terça-feira, 8 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Daqui e dali... Henrique Raposo

O bullying de Sócrates sobre Seguro

O humor involuntário do socratismo continua. De maneira quase hilariante, esta sarna política - que nos levou à bancarrota - está agora a fazer política de terra queimada. A gentinha socrática, que devia ser a primeira a assumir as suas responsabilidades perante o OE'12, anda por aí a gritar e a corroer a liderança de Seguro. E nem sequer interessa saber se Sócrates ligou ou não aos seus peões parlamentares . Porque esses peões estão a trabalhar - há muito tempo - no sentido do PS roer a corda, isto é, no sentido do PS roer o acordo com a troika. O socratismo está a fazer bullying sobre Seguro há muito tempo.

Não é por acaso que temos assistido a um espetáculo cómico: os meninos socráticos têm colocado em causa a dimensão do buraco descomunal que este governo herdou do governo anterior. E percebe-se porquê. O socratismo só tem esta estratégia na manga, só lhe resta dizer que "não senhor, não há cá buraco nenhum, nós até deixámos o país em condições, estava tudo bem, não havia buraco". Sucede que esta estratégia tem vários problemas. E o principal é este: o buraco socrático foi confirmado pelo Banco de Portugal e pelo INE. Não é uma invenção de Passos (que, claro, tomou estas medidas porque tem uma vontade enorme de ser popular, ora essa). Não estamos - repare-se - no domínio das diferenças de opinião, mas no campo da honestidade perante a realidade. Ante este facto, ante este buraco de 3,4 mil milhões, os socráticos só tinham uma opção séria: apresentar alternativas que evitassem o corte nos subsídios. Mas os leãozinhos de Sócrates não entram neste debate, porque isso significaria a aceitação do facto, porque isso era o mesmo que dizer "sim, o nosso querido líder deixou um buraco descomunal". Portanto, esta fauna socrática continua a fazer aquilo que sempre fez: distorce factos, evita a realidade, e grita. Grita muito.

Moral da história? Os socráticos querem que Seguro vote contra o OE'12, porque uma abstenção de Seguro representa (representará?) um PS que aceita como verdadeiro o buraco orçamental deixada por Sócrates, porque uma abstenção de Seguro representa (representará?) uma condenação tácita da herança de Sócrates. E esta gentinha socrática não aceita isto. Porquê? Porque esta fauna não está a defender o país. Está a defender, isso sim, o seu dono, essa pessoa genial que anda a pavonear os fatos Armani pelos melhores restaurantes de Paris.
Expresso

domingo, 6 de novembro de 2011

Acorrentados pararam obras da barragem de Foz-Tua duas horas - JN

Acorrentados pararam obras da barragem de Foz-Tua duas horas - JN

Activistas acorrentados pararam obras da barragem de Foz-Tua duas horas

Meia dúzia de activistas acorrentaram-se este domingo de manhã aos portões de acesso às obras de construção da barragem de Foz Tua, em Alijó. Uma iniciativa que visou protestar contra a construção deste aproveitamento hidroeléctrico, da responsabilidade da EDP, que, alegam, ameaça o Douro vinhateiro.

A iniciativa, que apanhou de surpresa os trabalhadores, começou cerca das 9 horas da manhã deste domingo e acabou cerca das 11 horas. A GNR esteve no local mas não precisou de usar a força para obrigar os manifestantes a desmobilizar.

Seis activistas, que disseram agir individualmente, acorrentaram-se aos portões de acesso à obra, impedindo maquinas e camiões de entra e sair, enquanto outros colocaram cartazes com frases como "barragens afunda património - Douro Vinhateiro em risco" e "barragens afundam biodiversidade".

A GNR esteve no local, tomou conta da ocorrência, mas não necessitou de usar a força. Os manifestantes acabaram por abandonar o protesto, sem querer prestar declarações à Comunicação Social, e permitir a normal actividade dos trabalhadores, que ao fim-de-semana se concentram, essencialmente, na construção de um túnel.

O dirigente do Núcleo da Quercus em Vila Real, João Branco, esteve no local para se solidarizar com os activistas, que segundo disse "foi organizada por um grupo de cidadãos independentes de todo o país que decidiram manifestar a sua indignação pela destruição do Douro Património Mundial".

De resto, este tem sido um dos argumentos das organizações ambientalistas, contestando que a construção da barragem de Foz Tua pode ditar a retirada daquele título da UNESCO ao Alto Douro Vinhateiro, atribuído em Dezembro de 2001.

A barragem de Foz-Tua está a ser construída a pouco mais de um quilómetro da confluência do rio Tua com o rio Douro, entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó e deve começar a funcionar em 2015, representando um investimento de 305 milhões de euros. Texto e foto: Eduardo Pinto, JN

sábado, 5 de novembro de 2011

Rostos Transmontanos - exposição

Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães

Souto de Moura vai projectar central hidroeléctrica do Tua

O galardoado arquitecto português Eduardo Souto Moura vai conceber a central hidroeléctrica da barragem de Foz Tua, no Nordeste Transmontano, com o desafio de harmonizar a edificação com a paisagem do Douro Património da Humanidade.

De acordo com informação fornecida pela EDP à Agência Lusa, esta será a primeira vez nas barragens portuguesas que uma central de produção de energia terá a assinatura de um profissional de renome, contratado propositadamente para o efeito.

Com a entrega do projecto a Souto Moura, a EDP "procura garantir a melhor integração possível na paisagem do Alto Douro Vinhateiro, conseguindo em simultâneo uma obra de arte arquitectónica de referência internacional capaz de funcionar como mais um pólo de atracção para a região".

O arquitecto vencedor do prémio Pritzker 2011 será o responsável pela concepção do edifício a instalar junto à foz do rio Tua, no âmbito da nova barragem que a EDP está a construir a cerca de um quilómetro da confluência do rio Tua com o rio Douro, entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães (Bragança) e Alijó (Vila Real).

O empreendimento faz parte do Plano Nacional de Barragens e tem sido alvo de contestação, nomeadamente por alegados impactos na paisagem protegida do Douro Vinhateiro, classificado Património da Humanidade.

A barragem deverá estar concluída em 2015 e representa um investimento de 305 milhões de euros.

A EDP estima também que esta obra vá gerar quatro mil postos de trabalho, directos e indirectos.

O projecto prevê ainda a criação de uma solução integrada de transporte, que assegure a mobilidade quotidiana e turística, em alternativa aos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua que vão ficar submersos pela futura albufeira.

Entre as contrapartidas para a região pelos impactos da barragem está também a criação de uma agência de desenvolvimento regional, em parceria com as cinco autarquias da área de influência do empreendimento, nomeadamente Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Mirandela, no distrito de Bragança, e Alijó e Murça, no de Vila Real. JN

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Shi (Poesia),
filme do coreano Lee Changdong

Vencedor na última edição do Festival de Cannes do prémio para Melhor Argumento, curiosamente, não foi a narrativa primeira de Mija, uma avó boom de 66 anos,

que me seduziu, na criação do seu neto, co-violador de uma colega suicida, num subúrbio da Coreia do Sul. Não.

Nem a frequência de um curso de poesia, pela recordação de um professor que uma vez lhe dissera que um dia ela se faria poeta. Claro qeu o sonho se cumpria,

buscando a beleza nos pequenos nadas do quotidiano, mas

não foi isso que mais me tocou. Foi, sim, o início do Alzheimer,

em que primeiro a avó se esquecia dos substantivos, não passando à fase seguinte da doença em se perder dos verbos.

Post Scriptum: Vi também um concerto da banda Osmavati, de Aveiro, que me impressionou pela abertura da klezmer music... yidish, música judaica profana, para as Américas e para as suas influências ciganas do Centro da Europa, cujo ponto alto foi a canção "Bubamara" de Goran Bregovic, imortalizada no filme Gato preto, gato branco de Emir Kusturica.

TGV vai parar a menos de 50 quilómetros de Bragança até 2015

Em 2015, Bragança vai ter uma paragem do TGV a menos de 50 quilómetros. As obras do AVE, o comboio de alta velocidade espanhol, já chegaram a Puebla de Sanabria, ali do outro lado da fronteira.
José Fernandez Blanco, alcaide da Puebla, confirma que agora é preciso apostar nas comunicações com Bragança.
Apesar da crise, conseguiremos que as comunicações entre Bragança e Puebla de Sanábria seja uma realidade. O comboio de Alta Velocidade está adjudicado até à província de Ourense, a 20 quilómetros de Sanábria. Em 2015 teremos uma estação de Alta Velocidade e combiná-la-emos com o aeródromo de Bragança.”
O responsável espanhol diz que, depois disso, será fundamental tornar o percurso entre Bragança e Puebla de Sanábria mais rápido.
Claro, não podemos demorar quase uma hora a chegar a Bragança. Sem uma ligação em que demoremos 35, 40 minutos, não vale a pena.” Nesta altura, as obras já começaram no terreno.“As obras até Pedralva, a 12 kms da Puebla, estão a 20 por cento. Os movimentos já estão a realizar-se.”
Apesar de o Governo português ter cancelado o projecto do comboio de alta velocidade, Bragança terá uma estação a menos de uma hora de distância.
A linha irá ligar Ourense a Madrid
. Brigantia

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Beta Movement - Colour Mixing System (demo)

A Beta Movement - Colour Mixing System (demo) by abetamovement

A BETA MOVEMENT, os 2 músicos do núcleo criativo, decidem avançar com audições para a voz principal. Durante o processo algumas vozes ficam ligadas ao projecto, em participações especiais, como nas gravações da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, mas apenas em Julho de 2011 se junta Marcela Freitas, (ex Papercutz) conferindo ao projecto a solidez na fórmula das canções expostas à manipulação digital.

Inicia-se assim uma nova era, durante este ano 2011, estando já agendada a entrada em estúdio para a gravação de um segundo EP ou, caso ainda se reúnam as condições, do primeiro registo discográfico do projecto.

A BETA MOVEMENT, colectivo do Porto, nasce em 2008, aberto à experimentação, edifica do conceito um movimento inexistente.

O EP ABETAMOVEMENT, lançado em Março 2010, em edição de autor, disponível na CD-GO, reflecte o embrião da sonoridade desenvolvida até então pelo colectivo, de estrutura dinâmica, pronunciada, movimentos dançáveis de performance indie-rock.

Projecto vencedor da categoria ALTERNATIVO Rock Rendez Worten (RRW) 2010. Seleccionado por figuras como Henrique Amaro (Antena3), Miguel Cadete (Blitz) e Sónia Tavares (The Gift), votada pelo público e apadrinhada pelo Miguel Guedes (Blind Zero). “AMERICAN LOVE” e “PINK RIBBON”, foram os temas gravados para a compilação RRW 2011, uma edição de 5000 exemplares, disponível nas lojas Worten.

Nomeados entre vários projectos de todo o mundo, no Alternative Top20 da Music World Radio, UK, presentes na grelha durante 15 semanas consecutivas atingiram por 3 vezes o 3º Lugar da listagem, como resultado, tiveram direito à review no website da MWR

“…The music is easy on the ears and you hear something different from each play…A Beta Movement are slowing gaining ground with their acoustic, electro style...”

Pedro Cordeiro – Guitarra A&E/ Voz

Secundino Oliveira – Programação/ Teclados/ Baixo/ Drum Pad/ Voz

Marcela Freitas – Voz


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Novo site: dar e reutilizar sem nada em troika

A VOZ OFF DO PS

III Festival de Gastronomia do Douro

Até 11 de Dezembro, cerca de quarenta restaurantes e adegas típicas participam no III Festival de Gastronomia do Douro, iniciativa onde cada restaurante propõe um “Menu D´Ouro”: uma sugestão da casa para dar a conhecer as tradições culinárias mais genuínas, ou com um toque mais contemporâneo, com preços abaixo dos valores da carta e a oferta de iguarias.

Douro

Palestras, demonstrações de cozinha, jantares especiais, de caça, entre outras experiências gastronómicas fazem ainda parte do programa, que se alarga aos 19 municípios abrangidos pela zona de intervenção da Turismo do Douro.

Para dar a conhecer a gama de opções da região, o evento agrupa-se segundo as características gastronómicas mais típicas: assim, até 1 de Novembro, com “Sabores e Aromas do Douro”, em Lamego, Vila Real Tarouca, Peso da Régua, Armamar, Tabuaço e Mesão Frio.

O festival continua “Pelas Terras da Castanha”, em Moimenta da Beira, Penedono, Sernancelhe e S. João da Pesqueira, de 10 a 13 de Novembro.

Os “Sabores do Douro Superior” de 30 de Novembro a 4 de Dezembro, em Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Vila Nova de Foz Côa.

E, finalmente, de 7 a 11 de Dezembro, os “Paladares nas Terras de Torga”, em Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Sabrosa, Alijó e Murça. OpçãoTurismo

HÁ GORDURAS POR TODO O LADO

LuísPVeloso

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Daqui e dali... Camilo Lourenço

Por que grassa a impunidade em Portugal?

Há um paradoxo curioso na vida política portuguesa: como é que, apesar do apertado escrutínio da comunicação social, os decisores públicos tomam tantas decisões "duvidosas"?
Há um paradoxo curioso na vida política portuguesa: como é que, apesar do apertado escrutínio da comunicação social, os decisores públicos tomam tantas decisões "duvidosas"? Ou seja, como é que, com tantos holofotes da imprensa em cima da classe política, se tomam tantas decisões que cheiram a corrupção, favorecimento, encobrimento (ou outra coisa da mesma família)? A resposta foi-me colocada por um leitor a propósito do artigo "Isto é inadmissível". Confesso que a pergunta me surpreendeu. Porque há anos que defendo que o aumento do escrutínio da comunicação social (sobretudo por parte da televisão e dos jornais) serve para obrigar os políticos a serem mais transparentes nas suas decisões. E que, por isso, passa a haver menos corrupção em Portugal.
O problema é que a experiência mostra que não é isso que está a acontecer: todos os dias somos confrontados com opções que surpreendem pelo prejuízo que trazem ao País. Porquê?
Porque o poder judicial não actua; ou, quando o faz, actua deficientemente (o que encoraja a impunidade). Seja por que razão for: deficiências da legislação, deficiências na investigação ou até por influência política no poder judicial. Tem dúvidas? Então responda a esta pergunta: conhece algum político atrás das grades, apesar dos processos mediáticos em que alguns estiveram envolvidos?
Pois, esse é o ponto-chave: no dia em que um político/decisor público for parar à prisão, o comportamento dos seus pares muda. Até lá, este sentimento de impunidade que todos sentimos vai continuar. Com as consequências que conhecemos: a manutenção do "status quo", que permite tomar decisões que acarretam prejuízos de milhões para o contribuinte. Jornal de Negócios

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Douro: CP põe em causa continuidade do Comboio Histórico

A CP ameaça com o fim do Comboio Histórico no Douro caso não encontre parceiros para ajudar a financiar este serviço que, este ano, custou 150.000 euros, disse hoje à Agência Lusa fonte da empresa.

Durante o verão, a velha locomotiva a vapor percorreu os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro, as vinhas que são Património Mundial da UNESCO e que atrai centenas de turistas a este território.

Ana Portela, diretora de Relações Institucionais e Comunicação da CP, referiu que é a empresa que suporta a totalidade do custo desta operação, incluindo o investimento na preparação do material circulante para cada campanha. A locomotiva a vapor, dadas as suas características, tem que ser objeto de uma intervenção de fundo todos os anos.

Expresso

sábado, 15 de outubro de 2011

Paróquia de Carrazeda de Ansiães apela à solidariedade

Como forma de prestar alguma assistência a pessoas e famílias mais carenciadas, encontra-se na Igreja Paroquial de Carrazeda de Ansiães um "cabaz" onde poderá colocar a oferta de géneros alimentares.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Autarquia quer concluir Variante de Carrazeda

Quase 20 anos depois do seu início poderá finalmente ser concluída a Variante de Carrazeda de Ansiães.
A via, que começa em Luzelos, só está feita até à estrada municipal que liga a vila à aldeia de Samorinha. A partir daqui e até à EN214, no lugar da Saínça, apenas existe o estradão aberto na altura mas que se foi enchendo de mato ao longo dos anos.
Em causa está o atravessamento de uma zona onde existe uma fábrica de pirotecnia, e cujo processo de indemnização nunca foi concluído. Agora, o autarca de Carrazeda diz estar empenhado em resolver o problema. Contactei o proprietário da oficina de pirotecnia no sentido de me responder qual era o valor que pedia pela indemnização relacionada com aquela parcela” refere José Luís Correia, acrescentando que “o valor anda pelos 600 mil euros e o município não pode suportar esta indemnização” mas garante que “estou perante um problema mas não vou desistir e tenho de o resolver”. E a forma de resolver o problema passa por contornar a zona da pirotecnia. Já tenho o projecto feito e já o entreguei ao secretário de estado em Lisboa. Custa 741 mil euros e agora é só arranjar o financiamento para concluir a variante” afirma.

Apesar disso, não há garantia que a conclusão da variante de Carrazeda de Ansiães possa ter financiamento comunitário. CIR/Brigantia