segunda-feira, 21 de julho de 2008

Esculturas em granito em Carrazeda

Vários escultores reconhecidos internacionalmente estão a deixar a sua assinatura no Parque Internacional de Escultura em Granito ao Ar Livre, em Carrazeda de Ansiães. O senhor que se segue é o holandês Mark Brusse.
Este escultor já concluiu e colocou a sua obra na praça D. Lopo Vaz de Sampaio. Um trabalho dividido por quatro momentos rotulados de "As nossas mesas", sendo que em cada uma delas predominam quatro cabeças humanas. A inauguração oficial está marcada para 24 de Agosto.
O projecto do parque escultórico é da Câmara Municipal e está a ser coordenado pelo artista português Alberto Carneiro. Ele próprio assinou a primeira obra: "Os sete livros da arte e da vida", no jardim da biblioteca, e escolheu quem o acompanharia.
O espaço verde da Telheira acolhe já a "Pedra bulideira", de Carlos Barreira. Na praça do Centro Cívico, ergue-se um pilar de granito com dez metros de altura chamado "Em louvor dos limites", rubricado pelo irlandês Michael Warren. E em Abril passado foi cortada a fita do arco do italiano Mauro Staccioli, que apelidou de "Carrazeda de Ansiães/2007".
O autarca de Carrazeda Eugénio de Castro tinha previsto instalar uma obra por ano, até um total de dez - a última deveria ser inaugurada, previsivelmente, lá para 2014 - mas "o processo foi acelerado e deve ficar concluído dentro de um ano".
Nas últimas semanas, passaram por este concelho duriense do distrito de Bragança mais alguns escultores para escolher os locais onde vão instalar as suas obras. É o caso do espanhol Fernando Casás (jardim da Telheira ou parque radical), o português Ângelo de Sousa (jardim do mercado) e o japonês Satoru Sato (largo do Toural).
Fica a faltar a visita dos restantes dois, que, em breve, deverão escolher os locais para deixar a sua marca. Segundo o autarca, um deles poderá ser o português Pedro Cabrita Reis.
Ainda este ano, a Câmara deverá realizar um colóquio para explicar o processo de criação do Parque Internacional de Escultura em Granito ao Ar Livre, em Carrazeda de Ansiães. Eugénio de Castro acredita que poderá tornar-se uma atracção turística e, até, um ponto de "referência internacional" em matéria de arte pública. Eduardo Pinto/JN

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Os Campeonatos Nacional e Europeu de Jet Ski são em Mirandela!

O Município de Mirandela promove mais uma vez os Campeonatos Nacional e Europeu de Jet Ski, no Rio Tua.

Os Campeonatos decorrem de 19 a 20 o Nacional e o Europeu de 25 a 27 de Julho de 2008, onde os melhores pilotos nacionais e europeus mostram o que valem.

Cinema de Verão em Mogadouro

Três filmes para três fins-de-semana, esta é a proposta cinematográfica inserida num ciclo de cinema português que começa já este fim-de-semana, prologando-se até ao fim de semana de 8 de Agosto. Os êxitos “ Call Girl, O Crime do Padre Amaro e o Filme da Treta, são para já as três propostas que serão exibidas no anfiteatro ao ar livres do jardim da Casa das Artes e Ofícios de Mogadouro.
A entrada é livre e os filmes serão dirigidos para maiores de 16 anos estando a sua exibição marcada para as 23 horas de cada sexta-feira. Em declarações à RBA Morais Machado, presidente do município de Mogadouro, garante que esta é uma oferta que os mogadourenses fazem a si mesmo, ao tempo dá-se utilização ao um novo equipamento polivalente com boas condições para este género de actividade localizado em pleno centro urbano da vila. RBA

Muito mau!

Mesmo mau! Mais uma Primavera, mais um Verão e a estrada que faz a ligação de Carrazeda de Ansiães à piscina e parque de lazer continua sem passeios que protejam os peões e ciclistas!

Ver também: Muito mau! (Em 9 de Maio de 2007)

Ecopista avança até Carviçais

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo já lançou o concurso para a construção do troço da Ecopista do Sabor entre o Carvalhal e Carviçais.
O projecto, que representa um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, já foi aprovado pelo Instituto do Turismo, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e será financiado em 50 por cento.
Depois de concluída a primeira fase entre Moncorvo e o Carvalhal, a primeira ecopista do distrito de Bragança vai ganhar mais 12 quilómetros, que podem ser utilizados para fazer caminhadas ou para andar de bicicleta. Jornal Nordeste
DN

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Terra Flor - Feira de Produtos e Sabores

Clique na imagem para ampliar
17 a 20 de Julho - Vila Flor

Linha do Tua só fecha por causa da barragem

A Linha do Tua só vai encerrar por causa da construção de uma barragem. Palavra da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Afastado está, para já, o fecho por questões de rentabilidade ou falta de segurança.
A garantia da secretária de Estado foi dada ontem, na Assembleia da República, aos representantes dos diversos grupos parlamentares, durante uma audição em sede de Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

A sessão foi uma iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "
Os Verdes", que pretenderam questionar a governante sobre o futuro daquela via-férrea.
"
A única razão porque se virá a encerrar, total ou parcialmente, a linha do Tua, é, única e exclusivamente, por causa da construção da barragem", precisou Ana Paula Vitorino, sublinhando que "se a barragem não for construída, esta linha não será desactivada".
A reduzida circulação de passageiros (115 por dia, nas contas apresentadas pela secretária de Estado dos Transportes) não será, portanto, motivo para fechar a via, até porque, segundo diz Ana Paula Vitorino, "
a linha do Douro e outros ramais também têm baixa procura".
Ana Paula Vitorino realçou que o aproveitamento hidroeléctrico previsto para a foz do rio Tua "
é uma barragem de desenvolvimento económico e social para Trás-os-Montes".
E, se assume que após a sua construção o emprego que vai gerar é escasso, a governante atirou que "
a linha do Tua também não cria postos de trabalho". Olha, por isso, para o empreendimento como um "indutor de actividade económica", essa sim, capaz de criar emprego.
Caso a barragem avance vai ser necessário gerar alternativas de mobilidade. Porém, devido à orografia da zona, é "
praticamente inviável" construir no mesmo corredor uma outra linha ferroviária. Sendo assim, "será necessário pensar num bom sistema de transportes públicos".
A secretária de Estado referiu-se ainda à reactivação do troço Pocinho-Barca de Alva, na Linha do Douro. Notou que o Governo está "
disponível para fazer o investimento na infra-estrutura, desde que apareçam outras entidades que se comprometam a explorá-la".
E anunciou que a reactivação da continuação da linha no lado espanhol "
nem consta dos planos do Ministério do Fomento, nem está em curso". Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

José Silvano acredita que CP e REFER não querem encerramento da linha do Tua

O presidente do Metro de Mirandela, José Silvano, acredita que a CP e a REFER estão a esforçar-se para que a linha ferroviária do Tua não encerre.A convicção de José Silvano assenta nos constantes investimentos que aquelas duas empresas continuam a efectuar para a consolidação e manutenção da linha. O também autarca de Mirandela acredita que a discussão pública sobre o estudo de impacte ambiental da construção da barragem de Foz-Tua, que se inicia no próximo mês, possa trazer argumentos válidos para "travar" a construção daquele empreendimento hidroeléctrico. Convicção de José Silvano, manifestada no final da cerimónia de assinatura de um acordo entre o Metro de Mirandela e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, como resultado de negociações que começaram em 2007.
José Manuel Rodrigues, dirigente daquele sindicato afecto à CGTP, considera que este acordo pode contribuir para a manutenção da linha do Tua e consequentemente viabilizar a empresa Metro de Mirandela.
A empresa Metro de Mirandela foi constituída há 13 anos quando tinha a seu cargo a exploração da linha entre Mirandela e Carvalhais, e apenas dois trabalhadores com contratos a prazo.
Desde 2001, ano em que a CP decidiu retirar as carruagens que circulavam na linha do Tua, até Mirandela, foi estabelecido um protocolo de prestação de serviço com a CP para permitir o transporte ferroviário na linha do Tua com as composições do Metro.
Actualmente, a empresa já tem oito trabalhadores (sete operadores e um administrativo), pelo que já foi possível estabelecer este acordo de empresa que mais não é que a regulamentação das condições de trabalho.

CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães
DN

Comunicado de "Os Verdes"

HOJE, NA INICIATIVA DE "OS VERDES" NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, FUGIU A BOCA PARA A VERDADE À SECRETÁRIA DE ESTADO DOS TRANSPORTES

"…não é por questões de segurança… "

"…nem por baixa procura…"

"…a única razão pela qual se pode vir a encerrar totalmente ou parcialmente a Linha do Tua é exclusivamente a barragem…"

Estas foram palavras proferidas pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, na Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações da Assembleia da República à qual se deslocou hoje, para responder, em representação do Ministério das Obras Públicas, sobre os acidentes e sobre o futuro da Linha do Tua, numa iniciativa promovida pelo Grupo Parlamentar "Os Verdes".
Esta iniciativa foi solicitada por "Os Verdes" no passado mês de Junho aquando do terceiro acidente ocorrido nesta linha num período de um ano e meio.
Hoje, "Os Verdes" viram confirmado, pela boca de Ana Paula Vitorino, aquilo que sempre souberam: a barragem é a verdadeira e única ameaça à Linha do Tua e todos os outros argumentos até agora utilizados (falta de segurança, baixa procura…) por membros do Governo, no qual se inclui a Secretária de Estado, o próprio Ministro das Obras Públicas e ainda o Governador Civil de Bragança, que publicamente evocaram várias vezes estas razões para justificar o possível encerramento da Linha, não são mais do que uma tentativa de atirar areia para os olhos dos mais incautos ou dos que não conhecem a Linha do Tua e a realidade transmontana.
Ficou também claro, nas respostas dadas pela Secretária de Estado ao Deputado de "Os Verdes", Francisco Madeira Lopes, que, qualquer que seja a quota da barragem, parte da Linha ficará sempre submersa no seu troço mais valioso do ponto de vista paisagístico e de engenharia. A Linha do Tua ficará assim definitivamente desligada da Linha do Douro, isto é, da rede ferroviária nacional, não restando dúvidas que o troço não submerso deixará de ter qualquer viabilidade. Também a mobilidade da população transmontana fica assim reduzida e esta região ainda mais isolada.
Nesta reunião, o Deputado de "Os Verdes" desafiou a Secretária de Estado a apresentar argumentos concretos para sustentar o desenvolvimento que esta considera que a barragem representa para a região e para o país. Pelo seu lado, o Deputado ecologista defendeu, mais uma vez, a importância da manutenção da Linha do Tua, justificando-a com o serviço que esta presta às populações locais, com o seu valor patrimonial e cultural e com o seu potencial para um desenvolvimento sustentável desta região, se bem articulada com a Linha do Douro e com a reabilitação desta até Barca D'Alva.
A Secretária de Estado comprometeu-se hoje a entregar aos Deputados os relatórios da REFER, do Instituto Nacional de Transporte Ferroviário e do LNEC, quando confrontada pelo Deputado de "Os Verdes" com o secretismo que tem rodeado o apuramento das causas dos três acidentes ocorridos nesta Linha no último ano e meio e que em 120 anos praticamente não tem registo de acidentes graves.
O Partido Ecologista "Os Verdes"
O Gabinete de Imprensa de "Os Verdes"

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Olímpia Candeias deixa Assembleia da República com regresso de Duarte Lima

Duarte Lima está de regresso ao seu lugar de deputado pelo distrito de Bragança na Assembleia da República.
Há cerca de cinco meses que o parlamentar eleito nas listas do PSD estava ausente do hemiciclo, período em que foi substituído pela antiga vereadora da cultura da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Olímpia Candeias.
Ao deixar o cargo, Olímpia Candeias, entende que “
há necessidade de reorganizar toda a forma de funcionar do Parlamento”.Alega que é preciso muito tempo para preparar os debates, um trabalho que é feito nos bastidores e não se vê” e que a obrigou a “nunca sair da Assembleia antes das 20 horas”.Apesar de tudo, Olímpia Candeias confessa que gostaria de voltar ao Parlamento, se tivesse essa oportunidade, pois “foi uma experiência enriquecedora”.
Depois de cinco meses a assumir funções de deputada pelo distrito de Bragança, Olímpia Candeias regressa novamente à Escola Básica 2/3 e Secundária de Carrazeda de Ansiães, onde é professora
. Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Prometida mais luta pela linha do Tua

Os próximos dois meses vão ser decisivos para o futuro da linha do Tua, numa altura em que vai ser colocado em discussão pública o estudo de impacte ambiental da barragem de Foz Tua. O autarca de Mirandela promete uma luta acesa para o mês de Agosto e acredita que é possível apresentar argumentos suficientemente fortes que evitem o desaparecimento da via ferroviária do Tua. Foi mesmo sob o fantasma do encerramento da linha do Tua que a direcção do Metropolitano Ligeiro de Mirandela e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário/ CGTP- IN assinaram o “acordo de empresa”, o qual vem regulamentar toda a situação laboral dos funcionários do Metro de Mirandela.
José Silvano, presidente do Metropolitano Ligeiro de Mirandela, explica que só agora se deu este passo, por só recentemente existirem funcionários em número suficiente para estabelecer este tipo de acórdos. José Manuel Oliveira, do sindicato, diz que a negociação, que demorou cerca de ano e meio, ficou marcada por avanços e recuos, mas também pelos percalços na linha do Tua e diz acreditar que este acordo é um sinal de empenhamento na manutenção da via ferroviária. José Silvano acredita que nos dois meses em que o estudo de impacte ambiental da futura barragem de Foz Tua vai estar disponível para discussão pública, vão apresentar argumentos válidos que travem a construção da barragem, como já aconteceu com outras situações semelhantes no país. O presidente do Metro de Mirandela fala também na existência de um lobby para manter a linha ferroviária da parte da CP e REFER, pois não se compreende como é que estão a ser investidas centenas de milhares de euros num equipamento que pode ser desactivado. A partir de Agosto e até ao final de Outubro vai ser tomada a decisão final, após a discussão do estudo de impacte ambiental, onde os defensores da linha do Tua esperam conseguir evitar o encerramento da via ferroviária. RBA

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Daqui e dali... João Lopes de Matos

A luta política tem que decorrer com mais elevação. Podemos argumentar cada um à sua maneira e mantermos respeito recíproco. Aqui nos blogues a mesma coisa. Podemos até fazer algumas picardias e manter o respeito e a amizade. Temos até que ter algum cuidado com o modo como dizemos as coisas.
Alguma brincadeira é salutar, alguma ironia também e mesmo algum azedume.
Mas temos que fazer um esforço para não ultrapassarmos os limites da decência.
Se certas regras não são respeitadas, então é melhor acabar com os blogues, o que é uma pena pois há tantos assuntos que podem ser tratados por este meio.

João Lopes de Matos

Rota de miradouros ainda sem manutenção garantida

Onze miradouros e cinco caminhos durienses receberam um investimento de 770 mil euros, criando uma rota que tornará mais fácil conhecer alguns dos locais mais emblemáticos do Douro Património Mundial.
A iniciativa, anunciada em Dezembro de 2006 pela Associação de Municípios do Vale do Douro Norte (AMVDN), está na fase de colocação de sinalética no terreno.
Só que, mesmo antes de estar concluído, o projecto parece estar condicionado porque ainda nenhuma entidade assumiu a gestão pela sua manutenção e limpeza nem pela promoção da animação que dinamize os espaços.(...)

Até ao momento a única informação existente sobre os caminhos e miradouros durienses está disponível num blog na Internet criado por um dos técnicos envolvidos no projecto (http://miradourosdurienses.blogspot.com/).

Vereador socialista de Carrazeda diz que novo empréstimo piora situação económica da Câmara

O vereador socialista da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Augusto Faustino, entende que o empréstimo de mais de 600 mil euros que a autarquia pediu à banca, a semana passada, vai piorar ainda mais a sua situação financeira do Município.
O recurso ao crédito foi incontornável, sendo que era necessário evitar nova devolução de fundos comunitários por incumprimentos da execução financeira de algumas obras comparticipadas pela Europa. Mas também para estabilizar a tesouraria da edilidade. Augusto Faustino votou "contra" esta solução em reunião de câmara, continuando a defender que se "deve poupar, e muito, no que é assessório, para fazer face aos graves problemas de tesouraria que tem". E isto porque a Câmara de Carrazeda está, segundo Augusto Faustino, numa "situação caótica" e espera que o empréstimo agora contratado seja "devolvido até ao final deste ano" de forma a evitar que o Tribunal de Contas dê "um puxão de orelhas" à autarquia. Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Grupo de Cantares de Carrazeda vai actuar à Suíça

O Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães, vai participar na Europeade 2008, que decorre de 23 a 27 de Julho, em Martigny, na Suíça.
A Europeade é uma manifestação de âmbito cultural que tem como objectivo “fomentar e apoiar em liberdade e paz a união de todos os povos da Europa”.
Martigny vai assim acolher cerca de 200 grupos de danças e cantares de toda a Europa, num total de 5.000 participantes.
Integrado num vasto programa de actividades, o Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães vai actuar nos dias 25 e 26. No entanto, também tem prevista uma actuaçao no Centro Português de Martigny, no dia 26, pelas 21 horas, para a comunidade emigrante portuguesa que ali reside.
Mais informações em www.europeade.eu
Rádio Ansiães/Eduardo Pinto

Daqui e dali... Xavier

Câmara Municipal de Carrazeda está de Tanga!


«A autarquia de Carrazeda de Ansiães pediu mais um empréstimo de 500.000,00 €.»

Mais uma medida ruinosa que vai levar muitos anos e muitos sacrifícios para que as gerações vindouras regularizem as dívidas deste executivo esbanjador liderado por Eugénio Castro.
O "demissionário" Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda, Eugénio Castro, está empenhado em levar a Câmara Municipal a uma situação financeira ruinosa.
Carrazeda de Ansiães tem sido referida a nível nacional por uma das mais endividadas, portadora de uma situação económica catastrófica.
O Presidente da Câmara Municipal convocou uma reunião em Pombal de Ansiães para mais uma vez falar daquilo que sabe que não vai cumprir: as Termas de S. Lourenço.

Mas, os menos distraídos viram que o S. Lourenço foi apenas o pretexto para exigir que os presentes aceitassem mais um empréstimo ruinoso para Carrazeda de Ansiães.

Mas as despesas continuam:
- o Festival de Música Medieval que aproveita a meia dúzia; alguém sabe quanto se gasta neste Festival? Qual a média de assistentes que não façam parte da organização?
- os motoristas continuam a correr a Lisboa para Eugénio Castro assinar documentos;
- as sucessivas viagens do Presidente, vereadores e assessores ao estrangeiro continuam a ser pagas por quem?
- que proveitos concretos tem Carrazeda de Ansiães dessas viagens ao estrangeiro? Nenhum!
- como pensa Eugénio Castro pagar os empréstimos em que atolou Carrazeda?
- quanto é que se deve concretamente?
- quanto se gastou no novo cemitério?
- quanto se gastou no (des)arranjo da vila?
- quanto falta gastar?
- quanto falta gastar no Centro Cívico?
- quanto se vai gastar na Feira da Maçã?
- quanto custam mensalmente os novos carros da Câmara?
- QUANTO?

A situação é muito grave!
Os vereadores da oposição "de passarinhos" socialista continuam encantados a mirar-se ao espelho.
A Câmara Municipal de Carrazeda está de tanga!
Responsável: Presidente da Câmara Eugénio Castro.

Xavier

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Câmara obrigada a ir à Banca

A Câmara de Carrazeda de Ansiães recorreu ao crédito para evitar nova devolução de fundos comunitários. Este ano já tinha devolvido mais de dois milhões de euros relativos a obras que não executou financeiramente.

A Caixa Geral de Depósitos emprestou, esta semana, à autarquia de Carrazeda 500 mil euros. Destinam-se a concluir a liquidação de diversas obras em curso ou já concluídas, de modo a conseguir a sua execução financeira dentro do prazo.

Este cumprimento era obrigatório para os projectos comparticipados pela Europa no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio. "Pisar o risco" significava a devolução do apoio, com os inerentes contratempos.

O empréstimo agora contraído, e que terá de ser pago num ano, foi a única solução encontrada pelo executivo liderado por Eugénio de Castro (PSD), depois de não ver aprovada a candidatura ao programa do governo "Pagar a Tempo e Horas". Este programa permite a contratação de empréstimos em condições especiais por parte de organismos públicos, no sentido de reduzirem as dívidas a fornecedores. Só que, a candidatura de Carrazeda foi chumbada.

Neste cenário, o recurso ao crédito bancário funciona como um escape para evitar devolver as comparticipações comunitárias nos custos de obras como as piscinas aquecidas, o parque radical, a entrada sul da vila e uma estrada municipal.

O problema com que Eugénio de Castro fica para o último ano como presidente da Câmara de Carrazeda é pagar o empréstimo contraído esta semana. "É um problema de fundo, mas já temos algumas soluções para o conseguir", adianta, revelando que "o importante era concluir e pagar as obras em curso e que dependem do III Quadro Comunitário".

Este ano, a edilidade carrazedense já tinha sido obrigada a repor mais de dois milhões de euros de financiamento comunitário relativo à construção do centro cívico e do Museu Rural do Vilarinho da Castanheira e à recuperação das Termas de São Lourenço.

O processo do centro cívico está em tribunal devido a desentendimentos com o empreiteiro. Parte do edifício para instalar o museu ruiu antes de estar concluído por deficiências na obra. As termas marcam passo, pois foi necessário alterar o plano de pormenor por causa da previsão de uma barragem junto à foz do rio Tua. Eduardo Pinto, JN

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…
Culpados…

Ao iniciar este texto, o objectivo é provar que constitui uma ignorância tentar empurrar a culpa de todos os problemas sociais, económicos, etc. no Rei que ao longo destas duas décadas nos tem governado. Teremos também de reflectir naqueles que nele acreditaram, rodearam, continuam a rodear e mais do que nunca continuam a acreditar.

Afinal de contas, não adianta de nada culpar o Rei por todos os males que nos afligem. Esta é uma atitude muito cómoda para o povo, o qual é, na realidade, o verdadeiro culpado, a partir do momento que deixa de se interessar pela política e possibilita ao Rei agir de acordo com as suas vontades particulares, deixando para trás todo um Concelho ao abandono, chegando mesmo ao ponto de desprezá-lo.

Se a política é um assunto desagradável, chegou o momento de encontrarmos os culpados.

Façamos uma retrospectiva: o povo é culpado pelos problemas, já que a maioria das pessoas não se interessa em participar nas decisões políticas.
Poderá existir uma minoria de homens que pretende reverter este quadro. Mas como? Através de revoluções? Não. Revolução alguma irá resolver o problema. Os males só cessarão quando a vontade geral assim o quiser.
E o que devemos fazer? Sentar-nos e esperar que uma luz divina clareie a visão de todos e faça com que se tornem activos e participativos os cidadãos? Não.

Não temos que esperar. Temos que acatar a vontade geral, mas isso não impede que divulguemos a nossa vontade em acreditar em novos projectos, e tentemos nós mesmos alertar o povo para um novo rumo. Mais do que nunca torna-se urgente alertar o povo para os males que o Rei e os seus compadres, disfarçados de anjos puros, quando na realidade não passam de simples e feias marionetas que um malfeitor ao longo destas duas décadas tem usado para as suas vinganças e continua a usar pela calada, com métodos que apenas são usados em terras sem uma verdadeira democracia. Não. Não. Não. Este Concelho não merecia tanta maldade e ódio.

Precisamos de dar alguns passos e quando o primeiro passo estiver completo (alertar e divulgar), passaremos ao passo dois: encontrar um presidente digno de confiança.

O que precisamos agora é encontrar alguém que cumpra o seu dever, que respeite as cláusulas do contrato social, de que tudo deve convergir para o bem comum e não para o bem particular do político. E enquanto não acharmos um presidente que respeite o contrato/prometido, trataremos de expulsar um a um do seu posto, como faríamos com um inquilino que não paga a renda. Se ele não paga a renda porque não pode, então talvez possamos ajudá-lo, fazendo algum tipo de caridade. Mas se ele não paga porque não quer fazê-lo, então teremos de expulsá-lo. O mesmo deve ser aplicado ao político que age perfidamente e não respeita o contrato social. Então o povo, consciente, deve agir, e a vontade geral deverá determinar a expulsão do presidente do seu cargo.

Iremos em busca de outro inquilino. Iremos em busca de outro político, quantas vezes for preciso, até encontrarmos algum que realmente cumpra o contrato/prometido. De uma vez por todas está na hora de expulsar o homem, “os homens” que se regem por vingança e inveja.

Sejamos objectivos e procuremos encontrar alguém para cumprir o contrato tal como deve ser.

Júlio César

Miranda do Douro com escavações arqueológicas

Pôr as memórias arqueológicas da cidade de Miranda do Douro a descoberto é o objectivo de uma prospecção arqueológica que começou a ser efectuada numa altura em que a cidade comemora o seu 463º aniversário. O início das escavações deu-se na área circundante à Sé Catedral, antes de ali começarem a ser efectuadas obras de repavimentação do espaço exterior do templo datado do século XVI. RBA

Vindouro cria emprego na região

“Vindouro – Rota Internacional do Vinho” é esta a designação oficial de um projecto inovador que vai ser desenvolvido em Trás-os-Montes e Alto Douro, com incidência nesta primeira fase nos concelhos de Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo, em parceria com cerca de uma centena de municípios das zonas espanholas de Zamora e Salamanca. RBA

quarta-feira, 9 de julho de 2008

VII Festival de Música Medieval

Carrazeda de Ansiães - 12 a 18 de Julho de 2008

Constituindo uma iniciativa ímpar no panorama dos festivais de música em Portugal, Carrazeda de Ansiães acolhe o VII Festival de Música Medieval, nos dias 12, 13, 18, 19 e 20 de Julho de 2008. A aposta nesta sétima edição é a de apresentar um conjunto de intérpretes portugueses que se tem vindo a distinguir na interpretação especializada, vocal e instrumental, do repertório musical da Idade Média: Ensemble Hispânia, Vozes Alfonsinas, Mediae Vox Ensemble e La Batalla.
O festival, que conta com a direcção artística de Pedro Caldeira Cabral, terá ainda a presença de uma oficina sob o tema "A Arte dos Instrumentos Musicais na Idade Média", apresentada pelo próprio.
Associação Gaita de Foles

NOTA: Ao contrário do que é indicado no link que contém o programa do Festival, no próximo Sábado (19 de Julho) o concerto realiza-se na igreja de Fontelonga e não na igreja de Amêdo.

Já não há helicópteros. “Uma vergonha”, reage Beraldino Pinto

"Uma Vergonha”. É assim que Beraldino Pinto, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros reage ao anunciado hoje na antena 1, na entrevista que Abílio Gomes, presidente do INEM, deu àquela emissora pública de rádio, onde anunciou que, afinal, não vão ser adquiridos os três helicópteros que iriam operar no Alentejo e em Trás-os-Montes.
Em Trás-os-Montes o distrito de Bragança é o mais afectado, já que eram dois os heliportos que estavam previstos, sendo um em Miranda do Douro e outro em Macedo de Cavaleiros.
Abílio Gomes disse na entrevista de hoje à Antena 1 que o INEM “está a finalizar um estudo que deverá confirmar não ser essencial a aquisição dos helis, até porque são caros demais”. Beraldino Pinto, edil de Macedo e Manuel Rodrigo, edil de Miranda, reagiram indignados e incrédulos perante a quebra de uma promessa que foi assumida com o actual governo em protocolo político.Beraldino Pinto, em declarações à mesma estação de rádio não foi de meias palavras. “Considero que é uma vergonha, já não basta este atraso, agora pôr tudo em causa passa dos limites e é inqualificável esta atitude”.

Beraldino Pinto diz que está em causa a palavra e a honradez de pessoas e instituições e se o protocolo é para quebrar, “então vamos exigir que o hospital de Macedo seja novamente o hospital que era, um hospital distrital com todas as valências. Não podem ser organismos de um nível inferior a pôr em causa as decisões políticas que foram tomadas, firmadas, homologadas e assinadas”.
Já o presidente de Miranda do Douro manifesta "estranheza e desilusão" e lamenta que o Governo anunciasse a compra dos aparelhos sem ter efectuado estudos prévios. “É lógico que as ambulâncias e os helicópteros são caros, mas é lamentável que um governo que assina uma coisa não faça primeiro estudos -que agora estão a ser feitos – antes de afirmar aquilo que vai fazer", disse o autarca em declarações à Antena 1. Notícias do Nordeste

Adão Silva critica presidente do INEM e governo

“Lamentáveis” e “descabidas” é como o deputado na Assembleia da República, Adão Silva, eleito pelo distrito de Bragança, apelida as palavras do presidente do INEM sobre o facto de o helicóptero de emergência médica previsto para Macedo de Cavaleiros ser considerado agora desnecessário.

O parlamentar também não poupa o governo socialista, dizendo que o executivo não teve palavra de honra ao extinguir serviços de saúde na região transmontana e ao não oferecer as alternativas prometidas. RBA

Executivo municipal ouve problemas dos munícipes

Os munícipes do concelho de Freixo de Espada à Cinta terão até ao próximo domingo a oportunidade de colocar questões e dar conta das suas necessidades directamente ao Executivo municipal. Há três anos que a acção é levada a cabo, tendo como base uma semana dedicada aos munícipes.
O Executivo faz-se acompanhar de técnicos, promovendo um périplo pelo concelho sob o lema
“Mais perto de todos, mais perto das soluções.” RBA

Louçã critica barragem do Tua

O Bloco de Esquerda vai contestar a construção da barragem do Tua no próximo debate do estado da Nação, no Parlamento. Para preparar argumentos, o dirigente Francisco Louçã viajou terça-feira de metro, entre Foz-Tua (Carrazeda) e Mirandela. O deputado concede que é necessário fazer algumas barragens no país, mas "por razões de sensatez" refuta o empreendimento hidroeléctrico do Tua. Primeiro "porque faz desaparecer a linha ferroviária do Tua". Considera-a uma "obra de arte", com 120 anos de existência, e com "elevada potencialidade turística". Depois, "porque afecta terrenos agrícolas". Louçã realça que esta barragem representa "apenas 0,5 por cento do potencial hidroeléctrico do país" e está convencido que Portugal teria muito mais a ganhar "apostando na eficiência energética". Exemplificando: "Um euro investido para evitar perdas de energia ou para substituir as formas de iluminação corresponde a oito euros de poupança". Contas feitas, assume que "uma boa política energética tem essas prioridades e não passa por atropelar o património cultural e paisagístico", disse.
Francisco Louçã reconhece que a linha do Tua até pode nem ser rentável do ponto de vista comercial, no entanto, classifica-a como uma mais-valia turística que deve ser aproveitada para desenvolver a região. "A rentabilidade também se vê pelas pessoas que visitam, que comem, que ficam e que querem conhecer", frisa.
O dirigente do Bloco de Esquerda considera ainda uma boa ideia a extensão da linha do Tua desde Mirandela até Puebla de Sanábria, em Espanha, passando por Macedo de Cavaleiros e Bragança. No entanto, para que tal aconteça, "é preciso que a linha não seja encerrada no último troço". Eduardo Pinto/JN

terça-feira, 8 de julho de 2008

Bombeiros encontram nova forma de protesto

“Bombeiros pedem socorro – contra o aumento dos combustíveis.” Esta é uma das frases que se pode ler em autocolantes, nas viaturas dos bombeiros do distrito de Bragança. Esta forma de protesto foi uma ideia da Liga dos Bombeiros Portugueses, que desde há muito contesta as medidas do governo, e nesta iniciativa, contou com o apoio da Federação Distrital dos Bombeiros de Bragança juntamente com outras federações e associações do país. RBA

Postos de vigia de fogos fechados entre as 24 e as 8 horas

Os postos de vigia aos fogos florestais estão encerrados durante a noite. A rede de torres de vigia não dispõe de vigilantes entre as 24 e as 8 horas, o que impede a detecção atempada de incêndios naquele período. A falta de verbas pode estar na origem do corte naquele serviço por parte do Ministério da Administração Interna (MAI).
A rede de torres de vigia é da responsabilidade da GNR, mas a estratégia é do MAI.
O problema não é exclusivo do distrito de Bragança, uma vez que o horário é o mesmo a nível nacional, mas são várias as entidades que gostariam de ver os postos em funcionamento durante toda a noite.
O Informativo

segunda-feira, 7 de julho de 2008

SEDES acusa José Sócrates de governar para as eleições

É mais um documento muito duro para o Governo. A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) – que em Fevereiro tinha alertado para um “mal-estar difuso” que se “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional” – vem agora a público, a propósito da discussão do Estado da Nação (quinta-feira, no Parlamento), acusar o executivo de José Sócrates de estar a governar pensando nas eleições de 2009 em vez de na administração do país. Público

O que se disse... Da Justiça à Portuguesa...

«O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Fernando Jorge, considera que o novo mapa judiciário não passa de uma “operação de cosmética” que não vai resolver os problemas da justiça portuguesa.»
Público, 18.03.2008

«O Ministério Público (MP) não tem procuradores suficientes para a concretização, no terreno, do novo mapa judiciário. (…) António Cluny, manifestamente contra esta nova proposta, considera que o Governo deveria preocupar-se “com a falta de meios” e não tanto com uma proposta de que ainda nem se percebeu o recheio.»
Diário de Notícias, 20.03.2008

«O Bastonário das Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, considerou hoje “muito preocupantes” alguns aspectos do novo mapa judiciário, como o encerramento de tribunais, por potenciar, no limite, um sentimento de “justiça pelas próprias mãos”.»
Público, 13.03.2008

«Da parte da Associação Nacional de Municípios, a reacção ao novo mapa não é das mais favoráveis: “este mapa apela à desertificação do País”, reagiu o presidente Fernando Ruas.»
Diário de Notícias, 20.03.2008

«O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SSMMP), a propósito do fim das comarcas, considerou que “em matéria de justiça não se podem mandar os cidadãos para Espanha”.
Segundo António Cluny, há circunscrições judiciárias que, pela sua dimensão, poderão “não ser rentáveis de um ponto de vista estritamente económico e financeiro”, mas a existência de tais comarcas e tribunais também pode ser um “factor decisivo” para que os cidadãos dessas áreas vejam os seus “direitos concretizados”
Agência Lusa, 28.06.2008

«O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, admitiu hoje que a deslocação de magistrados e pessoas, com a nova reorganização territorial dos tribunais, pode “complicar o acesso à justiça”.»
Expresso, 18.03.2008

«O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público afirmou hoje que o mapa judiciário se assemelha a “um esqueleto sem carne” e criticou a falta de dotação de meios adequados para o funcionamento do sistema de justiça”.»
Expresso, 18.03.2008

«O presidente do Tribunal da Relação de Évora frisou que “a justiça não se regionaliza” e que a proliferação de Relações “potencia o risco de conflitos de jurisprudência entre acórdãos, proferidos no domínio da mesma legislação e sobre a mesma questão de direito”.»
Boletim do Conselho Distrital de Évora

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Reforma da Justiça

A Justiça (o sistema judicial) é um dos elementos fundamentais duma sociedade moderna.
Ela não garante a justiça num sentido filosófico ou divino do termo mas apenas (e não é pouco) a resolução de determinados conflitos, que, pelo simples facto de ficarem resolvidos, permite ultrapassá-los e passar a olhar a vida apenas no presente e no futuro próximo.
Ocupa-se a justiça essencialmente de duas matérias: - a cível e a penal.
Há também a justiça administrativa, a fiscal, etc., mas estas não constituem o seu núcleo central.
Os conflitos civis são aqueles que dizem respeito à vida privada dos cidadãos (aos seus contratos, às suas propriedades, ao casamento e à família e às sucessões).
Os conflitos penais têm a ver com a defesa da vida, da integridade física e moral, com a segurança, com aquelas questões que não dizem respeito apenas à vida privada dos cidadãos.
Num caso e noutro, é necessário, para ser útil, que a justiça seja célere porque, se não o for, há perda de tempo, de dinheiro e um enorme acumular de aborrecimentos. A justiça deixa de ser um factor de estabilidade para passar a ser um forte causador de instabilidade.
Nos processos cíveis e nos processos penais, é essencial, parece-me, que a fase preliminar (articulados, em matéria cível, e instrução, em matéria penal) não demore muito e que todas as decisões sejam deixadas para a fase de julgamento, em que informalmente e oralmente e com grande liberdade de movimentos, se resolvam de forma expedita todas as questões.
A preparação do julgamento deve ser rápida, não devem nela ser permitidas medidas dilatórias.
A fase de julgamento, sendo informal, oral e com liberdade de meios de discussão, permitirá resolver rapidamente os problemas.
Os juízes, na decisão, devem ser sintéticos, expeditos, não devendo ser permitidos recursos em pormenores de somenos importância.
Para que os juízes possam decidir rápido, é necessário que venham a conhecer bem a matéria de facto(apurada em julgamento) e conheçam o direito a aplicar(a exigir especialização, para que não tenham que passar horas e horas, dias ou meses, a estudar o direito, que cada um só terá, no estado actual, que aplicar poucas vezes na vida).
As decisões, para serem rápidas, têm que tornar-se corriqueiras, os juízes não devem ter a mania da erudição e devem preocupar-se, sobretudo, com a eficiência.
Há, portanto, necessidade de especialização dos juízes e, para isso, é necessário que trabalhem em equipa, em que cada grupo trate da sua matéria própria.
Nos julgamentos, os juízes deslocar-se-ão às casas de justiça (ou comarcas, se preferirmos esta designação), existentes nas sedes de concelho (ou até nalgumas freguesias) para que não tenham que ser os cidadãos a deslocarem-se ao local de trabalho normal dos magistrados.
Do meu ponto de vista, a reforma em curso parece-me que vai no bom sentido.

João Lopes de Matos

O que se disse...

«As crises fazem pelas sociedades aquilo que nem as melhores teorias económicas (ou de gestão) conseguem fazer: obrigam à mudança.»
Camilo Lourenço - Jornal de Negócios

Alfândega Inaugura Centro de Formação Desportiva

Foi inaugurado no passado dia 29 de Junho o Centro de Formação Desportiva de Alfândega da Fé. A infra-estrutura desportiva que irá contribuir para desenvolvimento da prática desportiva no concelho, sendo a única no distrito com condições para funcionar à noite e adequada à prática de duas modalidades desportivas distintas.
O Centro de Formação desportiva vem responder a uma das necessidades sentidas há muito no concelho e região e constitui uma das grandes apostas do Município no campo desportivo. O equipamento vai permitir a prática do hóquei em campo, onde Alfândega da Fé já possui uma importante tradição, tendo 2 clubes representados nos campeonatos nacionais e atletas que integram a selecção nacional de sub16. O complexo vem contribuir o incremento deste desporto no distrito. Uma forma de proporcionar aos clubes e atletas condições para a o desenvolvimento da modalidade, possibilitando a realização de competições nesta vila do nordeste transmontano.
Para além do Hóquei, será possível praticar e disputar jogos de futebol no novo campo. O piso sintético instalado no campo foi especialmente concebido para esta finalidade e está homologado pelas federações de Hóquei e Futebol. Trata-se de um sintético inovador que permite que no mesmo campo se possam disputar jogos de futebol e hóquei.
Este complexo nasceu no local do antigo campo de futebol, que apresentava já condições deficientes para a prática desportiva. Ao campo de relvado sintético está acoplada uma pista de Tartan para a prática de modalidades de atletismo.
O investimento custou cerca de 2 milhões de Euros e foi financiado pela medida 3.10 do QCA Desporto. Para marcar a entrada em funcionamento deste complexo realizaram dois jogos, um de hóquei e o outro de Futebol. A selecção nacional de hóquei em campo estreou o relvado, seguiram-se os campeões Europeus de 1987. As antigas glórias do Futebol Clube do Porto defrontaram a equipa de Veteranos local. Notícias do Nordeste

domingo, 6 de julho de 2008

DN

Douro: Espaços desactivados das estações do Pinhão e Tua ganham nova vida

Em contraste com as estações abandonadas da Linha do Douro, o Pinhão e o Tua ganharam uma nova vida e mais movimento com a abertura de espaços comerciais onde os turistas podem adquirir os produtos regionais como o vinho, azeite ou compotas. (...)
Na estação do Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães, numa parceria entre a REFER e os produtores locais foi aberto um espaço, onde os passageiros do comboio histórico podem adquirir os produtos regionais.
Das oito estações e apeadeiros existentes entre as estações do Peso da Régua e do Tua, apenas três permanecem abertas, designadamente as destas duas localidades mais a do Pinhão, um dos mais emblemáticos edifícios ferroviários portugueses e também um dos maiores ex-libris da região duriense. (...)
Na estação do Tua foi aberto um espaço de venda de produtos regionais, para ajudar entreter os passageiros do Comboio histórico do Douro, que a CP disponibiliza todos os sábados, até Outubro. A padaria Foz Tua aproveita para vender o pão centeio, a bola de azeitonas, os bolinhos económicos ou os bolos de coco.
A responsável pela padaria, Paula Monteiro, diz que o "negócio já esteve muito melhor" mas acrescenta que esta é sempre uma forma de "promover os produtos e receber os turistas com mais conforto".
Marco Sequeira tem à venda o vinho, azeite, compotas e frutos secos que a sua família produz na pequena localidade do Tua.
Pilar Fernandes chegou ao Tua no comboio histórico e aproveitou para comprar "pão e bolinhos".
Esta turista da Guarda veio acompanhada por familiares, como Zélia Fernandes, que comprou uma compota de figo para mostrar ao marido, que vende produtos portugueses nos Estados Unidos da América, onde residem há mais de 30 anos. Lusa

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cavaco Silva pede "olhar muito particular" para interior desertificado

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que Portugal "não pode ser apenas um país de litoral" e pediu um "olhar muito particular" para os concelhos do interior, acrescentando que não se resignará com a “desertificação”. O chefe de Estado falou, ainda, dos investimentos avultados em obras públicas anunciados pelo Governo – por contraposição aos pequenos investimentos que estas zonas precisavam. Público

Voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt aprovado com oposição do PCP

O PCP ficou hoje isolado durante um debate parlamentar sobre a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que estava refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), escusando-se a condenar essa organização e contestando que seja terrorista. Público

O que se disse... Maria Filomena Mónica

«À volta da elite burocrática sediada no Ministério da Educação, existe hoje um enxame de “especialistas” que determina o que é, ou não, “correcto”. Os exames que elaboram poderiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola, nos quais os alunos fariam ao acaso umas cruzinhas, sendo estas posteriormente contadas por uma máquina. O actual secretário de Estado da Educação e os seus anões não pertencem à tradição humanística que fez a glória da cultura ocidental, mas a uma corrente pedagógica que vê o aluno como um robot e o professor como uma máquina registadora. O Português não é a sua pátria.»
Maria Filomena Mónica, Público
Antero

Promessas fiscais de José Sócrates para as famílias terão efeitos marginais

As promessas do primeiro-ministro de aumentar as deduções fiscais relativas a despesas com habitação e de reduzir as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverão ter um resultado nulo ou pouco significativo nos bolsos dos contribuintes.
Na entrevista à RTP, José Sócrates fez declarações vagas sobre as medidas e ontem o seu gabinete insistia que os detalhes só seriam apresentados no próximo dia 10, durante o debate do Estado da Nação. Sócrates insistiu ainda que quer que estas medidas se façam sentir em 2008, algo que só é possível se a legislação for alterada de forma a entrar em vigor ainda este ano, e acentuou que pretende beneficiar os "escalões mais baixos" e "as famílias mais carenciadas".
As estatísticas de IRS de 2006 e a própria lei permitem verificar, no entanto, que o aumento não terá resultados significativos, uma vez que, em média, as famílias com rendimentos mais baixos já não pagam IRS.
A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas a medida pode não ter grandes efeitos. Primeiro, porque a lei já isenta de IMI as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.
A lei permite ainda outra isenção. As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por três anos. Como por lógica os contribuintes de rendimentos mais baixos compram casas de valor mais reduzido, a grande maioria goza de isenção, logo, enquanto a mantiverem, não sentirão a redução de taxas
. Público

Portugal no fim de lista europeia sobre cuidados de saúde em cardiologia

O presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia reconheceu hoje que o acesso e a reabilitação são os "pontos fracos" desta área em Portugal, os quais contribuíram para uma das últimas posições no Índice Europeu do Consumidor sobre o Coração.Portugal foi classificado no 22.º lugar do Novo Índice Europeu do Consumidor sobre o Coração, lançado hoje em Bruxelas, e que lista 29 países. Público

Salários de Portugal são os que mais caem em países da OCDE

As remunerações dos trabalhadores portugueses caíram 2,6 por cento em 2006. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), este é o valor de maior queda entre os países que a compõem, sendo que a média de salários anuais de Portugal, de cerca de 11,6 mil euros, está abaixo da metade da dos restantes países da OCDE e da Zona Euro.
De acordo com a «Bloomberg», entre os salários mais altos estão os da Suíça (com cerca de 38 mil euros por ano) e o Luxemburgo (com pouco mais de 37 mil). Atrás de Portugal estão a Hungria, a República Checa, a Polónia e a Eslováquia, que termina a lista com um salário médio de 5,5 mil euros.
Agência Financeira

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Terra Flor uma feira de produtos da terra - Vila Flor

Uma feira que tem muito de feira e pouco de festa. É assim que Artur Pimentel, autarca de Vila Flor, descreve a Terra Flor – Feira da Produtos e Sabores, que vai decorrer de 17 a 20 de Julho. Um certame onde os produtos da região, como o azeite, são o principal destaque e que nesta edição vai contar com cerca de 200 expositores.

A organização está a contar com entre 15 a 20 mil visitantes, muitos deles atraídos pelas imagens que passam na televisão numa telenovela de um canal privado. Artur Pimentel diz que a presença de Vila Flor na novela foi uma boa aposta que já se vai reflectindo na ocupação das pousadas e estalagens da região. A sexta edição da Terra Flor vai ter algumas novidades, por exemplo, o espaço do artesanato mudou-se para o pavilhão dos produtos da terra. Vão também decorrer seminários sobre desenvolvimento regional e melhoramento da produção olivícola. RBA

Campos de golfe previstos para o concelho de Alijó

O concelho de Alijó poderá vir a ter, dentro de alguns anos, um resort de luxo com dois campos de golfe.
O projecto pertence ao Grupo Atlântica e à Real Companhia Velha, que, em parceira, já apresentaram o projecto do Vila Sol Douro- Port Wine Spirit and Golf Resort.
O projecto poderá criar 150 postos de trabalho directos e cerca de 500 indirectos e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Alijó. Para o presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, o investimento privado é cada vez "mais essencial" ao desenvolvimento da região.
O resort de Luxo Vila Sol Douro vai abranger uma área de 300 hectares e está, neste momento, em fase de planeamento e projecto. Vai incluir duas unidades hoteleiras, dois campos de golfe, uma unidade de vinoterapia, vinhas, adegas e caves.

CIR/Eduardo Pinto/Rádio Ansiães

DN

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Daqui e dali... Maria

Vamos banir o “Você”

O povo, com a sua peculiar e ancestral sabedoria, costuma dizer: “você está na estrebaria”, e lá tem a sua razão.

Se analisarmos a etimologia do vocábulo “você”, verificamos provir este de, vosmecê <>

“É a forma pronominal da 2.ª pessoa do singular, hoje muito usada entre pessoas de condição inferior ou que têm certa familiaridade”.

Daí que o emprego do termo “você” nos pareça pouco nobilitante, quer para quem o profere, quer para quem é objecto do mesmo, principalmente no contexto em que normalmente é usado (quando não há a tal familiaridade).

As pessoas utilizam-no a propósito de tudo e de nada sem se aperceberem, queremos crer, do seu verdadeiro significado e de que ao fazê-lo colocam, desde logo, a outra pessoa numa posição de subalternidade e de inferioridade. Este vocábulo também é proferido, com mais ou menos frequência, nos serviços públicos. Contudo, é na área da saúde onde mais choca ouvi-lo.

Não raras vezes, alguns dos seus profissionais dirigem-se ao doente dizendo: “Você isto você aquilo....” , ignorando ou fazendo por ignorar o seu verdadeiro nome e desconhecendo, o que nos parece mais grave, o preceituado na legislação aplicável, nas regras deontológicas e de boa educação.

É consabido (as normas deontológicas e de boa educação assim o exigem), que todos os doentes ou qualquer outro cidadão devem ser sempre tratados com a maior delicadeza e cortesia (por senhor (a) seguido do seu nome), seja qual for a sua condição social, e não por “tu” ou por “você” como tantas vezes o são, mesmo os de provecta idade, por alguns daqueles profissionais. O doente, uma vez entrado no Serviço Nacional de Saúde, não perde a sua dignidade e, muito menos, a sua identidade.

Esse tratamento, além de não ser minimamente elegante, é também pouco humano, pois pode deixar antever uma atitude de sobranceria e menos respeito por quem, como o doente, se encontra depauperado física e psiquicamente a necessitar, para além de cuidados de saúde, de muito carinho, de muita consideração e de muita atenção.

Humanizar os serviços de saúde passa também e, essencialmente, por sanarem-se actuações incorrectas como aquela que acabamos de evidenciar.

Urge, por isso, que aqueles profissionais corrijam esse seu “modus agendi”, tão pouco curial. E não lhes será difícil fazê-lo. Bastará, para tanto, que se coloquem na posição do doente ou na de um seu familiar nas mesmas condições.

É pois, julgamos nós, chegada a hora de passar-se da teoria aos actos, implementando-se formas de actuar com os doentes, em particular, e demais cidadãos, em geral, mais respeitosas, mais elegantes, mais delicadas, mais correctas.

Pois humanizar é também educar, e educar é um acto cívico. Mas o civismo não é inato, tem de ser ensinado. Compete, por isso, aos pedagogos e a quem de direito fazê-lo.

Maria

O que se disse...

«Está-se a fazer tudo sem dinheiro. O país está totalmente hipotecado. Só porque Bruxelas dá dinheiro nós não temos que investir sem critério. Parece quando vamos aos saldos e compramos uma série de porcarias que não servem para nada só porque são baratas».
Manuela Ferreira Leite, TVI
Expresso

terça-feira, 1 de julho de 2008

Incêndios em Carrazeda de Ansiães circunscrito

O incêndio que lavrava desde as 16h20 em Parambos, concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, já foi circunscrito, de acordo com o site da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Público

Bombeiros combatem chamas em Carrazeda de Ansiães

Um incêndio que lavra desde 16h20 em Parambos, concelho de Carrazeda de Ansiães, Distrito de Bragança, continuava por circunscrever às 19h30, segundo informação da página de Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
De acordo com a Lusa, as chamas, que ardem em duas frentes numa zona com mato, pinheiros e sobreiros, estão a ser combatidas por 45 bombeiros apoiados por 12 viaturas e um helicóptero, dados os acessos difíceis. Portugal Diário

Daqui e dali... João Lopes de Matos

CONVERSA ENTRE PAI E FILHO

Pai: Meu filho, sinto-me velho e ainda gostava de ter alguma da glória passada. E não só a glória mas gostava mesmo de fazer regressar o meu tempo e as gentes desse tempo.

Filho: Não sei se isso será possível. Mas olhe que faço tudo por seguir o seu exemplo em vários domínios. Veja como gosto dos zíngaros, como gostaria de fazer renascer os velhos dramas representados em escolas primárias.

Pai: Eu sei. Mas vê tu como o nosso presidente (com minúscula, claro) desfeia a nossa querida terra. Olha só os mamarrachos que semeou por tudo quanto é sítio: - pedras a fazer de livros junto à antiga cadeia (se, por acaso, ainda houvesse lá presos), - carantonhas no parque central (já foi uma heresia ter tirado de lá a feira), - aquele pico ao alto, junto ao centro cívico (que mais parece um enorme falo), - a ponte incompleta em frente às Finanças (ainda se passasse lá algum rio).

Filho: Também exagera um pouco, meu pai. Embora eu não vá muito com os atrevimentos artísticos dos autores, reconheço que eles têm algum merecimento.

Pai: Não digas isso, filho, que me envergonhas. Tu fazes muito melhor. Mas, agora, aquele diabo deu-lhe para se virar contra mim e ti. A mim nunca me enganou.

Filho: Estamos em democracia. Ele ganhou as eleições.

Pai: Eleições - eu também organizei muitas e ganhei-as todas. Só não sei como ele aprendeu tão depressa. Eu acho que aprendeu connosco e com os do reviralho. Antes do 25/4, connosco. Depois, com os vermelhos.

Filho: Bom. Na verdade, mesmo o António Ferro aprendeu muito numa visita que fez a Moscovo.

Pai: Mas esse era de confiança. Agora este aliou-se com os comunas, que passaram a ser apelidados de comunas laranjas. Mas no fundo sempre foram vermelhos por dentro como as melancias. Disfarçam.

Filho: As pessoas mudam. Olhe aquele indivíduo calvo (tão simpático, tão discreto, tão íntegro) está todo modificado.

Pai: Não me fales mal desse homem. Eu bem sei que nunca foi de confiança mas, quando veste aquele sobretudo, calça aquelas botas e põe aquele chapéu parece mesmo o meu, único e verdadeiro presidente do conselho de ministros. Tu percebes?

Filho: Sim, entendo. Mas alegre-se, meu pai. Se não conseguir que tudo volte ao que o senhor pretende, lhe garanto que quando o senhor morrer, daqui a dez anos, irá morrer, mas irá morrer com o concelho, como Camões morreu mas morreu com a Pátria.

Pai: Meu filho, se tu me conseguires isso, morrerei feliz. Fico à espera que cumpras o prometido.

João Lopes de Matos

O que se disse...

«O Nordeste Transmontano tem estado muito longe das atenções de Lisboa»

Beraldino Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros

José Sócrates desvaloriza ambientalistas

Já se protesta há demasiado tempo e pais precisa é de produzir e energia e gerar empregos. Foi assim que o primeiro-ministro respondeu ao protesto dos ambientalistas quanto à construção da Barragem do Sabor. Cerca de duas dezenas de elementos da Plataforma Sabor Livre juntaram-se no Picote para contestar a assinatura que José Sócrates deixou esta segunda-feira no contrato de adjudicação do aproveitamento hidro-eléctrico daquela albufeira. RBA