrumental, sem perda, no entanto, do referencial mínimo do mestre. Cada concerto — um evento de humores musicais... a folhear comics! Soube do que deram em Paredes de Coura, por um momento fixado no you tube ou no my space... A nova vida de Frank Zappa, tão divertida como se fosse a sua própria banda, cozinhada à moda destes músicos do Porto. Com nomes adoptivos do universo zappiano — para lá do alienígena mongol Kubilai Khan — que vão dos mafiosos históricos a que remete, em meu imaginário, o do proto-padrinho Carbone, aos da série Soprano, como aos da sua própria banda, Mothers of Invention,
assim Dexter Greenberg e Jonhy Egar Zim, assim os dos latinos Frankie Figueroa e do meu amigo, grande pianista inter pares, Lou Serdozza — o Luís Serdoura, que comigo privou em U Nu. Como eu gosto quando os meus amigos sobem aos céus... E sei que Frank Zappa, se acordasse daí, também gostaria de _ _ escutar!

vitorino almeida ventura

post scriptum 1: Esqueci de referir que foi com o baterista e líder do grupo, Tó Torres, melhor: Tony Carbone, que tive a minha primeira experiência de garagem.

post scriptum 2: O melhor elogio que se lhes pode fazer é que a plateia (até certo momento) julga que são mesmo americanos! — Músicos portugueses a tocar assim?! Claro que isso diz (tam)bém o quanto somos provincianos... neste país.

Cuidados continuados em Freixo com muita procura

A primeira unidade de cuidados continuados do distrito de Bragança já tem o primeiro piso esgotado, dois meses depois de ter sido inaugurada. Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta é um sinal de que “foi um investimento muito necessário” acrescentando que “neste momento já temos o primeiro piso completamente esgotado e tem vindo utentes do Porto e um pouco de todo o lado” refere José Santos.
O novo serviço veio trazer uma melhoria na qualidade de vida a doentes de Freixo de Espada à Cinta e outras localidades que continuam a precisar de cuidados de saúde após a saída do hospital. RBA

O que se disse...

«A Região Norte não é vaca que aguente por mais tempo amamentar 5 Governos Civis, 86 Municípios e 2026 Freguesias!»
Carlos Lage - Presidente da CCDR-N in JN

Tuberculose em escola de Alijó

Quatro alunos da escola EB 2/3 de Alijó, no distrito de Vila Real, estão internados com tuberculose. As quatro crianças são de turmas diferentes e todas as pessoas que estiveram em contacto com elas já foram sujeitos a rastreio.
O delegado de saúde local admite a existência de um surto de tuberculose, mas não exclui a possibilidade de o foco da doença poder estar fora da escola. Correio da Manhã

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A aula de Educação do professor Cavaco

Expresso

Obras na ponte do Sabor para construir barragem

Já começaram as obras na velha ponte do Sabor, junto a Moncorvo, para que a travessia resista à construção da barragem que vai edificada a poucos quilómetros de distância. O trânsito de pesados para a construção da albufeira, a montante, e de um contra-embalse, a jusante. vai passar muito pela ponte. RBA

Castelos do distrito de Bragança vão integrar a Rota Transmontana dos Castelos

Todos os castelos e fortalezas do distrito de Bragança vão integrar a Rota Transmontana dos Castelos. Um instrumento de promoção turística que está a ser dinamizado pela Associação Portuguesa Amigos dos Castelos juntamente com as autarquias. A iniciativa foi anunciada durante as comemorações em Bragança do Dia Nacional dos Castelos, no passado sábado.
O objectivo desta rota é fazer com que os turistas, ao visitar um dos monumentos, conheçam todos os castelos da região despertando-lhe o interesse em visitá-los, como explica Jorge Novo, o presidente da Junta de freguesia de Santa Maria, um dos dinamizadores na iniciativa: “Se o castelo de Outeiro estivesse em rede com os outros castelos, quem viesse a Bragança saberia que existia um castelo em outeiro, e então teriam mais um motivo para ficarem no nosso concelho e irem conhecer o castelo de Outeiro”.
O autarca fala ainda de algumas actividades que podem complementar esta rota: “Seria interessante em redor desta rota haver um curso de verão para discutir a recuperação do património existente nos castelos e nas fortalezas, seria interessante fazer cursos de aguarela para as pessoas pintarem os castelos”.
Esta rota será articulada entre câmaras municipais, juntas de freguesia, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos que já estão a trabalhar na implementação, embora ainda não haja previsão de quando vai estar concluído o trabalho.
A distribuição de folhetos informativos em todos os castelos, a criação de um site específico para esta rota e a realização de um documentário são algumas das medidas que vão ser implementadas para aproveitar este potencial turístico da região. Brigantia

Barragem vai afogar linha do Tua

Desperdício: 500 mil euros em obras

O Governo ainda não sabe do que são capazes os transmontanos zangados, mas vai sabê-lo em breve”. A afirmação, de um popular de Mirandela, de 60 anos, retrata o sentimento da esmagadora maioria da população dos cinco concelhos – Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó – onde vão chegar as águas da futura barragem de Foz Tua, uma albufeira que deixará submersos cerca de 30 quilómetros de uma das mais belas linhas ferroviárias de montanha de toda a Europa.
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A primeira questão prende-se com o facto de estarem já a decorrer obras de reparação da linha no local onde ocorreu o acidente de Fevereiro. As obras estão orçadas em 500 mil euros e, a ser respeitado o calendário do Plano Nacional de Barragens apresentado há dias, devem ser inutilizadas dentro de sete ou oito anos.
Se a linha é para acabar, então para que diabo estão a gastar esses milhões em obras? Que tenham coragem e inutilizem já o troço entre o Tua e o Cachão e implementem sistemas de transportes alternativos”, disse o sexagenário, assegurando que, “quando os sinos tocarem a rebate, os protestos vão ser violentos”.
Para já, aponta o dedo aos políticos, que “dão o dito por não dito”, por causa “dos milhões que lhes foram prometidos se a barragem avançar sem problemas”.
Acusações que não atingem o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano. O autarca diz que não consegue compreender a decisão do Governo e promete “luta feroz” contra o projecto.
O Estado deve estar rico”, disse o autarca ao CM, lembrando que a decisão de submergir a linha surge depois de o Governo gastar “cerca de 2,5 milhões de euros na segurança da linha e 500 mil nas obras consequentes do acidente”.
Realça ainda que “a anulação da linha representa o fim da única ligação ferroviária de Trás- -os-Montes ao Litoral e uma machadada violenta no turismo da região”. Daí que também os agentes turísticos se mostrem contra a barragem.
O que esta gente não vê é que barragens há em todo o lado e linhas de via estreita com esta beleza são raríssimas. As poucas que existem na Europa estão a ser preservadas e potenciadas”, disse o dono de uma agência de viagens de Mirandela.
TROÇO REABRE ESTE MÊS
O troço entre o Tua e o Cachão, encerrado na sequência do acidente, deve reabrir à circulação no próximo dia 15. Para já não se sabe se algum governante estará presente na cerimónia que possibilitará, novamente, a viagem de comboio da estação do Tua, na Linha do Douro, até à cidade de Mirandela. Se a barragem for efectivamente construída, deixará submersos cerca de 30 quilómetros de linha e as estações e apeadeiros de Tralhariz, Santa Luzia, S. Lourenço, Brunheda, Codeçais, Abreiro, Ribeirinha e Vilarinho.
Estamos convictos de que se o senhor primeiro-ministro fizer esta viagem, ordenará, de imediato, que a barragem de Foz Tua seja riscada do tal plano nacional”, disse ao CM o autarca de Mirandela, José Silvano.
REGIÃO VAI PERDER 20 MIL TURISTAS
A Linha do Tua, segundo os dados das autarquias e das regiões de turismo, serve cerca de 20 mil turistas por ano, um importante investimento para a região de Trás-os-Montes, sobre Mirandela, cidade onde a linha termina desde 1987 – antes seguia até Miranda do Douro. Se no Inverno o pequeno comboio, tipo metro de superfície, chega a fazer viagens com quatro ou cinco pessoas, a verdade é que no Verão os dois vagões sobem e descem à pinha de gente. Trata-se, dizem os especialistas, de um segmento com enormes potencialidades que o nosso país não tem explorado como devia. A Linha do Tua foi uma das mais notáveis obras de engenharia do início do século XX e percorre um vale de rara beleza, por entre vinhas e encostas inóspitas.

domingo, 7 de outubro de 2007

sábado, 6 de outubro de 2007

Futebol - Carrazeda de Ansiães

Associação de Futebol de Bragança
Divisão de Honra – 2.ª Jornada
Carrazeda Ansiães-Águia.
Jogo às 15h00.
Domingo - 7 de Outubro

Saúde portuguesa em estado crítico

Longas listas de espera, risco de infecções, erros na prescrição e na administração de fármacos, serviços caros e pouco eficientes e má qualidade da comida oferecida aos pacientes são os principais sintomas de que a prestação de cuidados de saúde em Portugal está doente…

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


Mirandeses pagam menos IRS

A partir de Janeiro de 2008 os mirandeses vão pagar menos IRS. A assembleia municipal de Miranda do Douro aprovou por unanimidade uma proposta que visa abdicar de parte das verbas de IRS que o Governo vai transferir para os municípios. Dos cinco por cento que a câmara tem direito, a instituição renuncia de dois por cento a favor dos munícipes. Brigantia

Governo anuncia 10 novas barragens

O ministro da Economia apresentou ontem as localizações para 10 novas barragens, para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até 7.000 megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70 por cento da capacidade do país. O plano nacional de barragens com elevado potencial hidroeléctrico aponta como localizações Padroselos, Vidago, Daivões, Gouvães, Fridão, Foz-Tua, Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol. PJ
A China e os Jogos Olímpicos

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Daqui e dali... José António

Trio Pat Silva (Ao vivo em Cª. de Ansiães)

Amigos, peço desculpa pela demora mas "o tempo não o dá Deus de graça".
Como prometido é devido,podem agora ouvir o tema com que o trio Pat Silva abriu o concerto em Cª. de Ansiães, espero que gostem.

O que se disse...

Foi dos maiores choques da minha vida ver que aquela matéria causava um profundo mal-estar, era como um corpo estranho no corpo ético do PS. Apesar de algumas dificuldades que antevia, não contava com uma atitude de absoluta incompreensão para a natureza real do fenómeno da corrupção”.
João Cravinho in Público

Afinal... enganei-me!

«...com tristeza, já se ouvem apostas sobre a não reabertura atempada das piscinas municipais de água aquecida no fim da presente época balnear:
- uns dizem que vai ser por não haver água;
- outros dizem que vai aparecer uma conveniente avaria técnica de última hora;
- outros ainda (mais pessimistas) dizem que não volta a abrir por falta de dinheiro.
Numa coisa todos estão de acordo: das piscinas mencionadas, as de Carrazeda de Ansiães vão ser das últimas a reabrir.
Eu não penso assim. Penso que, para compensar o encerramento prematuro e, quanto a mim, injustificado que a semana passada se verificou, estas vão ser as primeiras a abrir. Haja optimismo!
RuiCMartins»
Em 15 de Junho de 2007 - "Quentes e frias"

Afinal, enganei-me e meu optimismo era injustificado.
Ganharam os que apostaram na avaria técnica de última hora!...

“Amanhã posso ser eu”

Várias pessoas, com idades compreendidas entre os 18 e 45 anos, passaram, no passado sábado, pelo quartel dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, respondendo ao apelo lançado por uma jovem de 19 anos que sofre de leucemia e necessita de um transplante de medula óssea. Ao que foi possível apurar, houve pessoas de fora do concelho, inclusive da vizinha Espanha, que se deslocaram a Mogadouro na esperança de poderem ajudar a jovem. Jornal Nordeste
.
Campanha de recolha de sangue
13 de Outubro - Sábado
Bombeiros Voluntários de Bragança

Criado painel de provadores de azeite

O painel de provadores de azeite de Trás-os-Montes deverá ser constituído em Julho próximo e preencher uma lacuna que os olivicultores ainda enfrentam no reconhecimento da qualidade do produto. A formação já está a decorrer em Mirandela, fruto da parceria entre a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) e a Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente (DESTEQUE). JN

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Douro Jazz - S. João da Pesqueira - hoje

(bossa nova)
3 de Outubro - 21.30 horas
S. João da Pesqueira
Segundo classificado no Jazz Guitar Competition do Festival de Montreux (2007)

Daqui e dali... José António

“Cantar a (outra) Terra”

A associação de Município Portugueses do Vinho em parceria com a Câmara Municipal de Carrazeda, promoveram um concurso de composição e interpretação de canções em português para o festival da canção (nível nacional) “Cantar a Terra” com a temática “vinha, vinha e mundo rural”.

Seguindo os pontos de regulamento:

Os autores, compositores e intérpretes devem, obrigatoriamente, ter a idade mínima de 15 anos completados até 31 de Dezembro.

As canções devem ter letra e música que nunca tenham sido comercialmente editadas, publicadas ou interpretadas em público.

Cada canção não pode exceder os três minutos e trinta segundos (3’30”) e deve ter a duração mínima de dois minutos e trinta segundos (2’30”).

As interpretações vocais podem ser individuais ou em grupo.

O acompanhamento musical e/ou vocal é da responsabilidade dos concorrentes.

A constituição do júri é da responsabilidade do Município e da sua decisão não cabe recurso ou reclamação.

O júri apurará a canção apurada para as provas regionais.

... foi entregue apenas uma musica, e segundo o Município de Carrazeda “já não vai haver concurso”. Assim partilhamos com os leitores/colaboradores deste blog a musica “A culpa é do Povo”, que, é quase certo, vai a concurso por outro Município que não o de Carrazeda.

Espero que gostem!... Clique Aqui Para Ouvir

Carrazeda de Ansiães reduz IMI

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai baixar a taxa do IMI – o Imposto Municipal sobre Imóveis. Até agora era o concelho do distrito de Bragança com a taxa mais elevada, 0,8% para prédios urbanos, descendo agora um ponto percentual.
Desde que foi implementado o IMI, a Câmara de Carrazeda praticou sempre a taxa máxima e acaba agora por descer o imposto sem ter possibilidades para o fazer. “A câmara não tem possibilidade de baixar e a minha convicção é que não deveria baixar” afirma o presidente do município.
Eugénio de Castro acrescenta que “esta era a maior fonte de receita do concelho” mas acabou por ser “sensível” ao problema, acabando por reduzi-lo. Apesar de não ter possibilidades de baixar o IMI em Carrazeda, a Câmara acabou por reduzir o imposto para 0,7 por cento. Brigantia
lpveloso - intertoon

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Câmara de Carrazeda ultrapassa limites do endividamento

O Governo notificou esta semana as 22 câmaras que ultrapassaram em 2006 os limites do endividamento. As autarquias arriscam agora um corte de transferências.
As contas são do Governo e constam de um projecto de despacho, a que o SOL teve acesso, que prevê a penalização dos incumpridores, através do corte de transferências do Orçamento deste ano para aqueles municípios.
Logo a seguir à autarquia de Gaia, encontra-se a de Lisboa – que em 2006 era governada por Carmona Rodrigues -, a da Nazaré e de Santarém (ver tabela abaixo).
O Governo notificou os presidentes destas câmaras na passada terça-feira, lembrando-lhes que são as regras do Orçamento do Estado para 2006 que prevêem um corte de transferências em caso de violação dos limites do endividamento.
As 22 câmaras têm agora dez dias, a contar desde terça-feira, para contestar ou confirmar aqueles valores. Caso se confirmem, as câmaras começarão a ser penalizadas através das verbas que recebem todos os meses do Orçamento.
«Após o apuramento do endividamento líquido municipal relativo a 2006, foram notificados os municípios que ultrapassaram o limite estipulado no artigo 33.º da Lei do Orçamento do Estado para 2006, para se pronunciarem prestando os esclarecimentos tidos por convenientes relativamente ao excesso verificado», lê-se no projecto de despacho.
«A manutenção da retenção será reapreciada no 1.º semestre de 2008, após análise da evolução do endividamento municipal verificado em 2007», acrescenta o mesmo documento.
O SOL sabe ainda que este grupo de câmaras não é definitivo. Ou seja, podem vir a ser incluídas aqui outras, cujos cálculos ainda não estão encerrados.

Excesso de endividamento municipal em 2006 (valores em milhares de euros)
Vila Nova de Gaia ---------- 11 930
Lisboa --------------------- 10 044
Nazaré ---------------------- 5 326
Santarém ------------------- 3 807
Fornos de Algodres ----------3 064
Santa Comba Dão ----------- 2 167
Torres Novas --------------- 2 137
Carrazeda de Ansiães ----- 1 728
São Pedro do Sul ------------ 1 562
Guarda --------------------- 1 448
Mangualde ------------------ 1 443
Ansião ---------------------- 1 270
Lourinhã -------------------- 1 265
Castelo de Paiva ------------- 1 082
Vouzela ----------------------- 741
Mondim de Basto ------------- 496
Macedo de Cavaleiros --------- 483
Trancoso --------------------- 425
Vila Nova de Poiares ---------- 278
Vila Franca do Campo --------- 160
Penamacor -------------------- 135
Ourique ----------------------- 104
(versão actualizada) Semanário Sol

Postes de luz mal colocados provocam acidentes

As obras de modernização das ruas comerciais de Carrazeda de Ansiães têm dado muito que falar. E não pelas melhores razões. Se é certo que toda a gente concorda com elas, porque dão outra dignidade à vila, também não o é menos que há erros crassos que urge corrigir. Exemplo a localização dos postes de iluminação pública.
Pois dos 94 postes colocados, 14 já foram danificados e alguns mesmo partidos e tombados. E ainda a procissão vai no adro. Ora, o que inicialmente parecia tratar-se de obra de vândalos avessos a tudo o que é novo, surge agora aos olhos de todos como uma consequência de um projecto em que a estética é inimiga da funcionalidade. As obras privilegiaram o peão, alargando os passeios, e deixaram a faixa de rodagem suficiente para a passagem de veículos ligeiros. Acontece que os postes de iluminação estão no topo do passeio. Uma pequena distracção do condutor, um encostar ao lancil para se desviar de uma manobra de carga-descarga, e, inevitavelmente, o retrovisor esbarra no poste.
"Deviam tê-los deixado mais recuados", protesta José Pereira, que já deu por si a desviar, por uma unha negra, o retrovisor direito de um poste na rua Luís de Camões. "Toda a gente vê que estando à beirinha da estrada é mais fácil bater", acentua. "Estão bons é para partir espelhos", critica Manuel de Almeida, enquanto que Hugo Lopes reparte as culpas pelo "projecto e pela falta de civismo de algumas pessoas". Um defeito humano visível, sobretudo nos "mecos" colocados para impedir o estacionamento de viaturas, alguns deles já arrancados.
O presidente da Câmara Municipal, Eugénio de Castro, diz que o problema não está na obra executada, mas sim no seu projecto que "está errado". Como os erros não foram antecipadamente localizados no papel, é preciso agora "procurar soluções que evitem os estragos permanentes que têm vindo a acontecer e que, provavelmente, vão continuar".
Uma das soluções poderá passar por fazer recuar todos os postes de iluminação para dentro do passeio, nomeadamente "alinhando-os com os 'mecos' que impedem o estacionamento". A Câmara espera agora pelo orçamento da alteração para iniciar a obra.
Entretanto, um grupo de comerciantes enviou um abaixo-assinado à Assembleia Municipal de Carrazeda em que protesta contra o reduzido número de lugares de estacionamento e também contra a falta de zonas específicas para cargas e descargas. Alegam que complica as tarefas, sobretudo, às casas comerciais que lidam com artigos mais pesados. Eduardo Pinto in JN

Barragem do Tua incluída no Plano Nacional de Barragens

Cada vez há menos dúvidas de que a barragem do Tua é mesmo para avançar. O ministro da Economia anunciou ontem à noite que o Plano Nacional de Barragens identifica a construção de 10 novas infra-estruturas nos rios Tua, Tâmega, Vouga, Mondego e Tejo, um investimento total de mais de mil e cem milhões de euros. Brigantia

Postes de iluminação obrigam a reparar rua em obras

Ainda as obras de modernização das ruas comerciais de Carrazeda de Ansiães não terminaram e já há reparações para fazer. É que dos 94 postes de iluminação colocados, 14 já foram danificados e, alguns deles, mesmo tombados.
O problema parece residir no facto dos postes estarem no topo dos passeios o que facilita o acidente. Basta um pequeno descuido e o espelho retrovisor do carro acaba por bater no poste. Outros dificultam as manobras nos cruzamentos a viaturas de maior porte e também levantam problemas na hora de estacionar.
O problema foi levantado na última Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães. “Alguns já estão derrubados e outros tocados pelos automóveis porque na posição em que estão, os estacionamentos não são fáceis de executar”, refere Júlio Samorinha, deputado socialista.
O presidente da Câmara Municipal de Carrazeda, Eugénio de Castro, admite que “a concepção da obra não foi má” e por isso “estamos à procura de soluções para tentar evitar prejuízos”. A solução que, para já, ganha mais consistência será a de fazer recuar os postes de iluminação para o interior dos passeios, alinhando-os com os “mecos” que impossibilitam o estacionamento.

Desta forma, vai gastar-se mais dinheiro, numa obra que vem dar mais dignidade às ruas comerciais de Carrazeda, mas que antes de concluída, já apresenta defeitos.
Entretanto, um grupo de comerciantes enviou à Assembleia Municipal de Carrazeda um abaixo-assinado, protestando contra o reduzido número de lugares de estacionamento e também contra a falta de zonas específicas para cargas e descargas, o que complica as tarefas, sobretudo, às casas comerciais que lidam com artigos mais pesados. Brigantia

Ver também: E vai mais um!...

E ainda: Está Mal...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Festa das Sopas e Merendas

Organização: Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta

"Não se tem um filho por causa do dinheiro"

«Maria da Graça Marques, de 34 anos, é à primeira impressão uma mãe extremosa de três filhos, por causa dos quais recebeu um subsídio de 7500 euros. Há onze anos, mudou-se do Porto para a vila de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, a terra do marido. Em 2005, engravidou do terceiro filho, ainda sem saber que poderia receber aquele subsídio, no âmbito do programa de incentivos à natalidade do município. "Já estava grávida de quatro meses quando tive conhecimento disso. Já que tinha direito, fui à câmara perguntar, mas primeiro até pensei que fosse mentira", explica Maria, sorridente.
Em casa, rodeada pelos três filhos e marido, esta mãe considera que o montante atribuído foi uma "valiosa ajuda", que em muito contribuiu para pagar a creche da filha de quatro anos, os materiais escolares do filho mais velho, de 13 anos, e ainda alguns bens essenciais nos primeiros meses de vida do mais pequeno, agora com 16 meses. Contudo, Maria não acredita que estes apoios sejam decisivos para uma família optar por ter ou não o terceiro filho. "Mesmo dividindo os 7500 euros por vários meses, o dinheiro acaba e não garante a educação de uma criança", desabafa.» in Público

Daqui e dali... mARK

O (Des)Concerto desconcertante

Se o assunto não fosse demasiado sério para estar com ironias, o título deste “post” até podia ser o refrão do tema de apresentação do próximo álbum dos CLÃ, que dita algo como: “Tem cuidado tira a teima, vê aquilo que sou…”.
Tudo a propósito dos contornos peculiares que envolveram o nosso último concerto em Carrazeda de Ansiães, e que, entre outras coisas, tiveram o condão de nos induzir em erro, “obrigando-nos” a colocar em causa o bom-nome de outrem: os CLÃ.
Sobre o tema e a polémica que se gerou em torno deste concerto, e como provavelmente, alguém deve ter pensado que jamais todo este episódio ganhasse as dimensões que ganhou, devo começar por dizer, que ao longo da minha existência, procurei sempre defender aquilo em que acredito com unhas e dentes, e por isso não sou pessoa de deixar que outros falem por mim. Não sou pessoa de calar as minhas ideias nem de abdicar dos princípios por que me oriento, seja a nível pessoal, social ou profissional. Também não tenho por hábito esconder-me atrás do anonimato. A avaliar pelos comentários de alguns “Anónimos” que fui lendo em alguns sítios da nossa “Blogosfera”, talvez fosse bem mais confortável adoptar essa postura.
O “Anónimo” tem sempre opinião formada sobre tudo, dá lições de princípios a todos, critica A, B ou C e depois sai de mansinho, deixando apenas o rasto do anonimato. Esquecendo-se apenas de ter a idoneidade e a probidade de assinar e assumir a sua identidade.
Mas eu não sou assim. Prefiro ser eu próprio.
Prefiro dar a cara, em qualquer lugar, em quaisquer circunstâncias, perante seja quem for.
Por outro lado, não me posso esquecer que sou humano, o que por si só, é suficiente para concluir que não sou perfeito. Longe disso.
Tenho muitos defeitos e terei algumas virtudes como qualquer pessoa, mas não tenho duas caras.
Por isso, ao aperceber-me do erro no qual havia sido induzido - e que me levou a culpabilizar os CLÃ, pelo facto de subitamente termos sido desapossados do palco principal - nada mais me restava, senão aguardar pacientemente que a banda entrasse no recinto da Feira e fizesse o seu Sound-Check, para falar pessoalmente com os próprios CLÃ. Aí tive a oportunidade de lhes dirigir um pedido de desculpas, não só em meu nome pessoal e de toda a banda, como em nome de todos aqueles, que induzidos no nosso erro, teceram ou fossem levados a tecer algum comentário, que de certa forma, pudesse colocar em causa a reputação dos CLÃ.
E a verdade, é que apesar de ambas as partes estarem naturalmente aborrecidas com toda a situação que se criou, devo dizer que foi uma conversa educada, recta e de uma lisura assinalável. A Manuela Azevedo entendeu a nossa indignação, e nós percebemos a sua revolta.
Como pessoas adultas que somos, o “litígio” que nos opunha, ficou logo ali sanado e o pedido desculpas que havia sido aceite, acabou por ser selado com a entrega de um disco nosso.
Era o mínimo que podíamos fazer, e fizemo-lo com toda a humildade e hombridade. Sem qualquer laivo de hipocrisia.
Entre outras coisas interessantes de que tomamos conhecimento, essa conversa ficou marcada por uma informação do próprio “Road-Manager” da banda, que nos transmitiu que a organização do evento em nenhum momento lhes pediu ou informou, de que haveria outra banda a tocar no palco principal, caso contrário, os CLÃ não teriam levantado qualquer entrave, e teriam acedido ao pedido, tal como já haviam feito noutras ocasiões. ***
Naturalmente que esta informação, me levou a repensar que se fosse hoje, jamais teria feito qualquer tipo de comentário sobre o assunto, sem antes ter confirmado junto do próprio “Management” dos CLÃ, toda a história.
No entanto, penso que é preciso referir um aspecto relevante. Todos os contornos que rodearam o nosso concerto, não foram negociados na rua, na casa do vizinho ou no café da esquina.
Desde Março de 2007, altura em que nos foi endereçado o convite, todos os contactos que me foram dirigidos, foram sempre feitos por profissionais da organização da feira, seja por telefone, seja dentro das instalações da própria Câmara Municipal.
Pelo que, nunca me passou pela cabeça, que as pessoas que me pediram o nosso disco e com as quais estive reunido, não pertencessem ao Staff Técnico dos CLÃ – ao contrário da informação que me haviam transmitido na altura - mas sim a uma empresa de agenciamento qualquer, responsável por trazer os CLÃ a Carrazeda de Ansiães e nada mais.
Segundo o esclarecimento agora prestado pela organização, apesar da intenção, em nos colocar a tocar no palco principal, pertencer à organização da Feira, terão sido esses dois senhores, os inventores da ideia de que os CLÃ desejavam exclusividade de palco, originando toda a confusão e gorando assim as expectativas criadas em torno desse intento. No entanto, face a esta nova realidade, se esses senhores nada tinham a ver com os CLÃ, continuo sem perceber porque me solicitaram eles uma reunião na qual me pedem o nosso disco e o Rider Técnico?…
Ou, qual a razão, pela qual me pediram autorização para apresentar a nossa banda aos CLÃ, como tendo a sua sede em Carrazeda de Ansiães, em vez do Porto? - Porque supostamente os CLÃ demonstrariam outra abertura e acolheriam melhor a ideia de partilhar o palco, se soubessem que o iriam fazer com uma banda da terra…
Qual o objectivo desses senhores afinal?Qual o papel da organização no meio disto tudo?
Para ser sincero, é uma história tão lamentável e tão surreal, que sinceramente, até já perdi a vontade de perceber estas e outras questões que continuam sem resposta.
Uma coisa é certa, tudo isto poderia ter sido evitado, pois em nenhum momento, pedimos para tocar no palco A ou B. Em nenhum momento usamos esse argumento para negociar o nosso concerto.
O nosso objectivo é dar a conhecer a nossa música ao maior número possível de pessoas, independentemente de termos este ou aquele palco. É óbvio, que se alguém vem ter connosco, e nos oferece condições melhores para o fazermos, como foi o caso, então óptimo!Mas não há, nem nunca houve, qualquer tipo de exigência da banda nesse sentido. Assim sendo, as horas que antecederam o concerto, em vez de serem dedicadas à descompressão e á despreocupação como normalmente sucede, foram dedicadas ao chamado tira-teimas, e o concerto em si, acabou mesmo por ser relegado para segundo plano.
E já nem vou falar das incidências que o envolveram no próprio dia, e que de certa forma, só vieram ajudar a reforçar o sentimento de desalento que reinava na banda antes de subirmos ao palco. Uma coisa é certa:
Pela primeira vez, sentimos que não existia espírito nem ambiente para tocar.
Pela primeira vez, só tocamos por respeito às pessoas que vencendo o frio, se foram deixando ficar para nos ver. Um bem-haja para elas!
Para terminar, o que posso dizer, é que já me sentiria suficientemente aborrecido, se este episódio tivesse sucedido noutro lugar qualquer. Mas como sucedeu na minha terra, devo confessar que me sinto profundamente envergonhado e triste.Foi algo lamentável, pelo qual espero não voltar a passar.
No entanto, estou de consciência tranquila. A minha parte do erro foi assumida e corrigida a seu tempo.Resta-me agora, continuar a aguardar que haja alguém que tenha a idoneidade de fazer o mesmo, assumindo as suas responsabilidades e endereçando-nos um pedido de desculpas, não só a nós, como também aos CLÃ.
Aguardemos pois…sentados talvez...
mARK - The Mystery Artist

***Em resultado do encontro que tivemos com os CLÃ, pedi à sua Manager, que me enviasse uma declaração a confirmar o teor da conversa que levamos a cabo, de forma a apresentá-la junto da organização – o que já fiz.Aqui fica um dos parágrafos.
De forma a evitar mais mal entendidos, os Clã consideram pertinente esclarecer que relativamente ao convite feito pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães para actuar na Feira da Maçã do Vinho e do Azeite, no passado dia 31 de Agosto, a banda, através da sua agência, nunca foi questionada sobre a hipótese de haver uma banda ou artista na primeira parte. Em todos os contactos estabelecidos, nunca nos referiram a existência ou não de uma banda ou artista na primeira parte do concerto dos Clã. O que, a acontecer, não seria novidade nem algo que recusássemos, uma vez que é habitual acontecer.”
Para terminar, queria deixar um agradecimento especial ao pessoal dos SUPERNOVA, pela cedência de todo o equipamento e pelo acolhimento que nos deram. Valeu!

Exposição de Pintura - Ezequiel Pires

"Formata-me"
Exposição de Pintura - Ezequiel Pires
1 a 31 de Outubro
Galeria de Exposições do Centro Cultural de Vila Flor
Organização: Câmara Municipal de Vila Flor