quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Estrada ao longo da barragem do Tua para dinamizar turismo

A Câmara Municipal de Alijó apresentou à EDP uma proposta para tornar mais atractiva a barragem do Tua, em termos turísticos. A proposta contempla a construção de um corredor rodoviário que permita usufruir do lençol de água ao longo de toda a extensão da albufeira.
O vice-presidente da Câmara de Alijó, Adérito Figueira, explica ainda que exigem um nó de ligação do IC5 a esta variante. "Desta forma as autarquias já poderão criar empreendimentos para rentabilizar turisticamente a barragem".
Esta exigência do corredor turístico ao longo da barragem do Tua é para manter, independentemente da margem em que tenha de ser construído. "O que interessa é que se faça, seja do lado de Alijó ou do de Carrazeda", disse.
A EDP ainda não se pronunciou sobre esta proposta de criação de uma estrada turística ao longo de todo o vale do Tua, até ao final da albufeira. Eduardo Pinto, Rádio Ansiães

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Aldeia histórica de Marialva regista recorde de visitantes

A aldeia histórica de Marialva e o seu castelo amuralhado, no concelho da Mêda, registaram no mês de Agosto o número recorde de seis mil visitantes.
Dos seis mil visitantes, aproximadamente 10 por cento foram turistas espanhóis e franceses, registados no posto de turismo de Marialva, anteriormente da responsabilidade do ex-IPPAR, agora afecto à Câmara Municipal da Mêda. Rádio Ansiães

Linha do Tua finalmente com sinal rádio

O vale do Tua já tem melhores comunicações. Foi instalado no alto do Freixo, em Alijó, um repetidor de sinal rádio. Em caso de sinistro na linha ferroviária ou no próprio rio, os meios de socorro têm as operações facilitadas.
O equipamento foi instalado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil numa torre supostamente abandonada no monte do Freixo e que era propriedade da Rádio Capital. O vice-presidente da Câmara de Alijó e responsável municipal da Protecção Civil, Adérito Figueira, justifica o repetidor rádio com a "ausência de qualquer sinal deste meio de comunicação abaixo dos 800 metros de altitude".
Nos últimos dias, o comandante dos Bombeiros de Alijó, António Fontinha, percorreu vários locais do vale do Tua, tanto no seu concelho como no de Carrazeda, para testar as comunicações nos pontos que entendeu serem o mais críticos. "Conseguimos sinal rádio em todas as estradas nacionais e municipais, no vale do Tua, e mesmo no vale do Douro, até à Régua", resumiu o responsável.
Quer isto dizer que se o repetidor tivesse sido instalado há dois anos, teria havido a possibilidade de "envolver os meios necessários e não os que se achava que deveriam ir para o local", em todos os acidentes registados na linha do Tua desde Fevereiro de 2007. De resto, em todos eles houve sempre problemas de comunicação, tanto via rádio como por telemóvel.
A melhoria das condições de socorro acontece numa altura em que o Metro de Mirandela não circula entre o Cachão e o Tua, devido ao acidente do passado dia 22, perto da Brunheda, que provocou um morto e mais de 40 feridos. Fontinha admite que o aparelho já podia estar a funcionar há mais tempo, mas suaviza a questão referindo que "não se sabia que o local pudesse ser tão bom" para este efeito.
Adérito Figueira admite que a ocupação das instalações e da antena que pertenceram à Rádio Capital até poderá levantar alguns problemas à Câmara, mas, alega, "foi feito por uma boa causa" e por "não saber a quem se dirigir", uma vez que as estruturas estavam abandonadas. O autarca ressalva, porém, que a autarquia está "aberta à negociação para legalizar a situação" desde que apareçam os proprietários.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Blasted Mechanism…

Uma viagem ao Centro da Terra

Penso que a passagem por Carrazeda dos Blasted Mechanism poderia constituir-se mais enriquecedora para os jovens. Desde logo,

porque os músicos poderiam ter realizado um pequeno workshop, onde Ary, o baixista, e Valdjiu, um dos guitarristas, mostrassem como re_

criaram os seus instrumentos — havendo a mente cósmica de Valdjiu inventado a ‹‹Kalachakra›› (literalmente Roda do Tempo, em sânscrito, essa linguagem dos deuses, sob a liturgia do budismo e hinduismo), aqui designando um braço triplo que reúne vários instrumentos de cordas: o bambuleco, no braço em baixo, uma cítara eléctrica e uma ‹‹tâmpura››, de acordo com uma entrada em www, no de cima, e uma harpa, num 3º braço, ainda permitindo a incorporação de palhetas, como ‹‹veneno›› suplementar.

Ou, então, um pequeno seminário sobre Paz interior, em como Meditar, ao tempo da técnica — incorporando o islamismo (onde os crentes param 5 x ao dia para rezar/reflectir), falando sobre o seu video Blasted Empire, gravado em Marrocos; os ensinamentos do budismo tibetano (e das suas trompas), de quem conservam a meditação e a saudação… via Dalai Lama; os do calendário Maia, com quem aproveitam de sonhar uma Nova Era, em nos termos de libertar do ‹‹tempo mecânico›› (onde todo o tempo é dinheiro), para o tempo natural (onde o tempo é arte). & etc. Um tempo onde ‹‹o homem se tornará mais subtil, a matéria finalmente compreendida, e a religião e a ciência diluídas na metafísica››. Sempre retomando a liturgia do sânscrito, de onde retiraram os nomes para os álbuns Namaste (O divino que vive em ti) e Avatara (Aquele que vem, como um D. Sebastião ou um Messias).

Assim, quando me lembro de que, na fundação do grupo, por Karkov e Valdjiu, em 1995, estava um projecto tocado por seres alienígenas que aportaram à Terra, continuando a ficção científica assinada por Karkov a transfigurar-se em seres de um ambiente aquático, da cultura do Nepal se retirando o mito de 22 bebés-diamante e que ninguém sabe quem são… Mas que andam por aí. Por uma mudança de mentalidades e de conceitos,

tenho medo _ _ que o novo vocalista, Guitshu (tão Guitcho!, como dizem na sua Casa de Trás-os-Montes), não seja à altura dos dialectos Karkovianos, que até se poderiam alargar desde Sendim ou Miranda do Douro… Mas, sobretudo, que não seja um rato de biblioteca, como Karkov, cancelando a Viagem ao Centro da Terra, marcada por este em nome da Espiritualidade mais funda, unindo várias culturas — e linguagens,

o que já se perde um pouco em Sound in Light, pelo abuso do inglês global… Já sob o argumento da falta de energia do Rui Carvalho, que abandonou Karkov? Um caso mais em que a criatura, a personagem fica bem mais importante do que _ seu criador… Para que o legado Klezmer no tema Karkow, o didgeridoo dos aborígenes australianos tocado por Winga, a guitarra portuguesa de António Chainho, em We, o funk, o dub, o ragga e o raga indiano se não minimizem, desde Mix 00, numa fórmula de rock electrónico global,

música claramente menos alternativa do que a dos dois primeiros registos… Onde o jazz, o drum'n bass, a secção de sopros e os tais dialectos vincavam (n)uma maior identidade, em minha modesta opinião, de um grupo que se nascesse Americano teria realizado _ seu Sonho, com toda a certeza bem maior do que ele-próprio, numa Libertação e Re-Evolução à escala planetária: por uma Mente Cósmica.


Vitorino Almeida Ventura


Post Scriptum: Com isto não quero retirar qualquer valor à força de Fred Stone, digo, Syncron, na bateria, nem ao psicadelismo de Simões, digo, Zymon, o outro guitarrista… Que tanto contribuem para o Mechanism (da Máquina).

Distrito de Bragança só tem uma Unidade de Saúde Familiar

Há um ano que entraram em funcionamento as primeiras Unidades de Saúde Familiar no país. Já são 141, mas até ao momento só há uma no distrito de Bragança.
As autoridades de saúde reconhecem que no interior do país não está a ser fácil instalar este tipo de serviços de saúde.
Para se constituírem, a iniciativa tem de partir das equipas de médicos, enfermeiros e administrativos dos centros de saúde que apresentam uma candidatura à Missão para os Cuidados de Saúde Primários.
No entanto, no distrito de Bragança não tem havido motivação para isso. A coordenadora da Sub-região de Saúde, Berta Nunes, aponta que "os centros de saúde são pequenos" e que "os médicos de família já têm alguma idade", o que podem constituir razões para tornar a adesão mais difícil.
No distrito de Bragança só há numa Unidade de Saúde Familiar. Está instalada em Torre Dona Chama, no concelho de Mirandela. Segundo Berta Nunes, há intenções de constituir mais unidades mas as candidaturas ainda não foram formalizadas:
Uma das soluções para inverter esta situação pode passar por alterar regras nas candidaturas que possam facilitar a adesão das zonas do interior às unidades de saúde familiares.
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

Candidaturas para arranque de vinhas com prazo até dia 12

O Ministério da Agricultura alargou até dia 12 deste mês o prazo de candidaturas ao regime de arranque das vinhas.
Numa nota enviada às redacções, o Ministério da Agricultura justifica o alargamento do prazo com a elevada afluência de agricultores, nos últimos dias, aos Serviços Regionais de Agricultura.
Outro motivo que fez atrasar o processo prende-se com o facto de muitos viticultores não terem a documentação das propriedades actualizada.
Refira-se que na programação inicial a área prevista para arranque de vinhas, nesta primeira fase, rondava os 4000 hectares. Esta área foi calculada tendo em conta área vitícola do país e as áreas arrancadas em programas anteriores.
Até ao momento estão já registadas candidaturas que correspondem a mais de 3500 hectares de vinha.

Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

EMEF garante que carruagens do Metro de Mirandela são seguras

A empresa nacional responsável pela manutenção do material ferroviário, a EMEF, garante que as automotoras que circulam na Linha do Tua são das mais "fiáveis e seguras" de toda a frota da CP.
Os esclarecimentos feitos em comunicado, surgiram pouco mais de semanas depois do último acidente que envolveu um destes veículos, que descarrilou numa viagem entre Mirandela e o Tua, provocando um morto e mais de 40 feridos.
No comunicado, a EMEF explica todo o sistema de certificação, manutenção e reparação destes veículos, em serviço na Linha do Tua e noutras ferrovias de via estreita do Norte do país, respondendo a dúvidas suscitadas pelo autarca de Mirandela após terem sido divulgados os resultados, inconclusivos, do inquérito às causas do acidente de 22 de Agosto
Lusa/Rádio Ansiães

domingo, 7 de setembro de 2008

Mail recebido de um Moncorvense:

«Bem, aqui vos deixo o link, de uma apresentação daquele que será o maior investimento a realizar no nosso concelho.
Trata-se da Barragem do Baixo Sabor.
Não me irei pronunciar acerca dos prós e contras desta obra, em virtude de a mesma, ainda ter hoje, bastantes e diferentes formas de ser vista.
Quero apenas, mostrar-vos, o "projecto", tal como eu o encontrei. http://www.servicos.edp.pt/download/flash/video_BaixoSabor.html
Cliquem neste link.»

Colaboração: Júlio Samorinha

O ladrão nosso de cada dia

Crasto abre em Outubro

O Centro Interpretativo do Crasto de Palheiros, Murça, a porta de entrada do megamonumento calcolítico com cinco mil anos, vai ser inaugurado em Outubro. Estará aberto durante todo o ano, com visitas guiadas.
O presidente da Câmara de Murça, João Teixeira, disse à Lusa que o centro interpretativo, vai proporcionar visitas através de roteiros turísticos pelo povoado, lugar fortificado que foi ocupado no Calcolítico (Idade do Cobre) e na Idade do Ferro.
Há 5000 anos, o Crasto de Palheiros era uma imponente fragada natural, que ao longo dos anos foi recebendo diferentes populações pré-históricas com uma grande importância a nível político, económico, social e religioso.
O topo da colina sobranceira à localidade de Palheiros foi coberto por uma muralha e terraços de pedra visíveis a dezenas de quilómetros de distância, funcionando aparentemente como um espaço sagrado de concertação entre os inúmeros povos da região.
No centro interpretativo, edifício com a frente toda em vidro e em cujo interior se pode observar a parte da rocha da encosta, vão estar expostos alguns objectos descobertos no povoado e ainda cartazes com a história do monumento.
A concretização deste projecto custou cerca de 400 mil euros. Segundo João Teixeira, falta apenas realizar as obras de melhoria do acesso ao local, que ficarão concluídas durante o mês de Setembro. "Conjuntamente com o acesso e a desmatação do monte, podemos dizer que o investimento total neste monumento rondou os 600 mil euros".
JN

Protesto pelas pinturas rupestres

A coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases, secção em Portugal, denunciou a existência de gravuras rupestres na margem do rio Sabor, local para onde está prevista uma barragem.
A Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases (Coagret), secção em Portugal, aproveitou a festividades que decorrem no Santo Antão da Barca, concelho de Alfândega da Fé, para denunciar as gravuras de arte rupestres que não estão inventariadas. A iniciativa foi considerada como uma acção de protesto contra actos de alegado "vandalismo" e atentados ao património arqueológico existente nas margens do rio Sabor.
De recordar que aquela área ficará submersa aquando do enchimento da futura barragem do Baixo Sabor, que deverá estar concluída em 2012. (...) JN

sábado, 6 de setembro de 2008

Portugal Telecom - assistência desastrosa!

Um simples pedido de alteração técnica à Portugal Telecom, obteve uma resposta ineficaz e desastrosa por parte desta empresa. Daí que estejamos sem acesso à internet e sem telefones há vários dias. Por este facto, lamentavelmente este blog não tem sido actualizado com a assiduidade habitual.

"A Outra" custou 125 mil euros à Terra Quente

"A Outra" despediu-se de Trás-os-Montes. As cinco autarquias da Terra Quente gastaram 125 mil euros para que a novela mostrasse aquela área do distrito de Bragança. Um investimento que valeu a pena, pelo retorno turístico conseguido.
As contas são simples de fazer. As Câmaras Municipais de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor despenderam, cada uma, 25 mil euros. Cerca de 15 mil a favor da produtora da novela, NBP, e o resto em refeições e alojamento para actores e equipas. (...)
Pimentel já o havia dito e reiterou-o ontem. "A novela foi uma grande aposta para a Terra Quente Transmontana e mesmo para o distrito de Bragança". Exemplificando: "Durante o mês de Agosto, todas as unidades de turismo de habitação estiveram esgotadas durante dias e dias".
O sorriso do autarca mais entusiasta da novela alargou-se ainda mais quando revelou, ao JN, que no próximo dia 14 deste mês vai receber em Vila Flor uma excursão de 800 pessoas "por causa da novela". "Olhe que são 18 autocarros cheios!", realçou. A visita, claro, será guiada pelos locais mais emblemáticos do concelho e que despertam mais curiosidade, depois de divulgados pela televisão. "Valeu mesmo muito a pena esta aposta. Voltaria a fazê-la muitas vezes", notou o edil.

Mas, e os outros concelhos. Que lucraram eles com "A Outra"?
"Até o cidadão anónimo sabe que houve vantagens", começa por dizer o edil de Mirandela, José Silvano, explicando que "houve actores da novela a comer e a dormir na cidade todas as semanas". Mais: "em Agosto, tivemos a visita de muitas mais pessoas e a imagem da cidade foi muito divulgada", disse. Silvano fez mesmo a comparação com o que se gastava há 15 anos para garantir uma etapa da Volta em bicicleta a Portugal e a transmissão televisiva de uma prova de Jet-Ski. "As duas custaram 250 mil euros. Com muito menos fizemos agora mais publicidade e ganhamos mais".
O homólogo de Alfândega da Fé, João Carlos Figueiredo, preferiu realçar que, durante o mês de Agosto, tanto a Estalagem Serra de Bornes, onde foram rodadas várias cenas, como as escolas primárias transformadas em alojamentos turísticos tiveram "lotação esgotada", ultrapassado todos os números a que estavam habituados.

Os autarcas de Carrazeda e Macedo, a gozar férias, não participaram nesta despedida de "A outra", mas, segundo os homólogos "toda a região beneficiou". Eduardo Pinto, JN

Relatório do acidente de Agosto na Linha do Tua será decisivo para o futuro da ferrovia

O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, entende que o último acidente na linha do Tua vai ser decisivo para definir o futuro daquela ferrovia.
O também presidente do Conselho de Administração da Sociedade Metro de Mirandela considera que as conclusões do relatório ao acidente vão ditar, de forma definitiva, o rumo a dar à linha.
Silvano diz-se ansioso para conhecer os resultados, pois para bem ou para o mal, esse relatório será, para ele, o documento que vai decidir a continuidade ou encerramento da linha.Além disso, diz que este relatório também vai clarificar as intenções que rodeiam a ferrovia.
"A linha nunca mais será a mesma a partir deste relatório. Ou dá o salto qualitativo e se mantém, com a aposta mesmo do Governo. Ou então não dá e acaba e ficamos todos a saber as reais razões que justificaram determinado tipo de atitudes", disse
CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães
Foto: Aníbal Gonçalves

"Sociedade está desprotegida"

O Sindicato do Ministério Público diz que a alteração das leis penais, limitadoras da prisão preventiva e das penas efectivas, passou uma mensagem de impunidade. O número de presos baixou, mas a sociedade ficou "desprotegida".
O estudo foi efectuado pelo procurador Rui Cardoso e consiste na análise da evolução da população prisional, desde a entrada em vigor, em 2007, das alterações aos códigos Penal e de Processo Penal, até ao início deste mês. Os número são cruzados com a avaliação que é feita a partir da experiência dos magistrados e da sua percepção dos níveis de reincidência entre detidos. (...) JN

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

XII Feira da Maçã e do Vinho continua a promover produtos regionais

A feira da maçã conta já com treze edições e continua a ser o certame de maior importância na promoção do concelho de Carrazeda de Ansiães e dos seus produtos de excelência: a maçã, o vinho e o azeite.
Para Eugénio de Castro, presidente da Câmara Municipal de Carrazeda, estes três produtos são de qualidade extra e é importante continuar a mostrá-los ao país e continuar a apoiar os produtores, “são produtos reconhecidos em todo o país e tentamos mostrar a qualidade desses produtos”, refere o autarca acrescentando satisfeito que “já não há quantidade suficiente para responder às necessidades do mercado”.
Também os produtores se mostram satisfeitos com o certame, considerando que é uma forma de promover mais uma vez os produtos do agricultores. Numa altura em que a agricultura atravessa uma fase difícil no país, os produtores consideram que este tipo de iniciativas são “mais uma força para ajudar a resolver alguns problemas”, como afirma uma das expositoras.
Apesar de alguns expositores terem de pagar para estar na feira, afirmam que mesmo assim é “uma forte ajuda não em termos de vendas que são poucas no certame, mas sobretudo ao nível da promoção dos seus produtos”. Um certame que é de louvar, segundo os expositores, e que se deve manter para ajudar tanto os pequenos como os grandes produtores e, acima de tudo para desenvolver o concelho, “porque uma feira deste género traz muita gente à terra”.
A feira tem por objectivo promover os dois produtos mais emblemáticos do concelho: a maça do planalto de Carrazeda, de reconhecida qualidade e considerada por alguns a “mais doce”, e o vinho produzido nas terras mais quentes do concelho e cuja qualidade já foi premiada com medalha de ouro, em algumas marcas, em concursos internacionais.
Além dos expositores de maçã e de vinho, na feira podiam-se também encontrar artigos de artesanato, tasquinhas de gastronomia regional, preparadas com equipamento hoteleiro e com todas as condições de higiene exigidas, bem como produtos regionais como queijo, fumeiro regional e compotas.
Para compor o certame acrescenta-se ainda um cartaz de espectáculos musicais que contou com a presença de Blasted Mechanism, Anjos e Jorge Ferreira.

No seu último mandato, o presidente da autarquia garante que para o ano a feira da maçã se irá realizar e que posteriormente caberá ao novo executivo decidir a sua manutenção. Jornal Terra Quente

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Granizo da Primavera arrasou quase toda a colheita de maçã

A empresa Frucar, em Carrazeda de Ansiães, corre o risco de fechar as portas e criar mais uma dezena de desempregados. Por causa do mau tempo, quase não tem maçã para garantir a campanha. Pediu ajuda ao governo mas a resposta foi negativa.
O granizo é novamente o responsável pela crise frutícola no concelho. Desta vez, duplamente culpado, pois arrasou em Junho o que poupara na primeira investida, em Maio. Resultado: “A maçã deixou de ter qualquer valor comercial, vai toda para a indústria, para concentrados”, lastima António Augusto, gerente da Frucar, empresa que comercializa quase metade das cerca de 10 mil toneladas de maçã que o concelho produz.
Ora, os efeitos do temporal já por si retiram sustento aos agricultores, mas uma vez que quase todos têm seguro agrícola podem ver reduzido o prejuízo. O mesmo não se passa com a Frucar que sem maçã qualificada “não vai poder satisfazer os seus compromissos com os habituais clientes”. Fica “comprometida” a estabilidade desta organização de produtores.
Em maus lençóis também podem ficar os 10 funcionários do quadro, bem como quase outros tantos que são contratados na época da apanha, que este ano devem ser dispensados. E há compromissos assumidos que também não poderão ser satisfeitos.
Os lamentos de António Augusto, também vice-presidente da Associação Nacional de Organizações de Produtores, desfilam à medida que percorre um dos seus pomares, que espelham bem a miséria que se adivinha. O difícil é ver uma só maçã que não exiba o mau aspecto da mossa feita pelo granizo.
De olhos apontados à crise que aí vem, revela que “atempadamente” foi solicitado apoio à Direcção Regional de Agricultura do Norte, no sentido de proporcionar à Frucar algumas medidas de excepção para “ajudar a passar o mau bocado deste ano”: a isenção temporária do pagamento das remunerações à Segurança Social relativas aos funcionários da empresa, a abertura de uma linha de crédito por cinco anos para assegurar compromissos da instituição e despesas correntes, e ainda o atraso de um ano na reposição de verbas ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.
Acho que não estávamos a pedir nada de mais, tendo em conta a importância da empresa para o desenvolvimento do concelho, mas nada foi aprovado”, disse, criticando os serviços do governo ligados à agricultura. “Nós nem pedimos subsídios para os agricultores. É apenas uma medida de excepção para uma empresa que está em vias de encerrar as portas. Assim, se calhar, vamos mesmo fechar”, realçou.
Numa situação semelhante estão outros produtores de maçã do concelho que também têm estruturas de comercialização. Um deles é José Bernardo, da Quinta da Aveleira, a braços, este ano, com “prejuízos na ordem dos 95%”. O seguro agrícola contratado cobre 80% das perdas, prevendo que possa vender a fruta maltratada pelo granizo a quatro cêntimos o quilo para concentrado.
Apesar disso, não dá garantias aos seus cinco funcionários. “Se não temos maçã boa para vender, os postos de trabalho estão em risco, claro”, admite este fruticultor que colhe, em média, 1200 toneladas de maça por ano. José Bernardo também é dirigente da Associação dos Fruticultores, Viticultores e Olivicultores do Planalto de Ansiães e adianta que 2008 é ano de crise para “todos os produtores de maçã” do concelho, sublinhando que as duas intempéries de granizo afectaram, em menor ou maior extensão, todos os pomares.
Números:
90 por cento – estimativa do prejuízo geral causado pelo mau tempo durante a Primavera nos pomares de maçã de Carrazeda de Ansiães. No entanto, alguns deles têm toda a produção estragada. Num ano médio a Frucar recebe quatro mil toneladas, este ano deve ficar-se pelas 200.
400 mil euros – Custos anuais da actividade da Frucar. Receita que provém da comercialização de maçã fornecida pelos cerca de 20 sócios e de outros agricultores do concelho. Este ano, sem fruto para vender, não haverá receitas.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Daqui e dali... Tiago Verde

CENAS VIVAS NÃO FICTIONADAS

Cena 1
Dia 25 de Agosto de 2008, Carrazeda de Ansiães, Rua Jerónimo Barbosa, 10,30 da manhã, zona de estacionamento deserta.
Cena 2
Quatro automóveis estacionam, forma-se um grupo de cerca de 12-15 pessoas no passeio.
Alguém diz lá da frente “Éh pá! olhem que o estacionamento é a pagar”.
Cena 3
Um do grupo, espantado, exclama “estacionamentos pagos em Carrazeda parece anedota” e concluiu “estes gajos realmente não merecem o esforço de cá virmos… vamos mas é para Vila Flor”.
Cena 4
O grupo entra nos seus automóveis e arranca.
Cai o pano!...

Fica-se triste e com raiva incontida.
Começa-se a entender porque a nossa vizinha Vila Flor tem toda aquela animação de rua no Verão e um parque de campismo a abarrotar de gente tal como no litoral.

Tiago Verde

Trás-os-Montes: Agricultores tapam poços aos helicópteros

Forma de protesto por prejuízos antigos está a prejudicar o combate às chamas.


Os agricultores de vários concelhos de Trás-os-Montes têm vedado o acesso aos seus poços e tanques que contêm água necessária para o combate aos incêndios da região, noticia o Correio da Manhã.
A denúncia foi feita por um piloto que opera com as brigadas do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro: «Temos muitos tanques tapados pela população com vários objectos. A juntar ao stress do combate às chamas, os pilotos têm ainda de se confrontar com a fúria das populações».
Valpaços, Chaves e Murça são alguns dos concelhos onde a acção dos agricultores é mais evidente. Manuel das Dores Mosca, da aldeia de Nozelos, explicou que este «protesto» advém do facto de um helicóptero ter destruído toda a sua horta e ninguém lhe ter pago uma indemnização. Júlio Augusto Teixeira, outro agricultor, também se justificou: «Pus uns paus a tapar, porque já me destruíram um tanque e durante um ano ninguém o reparou».
Luís Rebelo, o piloto que denunciou esta situação, apontou a falta de informação como justificação para tais atitudes, que colocam em perigo as próprias populações. «Deviam estar mais informados e instruídos para saberem que a água retirada pode depois ser reposta pelos bombeiros», disse. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, a lei garante que «em caso de emergência ou risco público, os proprietários têm de facilitar o acesso aos seus pontos de água para o combate às chamas». «As pessoas têm de ter consciência que quando há casas em risco as suas hortas estão em segundo plano», afirmou. Espigueiro

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Pedro Cordeiro, artista plástico (2)

Finalmente, consegui na Biblioteca de Carrazeda de Ansiães ouvir a beta movement. Para as questões que formulara a mim próprio, avanço numa primeira audição as seguintes respostas:

1. — Que movimento ilusório, na Música de a beta movement? Para uma hipótese descodificadora mais capaz, haveria que ter acesso às líricas. Sobretudo da 2ª canção homónima... a beta movement, para saber como dela se passa para nomear todo o projecto. Mas o facto de haver uma «programação» cuidada pode já integrar uma tentativa de.

2.
— Quais as contribuições de Secundini e Cachet? Parecem-me por muito bem, sobretudo o trabalho do primeiro, nos teclados e programação... Mas o quanto de se deve à excelente composição de Pedro Cordeiro?

3. — Será que Pedro Cordeiro se libertou finalmente da 'má' influência, sobretudo, vocal de Billy Corgan dos Smashing Pumpkins? Penso que sim, resolvendo passar de Apple a Pear... Ou seja, resolvendo passar-se para Thom York, dos Radiohead. Penso que aí residirá o maior problema: no tratamento da voz, para que surja mais singular.

4. — E as soluções de composição: continuam aparentemente simples, como as de Humble Glue? Não, definitivamente. Pedro Cordeiro cresceu (e muito). Ouçam - e vejam, se ainda o não fizeram, que Pedro Cordeiro é mesmo um esteta. São projectos destes que as instituições locais não podem deixar de acompanhar e promo_

ver.

Vitorino Almeida Ventura

Post Scriptum: Aproveito para uma breve nota sobre a vinda dos Blasted Mechanism, à Carrazeda, sem querer contribuir para a polémica instalada, pelo contrário - apenas ajudando a desocultar a névoa, porque continuo a pensar que este país não é para velhos. Que as crianças são bem melhores do que nós. Nos seus ossos filiais, o Tomás, do alto dos seus 6 anos, perguntou-me ontem qual o alinhamento para o concerto: se vão incluir Karkow, Are you ready, Oh landou, I believe, além de Destiny? Play and see... Eu... Apena estou curioso sobre o novo vocalista, Guitshu... - Estará ao nível do humor e dos jogos de linguagem de Karkow? Mas mais vale tarde do que nunca. Há quase dez anos - o Quim Zé Ribeiro falava-me, no Curva, da urgência em os trazerem a Carrazeda...