sexta-feira, 11 de março de 2011

Daqui e dali... Tiago Mesquita

Também está "à rasca" senhor primeiro-ministro?

Estou preocupado. Pareceu-me ver o primeiro-ministro, sempre tão bem disposto, algo abatido durante o discurso de tomada de posse do Presidente da República. Estarei enganado? Vi-o atrapalhado como não se via há muito. Talvez desde o incidente "corninhos de Pinho" em plena AR. Estava visivelmente Incomodado. Desconfortável. Vi um homem enfiado na cadeira, que se um buraco tivesse teria desaparecido. Um homem farto dele próprio. Desacreditado e pouco credível. Já nem o próprio acreditará na sua versão de otimismo surrealista. O país de José não é Portugal. O país do primeiro-ministro é o país que ele próprio criou. O desgoverno onde governa sem tolerar contestação. Onde o protesto é visto como radicalismo. A crítica à sua mais do que óbvia incompetência é vista como discurso sectário, populista e demagógico. A sociedade civil não é tida nem achada, é usada. Os cidadãos são números e os números são um jogo com que se vai brincando, jogando descaradamente com a vida e futuro das pessoas.

Vi-o sorrir. O Presidente falava dos jovens e para os jovens, olhou para o lado, para o siamês que o acompanha para todo o lado, disse algo e sorriu. Este sorriso disse tudo. O olhar comprometido, perdido no vazio. Fez lembrar a versão "Zangado" dos sete anões. Os aplausos que iam acompanhando as muitas verdades debitadas pela nova versão de um mesmo Presidente, que largou o "jarrão da Vista Alegre" style e passou num ápice a líder revoltoso de uma população açaimada, acossada e enraivecida, foram autênticas pedradas a baterem no seu ego gigantesco. Derrubando-o, aos poucos. A raiva era muita e visível. Espumava.

O nervosinho no estômago que sentira dias antes ao ver meia dúzia de jovens interromperem um discurso em Viseu estava ali novamente, presente e a atormentá-lo. Tentou gracejar, mas sem graça. Tentou dar a volta, mas há alturas em que não há grande volta a dar. Eram poucas vozes. Calaram-se. Mas elas vão-se juntando. Aumentando o coro. Fazendo eco um pouco por todo o lado, até serem milhares. Muitos milhares. Milhares que vão visitá-lo. Milhares na rua. Vai sorrir agora? Vai gracejar para o lado? Vai fingir que não existem no seu mundinho? Não vai ouvir estas vozes? E hoje, em Bruxelas, vai agir como se nada se passasse no país que ainda governa?

Amanhã é dia 12, e agora pergunto-lhe senhor primeiro-ministro, também está "à rasca"?
Expresso

4 comentários:

  1. Caros amigos de Carrazeda

    a minha posição em relação à manifestação de amanhã

    coloquei-a no Blogue do Clube dos pensadores

    Tenho orgulho de ser o que sou e isso devo-o às minha origens

    AS FRAGAS DE CARRAZEDA

    abraço

    mario carvalho

    Reajam amigos

    http://clubedospensadores.blogspot.com/2011/03/manifestacao-de-sabado.html

    Eu vou..

    Vou como vou a algumas reuniões do clube dos pensadores

    Vou como fui às manifestações do piolho em 1968 /70

    vou como fui defender o ultramar

    vou como fui aplaudir o 25 Abril

    vou como fui defender a Radio em Tenente Valadim


    vou como fui defender a rádio renascensa à Lousa

    vou como fui atravessar a ponte de D. Luis contra o Rasp

    vou como fui defender o 11 de Março
    e o 25 de Novembro.

    Vou porque estou solidário com esta geração a quem tudo prometeram

    até a liberdade de se libertarem dos valores que os "velhos" pretendiam a todo o custo incutir-lhes alertando-os dos perigos que corriam com o facilitismo e a politica de bordel que lhes prometiam.. VÃO PAGAR BEM CARO.. OS JÓVENS E TODOS AQUELES QUE SE PREOCUPARAM COM ELES........

    CUMPRIMENTOS

    Vou como sempre tenho ido em defesa do meu país e de acordo com a minha consciencia.

    FARTO DE SER ENGANADO PELAS PROMESSAS DE CIRCUNSTANCIA..

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  2. Fui.. sinto-me vivo e feliz porque

    o afinal o meu país não está morto

    OS JÓVENS NÃO SÃO RASCAS..

    RASCAS SÃO MEIA DUZIA DE BOYS TRANSVIADOS POR 2 OU 3 ESCRÓQUES SEM ESCRUPULOS

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  3. O Sócrates é o maior. Os transmontanos devem-lhe tudo: o IC das quantas, a A das tantas... para fugirem do circo no deserto que ele montou, sem maternidades, escolas e centros de saúde, a 7 pés. Tudo isto já estava previsto nas elipses da Gramática de Lindley Cintra.

    Cumprimentos,

    LVS

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  4. Está à rasca pq não tem capacidade para desfazer esta complicada teia que foi tecendo ao longo do seu mandato. Porque já destruiu tudo o que havia de válido neste país e já não tem mais nada para desmoronar. Então temos de o ajudar a desfazê-la, e a colocar em pé tudo o que foi derrubando ao longo destes anos todos, como? Indicando-lhe a porta de saída que ele, desnorteado como está, já não consegue visualizar nem tem a humildade suficiente para ver quanto tem prejudicado os portugueses.

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