quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Abatimento da via provocou acidente no Tua

A Comissão Técnica de Inquérito (CTI) ao acidente registado na linha do Tua admite que possa ter havido um ligeiro abatimento da via, no local do descarrilamento, mas diz não ter elementos suficientes para concluir o que esteve na sua origem.
Este deverá ser este o teor do relatório final a apresentar, esta quarta-feira, ao Ministro dos Transportes e Obras Públicas.
Segundo apuramos, a CTI teve muita dificuldade em elaborar um relatório suficientemente conclusivo, tendo em conta que os pareceres solicitados a diversas entidades são muito ambíguos, apesar de se inclinarem para que o problema esteja na infra-estrutura. Uma ligeira inclinação da via, no local onde aconteceu o descarrilamento, alegadamente provocada por um abatimento da linha, é a causa mais provável para que tenha ocorrido o acidente.
No entanto, a CTI não encontra explicações para esta situação ter acontecido, admitindo-se vários cenários, que passam pela abertura de uma vala que a Refer fez junto à linha para a instalação de um cabo de fibra óptica, dois meses antes do acidente.
A falta de investimento na via-férrea, que pode ter levado a uma estado de degradação tal que se foi acumulando com a passagem constante das máquinas de manutenção da linha e até das composições do Metro. Isto porque, embora seja verdade que tem havido investimentos na linha do Tua, por parte da REFER, também é certo que têm sido direccionados para a eliminação de passagens de nível, introdução de fibra óptica, consolidação de aterros e trincheiras, e essencialmente entre Mirandela e Cachão, sendo que há mais de 15 anos o troço onde aconteceram os últimos acidentes não tem sido renovado.
Por seu lado, a CP assegura que automotora acidentada estava em perfeitas condições, tendo sido vistoriada no dia anterior ao descarrilamento. Já a REFER aponta para que o material circulante não seja o mais adequado para circular na linha. Perante estas conclusões tão distintas entre os elementos da CTI – composta por elementos da CP, REFER e Metro de Mirandela – vai ser proposto a Mário Lino que sejam aprofundadas as causas, nomeadamente após a FEUP apresentar o seu relatório final, dado que apenas apresentou resultados preliminares.
Precisamente porque a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto ainda necessita de mais um mês para a elaboração de um relatório final, não é de descurar a possibilidade do Ministro Mário Lino conceder mais um mês para um relatório mais conclusivo.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

sábado, 18 de outubro de 2008

Nunes ataca governo por falta de investimento na região

Um mau PIDDAC para o distrito. É como o presidente da Câmara de Bragança classifica o PIDDAC regionalizado onde estão definidas as verbas do orçamento de Estado que vão ser atribuídas a cada um dos distritos. Jorge Nunes afirma que o PIDDAC reflecte um país com duas realidades, uma delas pobre e abandonada e que são necessárias políticas nacionais fortes de investimento no interior do país. RBA

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Oitenta e oito milhões de euros para o distrito de Bragança.

É o que está destinado no PIDDAC (Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para 2009.
São mais 43 milhões do que este ano. O orçamento quase duplicou.
Ainda assim, dos 88 milhões de euros apenas sete milhões e 700 mil euros se referem a investimento.
O restante é canalizado para a agricultura, nomeadamente seguros e indemnizações compensatórias, formação profissional, modernização e reconversão de explorações e transformação e comercialização de produtos agrícolas.
Bragança é o concelho com maior dotação, sendo que grande parte das verbas destinadas à capital de distrito estão canalizadas para a reabilitação do Instituto Politécnico de Bragança com mais de dois milhões de euros e para a construção do novo Estabelecimento Prisional de Izeda com um milhão e 250 mil euros.
Ainda assim é em Mirandela que se regista o maior investimento do distrito através da construção da esquadra da PSP que tem uma verba inscrita de 2 milhões 223 mil euros.
No capítulo das transferências para os municípios, as 12 autarquias vão receber mais de 99 milhões de euros.
A de Bragança é a que mais ganha, são quase 15 milhões, seguida de Mirandela, com 11 milhões e Macedo de Cavaleiros com 10483.
Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta e Vila Flor, são as que menos recebem com cerca de 5 milhões de euros.Mogadouro e Vinhais arrecadam 9 milhões e meio.
Miranda do Douro e Torre de Moncorvo ficam com sete milhões e finalmente Carrazeda de Ansiães e Vimioso vão auferir de 6 milhões e 300 mil euros. (...) Rádio Ansiães/Eduardo Pinto/Lusa

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dois consórcios para o Douro Interior

Há dois consórcios interessados na construção da concessão rodoviária do Douro Interior, que inclui o Itinerário Complementar 5 e o Itinerário Principal 2. A empreitada deve ficar concluída em 2011 ou 2012.
O IC5 vai fazer a ligação entre o Alto do Pópulo, junto ao IP4, em Alijó, e Miranda do Douro. O IP2 ligará a Zona de Vale Bem Feito, Macedo de Cavaleiros, ao distrito da Guarda. A empreitada tem uma extensão de 261 quilómetros, estando orçada em 520 milhões de euros, de acordo com o actual Plano Rodoviário Nacional.
O interesse dos dois consórcios foi ontem tornado público por Mota Andrade, deputado do Partido Socialista eleito pelo distrito de Bragança. "O processo de concessão entrou na recta final, tendo aparecido dois consórcios encabeçados pela empresa Soares da Costa e pela empresa Mota e Companhia," avançou o parlamentar ao JN.
Segundo Mota Andrade, "os dois consórcios conseguiram negociar através de sindicato bancário o financiamento das obras".
Diz Mota Andrade que "esta é mais uma certeza de que a empreitada estará concluída em 2011 ou 2012, arrancando as mesmas em simultâneo, sendo construídas de forma contínua e não por troços". O anúncio surge numa altura em que os 12 autarcas do distrito de Bragança, aos quais se juntou o presidente da Câmara de Alijó, mostraram algumas reservas em relação ao futuro dos dois traçados rodoviários, considerados de "vital importância para o desenvolvimento" da região transmontana. Aqueles responsáveis enviaram mesmo uma missiva ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, pedindo esclarecimentos. Mota Andrade admite que "a turbulência" vivida no mundo financeiro fez com que "houvesse alguma dificuldade" em conseguir os suportes económicos para a execução das duas obras.
Morais Machado, presidente do Município de Mogadouro, eleito pelo PSD, lamenta não ter obtido uma resposta ao pedido de audiência com o ministro da tutela e considera que "deveriam ser as entidades responsáveis pelas obras públicas a informar-nos das intenções do Governo em relação ao futuro das rodovias e não os deputados ou até mesmo o governador civil".
Artur Pimentel, presidente da Câmara de Vila Flor (PS), não ficou surpreendido com este anúncio, visto "haver um compromisso do primeiro-ministro para que estas vias fossem uma realidade".
O IC5 vai servir os concelhos de Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro. O IP2 ligará os distritos de Bragança ao da Guarda, continuando em direcção ao Sul do país.
JN

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Candidato a Presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães pelo PSD

Prof. José Luís Correia, actual Presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho, foi eleito candidato à Presidência da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, em reunião da Comissão Política Concelhia do P.S.D.

Dois consórcios querem IP2 e IC5

Há dois consórcios interessados na construção da concessão do Douro Interior. Aenor – Douro Interior e Auto-Estrada XXI são os dois interessados em assumir a concretização das duas vias que fazem parte deste projecto, nomeadamente o IC5, entre Miranda do Douro e Pópulo e o IP2, entre Vale Benfeito, em Macedo de Cavaleiros e o Pocinho. A data limíte para a entrega das proposta terminou esta segunda-feira.A escolha do vencedor deverá ocorrer no mês de Novembro, para que os trabalhos de construção comecem no segundo trimestre de 2009 e a concessão fique pronta em 2011. Mota Andrade, deputado do Partido Socialista confirma ainda que a concessão do Douro Interior vai ser feita com apoio de um Sindicato Bancário, na fórmula de “preço mais baixo”. A concessão do Douro Interior vai ser explorada em regime de SCUT, sem custos para o utilizador. É uma das acessibilidades prometidas à região pelo Primeiro-Ministro para 2012. RBA

Automotora acidentada na linha do Tua retirada ontem

Foi removida, ontem à tarde, a automotora do Metro que descarrilou na linha do Tua no passado dia 22 de Agosto, causando um morto e 37 feridos.
O veículo continuava no local, perto da antiga Estação da Brunheda, para a realização de vários testes a cargo de entidades a quem a Comissão Técnica de Inquérito solicitou pareceres.
O intuito é elaborar o relatório final das causas do acidente, pedido pelo Ministro dos Transportes, e que tem como data limite o próximo dia 22 de Outubro.
52 dias depois, a automotora acidentada foi rebocada para os estaleiros da EMEF, em Guifões, Matosinhos, onde vai ser reparada. No entanto, antes da reparação a composição ainda vai ser alvo de algumas verificações.
Assim, deve ser pouco provável que o relatório final esteja concluído na data pedida, o que vem ao encontro das previsões apontadas pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, de que seria impossível apresentar conclusões em apenas um mês.
Recorde-se que, na semana seguinte ao descarrilamento, a comissão técnica de inquérito entregou o relatório preliminar ao Ministro das Obras Públicas e Transportes, não apurando causas para o acidente na linha do Tua.
As primeiras conclusões afastavam a existência de qualquer problema com a automotora e a linha.
Perante estes dados, o ministro Mário Lino determinou que a Comissão Técnica de Inquérito recorresse a todos os meios e apoios especializados, para que, no prazo de trinta dias, apresentasse um relatório final conclusivo.
Finalizado esse prazo, o ministro decidiu prorrogá-lo por mais trinta dias, até 22 de Outubro, alegando que ainda decorriam os estudos especializados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e de outras entidades e que os mesmos são determinantes para apurar as causas do acidente. Uma fundamentação aceite pelo Ministro. Entretanto, a linha continua encerrada entre o Tua e o Cachão, circulando apenas entre esta última estação e Mirandela. O percurso na íntegra é efectuado por uma frota de quatro táxis.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

domingo, 12 de outubro de 2008

Queda de museu ainda sem culpado

O Museu Rural de Vilarinho da Castanheira, em Carrazeda de Ansiães, ruiu há dois anos e meio e ainda não se sabe quem foi o culpado.
Entretanto, as obras de adaptação e ampliação de um edifício antigo já foram retomadas.
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o responsável pela investigação do incidente. Embora com algum atraso entregou um relatório à Câmara de Carrazeda, que, por sua vez, o endossou para um advogado de modo a que este possa apurar as reais culpas, processo que ainda não foi concluído.
Recorde-se que a estrutura anexa ao edifício recuperado na freguesia de Vilarinho da Castanheira para acolher o museu desabou em Dezembro de 2005, supostamente porque as paredes de granito não aguentaram com o peso da placa em betão armado. Apesar dos danos na construção, ninguém ficou ferido, pois o incidente deu-se horas antes de os trabalhadores entrarem ao serviço.
Enquanto aguarda o desfecho deste caso, a Câmara já reatou a obra que agora deverá custar bem mais que os 250 mil euros previstos inicialmente, embora o presidente da Câmara, Eugénio de Castro, não tenha especificado em quanto orçarão os trabalhos adicionais. "O ritmo com que estão a decorrer os trabalhos não me faz acreditar que seja possível concluí-lo este ano", perspectiva o edil, pelo que também não aponta data para o conclusão da obra.
O Museu Rural destina-se a acolher um conjunto de artefactos ligados à actividade rural do concelho de Carrazeda. Eduardo Pinto, JN

sábado, 11 de outubro de 2008

Bicicletas grátis em Mirandela

Em Mirandela há bicicletas gratuítas para livrar as ruas dos carros. A autarquia local decidiu colocar este tipo de transporte ecológico em dois pontos da cidade, nomenadamente no Posto de Turismo e nas Piscinas Municipais. Uma iniciativa com objectivos ambientais.
Ao todo são 15 as bicicletas que locais e turistas podem usar para se deslocarem por Mirandela durante o dia. António Branco, vereador da Câmara Municipal de Mirandela explica que esta iniciativa arrancou no final de Setembro e tem tido uma boa adesão por parte dos habitantes locais. Há quem já faça da bicicleta um transporte diário. RBA

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Autarcas do Tua continuam a preparar reivindicações à EDP

O adiamento do início da construção da barragem do Tua para 2010 vai dar mais tempo aos autarcas dos cinco concelhos abrangidos para prepararem melhor um caderno reivindicativo para apresentar à EDP.
Os presidentes das Câmaras de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor reuniram anteontem, em Alijó, pela terceira vez para, como disse o anfitrião, Artur Cascarejo, “continuar a partir pedra”.
O objectivo é que os cinco “falem a uma só voz”, quando chegar a hora de reivindicarem da Energias de Portugal compensações pela construção do aproveitamento hidroeléctrico, junto à foz do rio Tua.
Segundo Artur Cascarejo, a adiamento da barragem, por causa da necessidade de introduzir novos elementos de cariz ecológico, entre outros, no Estudo de Impacte Ambiental, dá-lhes mais tempo para preparar o estudo que deverá definir qual o melhor caminho para o desenvolvimento integrado do vale do Tua, tenha ou não uma barragem.
O estudo foi adjudicado pelas cinco autarquias a empresa Quartenaire que anteontem foi a Alijó apresentar ao autarcas os passos que já foram dados. Porém, longe de estar concluído. O presidentes das Câmara preferem, no entanto, guardar a sete chaves o andamento do processo, na base de que o segredo é a alma do negócio, sendo que é, de facto, um negócio aquilo que vai envolver os responsáveis municipais e a EDP.
Segundo Cascarejo, o que as câmaras se comprometem a fazer é “procurar a melhor solução para as populações e para os que vão ser atingidos pela construção da barragem se ela vier a ser construída”. Mas o estudo encomendado à Quartenaire também prevê uma proposta que ajude a alavancar o desenvolvimento integrado do vale sem barragem, em diferentes vertentes como a “agrícola, turística, sociais e ambientais”, de modo a dar “sustentabilidade económica a todo este espaço”.
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Câmara quer requalificar zona histórica da vila

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e a Associação Comercial e Industrial local avançaram com uma candidatura de 3,3 milhões de euros para dar uma nova cara ao centro histórico.
Segundo o autarca, Aires Ferreira, o projecto “Viver-Moncorvo” visa melhorar o aspecto da sala de visitas da sede de concelho, o dotá-la de mais atractivos museológicos.
Para além disso, pretende-se reforçar a centralidade das zona histórica de Moncorvo, incrementando a mobilidade.
Existe ainda uma terceira área de intervenção, no local onde se realiza a feira, para torná-lo, também, uma zona de lazer.
A Câmara e a Associação Comercial desejam agora que o projecto de 3,3 milhões de euros possam contar com alguma ajuda do Governo para a parte não financiada pela Europa, cerca de 1,3 milhões.

Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bragança cria ciclovia

No início de Fevereiro deve arrancar a construção da ciclovia em torno do Instituto Politécnico de Bragança. O concurso está em fase de apreciação das propostas. O autarca de Bragança diz que vão ser previlegiadas as condições de segurança e iluminação da zona.
Jorge Nunes explica que está na calha a criação de um rede de ciclovias, uma forma, segundo o autarca, de construir uma cidade equilibrada e menos dependente do centro. A ciclovia está orçada em cerca de um milhão e seiscentos mil euros e tem uma extensão de perto de 3 quilometros. RBA

Teatro - Centro Cultural de Vila Flor 12/Outubro - 16.30 horas

Reabilitação da linha Pocinho-Barca de Alva em marcha lenta

O processo de reactivação para fins turísticos da linha do Douro, entre o Pocinho e Barca de Alva, vai conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias. Pelo menos, haverá dados concretos sobre os custos da obra.
O chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães, espera receber um relatório que dá resposta a duas questões: “qual o esforço financeiro para reabilitar e pôr operacional aquele troço da linha, e quanto custa operar e manter”. As previsões conhecidas até agora apontavam para custos de reabilitação na ordem dos 15 milhões de euros.
(...) Eduardo Pinto/JN/RA

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Daqui e dali... Ateu

Como sempre e em todos os lados nunca estamos contentes com o que temos!

Carrazeda ou Vila Flor, qual a melhor?

Numa análise mesmo que superficial Vila Flor apresenta-se com outra dinâmica que Carrazeda não ambiciona sequer alcançar.
Parque de campismo: É sem duvida uma das infraestruturas de sucesso que mais faze mexer a vila sobretudo no Verão com todas as mais valias a elas associadas.
Recursos Naturais: Bem menos priveligiada que Carrazeda conseguiu rentabilizar e deixar desenvolver as águas no sopé de Sampaio de onde vieram a nascer as águas Frize. Criação de empregos terá sido uma dos principais vantagens conseguidas; Nós temos as termas de S. Lourenço ou a "Silveira de S. Lourenço", o vale do Douro e do Tua e até hoje nunca o soubemos aproveitar;
Albufeiras: Adivinhando a médio prazo dificuldades de abastecimento de água encetou a construção de nova barragem que sustentará o concelho sem problemas e já pensa na construção de uma terceira. Nós infelizmente nem num local ainda pensamos mesmo sabendo que a albufeira de Fontelonga está à beira do abismo.
Piscinas cobertas: À identidade dos nossos vizinhos também, só que num projecto bem mais arrojado cuja manutenção coloca em causa o seu funcionamento. Abre/fecha/Nunca se sabe quando abre, mas fecha quando menos se espera;
Centro multifunções (civico): Vila Flor possui-o e foi talvez uma das obras mais caras do concelho mas a sua versatilidade permite ser aproveitado por várias entidades, associativas, juvenis, 3ª idade, etc. etc. Nós é claro que também temos, mas optámos por uma "coisa" com mais "styling" para aproveitamento Vip. Inacabado, desconhece-se o valor da obra, não se sabe quando abrirá;
Centro Desportivo: recentemente inaugurado os vilaflorenses possuem talvez um dos melhores centros do género do Distrito. Cá por acaso já hà cerca de 15 anos que vi, julgo que na Santa Casa um projecto parecido...
Financeiramente: O nossos vizinhos têm dinheiro a prazo!!!! Bem. Nós é o que sabemos. Vivemos ao que parece num grande buraco financeiro em parte por via da devolução de verbas de projectos inacabados ou nem começados; S. Lourenço; Museu de Vilarinho da Castanheira, Centro Civico!!!

Estes são apenas exemplos de que pessoalmente ou tenho conhecimento e outros que indaguei para escrever com mais certeza.

Só por isto e olhando ao meu ultimo ponto nós vivemos numa parte do mundo irreal onde nada parece fazer sentido.Porque todos os dias quase todos falamos com eles sobre os problemas comuns, depois de lhe fazer esta breve resenha fazem-me lembrar a do "afogado" que tendo desembocado numa ilha deserta onde viveu vários meses e depois de se abeirar dum navio ao saber o estado da sua terra... quis voltar para a ilha...

Ateu

Piscina Municipal vai abrir

Piscina Municipal de Carrazeda de Ansiães vai abrir!

Bragança vai perder mais um serviço

A reorganização da Estradas de Portugal (EP) vai levar a um esvaziamento dos serviços que desde algumas décadas estão instalados na cidade de Bragança.
O novo modelo de gestão da EA vai passar por uma concentração dos recursos na cidade de Vila Real, num centro operacional que servirá toda a região norte.
O novo organigrama da EP obedece a uma estratégia resultante dos novos modelos que estão a ser promovidos no âmbito da desconcentração e reorganização por que passa a administração pública e os institutos públicos portugueses.
Este esvaziamento da delegação de Bragança já motivou um protesto público do presidente da Câmara Municipal que considera a reorganização destes serviços “um erro de estratégia”.
A Assembleia Municipal de Bragança fez aprovar uma moção onde se exige que o centro operacional fique sedeado em Bragança e não em Vila Real.
Os responsáveis políticos do PSD que actualmente gerem a Câmara Municipal de Bragança acusam o Governo de estar a promover uma política centralista para o território nacional, fixando as pessoas no litoral e esvaziando as zonas interiores de fronteira que se confrontam cada vez mais com menos população e com menos serviços geradores de emprego e de alguma atractividade para a fixação de efectivos humanos. Notícias do Nordeste

PSD quer lei para fixar médicos no interior

Uma dezena de deputados do PSD apresentou na Assembleia da República um projecto de Lei para tentar fixar mais os médicos no interior do país. Uma proposta que assenta num novo regime de incentivos, na fase de iternato em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde. Os signatários do projecto Lei lembram que ao contrário do Litoral, o interior do país tem uma elevada carência de médicos e que o actual regime de apoios não está a funcionar.

A proposta apresentada apresenta incentivos para a vinculação dos especialistas nos hospitais da periferia, com apoio à formação em universidades de gabarito internacional. Adão Silva, deputado do PSD eleito por Bragança, um dos signatários da proposta, explica que o actual regime de incentivos não tem funcionado. No projecto lei entregue no parlamento, o PSD pretende ainda que sejam alargadas as competências formativas para os hospitais do interior. O projecto lei deverá ser votado no dia 15 de Outubro, na Assembleia da República
. RBA

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Padre Ribeiro deixa Srª da Encarnação e “despede-se” dos amigos e fiéis

António Augusto Ribeiro nasceu no dia 27 de Março de 1926, na freguesia de Marzagão, concelho de Carrazeda de Ansiães. Viveu na sua aldeia até aos quatro anos e em 1930 emigrou, com os pais e irmão, para Fumel (França) onde fez o 8.º ano de escolaridade. Em 1940 ingressa no Seminário Menor de Vinhais e em 29/06/51 é ordenado presbítero pelo bispo de Miranda e Bragança, D. Abílio Augusto Vaz das Neves. Nesse mesmo ano, o Padre Ribeiro celebra a primeira Missa Nova na sede do seu concelho. em 15 de Julho e a seguirem Marzagão. Em 1960 foi colocado, como coadjutor, em Moncorvo, sendo ainda pároco de Larinho e Capelão do Asilo e do Convento das Carmelitas. Porém, em 1968, foi transferido, pelo então Bispo de Miranda e Bragança. D. Manuel de Jesus Pereira, para a paróquia de Nossa Senhora da Encarnação, na cidade de Mirandela.
O Padre Ribeiro, dotado de grande energia e dinamismo, é um homem de acção, dinamizando, ensaiando e promovendo no campo desportivo a juventude e no campo cultural o teatro e grupos corais. Uma das suas preocupações tem sido manter a juventude ocupada em sãs actividades que ajudem os jovens a crescer como homens e cidadãos, assim fundou em Mirandela o CNE (Grupo de Escuteiros) e promoveu encontros e acampamentos regionais e nacionais. Num jantar de homenagem e de despedida, organizado pela Câmara Municipal de Mirandela e pelas colectividades que o Padre Ribeiro acompanhava em termos de festas anuais como Clube Ténis de Mesa, o Sport Club de Mirandela, Bombeiros Voluntários e os Socorros Mútuos, e que juntou mais de 300 pessoas o pároco mostrava-se satisfeito por ver tantos amigos, segundo disse.

Esforcei-me por cumprir a minha missão. Nem sempre foi conseguida, mas com a graça de Deus acho que de uma maneira positiva, marquei o meu lugar em Mirandela. Para mim a catequese foi sempre a grande prioridade”, revela o padre entre beijos e abraços aos amigos.
O pároco argumenta que as igrejas agora têm mais gente do que antigamente. “Na primeira missa que realizei em Golfeiras estavam apenas três pessoas, agora há mais gente nas igrejas. Nós temos três missas paroquiais e a igreja está sempre cheia."
José Silvano, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, revela que vai ser atribuída, dentro em breve, ao Padre Ribeiro uma medalha de mérito concelhio.“O Padre Ribeiro têm uma coisa que merece ser homenageada: é melhor quebrar do que torcer! Há quem goste e quem não goste. Ele é um verdadeiro transmontano pode ter defeitos, mas deixa marcas”, argumenta José Silvano. Terra Quente

Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves - 4 e 5 de Outubro de 2008

Já faltam poucos dias para o maior evento de observação de aves na Europa! Seja um dos participantes! Há mais de 20 actividades à sua espera, por todo o país! SPEA

Lusofonia quer curso de "Transmontano"

Uma pós-graduação em Estudos Transmontanos. É a proposta e o desafio lançado por Chrys Chrystello, presidente da Comissão Executiva do Colóquios da Lusofonia, na abertura da sétima edição, esta quinta-feira, em Bragança. O responsável quer dialogar com universidades e institutos politécnicos, de forma a lançar a cadeira de Estudos Transmontanos. RBA

Projecto global para o Douro

Até ao final deste ano a estrutura de missão do Douro quer ter em mãos um projecto global de desenvolvimento, para obter ajudas comunitárias através do Programa de Valorização dos Recursos Endógenos (PROVERE). O objectivo, do projecto que dá pelo nome de "Douro-Região Vinhateira", passa por trazer investimento para a região, não apenas através de projectos isolados.
Até ao final do ano a ideia é encontrar um programa que transforme a região do Douro, numa região mais competitiva, gerando empregos, mas de acordo com Ricardo Magalhães, chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, é necessário criar uma política de marketing da região que vá além da marca "Vinho do Porto". O PROVERE não dispõe para já de um orçamento específico, mas funciona como uma marca de mérito para os projectos que forem escolhidos, como pode ser o caso do programa Douro-Região Vinhateira. O que se pode transformar numa espécie de "via-verde" de acesso, aos vários programas operacionais, bem como a uma majoração do apoio financeiro. RBA

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Esquerda.net | Entrevista Gaspar Martins Pereira

Daqui e dali... João Lopes de Matos

CONTINUAR?

Após longo interregno sem escrever nada que não fossem comentários, importa questionar se devemos continuar a escrever pequenos artigos (ainda que despretensiosos) sobre diferentes matérias (neste blogue, claro).

Vários escolhos se levantam à continuação:

1 - Será que com esta actividade contribuo para resolver algum problema do concelho?

Francamente, acho que não.

Os problemas têm uma feição tal, independente do que eu possa pensar sobre a sua resolução, têm uma dinâmica tal, tão alheia ao meu querer e à minha boa vontade, que seguem o seu curso movidos por forças em que as minhas posições pessoais não têm influência alguma.

2 - Interessará, no entanto, equacioná-los para que todos tenhamos maior consciência deles?

Parece, à primeira vista, que sim. No entanto, os comentários que os artigos originam são, muitas vezes, despropositados e pouco construtivos, além de se abusar do anonimato que desresponsabiliza, em muitos casos, os seus autores das consequências do que escrevem, levando-os, portanto, a escrevê-los com uma maior ligeireza.

3 - Será que eu e os outros aprendemos reciprocamente a pensar e a fazer exercícios mentais?

Diria que sim se as contribuições fossem fruto de um aprofundar das ideias e de uma vontade funda de ir à dilucidação clara e objectiva dos assuntos.

Inúmeras vezes, porém, assim não é.

No entanto, nós estamos neste mundo para comunicarmos, para compartilharmos com os outros as dúvidas, as angústias, os anseios, as perplexidades que sentimos.

Por isso e para isso, talvez valha a pena continuar e tentar de novo.

Os blogues, com todos os seus defeitos, são um meio de partilha de ideias e vivências que talvez nos possa enriquecer mutuamente.

Vamos, pois, tentar de novo. Até porque a vida é um eterno recomeço . O sentido do nosso viver é, só pode ser, este permanente principiar, ultrapassando o passado, acreditando sempre num mundo melhor, possível para lá de todas as descrenças.

João Lopes de Matos

Helicóptero de Macedo em 2009

O helicóptero para emergência médica prometido à região deverá começar a voar em 2009. O concurso público para o aluguer desse e mais dois aparelhos a instalar noutros pontos do país deverá ser lançado muito em breve. Garantia foi deixada pelo presidente do INEM, Abílio Gomes.
O helicóptero prometido para a região deveria ter sido instalado em Macedo de Cavaleiros, e faz parte do processo de reorganização das ugências nos centros de saúde. Depois do INEM ter posto em causa a necessidade da colocação do aparelho de emergência na região, agora parece estar assegurado pelo responsável do mesmo instituto que o helicóptero vai começar a operar nos primeiros meses do próximo ano. RBA

Primeiro-Ministro inaugura hoje Centro de Cuidados Continuados

O primeiro-ministro, José Sócrates, vai esta manhã a Alijó inaugurar o Centro de Cuidados Continuados. Funciona no edifício do antigo hospital e representa um investimento de três milhões de euros.

A unidade tem disponíveis 32 camas, 20 para o regime de longa duração e manutenção e 12 para média duração e reabilitação. “Esta unidade vem dar uma ajuda extraordinária à região pela prestação de serviços de saúde às pessoas com mais necessidades”, nota João Manuel Costa, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alijó, entidade que gere o espaço. O responsável realça ainda a criação de “mais de duas dezenas de postos de trabalho”, o que é considerado “significativo” para um concelho do interior do país. Por outro lado, realça que esta foi a “melhor utilização” que poderia ser dada a um edifício que sempre esteve vocacionado para a saúde. Caso contrário estaria vago desde a inauguração, em Julho deste ano, do novo centro de saúde. (...) Eduardo Pinto/JN/RA

Dia Mundial da Música

Barragem do Tua adiada para 2010

O início da construção da barragem do Tua foi adiado para meados de 2010, um ano depois da data prevista inicialmente. A EDP justifica com a necessidade de introduzir novos elementos no Estudo de Impacte Ambiental.
Os novos dados englobam, entre outros aspectos, informação complementar na área da ecologia e surgem como aditamento àquele processo, cuja fase de consulta pública só já vai ficar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2009. Por seu lado, a emissão da Declaração de Impacte Ambiental deverá ocorrer até Julho do mesmo ano.
A EDP já informou os presidentes das câmaras dos concelhos, directa ou indirectamente, abrangidos pelo aproveitamento hidroeléctrico programado para a foz do rio Tua (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor).
O adiamento do processo não provocou reacções negativas nos autarcas que apoiam a construção. O presidente do Município de Vila Flor, Artur Pimentel, considera que é "normal", pois "para as coisas serem bem feitas levam o seu tempo a preparar".
O edil de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, opina que "os adiamentos nunca são positivos", no entanto, acrescenta, "os fundamentos desta decisão não põe em causa o projecto da barragem, nem o andamento das conversações entre as Câmaras e a EDP".
Por seu turno, o presidente da Câmara de Murça, João Teixeira, até classifica a alteração de datas como uma "medida positiva", pois vem de encontro aos interesses dos municípios envolvidos, que encomendaram um estudo para apurar o modelo de desenvolvimento possível para o vale do Tua, com ou sem barragem.
João Teixeira considera também que o alargamento dos prazos vai permitir elaborar "mais calmamente" o Estudo de Impacte Ambiental e, dessa forma, tomar "uma decisão mais próxima do consenso e que melhor defenda o desenvolvimento integrado do vale".
A definição da cota da albufeira da barragem fica agora adiada para meados do próximo ano, não obstante a dos 170 metros continuar a reunir melhores opiniões, por representar o alagamento de menor área agrícola (vinha e olival), bem como alguns acessos rodoviários. Apesar disso e nesse cenário, os últimos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua ficarão debaixo de água, situação contestada por José Silvano. Eduardo Pinto, JN, Rádio Ansiães
Colaboração: Mário Carvalho

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Autarca de Carrazeda desvaloriza críticas e diz que investimento em novela da TVI foi positivo

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, admite que Vila Flor “teve mais protagonismo” ao longo da novela da TVI, “A Outra”, gravada na Terra Quente Transmontana. No entanto, “o que estava em causa não era que qualquer município tivesse mais protagonismo que outro”.

A produção televisiva foi gravada nos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor. Cada uma das Câmaras Municipais gastou 25 mil euros, entre ajuda directa à produtora NBP e os custos de refeições e dormidas para actores e equipa técnica.

Eugénio de Castro entende que toda a região saiu a ganhar com a promoção conseguida através daquela novela e avisa: “Não nos podemos esquecer que a novela veio para a Terra Quente muito por influência de Vila Flor”. E assim sendo, e tendo de haver um ponto de convergência das gravações, o edil não fica surpreendido por aquele concelho ter tido mais algum protagonismo que os outros.

O autarca diz que respeita todas as opiniões, mas não vê razões para criticar a opção de a apoiar a gravação da novela. “O que interessa é que, globalmente, os resultados sejam positivos e disso ninguém pode duvidar”. “A Outra” ainda está a ser exibida no serão da TVI, continuando a promover, sobretudo, as paisagens transmontanas. Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Projecto para reabilitar a linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva

A linha do Douro entre o Pocinho e Barca de Alva poderá ser reabilitada para fins turísticos.
A proposta saiu da Estrutura de Missão do Douro que mandou realizar um relatório onde serão analisados os custos inerentes à reabilitação e manutenção daquele troço com 28 quilómetros que liga Pocinho a à fronteira com Espanha.Prevê-se que o relatório seja entregue nos próximos tempos e que traga novos dados sobre a viabilidade económica deste projecto.A reabilitação da linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva é uma velha aspiração de muitos autarcas locais, podendo no futuro tornar-se numa feliz realidade. Notícias do Nordeste

F.C. Carrazeda começou bem a nova época de Futsal vencendo o Merelinense por 8-5

A equipa de Futsal do Futebol Clube de Carrazeda de Ansiães passou à seguinte ronda da Taça de Portugal. No sábado bateu o Merelinense por 8-5.

Segundo o treinador da casa, Artur Sequeira, a diferença poderia ter sido mais avultada. "No dois contra um falhámos por diversas vezes, mas o guarda redes deles também esteve muito bem", disse.

O objectivo desta época do F.C. Carrazeda é a manutenção na série A do campeonato da terceira divisão nacional de futsal, mas pretende fazer uma boa figura na Taça de Portugal. "Eu preferia ter jogado agora o primeiro jogo do campeonato e ter conquistado os primeiros três pontos", confessou Artur Sequeria, embora o objectivo na Taça passe por "ir o mais longe possível".

Artur Sequeira refere que a sua equipa está motivada, até porque na época passada, no distrital de Bragança, ganhou o campeonato e a taça e sem ser derrotado uma única vez.

Apesar de não conhecer nenhuma das equipas que vai enfrentar este ano, excepção feita ao Macedo de Cavaleiros, o F.C. Carrazeda espera fazer bons jogos e conquistar a almejada manutenção.

Resultados da 1ª eliminatória da Taça de Portugal de futsal, sem os clubes da 1.ª Divisão. UTAD e Rio Ave apuraram-se sem jogar, devido às desistências da Harbinordeste e do Barcelos. Rádio Ansiães

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Autarquias com mais poder na Educação

Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Flor são os quatro concelhos do distrito de Bragança que, a partir deste ano lectivo, passam a ter mais responsabilidades na área da Educação. Este processo resulta de protocolos celebrados com o Ministério da Educação (ME), que visam transferir competências para os municípios. Assim, as autarquias passam a ser responsáveis pela gestão de pessoal não docente, acção social escolar, construção, manutenção e apetrechamento de estabelecimentos de ensino e actividades de enriquecimento curricular, entre outras atribuições. Já o ME fica incumbido de transferir, para os municípios, as verbas necessárias para fazer face às despesas resultantes deste processo. (...) Jornal Nordeste

Comício à OBAMA

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Perigo espreita na Linha do Tua

Em Novembro de 2000, um relatório da REFER propôs a colocação de um sistema de detecção e aviso de queda de rochas na linha do Tua, que poderia ter evitado alguns dos acidentes ocorridos nos últimos meses. Passados 8 anos, os mecanismos ainda não existem, apesar do estudo também ter detectado 119 zonas que constituem perigo para a circulação no troço ferroviário Tua-Codeçais.Estas indicações fazem parte do Relatório Geotécnico da Linha do Tua, elaborado entre Maio e Novembro de 2000 por três técnicos do departamento de Conservação – Via e Geotecnia da REFER. Ao longo dos 54 quilómetros de ferrovia, entre o Tua e Mirandela, uma equipa formada por Rui Malva (geólogo), Mário da Cruz Neto (responsável pela Geotecnia) e Aureliano Lemos (responsável pela Via e Geotecnia) passaram a linha a pente fino e encontraram inúmeras situações de insegurança. “Porque a situação de instabilidade já vem de há muito tempo e se agravou ultimamente, urge tomar uma atitude”, avisaram os técnicos. (...) Jornal Nordeste

Venha observar as aves do Vale do Tua com a SPEA

Relatório final do acidente na linha do Tua só dentro de dois meses

O deputado municipal independente, José António Ferreira, apresenta, hoje, na Assembleia Municipal de Mirandela uma proposta à Câmara para avaliar da relevância e da defesa dos interesses locais em submeter a referendo local a manutenção e exploração da Linha do Tua.
O deputado municipal e mestre em História Contemporânea considera que se trata de um assunto "actual e pertinente"para que o Executivo discuta no seu seio o alcance político e que com o seu quadro de jurista, enquadre a legalidade do objecto de consulta - previsto na Lei do referendo Local - que devem ser decididas pelos órgãos autárquicos municipais, integrando-se nas suas competências, quer exclusivas quer partilhadas com o Estado". O autor a questão: "Concorda com a manutenção da Linha Ferroviária do Tua e a sua exploração pela Empresa Metro de Mirandela".
Já numa perspectiva de algum optimismo, dentro de um mês a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto poderá vir a apresentar apenas um relatório preliminar sobre as conclusões das causas do acidente.
O relatório final do acidente na Linha do Tua, elaborado pela Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP), só deverá estar pronto em Novembro, depois de o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ter aceite prolongar por mais um mês a data para receber o relatório final sobre o descarrilamento da automotora do Metro de Mirandela, do dia 22 de Agosto, que vitimou uma pessoa das 47 que transportava.
A convicção foi manifestada, ao JN, por Raimundo Delgado, coordenador do estudo da FEUP solicitado pela comissão técnica de inquérito. "Em 30 dias é impossível apresentar conclusões científicas sobre o que esteve na génese deste acidente", diz este professor catedrático, especialista em estruturas ferroviárias.
Raimundo Delgado confirma que foi criada uma equipa multidisciplinar que já esteve no local do acidente onde foram recolhidos dados que estão a ser transformados numa espécie de modelo matemático. "Para simular o que se passou é preciso traduzir o melhor possível a realidade", avança o coordenador da FEUP, que ainda pretende realizar ensaios para perceber qual terá sido o comportamento da automotora e avaliar o estado da via férrea, de acordo com os padrões de segurança exigíveis, e a adequação do material circulante às condições físicas da via. A maior parte destes testes serão produzidos em laboratório, que implica uma complexidade na análise dos parâmetros, pelo que Delgado confessa que, "na melhor das hipóteses só dentro de dois meses podemos apresentar um relatório que possa explicar os contornos de acidente", conclui.
JN/Rádio Ansiães

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Corrupção, o mal da nação

Expresso

Douro tem três meses para apresentar projecto decisivo para desenvolver a região

Anda a partir-se mais pedra no Douro. Para que nasçam novas vinhas, certo. Mas sobretudo para tombar mentalidades de capelinha. Aquelas que têm inveja do vizinho. Há três meses para pôr todos a remar para o mesmo lado.
Até ao fim deste ano, a Estrutura de Missão do Douro (EMD) quer ter em mãos um projecto global de desenvolvimento para obter ajudas comunitárias através do Provere, assim se chama o Programa de Valorização dos Recursos Endógenos, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional.
É um desafio exigente”, concedeu o chefe de projecto da EMD, Ricardo Magalhães, no final de uma reunião, ontem, na Régua. O primeiro de uma série de encontros de trabalho, entre entidades públicas e privadas para debater, tirar dúvidas, incentivar, no fundo, congregar esforços. “Porque há mudanças em relação ao passado, porque os projectos têm de aparecer fazendo parte de um projecto global. Nada de projectos isolados”, justificou o responsável.
O Programa “Douro – Região Vinhateira” vai ser candidato aos fundos comunitários por um consórcio público-privado liderado pela EMD e terá, necessariamente, de obedecer a uma “estratégia de eficiência colectiva”. A ideia é que toda a região do Alto Douro venha a “tirar muito mais benefício” a partir de um produto composto e articulado, “sob pena de não virem a beneficiar de qualquer apoio”.
O Provere não dispõe, para já, de um orçamento específico, mas aos projectos escolhidos confere-lhe uma “marca de mérito” que se traduzirá numa “via verde de acesso a vários programas operacionais, bem como a uma majoração do apoio financeiro”.
O problema é que o tempo é escasso e não é fácil juntar no mesmo barco recursos técnicos e financeiros, bem como as vontades. Estas últimas, porventura, as de mais difícil concretização. A EMD assume que assim é, e por isso trata de juntar parceiros públicos com privados. O que tendo sido até agora uma verdadeira aventura acabou por se concretizar ontem, na Régua. “Estavam aqui 11 empresários de quintas do Douro”, exaltou Ricardo Magalhães, habituado que está a ver representadas nestas reuniões de trabalho, esmagadoramente, instituições públicas.

Outro problema é que, como ficou claro no encontro de ontem, o tempo da Administração Pública não é o mesmo do investidor privado, que, naturalmente, quer ter retorno rapidamente. Daí que se clame por “maior agilização de processos”, como frisou David Carvalho, director da companhia de teatro Filandorra; ou por uma “união efectiva para que todos consigam mais-valias de um fenómeno turístico que não existe em mais lado nenhum deste país”, realçou Vitor Sobral, vereador da Câmara de Foz Côa. Pede-se a tal “eficiência colectiva”, ou seja, “não vou fazer sozinho, vou fazer com alguém”, lembrou Aurora Ribeiro, da Associação de Desenvolvimento da Terra Quente Transmontana.
Este é o caminho. Mas Ricardo Magalhães sabe que “não é por artes mágicas que se alteram comportamentos de um dia para o outro. É preciso um tempo de maturação, para ganhar confiança”, frisa.
Aspectos do Programa “Douro – Região Vinhateira

Projectos âncora – Turismo de Quinta e sua promoção; Qualificação das Aldeias Vinhateiras; Execução da rede de pólos do Museu do Douro; Estruturação do Museu do Côa; Qualificação da Rota do Vinho do Porto e promoção internacional em torno do vinho e da paisagem vinhateira.

Projectos complementares – Programa de formação para o desenvolvimento do Turismo na Região Demarcada do Douro; Sinalética da região; Produção de materiais interpretativos; Alargamento da Internet de Banda Larga e promoção da eficiência ambiental de unidades produtivas dedicadas à actividade vinícola.

Objectivos do Provere – Ajudar a fomentar a competitividade dos territórios de baixa densidade populacional através de actividades económicas alicerçadas na valorização de recursos endógenos, criando condições para fixar e renovar população. Tem a duração de três anos e não tem orçamento específico.

Paisagem vinhateira – É o recurso endógeno estruturante da presente candidatura, até porque foi reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade. A valorização deste recurso configura uma vantagem competitiva com potencial para alavancar o desenvolvimento da Região Demarcada do Douro.
Eduardo Pinto/JN/RA

Metro em risco de falir

O Ministério das Obras Públicas prolongou por mais um mês o prazo para a entrega do inquérito ao último acidente na linha do Tua. A decisão foi tomada por Mário Lino a pedido da Faculdade de Engenharia do Porto. Na resposta, José Silvano diz que a situação começa a ser insustentável. O Metro de Mirandela teve um prejuízo de 10 mil euros no último mês, por causa do encerramento da Linha do Tua.
O presidente da empresa e também autarca de Mirandela esclarece que os custos estão a ser suportados pela CP e pela Câmara Municipal, mas avisa que a situação não é sustentável por muito mais tempo. José Silvano diz mesmo que a empresa Metro de Mirandela corre o risco de falir. Também o partido ecologista “Os Verdes” considera que o Governo deve assegurar medidas de compensação ao Metro Mirandela para minimizar os impactos financeiros decorrentes dos sucessivos períodos de encerramento subsequentes aos quatro acidentes. “Os Verdes” lembram que a Linha celebra 121 anos no dia 27 e revelam que, dois dias depois, têm uma audiência, no ministério da Cultura, onde pretendem colocar preocupações relativas às ameaças que pesam sobre este Património. O último acidente da linha do Tua aconteceu a 22 de Agosto, quando uma automotora descarrilou com 47 passageiros a bordo. Uma pessoa morreu. Em ano e meio este foi o quarto acidente na linha do Tua, com quatro mortos e várias dezenas de feridos. RBA

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Linha do Tua: prolongado por mais um mês a entrega do inquérito

O Ministério das Obras Públicas prolongou por mais um mês o prazo para a entrega do inquérito ao último acidente na Linha do Tua. Assim decidiu o ministro Mário Lino a pedido da Faculdade de Engenharia do Porto.
Para o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, um dos concelhos servidos pela Linha do Tua, é uma má notícia. Ao Rádio Clube, Eugénio Castro lamenta a demora do inquérito às causas do acidente que provocou um morto, mas compreende.
O Rádio Clube também contactou José Silvano, o presidente da Câmara de Mirandela, que reservou para mais tarde uma reacção ao prolongamento por mais um mês do prazo para a entrega do inquérito ao acidente que manchou outra vez de sangue a linha do Tua, a 22 de Agosto. Foi o quarto acidente em ano e meio. Rádio Clube

Relatório do Tua entregue hoje

O relatório do inquérito ao acidente na Linha do Tua, que vitimou uma pessoa, em Agosto, deverá ser entregue ao Governo hoje. O primerio relatório preliminar mandado efectuar e divulgado na semana a seguir ao incidente foi inconclusivo, pelo que o Ministério das Obras Públicas mandou elaborar um outro mais preciso para se perceber o que realmente aconteceu.O relatório elaborado pela Comissão Téncia de Inquérito inspeccionou o local do acidente e o material circulante envolvido. Mário Lino, o ministro das Obras Públicas, diz que só depois dessa análise se vai determinar se há ou não condições para o comboio voltar a circular naquela linha. RBA

Mário Lino garante IC5

O Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, garante que o traçado do IC 5 não vai ser alterado. Depois do presidente da Camara de Mogadouro ter denunciado que o traçado do IC 5 poderia vir a ser transformado numa simples estrada nacional, Mário Lino vem desmentir, falando apenas em pequenas alterações de pormenor.Refira-se que a construção do Itenerário Complementar número cinco é considerado com uma prioridade para a região, no que respeita a acessibilidades. A construção do IC5 até 2012 foi prometida recentemente pelo 1º Ministro José Sócrates. RBA

Observação de aves no Vale do Tua

Vale do Tua - um dos últimos rios Portugueses com um elevado estado de conservação das margens e encostas. As suas escarpas abruptas são local de nidificação de aves como a Águia de Bonelli e a Cegonha-preta
27 de Setembro de 2008 - Carrazeda de Ansiães

Percurso pedestre: Tralhariz-apeadeiro de Tralhariz-apeadeiro de Castanheiro-Tralhariz. Este percurso tem cerca de 10 Km e é feito entre as cotas de 500m (Tralhariz) e 150m (linha de comboio). O percurso começa em Tralhariz e desce até ao apeadeiro de Tralhariz passando por zonas de bosque com olival e vinha. A seguir segue-se pela linha de comboio até ao apeadeiro de Castanheiro (esta parte do percurso é feita junto ao rio e das suas margens escarpadas). Por fim, começa-se a subir até Tralhariz, atravessando uma zona de bosque misto (com sobreiro, azinheira, zimbro, medronheiro, pinheiro, etc).
Ponto de encontro: 9h30 - na entrada da aldeia de Castanheiro, junto ao entroncamento com a Estrada Nacional.
Guia: Sérgio Ribeiro
Número de Vagas: 12 (esta saída realiza-se com um mínimo de 5 pessoas)
Contacto: Alexandra Lopes, alexandra.lopes@spea.pt; Tel.: 21 322 04 30
Ficha de inscrição: Clique AQUI
Organização: SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tua/Acidente:Ministro das Obras Públicas espera relatório final até quarta-feira

O ministro das Obras Públicas, Comunicações e Transportes, Mário Lino, disse hoje, em Sabrosa, que espera receber até quarta-feira o relatório do inquérito ao acidente da Linha do Tua, que a 22 de Agosto vitimou uma pessoa.
O prazo de 30 dias dado pelo Ministério das Obras Públicas para apresentação do relatório conclusivo ao acidente terminou na segunda-feira.
Mário Lino, que falava à margem da cerimónia de entrega dos computadores "Magalhães" em Sabrosa, distrito de Vila Real, referiu que espera receber até quarta-feira o relatório da Comissão Técnica de Inquérito (CTI).
"Estou à espera que o relatório me seja entregue para depois o analisar", afirmou o governante.
O relatório preliminar mandado efectuar pelo ministro e divulgado na semana a seguir ao acidente foi inconclusivo.
Refira-se que a CTI inspeccionou o local do acidente e o material circulante envolvido, tendo também analisado os relatórios técnicos elaborados pelas entidades responsáveis pelo funcionamento da linha, mas não chegou a qualquer conclusão.
Para apurar as causas do acidente, o ministro convocou diversas entidades, como a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, para a avaliação do estado da via férrea, de acordo com os padrões de segurança exigíveis, e a adequação do material circulante às condições físicas da via.
"A primeira coisa é a segurança. Nós não podemos um comboio a funcionar sem percebermos porque é que aquele comboio descarrilou durante o dia, numa recta, e a uma velocidade relativamente pequena", salientou o ministro.
Em ano e meio ocorreram quatro acidentes na linha do Tua, todos eles no troço entre as estações da Brunheda e do Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães. O resultado foi trágico: quatro mortos.
A circulação entre as estações do Cachão e Tua está interrompida desde o dia do acidente. A CP disponibiliza um serviço rodoviário alternativo.

Mário Lino foi ainda confrontado com os receios dos autarcas do Nordeste transmontano relativamente a alterações ao traçado do Itinerário Complementar 5 (IC5), que vai ligar o Itinerário Principal 4, no Alto do Pópulo, a Miranda do Douro e garantiu que esta via se vai manter com o perfil de IC.
"Ainda estamos numa fase de estudos prévios, e nesta fase há sempre pormenores que têm que se aprofundar, mas não há nenhuma alteração ao traçado, este manter-se-á como itinerário complementar", frisou. Visão

Douro Jazz - S. João da Pesqueira

http://www.dourojazz.com/

Mota Andrade garante que estradas de Trás-os-Montes serão adjudicadas no próximo mês

A auto-estrada transmontana e a concessão do Douro Interior vão ser adjudicadas no próximo mês, em Bragança, pelo Primeiro-Ministro. É a resposta de Mota Andrade, presidente da Federação Socialista do distrito de Bragança, às críticas feitas recentemente pela oposição social-democrata.
Recorde-se que, em comunicado, Adão Silva, presidente da comissão política distrital de Bragança do PSD, achou estranho que no meio de dez concursos para a concessão de rodovias lançadas pelo Governo, só as duas referentes a Trás-os-Montes tenham registado problemas. "Há aqui algo esquisito e verdadeiramente inexplicável", disse.
Mota Andrade, o deputado e líder do PS no distrito de Bragança, diz que o partido social-democrata anda mal informado e que a informação avançada por Adão Silva "é falsa". Mota Andrade admite problemas e prorrogações em alguns concursos, mas diz que "se o PSD fosse governo com Manuela Ferreira Leite então é que não haveria auto-estrada transmontana, IC5 e IP2, pois ela é contra as grandes obras que o país necessita".
Adão Silva exige ainda que as promessas do Governo sejam cumpridas, quanto aos prazos. Mota Andrade garante que os prazos de conclusão das vias prometidas para o distrito de Bragança vão ser cumpridos e que em Outubro as obras vão ser adjudicadas.
O partido socialista a garantir que em 2011 a auto-estrada transmontana vai estar concluída. No ano seguinte será a vez do IP2 e do IC5.

CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

PSD quer apoios para os construtores da A4 e IC5

A distrital de Bragança do PSD exige que o Primeiro-Ministro mantenha a palavra e não altere uma vírgula ao que prometeu quanto à construção da A4, IP2 e IC5 e que dê incentivos às empresas construtoras para que possam executar as estradas. Numa nota à imprensa, os sociais-democratas responsabilizam directamento José Sócrates pelos atrasos já anunciados para a adjudicação da Auto-Estrada Transmontana e do IC5.
Adão Silva, líder distrital do PSD de Bragança, lembra ao Primeiro-Ministro que apelidou a A4 como a “auto-estrada da justiça”, e que não pode agora querer que signifique o contrário. Perante as noticias que dão conta do adiamento da data de entrega de propostas para a concurso de adjudicação da empreitada, que deveria ter ocorrido esta segunda-feira, e com a possibilidade de correcções aos traçados, por razões economicistas, o PSD exige que não haja falhas ao prometido. O dirigente partidária defende até que o governo deve dar incentivos financeiros às empresas construtoras para que as estradas se façam até 2012, como foi estabelecido. O líder distrital do PSD lembra que os estudos prévios da A4 e IC5 já foram aprovados e não aceita qualquer revisão. RBA

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Deputado Adão Silva interpela Ministério sobre o IC5

O deputado social-democrata Adão Silva, eleito pelo Círculo Eleitoral de Bragança, quer explicações do Governo sobre a construção do IC5. O deputado quer que o Ministério da Obras Públicas Transportes e Comunicações informe a bancada do PSD na assembleia da República sobre a vontade e os objectivos do Governo relativamente a este obra.
Adão Silva quer saber se o Governo de José Sócrates “vai exigir que a Estradas de Portugal avance com o processo da construção do IC-5, mantendo as características técnicas e os traçados do actual estudo prévio garantido e se, de igual modo, o Governo vai exigir que a Estradas de Portugal mantenha as datas para a concretização da obra, que é Março de 2012”.
A interpelação do deputado resultou de um conjunto de notícias que dão conta da possibilidade do processo ser interrompido devido ao facto dos valores apresentados pelos consórcios concorrentes superaram as expectativas da Estradas de Portugal.
Na mesma linha de contenção de despesas vai a possibilidade de mandar refazer o estudo prévio já anteriormente aprovado e redefinir o traçado e as características técnicas iniciais da rodovia, de forma a reduzir os custos.
Depois de anunciada a concretização do IC5 por José Sócrates em Abril de 2006 na cidade de Bragança, aquele que é considerado o eixo rodoviário estruturante e fundamental para os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães, o projecto sofre agora um retrocesso.
Indo de encontro ao calendário anunciado pelo governo, durante o mês de Setembro de 2008 deveria chegar ao fim o concurso para a concessão da concepção e construção do IC-5, facto que já não irá suceder. Notícias do Nordeste

ACISB preocupada com atrasos na adjudicação da A4 e IC5

O presidente da Associação Comercial de Bragança está preocupado com o atraso nos concursos para a adjudicação da Auto-Estrada Transmontana (A4) e do IC5. A entrega das propostas para o concurso foi adiada um mês, até ao final de Outubro.
As duas estradas, devido a restrições financeiras, podem vir a sofrer alterações ao traçado, sobretudo o IC5, que pode até vir a ser desqualificado e perder a categoria de Itinerário Complementar.
António Carvalho mostra-se apreensivo perante a possibilidade da economia local poder ser prejudicada e admite que se o Primeiro-Ministro não cumprir com a promessa que fez de construir todas as acessibilidades até 2012, haverá motivos para protestos. Entretanto o organismo que representa o comércio de Bragança e a Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo assinaram um acordo de colaboração, que prevê troca de contactos e formação e que pode beneficiar os empresários de restauração de Bragança. RBA