quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

QUERCUS queixa-se à UNESCO por causa da barragem do Tua

A Quercus apresentou uma queixa à UNESCO contra o Governo português por causa da construção da barragem de Foz Tua.
Os ambientalistas pedem àquele organismo internacional que ajude a travar o empreendimento para evitar danos no Douro Património da Humanidade.
A QUERCUS já tinha manifestado esta intenção em Fevereiro, mas só agora formalizou a queixa.
Entende que a construção da barragem é um atentando à Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, património da Humanidade.
Em comunicado, a associação lembra que "o próprio Estado português reconhece que o muro da barragem está situado dentro da Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro" e sublinha que "grande parte dos atentados paisagísticos serão visíveis a partir do Douro”.
Para a QUERCUS estas obras vão alterar a paisagem, transformando a foz do rio Tua num estaleiro de obras “cujas cicatrizes vão permanecer para sempre”.
Brigantia

Autarca reclama renda pelo rendimento da barragem do Tua

A Câmara de Carrazeda de Ansiães não vai receber 3% da actividade líquida anual da barragem do Tua, à semelhança do que acontece com a barragem da Valeira.
Deste aproveitamento no rio Douro, a autarquia recebe, anualmente, cerca de 250 mil euros, o que dá para pagar a iluminação pública e ainda sobra.
O autarca entende que, tal como na Valeira, a câmara também deveria ter direito a uma renda de 3% do rendimento anual da barragem do Tua.
Já coloquei essa questão à EDP, aos engenheiros ligados à produção, e a resposta que eles me dão é que a percentagem relacionada com a produção líquida relativa a um ano de funcionamento está destinada, segundo a declaração de impacte ambiental, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade” refere José Luís Correia.
Assim, restará aproveitar a participação numa futura Agência de Desenvolvimento Regional.
Queremos apostar forte nessa agencia e através dela queremos candidatar algumas iniciativas relevantes para o concelho” adianta.
Um deles deverá ser a reabilitação das termas de São Lourenço.
CIR/Brigantia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Restauração

Antero

Água da Fontelonga dá até ao final do ano

As últimas chuvas e um plano de contingência adiaram por mais um mês o esvaziamento completo da barragem da Fontelonga, de onde bebe grande parte da população do concelho de Carrazeda de Ansiães.
Ao longo do mês de Novembro três camiões fizeram o transporte diário de 350 mil litros de água, desde o rio Tua para a barragem, tanto quanto a média de consumo exigia. Por outro lado, foram reforçados os apelos à população para a importância de poupar um recurso cada vez mais escasso.
"As quedas pluviais e as medidas mitigadoras prolongaram por mais um mês o prazo que tínhamos (finais de Novembro)”, disse Francisco Morais, administrador da Águas de Carrazeda, empresa privada que gere os sistemas de água e saneamento do concelho.
Desde que soaram as campainhas de alerta, a empresa também tratou de aproveitar ao máximo algumas linhas de água que habitualmente drenam para a albufeira da Fontelonga. A ribeira de Belver, que recentemente tinha sido desviada para a barragem, foi “completamente limpa para evitar qualquer desaproveitamento de água”.
De limpeza precisa também a própria barragem, mas Francisco Morais notou que esta não é boa altura para o fazer ao nível do leito, pois para além de turvar a pouca água disponível, iria criar problemas nos filtros e obrigar a que o processo de tratamento parasse muitas vezes. “Seria uma situação muito maléfica nesta altura no ano”, considerou o responsável.
Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A queda celestial do subsídio de Natal

Aproveitar o subsídio de Natal para amortizar o empréstimo à habitação é uma solução a ter em conta. Este ano em especial, dado que as taxas de juro estão em mínimos históricos. Amortizar o capital em dívida permite fazer poupanças no imediato e ao longo do contrato de crédito, isto porque se for amortizando o empréstimo vai reduzindo a factura mensal e no final pagará menos juros ao banco. O Negócios fez as contas e num empréstimo de 100 mil euros, indexado à taxa Euribor a seis meses de Novembro (0,993%), com um "spread" de 0,7%, amortizar 2.500 euros representa uma poupança de 8,88 euros por mês. Ainda que pareça uma redução de prestação pequena, ao final de um ano poupa 106,60 euros. E se comparar com o retorno de produtos de investimento, como depósitos ou certificados de aforro, não vai conseguir auferir montantes tão significativos. Jornal de Negócios

EDP ensina comerciantes de Carrazeda a reduzir custos com electricidade

A EDP foi a Carrazeda de Ansiães mostrar aos comerciantes que é possível reduzir os custos de energia no seu negócio.
Os participantes na sessão ouviram do gestor comercial da EDP que é possível gastar menos por mês aderindo à solução EDP 5D.
Podemos conseguir algumas poupanças ao nível do tarifário que rondam os 2%” refere Nuno Sousa.
Para além da poupança mensal ainda é possível obter outras vantagens.
O gestor comercial adianta que o plano EDP 5D quer distinguir-se da oferta que já existia no mercado, dando um serviço mais completo ao cliente. “Pode ir desde um seguro gratuito que oferecemos para electrodomésticos, por exemplo” explica Nuno Sousa, acrescentando que “temos um programa de fidelização que dá várias vantagens em parceiros que se associaram a nós e depois também serviços de diagnóstico à iluminação que ajudam à poupança”.
Os comerciantes de Carrazeda poderão obter todo o tipo de esclarecimentos na Associação Comercial e Industrial.
Vamos ser um elo de ligação, pois o associado vem ter connosco e mediante a factura que nos traz enquadramos numa solução da EDP” explica o presidente Nuno Carvalho, salientando que “é um processo totalmente gratuito”.
A Associação Comercial e Industrial de Carrazeda de Ansiães será, o intermediário entre os comerciantes e a EDP no acesso aos serviços proporcionados pelo plano energético EDP 5D.
Escrito por CIR - Brigantia

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cada português gasta 109 litros de água por dia

Cada português gasta diariamente 109 litros de água. A esta quantidade há que juntar mais 121 litros correspondentes às perdas e aos consumos autárquicos. Um estudo da Aquapor ontem divulgado refere que o litro de água custa, em média, 0,0023 euros.
O estudo em causa, que durante quatro anos incidiu em quatro milhões de registos de consumo de 288 mil habitantes distribuídos por dez municípios, refere que nos ambientes urbanos a média de água gasta por pessoa passa dos 109 para os 137 litros.

A Aquapor conclui que 40 por cento dos consumidores nacionais gastam mensalmente 11,75 euros na factura da água, a qual também já inclui o saneamento e a recolha do lixo. Este montante significa que o consumo é igual ou inferior a cinco metros cúbicos consumidos.
Apurou-se ainda que 16,6 por cento dos contadores analisados apresentam um consumo zero. Trata-se, dizem os autores do estudo, de casas de imigrantes, de segundas habitações, de contadores de garagens e anexos e até de contadores avariados.Quanto aos desperdícios de água estima-se que os mesmos sejam na ordem dos 32 por cento relativamente à totalidade do volume captado. Para combater este desperdício é sugerido o reforço ao combate às ligações clandestinas e a redução das perdas técnicas (roturas e fugas “permanentes”). Público

"Convite – Workshop - Redução de Custos de Energia nos Negócios”

A ACICA vai realizar no próximo no dia 27 de Novembro de 2009 pelas 14:30 horas no Centro de Apoio Rural – Carrazeda de Ansiães, juntamente com a empresa Sourcingest, um Workshop relacionado com o tema da Redução da factura energética para os empresários e comerciantes.
Nesta sessão todos os empresários participantes poderão reduzir a sua factura até 30%, participar num debate com executivos de alto escalão da EDP, ganhar brindes, ter uma página na internet gratuita, e ainda um seguro automático de avarias e de manutenção. Ainda neste fórum será discutido o relevante tema do Impacto da Barragem de Foz Tua na economia local.
Participe e traga a sua Factura de Electricidade

Daqui e dali... Manuel Barreiras Pinto

O MESTRE DE CULINÁRIA …
Parafraseando –Quim Barreiros- vamos apresentar um prato típicoda região, que pretende congregar vontades. Ingredientes: - 6cabeças de alho; - 6 folhas de massa folhada; -1 ramo de salsa e 3azeitonas.Preparação e explicação: - Numa travessa (Há uma mesa com seiscadeiras),espalham-se as 6 folhas de massa e em cima os 6 dentes dealho (Ocupadas por seis pessoas, tendo á frente delas seis folhas depapel branco) e um ramo de salsa ( um monte de ideias) e enfeita-secom azeitonas pretas –(a presença de dois ou três padres).Convidam-se todos os livres- pensadores que cultivam a suaauto-estima, que amam a sua terra, que vivem os seus problemas, queprezam as suas ideias e também sabem aceitar e respeitar as ideias dosoutros. Convidam-se os que se sentem deprimidos, chateados sem saber o quefazer, que estão desmotivados.Convidam-se os outros que querem pensar e arranjar soluções, falar,ouvir, discutir, apresentar ideias e aceitar sugestões e outrasideias. Esta surgiu de uma conversa entre amigos. Nota. A receita falaem 6 mas este número á partida está reduzido a um ou seja o autor, porisso sejam bem-vindos os que tiverem boa vontade. Venham mais cinco. Posto isto o local onde se prepara este repasto pode ser naBiblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães .Será aqui nos Blogues o local apropriado para endereçar este convite?Qual a força que exercem no meio para assim obter uma respostasatisfatória, isso meus amigos é o que vamos ver. Apareçam Sexta-Feira dia 27 às 14h na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães.

Concessão do Douro Interior em risco

As obras do IP2 e do IC5 podem parar dentro de um mês.
É o próprio presidente da Mota-Engil quem o admite.
Em entrevista à SIC, António Mota ameaça parar as obras na concessão do Douro Interior devido à falta do visto ao contrato por parte do Tribunal de Contas.
O presidente da empresa sublinha que sem o visto, só tem dinheiro para apenas mais um mês de trabalhos.
Face a esta recusa, quando o dinheiro acabar, as obras terão de ser suspensas pois só temos dinheiro para mais um mês de obras” afirma António Mota, acrescentando que “o risco está todo do lado dos empreiteiros e do Estado”.
O presidente da Mota-Engil estima que o travão do Tribunal de Contas aos contratos das novas auto-estradas ameace milhares de empregos.
São cerca de 72 mil, segundo António Mota.
Estamos a falar de uma possibilidade de gerar, nos próximos dois anos, 72 mil empregos e que podem pôr em causa este factor importante para o país” refere.
Recorde-se que o Tribunal de Contas não deu visto prévio aos contratos das auto-estradas do Douro Interior, Transmontana e do Alentejo.
A Mota-Engil tem a concessão do Douro Interior que inclui o IP2 e o IC5. Brigantia

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Daqui e dali... Mário Crespo

Comunicado
"Ilibação progressiva" devia ser um termo da ciência jurídica em Portugal. Descreve uma tradição das procuradorias-gerais da República. Verifica-se quando o poder cai sob a suspeita pública. Pode definir-se como a reabilitação gradual das reputações escaldadas por fogos que ardem sem se ver porque a justiça é cega. Surge, sempre, a meio de processos, lançando uma atmosfera de dúvida sobre tudo. As "Ilibações" mais famosas são as declarações de Souto Moura sobre alegadas inocências de alegados arguidos em casos de alegada pedofilia. As mais infames, por serem de uma insuportável monotonia, são os avales de bom comportamento cívico do primeiro-ministro que a Procuradoria-Geral da República faz regularmente. Dos protestos verbais de inocência dos arguidos que Souto Moura deu à nossa memória colectiva, Pinto Monteiro evoluiu para certidões lavradas em papel timbrado com selo da República onde exalta a extraordinária circunstância de não haver "elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o senhor primeiro-ministro". Portanto, pode parecer que sim. Só que não se prova. Ou não se pode provar. Embora possa, de facto e de direito, parecer que sim. Este género de aval oficial de "parem-lá-com-isso-porque-não-conseguimos-provar" já tinha sido feito no "Freeport". Surge agora no princípio do "Face Oculta" com uma variante assinalável. A "Ilibação progressiva" deixou de ser ad hominem para ser abrangente.
Desta vez, o procurador-geral da República não só dá a sua caução de abono ao chefe do Governo como a estende a "qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões", que ficam assim abrangidos por estes cartões de livre-trânsito oficiais que lhes vão permitir dar voltas sucessivas ao jogo do Poder sem nunca ir para a prisão. Portanto, acautelem-se os investigadores e instrutores de província porque os "indivíduos mencionados em certidões" já têm a sua inocência certificada na capital e nada pode continuar como dantes.
Desta vez, nem foi preciso vir um procurador do Eurojust esclarecer a magistratura indígena sobre limites e alcances processuais. Bastou a prata da casa para, num comunicado, de uma vez só, ilibar os visados e condicionar a investigação daqui para a frente. Só fica a questão: que Estado é este em que o chefe do Executivo tem de, com soturna regularidade, ir à Procuradoria pedir uma espécie de registo criminal que descrimine vários episódios de crime público e privado e que acaba sempre com um duvidoso equivalente a "nada consta - até aqui".
Ângelo Correia, nos idos de 80, quando teve a tutela da Administração Interna acabou com a necessidade dos cidadãos terem de apresentar certidões de bom comportamento cívico nos actos públicos. A Procuradoria-Geral da República reabilitou agora estes atestados de boa conduta para certos crimes. São declarações passadas à medida que os crimes vão sendo descobertos, porque é difícil fazer valer um atestado de ilibação progressiva que cubra a "Independente", o "Freeport" e a "Face Oculta". Quando se soube do Inglês Técnico não se sabia o que os ingleses tinham pago pelos flamingos de Alcochete e as faces ainda estavam ocultas. Portanto, o atestado de inocência passado pelo detentor da acção penal, para ser abrangente, teria de conter qualquer coisa do género… "fulano não tem nada a ver com a 'Face Oculta' nem tem nada a ver com o que eventualmente se vier a provar no futuro que careça de qualquer espécie de máscara", o que seria absurdo. Por outro lado, a lei das prerrogativas processuais para titulares de órgãos de soberania do pós-"Casa Pia", devidamente manipulada, tem quase o mesmo efeito silenciador da Justiça. JN
DN

Daqui e dali... Manuel António Pina

Maldita realidade
Vítor Constâncio é a Pítia do regime. Da sua trípode do Banco de Portugal, anuncia regularmente o lamentável futuro económico do país. Mas das duas uma, ou terá negado os favores a Apolo e pena agora o castigo de ninguém o levar a sério ou inala pneuma a mais (ou, em vez das puras águas de Castália, prefere alguma bebida mais espirituosa) e as profecias saem-lhe furadas.

A verdade é que, com a mesma regularidade com que profetiza, corre no dia seguinte atrás da profecia a corrigi-la. Parece haver, de facto, um conflito insanável entre Vítor Constâncio e a realidade. As previsões do défice que foi fazendo ao longo do ano foram sucessivamente desmentidas pelos factos; e quando, há dias, o Governo anunciou, afinal, um défice de 8%, o mais que, surpreendido, encontrou para dizer foi que "esperava menos". Agora foi o aumento dos impostos. Anteontem, para Constâncio, isso era "necessário"; ontem, Sócrates desmentiu-o; horas depois, Constâncio desmentia que tivesse sugerido tal coisa. Melhor será Constâncio continuar a fazer como no caso BPN, fazer previsões só depois de os factos terem acontecido. JN

escuta!!!

Em conversa, podemos afirmar e confessar tudo e mais alguma coisa, como crimes, roubos, ofensas, corrupção, etc... mas parece que em alguns casos, essas conversas podem vir a ser consideradas inválidas aos olhos dos tribunais. É o disse pelo não disse da LEI. Assim, não basta só ter confiança na justiça Portuguesa, é preciso também ter muita FÉ! Intertoon

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Equipa do carrazedense Paulo Candeias é campeã ibérica de Trial 4x4

Foi na cidade galega de Porriño que, no domingo passado, o piloto de Carrazeda de Ansiães Paulo Candeias se sagrou campeão ibérico de Trial 4x4.
Um campeonato de apenas quatro provas, uma em Espanha e três em Portugal, mas em que os cerca de 50 pilotos enfrentam a dureza constante dos trilhos.
Em entrevista à Rádio Ansiães/CIR, Paulo Candeias, de 40 anos, traça a história de uma aventura de sucesso, logo na primeira vez.
Paulo Candeias e a sua equipa prometem voltar a entrar no Campeonato Ibérico de Trial 4x4, com provas em Portugal e Espanha. Este ano correu bem para a equipa de Carrazeda de Ansiães: A primeira participação valeu o título de campeão ibérico.
Eduardo Pinto/RA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

Portugal será o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com o menor crescimento entre 2011 e 2017 e os portugueses continuarão a afastar-se do nível de vida ostentado pelos países da Zona Euro. O país, a confirmarem-se as previsões de médio prazo, não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos, nem atingir o equilíbrio orçamental. (...) DN

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Estradas de Portugal recorreu do chumbo das auto-estradas transmontanas

A Estradas de Portugal (EP) enviou ontem para o Tribunal de Contas (TC) o recurso aos acórdãos que recusaram o visto prévio aos contratos das concessões da Auto-estrada Transmontana e do Douro Interior (engloba o IP2 e o IC5).
A primeira é da responsabilidade do consórcio liderado pela Soares da Costa, enquanto a segunda está a ser executada pelo consórcio encabeçado pela Mota-Engil.
A EP tinha até hoje para contestar a decisão do tribunal, conhecida há 15 dias e fundamentada em graves violações da lei, que se traduziram num agravamento dos custos entre a fase de concurso e o momento da adjudicação.
O acórdão do TC sublinhou que foi violada a lei quando se permitiu que os consórcios apurados para as negociações finais dos dois concursos apresentassem propostas piores do que as iniciais. Mas o presidente da EP, Almerindo Marques, disse ontem à Lusa que tal sucedeu porque “entre a primeira e a segunda propostas dos consórcios verificou-se a crise económica global, que teve como consequência, no que respeita às concessões, um aumento significativo dos custos financeiros”.
O TC também apontou o facto de a Estradas de Portugal ter anulado os pagamentos à cabeça que receberia dos consórcios, num total de 430 milhões de euros, mas Almerindo Marques explicou que se concluiu que “era mais oneroso para a EP receber esses adiantamentos e pagar os juros do que recorrer à banca”.
O presidente da Estradas de Portugal não quis avançar os argumentos utilizados no recurso, alegando “questões deontológicas”, mas garantiu que as obras nas duas concessões vão continuar.
Eduardo Pinto, RA
DN

Túnel não interfere com a qualidade das Águas do Marão

O Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) do Túnel do Marão admite que as obras possam ter alguma interferência nas captações da Águas do Marão, mas sem colocar em causa a sua qualidade.
Foi com este receio que a empresa apresentou, na semana passada, no Tribunal Administrativo de Penafiel, uma providência cautelar que fez parar as obras do túnel que vai ligar Amarante a Vila Real. Ontem, a concessionária Auto-estradas do Marão apresentou ao juiz as suas justificações para que os trabalhos possam continuar, alegando milhares de euros de prejuízo.
O RECAPE salienta que “da realização da obra não se prevêem impactes na qualidade das Águas do Marão”, mas admite que “poderão ocorrer influências quantitativas, pouco significativas, a partir de um troço do túnel atravessando uma zona fortemente tectonizada” (fragmentada). Tal situação pode vir a “por em contacto o túnel e as formações xistosas onde se desenvolve a zona de chamada das Águas do Marão”. Deste modo, “a zona de contribuição será, provavelmente afectada”. Apesar de tudo, aquele relatório considera que é “perfeitamente exequível” conciliar a construção do túnel e a continuação da operação da Águas do Marão, desde que seja feito o “registo sistemático de níveis e caudais nas captações” daquela empresa. No caso de esta opção não ser possível foi proposta a construção de quatro piezómetros (aparelho que serve para avaliar a compressibilidade dos líquidos) em ligação hidráulica com as Águas do Marão, a partir dos quais se faz a gestão do recurso. E se surgirem situações anormais decorrentes da construção do túnel, o RECAPE aconselha a preparação de um projecto de captações alternativas. Eduardo Pinto, RA