Mostrar mensagens com a etiqueta Redemoinho de sentimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Redemoinho de sentimentos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de abril de 2009

Sem Eira nem Beira - Xutos & Pontapés

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Daqui e dali... Filipe Bragança

Mergulhei no vazio não sinto nada, em nada penso, todo o meu mundo abstracto se transformou numa enorme e fria nuvem de coisa nenhuma. Se olho em frente só vejo uma simples escuridão, se me oiço a mim próprio cai sobre meu corpo uma dura tempestade de pensamentos originada pela minha poderosa mente, se falo, os meus fúteis sons perdem-se na imensidão do mundo sonoro, ninguém me ouve ninguém me vê. Os meus pensamentos tornaram-se solitários, pobres e pessimistas.
Mas acredito que um dia a minha voz vai sobrepor-se às outras e que a mentalidade das pessoas irá crescer.
Sinto-me só neste mundo de ninguém, sinto diferente neste mundo de igualdade fingida.
Estou farto de ver pessoas que se queixam, que dizem que têm um problema quando o seu clube de futebol perde, que desesperam quando o computador decide ser um pouco mais lento. Estou farto de ver pessoas que não vivem, que se lamentam, que se odeiam que se vão arrastando pelas ruas do seu pessimismo medonho.
Fico feliz quando vejo que existem pessoas que pensam como eu, fico motivado quando sei que a originalidade e o bom sentido crítico dá os seus primeiros passos na reconquista de uma sociedade com mais força mental.
Tens razão quando dizes que as pessoas têm necessidade de se agarrar a algo, isso poderia ser bom se aquilo ao qual elas se agarram, as motiva-se para dinamizarem a sua vida.
Eu, assim como tu acredito que posso mudar o mundo através da minha opinião,mas para quê falar quando as palavras caem no esquecimento? O problema da nossa sociedade está na incapacidade de esta dar importância ás pequenas coisas ás pequenas vozes, enquanto estou a falar contigo conseguimos chegar a um acordo de ideias no entanto se falar com outra qualquer pessoa sou chamado de louco.
É muito difícil alterar a opinião de alguém se este alguém vive agarrado a um passado ou a uma tradição, eu movo-me porque me agarro ao sonho de marcar a diferença. Mas por enquanto continuaremos a ser os loucos “anormais” que tentam ser diferentes num mundo globalizado.
É muito difícil alterar a opinião de alguém se este alguém vive agarrado a um passado ou a uma tradição, eu movo-me porque me agarro ao sonho de marcar a diferença.
Mas por enquanto continuaremos a ser os loucos “anormais” que tentam ser diferentes num mundo globalizado.
Filipe Bragança

sábado, 22 de setembro de 2007

Redemoinho de sentimentos... Alzira Lima de Jesus

DOR

Migalhas.
Membros espalhados por um chão de pedra escura
Sangue branco de um sentimento que se acentua... e se acentua...
Se a cor das veias não fosse tão inexistente

O olhar dos olhos não fosse tão vazio
O movimento do corpo não fosse tão premeditado
As migalhas não passassem de um todo...
A vontade honesta
Desta vida seria a morte
Para revivescer!

Se...não posso ser,
Matem-me!

Alzira Lima de Jesus

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Redemoinho de sentimentos... Alzira Lima de Jesus

O Sol, a Lua … e a Criança
A Lua, que há milhões e milhões de anos padecia ante a chama do Sol que persistia em ofuscava-la, durante metade de cada um desses triliões de dias, resolveu insurgir-se intentando controlar o seu movimento perpétuo, contra aquilo que lhe parecia ser obstinação.
Parou o seu tempo, encarou o seu oponente, e atacou. Em vão, pois o Sol, que não concebia a vontade da Lua em regelar o seu ardor há milhões e milhões de anos, durante metade de cada um desses triliões de dias, conseguiu elevar-se e com a sua luz encobri-la. Quotidianamente, cada um sofria a sua dor de não se impor, lutando contra o outro. O brilho do Sol foi-se preterindo, e a cor cinza brilhante da Lua persistia cada vez mais negra.
Esquecendo o que cada um tinha para dar, colidiram: a noite passou a ser dia, e o dia a ser noite. Nessa angústia, o Sol cada vez mais gelado, e a Lua cada vez mais quente, esgotaram as suas forças, e quase largaram de sentir o que outrora foram. Porquê me persegues, oh Sol, se eu quero dar o descanso de todas as horas aos Homens? Não vês, rodeado de toda essa tua luz, o meu caminho? A minha vontade de ser para todos? A minha vontade de ser? Não concebes que eu quero adormecer sempre perto daquela criança? Que eu quero descansar nesse espaço que ocupas? Porquê não posso eu, no meu esplendor, ser a lanterna de todos os dias a todas as noites? Não percebes que eu sou a luz dos olhos dos Homens? Sem mim, eles não vêem. Contigo, eu me emudeço e não cumpro o que sinto! Quero viver acordada e ver todos os dias aquela criança a brincar! E a criança, que já não sabia se dormir era agora ou brincar fora ontem, parou. A Lua e o Sol, esgotados num objectivo que cada um não abraçava, porque cada um tinha o seu tempo repleto no espaço da luta que calava, sem ouvir o que o outro sentia, e sem falar do que cada um gostaria que o outro lhe consentisse, olharam a mãe da menina, combinaram encontrar-se todos os dias e sentaram-se com ela, àquela mesma hora. Acordaram não se julgar, mas expressar o que cada um penava sempre à espera que o outro lesse a sua dor… E cada um falou de si, do que queria, do que não fazia, do que perdia, do que pensava que sentia que o outro sentia…
E a mãe da criança, que percebeu o que cada um carecia, ensinou-lhes a palavra de se dizerem como eram. E comunicaram, e entenderam o que cada um esperava que o outro cresse… e combinaram traçar dois trilhos contíguos. Encontraram uma senda onde ambos se cruzariam, todos os dias, para contar o que ficara para trás de cada criança, para que cada um pudesse continuar o dia dessa criança, cada um cumprindo o seu objectivo de ser feliz, rodeado de todas os ingénuos seres do Mundo nessa volta de 24 horas, sempre seguidas de mais 24 horas. E quando O Sol precisava brilhar durante mais tempo, no Verão, A Lua entendeu que necessita dormir mais, e iluminar a noite do outro lado do Mundo com o brilho cinzento da sua felicidade. Por vezes aconteceu a Lua sobrepor-se ao Sol, e escurecer o dia. Mas ao cruzarem-se, comunicavam a sua necessidade de voltar, e cada um, sorrindo o respeito do outro, voltava ao seu lugar.
Se defrontarmos o nosso objectivo no objectivo do outro, percorreremos o mesmo caminho, mesmo que em trilhos diferentes.
Alzira Lima de Jesus Castro Pinto

terça-feira, 10 de julho de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Eternidade

Mais uma vez vou tentar dizer o indizível. Se, por exemplo, o padre Manuel Bernardes o disse, porque não hei-de eu tentar dizê-lo?
Assentemos que a eternidade é o tempo que passa após a morte, no além, ou cá, após a ressurreição dos corpos. O tempo que se passa depois da morte será usufruído através da alma no céu.
Então, qual a necessidade de fazer ressuscitar o corpo? Por um lado o corpo é desnecessário, por outro, se ele ressuscita é porque, afinal, a vida eterna só tem sentido quando, após o juízo final, for vivida através do corpo.
Mas a vivência post mortem, dizem, não tem nada a ver com a vivência actual. Tem características inimagináveis. O referido Padre Manuel Bernardes (in "Pão Partido em Pequeninos") descreve o céu como o lugar que se situa para além da campânula azul, salpicada de estrelas, que cobre a terra. - Lá, por trás da campânula, estaria, segundo ele, o paraíso formado de prados verdejantes, sombras agradáveis, límpidos rios. O inferno (constituído de horrores) seria, claro, no centro da terra, pois de lá vem o fogo. Parece não ser esta hoje a visão da Igreja. Mas ainda hoje, no entanto, se põe o problema de saber como passar o dia a dia da eternidade. Não será, com certeza, como o passamos cá pois não temos o instrumento (corpo) necessário, a não ser depois da ressurreição de que agora não tenho ouvido falar.
Será como diz ainda o Padre Manuel Bernardes através da contemplação, do êxtase - e assim se passarão facilmente os dias, os meses, os anos, os séculos, os milénios, mas não se passará a eternidade porque esta não passa? Para terminar, para não ser longo, reponho a questão: -Como se passará a eternidade? - Que acham?
.
João Lopes de Matos

domingo, 8 de julho de 2007

Sobre o Amor... João, Helder, Caracol, Vitorino, Zaratustra, Mcm, Alzira e mais alguém...

Tudo começou com o João

Hélder Rodrigues disse...
Desculpe, mas o AMOR não se diz... DÁ-SE!
cumprimentos.
3 de Julho de 2007 23:25

Caracol disse...
Diz-se o amor durante séculos de literatura, porque havíamos agora de remeter-nos ao silêncio?
4 de Julho de 2007 9:58

João Lopes de Matos disse...
Prof. Helder: Obrigado pela participação.
"Dou-lhe" a resposta de Caracol.
4 de Julho de 2007 11:18

João Lopes de Matos disse...
O problema está, sobretudo, em saber o que o amor é, a que impulsos obedece (morais, religiosos, dons divinos, biológicos, humanistas) e gostava que me "dessem" a vossa opinião, que eu depois darei a minha. Por enquanto ponho mais perguntas que "dou" respostas.
4 de Julho de 2007 12:59

vitorino ventura disse...
Aos Amores!

Em primeiro lugar, caro João Lopes de Matos, acho que as melhores respostas são as suas perguntas...

Que melhor resposta encontrará de Amores do que as dúvidas, as constantes interrogações sobre de onde vem e para onde vai, em líbido, perante todas _ _ impossibilidades de verbalizar tão completamente os maiores sentimentos?

Vem-se... o amor. Caetano Veloso usa o reflexo e lembra que a palavra dá uma volta sobre si mesma.

Esses sentimentos sofrem depois todo um jogo de antinomias que Camões leu melhor do que ninguém, dada impossibilidade de racionalmente o entendermos.

A que causas frias obedece? Que suores quentes desperta? Não sei, mas o que é, em ilegibilidade, entre a causa e a consequência, faz-me mais camoniano ou, com Rui Reininho, leitor de uma lírica come on & Ana, do que de uma revista científica, já que a poesia mais nos aproxima da sua transcendência.
vitorino almeida ventura
4 de Julho de 2007 21:36

Zaratustra disse...
caro João Helder Caracol Vitorino,
O amor pode não implica necessariamente uma dualidade entre partes. Pelo contrário, o amor é quase sempre unidireccional.
Para mim, o amor, reside numa esperança insuportável de sentir e partilhar e fica-se apenas por um gesto muito longe da verdade.
e sabeis porquê?
porque o amar é uma estratégia para viver.
Talvez um dia postarei sobre isso.

Caro João, Sobre presente passado futuro, tenho uma opinião bastante diferente da sua. Ficará para uma próxima.
É um prazer tertuliar convosco.
4 de Julho de 2007 22:43

Hélder Rodrigues disse...
Tem razão "Caracol" quando afirma que o amor se diz durante séculos de literatura... porém, não se trata de definições (dizer não é necessariamente definir). Na verdade, O amor não é concreto, objecto,substantivo, mas sim um "estado de alma", um sentir, que o artista (escritor, pintor, músico...) procura, de algum modo, exprimir com a beleza, a harmonia, a "força" semântica que puder... Estou assim, de acordo com V.V., no que concerne ao "jogo de antinomias"... basta (re)v(l)er um dos célebres versos de índole petrarquista do nosso Camões: "amor é fogo que arde sem se ver..." e estou igualmente de acordo, pelos mesmos motivos, quanto à "impossibilidade de verbalizar" tal sentimento. Ora, em meu entender, o prezado dr. João L. Matos, o que nos mostra são meras definições "compartimentadas", contextualizadas de uma "coisa" que, por si só, não tem definição. Daí, o meu primeiro (inofensivo) comentário, que é, de resto, um verso (excluindo, naturalmente, o "desculpe, mas") de um poema que faz parte do meu livro de poesia "A Palavra na Boca". E só nesta perspectiva de DÁDIVA, no sentido poético (artístico) é que entendo o amor. Cordiais saudações.
Hélder
4 de Julho de 2007 23:30

João Lopes de Matos disse...
Continuo com uma postura um tanto diferente: Claro que com qualquer tipo de amor uma pessoa vibra, escorrem-lhe as lágrimas, sorri-se, escreve, fala. Mas porquê as reacções? Que mal há em tentar compreendê-las? Não é isso uma atitude digna do homem: -tentar compreender-se? Conhece-te a ti mesmo - dizia Sócrates. Mais uma vez, obrigado a todos.
5 de Julho de 2007 12:47

mcm disse...
Amor constante para além da morte
(...)
Alma a que todo um deus prisão tem sido,
veias que a tanto fogo humor têm dado,
medulas que na glória têm ardido,
.
seu corpo deixará, não seu cuidado;
hão-de ser cinza, sim, mas com sentido;
pó hão-de ser, mas pó enamorado.
(Francisco de Quevedo)
5 de Julho de 2007 23:27

caracol disse...
Diz-se do indizível. Deixa-nos, como sempre, surpreendidos. Pelo inesperado do tema, pela provocação latente nas suas tão interessantes questões.
Reagimos, disso não há dúvida. Eu andei vários dias às voltas com a secura do meu comentário.
E quantos dias depois me atrevo a dizer algo mais? Será hoje? E porque me fico em tão grande bloqueio de palavras? Acabarei por dar razão aos que dizem do amor que se não diz?
Diz-se. Diz-se. Diz-se. Forcemos a protecção dos poetas e continuemos a dizê-lo, ainda que não tenhamos as palavras. Digamo-lo como quem o faz, digamos tudo, que de mais nada falamos toda a vida.
6 de Julho de 2007 23:05

Alzira disse...
AMOR: EXACTIDÃO ABSOLUTA QUE NOS CONDICIONA

Amor? Dizer o amor?
Tantas e tantas maneiras!
Falar, calar, olhar, sentir, rir, chorar…….
Amor? - Uma atitude!
Atitude? – Trono.
Trono? – Mundo.
Mundo? – Nós.


(AMOR AO MEU MARIDO)

ANTI ANTI-MOVIMENTO

Quando me progrido na aura do teu sentimento,
E desperto de cabelos entrelaçados, molhados com teu suor
Repito que ser tua, é a minha majestade.
E celebro-te!


Senhor!
Reino!
Detentor dos meus gemidos!


Nobreza perene insensatamente mergulhando
No mar do teu curso…
Anti anti-movimento entre um espaço que não deixamos existir…
Inscrição perpétua.


(AMOR AOS MEUS FILHOS)
PLENITUDE

A ti, Lara,
Feto, criança, mulher!
Espaço que nunca ninguém conseguirá preencher!
A ti Rui,
Feto, criança, homem!
Espaço que nunca ninguém conseguirá preencher!


AINDA A PLENITUDE
A minha dividiu-se
E de mim, sairam
Aqueles que eu amo
Que me Preenchem e me Completam
Mesmo eu sabendo que cada um é ele próprio…


AINDA MAIS A PLENITUDE
Nascemos!!
De tão desejados que fomos, aparecemos no Mundo
para mudar o Mundo… , …
Perto de nós, todas as flores se escondem!!
O sol dar-nos-á chama em todos os caminhos que
idearmos!!

(AMOR PERDIDO)
QUESTÃO

O fardo de me quedar a deixar-me a ti
Que me recheaste inteira os espaços
Extinguiu todas as minhas forças
E fez-me sentir escrava do mundo que descobri.

Que amor é este,
Que de tão forte
Me fez cair?

(AMOR UNIVERSAL)
METADES
Sou metade do que sinto
Metade do que dou
Metade do que eu me sinto eu te dou…
Escrevo a minha metade
E espero a outra

(AMOR AOS IRMÃOS)
INTENÇÃO
Mano,
Vida,
Luz,
Brilho,
Atalho a cores…
Viagem. Opção.
Nuvem que desmaia a lua.
Dia.
Curva.
Volta ao mundo
(todo, o instante).
Ver. Rir.
Querer chorar, continuando a ser.

(AMOR À MÃE)
MÃOS DE MÃE
Os meus cabelos vivam mãos suaves:
- Dorme…Sonha
(Quando eu era criança…)
Ventre que me gerou
Olhos que me olharam
Nasci,
Para ser parte de ti…
Dia da Mãe em 1979

(AMOR AOS AMIGOS)
BEM-QUERER
Se me pedirem para sorrir,
Chorarei…
Não posso ser alheia à alegria de constatar que o
meu sorriso afortuna Alguém!

(AMOR DESAMOR)
ACASO
Já dissemos tantas vezes a palavra
Amor
Que ele consumiu-se, finalmente
Sim, porque todas as palavras se acabam
Morrem por não existir

E fica, assim, uma pessoa
Procurando nos ombros algum resto da palavra
Que por acaso
- Só por acaso -
Tivesse ficado esquecida…

(OU SIMPLESMENTE O QUE EU PENSAVA AOS 14 ANOS)
OMNIPOTENTE
Conhecer o amor
É não saber defini-lo.

Alzira Lima de Jesus Castro Pinto
7 de Julho de 2007 22:23

João Lopes de Matos disse...
Estava eu entretido a fazer um comentário quando, dada a minha pouca habilidade, o texto desapareceu no computador.
E eis que volto e dou com a maravilha de um novo comentário -texto.
E apetece-me calar-me por estar tudo dito. E diz-se ou não o amor?- Já não sei. Mas queria pôr outras questões: Porque não falaram no amor a Deus relacionado com o amor ao próximo, problema por mim posto? - Tantos crentes e nada? E o amor puramente humanista como se fundamenta? Porquê não "tentar definições"? Estuda-se literatura ou lê-se apenas literatura? Para quê falar de correntes literárias? - Classicismo, romantismo, realismo, neo-realismo, etc., tudo desnecessário? Para quê estudar? Porque não apenas sentir? Tentar explicar para quê?
7 de Julho de 2007 23:51
.
Anónimo disse...
Ao ler Alzira Castro Pinto, senti afundar-me.
Senti que ainda há pessoas com uma sensibilidade
que fazem os outros descer à terra.
Senti que há muito a aprender,
Senti um exemplo.
-----------------------------
Eu não me digo...
mas acrescentei-me ao lê-la.
8 de Julho de 2007 11:12

sábado, 7 de julho de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Aos Amores!

Em primeiro lugar, caro João Lopes de Matos, acho que as melhores respostas são as suas perguntas...


Que melhor resposta encontrará de Amores do que as dúvidas, as constantes interrogações sobre de onde vem e para onde vai, em líbido, perante todas _ _ impossibilidades de verbalizar tão completamente os maiores sentimentos?

Vem-se... o amor. Caetano Veloso usa o reflexo e lembra que a palavra dá uma volta sobre si mesma.

Esses sentimentos sofrem depois todo um jogo de antinomias que Camões leu melhor do que ninguém, dada impossibilidade de racionalmente o entendermos.

A que causas frias obedece? Que suores quentes desperta? Não sei, mas o que é, em ilegibilidade, entre a causa e a consequência, faz-me mais camoniano ou, com Rui Reininho, leitor de uma lírica come on & Ana, do que de uma revista científica, já que a poesia mais nos aproxima da sua transcendência.

vitorino almeida ventura

cfr: Amor de João Lopes de Matos

terça-feira, 3 de julho de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Amor
Seguem-se algumas perspectivas que me ocorrem sobre este tema. - Não pretendo dizer tudo seja sobre o que for. Todos nós temos uma parte da razão, conhecemos alguns ângulos de visão mas não todos.
A natureza humana é, todos concordam, limitada: - pela inteligência e pela vivência de cada um, pelo "modus operandi" de cada cérebro.
O absoluto, a totalidade, só é acessível a quem tenha essa natureza: - Deus.
O amor, prima facie, é o sentimento ou atracção que une dois seres de sexo diferente. Esta ligação pode e deve tornar-se mais racional, talvez também espiritual, e, sem dúvida, mais profunda.
Se da união entre os dois seres referidos resultam filhos, então não só o amor passa também a ser amor paternal mas igualmente se altera o sentimento primeiro, tornando-se mais sólido e mais responsável.
Uma unidade fundamental da sociedade - a família - aparece aqui a alargar o afecto ao seu seio.
-Entre os elementos dela há uma ligação mais consistente porque os laços de sangue são algo muito importante nas relações humanas.
Deve o amor, no entanto, cingir-se a estas fronteiras? - É evidente que não. - Existe ainda o amor ao próximo, isto é, a todos aqueles a quem calhou viverem connosco ao mesmo tempo à superfície da terra.
Quem ousará negar a beleza que transmite o riso de uma qualquer criança ou o sorriso de um qualquer velho? E, para além disso, deve ou não haver um impulso para os outros?
À propensão para amar os outros poderemos chamar solidariedade.
E o amor ao próximo ou a solidariedade para com os outros será, com certeza, a essência de qualquer religião ou moral.
E Deus quererá outra espécie de amor para com Ele ou ficará contente com este, dado aos outros? - Interessar-lhe-ão apenas as rezas ou interessar-lhe-á, sobretudo, a capacidade de dádiva?
Ele está lá longe, é inacessível, ao que parece, e será através do sentimento de união com os outros que chegaremos a Ele?
Amarmo-nos uns aos outros - residirá nisto a felicidade?
O amor, independentemente da ideia de Deus, impõe-se, mesmo assim, ao homem?
.
João Lopes de Matos

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Felicidad y Tristeza

A Felicidade é aliada da Saudade,
Matar saudades é sinónimo de felicidade.
Echo de menos mi tierra,
Mas quando regressar,
Echaré de menos ésta.
Qual é a minha terra?
¿Es aquella donde están mis raíces?
Ou é aquela onde está minha vida?
Será que sou um cidadão do mundo,
Como decía Aristóteles,
E não sou nem “extremeño” nem transmontano?
No lo sé,
Só sei que as saudades,
Son como las malas hierbas,
Depois de mortas,
Não param de crescer.

Roberto Moreno Tamurejo