IV. Nestas declarações sobre política internacional, o PCP torna explícito o seu
desrespeito pela democracia. Mas, atenção, esse desrespeito também existe implicitamente dentro de casa. Dentro da nossa democracia, o PCP continua a pensar que a rua é mais importante do que a urna, continua a pensar que a democracia popular (a força demonstrada na rua) é mais importante do que democracia institucional (o peso real no parlamento). E isto criou um vício tremendo no nosso sistema político: Portugal dever ser o único país da UE onde é impossível a existência de um acordo de governação à esquerda. O PCP (e o BE) excluem-se do processo político, excluem-se do arco de governação, um facto que impede uma coligação de governo (PS/PCP, PS/BE) - a coisa mais normal em democracia. Por que razão isto acontece? Porque os nossos comunistas acham que o modelo de Cuba é que é bom. Um tema para outras conversas. Expresso
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Daqui e dali... Henrique Raposo
Obra inaugurada há uma semana já revela falhas
O novo Centro Escolar de Carrazeda de Ansiães tem falhas que não foram previstas, que prejudicam a comunidade escolar, e que agora vão obrigar a gastar mais dinheiro.A autarquia já solicitou apoio à Direcção Regional de Educação do Norte.
O presidente da Câmara Municipal adianta que já está a tratar de corrigir os problemas que acabarão por se sentir mais quando o Inverno chegar.
“Nada é perfeito. Algumas das deficiências foram detectadas pelas técnicas da DREN que fizeram a vistoria” refere José Luís Correia, acrescentando que “dentro das nossas possibilidades procederemos à correcção” dessas deficiências, nomeadamente “a cobertura do acesso ao bloco da EB2, à cantina, a área do recreio, WC’s e a eliminação de barreiras e arestas que possam causar lesões graves aos alunos”.
O governador civil de Bragança também já ouviu a reclamação do autarca e espera que seja possível corrigir o problema em breve.
“Não há nenhuma casa que se acabe e que não se deva começar porque só no fim é que percebemos o que está errado” afirma Jorge Gomes, acrescentando que “há de facto aqui algumas críticas à arquitectura do edifico, mas que já estão a ser estudadas e estão coisas perfeitamente ultrapassáveis”.
Apesar de alguns problemas, o governador civil de Bragança, pensa que a reorganização do parque escolar no distrito de Bragança foi, no geral, positiva. Escrito por CIR/Brigantia
Obras na linha do Douro isolam moradores em Foz-Tua
Para já está feito um muro baixo que "rouba" cerca de um metro à anterior delimitação, em prejuízo da passagem que há décadas é usada pelos populares para aceder às suas residências. "Se for preciso vir uma maca a casa para levar um doente nem tem por onde passar", atirou, ao JN, Maria de Fátima, logo corroborada por António Manuel: "Esta é a única saída que tenho". E por Fernanda Sequeira: "Toda a vida entrámos em casa pela linha. Se a taparem como vai ser?". "Só se for pelo ar!", ironiza António Santos. "Se houvesse aqui gente de peso como antigamente olhe que eles não abusavam assim. Iam eles e tudo na frente!", torna Fátima Sequeira.
A população já solicitou apoio ao presidente da Junta de Freguesia de Castanheiro do Norte, Sérgio de Castro, que levou o assunto à última Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães. "Sinto-me revoltado com esta situação", sublinhou, já que apesar de as casas terem sido construídas depois da linha ferroviária, "já ali existem há muitos anos" e agora "vão pôr-lhe um muro à porta". Para além de que "nunca ali houve qualquer acidente". "A passagem de nível oferece mais perigo e ainda não automatizaram", acentuou.
Ironicamente desafiou os moradores ou a Câmara Municipal a "comprar um helicóptero para as pessoas poderem entrar e sair de casa". E, falando a sério, pediu à autarquia para interpor uma "providência cautelar em tribunal para que as obras não possam ser executadas". Em último caso, o protesto poderá passar por medidas mais arrojadas.
A Refer respondeu a um contacto feito pelo presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, que "tem todo o direito a fazer a obra e que estão a executá-la no domínio público da Refer".
Sobre a providência cautelar pedida pela junta, o autarca, José Luís Correia, explicou que a empresa ferroviária "pode executar as obras sem qualquer controlo por parte da Câmara" e que o regime especial que o permite "impossibilita o efeito útil de qualquer embargo municipal". E que no caso de a providência cautelar avançar a empresa ferroviária poderia vir a "invocar prejuízos que seriam imputados à Câmara". Como por exemplo, haver um atropelamento de alguém pelo comboio naquele local ou o empreiteiro ter de parar as obras que estão a ser executadas.
Apesar de condicionada, a Câmara vai estar "solidária e até à exaustão" com a Junta e com a população de Foz-Tua. E "se se verificar que está a ser levantado em terreno que não seja domínio público da Refer, o muro será demolido". Eduardo Pinto, JN
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura
No dia 3 de Outubro, desloquei-me à Ordem dos Médicos (estando aí, em casa sua, o compositor clássico Rui Soares da Costa), para assistir ao recital encenado com o pianista Sébastien Dupuis e o actor Ivo Bastos no papel de Fryderick Chopin.
Foi muito bom. Vestindo a época, o texto de Castro Guedes (que não precisava criticar as vanguardas, para defender a sua opção pelo teatro de massas, «o mal menor»), de literatura clara, legível. Já o pianista, foi de grande técnica, e quase nenhuma emoção... Salvo as dinâmicas. Então, os scherzos, traduzo, as brincadeiras, não se perderam assim de seu carácter? Penso que não...
- Pois não são as novas interpretações nestes caminhos do (piano) romântico que continuam a leitura?
Muito feliz o paralelismo entre os dois corações: de D. Pedro IV, na igreja da Lapa, no Porto, de Chopin, na Igreja de Santa Cruz de Varsóvia, uma vez este ter terror de ser enterrado com vida. Sepultado na igreja de Père Lachaise, em Paris, em 17 de Outubro de 1849, sua irmã levou esse estranho tesouro mergulhado em cognac, numa pequena urna de cristal, até à sua pátria, onde o coração de Chopin descansa... em paz.
Vitorino Almeida Ventura
Post Scriptum: O organizador do evento foi Nuno Vidal, meu colega de ano e
curso na Universidade Católica. Sempre achei curioso o seu ar hierático, que agora cultiva mais e mais,
embora (espero que sem o incomodar) lhe direi ser pouco simpático o que aconteceu na Quinta da Macieirinha, em que pessoas com convite não puderam assistir. Parecia que uns convites valiam mais do que os outros. Acresce o facto de ser publicitada ENTRADA LIVRE. Uma autêntica negação do Porto... Bairro a Bairro. Penso eu de que, salvo melhor opinião.
Daqui e dali... Tiago Mesquita
Duas notícias ao mesmo tempo: 1ª - Um burro foi violado. 2ª - Novo aumento de impostos pelo Governo. Não deixei de notar um certo paralelismo.
"Jaime ovelha" era um homem problemático. Acabou mal. No seu historial constam dezenas de episódios de violação de todo o tipo de animais. Furtava galinhas e praticava sexo tântrico com elas - 31 exemplares de um só proprietário. Aparentemente Jaime confundia o galinheiro alheio com o bordel local. Acabava as noites coberto de penas enquanto fumava um SG gigante e bebia um copo de branco. Pelo meio, e à falta de um qualquer ser vivo não humano para saciar a sua bizarria sexual, terá ainda violado uma idosa de 90 anos.
A excepção à regra porque o amor de "Jaime Pires do Ó" residia na sodomização de bicharada variada. A última de Jaime vítima terá sido um burro. E segundo o Correio da Manhã terá engendrado a coisa com artes de malvadez: "sodomizou o burro com um pau e tentou incendiá-lo".
Não contente com o sofrimento do bicho, e com o fogo que ardia dentro dele extinto (dentro de Jaime), ainda tentou pegar fogo ao pobre animal pois ter-se-á apercebido que se tratava afinal de um macho e não de uma burra (enganou-o com o olhar). Teve azar. O bicho está vivo e de boa saúde e Jaime acabou com o sobretudo de madeira vestido no cemitério local. Assassinado por desconhecido "com objecto metálico redondo, desferiram-lhe dois golpes fatais. Um no peito, outro junto ao ânus". Provou do próprio veneno.
Perguntar-me-ão o que raio tem isto a ver com o governo? Nada. Ou tudo. Depende da imaginação. O Governo não é o Jaime e o burro não é o povo. Ou o povo não é burro, se preferirem. Apesar de ser comum tratarem-no como tal. E se não aprecio ver um bicho, como qualquer ser vivo, ser violentado com um pau, menos prazer tenho em assistir a um país inteiro ser empalado com subidas generalizadas de impostos, tudo feito impunemente como quem pilha galinhas e faz amor com elas. E ter, ainda por cima, de continuar feliz e baixar as orelhas, como um jerico.
Jaime Ovelha sodomizou um burro e acabou morto. O Governo vai "sodomizando" um país inteiro com medidas de austeridade de toda a forma e feitio e está, aparente e inacreditavelmente, vivo. Jaime usou o pau e o fogo. O Governo usa o IVA, o IRS e outros. Não se sabe se o burro terá apreciado. Mas confesso estar um pouco saturado de ser tratado como um.
PS: 23% de IVA? Meus amigos: "vão roubar para a estrada". Expresso
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Daqui e dali... Henrique Raposo
Está em vigor uma espécie de relativismo socrático: diz-se, sem vergonha, que Sócrates e Passos são os culpados. Mas como é que se pode equiparar um homem que está no poder há 15 anos com um homem que chegou à oposição há 5 meses?
I. A sensação repete-se: parece que a cultura política portuguesa se resume a um mero jogo politiqueiro, sem relação com os factos e números da Política. A cada semana, aparece um novo jogo tático, que nos afasta das questões centrais. Neste jogo semanal/mediático, o país perde um mínimo de profundidade temporal. As semanas repetem-se umas atrás das outras, como se fossem sucessivos "anos zero" que impossibilitam raciocínios com mais de umas semanas de profundidade. Nos últimas semanas, precisamente, criou-se esta estranha ideia: Sócrates e Passos são os culpados, em igual medida, pela situação do país. Li e ouvi várias pessoas com responsabilidade a dizer isto. Mas vamos lá a factos.
II. O PS está no poder há 15 anos. Ou melhor, nos últimos 15 anos, o PS governou 12 e meio (a "AD" Barroso/Portas governou 2.5). Parece-me evidente que o principal culpado por esta crise dá pelo nome de PS. É uma questão de facto. Até pelo seguinte: até 1999, Portugal cresceu. Hoje, quando olhamos para os números de crescimento dos anos 80 e 90, Portugal parecia um paraíso. Ora, nestes 15 anos de Era Socialista, Sócrates foi ministro e, agora, é primeiro-ministro desde 2005. Entre 2005 e 2010, este homem mentiu e enterrou Portugal várias vezes. Se existisse uma lista de culpados, Sócrates estaria no topo. Agora, pergunto: como é que se pode equiparar Sócrates a Passos?
III. Sócrates e Teixeira dos Santos, com objectivos puramente eleitoralistas, esconderam a real dimensão das contas públicas até Novembro do ano passado. Depois, entre Novembro e Maio, recusaram a realidade. Entre Maio e Setembro, semi-assumiram a realidade. A partir de 29 de Setembro, a realidade bateu-lhes à porta, trazendo um recado de Berlim: "acabou a brincadeira". Isto não é só incompetência. É irresponsabilidade (só assumiram a verdade quando Cavaco já não podia dissolver a assembleia) e vaidade (não queriam assumir que estavam errados). Entretanto, vamos descobrindo os milhões que temos para pagar em PPP que só beneficiam as empresas de construção do costume; vamos descobrindo que o PS criou, em 5 anos, mais "fundações" do que o conjunto de fundações criado em todo o século XX (havia uma música que dizia "boys, boys, boys"); vamos descobrindo o dinheiro que José Sócrates gasta na sua propaganda. Um dia, gostava de ver este indivíduo a pedir desculpa aos portugueses. Expresso
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Super Especial Trial 4x4: Dupla de Carrazeda de Ansiães dominou competição

O espaço Feira Aventura acolheu largas centenas de espectadores que assitiram a um magnífico espectáculo proporcionado por algumasdas mais consagradas equipas portuguesas de Trial.
Nesta segunda jornada, a competição foi disputada num circuito em 8, com duas equipas simultâneamente numa pista que apresentava diversos obstáculos para transpor. A zona do cruzamento de eixos foi a que mais animou os espectadores já que foram várias as viaturas que aí tombaram obrigando as equipas a trabalho suplementar. Cada equipa efectuou duas passagens em ambos os sentidos do percurso montado pelo SoluçõesTT – Clube que organizou esta prova com o apoio da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Após a primeira passagem de todos os concorrentes a dupla Paulo Candeias/Oscar Meireles (Jeep Wrangler) surgia destacada na 1ª posiçãocom uma vantagem de 1m15s sobre o Toyota BJ40 do RSTT de Nuno e Bruno Filipe e 1m22s para o 3º mais rápido que foi a Nissan King Cab do Team Indigo 4x4(António Santos/Manuel Monteiro).
A dupla Raul Moreira/António Faria (Land RoverDefender) posicionava-se na frente da Categoria Série com apenas 9 segundos devantagem sobre o Toyota Land Cruiser do Terror Mato 4x4 (Fernando Ferraz/DavidMelo).
Na segunda passagem o percurso apresentava menos dificuldade, em virtude de o terreno já ter sido desbravado por quase duas dezenas de equipas e Paulo Candeias voltou a registar o melhor tempo com a marca de 5m33s, tirando 42s ao tempo anteriormente realizado (6m15s) e confirmando a vitória absoluta. Na segunda posição ficou o Toyota VX 3.0 do Team Ladricolor (RuiQuerido/Helder Rocha) que ficou a 58 segundos da dupla vencedora. O terceiro tempo registado pela equipa Inersel (Marco Oliveira/Luís Pereira) em Nissan Navara, permitiu-lhe subir ao segundo lugar absoluto, com a equipa RSTT a descer para o terceiro lugar do pódio.
Na Categoria de Série as posições mantiveram-se dado que nenhuma das três equipas conseguiu completar a segunda passagem dentro do tempo limite. O Jeep Wrangler com o nº 118, dos irmãos Ricardo e Paulo Lourenço foi aúnica equipa inscrita com um Protótipo pelo que a vitória nesta Categoria não teve discução.
A derradeira etapa do Super Especial Trial 4x4 – OFM realiza-se a 13 e 14 de Novembro de 2010. Brigantia
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Carrazeda de Ansiães vai investir quatro milhões em obras de requalificação
A Câmara de Carrazeda de Ansiães assinou com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte dois contratos de financiamento das obras de regeneração urbana na vila e de beneficiação de algumas estradas municipais.Ao todo vão ser investidos cerca de quatro milhões de euros, comparticipados em 80% por fundos comunitários.
O presidente do Município, José Luís Correia, explica a empreitada da regeneração urbana, que já se iniciou e que vai custar mais de dois milhões e seiscentos mil euros: “Vai ser requalificado o fundo da vila e a zona envolvente”, explica, adiantando que as ruas serão “todas repavimentadas, requalificados os espaços de forma a torná-los mais atractivos e dotá-los de mais infra-estruturas.”
Para a beneficiação da rede viária há um investimento de cerca de um milhão e duzentos e cinquenta mil euros.
Para já vão ser beneficiadas as estradas municipais de acesso aos concelhos de Torre de Moncorvo e de Vila Flor, na freguesia de Vilarinho da Castanheira, as ligações Penafria-Fontelonga-Besteiros e Seixo de Ansiães-Beira Grande. Brigantia
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Portugueses e espanhóis querem proteger azeite ibérico
A Associação de Olivicultores de Trás -os - Montes e Alto em parceria com uma congénere espanhola, pretendem criar a primeira Denominação de Origem Protegida (DOP) no espaço europeu, para azeite produzido na região do Douro.Em declarações à agência Lusa, o presidente da AOTAD, António Branco, avançou que este modelo «ainda não foi experimentado na Europa», tratando-se assim de uma «novidade» no sector olivícola.
«Há algum tempo que perseguimos a criação de uma DOP para os azeites produzidos na região do Douro, para o efeito, estão ser estabelecidos contactos com associações e outras entidades ligadas ao sector olivícola no lado espanhol», disse o responsável.
A AOTAD e a Oleum Vetonio (Espanha) começaram a incrementar acções de sensibilização junto dos produtores da região do Douro no sentido de delimitar uma área que abranja a região transfronteiriça das Arribas do Douro e toda da Região Demarcada do Douro, desde Barqueiros (Mesão Frio), até Barca de Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).
«Não é uma tarefa fácil, já que é preciso haver uma certa coerência técnica dentro do sector olivícola nas regiões abrangidas», observou António Branco.
No entanto, os associados das entidades envolvidas consideraram «o projecto interessante, já que não é conhecida nenhuma DOP comum a dois países no espaço europeu envolvendo produtos olivícolas», adiantou o dirigente associativo.
De momento, «apenas existe a DOP do Azeite de Tras-os-Montes» que engloba alguns concelhos durienses tais como Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa ou Carrazeda de Ansiães.
Segundo o técnico da AOTAD, Francisco Pavão, de momento está-se numa fase de colheita de amostras de forma a identificar as características dos azeites de ambas regiões.
«Agora falta em definitivo, demarcar os concelhos a incluir em todo o processo da DOP», avançou o técnico.
«As variedades de azeitonas existentes em ambas as margens do rio Douro, são em alguns casos semelhantes, mas há variedades diferentes, por esse motivo constitui-se um património olivícola único em todo o mundo», afiançou Jesus Carvallares, membro da Oleum Vetonio.
«Com um selo de dominação comum ao azeite a Portugal e Espanha poderão conquistar-se novos mercados tanto na América Latina como na Ásia», considerou o olivicultor. Lusa / SOL
Centro escolar de Carrazeda de Ansiães foi o único do distrito de Bragança a integrar as comemorações
Carrazeda de Ansiães foi outro concelho a assinalar a abertura de novas instalações para alunos e o único concelho do distrito de Bragança a associar a inauguração oficial do novo centro escolar ao programa nacional das comemorações do centenário da República.O facto foi realçado ontem pelo governador civil de Bragança depois do descerramento da placa comemorativa.
No entanto, Jorge Gomes não vê grande problema que em que o distrito só tenha tido um representante num programa de inaugurações que abrangeu 100 escolas, novas ou remodeladas, de todo o país:
“Houve uma abertura por parte do Governo para fazer a inauguração de cem escolas. Quem quisesse aderir podia fazê-lo. Os outros não quiseram. Podia ter havido mais mas isso compete a cada autarca.”
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia explica porque decidiu integrar a inauguração do novo centro escolar nas comemorações do centenário da República:
“Primeiro, porque o centro escolar estava preparado para entrar em funcionamento. Segundo, foi uma forma de nos associarmos às comemorações da República.”
Na cerimónia de inauguração do centro escolar participaram algumas das cerca de 250 crianças que o frequentam. Leandro, Gonçalo, Francisca, Inês e Rui Delfim, todos com 9 anos, a frequentar o quarto ano do primeiro ciclo, concordam, já com conhecimento de causa, que a nova escola é melhor que as antigas:
“Gosto mais desta. Tem mais sítios para brincar e mais espaços para aprender”, diz Leandro. “É mais divertida”, garante Inês. Rui Delfim diz que esta escola “é gigante”.
Unanimidade entre os alunos do primeiro ciclo de Carrazeda de Ansiães, após quase um mês a frequentar o novo centro escolar, que ontem foi inaugurado oficialmente.
CIR/Brigantia
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
IMI também vai descer em Carrazeda de Ansiães
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães aprovou por unanimidade a proposta da Câmara que prevê a redução de um décima na taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, o IMI.O autarca José Luís Correia explica as alterações:
“Vai haver descida de uma décima referente aos prédios urbanos, que passará de 0,7 para 0,6. Também os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI vão baixar uma décima, de 0,4 para 0,3.”
José Luís Correia acrescenta que o decréscimo de uma décima nas taxas do IMI representa uma ajuda aos munícipes em tempo de crise:
“Isto é um sinal que queremos dar às pessoas que estamos preocupados com a situação de muitas famílias. Representa uma ajuda para muitas famílias que já estão com algumas dificuldades.”
E com esta medida a Câmara deixará de encaixar entre 20 a 30 mil euros por ano:
“É um cálculo aleatório, não terminado. Tudo depende das avaliações.”
A Câmara de Carrazeda perde dinheiro em favor dos munícipes, baixando uma décima na taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis. CIR /Brigantia
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Carrazeda quer relançar termas
Daqui e dali... Paulo Morais
Contrariamente ao que por aí se diz, um chumbo ao Orçamento do Estado (OE) para 2011 não trará qualquer mal ao país. Se Sócrates não vir o seu orçamento aprovado, mais não tem do que apresentar um novo documento, revisto e melhorado. Mas se mesmo essa segunda versão fosse rejeitada, as consequências seriam nulas ou até talvez positivas. Nestas circunstâncias, e sujeito a um sistema de gastos em duodécimos por referência ao OE de 2010, o Governo não poderia gastar mais, o que seria bom. Além de que não poderia aumentar a receita e lançar mais impostos… o que seria óptimo.
A dramatização à volta do tema do orçamento, com ameaças de instabilidade e alegando a necessidade da sua aprovação para a baixa do défice, é pois uma gigantesca manobra de intoxicação da opinião pública. Até porque se o Governo pretende reduzir o défice, poderá fazê-lo com qualquer orçamento. Basta que gaste menos. Desde que queira e saiba. Passos Coelho fez bem em demarcar-se deste embuste, assumindo uma posição discordante.
Além do mais, as leis do orçamento dos últimos anos têm sido uma fraude. O OE deveria ser um instrumento através do qual o Parlamento autorizaria a despesa do Estado, a partir da receita estimada. Pois tem sido exactamente o contrário. Na elaboração do orçamento, o Governo decide, a priori, a despesa. Em primeiro lugar, adivinhando como fazer face às despesas crónicas duma Administração Pública decadente. De seguida, cativa recursos para distribuir benesses partidárias, através de empregos e assessorias principescamente pagas aos caciques eleitorais e seus apaniguados. Por último, há que garantir os contratos milionários para as empresas amigas do regime. Uma vez decidida a despesa, os nossos governantes lançam impostos para assegurar a receita. Ao autorizar receita em função da despesa e não o oposto, o OE é tecnicamente uma falácia.
E assim, com esta prática reiterada, Sócrates transformou o orçamento numa lei tributária, numa tenaz fiscal que esmaga os contribuintes. O OE converteu-se num instrumento de tortura colectiva. Paulo Morais, JN
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Carta aberta ao Governo em defesa da Linha do Tua
Várias entidades irão hoje entregar uma carta aberta ao secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, com o objectivo de defender o "potencial turístico" da Linha do Tua, que hoje, segunda-feira, comemora mais um aniversário.A iniciativa irá decorrer hoje em Santa Apolónia, (em Lisboa), precisamente na altura em que o secretário de Estado do Turismo irá partir de comboio, numa viagem com destino a Castelo Branco.
A iniciativa, a que se juntam outras como a distribuição de documentos aos utentes e a realização de um comboio humano, ocorre no dia em que se assinala o Dia Mundial do Turismo, este ano dedicado à biodiversidade.
Envolvidas nesta iniciativa estão várias entidades, como o Partido Ecologista "Os Verdes", a Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua, o Movimento Cívico pela Linha do Tua, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, entre outras. JN
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Escapada a Carrazeda de Ansiães
Se ficar instalado no Casal de Tralhariz, Pedro Coelho, um dos responsáveis por este turismo de habitação, é a pessoa mais indicada para dizer o que visitar nas redondezas. Não se esqueça que, para participar nas actividades, é necessária inscrição prévia.
Um dos passeios sugeridos implica levar o carro. A primeira paragem é nas Termas de S. Lourenço, que há muito aguardam uma requalificação para o real usufruto das águas termais, com indicações terapêuticas.
Para depois, está marcada a visita ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, com fantásticas vistas panorâmicas.
Os vinhedos vão ser a companhia desta viagem que segue até à Senhora da Ribeira, junto ao rio Douro. E já que está por ali, a sugestão para almoço é o restaurante Senhora da Ribeira.
O regresso para descansar pode ser feito pela aldeia da Lousa. Não se esqueça também de passar no Castelo de Carrazeda de Ansiães. O carro fica à entrada do monumento e com os pés a caminho descubra este lugar histórico. Se subir às muralhas, as vistas são imperdíveis.
Passeios de barco e de comboio
No segundo dia pode experimentar as sugestões que unem passeios de comboio e barco. Os programas partem do Tua, de barco, até ao Pinhão, e aqui faz-se de comboio até à Régua.
Num dos programas, a viagem contempla uma visita à cidade da Régua e ao Museu do Douro e ainda a viagem entre Régua e Tua de comboio. Outro dos passeios inclui, além do passeio de barco e de comboio, a visita à Quinta do Panascal.
Se preferir, pode visitar a Enoteca Quinta da Avessada. Este espaço é um museu interactivo, com sistema multimédia, que fala da história e cultura da vinha e do vinho na Região do Alto Douro.
Este programa de visita à Enoteca pode ainda ser conjugado com provas de vinhos, enchidos e queijos regionais. Pode também optar por passeios pedestres. Os grupos podem marcar com empresas especializadas e organizar uma caminhada ou um passeio de BTT. JN
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Douro quer apostar em rede de postos turísticos
A Turismo do Douro e municípios da região apresentaram ao Programa Operacional Regional do Norte (FEDER), candidaturas para a abertura e organização de 13 Centros de Informação Turística, num investimento máximo de 3,5 milhões de euros. Esta candidatura, que conta com o apoio das autarquias parceiras em 30 por cento do investimento, tem em vista o estabelecimento de uma rede infra-estrutural de acolhimento e comunicação, com os vários postos ligados entre si através de uma plataforma comum de intranet, que permite informar o visitante sobre o que se passa em toda a região, ou sobre, por exemplo, a disponibilidade hoteleira em qualquer localidade. No total haverão cinco centros âncoras, em Vila Real, Lamego, Alijó, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa; e oito complementares, em Freixo de Espada à Cinta, Carrazeda de Ansiães, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Penedono e São João da Pesqueira, todos eles centrais e devidamente sinalizados para serem fáceis de encontrar. terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
(Esqueletos que pensava enterrados)
“... um homem quando nasce é constituído por um hardware e por um software próprios, que irão ter de lidar com a vida que se lhe deparar ..." (JLM);"... O Criador é isento de culpas" (Anónimo);
"... o subir o monte" (VAV).
Hipóteses:
1 - Será que o Cérebro humano se pode equivaler ao "hardware" de um computador (CPU), evoluindo ao sabor da ciência/tecnologia?
2 - Será que toda a nossa vida Cognitiva não passa de um "software", mais ou menos sofisticado, "parceiro" do conhecimento/tecnologia?
3 - Será que o Criador tem alguma "culpa"?
Se as premissas acima são válidas, onde se "encaixa", então, a vida Afetiva?
- E os SENTIMENTOS? Qual o seu "papel" e valor?
Temas interessantes, estes!... Curiosos, até!
Sendo eu um "fanático" da informática, procurando, sempre, o último grito da "tecnologia" no que diz respeito à "máquina" (hardware), com especial relevo para a "feitura" dos meus próprios programas (software)... aqui vai o que penso, relacionando o meu pensamento com a Filosofia (outra grande paixão da minha vida):
Tese:
O animal, pelo instinto, tende para o fim sem o conhecer.
Neste sentido, instinto é uma força ou tendência inata e específica que leva o animal à prática de certos atos úteis a si próprio e à espécie, sem que lhes "conheça" o fim ou a conveniência.
O HOMEM, pelo contrário, possui um poder superior - a INTELIGÊNCIA, mediante a qual conhece não só o fim para que tende, como também os meios adequados para o conseguir; à inteligência corresponde a vontade que procura o bem, não já o bem sensível, conhecido pelos sentidos, mas o bem moral, apreendido pela mesma inteligência.
É a inteligência que concebe e pondera os seus prós e contras, mas é a Afetividade que estimula a vontade a praticá-los, ou não.
O HOMEM, graças à sua inteligência, é capaz de sair de si mesmo e abarcar toda a realidade, trazendo-a para dentro de si, mediante as ideias.
E assim,
com o conhecimento das coisas, a pessoa vai adquirindo a consciência de si mesma.
Em face do universo, afirma-se como que um "EU", e isto porque
... CONHECE QUE EXISTE, PORQUE EXISTE E PARA QUE EXISTE!
A este "autoconhecimento" vem juntar-se o "autodomínio" ou a "independência" no atuar.
A pessoa não está sujeita às forças mecânicas do mundo físico, como as coisas, nem aos impulsos espontâneos e cegos dos instintos que dirigem os animais.
A pessoa conhece os fins do próprio ato e os meios que a eles conduzem; tem o poder de iniciativa e o domínio dos seus atos.
Esta riqueza indefinida como que apresenta à consciência o nosso mundo interior - é a multiplicidade da vida psíquica.
Todos os estados de consciência se referem a um "EU" uno e indivisível que, sustentando fenómenos diferentes, se reconhece como permanecendo idêntico a si mesmo debaixo da multiplicidade - é a unidade da vida psíquica.
A esta unidade, constituída por todos os factos psíquicos e atestada pela introspeção, dá-se em Psicologia, o nome de PERSONALIDADE.
Assim, a personalidade pode definir-se como a característica de um indivíduo que toma consciência de si mesmo e que é senhor dos seus atos - é como que a síntese unificadora da vida interior.
Daqui se conclui que para haver personalidade não basta a individualidade e a unidade; é, além disso, necessário o conhecimento dessa unidade.

Se examinarmos uma pessoa, ela aparece-nos como um indivíduo mas, assim, não atingimos ainda o que a pessoa tem de próprio e característico, pois indivíduos são também as plantas e os animais e ninguém lhes atribui personalidade.
A razão desta diferença está em que lhes falta a "consciência reflexiva" ou a razão, pela qual possam tomar conhecimento de si mesmos e conhecerem-se como um todo uno e individual.
Logo, o que nos coloca acima dos indivíduos e nos confere a dignidade de pessoas, é a RAZÃO.
É de facto pela dignidade de seres racionais que ultrapassamos o reino dos indivíduos e das coisas para nos elevarmos a uma existência singular no Universo.
Os animais e as plantas encontram-se fechados em si mesmos.
Os animais, em que já aparecem as primeiras manifestações de psiquismo, estão ligados aos destinos da espécie por instintos fatais.
O homem, pelo contrário, graças à inteligência, consegue ter ideias, saindo, assim, de si mesmo.
Neste sentido,
a personalidade é uma síntese de fenómenos psíquicos com o "eu", formando uma espécie de sistema.
É necessário que o HOMEM - "esse desconhecido", como lhe chamou Alexis Carrel - se "conheça cada vez melhor"; conheça as suas possibilidades, as suas energias internas, os seus sentimentos e paixões, a luz da sua inteligência, o calor da sua afetividade, a força da sua vontade - numa palavra, toda a sua atividade espiritual, para marcar bem o seu lugar na escala dos seres da Criação, saber quais são as suas possibilidades, o que de facto é e, assim, poder aperfeiçoar-se com vista a tornar-se o que deve ser.
Assim,
1. Será que o Homem é um ser livre, porque autodeterminado, ou pelo contrário,
2. Será que o Homem é um ser não livre, porque prédeterminado?
Todas as doutrinas que negam à vontade a propriedade de ser livre, e ensinam que o homem é, em todos os seus atos, determinado invencivelmente por influências exteriores ou interiores, têm o nome de DETERMINISMO.
Há, assim, os que entendem que todas as ações humanas são "evoluções espontâneas e necessárias de Deus".
É o chamado "Determinismo Panteísta", defendido por Espinosa, quando afirma que "a liberdade só convém a Deus" e que "os nossos atos não são nossos, mas do Ente Absoluto".
Outros há, como Santo Agostinho, que defendem que a vontade humana é determinada por Deus.
"Sendo Deus omnisciente, conhece e prevê todos os atos do homem. Ora o que Deus prevê acontece necessariamente; pois de contrário, enganar-se-ia".
Assim, para esta corrente (Determinismo Teológico) os atos humanos acontecem necessariamente e o homem não é livre.
A par destas duas correntes filosóficas, há, ainda, uma terceira - o "Determinismo Fatalista" - o qual reveste duas formas: o "Fatalismo Metafísico e Religioso" e o "Fatalismo Vulgar".
O primeiro explica as nossas ações e todos os conhecimentos do universo por uma "causa única e sobrenatural"; o segundo sustenta que, "como todos os acontecimentos do universo, a vontade é determinada nas suas ações pelo "destino" ou "fatum".
("Se está determinado pelo destino que hei de ser um filósofo, não necessito estudar filosofia porque o serei sem isso; se, ao contrário, está destinado que o não serei, é inútil o estudo, porque nunca o conseguirei" - quem não conhece este silogismo?!).
A par destes determinismos, há, ainda, os chamados "Determinismos da Razão".
Uma das teorias defende o "Determinismo Mecânico ou Fisiológico", segundo o qual a nossa vontade é dirigida por leis mecânicas e as suas operações são atos meramente reflexos.
A sua base de apoio é o materialismo.
Os autores desta teoria fundam-se em estatísticas que nos dão a conhecer, por exemplo, que o número de suicídios cometidos durante um ano é mais ou menos o mesmo para todos os anos, ou que o número de cartas dirigidas sem direção é também mais ou menos constante, omitindo que as estatísticas determinam médias e não casos particulares.
De acordo com esta teoria seria este ou aquele indivíduo obrigado a suicidar-se ou a enviar uma carta não endereçada para perfazer o número previsto? Certamente que não.
Uma outra doutrina, o "Determinismo Psicológico", afirma que a nossa atividade voluntária é determinada pelos motivos mais fortes; é como uma balança que se inclina sempre para o lado do peso maior.
Este determinismo pode apresentar dois aspetos: o "Determinismo Psicológico Vulgar" que suprime totalmente a liberdade, e o "Determinismo Psicológico de Leibniz" que salvaguarda a liberdade, pois que ela é o poder de atuar segundo a razão.
"Como podemos conciliar o valor dos nossos motivos com a liberdade?" pergunta Leibniz, e responde: "esta questão é difícil, pois que, se a liberdade consistisse em nos decidirmos sem motivos, o ato livre não seria racional e desceríamos à condição de animais; se, ao contrário, nos determinarmos por um motivo mais forte, parece que não somos livres".
Com base nestes pressupostos, o que é ser livre?
- Para alguns, ser livre "não é operar sem motivos ou contra os motivos propostos, avaliados e aprovados pela própria razão".
- Para a maioria (nos quais me incluo),
" a grande função da liberdade, será, enfim, a de elevar o homem da ordem sensível ao bem moral; é levá-lo a viver conforme a razão".
É na posse de um princípio ativo superior - a vontade livre - que a pessoa contrói o seu destino, através de caminhos originais, não contidos no determinismo da natureza dos instintos, e é o seu conhecimento que lhe dá o sentimento da responsabilidade, pela convicção de que somos nós próprios os autores dos nosso atos e os seus verdadeiros senhores.
LAHR afirmava serem três as prerrogativas da pessoa:
- CONHECER-SE

- POSSUIR-SE
- GOVERNAR-SE
Os indivíduos infra-humanos têm como fim servirem de meio; ao contrário, a pessoa possui um destino que é exclusivamente seu e sente capacidade para o prosseguir, exigindo o que para tal é indispensável, isto é, é um sujeito de DIREITOS... é um sujeito LIVRE!
- É a liberdade que permite ao homem, como homem que é, não estar sujeito às forças mecânicas das leis físicas e ao impulso fatal dos instintos;
- É a liberdade que dá ao homem a iniciativa e domínio dos seus atos;
- É a liberdade a grande prerrogativa da pessoa, a base da sua dignidade e o fundamento do seu valor.
Etimologicamente, a palavra liberdade significa isenção de um vínculo ou negação da determinação pura para uma só coisa, definindo-se em geral como o poder fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Neste sentido, ser livre é PODER FAZER, e por isso, sob este ponto de vista, há tantas espécies de liberdade quantas são as formas de atividade.
Assim, teremos:
- a liberdade física que significa estar isento de toda a coação ou obstáculo que nos possa impedir o exercício da nossa atividade física - o preso não tem liberdade física;
- a liberdade civil que consiste no reconhecimento pelas leis da nossa possibilidade de ação, dentro dos limites estabelecidos e exigidos pela ordem social - o escravo não tem liberdade civil;
- a liberdade política, de religião, de imprensa, etc.. Todas estas liberdades afetam a execução da vontade e significam poder fazer ou não fazer; são exteriores, podendo ser dadas ou suspensas por agentes externos.
A liberdade moral ou liberdade psicológica afeta a decisão e significa querer ou não querer; é uma auto determinação, é intrínseca e constitui uma propriedade da vontade, deliberando, decidindo por sua própria iniciativa.
A sua existência é independente de qualquer força exterior e interior.
A liberdade moral ou psicológica pode, assim, definir-se como sendo o poder que tem a vontade de se determinar por si mesma a uma coisa ou a outra, a querer fazer ou não uma coisa, ou a querer fazer antes uma do que a outra, independentemente de qualquer força extrínseca ou intrínseca.
Esta liberdade não é o mesmo que poder fazer mal; tal poder provem de abuso da liberdade.
O Ser é tanto mais livre, quanto mais se liberta das suas más inclinações e fielmente cumpre o seu dever.
A existência da liberdade no homem verifica-se pela análise introspetiva do ato voluntário, nas suas diferentes fases.
Esta análise constitui o "argumento direto da consciência".
Enquanto DELIBERAMOS, temos plena consciência de que aqueles atos dos quais refletimos, não nos arrastam, necessariamente, para serem eleitos.
Temos consciência de poder dominar os motivos e os móbeis que nos solicitam, abreviar ou prolongar o exame, fomentar ou não a decisão.
Quando pomos fim à deliberação e nos DECIDIMOS a eleger uma parte da alternativa, temos plena consciência de o fazermos unicamente porque queremos e não porque a isso fomos arrastados irresistivelmente pelo objeto.
Estamos plenamente conscientes de escolher, entre os dois atos um, mas de maneira que pudéssemos eleger também o outro, se quiséssemos.
Durante a EXECUÇÃO, a consciência atesta-nos que podíamos voltar atrás, anular a decisão e recomeçar a deliberação.
Se o homem não fosse livre, não seria fácil explicar alguns factos observados pela consciência, como, por exemplo ,
- refletirmos acerca de atos que nos são propostos para eleger;
- atribuirmos a nós próprios ações dignas de mérito ou castigo;
- sentirmo-nos capazes de ser regidos por leis.
A LIBERDADE é, assim, também, o fundamento necessário da ordem moral e, por via disso, indispensável para o homem poder levar uma vida digna de si e da sociedade humana.
Com efeito, negada a liberdade, deixam de existir ações moralmente boas ou más, deixa de existir a obrigação e o direito, a responsabilidade e a sanção e, por conseguinte, o motivo para evitar as ações más e o estímulo das boas, isto é, deixa de existir toda a vida moral.
De facto, a moral exprime o dever de ser do homem em relação ao seu fim último.
Ora a imposição de um dever supõe a possibilidade de se poder ser diferente daquilo que se deve ser, isto é, supõe LIBERDADE.
Mas é pela INTELIGÊNCIA que a pessoa se conhece como algo de superior a todos os restantes seres do universos; que tem uma função nobre a cumprir...
A LIBERDADE não é um meio para a realização de um fim diferente de si mesma, mas ela própria é o seu seu fim... que realiza por si mesma.
Carlos Fiúza
P.S. Estou ciente do "Erro de Descartes" (António Damásio)... como ciente estou da evolução da neurociência ("Como Decidimos"-Jonah Lehrer).
Aceito as bases científicas do determinismo biológico (ADN, por exemplo)... mas tão só).
Não aceito que o poder "sonhar" seja uma "determinação" exterior a mim!
“Pare, Escute, Olhe”, de Jorge Pelicano
“Pare, Escute, Olhe”, de Jorge Pelicano integra a selecção oficial do DOCSDF - Festival Internacional de Cine Documental de la Ciudad de México, que decorre na Cidade do México de 21 a 31 de Outubro; e do 13th Istanbul International 1001 Documentary Film Festival, que decorre na Turquia, de 29 de Outubro a 4 de Novembro.sábado, 18 de setembro de 2010
O regresso a casa na aldeia do Tua
Na Foz do Tua, faltam 20 minutos para as 19.00 e o sol já desapareceu atrás dos montes que entalam o Douro. O dia escolar de Tânia está prestes a chegar ao fim. À saída do autocarro, junto à emblemática estação ferroviária, a mãe, uma vizinha e três jovens que já chegaram da escola aguardam numa cadeira da esplanada do café Calça Curta para saber como foi o primeiro dia do 4.º ano. "A comida foi carne com esparguete", diz Tânia sem dar grande importância, abanando-se ao som da música que vem a cantarolar.A menina vive a 15 quilómetros do novo centro escolar de Carrazeda de Ansiães, para onde foi transferida este ano depois de a escola de Castanheiro ter fechado, bem como outras cinco que obrigaram à concentração de alunos na sede de concelho. A escola da sua aldeia já encerrou há quatro anos, quando o irmão Rafael andava na primária, por isso, serpentear a serra de autocarro e recolher alunos nas aldeias já não é novidade. Só mudaram os horários. Vai mais cedo e vem mais tarde. "Vai ser assim todos os dias? No Inverno vai ser bonito", diz Estrela Fernandes, a mãe, ao motorista que já deixou três meninos numa quinta e segue caminho.
Se pudesse escolher, era na escola nova que preferia estar, diz Tânia, que caminha junto à varanda que separa as casas do leito do rio. São dez minutos a pé, hoje acompanhados pela mãe porque é dia especial, até chegar a casa, onde ainda há tempo de ver televisão antes de jantar. Mas a opinião não é unânime. Ana, já no 8.º, andou na escola do Tua, na do Castanheiro e já mudou para a vila. "Gostava de ter ficado aqui até ao fim. Comia em casa, não havia tanta confusão."
É do caos instalado que se queixam os pais que esperam junto ao centro escolar às 17.30. Alguns jovens dizem não ter almoçado, porque os alunos da primária, que sobem até ao refeitório da escola dos grandes, tiveram de comer primeiro. Os pais, encostados à grade, aguardam que lhes passem os filhos para o lado de cá, enquanto os que seguem para as aldeias tentam encontrar lugar na carrinha de regresso. Para transportar quase metade dos 250 alunos para as aldeias, estão oito autocarros à porta do centro, com as auxiliares a procurar os meninos, numa confusão de pó, gritaria e fumo de escape. Um pai de etnia cigana aguarda pela filha numa carroça puxada a burro.
As críticas ao funcionamento do novo centro não se ficam pela voz de pais e alunos. José Luís Correia, presidente da autarquia, herdou o projecto e não lhe poupa reparos: a escassa e sombria área de recreio, a falta de refeitório e o acesso exterior, e de balneários. E lamenta que seja esse o destino das aldeias, já altamente marcadas pelo despovoamento. "Não quero ser pessimista, mas este é um mal que não queremos ver. Começou nas aldeias, vai passar para as vilas e depois para as cidades. Resta o litoral do País." DN
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Governo perto de ultrapassar dívida prevista para 2010
De Janeiro a Agosto, o aumento líquido da dívida pública portuguesa foi de 14,2 mil milhões de euros, muito próximo do limite de endividamento global autorizado no OE para a totalidade do ano, que é de 17,4 mil milhões de euros. Olhando para o volume de emissões de dívida realizadas este ano, verifica-se que a necessidade de pedir dinheiro emprestado ao mercado tem sido cada vez maior.Douro: Vinho e turismo são estratégicos para a região duriense
Vindimas no Douro tornam-se atracção turística
A Rota do Vinho do Porto quer aliar o turismo ao trabalho árduo da colheita das uvas das quintas e da produção de vinho.O programa da Festa das Vindimas 2010 foi apresentado ontem, na Quinta da Senhora da Ribeira, em Carrazeda de Ansiães, e tem como cereja em cima do bolo uma festa em tons de cor-de-rosa.
“Há uma oferta muito diversificada e cada vez mais completa, mas deixamos a sugestão para experimentar algo de inovador. No próximo sábado vai decorrer no Solar do Vinho do Porto, na Régua, a primeira Pink Rose Party que é uma surpresa” anuncia o presidente da Rota do Vinho do Porto.
António José Teixeira, salienta ainda que esta festa tem duas DJ e modelos e actrizes convidadas.
Vai durar toda a madrugada e obriga os participantes a levar uma peça de vestuário ou adereço cor-de-rosa.
O objectivo é criar um ambiente de promoção dos vinhos rosé.
Para além desta festa, foi programado um conjunto de actividades que decorrem entre 15 de Setembro e 30 de Outubro, como provas diárias de vinhos, participação em vindimas e lagaradas, seminários, concertos de Jazz e diversas exposições.
São iniciativas complementares que possibilitam ao turista estar em constante movimento.
“Este programa tem programas que funcionam por se complementarem uns aos outros” afirma. “Hoje é possível ficar a dormir numa casa de turismo, jantar num bom restaurante, ir beber um copo, fazer uma pizza, ir a um bom espectáculo num cinema ou num teatro” acrescenta, salientando que “hoje já se consegue ter o tempo quase todo ocupado pois as opções vão ser muitas”.
O único problema do Douro é que a capacidade hoteleira ainda é limitada, o que está a obrigar a enviar turistas para dormir em Viseu e Chaves.
CIR/Brigantia
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
“Georges! anda ver o meu país de Marinheiros..."Olha!...
"...
Lá sai a derradeira!
Ainda agarra as que vão na dianteira, ...
Como ela corre! com que força o Vento a impele..."
Diante de mim está o mar, e ele (com António Nobre) pega-me no espírito e leva-o até a poesia das páginas bíblicas…
- “Fez Deu o firmamento, e dividiu as águas, que estavam por baixo do firmamento, das que estavam por cima do firmamento. E assim se fez”.
- Disse também Deus: "As águas que estão debaixo do céu, ajuntem-se num mesmo lugar, e o elemento árido apareça. E assim se fez”.
- “E chamou Deus ao elemento árido Terra, e ao agregado das águas Mares. E viu Deus que isto era bem”.
- E Deus, após criar o homem e a mulher, os abençoou e disse: “Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra, e sujeitai-a, sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem na Terra”.
(Génesis).
É estupendamente admirável como a simpleza da linguagem bíblica se adapta a todas as verdades!
O homem lançou ao mar a madeira, e lá veio o domínio sobre os peixes, domínio simbólico e real.
E hoje o homem já domina as aves do céu!
Pois que são os aviões senão “aves grandes” com que o homem venceu as demais?
Atraído o cogitar para este "feiticeiro" azul que é o oceano, aqui defronte, estava fugindo ao tema obrigatório - a língua portuguesa.
Fugindo não, porque o mar, se é poliglota, uma das línguas que ele fala melhor é a nossa.
Não ouviu ele os Portugueses praguejando contra as violências da sua fúria?
Cousas do mar, que os homens não entendem,
Súbitas trovoadas temerosas,
Relâmpados, que o ar em fogo acendem,
Negros chuveiros, noites tenebrosas,
Bramidos de trovões, que o mundo fendem.
(Lusíadas, V, 16).
Tudo isto ficou para sempre cantado, sublimemente, por Camões na língua de Portugal.
A própria bonança, em pós da tempestade, espalhou-se em versos como estes, de belo contraste marítimo:
Despois de procelosa tempestade,
Nocturna sombra e sibilante vento,
Traz a manhã serena claridade,

Esperança de porto e salvamento…
(Lusíadas, IV, 1).
A língua de Portugal está molhadinha até aos ossos pelas águas marítimas…
Se há verbo fluido, esse é Português - "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”.
Ora Portugal andou com o oceano… a língua portuguesa não podia ter a aridez de uma língua interior.
E assim. a nossa língua está cheiinha de locuções marítimas, em que as fainas por sobre o elemento líquido deixaram sua marca:
- “Mar de lágrimas, mar de gente, mar de infortúnios..."
- “Se queres aprender a orar, entra no mar..."
Comparações, imagens, figuras de vária sorte rompem forçosas as contemplações das águas.
"Fundo como o mar"... até a grandeza abissal vai ao mar buscar comparança.
Ó mar alto, ó mar alto,
Ó mar alto sem ter fundo.
Mais vale andar no mar alto
Do que nas bocas do mundo.
Note-se que não é só no campo das figurações prosaicas ou poéticas, por vezes coincidentes com as de outras línguas oceânicas, que a nossa expressão de maritima.
Temos numerosos vocábulos portuguesíssimos com feição marítima - v.g. marulho, maré, marear, mareiro, marejado, maresia, maroto, marotear, mariola, etc., etc.
Esgueiro-me da ideia aliciante de seriar frases, provérbios e versalhada onde as águas marítimas marcam sua presença.
Quero dar à minha meditação a indisciplina das ondas que estão brincando umas com as outras...
Correm, avolumam-se, e vão, esfalfadas da carreira, extinguir-se no deslize final sobre a areia, levemente espumada.
Sucedem-se, e mal se lhes lobriga razão unitiva!
Pois agora me veio salpicar a mente esta onda irritantemente filológica:
"O mar é macho em português!"
E fêmea em espanhol, em francês, em inglês (frequentemente na poesia), em alemão (quando se emprega Die See).
À parte o italiano, vê-se, pois, que as línguas cultas feminizaram o mar.
Mas, no português, o mar é "macho"!...
A força desse gigante, a sua tamanhez em relação ao elemento sólido, a Terra; a sua agilidade e violência bravíssima, que se espuma de raiva, o rugido nas crises procelosas, e até a calma capciosa, em contraste com o nervosismo feminino; tudo nos figura o ajustamento da palavra “mar” à masculinização.
Ainda a nossa língua estava indecisa, e já a palavra “mar” surgia predominantemente masculina, embora “praia-mar” e “baixa-mar” sejam provas de que esteve para ser "menina" o mar português.
O nosso Poeta máximo, deixou talvez explicada a razão de mar ser apropriadamente masculino:
Não é, disse Veloso, cousa justa
Tratar branduras em tanta aspereza,
Que o trabalho do mar, que tanto custa,
Não sofre amores, nem delicadeza.
(Lusíadas, VI, 41)
Como se vê, os jeitos masculinos do gigante líquido (jeitos que os Portugueses em suas andanças por sobre as águas tão bem conhecem) são incompatíveis com a feminilidade.
Os poetas são homens que não apenas sofrem beleza, mas a conseguem traduzir.
E eles encontram com que e como dizer o que a magnitude líquida inspira.
A gente portuguesa, quebrantando vedados términos, ousou
“…....... ver os segredos escondidos
Da natureza e do húmido elemento”
como lhes chamou Camões (Lusíadas, V, 42).
Séculos depois, um outro Poeta de Portugal, Fernando Pessoa, haveria de recordar, exclamando ao mar português:
Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó Mar!...
Mas onde quero chegar é a isto:
- se o próprio mar se entregou ao homem, dando-lhe peixinhos e peixões das suas entranhas, para que diabo tomaram os homens dos peixes o exemplo de comezaina recíproca?
Sim, porque é que nos havemos de comer uns aos outros, em vez de nos amarmos?
.......
Estoutra onda que me ia molhando, trouxe-me mais umas tantas salpicadelas...
Parece que a onda quis dizer-me - Mas isso é língua portuguesa?
Peço desculpa.
Reconheço que estas minhas palavras, escritas à beira-mar, foram um pouco rolantes e sobrerrolantes...
Talvez influência das ondas que estive olhando…
É que o meditar à beira do oceano concede irrequietude imaginosa!...
".....
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes,
"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!"
(Fernando Pessoa)
... Vê, Georges, como é lindo
“... O meu país das Naus, de esquadras e de frotas!"
Carlos Fiúza
O que se disse... Luís Figo
Faltam verbas para IPSS’s
Há falta de verbas na Segurança Social para apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito de Bragança.A directora regional da Segurança Social, admite que o orçamento anual tem ficado aquém das necessidades do distrito.
“Não temos tido o valor ideal e ajustado àquilo que são as nossas necessidades porque frequentemente está a ocorrer ampliação de instalações nas respostas sociais de lares de idosos” refere Teresa Barreira. “De qualquer forma temos estado a ajustar em comparação com anos anteriores”.
A Brigantia sabe que em 2010 estiveram disponíveis cerca de 300 mil euros.
Mas Teresa Barreira recusa, para já, adiantar se haverá um aumento das verbas para o próximo ano.
“O programação para o próximo ano faz-se agora, mas isto não passa de um plano de intenções pois as prioridades ainda não estão definidas” afirma, acrescentando que para o distrito de Bragança “ainda não fizemos o levantamento das necessidades para o anos de 2011”.
No entanto, apesar de ainda não haver um levantamento oficial, Teresa Barreira admite que seria preciso pelo menos mais cem mil euros para o distrito de Bragança. Brigantia
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Defensores da linha do Tua vão promover vigília em Lisboa
“Festa das Vindimas” apresentada amanhã em Carrazeda de Ansiães
Terá lugar amanhã, 15 de Setembro, pelas 11 horas, a apresentação oficial do programa da “Festa das Vindimas” do Douro 2010, sob o mote “Vamos ao Douro às Vindimas?”. A sessão terá lugar na Quinta da Senhora da Ribeira, em Carrazeda de Ansiães, e servirá ainda para apresentar o website oficial do programa das vindimas e a campanha promocional que será realizada. O arranque oficial da “Festa da Vindima” será assinalado simbolicamente com o lançamento, em pleno Vale do Douro, de um cacho de uvas gigante construído com balões, momento visualmente impactante. Após a sessão, serão realizados uma vindima tradicional e um almoço típico. Os promotores da iniciativa - Rota do Vinho do Porto, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, Turismo do Douro e Estrutura de Missão do Douro - prometem a maior oferta de actividades de animação de sempre: participação em vindimas, experiências de pisa, visitas guiadas e eventos especiais. Entre as iniciativas que serão apresentadas estará a festa oficial da Rota do Vinho do Porto, sob a marca “Pink Rose Party”, quer terá lugar no próximo dia 18, a partir das 23h00, no Solar do Vinho do Porto, no Peso da Régua, com bebidas exclusivamente rosé e da região. Notícias de Vila RealAno lectivo arranca sem apoio aos carenciados
O ano lectivo começou sem apoio de acção social escolar e com uma chuva de protestos de pais que desconhecem que ajuda vão receber os filhos e não tiveram dinheiro para adiantar na compra dos livros. A culpa é do atraso na publicação do despacho do Governo.Livros, material, refeições, tudo está por definir. Os estabelecimentos de ensino estão a recusar adiantar os apoios sem que o despacho do Governo seja publicado. Muitos pais “bateram com o nariz na porta” na tentativa de levantar os vales necessários para a compra dos manuais nas livrarias. (...) JN
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Douro Jazz leva música às escolas
É a novidade da sétima edição do festival Douro Jazz, que se realiza entre 17 de Setembro e 16 de Outubro, em Vila Real, Bragança, Lamego, Chaves e São João da Pesqueira.Este ano, Peso da Régua ficou de fora porque questões orçamentais.
O director do Teatro Ribeiro da Conceição de Lamego, explica o que o que se pretende com a iniciativa dirigida às escolas é que “o Douro Jazz entre nas escolas e que ofereça às crianças que estão no recreio um concerto de jazz naturalmente mais curto do que o normal”. Rui Fernandes acrescenta que depois os músicos devem disponibilizar-se “para falar com as crianças sobre perguntas que elas queiram fazer, sobre o festival, os instrumentos os músicos, o tipo de música”.
O director do Teatro de Vila Real, destaca os principais dos 65 espectáculos previstos, com 80 músicos de cinco países envolvidos.
“O concerto do Al Di Meola está previsto para o encerramento. É um concerto único em Portugal e é uma aposta forte do ponto de vista artístico” destaca Vitor Nogueira. “Mas há outros nomes muito interessantes como é o caso de Peter Bernstein que é um promissor guitarrista norte-americano e o The Quentin Collins Trio que é uma proposta de Inglaterra muito interessante também” acrescenta.
A directora do Teatro de Bragança valoriza o trabalho que tem vindo a ser conseguido e diz que o Douro Jazz atingiu, este ano, a maioridade.
“Entendo isso porque ao fim de sete anos temos o festival bem instalado e tem onze mil espectadores o que é muito significativo comparado com os números de outros festivais mais centralizados” salienta Helena Genésio.
A programação complementar do festival Douro Jazz integra exposições, arruadas dixieland, acções de promoção ligadas aos vinhos e aos produtos culturais da Região Demarcada do Douro.
CIR/Brigantia
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Classificação da Linha do Tua avança e pode impedir construção de barragem
Já foi publicado em Diário da República, a abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua, que poderá suspender as obras da barragem de Foz Tua.De recordar que a petição, assinada por cerca de cinco mil pessoas, para a classificação da Linha do Tua como Património de Interesse Nacional, foi entregue a 26 de Março e teve parecer favorável do IGESPAR, no passado dia 18 de Junho.
Esta demora entre as datas do parecer e da publicação em Diário da Republica, já tinha feito com que os subscritores tivessem ameaçado levar o caso a tribunal.
“É obrigatório que um despacho seja publicado em Diário da República e que os interessados sejam notificados” explica Manuela Cunha, dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”, e subscritora da petição.
“Para que isso acontecesse foi preciso pedir uma certidão ao IGESPAR e nesse pedido avisávamos que íamos recorrer para a justiça para obrigar à notificação” acrescenta. “Este acto é importante porque pois só a partir daqui é que começa a contar a abertura do processo de classificação e agora podemos afirmar que a Linha do Tua está em vias de classificação”.
“Os Verdes” lembram que, a partir de agora, a Linha está em vias de classificação, e que isso implica a suspensão de qualquer obra que ali possa vir a ser feita, nomeadamente as obras de construção da Barragem do Tua, cujos trabalhos a EDP prevê começar até Dezembro.
“A primeira implicação é a suspensão de todas as obras e licenças, mas o próprio aviso considera que não suspende, por isso nós temos de confirmar isso do ponto de vista jurídico” refere Manuela Cunha, avisando que “nós recorreremos para tribunal se for necessário e continuar a ver todas as hipóteses legais para impedir que a barragem de Foz-Tua seja licenciada” de forma que “o valor patrimonial da Linha do Tua seja reconhecido de uma vez por todas e que isso sirva para repor a linha ao serviço do transporte das populações permitindo que seja um dos pilares do desenvolvimento turístico do vale do Tua”.
No entanto, a ministra da Cultura já tinha afirmado que o processo de classificação da linha ferroviária do Tua como monumento nacional "não vai interferir" com a construção da barragem de Foz Tua.
Manuela Cunha, dirigente do partido “Os Verdes”, desvaloriza estas declarações e garante que tudo fará para que a Linha do Tua se mantenha.
CIR/Brigantia




















