sexta-feira, 4 de junho de 2010

Câmara de Mirandela desconfia que Urgências vão fechar em Julho

O presidente da câmara de Mirandela desconfia que a administração do centro hospitalar do nordeste pode encerrar a urgência médico-cirúrgica do hospital de Mirandela, já em Julho.
José Silvano adverte a equipa liderada por Henrique Capelas que, caso essa decisão venha a ser tomada, avança para tribunal, denunciando que está a ser violado o protocolo assinado, há três anos, entre o Município e o Ministério da Saúde. Entretanto, Henrique Capelas garante que a urgência médico-cirúrgica vai manter-se. (...) Brigantia

Câmara de Carrazeda deixa cair construção de polidesportivo

A Câmara de Carrazeda de Ansiães vai adiar a construção de um polidesportivo ao ar livre na vila e concentrar todo o esforço financeiro na construção de um pavilhão gimnodesportivo.
Na Assembleia Municipal da passada quarta-feira, o autarca explicou que a estrutura desportiva ao ar livre vai ficar adiada devido à falta de capacidade financeira, embora admita que é uma necessidade:
As crianças e os jovens de Carrazeda não têm um sítio para jogar. Depois das aulas vão para o largo das Finanças. Era nossa intenção colmatar essa carência através da construção do pavilhão polidesportivo ao ar livre. Mas não temos muito dinheiro para fazer um polidesportivo e um gimnodesportivo, já que o orçamento ficou acima do previsto, atinge os 150 mil euros. Então vamos concentrar as atenções no gimnodesportivo.”
Mesmo assim, o pavilhão gimnodesportivo está dependente de fundos comunitários, já que a Câmara não tem hipóteses de o construir a expensas próprias e os magros recursos já têm para onde ir:
Se viermos a ter condições financeiras do município e que abra um programa, avançamos com ele. Mas temos de ser realistas, todos os programas obrigam à comparticipação municipal. E aí temos outros programas, como o centro escolar, a regeneração urbana, de três milhões de euros e vamos entrar com a repavimentação de estradas. Temos de optar”, sublinha.
O presidente da Câmara de Carrazeda, José Luís Correia, na Assembleia Municipal de quarta-feira, onde assumiu que o concelho precisa urgentemente de um pavilhão gimnodesportivo, já que o da Escola Secundária já não oferece condições para receber provas oficiais.
CIR/Brigantia

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Público

Crianças comemoraram 500 anos do foral de Carrazeda de Ansiães

Alunos do segundo ciclo do ensino básico de Carrazeda de Ansiães encenaram, ontem, a cerimónia de entrega do foral por D. Manuel I a Ansiães, há 500 anos.

As comemorações coincidiram com o Dia da Criança e o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, assinalou que a participação de cerca de 400 crianças no evento, realizado no Castelo de Ansiães, teve um efeito pedagógico:

“Coincidiram os 500 anos com o dia da criança e nada melhor do que atribuir-lhes a responsabilidade da encenação.” E esta é uma forma de que “se sintam motivados para visitar o castelo mais vezes.”

Os alunos que participaram na encenação da entrega do Foral ficaram satisfeitos com a prestação, mas não não tanto com o incómodo das roupas quentes em dia de calor. Caso do Diogo, Artur, Jorge e Mafalda:

É um bocadinho quente. Não pesa mas é quente e os sapatos apertados”, conta o Diogo. Já Artur, que leu a carta de foral, confessa que estava “um bocadinho nervoso”. Jorge também se queixou do calor e das “cinco camisolas”. Mafalda, que fez de rainha, tinha “cinco saias”, o que tornou a roupa “muito quente”.

Nos próximos dias 18 e 19 de Junho regressam as actividades ao Castelo de Ansiães, com a realização da iniciativa da Câmara “Ansiães na Idade Média”. Contempla um assalto ao castelo e um torneio medieval.

Haverá mais eventos na zona histórica da vila de Carrazeda.

Ora, como se disse, ontem foi o dia da criança, comemorado um pouco por todo o distrito.

Mas, no concelho de Bragança, e ao contrário do habitual, a câmara municipal não organizou o encontro, que reunia todas as crianças do concelho num dia desportivo no estádio municipal.

A contenção orçamental terá estado na origem desta medida.

As escolas da cidade tiveram apenas direito a alguns insufláveis para permitir alguma brincadeira às crianças.

CIR/Brigantia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Gestão de bacias hidrográficas discutida em Mirandela

Contribuir para a consciencialização pública para a gestão sustentável da água na bacia hidrográfica do rio Douro.
É o principal objectivo do simpósio internacional sobre gestão de bacias hidrográficas e respostas à escassez de água e secas em futuros climáticos incertos que decorre, em Mirandela.
Este simpósio reúne investigadores, gestores e técnicos que vão reflectir sobre as suas experiências e apontar soluções para uma gestão integrada dos recursos hídricos para enfrentar um problema que deixou de ser "típico" dos países do Sul e ganhou escala europeia.
Essencialmente é alertar para os problemas associados à seca e escassez de água tentando mostrar que é uma realidade que pode acontecer e quais são as forma como isso se deve gerir” explica a directora executiva da Sociedade Portuguesa de Simulação Ambiental e Avaliação de Riscos, que promove este simpósio apoiado pela UNESCO no quadro do Programa HELP.
Cláudia Sil espera que deste simpósio possa sair um documento de referência para responder de forma eficaz à escassez de água e à seca.
Gostaríamos que saísse um documento que traduzisse a realidade regional pois estes fenómenos e o estudo sobre estas situações tem um carácter vincadamente local” afirma.
Já o presidente da câmara de Mirandela, anfitrião deste simpósio, gostaria de ver esclarecido, neste evento, se as barragens são mesmo a única alternativa para a gestão da água.
José Silvano está convencido que essa discussão poderia ser um contributo importante para que a barragem de Foz-Tua não seja construída.
Para Mirandela tem algum sentido saber se as barragens eram a única maneira de regularizar o abastecimento de água” afirma, acrescentando que “foi aqui dito que afinal as barragens são o que menos importa para esta gestão da água”.
“Isto leva-nos a questionar se a barragem de Foz Tua em vez de ser um regulador do caudal do rio não contribuirá para alterar as condições climáticas
” refere o autarca. Por isso “era importante discutir esta questão porque podia ser uma ajuda para manter este tio vivo”.
O simpósio internacional sobre a gestão da bacia hidrográfica do rio Douro e de respostas à escassez de água e alterações climáticas termina hoje com a presença da Ministra do Ambiente na sessão de encerramento.
CIR/Brigantia

terça-feira, 25 de maio de 2010

Congresso da JCP

Henrique Monteiro

Passeio de Idosos/2010

Dia 16 de Maio será, certamente, um dia memorável para todos os idosos do concelho de Carrazeda de Ansiães que participaram no Passeio de Idosos organizado pelo Município.

Desta vez estava-lhes reservado uma visita a um local de elite: o sétimo percurso de turismo sustentado da Europa. Dito por outras palavras: o vale do Douro.

Foi, sem dúvida, segundo os participantes, uma aposta bem feita pois, deste modo, tiveram a oportunidade de se deliciarem com a visão de tão belas paisagens que, normalmente apenas são usufruídas por turistas. Ou, como afirmou o Presidente da Câmara, José Luís Correia, foi uma boa maneira de verem o local com outros olhos que não o de quem apenas estava habituado a ver o vale do Douro como local de trabalho.

O percurso foi feito entre o cais de Foz-Tua e os limites do concelho – Cadima – ao longo do qual, cada socalco, cada fraguedo era observado por olhos já cansados de uma vida talvez árdua de trabalho mas que neste passeio saíram recompensados por tudo: pelo convívio, pelo colorido, pelas fragrâncias da vegetação primaveril, onde, até o tempo esteve a preceito.

domingo, 23 de maio de 2010

Público

Sete mortes com tractores nos últimos 17 meses

Nos últimos 17 meses, morreram, no distrito de Bragança, sete pessoas vítimas de acidentes com tractores agrícolas. Porém, há um número desconhecido de feridos graves que acabam por falecer nas unidades hospitalares, segundo dados avançados, ao JN, por fonte do Governo Civil de Bragança. (...) JN

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Pega

Empresas do distrito não arranjam trabalhadores na região

Há empresas do distrito de Bragança que não conseguem arranjar trabalhadores e são obrigadas a ir recrutá-los ao litoral.
A denúncia é feita pelo Governador Civil do distrito, que aponta mesmo um exemplo.
O que constatámos, concretamente na barragem do Baixo Sabor, é que só dez por cento dos 780 trabalhadores são dos concelhos num raio de 50 quilómetros. Os restantes vêm de Paredes, Felgueiras, Marco de Canaveses”, diz.
Jorge Gomes mostra-se mesmo surpreendido com esta situação e aponta algumas falhas aos Centros de Emprego da região.
O que nos surpreende é que, se eventualmente não temos o tipo de mão-de-obra que é solicitado para uma obra daquelas, é porque não temos grandes problemas de desemprego. Porque há muita mão-de-obra qualificada para aquele tipo de trabalhos”, diz. Por isso, diz que “deve haver alguma falta de ligação entre as entidades que têm responsabilidade na procura de emprego e eventualmente alguma responsabilidade de alguém que esteja no desemprego e que viva melhor do que se estivesse empregada”. Jorge Gomes acredita que “
é estranho que alguém se desloque 150 quilómetros para vir trabalhar e os nossos trabalhadores não estejam lá.”
Em declarações à Brigantia, o Governador Civil de Bragança diz não compreender onde estão os trabalhadores da construção civil da região, que antes da crise imobiliária em Espanha, cruzavam todas as semanas a fronteira.
Alguns licenciados são daqui. Agora outro tipo de mão obra, que é preciso empregar, não. Todos nos lembramos de ver passar as carrinhas em Quintanilha para Espanha, que transportavam trabalhadores, muitos do nosso distrito. Que é feito desses trabalhadores?”, pergunta. “Acredito que os directores dos centro de emprego estejam preocupados e que irão tentar inquirir e ajustar a oferta à procura.”
Jorge Gomes aponta, por isso, algumas medidas que deviam ser tomadas para combater esta situação.
A única estratégia que vamos ter de utilizar é empenharmo-nos todos os que temos responsabilidades nos serviços desconcentrados do Estado para fazer um levantamento sério e uma mobilização das pessoas e sensibilizar os construtores para mobilizar primeiro as pessoas do distrito e só depois irem contratar fora.”
A falta de mão-de-obra local por parte de algumas empresas no distrito a merecer críticas do Governador Civil de Bragança.
Brigantia

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Câmara de Carrazeda deixa cair parque de campismo e central de camionagem

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães decidiu abandonar o projecto de uma parceria público-privada que previa a construção e manutenção de um parque de campismo, uma central de camionagem e um hotel, bem como a remodelação do mercado municipal.
A proposta tinha sido aprovada na sessão da Assembleia Municipal de Novembro de 2008, mas foi revogada na sessão do passado mês de Abril.
O autarca de Carrazeda, José Luís Correia, justifica que o Município não tem dinheiro para cumprir a sua parte da parceria:
A câmara municipal não podia suportar os encargos dessa parceria e propus que se pronunciasse sobre ela. Na Assembleia Municipal foi deliberado que não se avançasse com a parceria.” José Luís Correia acrescenta que há outras prioridades para o concelho:
Temos de ser realistas. Quando não há condições não podemos exigir. E não temos condições financeiras para executar essas obras porque temos outras prioritárias e financiadas, que nos vão ocupar nos próximos anos”, disse. “Uma delas é a regeneração urbana, de três milhões de euros, cujo contrato foi assinado há dias. E o centro escolar, para além de outras obras”, concluiu.
Essas obras referem-se à beneficiação de algumas estradas municipais, cuja primeira fase está para breve.
CIR/Brigantia

Daqui e dali... Carlos Fiúza

Deuses – Passado ou Presente?

A gente hoje lê aquelas fábulas dos deuses da antiguidade e sorri das imaginosas criaturas do Olimpo, e ainda mais da infantilidade de tanta historieta.
Mas eu estive a meditar que, afinal, os deuses de outrora continuam presentes em muitos aspectos da nossa fala de hoje.
Começo por indagar:
Quem haverá aí que ainda hoje acredite nos deuses do paganismo grego e romano?
Ninguém! – é a expressão exclamante.
Mas não é verdade.
Muita gente acredita, sem dar por isso, na mitologia, naquelas histórias fabulosas de deuses a granel que a imaginação de Gregos e Romanos criou, e até se dá continuidade a crendices e cerimónias da antiguidade pagã.
Principiemos por ver que, na vida sentimental e espiritual, os antigos nos legaram muita coisa.

Quantas e quantas vezes não nos iludimos com fantasias ou utopias, a que chamamos quimeras? Que é uma quimera, senão uma ideia monstruosamente fantástica, um sonho absurdo pelas proporções do exagero? Como e onde nasceu a quimera?
Nasceu na Lícia, na imaginação dos Antigos, que a um monte vulcânico atribuíam a morada de um monstro com a cabeça de leão, corpo de cabra, cauda de dragão. Fogo, labaredas lhe vomitavam a boca.
Khimaira lhe chamavam Gregos, chimaera lhe chamavam Latinos, quimera dizemos nós, Portugueses.
E desse monstro da montanha de fogo veio o nome para o monstro das ideias absurdas que todos nós abrigamos, por vezes, no cérebro sonhador.

Há aí muita gente que acredita em agouros.
“Esta mosca traz mau agouro”;
“Lançou-lhe um mau agouro”.

Aí temos a fábula romana em acção ainda em nossos dias, porque o agouro vem de augurium, a adivinhação pela observação do voo das aves, pelo canto delas, pela forma de comer, etc.

Aquele sujeito tem mau génio”, “O menino precisa de ser refreado no seu geniozinho”, etc., etc.
Tudo isso vem da crença dos antigos numa divindade natural, geradora de todo o ser.
Havia um fartote de génios, desde o génio tutelar ao deus da natureza inteira. Cada pessoa tinha dois génios, um bom e outro mau, aquele inspirador do bem, e este do mal.
As inclinações do espírito eram reguladas pelos génios.
Hoje temos génios do futebol, da política, da música … e até da literatura!
Há génios para tudo, para todos os gostos!
A Terra abunda de seres geniais! ...

Quantas e quantas pessoas não acreditam que, depois de mortas, vão incarnar uma animal qualquer, um burro (salvo seja o burro), uma pulga (morta seja a pulga), etc.
Ora, na crença mitológica dos antigos chamavam-se animales as divindades que provinham de almas, de animae.
Quando hoje se diz de um indivíduo tonto ou mau ou estúpido – “mas que grande animal”, na essência está-se a acreditar que houve transmigração de almas.
Quando chamamos de “burros” uns aos outros, quando nos apelidamos de “mosquinhas mortas”, de “ursos”, “macacões”, etc., etc. afinal aí está a figurada andança das almas de uns animais para os outros.

Com o correr dos tempos, algumas figuras mitológicas obliteraram a sua primitiva feição.
Por exemplo, todos nós hoje chamamos demónio ao diabo ou aos espíritos malignos que andam pelo mundo para perdição das almas.
Mas daemonion, grego daimónion, era um ente divino, mais benéfico do que maléfico.
Hoje quando dizemos “o demónio de homem”, “demónios te levem”, etc. o demónio já está ao serviço do diabo.
Foi pena que o demónio se fizesse mau, porque daimónion ou daemonion era sábio e bom rapaz, na mitologia greco-latina.

Numerosas palavras que a civilização utiliza vieram de práticas religiosas do paganismo.
“Aquela batalha foi uma hecatombe!”
Empregando hoje esta palavra hecatombe, estamos a trazer à vida o sacrifício de cem vítimas, em especial de cem bois, como se fazia na antiguidade, em honra de deuses (de hecaton, cem + bous, boi).
Costumes e crenças, cerimónias, mitos – tudo isso revive a cada passo!

Quando hoje há desbragadas pândegas chama-se-lhes, por exemplo, orgias.
Ora, às festas de Baco se chamava órgia em grego, orgia em latim, de uma palavra grega, orgé, isto é, furor.

Hoje uma situação por muita gente desejada e até provocada é a situação de fama.
O político quer ter fama, o jogador de futebol deseja tornar-se afamado, o escritor faz os impossíveis para ser famoso … e até as novelas de cordel das TVs dão os seus “15 minutos de fama” a qualquer um! ...
A fama é o renome, é a reputação, é a glória!
Também essa palavra nos veio da antiguidade mitológica.
A Fama era mulher divina, mensageira de Júpiter.
Ruidosa, pois o seu nome vinha do grego phéme, que significa ruído, a sujeita era monstruosa, e tinha olhos, orelhas, boca e línguas em tão grande quantidade quanto de penas lhe cobriam o corpo.
Nunca estava calada a Fama. Falava pelos cotovelos e como tinha asas, subia aos montes e aí era dar à língua, espalhando novidades, que até parecia irmã de muito(a)s alcoviteiro(a)s que nós bem conhecemos.
Tal era a Fama! …

A imaginação dos antigos era assaz poética.
E essa poesia mitológica palpita em palavras poéticas de todas as línguas.
Por exemplo, na nossa bela palavra Aurora.
A bela Aurora, filha de Titã e da Terra, e que presidia ao dealbar, morava em palácio dourado. Esta senhora D. Aurora, que os raios do sol nascente doiravam, era uma roubadora de maridos incorrigível.
Apesar do seu mau porte, todos nós gostamos do nome dela, e até temos a aurora, o nome da aurora, a fazer poesia ao dia que desponta.

O dizermos hoje que se sente volúpia ou prazer, está a acreditar-se, sem querer, na antiga deusa dos prazeres, a chamada precisamente Volupia, que se desdobrava nas outras infames sujeitas que presidiam às dissoluções. Volupia tirava o nome de Volup, isto é, agradável.

Se hoje os homens de ciência falam nas forças telúricas, nos abalos telúricos, também já os antigos personificavam a Terra, à qual chamavam Tellus, a deusa mulher do Céu.

A ocasião ou occasio, à latina, era a deusa que presidia ao tempo ou momento mais favorável para se ser bem sucedido em qualquer acção ou empreendimento.
Quando hoje se diz que a “ocasião faz o ladrão”, podemos descobrir no dito a deusa romana do momento propício, do momento favorável.

Quem há aí que jamais tenha dito a palavra discórdia?
Deu-se uma grande discórdia entre aqueles dois amigos”.
Pois a discórdia, o pomo da discórdia é outro exemplo da sobrevivência mitológica nas expressões modernas e hodiernas.
Quem era tal sujeita chamada Discórdia, no Olimpo?
Era, poderei dizê-lo figuradamente, a deusa que dividia os corações amigos, tornando-os zaragateiros.
A Discórdia era a deusa da zaragata, dos conflitos, das batalhas, das mortandades e, por consequência, a deusa causadora da fome e da miséria que as dissensões provocam.
Neste nome latino de Discordia entra o prefixo dis, que exprime separação, divisão e negação e entra também o termo cors (cordis), isto é, o coração. De maneira que Discordia significava o desacordo, a divisão dos corações.
A figura da senhora Discórdia é das coisas piorzinhas que pode haver. A cabeça cheia de serpentes enroladas, os olhos espantadiços, a boca a esbravejar de espuma odienta, e as mãos sangrentas, uma com um punhal e uma cobra, e a outra mão com uma tocha acesa.
Era a Discórdia filha de Júpiter.
E sabem porque moveu tanta desavença? Por um motivo bem fútil: não foi convidada para um casamento e ofendeu-se toda.
Peléu e Tétis tiveram as suas bodas.
A Discórdia, fula por não ser convidada, resolveu meter uma tremenda intrigalhada entre as outras deusas: colocou na mesa um pomo de ouro, e nele inscreveu isto: “À mais formosa”.
Como é subtil a esperteza feminina!
Logo Vénus e Juno e Palas, três mulheres desejosas de serem consideradas a “mais formosa” do pomo de ouro, armaram uma zaragata formidável.
Um tal de Páris, armado em juiz daquele desordeiro “concurso de beleza feminino”, deu o primeiro prémio a Vénus. Resultado: as deusas engalfinharam-se, os deuses também e houve lá para o Olimpo desgraças pela medida grande.
E assim o pomo da discórdia, por ser dedicado “à mais formosa” meteu em zaragata estas três lindas mulheres: Juno, Palas e Vénus, intrigadas pela Discórdia!
Ao saber do acontecido, Júpiter, Chefe dos Deuses, pôs a Discórdia no meio da rua …

E ela (a Discórdia) aí anda, de terra em terra, de nação em nação … de irmão em irmão!

Carlos Fiúza

IRSsauro

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mais uma feira em Carrazeda

A partir de Junho volta a haver três feiras por mês em Carrazeda de Ansiães.
A proposta foi aprovada em reunião de Câmara e ratificada em Assembleia Municipal.
O presidente do Município justifica que os comerciantes da vila concordam que volte a haver três feiras por mês e não apenas duas, como aconteceu nos últimos anos.
“Nós tivemos essa iniciativa tendo em conta um inquérito que a Associação Comercial realizou junto dos comerciantes” refere José Luís Correia acrescentando que “em 80 inquiridos, 61 foram a favor de que voltássemos às três feiras mensais”.
A partir de Junho volta a haver três feiras por mês em Carrazeda de Ansiães, nos dias 10, 20 e 30.
Se calhar ao sábado antecipa-se para sexta e se coincidir com o domingo passa para segunda-feira.
CIR/Brigantia
Foto: Rui Lopes in Ansiães Aventura