terça-feira, 29 de setembro de 2009

PS deixa fugir maioria

Um dia depois da vitória, a realidade: défice duplica, dívida dispara

Um dia depois da vitória que deu ao PS uma maioria relativa e a obrigatoriedade de negociar os Orçamentos do Estado com pelo menos um dos partidos da oposição, chegou a chamada para a realidade das contas e da economia do país: o défice orçamental vai pelo menos duplicar este ano (mais 5,2 mil milhões de euros), para chegar a 5,9% do PIB, e o indicador oficial do peso da dívida pública na economia deverá dar o maior salto nas últimas duas décadas, para 74,5%. Estes números, enviados ontem por Portugal à Comissão Europeia (que prevê 6,5% de défice para este ano), desenham os limites da política orçamental nos próximos anos e deverão obrigar o primeiro-ministro José Sócrates a negociar com as forças da direita, PSD ou CDS, a passagem dos orçamentos do Estado. (...) i

O que se disse... João Miguel Tavares

«Sócrates, o negociador? Isso seria como pedir ao Conde Drácula: 'A partir de agora, só sumos naturais, se faz favor».
João Miguel Tavares, "Diário de Notícias",

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Daqui e dali... José Manuel Fernandes

O dia seguinte de uma eleição que não tranquilizou o país
Sócrates ganhou as eleições, mas os eleitores castigaram o “socratismo” absoluto.
Os próximos tempos serão difíceis, mesmo que o triunfo relativo de Portas possa vir a funcionar como um bálsamo para o primeiro-ministro.
Escrevi aqui, na sexta-feira, que estas eleições seriam um referendo a José Sócrates ou, se se preferir, ao “socratismo”. José Sócrates venceu-o porque o PS foi o partido que ganhou as eleições. O “socratismo”, pelo menos enquanto estilo e forma de governar em maioria absoluta, saiu derrotado pois o PS foi o único partido parlamentar que perdeu votos, e muitos, nestas eleições: mais de meio milhão, para ser exacto.
Num tempo de eleições muito personalizadas, Sócrates e o PS ganharam ao conseguirem introduzir as alterações necessárias no seu discurso, na sua prática e no seu estilo de se apresentarem aos portugueses de forma a recuperarem da pesada derrota sofrida nas eleições europeias. E também ganharam porque o PSD não só não conseguiu convencer muitos dos descontentes com a governação socialista (que optaram antes pelo CDS, à direita, e pelo Bloco, à Esquerda), como não conseguiu que parte do seu eleitorado tradicional voltasse a acreditar no partido, ficando em casa.

Em contrapartida, o “socratismo” saiu ferido destas eleições. Desde 1991 que o PS não tinha, em eleições legislativas, um resultado tão baixo. Mesmo em 2002, quando Ferro Rodrigues perdeu para o PSD de Durão Barroso, os socialistas recolheram praticamente o mesmo número de votos mas uma percentagem mais elevada, tendo eleito apenas menos um deputado. Mais: desde 1985, quando Cavaco Silva formou o seu primeiro governo, minoritário, que nenhum partido vencia as eleições com uma percentagem tão baixa dos votos.
A capacidade de luta de Sócrates permitiu-lhe recuperar em pouco mais de três meses e deixar o segundo partido, o PSD, a 7,5 pontos de distância. Em contrapartida a forma como Ferreira Leite conduziu o seu partido nesta campanha permitiu-lhe fugir a um resultado pior do que o de 2005, mas também provou que uma campanha que deliberadamente fugiu ao marketing hoje dominante tem muita dificuldade em passar. Ao contrário de Sócrates, que travava a batalha da sua vida, Ferreira Leite deu muitas vezes sinais de que regressara ao PSD mais para resgatar o partido do populismo do que com a ambição de chegar a São Bento – uma ambição que nenhum candidato à liderança do PSD alimentava há ano e meio, quando substituiu Luis Filipe Menezes.
Mais do que para salvar o seu futuro à frente do PSD, Ferreira Leite ainda terá de travar, no dia 12 de Outubro, a batalha das autárquicas, que o PSD tem muito boas condições para ganhar. Se o conseguir, Ferreira Leite e os que a rodeiam terão boas condições para influenciar uma possível sucessão no partido – se a houver, pois ontem isso não ficou claro.
Ontem Paulo Portas cumpriu um velho sonho: trazer de novo o CDS à condição de terceiro partido e, sobretudo, eleger o número de deputados suficiente para não poder ser ignorado por um PS que deixou de poder pôr e dispor na Assembleia da República e que não consegue fazer maioria com nenhum outro partido à excepção do PSD – e com o PSD não quererá por certo fazê-lo. O problema é saber o que fará Paulo Portas com esse poder, isto é, se o CDS regressará ao tempo dos acordos pontuais com o PS protagonizados por Guterres e Manuel Monteiro (cenário improvável) ou se exigirá mais.
É que, à esquerda do PS, o PCP manteve e até melhorou a sua boa votação de há quatro anos e meio e o Bloco de Esquerda cresceu muito e cresceu sobretudo à custa de eleitores que, no passado, seriam eleitores típicos do PS. Nenhum destes dois partidos teve tão bons resultados como anunciavam algumas sondagens, mas ambos colocam uma enorme pressão sobre o PS: qualquer aliança à direita do PS fá-lo correr o risco de conhecer um destino idêntico ao do seu partido-irmão da Alemanha, o SPD, que ontem sofreu uma pesada derrota às mãos dos partidos à sua esquerda.
Mas, para além destas considerações, há muitos factores que influenciarão o futuro próximo. Uns económicos, outros políticos, outros pessoais. Nenhum deles deve ser menorizado.
Os problemas económicos são conhecidos. E, também, desconhecidos. Não está a ocorrer nenhum milagre em Portugal e a gestão do período de tempo que vai daqui até às eleições presidenciais – com múltiplas agendas políticas a cruzarem-se – cria tensões difíceis de gerir. Tal como serão igualmente muito difíceis de gerir as relações pessoais entre os três homens que terão de tomar decisões fulcrais para assegurar um mínimo de governabilidade: Cavaco Silva, José Sócrates e, desde ontem, Paulo Portas. Sendo que este fez ontem o discurso mais inteligente da noite ao mesmo tempo que Sócrates voltou a ser incapaz de fazer o discurso magnânimo que se espera, em democracia, de quem ganha as eleições. Pelo contrário.

Legislativas - resultados do concelho de Carrazeda de Ansiães

PSD de Bragança elege dois dos três deputados

O PSD venceu as eleições legislativas no distrito de Bragança.
Regressa assim a hegemonia laranja ao nordeste Transmontano.
Há quatro anos, o PS venceu este escrutínio.
Agora, os sociais-democratas levaram a melhor elegendo dois dos tês deputados.
O PSD obteve 40,51% dos votos.
O PS ficou-se nos 32,98%.
Em relação aos outros partidos, o CDS/PP foi a terceira força mais votada com 12, 66%, registando o seu melhor resultado em Mirandela, com 18,3 por cento.
Em quarto lugar ficou o Bloco de Esquerda com 6,21% enquanto a CDU registou 2,41%.
Dos 156333 eleitores inscritos, 53,71% exerceram o direito de voto.
A abstenção registou por isso, uma subida em relação à última votação, situando-se agora nos 46,29 por cento.
Em termos concelhios, o PSD venceu em nove municípios, deixando três para os socialistas.
A maior surpresa da noite foi mesmo a vitória social-democrata em Torre de Moncorvo, por 172 votos, há muito um bastião socialista.
Em Freixo de Espada à Cinta registou-se a vitória mais apertada, com o PSD a bater o PS por apenas quatro votos, num universo de 2527 eleitores.
Já em Alfândega da Fé, a vitória socialista foi decidida por apenas nove votos.
A maior diferença entre primeiro e segundo registou-se em Mirandela, com o PSD a recolher 43,72 por cento dos eleitores contra 23,43 do PS, a segunda força política mais votada naquele concelho.
Nota final para os 1055 votos brancos, que representam 1,26 por cento do total de votos no distrito de Bragança.
Brigantia

sábado, 26 de setembro de 2009

Passeio ao Vale do Tua: património entre serras e fragas

4 de Outubro
Data limite de inscrição: 28 de Setembro

O passeio ao Vale do Tua inicia-se com uma caminhada ao longo de um troço da linha do Tua, considerada um dos mais belos trajectos ferroviários do Mundo. Os participantes terão também oportunidade de conhecer melhor a história, património e tradições locais durante a visita às termas romanas de São Lourenço e ao castelo de Ansiães e, para retemperar forças, poderão ainda desfrutar de um lanche tradicional.

Todos os participantes, ficam desde logo convidados a participar num concurso de fotografia durante o qual se irá eleger as 10 melhores fotos tiradas durante o passeio. As fotos vencedoras farão parte da exposição “Vale do Tua- património a proteger” a realizar-se no Porto na Casa da Horta – Associação Cultural .

Guias do passeio
- Bruno Meireles, estudante finalista de arquitectura paisagista, conhecedor da flora local
- Luís Pereira, arqueólogo
- Patrícia Calvário e Célia Quintas, membros do Movimento Cívico pela Linha do Tua (http://www.linhadotua.net/)

http://www.campoaberto.pt/2009/09/15/passeio-ao-vale-do-tua-patrimonio-entre-serras-e-fragas-2/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Daqui e dali... Manuelinho

Objectos de arte sacra têm vindo a desaparecer nos últimos tempos

Sobre o descaminho de azulejos e elementos arquitectónicos de edifícios históricos, recomenda-se a consulta ao site americano da actividade comercial do, até á pouco tempo, presidente da Associação Portuguesa de Antiquários, onde se pode observar um inacreditável catálogo de peças desses géneros, actualmente á venda nos E.U.A.
http://www.solarantiquetiles.com/

Não obstante não duvidar da licitude desta actividade, que não ponho em causa, é pertinente interrogarmo-nos sobre quantas destas exportações definitivas de património histórico-artístico com mais de cem anos, é que foram solicitadas, e autorizadas pelos serviços competentes do Ministério da Cultura ?
Antiquário que até presta serviços de consutadoria á PJ no programa "SOS Azulejo" (?).
http://mais.uol.com.br/view/7945qmbpogar/tradicionais-azulejos-de-lisboa-sao-cada-vez-mais-roubados-0402306ECC916326?types=A&

Peças que há cerca de duas décadas são sistematicamente furtadas em Portugal por catálogo e por encomenda, por elementos de uma organização criminosa internacional, constituida por bandos de gatunos operacionais, de etnia cigana, e seus associados italianos e dos Países Baixos, que os organizam e distribuiem a mercadoria ilícita pelo mercado mundial. Indivíduos sobejamente conhecidos das autoridades judiciais nacionais, e internacionais, e que estranhamente não são eficazmente combatidos. Sendo classificados de um "grupo de ladrões ainda não identificado" !

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Reportagem+Especial/2009/1/sospatrimonio.htm
Faz-se entretanto pesquisa na net, designadamente na Ebay, para alegadamente cumprir e explicar o desempenho de funções, onde se detectam azulejos a vulso, produto da pequena delinquência, e "esquece-se" o impune "comércio a grosso" das obras de arte valiosas.
http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-br&vid=6f951fda-f648-4302-a426-462c531a269d
http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/roubo-de-azulejos-em-portugal-ameaca-patrimonio-historico-040262DCC16366?types=A&

Com consideração.
Manuelinho

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Autárquicas Carrazeda de Ansiães 2009 na Rádio Ansiães

Em Carrazeda de Ansiães há seis candidatos à presidência da Câmara Municipal.
Às 10 da manhã e às nove da noite vêm à Rádio Ansiães explicar os seus projectos para o concelho.
Dia 23, Manuel Madureira, da CDU;
Dia 24, Augusto Faustino, do PS;
Dia 25, José Luís Correia, da coligação PSD/CDS-PP.

O debate entre todos os candidatos está agendado para o dia 8 de Outubro às 10 horas da manhã, com reposição às nove da noite.
Rádio Ansiães

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Na cerimónia de encerramento,
em Lamego



Fui ao teatro Ribeiro Conceição para a apoteose de Milos Forman. Hélder de Carvalho bem me avisara sobre o Baile dos Bombeiros (e o presidente do Instituto dos Vinhos de Douro e Porto, I. P, continuou, cerimónia adentro), mas ainda não o vi, apenas a Voando sobre um ninho de Cucos, Hair e The people vs. Larry Flint...

A Orquestra das Beiras acompanhou o trailer genérico sobre a obra do cineasta e depois a abertura para o filme Amadeus. Voltando à cerimónia, porém, ao receber as chaves da cidade de Lamego pelo seu presidente de Câmara, Milos Forman prometeu, definitivamente:

I’ll be back!

Sem antes deixar de explicar (respondendo a uma Crítica que lhe terão feito) sobre o riso do divino compositor, que se apoiou documentalmente numa carta de uma dama que o considerou infantil, animalesco. Mas, sim, claro que nisso ficou um pouco da sua imaginação, uma vez que ao tempo não havia como gravá-lo…
(Parece igualmente que Milos Forman se terá inspirado nas celebérrimas alterações de humor do tenista John McEnroe para a caracterização do génio imprevisível de Mozart.)

Momento alto foi igualmente a atribuição do galardão da Vintage Selection ao filme Wolfy, de intensidade dramática incomum, ao cineasta russo Vasili Sigarev, acompanhado pela actriz Merila Barzi.

Agora revendo Amadeus… Salieri, o narrador, é a figura maior. De possível crime, mas, acima de tudo, de in_
veja. Murray Abraham no papel deste músico, transformou-o bem maior do que Mozart, conseguindo aí uma vitória derradeira sobre este e Deus. Aí, sim, o Requiem se completou, para que Salieri o assinasse, transcrevendo a partitura, mas da Vida de Mozart, na confissão ao padre. Aí, sim, deixou de ser o padroeiro da mediocridade. De in_
veja, a correr-se, bem maior do que o mundo.

Vitorino Almeida Ventura

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mota Andrade admite falha do Governo no atraso do helicóptero do INEM

O atraso do helicóptero do INEM para Macedo de Cavaleiros deve-se a problemas burocráticos e é uma falha deste Governo.
Isso mesmo é assumido pelo cabeça de lista do PS às próximas legislativas por Bragança, Mota Andrade, em entrevista à Brigantia.
Está em concurso público, mas o processo caiu nas teias da burocracia em função de protestos dos concorrentes” explica, admitindo que “é uma falha, nem tudo corre como nós queremos”. (...) Brigantia

Autarca denuncia fecho de Urgência

O Centro Hospitalar do Nordeste prepara-se para encerrar a urgência médico-cirúrgica de Mirandela, após as eleições legislativas.
A denúncia é do presidente da Câmara, que teve "conhecimento de uma circular interna".
O documento entregue aos médicos pelo director de Cirurgia diz, preto no branco, que, a curto prazo, vai encerrar a UMC e passa a funcionar 24 horas em Bragança, porque "está previsto ficarem apenas as consultas externas e pequenas cirurgias, uma tarde por semana, e o bloco operatório funcionará uma manhã por semana", avança José Silvano.
O autarca social-democrata diz que esta situação está a deixar "desmotivados" os profissionais de saúde da especialidade de Cirurgia que até "já estão a ponderar a saída para outras unidades hospitalares do litoral", o que, no entender de José Silvano, também vai acabar por prejudicar a urgência médico-cirúrgica de Bragança, já que "não terá anestesistas suficientes para realizar as operações necessárias, aumentando a lista de espera", conta.
Perante este cenário, o edil diz que pouco pode fazer nesta altura senão denunciar as movimentações que estão a acontecer. "Neste período, é complicado fomentar manifestações, porque seria acusado de aproveitamento eleitoralista", explica José Silvano, que volta a ser candidato pelo PSD nas autárquicas. A única forma de conseguir impedir o encerramento será "castigar o PS nas próximas legislativas", acrescenta. Relativamente àquela denúncia, o Conselho de Administração, que gere os hospitais de Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros, respondeu em comunicado que as informações são "puro boato, carecendo de qualquer fundamento e seriedade".
Na nota à Imprensa, assinada por Henrique Capelas, presidente da Administração, e Sampaio da Veiga, director clínico, dizem também que "jamais foi equacionada qualquer alteração aos serviços que pudesse implicar a despromoção dos serviços de Urgência da Unidade Hospitalar de Mirandela" e que é compromisso da Administração "manter o modelo existente com todas as suas valências, aliás, na sequência do legalmente consagrado pela tutela, no âmbito da Rede Nacional de Urgências", conclui.
Recorde-se que, na última reorganização dos serviços de Urgência, em 2007, levada a cabo pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, ficou definido que Mirandela ficava com uma urgência médico-cirúrgica, pelo menos, até à conclusão de vias de acesso previstas, como a A4, que está nesta altura apenas no seu início.
JN

domingo, 20 de setembro de 2009

Loba em pele de cordeiro

Conhecem a história não conhecem? É mais do mesmo... Mas não se deixem enganar!!!
Intertoon

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Adão Silva nega convite a Olímpia Candeias para ser candidata à Câmara de Carrazeda - reposição

O presidente da distrital do PSD de Bragança, Adão Silva, nega ter convidado Olímpia Candeias para ser a candidata do partido à presidência da Câmara de Carrazeda de Ansiães, nas eleições deste ano.
Na passada sexta-feira, durante sua apresentação pública como candidata independente, Olímpia Candeias disse aos jornalistas que foi convidada por Adão Silva para concorrer pelos sociais-democratas.
No entanto, em eleições internas na Concelhia do PSD de Carrazeda, viria a ser escolhido José Luís Correia para concorrer pelo partido à presidência da Câmara.
O líder da distrital do PSD alega que a eleição do candidato à Câmara “cabe à Comissão Politica Concelhia” e afirma que o convite a Olímpia Candeias “é uma absoluta falsidade”.
Adão Silva acrescenta que, o ano passado, altura em que Olímpia Candeias ocupou um lugar de deputada na Assembleia da República, eleita pelo PSD – partido em que se filiou em Abril de 2008 –, lhe disse que “iria ter uma responsabilidade acrescida no apoio ao PSD para ganhar as eleições”, dado que, nessa altura, o actual presidente da Câmara, Eugénio de Castro, já havia anunciado que não se recandidatava. “Se ela confundiu este apelo à mobilização e à disponibilidade pessoal com uma promessa de que seria cabeça de lista foi uma grande confusão”, acrescenta.
Adão Silva adianta ainda que Olímpia Candeias “não tem perfil” para ser presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, precisamente porque não entende a linguagem democrática e do respeito pelas opções dos órgãos dos partidos”.
O dirigente partidário conclui que a escolha de José Luís Correia pela concelhia do PSD foi a mais correcta para concorrer à Câmara de Carrazeda.
Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Candeias promete que não vai desiludir

A candidata independente à presidência da Câmara de Carrazeda, Olímpia Candeias, teve casa cheia na festa da sua apresentação pública, no salão da casa do povo, no passado domingo.
Olímpia Candeias prometeu dar ao concelho um novo rumo, sublinhado que não vai desiludir os carrazedenses caso a escolham para liderar o município durante os próximos quatro anos. “Candidato-me porque acredito poder fazer deste concelho um lugar onde dê gosto viver, onde imperem os princípios de justiça e igualdade de oportunidades” salientou Olímpia Cadeias. Acrescentou que protagoniza a "candidatura da mudança". "Sou mulher de palavra, nunca vos desiludi e nunca desiludirei”, enfatizou
O turismo é uma das áreas onde Olímpia Candeias promete apostar para desenvolver o concelho de Carrazeda, considerando que é "prioritário dar a conhecer o património histórico e arqueológico" do concelho. Mas também quer "valorizar o património natural como o Tua e o Douro, atraindo interesses para desenvolver o turismo". A dinamização do empreendedorismo jovem é outro dos objectivos: "Pretendemos a fixação dos jovens incentivando o empreendedorismo através da criação de um ninho de empresas, apoiando-as na instalação, elaboração de candidaturas e acesso ao financiamentos nacionais e comunitários”, disse a candidata independente.
A revisão do PDM e o alargamento da zona industrial são outras propostas da candidata independente, que também quer "reduzir o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), através da aplicação de taxas próximas da mínima, até ao final do mandato".
As questões sociais, o apoio à saúde, a valorização e promoção dos produtos agrícolas, a conclusão do Centro Cívico e a alteração ao regulamento de estacionamento da vila, são outras das preocupações da candidata independente, que leva em segundo lugar da lista, Marco Azevedo e Rui Tranchete em terceiro. Seguem-se Júlia Baltazar e Carlos Pires. O cabeça de lista à Assembleia Municipal é Albino Gomes, seguido de João Sampaio e Sofia Rainha.

Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Pela festa oficial Harvest by night,
num barco atracado ao Pinhão



Foi muito bom ouvir a bordo a banda do contrabaixista de jazz Kyle Eastwood, totalmente despretencioso, tocando admiravelmente um baixo eléctrico de 5 e 6 cordas. Muito bom ouvir o autor de algumas bandas sonoras para os filmes do pai, Clint, como Gran Torino ou Letters from Iwo Jima. Apenas um senão,

da parte de alguns dos convidados. Assim, nesta última peça citada, de carácter mais intimista, por exemplo, os pianos do piano de Andrew McCormack foram literalmente abafados por um clamor de conversas, impedindo a relação do perfume de um cálice de champanhe rosé com a música, o que motivou a um dos assistentes de cadeira fazer um funil com a mão direita e contraclamar

— Aqui está-se para ouvir. Quem quiser des_
conversar que o faça no deck superior.

Que o grupo dos convidados que estão quase a ser famosos (e dessa fama já se não livram), na canção de Sérgio Godinho, não estavam ali para o concerto, mas para a noite disco apresentada pelo dj Álvaro Costa, que sempre se entrega musicalmente, como diria Reininho, às meninas da night, qual cromo da Liga dos Últimos num último esgar de revivalismo dos eighties e dos seventies, mais mainstream. Foi ‹‹giro››,

embora gostássemos mais que Álvaro Costa, esse bom rapaz, saltasse um pouco para a margem, ainda que de dentro, pois aí sempre se manteve, como pai Natal da indústria nas palavras justas de Adolfo Luxúria Canibal. Que

mais do que os risos à porta da ‘Pastelaria’ de Mário Cesariny, de haver, brancos e muitos, muitos dentes à mostra, preferíamos o longo nariz dos membros da Confraria do Vinho do Porto, de quem o ama e sabe fazer amado. Como explicar a Milos Forman que o do Porto é um néctar

para se apreciar (apenas) quando sóbrio.

Vitorino Almeida Ventura

O que se disse... José Leite Pereira

«O próprio primeiro-ministro, antes orgulhoso de ser um animal feroz, veste a pele de um falinhas-mansas, preocupado por ter sido indelicado com os professores ou por não ter explicado bem as políticas do Governo».
José Leite Pereira

O desempate técnico