"Carrazeda de Ansiães não tem um templo próprio e, por isso, precisa de uma igreja condizente com a sede de concelho". Quem o afirma é o pároco, António Júlio Cruz, notando que Carrazeda não tem, de facto, uma igreja, embora exista um templo que é considerado como tal. Segundo o padre, o imóvel, que data de 1790, é, afinal, "uma capela com algumas dimensões, mas insuficientes". Até porque há gente das aldeias vizinhas que vai à missa a Carrazeda e o espaço começa a faltar. "Temos de pensar mesmo num templo que não seja uma adaptação casual".António Júlio Cruz sublinha que há muitas aldeias no concelho que têm melhores igrejas que a sede de concelho, embora reconheça que a tal capela da vila "foi bem aproveitada e está limpinha", facto que diz ser realçado por muita gente, mesmo fora da localidade.
"Costumo dizer que sou pároco da única vila que não tem um templo a sério e da única freguesia que não tem uma capela (Castanheiro do Norte, no mesmo concelho)", sorri em declarações ao JN.
O pároco de Carrazeda de Ansiães assinala que não tem sido fácil colocar em prática a ideia de construção de uma igreja na vila. Primeiro por causa da falta de espaço, depois devido à revisão do Plano Director Municipal (PDM). Porém, assume que "a ideia está a fermentar" e que "um espaço bonito" poderia ser o descampado criado pela demolição de um bairro da lata, junto ao velho cemitério. Eduardo Pinto, JN
Em minha modesta opinião, esta pretensão do páraco de Carrazeda parece um preciosismo e até algo de megalómano, face à desertificação que se tem verificado. Aquele belo templo sempre foi considerado como igreja matriz, suficiente para as práticas religiosas. O anterior pároco, o saudoso Padre Virgílio, durante mais de cinco décadas, mesmo quando havia muito mais população antes do surto emigratório, nunca se queixou da sua igreja. Porque é que só agora, com muito menos gente, se pretende uma nova? Será que este pároco pretende uma catedral? Para quem? Ele, ao considerar esta igreja uma simples capela, está claramente a minimizar um edifício de excelente arquitectura e que deve, por isso, ser respeitado. Quanto ao espaço junto ao cemitério, ele deveria servir para a ampliação do mesmo e aproveitando para alindar a zona envolvente com parque de estacionamento e jardim. Para isso, teriam que demolir o resto das barracas e o "palacete" do Ponas junto às mesmas. Porque é que demoliram umas e outras não? Clientelas? Por outro lado, a amplição do actual cemitério, inutilizaria o novo que nunca deveria ter sido ali construído sobre um lençol de água e serve mais a aldeia de Luzelos do que a vila. Ora isto, para mim, é ridículo como ridícula é a pretensão do actual pároco de Carrazeda.
ResponderEliminarHá que pôr aqui um ponto de ordem:noto alguma semelhança entre o modo de escrever deste anónimo e o meu. Só que não sou efectivamente eu.Este anónimo,qualquer dia, tem que se identificar,para que não haja dúvida nenhuma.
ResponderEliminarO meu entendimento é um pouco diferente do seu. Não podemos negar à comunidade católica o direito de construir outro templo,sobretudo se isso se fizer à custa das contribuições dos elementos da Igreja Católica.
Também não me repugna que outra qualquer igreja construa um templo.
Quanto à ocupação do terreno atrás do cemitério,o prolongamento do cemitério actual seria óptimo se não existisse já um novo espaço destinado a cemitério.Eu até sou defensor de que se construa um cemitério moderno para todo o concelho,embora,pessoalmente, seja favorável à cremação.
Se me fosse permitido tomar posição sobre a necessidade da nova igreja, acho que a um católico mais interessa contribuir para arranjar casas decentes para muita gente que construir um novo templo,já que este sempre serviu, é bonito e nele tem cabido toda a gente.
JLM
Ora aqui temos, sempre o JLM.
ResponderEliminarDe bem com todos!
Não há mal que ataque o mundo. Assim fosse na terra do povo Afegão, Iraquiano e na Palestina.
Acordando, afinal, eis-nos em Portugal, mais propriamente na conhecidíssima Carrazeda de Herman José!
Bom, se o cemitério não serve para Vila, por estar num lençol de água, também não deve servir para os de Luzelos.
ResponderEliminarNão pode aqui haver dúvidas sobre esta matéria!
O cemitério construído numa zona conhecida como muitíssimo húmida e na linha de água da zona industrial, foi mais uma estúpida teimosia do ainda Presidente da Câmara, que como em tudo o que tem feito, apenas prima pelo ridículo!
Quando mandou destruir o que era chamado "Bairrro da lata", até aqui o PC foi infeliz (incompetente)pois não viu o óbvio!
E o óbvio era abrir uma negociação séria e honesta com os "sobreviventes" do Bairro, já que estes são apenas ocupantes de terreno Municipal com direito de superfície temporária, limpando a zona para dela dispor em termos de PDM em vigor.
Teria então espaço para moldar a zona conforme o tecnicamente possível e necessário, nomeadamente ampliar o Cemitério Municipal, com ajardinamentos adequados e parque de estacionamento, já agora, gratuito, evitando-se de ir recolher ao Centro Cívico(?).
Assim, uma zona que bem poderia ser nobre por aproveitamento condigno e no exacto centro da urbanidade Carrazedense, era (seria) também aproveitada pelo executivo Municipal para demonstrar diálogo civilizado em política e aos olhos de todos, mesmo daqueles que não querem ver, que nem todos os investimentos eram catastróficos em Carrazeda.
Infelizmente, digo-o com mágoa, esta "nódoa" é mais uma que nem com "barrela" lá vai!
NOVA IGREJA EM CARRAZEDA?
ResponderEliminarO Senhor Padre que me perdoe este "pecadito", mas
Se ele sabe que os envelopes da Páscoa não primam pela abundência;
Se sabe que do Bispado nem promessas virão;
Se sabe que no Município, o tempo é de "vacas magras";
Se sabe que dos velhos só resta a história e já são cada vez menos, e com necessidades mais de Centro de idosos do que de orações por muito necesárias que sejam para a alma;
Se sabe que os novos são cada vez menos e nada propícios às "Caminhadas de Cristo";
Então é evidente para toda a gente que não se justifica uma nova Casa de Deus para tão poucos humanos em Carrazeda.
O nosso templo é até bem bonito, e acolhedor.
Não nos meta (aos cristãos locais) em trabalhos, porque se nem uma varianete à Vila se conclui e até o Centro Cívico de Carrazeda nem em 20 anos fica pronto e pago, que fará uma Catedral moderna onde se não justifica?!
Bem prega Frei Tomás!...
Quero dizer: "Variante à Vila" e não como está escrito.Desculpem.
ResponderEliminarOra, então depois de tanto mamarracho construído por aí, o Padre não há-de ter direito a uma Igreja?
ResponderEliminarEu acho que sim, mas não de raiz.
Proponho o aproveitamento de alguns imóveis, como por exemplo o mercado, quiçá o centro civico ou o edificio da cooperativa da batata... são exemplos porque o conta é mesmo a devoção porque Cristo pregava ao ar livre...
Ateu