terça-feira, 30 de agosto de 2011

Acidente fere três operários na barragem do Tua

Três operários ficaram hoje feridos num acidente nas obras de construção da barragem do Tua, em Carrazeda de Ansiães.
Os operários estariam a ser elevados numa plataforma de uma grua que tombou, alegadamente devido a uma falha de estabilização.
O manobrador não sofreu ferimentos, ao contrário dos trabalhadores, que ficaram com fracturas nas pernas e braços.
Os três eram operários da Mota-Engil.
Um dos sinistrados ficou, ainda, com ferimentos no rosto, pelo que, teve de ser evacuado de helicóptero para o Hospital de Vila Real.
No local, está ainda uma equipa de inspectores da Autoridade das Condições do Trabalho de Bragança para apurar o que terá acontecido.
Contactada pela Brigantia, fonte da ACT garantiu que antes do acidente não tinha sido identificado nenhum problema de segurança na obra, que ainda está numa fase precoce, de instalação de estaleiros. Brigantia

Livro e DVD para promover Carrazeda de Ansiães

A Câmara de Carrazeda de Ansiães acaba de lançar um livro dedicado ao património, paisagens e história do concelho, bem como um DVD promocional.
O livro, fortemente ilustrado, pretende ser uma montra das principais potencialidades do concelho, como adianta o presidente da Câmara, José Luís Correia:
Estamos a reunir em livro um conjunto de potencialidades que o concelho tem para as pessoas se poderem mais facilmente se orientarem. Não é o último, no próximo ano deveremos fazer um complemento deste, tendo já em vista o centro de informação turística.”
Para além do livro há também um DVD:
Essencialmente paisagens e divulgar aquilo que de melhor temos.”
Um livro e um DVD, dois suportes de promoção do concelho de Carrazeda de Ansiães que a Câmara acaba de lançar. CIR/Brigantia

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Secretário de Estado da agricultura inaugura hoje feira da maçã

O Secretário de Estado da Agricultura e Florestas, Daniel Campelo, inaugura hoje, às quatro da tarde, a 16ª Edição da Feira da Maçã, Vinho e Azeite de Carrazeda de Ansiães.
A Câmara Municipal, que organiza o evento, pretende que a visita ministerial dê mais alguma notoriedade ao certame que dura até domingo e decorre nos mesmo moldes que o ano passado, ou seja, distribuído pelos principais espaços da vila:
Foi feita uma avaliação por nós e por instituições presentes e a conclusão final é que o modelo escolhido no ano anterior teve sucesso e, por isso, em equipa que ganha não se mexe”, diz o presidente da Câmara, José Luís Correia, que ressalva que a Praça dos Combatentes, mais conhecida por praça das finanças, não vai ter expositores este ano:
Porque os expositores que estiveram lá no ano passado sentiam-se prejudicados relativamente aos outros colegas. O objectivo era dinamizar as principais praças da vila e ruas e tivemos isso em atenção. Mas a avaliação não foi a melhor e o pavimento ficava danificado. Sem querer prejudicar ninguém, decidimos colocar lá os stands.”
Stands que vão ser distribuídos pelas praças do município e centro cívico, bem como pelo mercado municipal.
Ao todo, este ano vão estar presentes na feira 90 expositores, com maçã, vinho, azeite, outros produtos regionais e artesanato.
O orçamento é de cerca de 90 mil euros, graças à poupança feita na animação:
Poupámos e vamos continuar a poupar no próximo ano. As pessoas têm o direito de criticar. Criticam se os grupos não são muito bons e, pelo outro lado, criticam se se está a gastar muito dinheiro. Não é fácil agradar a toda a gente. Mas nos grupos musicais gasta-se muito dinheiro.”
Durante a Feira da Maçã, Vinho e Azeite de Carrazeda, vai ser apresentado um livro e DVD promocionais do concelho e haverá uma sessão de degustação dos três principais produtos do certame, um cortejo etnográfico.
CIR/Brigantia

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

So «biutiful»

Na mostra de cinema não europeu, em Tavira, vi um filme com Javier Barden, que me deixou no fim como se levasse um soco no estômago. Chama-se Biutiful,
que era como Mateo, o personagem filho dele escreveu num desenho, em corruptela do Inglês. Uma viagem a um submundo de Barcelona, que eu só conhecia dos Mão Morta: o barrio chino,
em que os chineses escravamente produzem bens (carteiras...) para serem comercializados pelos negros africanos,
em condições brutais. Tudo «controlado» com a polícia por Uxbal, o personagem que Javier faz. Até um dia... Com toda aquela despedida da Vida, de um canceroso, que falava com os espíritos dos mortos que não iam em Paz, porque os prendia a este mundo um relógio furtado, ou.
É um filme cíclico, que acaba como começa: com a reprodução do ruído do vento e do mar, em alusão a uma rádio que os passara.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Apoio comunitário a cinco Centros de Informação Turística no Douro já contratualizado

A Comissão Directiva do “ON.2 - O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte) e a Estrutura de Missão do Douro assinaram, na passada semana, os contratos de financiamento comunitário de cinco novos Centros de Informação Turística no Douro, num investimento que ascende a um milhão de euros.

São abrangidos neste pacote de novos centros os municípios de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Sabrosa, São João da Pesqueira e Tabuaço, num investimento que ascende a um milhão de Euros. A organização da rede de centros de informação turística é considerada prioritária no Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, tendo em vista qualificar o destino turístico, através dos serviços de apoio, informação e promoção, distribuídos no território.

Esta rede será constituída por 14 centros e estará ligada por uma plataforma comum coordenada pelo Turismo do Douro, em parceria com os municípios. No total o ON.2 financia estes investimentos com um financiamento na ordem dos 2,5 milhões de Euros. Noticias de Vila Real

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pequena aldeia transmontana de Pombal de Ansiães transformada em palco das artes

A invulgar aptidão dos seus habitantes para a arte da representação deu o impulso para um festival que há 14 anos transforma a pequena aldeia transmontana de Pombal de Ansiães no palco das mais diversas manifestações artísticas.
O FARPA, Festival de Artes de Pombal de Ansiães regressa quinta-feira e durante quase uma semana preencherá o quotidiano da localidade com diefrentes espetáculos, teatro, música, exposições, cinema distribuídos por vários espaços.
Os festivais de verão "já são muitos" e hoje em dia "as dificuldades são maiores", mas o FARPA continua a "atrair gente de fora e a manter as características que o distinguem", na opinião de Victor Lima, da Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA), que organiza o evento. Lusa

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os homens da locomotiva a vapor que percorre o douro

Enfrentam temperaturas infernais para pôr em movimento a locomotiva a vapor. Mas ainda fazem corridas com os barcos, brincam com as pessoas e não trocam estes sábados por nada.
Sábado. Após uma semana de trabalho como inspector de tracção na estação de Contumil, Porto, Rui Rebelo Magalhães, 47 anos, deixou a família, mulher e dois filhos, em Aguas Santas na Maia e foi ao encontro de outro grande amor: a centenária Henschel. Ela tem 86 anos, é alemã, roliça e, apesar da idade, está bem conservada. A Henschel e Sohn SS71W Casel é uma poderosa locomotiva a funcionar a carvão e água, construída na Alemanha em 1925. Rui vai percorrer a Linha do Douro, entre a Régua e o Tua, todos os sábado até Outubro, aos comandos da fumegante locomotiva, com a ajuda de António Santos Ribeiro, 39 anos e Rui Teles Queirós, de 40. "Fomos nós que nos oferecemos para conduzir a máquina, fazemo-lo em regime de voluntariado pois amamos a nossa profissão e conduzir esta raridade é um desafio muito grande", afirmam os tripulantes da 0186.
Todos residem na área do Grande Porto e, por isso, "há que levantar bem cedo, tomar o comboio em S. Bento e rumar à Régua". Antes da partida, às 14.30, a vetusta locomotiva exige horas de preparação. Mimos que se repetem em cada paragem do percurso. "Apesar da satisfação que sentimos aos comandos da máquina a vapor, não se pense que é uma tarefa fácil, pois, antes de colocar o comboio em andamento, são necessárias cinco horas de cuidados intensivos à locomotiva: limpar, olear e polir", afirma o chefe de equipa.
Rui Magalhães sempre teve o fascínio pelos comboios: nasceu em Parambos, Carrazeda de Ansiães, a meia dúzia de quilómetros da Estação do Tua. Depois de concluído o curso secundário e de uma breve passagem pela Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, candidatou-se ao lugar de maquinista na CP. "Os comboios foram sempre o meu sonho." Concluído o curso, foi colocado na Linha do Minho e posteriormente na so Douro, onde durante anos conduziu máquinas a diesel. "Foram quase vinte anos a conduzir as automotoras a diesel, mas a grande paixão era o vapor." Há quatro anos, e depois de ter sido promovido a inspector, Rui tirou um curso para poder dirigir as máquinas a vapor. "O curso foi ministrado por um dos últimos maquinistas do vapor , já retirado."
É quando se inicia a marcha do comboio que mais se trabalha. "Suportamos temperaturas de 30 a 70 graus, e o trabalho físico é constante, desde o abastecimento de água - mais de dez mil litros em cada viagem -até aos dois mil quilos de carvão de pedra que é preciso colocar à pá na fornalha", relata o maquinista. Ainda assim, é um trabalho compensador. "É gratificante responder através do silvo da locomotiva aos acenos constantes de centenas de pessoas ao longo do percurso e em certos locais medir forças com os barcos que sulcam o Douro e chegar à conclusão de que somos mais rápidos", conta. No percurso, e apesar da azáfama em torno da 0816 (como é tratada a locomotiva), ainda têm tempo para apreciar a paisagem.
"Era bom era que o percurso do comboio histórico se estendesse até à estação do Pocinho, ate onde ainda se circula na Linha do Douro. A 0186 não teria qualquer problema em fazer o percurso. Então é que os turistas poderiam apreciar o Douro em toda a sua plenitude", alvitra Rui Magalhães.

Antes de regressar a casa, os três homens têm de tomar banho, pois "a fuligem é às carradas, até parecemos africanos... Queimaduras também temos algumas, mas não doem e depressa se curam. O que não tem cura é a paixão pelas máquinas a vapor e por isso durante mais alguns sábados a família vai ficar sem a nossa companhia". Após o trabalho a bordo da 0186 , os três ferroviários despem os fatos-macaco e viajam até ao Porto, onde na segunda-feira envergarão de novo fato e gravata. DN

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Daqui e dali... João Lopes de Matos

O PROF. ARMANDO MOREIRA
Faleceu há pouco uma pessoa marcante na história de Carrazeda e na vida de muitos cidadãos em particular, incluindo eu próprio:- o prof. Armando Moreira.

Vai já longe o ano em que, vindo do Castedo, ele se radicou no nosso concelho:1950.
Deu aulas no Seixo e encontrou-me na 3ª classe. Foi sempre um mestre muito exigente, muito dedicado e muito prestável, entregando – se de alma e coração não apenas aos seus alunos mas também a todas as pessoas que carecessem dos seus préstimos.

Vivíamos num tempo em que o professor era o elemento mais importante na vida social, pela cultura que tinha e difundia e pelo exemplo que dava. Era um tempo também em que o professor vivia na aldeia onde ensinava e, por isso, era um farol a indicar o caminho a todas as pessoas.
Estava a par dos acontecimentos nacionais e era possuidor da tecnologia que ia aparecendo ,sendo o introdutor dela no meio rural.
– Lembro-me, perfeitamente, como se fosse hoje, de quase toda a gente do Seixo ter seguido, através do seu rádio, no largo fronteiro à varanda da sua casa, o relato das exéquias do funeral do Presidente da República, General Carmona.
Muita gente na aldeia recorria ao seu avisado conselho e aos seus préstimos para tratar de variados assuntos na sede do concelho.
Casou no Seixo com a prof. Clotilde Inês Nunes e nasceram os filhos que todos lhes conhecemos. Também a nível familiar foi exemplo para todos nós.
Na sede concelhia, participou na vida administrativa e nela sempre foi trabalhador esforçado, de trato afável e simples, de uma honestidade irrepreensível e com um apurado sentido de justiça, além de uma humanidade sem limites.
Mas a luta que verdadeiramente o marcou estaria ainda para vir: foi o trabalho incansável, juntamente com sua esposa, da criação dum lar e dum jardim de infância, contribuindo assim para que as crianças e os idosos pudessem ter uma vida mais feliz e digna.
A sua vida foi, pois, excelentemente preenchida e, se é certo que ninguém é insubstituível e os que nos seguem continuarão, com certeza, a obra feita, também é verdade que há pessoas que fazem a diferença e nos ficam a fazer muita falta.
Há pessoas, como o Prof. Moreira, que nos deixam, ao morrerem, uma enorme, desconfortável, triste sensação de vazio.
Termino dirigindo-lhe um grande obrigado por ter estado entre nós.
João Lopes de Matos

sábado, 23 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Daqui e dali... Carlos Fiúza

Tradição e linguagem (a vida das palavras)

É um oceano imenso o estudo da linguagem. Mil vidas que um homem tivesse não lhe chegavam para considerar os milhentos aspetos da vida das palavras.
Agora mesmo peguei na pena, ou seja neste objeto ao qual também chamo caneta, e, fixando a atenção nestas duas palavras - pena e caneta, resolvi aceitar a inspiração para um tema, a que poderia dar o título de nomes de coisas velhas em coisas novas.
Exemplos? Há-os à farta. Podemos continuar com a pena.
Os nossos antepassados utilizavam as penas das aves para escrever, especialmente as grossas penas de gansos, cisnes e corvos. Depois de convenientemente aparada, a pena de pato servia otimamente para escrever.
Hoje recorremos às canetas de tinta permanente (ou às esferográficas), que bem diferentes são das velhas penas, e até as próprias canetas de aparo, que representavam progresso em relação àquelas, foram substituídas pelo moderno objeto.
No entanto, o nome de pena resiste, e muitos de nós o empregamos, esquecidos do sentido etimológico. O esquecimento deste não é recente, pois já nas escolas há muito se diz, por exemplo - a pena. Pena que não é de pena, mas se chama pena.
O termo “pena” ganhou há muito o sentido figurado de estilo e até de escritor - “fulano é uma boa pena”, isto é, escreve bem.
E caneta?
Caneta vem de cana, da qual é um diminutivo. Hoje não escrevemos com as “caninhas” ou “tubozinhos” em que se encaixava o lápis ou a própria “pena de escrever”.
Perdida a ideia inicial, muito se aplicou a caneta (ou seja a “caninha”) com referência aos tubos metálicos, por vezes com cabos de madeira, osso, marfim, etc.
Também no latim calamus era cana e passou a nomear o objeto com que se escrevia, quando feito de cana, e até quando já o não era.
Com as canetas escrevemos numa folha de papel.
Folha - cá está outra palavra designadora do que foi e já não é.
A folha da árvore foi utilizada para nela se escrever. Em nossos dias já não se pensa na folha da árvore, porque se escreve no papel. Mas a palavra antiga resiste, e revela sua origem a quem nela atentar. O mesmo acontecera, antes, no latim, onde “folium” era não só a folha da árvore, mas também a folha (por exemplo, a da palmeira) em que se escrevia.
Ergui agora os olhos do papel e pousei-os no candeeiro.
Calcule-se: no candeeiro elétrico!
Que era um candeeiro, em tempos idos? Era um utensílio de candeia (pois candeia + eiro deram candeeiro), e candeia, simples vaso de bico por onde saía torcida, parte da qual se embebia, por exemplo, em azeite.
O candeeiro já era, em relação à candeia, um progresso que a própria derivação aliás traduzia.
Rodaram os tempos, aperfeiçoaram-se os processos, e as mechas ou as torcidas, o azeite, o petróleo, os bicos das candeias e dos candeeiros não deixaram vestígios nestes aparelhos elétricos que são os candeeiros de hoje. No entanto, apesar de a candeia de tempos idos não nos vir à ideia ao olharmos para um candeeiro de nossos dias, lá está na palavra a marca de sua família.
Quero agora chamar a atenção para dois factos. O primeiro é que os velhos nomes podem, por metáfora ou por alguma relação comparativa, continuar a utilizar-se em novas modalidades de objetos do mesmo uso, embora de forma e processos diferentíssimos.
Assim, por exemplo, a palavra lâmpada, que nomeava vaso com óleo onde se acendia torcida, utiliza-se hoje no chamadoiro das lâmpadas elétricas. Mas (e este é o segundo facto que desejo apontar), note-se que o novo processo criou nova expressão ao idioma, por meio de mero “alargamento” semântico.
Nós dizíamos acender a luz com referência às lâmpadas antigas, aos candeeiros, etc. Hoje ainda dizemos isso. Porém, como surgiram os interruptores, também com eles veio novo dito - abrir a luz.
Quer dizer, nos tempos de hoje abrimos e fechamos a luz, abrimos e fechamos o gás, ou, então, acendemos e apagamos a luz, etc. De antes, apenas dizíamos acender ou apagar, porque não havia este “abrimento” de correntes elétricas… ou gasosas ou aquosas, como em abrir a água.
Aqui em cima da mesa, além da folha de papel, além da caneta e do candeeiro elétrico, está outra coisa que também me serve para prosseguir nestes pensamentos a respeito das extensões e translações de nomes velhos em coisas novas de nossos tempos.
Em cima da mesa tenho também os óculos de uso casual, irmãos dos que estão nos olhos para ler e escrever.
Óculos - eis uma palavra que serve para mostrar que o progresso científico precisa muita vez do regresso linguístico.
Ora, em latim, olhos era “oculi”.
O progresso criou, portanto, estas cangalhas dos olhos; mas a língua portuguesa regressou ao velho latim, e lá foi buscar aos oculi a chamação para elas. E esta mesma palavra “oculus” (no singular latino) regressa ainda mais ao primitivo sentido, quando, emprestada à ciência, refere o globo dos olhos, ao qual se chama globo ocular.

Em muitos outros aspetos da vida moderna poderemos ir descortinar aspetos da vida de outros tempos… os exemplos são infindos.
É só atentarmos…

Carlos Fiúza

Escuteiros reúnem-se em Carrazeda

Até domingo o Centro de Formação de Escuteiros de Carrazeda de Ansiães recebe o Acampamento Regional de Escuteiros do distrito de Bragança. Para além do agrupamento anfitrião, estão representados os de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Cachão e Grijó. São mais de uma centena de jovens, nas contas do chefe Zeferino Bastos, do Agrupamento de Escuteiros de Carrazeda. “Devem estar cerca de 130 escuteiros lobitos, exploradores e pioneiros entre os 6 e os 18 anos” refere. Zeferino Bastos explica também as actividades em que os jovens vão andar envolvidos. “Desde provas na água, os mais velhos vão percorrer diversos pontos do concelho” afirma, salientando que são actividades que “fazem parte da sua formação porque põem em prática aquilo que aprendem durante o ano escutista”.
Até domingo, 130 jovens do distrito de Bragança participam em Carrazeda em mais um acampamento regional de escuteiros.
CIR/Brigantia

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Daqui e dali... Fernando Sobral

A política do S. Pedro

Os britânicos doaram ao mundo a conversa de treta. Quando não querem falar de nada, falam do estado do tempo. Mas, no mundo da crise económica e financeira, é impossível construir um discurso político baseado nas previsões de chuva ou de sol. Os eleitores não querem falar do tempo.

Querem saber se terão, amanhã, dinheiro nos bolsos. É por isso que a classe política fala do passado para desculpar o presente e mostrar que tudo pode ser diferente no futuro. Quando Pedro Passos Coelho prometeu, na campanha eleitoral, que no Governo não iria falar dos dislates que herdaria de José Sócrates, estava a tentar tapar o sol com uma peneira. Em política é impossível não falar do passado. Essa era uma promessa que Passos Coelho nunca poderia cumprir. O "desvio colossal" não nasceu por obra da chuva enviada por São Pedro durante o Verão. Política é comparar, separar e mudar. De outra forma em vez de elegermos um primeiro-ministro nomeávamos o melhor manda-chuva para o cargo. Lula da Silva dizia que "falar mal só tem sentido se a gente falar pelas costas". Pela frente pode-se falar bem e mal. Dos outros, do passado e do presente. A única coisa que não faz sentido é quando um elefante se compara com uma galinha e diz que não o podem comparar com ela. Quem diz isso é uma galinha que está em pânico. Barack Obama está a candidatar-se a galinha desmiolada do ano, mas escusa de comparar o que é radicalmente diferente: os EUA, Portugal e a Grécia. Passos Coelho tem de se comparar com o passado para mostrar que é diferente. De outra forma estará apenas a falar da temperatura do ar. Negócios

Comboio histórico regressa no dia 23 à Linha do Douro

O comboio a vapor volta a percorrer a Linha do Douro no dia 23, numa viagem que visa fazer "regressar" os passageiros ao final do século XIX e que se vai repetir todos os sábados até outubro.
A velha locomotiva a vapor vai percorrer os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro e as vinhas património mundial da UNESCO.
Este serviço, disponibilizado pela CP para a linha do Douro, vai permitir reviver a nostalgia do passado, entre finais do século XIX e princípios do século XX, num comboio puxado por uma locomotiva a vapor e em cinco carruagens de madeira. RTP