terça-feira, 14 de outubro de 2008

Automotora acidentada na linha do Tua retirada ontem

Foi removida, ontem à tarde, a automotora do Metro que descarrilou na linha do Tua no passado dia 22 de Agosto, causando um morto e 37 feridos.
O veículo continuava no local, perto da antiga Estação da Brunheda, para a realização de vários testes a cargo de entidades a quem a Comissão Técnica de Inquérito solicitou pareceres.
O intuito é elaborar o relatório final das causas do acidente, pedido pelo Ministro dos Transportes, e que tem como data limite o próximo dia 22 de Outubro.
52 dias depois, a automotora acidentada foi rebocada para os estaleiros da EMEF, em Guifões, Matosinhos, onde vai ser reparada. No entanto, antes da reparação a composição ainda vai ser alvo de algumas verificações.
Assim, deve ser pouco provável que o relatório final esteja concluído na data pedida, o que vem ao encontro das previsões apontadas pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, de que seria impossível apresentar conclusões em apenas um mês.
Recorde-se que, na semana seguinte ao descarrilamento, a comissão técnica de inquérito entregou o relatório preliminar ao Ministro das Obras Públicas e Transportes, não apurando causas para o acidente na linha do Tua.
As primeiras conclusões afastavam a existência de qualquer problema com a automotora e a linha.
Perante estes dados, o ministro Mário Lino determinou que a Comissão Técnica de Inquérito recorresse a todos os meios e apoios especializados, para que, no prazo de trinta dias, apresentasse um relatório final conclusivo.
Finalizado esse prazo, o ministro decidiu prorrogá-lo por mais trinta dias, até 22 de Outubro, alegando que ainda decorriam os estudos especializados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e de outras entidades e que os mesmos são determinantes para apurar as causas do acidente. Uma fundamentação aceite pelo Ministro. Entretanto, a linha continua encerrada entre o Tua e o Cachão, circulando apenas entre esta última estação e Mirandela. O percurso na íntegra é efectuado por uma frota de quatro táxis.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

1 comentário:

Anónimo disse...

Quem se safa são os táxis, pobres dos utentes.