quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que se disse... Edmundo Pedro

«Há quem não se pronuncie no PS porque tem medo»
Edmundo Pedro, histórico do Partido Socialista

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Duas curtas bíblicas

Acabei de ler A Passo de Caranguejo de Umberto Eco e ainda estou nas nuvens...

Uma das suas ideias é que, admitindo os sete dias da Criação, como um conto poético, que pode ser interpretado para além das sua letra, ‹‹o Génesis parece dar razão a Darwin: primeiro tem lugar uma espécie de Big Bang, com a explosão da Luz, depois os planetas ganham forma e a Terra sofre os grandes choques geológicos (as terras separam-se do mar), em seguida aparecem os vegetais, os frutos e as sementes, e por fim as águas começam a fervilhar com seres vivos (a vida surge a partir da água), os pássaros levantam voo, e só depois aparecem os mamíferos (é imprecisa a posição genealógica dos répteis, mas não se pode exigir demasiado ao Génesis).
Só no fim e culminar deste processo (e depois dos grandes macacos antropomórficos, imagino) aparece o homem. O homem que — não o esqueçamos — não é criado do nada, mas a partir do barro, ou seja, de matéria precedente. Mais evolucionista do que isto (ainda que em tom altamente épico) não se pode ser
.››. Além da imprecisão dos répteis, após os pássaros, também a das plantas (digo eu), antes do sol e da lua, é coisa cientificamente impossível. Mas como se trata de uma esquematização poética...

A Paixão de Mel Gibson revela um ódio deste pelo Nazareno, ‹‹indescritível, quem sabe que repressões antigas estará ele a descarregar de forma cada vez mais violenta no seu corpo, e ainda bem que a filologia não lhe permitiu ir mais longe, porque, caso contrário, teria mandado aplicar-lhe eléctrodos nos testículos, com um clister de petróleo por cima de tudo.
Onde os Evangelhos se limitam a dizer que Jesus foi flagelado (três palavras em Mateus, Marcos e João, nenhuma em Lucas), Gibson faz com que lhe batam primeiro com canas, depois com as correias com pontas de ferro, e por fim os maços, reduzindo-o a carne esmagada até ao limite, como um hamburguer mal passado
.››
Hectolitros de sangue, transportados para as filmagens por imensos camiões-cisterna, com a ajuda de todos os vampiros da Transilvânia!

Umberto Eco citado por Vitorino Almeida Ventura

Que pensamento lindo!

Antero

Cerca de 300 professores podem ser obrigados a abandonar a região

O Governador Civil de Bragança pediu à ministra da Educação uma medida de excepção para evitar que cerca de trezentos professores sejam obrigados a sair da região, por não conseguirem colocação no próximo concurso de professores.
A Plataforma de Professores e o Governador Civil receiam as consequências de perder trezentas familias numa região desertificada. Jorge Gomes pediu, por isso, ao Governo, uma medida de excepção para o distrito.
O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, pede também a actuação do Governo para que não se confirme este cenário. Cerca de 300 docentes de Bragança podem abandonar a região no início do próximo ano lectivo. Diário de Trás-os-Montes

Caso Freeport: o cerco britânico

Henrique Monteiro
Rodrigo

Quercus denuncia barragem do Tua junto da UNESCO

A Quercus vai apresentar uma denúncia junto da UNESCO por causa da construção da futura barragem do Tua.
A associação ambientalista refere que, pela primeira vez, "a tutela admite [no estudo de impacte ambiental] que a construção do muro da barragem se situa dentro dos limites do património mundial".
"Partiremos para já com uma denúncia, mas se a intenção de construção da barragem se mantiver ponderamos a hipótese de outras campanhas junto da UNESCO, como forma de pressão sobre o Governo português", ameaça.
Público

Estradão de Foz-Tua não é para servir a barragem

A construção de um estradão em terra batida próximo da estação ferroviária de Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães, faz parte de uma intervenção no local, que prevê a supressão da passagem de nível na linha do Douro.
Recordo que a criação deste acesso gerou alguma desconfiança, sobre a possibilidade de ali estar a ser já criado um corredor rodoviário para o local onde vai nascer a barragem do Tua.
O deputado na Assembleia da República do Partido Ecologista “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes, chegou mesmo a apresentar no Parlamento um pedido de resposta a várias questões relacionadas com o estradão, dirigido ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
No entanto, a Refer já esclareceu que a a construção do estradão faz parte da “empreitada de supressão da passagem de nível ao quilómetro 139 da Linha do Douro” e que “não está prevista a sua pavimentação”.
A Refer explica ainda que neste momento “estão a ser estudadas medidas para a estabilização dos taludes”.
Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

5.º Debate com os afectados pela ameaça da barragem do Tua

A COAGRET, Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Tranvases de Portugal, com sede em Mirandela, promove no próximo dia 8 de Fevereiro o 5º debate sobre o que consideram ser \"ameaça\" da construção da barragem de Foz Tua. O debate vai decorrer na Escola Primária de Sobreira, concelho de Murça, freguesia de Candedo. E pretende discutir os pontos negativas da construção da barragem prevista para aquela zona, inserido no Plano de 10 Barragens para o País.

Declarada ruptura financeira do Município

A Assembleia Municipal de Alfândega da Fé aprovou esta segunda-feira a declaração de ruptura financeira do município.
Na mesma sessão foi aprovado, com os votos contra do PS, o pedido de dois empréstimos, um de três milhões de euros ao programa de regularização extraordinária das dividas municipais e outro de 968 mil euros para pagar 75% da comparticipação de três obras financiadas por fundos europeus, ainda não pagas na totalidade e que terão de ser liquidados até Abril, sob pena de se perder a comparticipação de cerca de dois milhões de euros. (...) JN

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Três presidentes de câmara do distrito de Bragança não se recandidatam ao cargo nas autárquicas deste ano

Em três concelhos do distrito de Bragança, os actuais presidentes de câmara não se vão recandidatar às autárquicas deste ano. São eles Eugénio de Castro, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, eleito pelo PSD, Manuel Rodrigo Martins, de Miranda do Douro, eleito pelo PSD, e Morais Machado, autarca de Mogadouro que concorreu como independente mas pelas listas do PSD.
Eugénio de Castro, eleito em 1997, foi o único que disse de forma clara e inequívoca que não seria novamente candidato. A concelhia "laranja" já aprovou o nome do novo candidato, José Luís Correria, actualmente presidente da Junta de Vilarinho da Castanheira.
Este é um dos municípios onde o PS nunca foi poder. Público

Macedo e Vila Flor no topo da violência doméstica

Vila Flor e Macedo de Cavaleiros foram os concelhos que em 2008 registaram mais denúncias de violência doméstica no ano de 2008, segundo a Guarda nacional Republicana, e as maiores agressões acontecem sobretudo nos meses de Julho Agosto e Setembro. Apesar de nas cidades de Bragança e Mirandela terem sido efectuadas cerca de centena e meia de denúncias de violência doméstica em 2008, o comandante da Policia de Segurança Pública de Bragança afirmou à comunicação social que se registou um decréscimo de dez por cento, em relação a 2007. Embora na maioria dos casos a violência física seja a principal queixa apresentada, as agressões com armas brancas na violência doméstica tem vindo a aumentar. Também ficou provado que nas queixas apresentadas em 2008 referentes a Bragança e a Mirandela, cerca de 43% das agressões estão relacionadas com o consumo de álcool, e segundo a GNR no restante distrito de Bragança, foram contabilizados mais de centena e meia de casos, que em relação a 2007 tiveram um aumento na ordem dos oito por cento. NN

Estrutura de Missão do Douro realiza Jornadas do Património Cultural do Douro

Como salvar e valorizar o Património Cultural do Douro?

Numa organização da Estrutura de Missão do Douro, vão ter lugar no Auditório Municipal de Sabrosa, na sexta-Feira, as Jornadas do Património Cultural do Douro/2009, que se propõem debater a conservação e a valorização do Património Cultural, os seus factores de atractividade e de competitividade.
Na sessão de abertura, pelas 9h30 horas, intervirão Ricardo Magalhães (chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro), José Carvalho Marques (Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa) e Carlos Lage (Presidente da CCDR-N).
Ao longo do dia, numa abordagem muldisciplinar abrangendo os aspectos mais relevantes do património cultural, material e imaterial, do Douro intervirão vários conferencistas: Paula Silva (Direcção Regional da Cultura do Norte), Rui Braz (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto), Gaspar Martins Pereira (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), Lino Tavares (Direcção Regional da Cultura do Norte), Alexandre Parafita (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), Armando Moreira (Liga dos Amigos do Douro), Natália Fauvrelle (Museu do Douro) e António Graça (Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte). Para moderar os debates foram convidados, da parte da manhã, Manuel Correia Fernandes (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) e, da parte da tarde, Helena Gil (Directora Regional da Cultura do Norte).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estradão da Refer levanta suspeitas

A Refer construiu um estradão em terra batida junto à estação ferroviária do Tua. O partido "Os Verdes" quer saber se tem a ver com a barragem e requereu à Assembleia da República uma resposta do Governo.
Na edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias, um leitor publicou, na secção respectiva, uma foto mostrando o tal estradão e opinando que tal poderia indiciar a construção de "um corredor rodoviário para o início da construção da barragem" do Tua.
O deputado do Partido Ecologista "Os Verdes", Francisco Madeira Lopes, viu, na secção "Cidadão Repórter" do JN on-line, foto e texto do leitor André Pires, e resolveu entregar no Parlamento uma pergunta dirigida ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre "a possibilidade de estarem já a decorrer obras para a construção da barragem da Foz do Tua, com trabalhos na Linha do Tua".
Segundo Madeira Lopes, "a confirmarem-se tais factos e propósitos, tal seria extremamente grave já que a barragem da Foz do Tua ainda se encontra em fase de consulta pública do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, não existindo ainda qualquer decisão, favorável ou desfavorável, em relação à sua construção".
Ora, enquanto o deputado de "Os Verdes" aguarda pela resposta do Ministério tutelado por Mário Lino, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) mandou, ontem, técnicos à estação para tratar de averiguar as condições em que o estradão foi criado e qual a sua finalidade. "Estamos a acompanhar esta situação", confirmou, ao JN, fonte oficial daquele organismo, acrescentando que a deslocação dos técnicos teve como objectivo "apurar se a obra está dentro da legalidade, nomeadamente, se foi licenciada".
A Câmara de Carrazeda de Ansiães, através do vereador, António Augusto, disse que "a Refer, como empresa pública, não precisa de uma licença para aqueles fins passada pela autarquia, apenas tem lhe dar conhecimento". Porém, acrescentou, "não o fez atempadamente". Para explicar melhor a intervenção ali realizada, autarquia e Refer têm marcada uma reunião para a semana.
A fonte da CCDRN revelou ainda que, pela observação já efectuada, "não se deduz uma relação entre a criação do estradão e a construção da barragem". Uma constatação que há-de ser lavrada no relatório.
De resto, Guilhermina Assunção, com café junto à estação, só agradece o novo acesso, já que até agora não era fácil um carro aproximar-se da sua porta. Porém, reclama que "devia ter alcatrão e uma rede metálica a proteger a escarpa para evitar a queda de pedras".
O JN tentou, ontem, sem sucesso, ouvir a Refer.
Eduardo Pinto, JN

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ambientalistas contestam Tribunal de Mirandela

A Plataforma Sabor Livre vai recorrer da decisão tomada pelo Tribunal Admnistrativo de Mirandela de permitir o reínicio dos trabalhos de construção da Barragem do Baixo Sabor. O tribunal recusou a adopção da providência cautelar que foi interposta pelos ambientalistas. (...) RBA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O amnésico

Daqui e dali... João Lopes de Matos

REGIONALIZAÇÃO

Volta a falar-se se deve ou não haver divisão do país em regiões.
Tenho algumas dúvidas.
O país é tão pequeno que não sei se vale a pena serem criadas mais regiões autónomas, como as dos Açores e da Madeira.
Estas justificam-se pela lonjura e separação física do continente.Aqui justificar-se-á dividir o país em mais pedaços, com todos os órgãos existentes nas actuais regiões autónomas?
Duma coisa, porém, estou convencido: - da necessidade de descentralização. Porquê e para quê?
Porque é preciso que muitos problemas tenham uma resposta mais rápida e para que os órgãos administrativos locais possam assumir as suas responsabilidades mediante a liberdade de serem adoptadas soluções diferentes para cada zona.
O Estado deve deixar de ser a entidade longínqua, à qual possam ser atribuídas todas as culpas, tornando-nos a nós irresponsáveis.
Temos que sentir a necessidade de pensar e decidir problemas. Temos que intervir mais na vida que nos diz respeito.
Assim como está, o governo central é a única entidade que tem obrigações. Nós não as temos. E é preciso tê-las.
Como se consegue isso?
É um facto que existem freguesias e concelhos demasiado pequenos. É preciso agregar umas e outros e reduzir o número de freguesias a um décimo das existentes e o número de concelhos a um terço.
Depois, as freguesias e os concelhos já podem ficar encarregados de mais competências e autonomia mais alargada.
Quase tudo pode ser comandado a nível concelhio: a saúde, a segurança, o ensino, o lazer, etc..
Como reconheço que há assuntos que dirão respeito a mais que um concelho, devem existir órgãos que agreguem representantes concelhios e que, reunindo periodicamente, resolvam os problemas referentes a vários concelhos.
Os assuntos ditos nacionais (defesa, justiça, parlamento, relações exteriores, obras de grande vulto, etc..) serão resolvidos a nível governamental.
É preciso dar uma dimensão mínima às freguesias e aos concelhos e resolvermos localmente muitos problemas, para nos responsabilizarmos e não deitarmos as culpas todas para os órgãos centrais.
Se a regionalização ficar por esta visão minimalista, acho que será uma medida acertada.
É preciso, rumo ao desenvolvimento, correr o risco da reorganização administrativa e da descentralização.

João Lopes de Matos

Tribunal autoriza continuação das obras na Barragem do Baixo Sabor

Os trabalhos de construção da barragem do Baixo Sabor, em Torre de Moncorvo, foram reiniciados ontem, depois do Tribunal Administrativo de Mirandela recusar as providências cautelares da Plataforma Sabor Livre.
As obras estavam suspensas desde o dia 30 de Dezembro de 2008, já que a Quercus e a Liga para a Protecção da Natureza (que integram a Plataforma Sabor Livre) tinham conseguido o “decretamento provisório”, pela mesma entidade judicial, de uma providência cautelar para suspender a execução do contrato de concessão de utilização dos recursos hídricos, celebrado entre a EDP e o Instituto da Água.
No entanto, depois de decorridos os trâmites habituais neste tipo de situações, o Tribunal Administrativo de Mirandela optou por não dar seguimentos às queixas, tal como informou, ontem, em comunicado, a própria EDP. A eléctrica também revelou que foi notificada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de que “negou as providências de intimação da EDP para a suspensão da construção da barragem”, que outras associações ambientalistas, que também integram a Plataforma Sabor Livre, haviam requerido àquele tribunal.
Perante a luz verde concedida pelos tribunais, a EDP anunciou que se encontram reunidas as “condições necessárias” para retomar as obras de construção do Aproveitamento Hidroeléctrico da Baixo Sabor, empreendimento a que atribui “significativa importância para o sector energético nacional”.
A empresa justifica com a “reserva estratégica de água que possibilitará um reforço significativo da segurança de abastecimento”, bem como com a “articulação futura com a estabilização da produção de energia eólica”.
A barragem do Baixo Sabor e considerada pela EDP um investimento estruturante da ordem dos 450 milhões de euros, com 85% de incorporação nacional, e que terá em obra cerca de 1700 trabalhadores.
Eduardo Pinto/JN/RA

Festival "didáctico" de azeite em Mirandela

Começa hoje o festival de Sabores do Azeite Novo em Mirandela. É já a quarta edição do certame cujo objectivo é dar a conhecer à população os novos azeites produzidos este ano. E também serve para anteceder o festival gastronómico que decorre durante o mês de Fevereiro.
O vice-presidente da autarquia de Mirandela, António Branco diz que o festival não se trata de uma feira mas sim de uma acção de sensibilização. Do programa fazem parte várias iniciativas que visam educar as pessoas para escolha e consumo de azeite de qualidade. Exposições sobre a oliveira e a azeitona, um curso de iniciação de Provadores de Azeite, workshops e tertúlias.
A grande aposta do programa do festival são as provas didácticas de azeite, que segundo o vice-autarca de Mirandela, são essenciais para abrir o diálogo em torno do “néctar das azeitonas”. António Branco refere que é um festival de grande importância para a região que tem na produção de azeite a sua segunda maior riqueza económica. A alheira continua a ser o maior impulsionador económico. "Com a Denominação de Origem Protegida a alheira é a indústria mais estável da região" refere o vice-autarca.O quarto Festival de Sabores do Azeite Novo irá decorrrer então em Mirandela, de 28 de Janeiro a 1 de Fevereiro, um certame com exposições, workshops, seminários e tertúlias entre outras iniciativas, com o objectivo de educar as pessoas quanto ao consumo do azeite de qualidade. Azeite este que é elaborado por vários produtores individuais e cooperativas da região de Mirandela. RBA

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Braço-de-ferro na educação

O que se disse... Lídia Jorge

«A titularidade foi dada a professores bons, excelentes, maus e muito maus. Não premiou nada, porque baralhou tudo.»
Lídia Jorge, Público