terça-feira, 9 de junho de 2009

Pareceres desaparecem do EIA da Barragem de Foz-Tua

Não é fixação nem brincadeira. Segundo o partido “Os Verdes” terão desaparecido pareceres do processo do EIA da Barragem de Foz-Tua que eram contra a construção do empreendimento.
Os pareceres em causa terão sido dados por entidades e organismos externos na fase de consulta pública e segundo denuncia o partido ecologista não foram tidos em conta na elaboração da Declaração de impacto Ambiental (DIA) porque não faziam parte do processo.
Na verdade, os pareceres teriam que naturalmente integrar a DIA deste projecto que foi emitida no passado 11 de Maio, mas tal não aconteceu.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) houve um erro informático que impossibilitou a inclusão dos referidos pareces na documentação emitida. Mas “Os verdes” não se convencem com esta justificação e já consideram este acontecimento como “um novo mistério no Tua”.
Segundo Manuela Cunha, responsável do partido, o problema informático não pode ser uma justificação para o desaparecimento dos pareceres de organizações e das entidades que os produziram. O mistério reside numa evidência: todos os pareceres eram contra a construção do empreendimento. Manuela Cunha disse que o que se está a passar à volta deste processo se traduz numa autêntica “anomalia”.
Agora o partido ecologista “Os Verdes” diz que não se vai ficar por aqui, e já prometeu vai pedir esclarecimentos do sucedido junto do Ministério do Ambiente. NN

Carlos do Carmo - Vila Real - 13 de Junho

Carlos do Carmo - Teatro de Vila Real - 13 de Junho - Sábado

Olival sem apoios comunitários

A partir deste ano o olival tradicional vai deixar de receber as ajudas financeiras comunitárias com que contava
A partir deste ano o olival tradicional, o mais representativo no Norte, vai deixar de receber as ajudas financeiras comunitárias com que contava. Teme-se o abandono do olival pelos agricultores.
O Programa Operacional de Desenvolvimento Rural (PRODER) em vigor até 2013 não prevê ajudas específicas ao olival tradicional, com excepção do olival de produção biológica.
A falta de apoios financeiros públicos está a dar origem ao abandono dos olivais. Em diversos concelhos do distrito de Bragança há olivicultores que deixaram de tratar as suas terras e há casos em que já estão a ponderar não proceder à apanha da azeitona.
António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), garante que o abandono do olival tradicional terá um "impacto fortíssimo"na região, com consequências "dramáticas" não só a nível económico, com a diminuição da produção de azeite e redução de rendimentos por parte dos pequenos agricultores, mas sobretudo na perda de capital genético. "Está em causa a identidade genética do olival transmontano, um património genético único no mundo, que é uma marca distintiva dos restantes azeites", explicou António Branco.
Muitos dos olivais de produtores que têm ganho concursos internacionais com azeites transmontanos utilizam espécies do olival tradicional, algumas delas típicas da região, "diferentes das do Alentejo, de Espanha ou de Itália, as novas oliveiras são iguais em todo mundo", acrescentou.
O olival tradicional é o tipo de olival mais representativo de Portugal, distribuindo-se, dominantemente, em pequenas parcelas, envolvendo milhares de pequenos e médios agricultores que retiram do olival uma parte substantiva dos seus rendimentos.
Armindo Lopes, presidente da Cooperativa Agrícola de Izeda, prevê que se os olivais forem abandonados, as consequências ambientais, económicas e sociais "serão trágicas".
Para além da função produtiva de azeitona e de azeite, o olival tradicional contribui fortemente para o equilíbrio ambiental e paisagístico, que são também uma marca da identidade transmontana, até ao nível dos próprios muros em xisto, cujos olivais que os possuíam recebiam uma majoração do subsídio. Olivais abandonados serão mais um risco de incêndios florestais.
"A produção no olival tradicional envolve custos elevados, dada a baixa possibilidade de mecanização, a que acresce a baixa produtividade, por se tratar de uma cultura de sequeiro", explicou Adão Silva, deputado do PSD, que já inquiriu o Ministério da Agricultura sobre que medidas estão previstas para ajudar os olivicultores.
Na última colheita já se registou o abandono da vários hectares de olival. Os proprietários recusaram apanhar a azeitona porque os custos ficavam acima do valor de mercado da azeitona e do azeite. JN

Rangelcídio

Henrique Monteiro

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O que se disse... António Ribeiro Ferreira

«Como Constâncio não pede desculpa, é legítimo que alguém lhe diga que tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta».

António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã"

PSD vence europeias em Bragança

O PSD foi o partido mais votado nas eleições europeias, em todos os concelhos do distrito de Bragança.
Os sociais-democratas obtiveram 46,6% dos votos no acto eleitoral de ontem.
Ainda assim, a abstenção foi a grande vencedora.
69,49% dos eleitores inscritos nas freguesias do distrito não foram às urnas.
O maior nível de abstenção foi registado nos concelhos de Bragança, Vinhais e Vimioso com quase 74%.
Em Alfandega da Fé registou-se a maior adesão às urnas pois a abstenção fixou-se nos 58%.
Comparativamente a 2004, há quatro concelhos que alteraram o sentido de voto.
Há cinco anos, em Bragança, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vinhais o PS foi o partido mais votado nas eleições europeias.
Ontem o PSD acabou por levar a melhor nestes três concelhos.
Aliás em todos os concelhos do distrito, foi a força política mais votada, com 46,6% dos votos.
Nuno Reis, director de campanha no distrito, considera que foi um resultado excepcional. “Nas últimas europeias nós concorríamos coligados com o CDS e agora sozinhos subimos, em alguns concelhos conseguimos até melhores resultados” salienta o responsável. Para Nuno Reis este pode ser um pronuncio de bons resultados das legislativas e nas autárquicas pois “se olharmos para Vila Flor, Torre de Moncorvo ou Vinhais que são concelhos onde não temos o poder, os resultados destas eleições são extraordinários” afirma.
O PS obteve 24,44% de votos dos transmontanos.
Bruno Veloso, o 17º elemento da lista do partido às europeias e presidente da Juventude Socialista de Bragança, assume a derrota mas entende que este resultado não vai influenciar as eleições legislativas e autárquicas. “É de facto uma derrota do Partido Socialista que temos de assumir e reflectis sobre ela” refere, acrescentando que “é um sinal claro de protesto dos eleitores”. Ainda assim Bruno Veloso entende que “os portugueses sabem distinguir as situações e para as legislativas o PS está consciente daquilo que prometeu e da obra que fez”.
O CDS foi a terceira força política mais votada no distrito de Bragança com 9,69%.
Armando Pacheco, presidente da distrital, confessa que este resultado vem de encontro às suas expectativas. “Estes resultados são bons e eram mais ou menos o que a distrital do CDS esperava tendo em conta a casa cheia do jantar da campanha em Mirandela” refere.
O Bloco de Esquerda reforçou o seu eleitorado ao obter mais 2296 votos do que em 2004.
Luís Vale não fica surpreendido com este desempenho e explica que isso “se tem notado no contacto com as pessoas e a aproximação que vão fazendo à nossa estrutura distrital pois temos vindo a verificar um crescimento exponencial do número de simpatizantes e aderentes”.
A CDU também cresceu nestas eleições ao arrecadar 6% dos votos contra os 2,79% obtidos em 2004.
José Brinquete, o líder distrital dos comunistas, mostra-se satisfeito com os resultados. “Subimos bastante no distrito, globalmente foram mais 800 votos e por isso é um resultado que nos anima para as próximas batalhas que vamos ter” refere.
No distrito de Bragança foram ainda registados 1424 votos em branco e 986 nulos, nestas eleições europeias. Brigantia

Aterro separa lixo indiferenciado para reciclagem

O aterro sanitário de Urjais, em Mirandela, vai receber uma central de triagem de resíduos que permite reciclar metade do lixo ali depositado.
Este aterro serve os 12 municípios do Nordeste Transmontano e ainda o de Vila Nova de Foz Côa.
Um investimento que segundo vice-presidente da câmara de Bragança ascende aos 25 milhões de euros.
O equipamento que vai ser instalado vai permitir que 25% dos resíduos indiferenciados sejam também reciclados” adianta Rui Caseiro salientando que isso “vai permitir que o aterro recolha menos 50% dos resíduos que recolhe actualmente”.
O autarca revela ainda que “68% dos resíduos recolhidos pela empresa a quem está contratualizado o serviço na Terra Fria são provenientes de Bragança e o restantes pelos concelhos de Vinhais, Miranda do Douro e Vimioso”.
Este anúncio foi feito à margem de uma visita organizada pela autarquia ao Ecocentro de Bragança, com empresários da construção civil do concelho.
No entanto, apesar dos 500 ofícios enviados pela câmara de Bragança, nem um único empresário compareceu ao encontro.
Uma recusa que desiludiu Rui Caseiro.
Fico desanimado porque esta acção que tínhamos previsto fazer vinha no sentido de eles colaborarem na separação e no encaminhamento correcto dos lixos para a reciclagem evitando a colocação de montes de entulho que por vezes ainda se encontram” afirma.
O vice-presidente da câmara de Bragança revelou ainda que em 2008 houve um decréscimo ligeiro na produção de lixo pelos munícipes face ao ano anterior, que também reciclaram mais.
Em 2008 recolhemos 15700 toneladas o que foi inferior em 1% ao ano de 2007 e espero que em 2009 a redução seja maior” refere. Já no que diz respeito à recolha de lixos separados “aumentamos 10% em relação ao ano anterior recolhendo cerca de 830 toneladas”.
No ano passado, Bragança gastou um milhão e 790 mil euros para tratar os resíduos produzidos.
Uma factura que ascende aos 160 mil euros por mês.
Brigantia

Pois claro!

Antero

domingo, 7 de junho de 2009

PSD ganha em Carrazeda de Ansiães

Carrazeda de Ansiães - resultados percentuais:

PSD - Partido Social Democrata - 49,3 %

PS - Partido Socialista – 22,7 %

CDS-PP - Partido Popular – 10,2 %

BE - Bloco de Esquerda – 5,7 %

PCP-PEV – Partido Comunista Português-P.E.Verdes – 3,3 %

Fonte: http://psd-carrazeda.blogspot.com/

PSD diz que Portugal "ganhou nova força"

Assim que às 20 horas se viram as primeiras projecções das eleições europeias ouviram-se gritos e palmas no 1.º andar da sede do PSD.
Três minutos depois, o vice-presidente do partido, José Pedro Aguiar Branco, afirmou, já numa sala cheia de militantes, ser "inequívoco o sinal de viragem ".
"As projecções, que apontam para um sentido de mundança e dão ao PS uma "fortissíma queda", são um "reforço nítido do PSD".
No entanto, sublinhou, é com "tranquilidade e segurança "que os social-democratas" vão esperar pelos resultados oficiais.
Às 20.37 horas,José Luís Arnault, porta-voz das Relações Internacionais do PSD e ex-ministro de Durão Barroso, desceu as escadas da sede do partido para dizer aos jornalistas que as "projecções são um sinal de vitória clara do PSD". Uma vitória muito merecida, considera, que "mostra o PSD como uma alternativa".
Questionado sobre se o PSD e Manuela Ferreira Leite ganharam nova força para as Legislataivas, disse: "Naturalmente. Todos nós. Portugal ganhou nova força".


Apreensão no PS
A confirmarem-se os resultados lançados às 20 horas, "O PS ficará áquem das nossas expectativas".
Foi desta forma que o porta-voz do PS, Vitalino Canas, reagiu às projecções para as eleições europeias.
Antes de serem conhecidos os resultados, podiam já ver-se rostos apreensivos entre os dirigentes socialistas que entravam no Hotel Altis, onde estão a acompanhar a noite eleitoral. JN

Porta-voz: PS com resultado aquém das expectativas

O porta-voz do PS, Vitalino Canas, afirmou hoje que, se as projecções confirmarem o triunfo do PSD nas eleições europeias, o resultado dos socialistas "ficará aquém das expectativas".
Vitalino Canas fez apenas uma declaração e não respondeu a perguntas dos jornalistas.
Na sua curta declaração, disse apenas que as eleições disputaram-se numa conjuntura "de extrema dificuldade para o PS" e para os partidos do Governo "por essa Europa fora".
Vitalino Canas referiu ainda que a abstenção "foi muito elevada, apesar da importância do acto eleitoral".
DN

Eleições: PSD vence europeias

Fonte: TVI

Já se grita vitória na sede do PSD

“Vitória, vitória." Os gritos irromperam numa das salas do PSD, cheia de militantes, quando as televisões lançaram as primeiras projecções dos resultados eleitorais. Todas, em sintonia, a atribuírem a vitória à lista encabeçada por Paulo Rangel.
O vice-presidente do partido José Pedro Aguiar-Branco, escassos minutos após as projecções, afirmava que estas pesquisas “apontam para um sentido de mudança”.

José Pedro Aguiar-Branco sublinhou que as projecções “apontam para uma fortíssima queda do PS”, que tinha 12 eurodeputados, e “um reforço nítido” do PSD, que nas europeias de 2004 elegeu nove deputados ao Parlamento Europeu em coligação com o CDS. Ainda assim, o dirigente social-democrata refreou o entusiasmo, afirmando: “Acompanhamos com serenidade e confiança o que nos trará esta noite eleitoral."
DN

PSD vence europeias - projecções

O PSD é o partido vencedor das eleições europeias segundo as projecções das três estações de televisão portuguesas.
A projecção da TVI atribui uma vitória clara do PSD enquanto as projecções da SIC e RTP apontam para um empate com vantagem para PSD.
As projecções da TVI dão uma vitória clara ao PSD, com 30,4 a 34,4 por cento dos votos, seguindo do PS com apenas 24,1 a 28,1 por cento dos votos.
Bloco de Esquerda e CDU partilham o terceiro lugar, conseguindo entre 9,7 e 12,8 por cento dos votos. O CDS-PP aparece como quarto partido mais votado, conseguindo entre 6,7 e 9,3 por cento dos votos.
Nas projecções da SIC, o PSD consegue entre 29,2 e 33 por cento dos votos, o que equivale a 7 a 8 mandatos, enquanto o PS consegue entre 27,7 por cento a 31,5 por cento dos votos.
O Bloco de Esquerda aparece como o terceiro partido mais votado, com 11,6 a 13,4 por cento dos votos, seguido da CDU com 9,5 por cento a 11,3 por cento. O CDS-PP alcança apenas 7,5 por cento e 9,3 por cento dos votos.
Nas projecções da RTP, o PSD consegue entre 29 e 34 por cento dos votos, seguido de perto pelo PS com 28 a 33 por cento dos votos. CDU e Bloco de Esquerda dividem o terceiro lugar como partido mais votado, com 9 a 12 por cento dos votos. O CDS-PP consegue apenas 7 a 10 por cento dos votos.
TSF

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Edital - Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães

Tendo em conta o Acto Eleitoral - "Parlamento Europeu - 2009" - que vai decorrer no próximo dia 7 de Junho - Domingo - será instalado na sede da freguesia equipamento informático para que os eleitores recenseados possam verificar a sua situação quanto ao seu número de eleitor e secção onde poderão votar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Augusto Faustino apresentado pelo PS como candidato à Câmara de Carrazeda

O Partido Socialista confirmou a recandidatura de Augusto Faustino à Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães.
A disponibilidade do empresário e líder da concelhia do PS já era conhecida e, sem surpresa, foi apresentado, no passado domingo, como o número um da lista rosa que vai tentar conquistar a Câmara ao PSD.
O candidato socialista está convencido que nas eleições deste ano terá mais hipóteses de vencer, até porque "as pessoas estão cansadas de ver o PSD sistematicamente no poder".
Faustino entende que "é preciso refrescar as práticas políticas que vêm do passado".
A confiança de Augusto Faustino aumenta quando pensa que o aparecimento da candidatura independente de Olímpia Candeias poderá dividir o PSD, habitual vencedor das eleições em Carrazeda.
"Toda a gente percebe que sendo uma candidata que já foi vereadora eleita pelo PSD e pelos apoios que se lhe conhecem, obviamente vai buscar bastantes votos ao PSD e um ou outro aos outros partidos", disse, sublinhando que aos sociais-democratas "não lhes fará nada mal passar pela oposição".
Augusto Faustino ainda não revela quem o vai acompanhar na lista à Câmara. Às Assembleias de Freguesia está tudo bem encaminhado, faltando apenas fechar listas em quatro freguesias.
Eduardo Pinto/RA

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma campanha triste

Antero

Daqui e dali... Helena Matos

Nunca se deve dar poder a um tipo porreiro

O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país.

No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder.
E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera.

O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira.

Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor.
Acontece, porém, que o porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país. Fomos porreiros e fizemos de conta que a sua licenciatura era tipo porreira, exames por fax, notas ao domingo. Enfim tudo "profes" porreiros.

A seguir, fomos ainda mais porreiros e rimos por existir gente com tão mau gosto para querer umas casas daquelas como se o que estivesse em causa fosse o padrão dos azulejos e não o funcionamento daquele esquema de licenciamento.

E depois fomos porreiríssimos quando pensámos que só um gajo nada porreiro é que estranha as movimentações profissionais de todos aqueles gajos porreiros que trataram do licenciamento do aterro sanitário da Cova da Beira e do Freeport.

E como ficámos com cara de genuínos porreiros quando percebemos que o procurador Lopes da Mota representava Portugal no Eurojust, uma agência europeia de cooperação judicial?

É preciso um procurador ter uma sorte porreira para acabar em tal instância após ter sido investigado pela PGR por ter fornecido informações a Fátima Felgueiras.

Pouco a pouco, o porreirismo tornou-se a nossa ideologia.

Só quem não é porreiro é que não vê que os tempos agora são assim: o primeiro-ministro faz pantomina a vender computadores numa cimeira ibero-americana? Porreiro. Teve graça não teve? Vendeu ou não vendeu?

Mais graça do que isso e mais porreiro ainda foi o processo de escolha da empresa que faz o computador Magalhães.

É tão porreiro que ninguém o percebeu mas a vantagem do porreirismo é que é um estado de espírito: és cá dos nossos, logo, és porreiro.

E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros. O primeiro-ministro faz comunicações ao país para dizer que é vítima de uma campanha negra não se percebe se organizada pelo ministério público, pela polícia inglesa e pela comunicação social cujos directores e patrões não são porreiros.

Os investigadores do ministério público dizem-se pressionados.

O procurador-geral da República, as procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado falam com displicência como se só por falta de discernimento alguém pudesse pensar que a investigação não está no melhor dos mundos...

Toda esta gente é paga com o nosso dinheiro. Não lhes pedimos que façam muito. Nem sequer lhes pedimos que façam bem. Mas acho que temos o direito de lhes exigir que se portem com o mínimo de dignidade. Um titular de cargos políticos ou públicos pode ter cometido actos menos transparentes. Pode ser incompetente. Pode até ser ignorante e parcial. De tudo isto já tivemos.

Aquilo para que não estávamos preparados era para esta espécie de falta de escala. Como se esta gente não conseguisse perceber que o país é muito mais importante que o seu egozinho. Infelizmente para nós, os gajos porreiros nunca despegam.
Helena Matos, Jornalista

Desenvolvimento do turismo no Douro justifica aeroporto regional

É mais um passo para a criação de um aeroporto regional no vale do Douro. A Câmara Municipal de Alijó e a empresa Mota-Engil chegaram a acordo para a construção de uma pista de 1400 metros no aeródromo da Chã.
A Mota-Engil lidera o consórcio que vai construir o Itinerário Complementar nº 5 (IC5), entre o IP4, na zona do Pópulo, e Miranda do Douro, estrada que vai estar concluída até finais de 2011.
O estaleiro central vai ficar, precisamente, no concelho de Alijó. Este facto permitiu à Câmara estabelecer uma parceria com aquela empresa para “construir a pista mais pequena do aeródromo, com 1300 a 1400 metros de extensão”, diz o presidente do Município, Artur Cascarejo. Explica que o protocolo vai assentar na “cedência de terrenos” da Câmara para a construção do estaleiro do IC5. “Em vez de recebermos dinheiro por essa cedência durante três anos, eles pagam-nos em espécie”. A pista pequena permitirá a aterragem de voos charter com capacidade de 50 passageiros. O que numa primeira fase é “mais que suficiente”. Porém, há uma outra parceria em cima da mesa que reúne “o Grupo Vila Sol, a Real Companhia Velha e um outro grupo turístico que se mostrou interessado em participar”. O objectivo é construir uma outra pista, com três quilómetros, o que “dará para aterrar qualquer tipo de avião”.
(...) Mais em Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Faltam magistrados no distrito de Bragança

Processos atrasados e julgamentos adiados é o resultado da falta de magistrados do Ministério Público no distrito de Bragança. A denúncia é feita pelo deputado Adão Silva, eleito pelo PSD para a Assembleia da República.

Ao todo são cinco as comarcas afectadas por um problema que, segundo Adão Silva, começou com a recolocação de magistrados no distrito.
Nomeadamente das comarcas de Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Mogadouro, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo. Esta situação de movimento e novas colocações levou a que estas comarcas ficassem sem um magistrado em permanência, que está a levar ao adiamento de julgamentos”, disse Adão Silva.
Em resposta à agência Lusa, o Ministério da Justiça refere que "a colocação de Magistrados do Ministério Público é da competência do Conselho Superior do Ministério Público, sem qualquer interferência do Ministério da Justiça" e garante ainda que "o recente arranque da reforma do mapa judiciário não afectou as comarcas do norte interior citadas".
Adão Silva reage e diz que esta resposta revela “falta de conhecimento das situações”. “Não nos espanta porque sendo um concelho do interior o Governo não fica intranquilo. Se fosse no centro de Lisboa ou o Porto já estava com mil e uma diligências. E na resposta vem sacudir a água do capote”, acusa.
Por isso, o deputado laranja pede que o Governo financie um recrutamento extraordinário.
Poderemos estar a falar nalgumas escassas dezenas de milhares de euros. É uma verba pequena e inferior, se calhar, àquilo que os cidadãos terão de pagar pelos adiamentos que a falta de magistrados está a causar.”
A falta de magistrados no distrito de Bragança a provocar ainda mais constrangimentos na justiça. Brigantia