Henrique Monteiro
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Auto-estrada Transmontana pode vir a ter portagens
Afinal, poderão vir a ser cobradas portagens na Auto-estrada Transmontana, entre Bragança e Vila Real.O primeiro-ministro, José Sócrates, propôs ontem a cobrança de portagens “em todas as sete SCUT”, e naquelas que venham a ser realizadas.
No entanto, o chefe de Governo defendeu, em declarações à Lusa, que os residentes ou os que tenham “actividade económica registada” na área atravessada pela via fiquem isentos de pagamento.
Para José Sócrates, esta é “a melhor forma de responder a todas as preocupações, de igualdade e de justiça”.
O primeiro-ministro entende que, pela sua parte, “o que é importante é que na A23 ou que na futura auto-estrada transmontana, nas auto-estradas do interior ou naquelas em que não há alternativa, como por exemplo no Algarve, aqueles que aí vivem não paguem a auto-estrada”, afirmou José Sócrates.
Brigantia
Movimento propõe referendo regional à Linha do Tua
O Movimento Cívico pela Linha do Tua desafia os autarcas dos concelhos atravessados pela via-férrea e aos alcaides espanhóis, até Puebla de Sanábria, a unirem-se numa só voz para defender a reabertura, modernização e prolongamento da linha do Tua.Aquele movimento acredita ainda ser possível parar a construção da barragem do Tua.
O Movimento Cívico da Linha do Tua, enviou vários documentos para os autarcas de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, e para os alcaides de Pedralba de la Pradería e de Puebla de Sanábria, com o intuito de os desafiar a reunirem para que a defesa da linha centenária seja feita a uma só voz.
Daniel Conde considera que é tempo de sacudir o marasmo e fazer perceber aos autarcas que é preciso pensar no futuro da região e não apenas nos respectivos concelhos. “O objectivo é sacudir de vez o marasmo que acontece na linha do Tua tanto na zona do vale como na parte encerrada até Bragança e pensando até no prolongamento até à Puebla de Sanábria” afirma.
“Queremos convidar os autarcas a reunirem-se e a pensar e a pensar no futuro da região como um todo e não apenas no seu quintal” refere, argumentando que “reabrir a linha do Tua não seria uma obra muito cara e iria trazer desenvolvimento para a região”.
Outro desafio do movimento vai no sentido de que os autarcas defendam um referendo regional definitivo sobre a reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua, desde a estação do Tua até ao lago da Sanábria, passando pelo renovado aeroporto de Bragança e pela estação de Alta Velocidade da Puebla de Sanábria, na nova linha Madrid - Ourense - Vigo.
“Há que ouvir a voz do povo e eu penso que aqui seria unânime em querer a reabertura, prolongamento e modernização da linha do Tua” afirma, confiante. “Lisboa não teria outro remédio se não ceder à vontade da população”.
Ao lançar estes desafios, o movimento pretende que tenham o mesmo sucesso da coligação de autarquias que finalmente convenceu "Lisboa" a reabrir o troço Pocinho - Barca d'Alva na Linha do Douro.
“Num dos documentos explicitamos lá o exemplo que houve com a reabertura da linha do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva em que foi a vontade dos autarca locais que fez com que se avançasse com a reabertura deste troço” lembra. “Não podemos estar à espera que Lisboa pense se é ou não rentável para a região reabrir a linha do Tua”. Para os autarcas seguiu também a proposta de afixar cartazes explicativos sobre as verdadeiras consequências, caso avance a construção da barragem do Tua.
O Movimento Cívico da Linha do Tua espera por respostas dos autarcas até ao final deste mês.
CIR/Brigantia
terça-feira, 22 de junho de 2010
Carrazeda de regresso à Idade Média
Reginorde altera calendário para atrair mais visitantes
A Reginorde 2010 assume este ano o conceito de feira e festa, aproveitando a presença dos emigrantes que passam férias na região.A feira das actividades económicas de Trás-os-Montes acontecia sempre na última semana de Maio, mas desta vez, a organização decidiu mudar a calendarização para meados de Julho, com um orçamento de 200 mil euros.
A Reginorde deixa o mês de Maio e passa para Julho.
De 10 a 17, foi a nova data escolhida pelo conselho consultivo da Associação Comercial e Industrial de Mirandela.
Uma escolha que tem em conta as condições climáticas, mas também por ser um mês que já conta com muitos emigrantes na região.
“Em Julho, Mirandela é palco de outros eventos aos quais nós podemos dar continuidade” explica Jorge Morais. Por outro lado, “temos mais gente pois há pessoas oriundas de outros concelhos e de outros países” acrescenta.
Para além disso, a organização do certame fez questão de aproximar a data à realização de uma série de eventos em Mirandela, como o Jet Ski e as festas da cidade, e Jorge Morais confessa que, este ano, pretende-se dar ao certame um novo conceito de feira e festa.
“Durante o dia é a feira porque a entrada só é permitida a profissionais e durante a noite, com os espectáculos, o acesso é a todo o público em geral” afirma.
Nesse sentido, a organização aposta nos espectáculos que absorve 100 mil dos 200 mil euros do orçamento.
Os Ídolos, Santa Maria, Rui Bandeira, José Malhoa, são algumas das figuras para a edição deste ano, cujos bilhetes de acesso variam entre os dois e os cinco euros.
Jorge Morais conta ter cerca de duas centenas de expositores, distribuídos por três pavilhões e este ano com a novidade dos profissionais poderem visitar a feira de forma gratuita durante a tarde. (...) CIR/Brigantia
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Carrazeda de Ansiães quer dinamizar comércio local
O projecto Guild'Ouro foi apresentado ontem e vai estender-se até Junho de 2011.
Nuno Carvalho, vice-presidente daquela entidade, que é composta pela Câmara Municipal e pela Associação Comercial e Industrial, explica o projecto.
“É um projecto submetido ao QREN e aprovado há dois meses. Anda tudo à volta de acções para promover e dinamizar o comércio local. Vamos ter desde o Dia dos Namorados, Feira do Folar, feira de Stocks, Páscoa Animada.”
Nuno Carvalho admite que o débil comércio local só tem a ganhar com esta iniciativa:
“Como há uma certa debilidade, qualquer tipo de acções tem uma grande apetência por parte dos aderentes. Tudo ajuda.”
O nome Guild'Ouro deriva das antigas Guildas, associações de comerciantes que existiam em Constantinopla e vai servir de marca-chapéu para todas as iniciativas:
Nuno Carvalho destacou ainda a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, que se tem realizado sempre num parque próprio e este ano vai ter as principais actividades distribuídas pela zona comercial da vila de Carrazeda, precisamente para que as lojas possam estar a abertas durante mais tempo e lucrar mais alguma coisa com o fluxo de pessoas que o evento gera.
CIR/Brigantia
terça-feira, 15 de junho de 2010
Rio Sabor e Linha do Tua entre as 7 Ex-Maravilhas
A Linha do Tua, com mais de 25 por cento dos votos, foi mesmo a candidatura mais votada entre as 13 propostas. Já o rio Sabor colheu 13,6 por cento, cotando-se como a terceira mais votada.
Descobrir as aberrações que proliferam Portugal fora é o mote deste movimento, comissariado por Pedro Quartin Graça, Gastão Brito e Silva e Rui Cunha.
“Locais que a natureza criou belos e que a mão humana tornou horrendos serão postos em xeque numa iniciativa que pretende mobilizar os cidadãos e despertar a discussão sobre a preservação do nosso património natural”, segundo se lê no site da iniciativa, em 7exmaravilhas.net.
O objectivo é “mobilizar a população para a indiferença a estas situações de abandono e desleixo”. Esta iniciativa pretende tornar-se num grande movimento cívico pela defesa e preservação da paisagem nacional.
Os resultados finais serão anunciados no dia 7 de Setembro. Brigantia
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Daqui e dali... Carlos Fiúza
Aliás, é de Aristóteles a afirmação de que "todo o homem deseja naturalmente saber".
Troçando da doutrina de Buridan, filósofo escolástico do século XIV, os seus adversários serviram-se do exemplo de um hipotético burro que, posto entre dois feixes iguais de feno, se deixa morrer "burramente" de fome, por lhe faltar o poder de agir ou não agir por escolha.Este exemplo não se encontra na doutrina de Buridan, mas o chamado "burro de Buridan" é, de facto, uma expressão tipicamente filosófica, no que a Filosofia tem de curioso.
O burro não soube ser árbitro ou senhor do destino do feno ... Verdade, verdade, e sem ofensa, também há homens assim, para honra dos asnos ...
Aqui se segue (pelo menos no que respeita ao intento) um estudo a respeito de palavras de Filosofia e, está claro, irei “filosofando” a propósito das mais interessantes.
Na linguagem de todos os dias, é fácil ouvir: "Fulano tem carácter". Mas, se entrarmos na Filosofia, o termo carácter já é upa, upa!
Parece esquisita esta paronímia do pneumático ou pneu de um carro e pneumática, ciência das coisas dos espíritos? Tudo se explica.
Em grego (e os filósofos adoram o grego para engendramento do seu palavreado) pneumatikós é relativo ao sopro, pneuma. Os pneus de um carro enchem-se de ar a sopro de bomba.
Mas o espírito não é sopro também? Portanto, a pneumática ... ciência das coisas espirituais.
Que é acidente? Filosoficamente, nós temos o acidente predicamental, (o que existe em outro) e o acidente predicável (o que se acrescenta à essência); enfim, o acidente é o que não pode existir em si mesmo. Accidens (accidentis), é o que cai para fora, é o que chega caindo, o que aconteceu.
"Cair com um acidente na rua", diz-se por aí, algo pleonasticamente. O acidente é que cai, na verdade.
E o que é, filosoficamente, a alma?
Esse portentoso Padre António Vieira diria que a alma é, no homem, "tudo o que há de beleza, de ciência, de arte, de valor, de majestade, de virtude".
Filosoficamente e secamente, alma é princípio imaterial da vida, é substância espiritual perceptível somente pela consciência humana. Já para os gregos psykhé significava ao mesmo tempo alma e vida.
A origem de alma, etimologicamente, é anima, isto é, sopro, vida.
Substantivado, deu-nos conceito, em Filosofia a ideia geral, abstracta.
Na linguagem vulgar entrou o conceito: "Que conceito fazes de mim?". Porém, o derivado concepção toma-se, em Filosofia, por acção de formar conceito.
Como é que o Povo traduz isto? Traduz por fantasmas ou visões. A alucinação é uma perturbação mórbida e vigil da sensibilidade, que nos faz ver, ouvir, ou apalpar objectos exteriores ausentes.
Alucinação encerra o latim allucinare, isto é, não poder chegar à luz, ou estar enganado com ela.
Allucinatio é erro pela luz do espírito, divagação, sonho, delírio.
Inacessível ao vulgo uma palavra como alucinação, ele adopta em geral coisa mais fácil de entender: "vê fantasmas, tem visões"!
No fundo, ambos dizem o mesmo, pois o termo hipótese é suposição (em grego hypóthesis).
Às vezes escreve-se: "Não há direito; aquele negócio é uma especulação, uma exploração".
Se subirmos à Filosofia, a especulação também explora, mas observando, pois especular, como já no latim speculare, de specula (ponto alto de observação ao longe), é observar. O fim da especulação, filosoficamente, é observar, para conhecer ou explicar.
"O avançado-centro não tem dinamismo". "A falta de dinamismo do Ministério A, X ou Z"
É o grego dynamis, força, que entra no palavrão, tornado deveras corriqueiro talvez por culpa de Leibniz e do sistema que dá à matéria, essencialmente constituída de forças.
Filosoficamente, o devaneio é o sonho acordado. (Curiosa é a formação: de + vão). O devaneio é o pensamento em coisas vãs.
O latinismo criterium, já era do latim escolástico. A raiz é o grego krinein, julgar, por meio de kriterion, aquilo com que se julga.
É tão vulgar na linguagem corrente que até se diz: "Fulano é muito criterioso".
Contingente, o que pode ser, o que existe e poderia não existir.O étimo de contingente é expressivo: con + tangere, tocar.
Contingere significa chegar por acaso, tocar em sorte, tocar uma coisa que chega, contra o que se esperava, mas em bem.
A Estética é a ciência de sentir a beleza. Há quem julgue o termo infantil, mas, olhando a que se trata das manifestações sensíveis do belo, o vocábulo é bem constituído.
O estoicismo, como palavra, veio de um facto simples: as lições dos estóicos eram dadas num pórtico de Atenas, e pórtico, em grego, é stos. Stoikós é referente ao pórtico.
Na lógica das formas, a dialéctica é o acto de raciocinar, porque em grego dialektiké é discussão, ou arte de discutir. Foi o latim filosófico dialectica o espalhador do termo.
Já agora lembre-se o dialelo, ou seja, filosoficamente, o círculo vicioso, do grego diallelos, um pelo outro.
Dedução veio de deductio, e esta de deducere, fazer sair de, conduzir de cima para baixo, fazer descer.
Por isso deduzir, em Filosofia, é descer do geral para o particular, é vir do derivante para o derivado.
Ora a doutrina segundo a qual se deve fazer o conhecimento de si mesmo pela consciência tem este nome espampanante – heautognose, do grego heauton, de si mesmo + gnósis, conhecimento.
A origem da palavra céptico é o grego skeptikós, o observador, de sképtomai, observar, examinar, porque os cépticos gregos gabavam-se de observar sem afirmar.
Outro termo, também derivado em ismo, e deveras batido: o empirismo.
Empirismo, a teoria que impinge a experiência e só a experiência, prende-se no grego empeirikós, de empeirós, experimentado.
Primeiramente termo médico, passou à Filosofia. A Medicina empírica anterior à Ciência, a Filosofia empírica anterior às leis do Espírito, estão pela hora da morte, desde o século XVIII... mas ainda há empíricos com fartura.
O altruísmo é, de certo modo, a filantropia, o que mais cristãmente se chama amor do próximo ou caridade.
A etimologia de átomo é o que se não divide. Dividido o átomo, a etimologia levou um quinau.
Porque é asnidade dizer surrealismo, e nisto ainda ninguém reparou neste País que recebe, de cócoras, tudo quanto vem do estrangeiro.
O surréalisme nasceu em França como o novo movimento que parte do conceito de que o subconsciente é a mais alta realidade, e o espírito subconsciente é que se deve expressar na arte e na literatura.
A realidade do subconsciente é uma realidade-superioridade, e o automatismo psíquico é que deve ser externado.
Mas em Portugal surrealismo é uma grossa asneira!
Super-realismo, supra-realismo ou até sobre-realismo é o que está certo. Surrealismo, nunca!
Mas que é actual, se tudo na vida foge num presente que, daí a nada, já é passado?
Carlos Fiúza
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Distrital do PSD contra encerramento de escolas
A comissão política distrital do PSD vai opor-se ao encerramento de escolas primárias na região com menos de 21 alunos.O presidente da estrutura já tinha anunciado esta posição enquanto autarca de Mirandela, mas ontem na festa do partido, em Moncorvo, José Silvano anunciou que o PSD não aceita o fecho dos estabelecimentos de ensino sem o consentimento das câmaras municipais.
“A distrital está contra este encerramento de escolas” porque “o que se está a passar é uma medida avulsa que vem contrariar o reordenamento que estava nas cartas educativas” explica.

“As escolas que tiveram de fechar ou é com o acordo das câmaras e das juntas de freguesia ou nós seremos frontalmente contra porque vem desertificar as aldeias e pôr em causa o planeamento que se fez com o ministério há um ano e meio” e que previa o encerramento das escolas apenas “quando os centros escolares estivessem concluídos, e ainda não estão” salienta.
Os autarcas da região estiveram reunidos, quarta-feira, com o secretário de estado da educação para debater este assunto.
Segundo José Silvano, o governante “foi sensível a este apelo e afirmou-nos que só haverá encerramentos negociados com as autarquias locais. Se não houver acordo, o encerramento pode ser adiado”.
A distrital do PSD contra o encerramento de escolas primárias na região com menos de 21 alunos.
Brigantia
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Movimento Cívico acusa ministro dos Transportes de «total desrespeito»
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) acusou hoje o ministro dos Transportes de «total desrespeito» pelos habitantes do vale do Tua por ter faltado à audição, na Assembleia da República, sobre a ferrovia transmontana.A reunião da Comissão Parlamentar de Obras Públicas para ouvir o ministro foi agendada por iniciativa do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e estava marcada para sexta-feira, mas António Mendonça não compareceu.
O MCLT manifesta, em comunicado, “a sua indignação pela atitude de total desrespeito manifestada pelo ministro para com a Assembleia da República e, sobretudo para com os habitantes do vale do Tua, com a sua ausência inesperada”.
O movimento questiona também a tentativa de o ministro se fazer substituir pelo secretário de Estado dos Transportes e a posição da deputada socialista e ex-secretária de Estado, Ana Paula Vitorino, que acusou os partidos da oposição de quererem fazer “chicana política e de não estarem interessados em ser esclarecidos ao rejeitarem a substituição”.
“Se o secretário de Estado está tão a par da realidade das vias estreitas do Douro, o que se passou então no lamentável episódio de Abril último, em que manifestou total desconhecimento sobre a situação da linha do Corgo, enquanto recebia três autarcas trasmontanos servidos por esta via?”, questionam os defensores da ferrovia.
Para o MCLT, “este tem sido o modus operandi deste e do anterior Governo, que tudo têm feito para se esquivarem a perguntas incómodas sobre um tema para o qual não conseguem arranjar nenhuma base de sustentação - a construção criminosa da barragem do Tua - agindo assim à margem da democracia e numa linha que se confunde de forma notável com a de uma qualquer ditadura”.
A linha do Tua esta encerrada na maior parte da sua extensão há quase dois anos, desde o acidente de agosto de 2008, o último de quatro acidentes com outras tantas vítimas mortais.
Entretanto recebeu “luz verde” a barragem de Foz Tua que vai submergir 16 quilómetros da via férrea.
De acordo com informações prestadas pela EDP à Lusa, a empresa deverá concluir ainda este mês a entrega de toda documentação exigida pela Declaração de Impacto Ambiental.
Uma das obrigações impostas é o estudo de mobilidade na zona afetada, incluindo a alternativa ferroviária que a EDP descarta apontando como alternativa à perda do comboio, as viagens de barco e de autocarro.
Toda a documentação apresentada pela EDP será analisada pela Agência Portuguesa do Ambiente e competirá ao Governo decidir se a barragem avança e a linha do Tua encerra ou não definitivamente.
O MCLT classifica de ”indesculpáveis os atrasos em relação à linha” e responsabiliza o Governo pelos “avultados prejuízos que a situação está a causar à Câmara e ao Metro de Mirandela, que assegura o transporte na via ao serviço da CP.
“Têm suportado estoicamente custos motivados pela cobiça do Governo e da EDP por impedir ou dificultar ao máximo a deslocação diária de centenas de passageiros locais, e pelo decréscimo do número de turistas que se deslocam na Linha do Tua e do efeito que têm sobre o comércio da região”, refere.
O movimento exorta os “responsáveis políticos a terem vergonha e sentido de honra e compromisso para com os cidadãos”.
Lusa, 2010-06-08
terça-feira, 8 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Câmara de Mirandela desconfia que Urgências vão fechar em Julho
O presidente da câmara de Mirandela desconfia que a administração do centro hospitalar do nordeste pode encerrar a urgência médico-cirúrgica do hospital de Mirandela, já em Julho.José Silvano adverte a equipa liderada por Henrique Capelas que, caso essa decisão venha a ser tomada, avança para tribunal, denunciando que está a ser violado o protocolo assinado, há três anos, entre o Município e o Ministério da Saúde. Entretanto, Henrique Capelas garante que a urgência médico-cirúrgica vai manter-se. (...) Brigantia
Câmara de Carrazeda deixa cair construção de polidesportivo
A Câmara de Carrazeda de Ansiães vai adiar a construção de um polidesportivo ao ar livre na vila e concentrar todo o esforço financeiro na construção de um pavilhão gimnodesportivo.Na Assembleia Municipal da passada quarta-feira, o autarca explicou que a estrutura desportiva ao ar livre vai ficar adiada devido à falta de capacidade financeira, embora admita que é uma necessidade:
“As crianças e os jovens de Carrazeda não têm um sítio para jogar. Depois das aulas vão para o largo das Finanças. Era nossa intenção colmatar essa carência através da construção do pavilhão polidesportivo ao ar livre. Mas não temos muito dinheiro para fazer um
polidesportivo e um gimnodesportivo, já que o orçamento ficou acima do previsto, atinge os 150 mil euros. Então vamos concentrar as atenções no gimnodesportivo.”Mesmo assim, o pavilhão gimnodesportivo está dependente de fundos comunitários, já que a Câmara não tem hipóteses de o construir a expensas próprias e os magros recursos já têm para onde ir:
“Se viermos a ter condições financeiras do município e que abra um programa, avançamos com ele. Mas temos de ser realistas, todos os programas obrigam à comparticipação municipal. E aí temos outros programas, como o centro escolar, a regeneração urbana, de três milhões de euros e vamos entrar com a repavimentação de estradas. Temos de optar”, sublinha.
O presidente da Câmara de Carrazeda, José Luís Correia, na Assembleia Municipal de quarta-feira, onde assumiu que o concelho precisa urgentemente de um pavilhão gimnodesportivo, já que o da Escola Secundária já não oferece condições para receber provas oficiais.
CIR/Brigantia
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Crianças comemoraram 500 anos do foral de Carrazeda de Ansiães

Alunos do segundo ciclo do ensino básico de Carrazeda de Ansiães encenaram, ontem, a cerimónia de entrega do foral por D. Manuel I a Ansiães, há 500 anos.
As comemorações coincidiram com o Dia da Criança e o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, assinalou que a participação de cerca de 400 crianças no evento, realizado no Castelo de Ansiães, teve um efeito pedagógico:
“Coincidiram os 500 anos com o dia da criança e nada melhor do que atribuir-lhes a responsabilidade da encenação.” E esta é uma forma de que “se sintam motivados para visitar o castelo mais vezes.”
Os alunos que participaram na encenação da entrega do Foral ficaram satisfeitos com a prestação, mas não não tanto com o incómodo das roupas quentes em dia de calor. Caso do Diogo, Artur, Jorge e Mafalda:
“É um bocadinho quente. Não pesa mas é quente e os sapatos apertados”, conta o Diogo. Já Artur, que leu a carta de foral, confessa que estava “um bocadinho nervoso”. Jorge também se queixou do calor e das “cinco camisolas”. Mafalda, que fez de rainha, tinha “cinco saias”, o que tornou a roupa “muito quente”.
Nos próximos dias 18 e 19 de Junho regressam as actividades ao Castelo de Ansiães, com a realização da iniciativa da Câmara “Ansiães na Idade Média”. Contempla um assalto ao castelo e um torneio medieval.
Haverá mais eventos na zona histórica da vila de Carrazeda.
Ora, como se disse, ontem foi o dia da criança, comemorado um pouco por todo o distrito.
Mas, no concelho de Bragança, e ao contrário do habitual, a câmara municipal não organizou o encontro, que reunia todas as crianças do concelho num dia desportivo no estádio municipal.
A contenção orçamental terá estado na origem desta medida.
As escolas da cidade tiveram apenas direito a alguns insufláveis para permitir alguma brincadeira às crianças.
CIR/Brigantia








