sexta-feira, 16 de maio de 2008

Governo vai apoiar competitividade em zonas despovoadas

O Governo vai apoiar projectos conjuntos que criem riqueza e emprego nas zonas mais despovoadas do país.

O Provere, Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, foi apresentado pela primeira vez ontem, em Vila Nova de Foz Côa, pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras. Hoje, a cerimónia será repetida em Castelo de Vide.
O governante justificou a necessidade do programa com o “ciclo vicioso de desenvolvimento” que se verifica nos concelhos de menor densidade populacional. Tendo pouca gente, o retorno para as empresas privadas é pequeno, o que leva a que o investimento seja reduzido. Por sua vez cria-se pouco emprego e tal leva a que as pessoas saiam para o litoral, nomeadamente os activos mais qualificados.
Este quadro não pode ser irreversível”, apontou Rui Baleiras, salientando que “o que é preciso é apostar nos activos endógenos”, como paisagens protegidas, património histórico e arqueológico, que existem, nomeadamente, no interior do país, e que podem ser valorizados por quem vive noutra zonas do país e no estrangeiro “estando dispostos a pagar por serviços ali produzidos”.
Importa também combater o “egoísmo e as iniciativas individuais em detrimento das colectivas, bem como o défice de cooperação”, que segundo Rui Baleiras se verifica não só ao nível dos agentes privados como dos públicos. “As próprias Câmaras tem de entender que podem beneficiar mais as suas populações se as suas acções forem concertadas com as dos vizinhos”, nota.
Daí que o Provere procure “ajudar a romper este ciclo vicioso” e pretenda ser um instrumento de “estímulo à cooperação entre actores privados e públicos”. O objectivo é alcançar “uma estratégia de desenvolvimento colectivo”, em que possam aparecer vários projectos “âncora” e que dinamizem a região, promovendo o aparecimento de negócios e a criação de emprego.
O Governo promete conceder “condições de financiamento preferenciais” a parcerias que apresentem iniciativas que se enquadrem no Provere. A comparticipação pode chegar mesmo aos 50% do investimento. Desde ontem, o Governo está disponível para receber ideias. A partir de Agosto será aberto um concurso para a selecção dos projectos que receberão o selo Provere. Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

os Mandrágora e

a Crise da Linguagem


O meu gosto por deus sabe a gasolina.

Armando Silva Carvalho, em O amante japonês

No dia 9 de Maio, fui ao auditório da FEUP saber do projecto Mandrágora, num de quatro concertos integrados pela Câmara Municipal do Porto em seu próprio ‹‹Bairro a Bairro››. Embora isso se não re_

vestisse de interesse maior, mesmo se gratuito, tal primeiro concerto não alcançou tocar esse público-alvo de um em cada cinco habitantes da Cidade… Sá alguns melómanos do jazz ao heavy, passando (mas sempre ficando mais) pela folk. Esperemos que no dia 16 e 17 de Maio, respectivamente, nos auditórios da Pasteleira e de Campanhã, a tentativa de chegar a esse grupo mais desfavorecido seja, como na poesia da geração de 1970 (J. M. Magalhães, N. Júdice, F. Jorge. Franco A.), cujo principal objectivo era a ‹‹comunicabilidade››. A sua legibilidade, todavia,

foi seguindo incumprida senão de uma minoria. Como escreveu Pedro Mexia, digo, Rosa Maria Martelo: dada a Crise da Linguagem. Efectiva_

mente, é essa mesma Crise de uma Linguagem de recolha pura, tradicional, em nome dessa outra das Músicas do Mundo (que do festival de Sines chegaram à Bretanha e à Suécia, sendo estas influências nos Mandrágora dignas de estudo, assim como o jazz e a música clássica), fusão essa que produziu uma ‘Escarpa’, nome do 2º álbum do grupo portuense, algo difícil para o vulgo, que prefere subir nas escadas rolantes… Ou levar até ao Auditório, a bem dentro, o carro — _ amante japonês de Armando Silva Carvalho — autor revelado em livro nos anos de 1960, com A Lírica Consumível. Obra maior, contudo, para uma Escuta Musical de uma obra (quase tão-só) instrumental, a ‘Escarpa’ é

de um acto de amor entre culturas — ditas alta e baixa, incluindo nesta uma revisitação do popular beirão ‘O que calma vai caindo’.

Em palco, são os multi-instrumentistas: Filipa Santos — saxofone, gaita-de-foles e flauta; Pedro Viana — guitarra clássica; João Serrador — baixo; Sérgio Calisto — guitarra 12 cordas, violoncelo, nyquelarpa, moraharpa e bouzouki; Ricardo de Noronha — bateria e percussões…. Ricardo de Noronha, um baterista com uma visão plástica, lembrando a José João Cochofel (U Nu), mutatis mutandis. Depois,

esse pôr-do-sol que é a estética de Filipa Santos, com uma voz maravilhosa de uma alma inspirada, a descobrir no dueto com Francisco Silva (Old Jerusalem, que já incluí em algumas Offfffficinas de LEtras), o qual surge em colaboração, na excepção à regra instrumental. Também se movimenta bem o baixista João Ferrador, por contraste com a pose classicamente discreta de Sérgio Calisto. Mas fica-lhes bem. O elo mais fraco — posso dizer extra-musicalmente? —, é corporizado pelo ombro retorcido de Pedro Viana… Um bom músico, que deveria projectar-se na voz (se todos apresentam as canções em paridade), com uma outra dicção. Sempre abrindo

para lá do círculo dos músicos. Tudo pesado, é do melhor que se faz em Portugal. Aperfeiçoado ao máximo na boca de cena,

será, é certo, do melhor que se lavrará para (as Músicas d)o Mundo.


Vitorino Almeida Ventura

Post Scriptum: Há uma lenda medieval que dizia as raízes da Mandrágora deverem colher-se em noite de lua cheia, puxadas para fora da terra por uma corda presa a um cão preto. Se outro animal ou pessoa cumprisse esta tarefa, a raíz gritaria tão alto que o mataria! Outra lenda refere que a planta haveria por semente o sémen de de um enforcado…

Movimento Cívico pela Linha do Tua - Comunicado

O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) vê com enorme preocupação mais um prolongado encerramento da Linha do Tua. Apesar de terem terminado há cerca de três semanas os trabalhos de reparação no local onde se registou o descarrilamento de uma dresina, provocado pelo deslizamento de pedras no passado dia 10 de Abril, a REFER continua a afirmar que a reabertura "está por dias".
Esta situação favorece claramente, os interesses de todos aqueles que pretendem o seu encerramento definitivo, havendo à volta deste pequeno incidente um enorme aproveitamento para provocar nos seus utilizadores a dúvida, o medo e a desconfiança no que diz respeito ao transporte na Linha do Tua. A segurança da Linha do Tua é da responsabilidade de Governo, LNEC, CP e REFER que lamentavelmente têm demonstrado pouco interesse e vontade em garantir todas as condições para restabelecer a normal circulação ferroviária. Este comportamento negligente resulta na gestão danosa do património e na prestação de um medíocre serviço às populações.
Esperando que os erros do passado não se repitam, o MCLT condena veementemente todos os pretextos promovidos pelas entidades acima mencionadas para fechar o que resta da Linha do Tua tal como aconteceu há quinze anos atrás com o troço Mirandela - Bragança.

O MCLT lembra que o LNEC está a elaborar um relatório de segurança da Linha do Tua, que conta já com dois atrasos e que deverá ser entregue até ao próximo dia 21 de Maio, altura em que termina a licença provisória de circulação na Linha do Tua, dada pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres. Esperamos pois que este relatório não condicione ainda mais a Linha do Tua e possa, pelo contrário, contribuir para melhorar significativamente a oferta do actual serviço ferroviário.
O MCLT defende uma melhor oferta dos serviços, com mais e melhores horários e a realização de viagens em comboios históricos, procurando rentabilizar o património paisagístico e cultural da região, captar mais passageiros e turistas para viajarem na Linha do Tua. Estas medidas contribuiriam não só para a utilização do comboio como transporte público mas também para a promoção e dinamização da Linha do Tua e de toda a região envolvente. O MCLT exige que seja adoptada uma estratégia comercial e turística séria para a Linha do Tua.

Fruto da actual estratégia e da falta de responsabilidade das entidades acima mencionadas, apresentamos aqui uma situação, que testemunha e que de algum modo caricatura as condições lamentáveis em que as pessoas são obrigadas a viajar, actualmente na Linha do Tua.
Este episódio ocorreu na manhã do dia 23 de Março de 2008, quando se apresentaram na estação do Tua dezenas de passageiros com o intuito de fazer a viagem de comboio. Destas, 24 pessoas não tiveram lugar a bordo da automotora disponibilizada pela CP e foram transportadas por via rodoviária.
As que conseguiram viajar nesse dia, fizeram-no sem condições de conforto e de segurança dada a enchente que se registava na única carruagem disponível.

Aconteceu num sábado, dia em que o Metro de Mirandela tem as suas três automotoras disponíveis para circulação neste serviço regional. Não obstante, as instruções da CP vão no sentido de todos os comboios circularem apenas com UMA automotora. Qual o objectivo desta medida? Condicionar o número de utilizadores da Linha do Tua? É assim tão urgente mostrar que "não há passageiros" interessados em viajar nesta linha? Afinal, parece que há!

Por último, referimos ainda que em apenas um mês cerca de 4500 pessoas assinaram a petição pela Linha do Tua, disponível a partir da página Web do MCLT (
http://www.linhadotua.net/), o que ilustra bem a importância que a Linha do Tua representa, não só como meio de transporte, mas como património, parte da memória e identidade social de Trás-os-Montes. O MCLT acredita que a Linha do Tua é fundamental para um desenvolvimento sustentável nesta região, sempre esquecida e vazia de políticas e políticos sábios.

Como um subscritor da petição escreve "Preservar o nosso património e a nossa identidade não tem preço".

A Petição pela Linha do Tua VIVA será encerrada no próximo dia 10 de Junho de 2008, com vista à entrega nos dias seguintes, na Assembleia da Republica, para agendamento e discussão em plenário. Neste momento, está também a decorrer a recolha de assinaturas em papel, junto dos residentes locais mais próximos da Linha do Tua e com menos acesso à petição on-line.

Movimento Cívico pela Linha do Tua , 15 de Maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Daqui e dali... Júlio César

O nosso espelho…

Moção de censura…


Nos termos da legislação em vigor, o Povo vem apresentar e requerer a votação em próxima Assembleia Municipal da MOÇÃO DE CENSURA à CÂMARA FAZ DE CONTA nos termos que se seguem:

1) Dentro em pouco cumprem-se duas décadas de mandato do Rei à frente dos destinos da Câmara Municipal.

2) Nunca como neste mandato o Rei foi fértil em acções e comportamentos lesivos dos direitos do Povo. Nunca como nestes últimos anos o Rei, na Câmara e na Assembleia, por acção e omissão, violou de forma reiterada o desenvolvimento do concelho. Nunca como neste mandato o desrespeito sistemático pela Oposição foi tão intenso e deliberado, ainda que polvilhado, aqui e ali, por umas migalhas, insuficiente diga-se, para limpar a imagem de um Rei acomodada ao Poder e para quem a Oposição ou diz «Ámen» a tudo, ou torna-se num empecilho e numa força de bloqueio, cuja mais-valia seria aliás, não existir sequer.

3) O comportamento antidemocrático do Rei é tanto maior quanto, a Oposição, questiona, requer ser informada, usa plenamente o contraditório, propõe, denuncia, investiga, e sobretudo, não se intimida com a ameaça ou a voz mais timbrada do seu adversário político.

4) O Rei, iniciou o seu mandato querendo dar lições de ética, de política e de direito. Quando afinal, nada disto se concretizou.

5) Passemos aos fundamentos da presente moção!

6) Este tem sido o mandato cheio de faltas/ausências injustificadas. Este tem sido o mandato em que recorrentes vezes, é violado o direito ao contraditório democrático. Este tem sido o mandato em que foi público e notório o cancelamento do desenvolvimento sustentado do concelho.

7) Este é o mandato em que os membros da Oposição estão calados, cegos e surdos. Este é o mandato em que os vereadores tardam ou nunca chegam a nenhuma conclusão. Este é o mandato em que o Rei, decide fazer tábua rasa de tudo e de todos.

8) Este é o mandato em que o Rei quer fazer prevalecer (como sempre, e desde sempre) a opacidade, o secretismo e a administração fechada aos princípios da publicidade, da transparência e da administração aberta que regem a convivência democrática do nosso tempo.

9) Este tem sido ainda o mandato em que as questões abundam e as respostas do Rei escasseiam.

10) Este tem sido também o mandato, onde o abuso do Direito e a gravidade das acções do Rei, imperam. Porque nos assiste o direito de resistência, o direito de denúncia, o direito de queixa, o direito de reclamação e o de recurso.

11) Cientes de que toda a pergunta tem uma resposta, sabemos também que a resposta do Rei, é tudo ter feito em nome dos superiores interesses do concelho, e que todo aquele que duvida e questiona não é seguramente a favor do concelho mas sim contra ele.

12) Não alinhamos todavia, no redutor, se não és por mim, és contra mim! Mas o que não podemos deixar passar em claro é o contributo notório do Rei para o subdesenvolvimento do concelho, a calamidade económica em que se encontra, as constantes obras inacabadas, os constantes abusos de poder, sendo que nestes últimos tempos os interesses pessoais sobrepõem-se aos interesses do concelho.

13) A escassez de resultados, a chocante personalização dos meios e a inarrável forma de acção do Rei, justificam abundantemente a nossa censura política, e, esta MOÇÃO.

No Concelho Faz de Conta, em data a determinar.

Júlio César

V Passeio Pedestre - Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães

Vale do Douro integra rede internacional dos Vinhedos do Património Mundial

O Vale do Douro integra a rede internacional dos Vinhedos do Património Mundial que une territórios classificados pela UNESCO em Portugal, França, Alemanha, Hungria, Itália e Áustria, anunciou hoje fonte da Estrutura de Missão do Douro.
Segundo a fonte, a decisão de adesão à rede será formalizada por uma declaração oficial assinada pelas autoridades governamentais responsáveis pela gestão do sítio da UNESCO.
Ao Douro, Património Mundial da Humanidade desde 2001, juntaram-se o Vale de Loire (França), o antigo Órgão Jurisdicional e Saint-Émilion (França), o Alto Vale de Rhin-moyen (Alemanha), a Região Vitícola Histórica de Tokaj (Hungria), o Parque Nacional de Cinque (Itália) e Ferto - Neusiedler See (Áustria).
Os Vinhedos do Património Mundial, formados por "territórios de excepção", constituem-se numa rede de cooperação mútua que pretende garantir a "autenticidade e a continuidade" destes valores inscritos na lista de património mundial da UNESCO
. Rádio Ansiães

terça-feira, 13 de maio de 2008

Rastreio do Cancro da Mama percorre o Nordeste Transmontano

Confraria da Maçã Portuguesa

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai associar-se à Confraria da Maçã Portuguesa, que tem como objectivo a defesa e divulgação deste fruto. Esta organização já reúne outros Municípios de concelhos produtores, nomeadamente no Douro Sul, bem como cooperativas ligadas ao sector.
O presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro, explica as razões da adesão a esta confraria: “Se há um pólo, agrupamento ou associação que promove determinados produtos que são locais que têm qualidade e onde se encontram alguns dos nossos, nós naturalmente temos de tirar vantagens. E quando digo nós, refiro-me ao concelho e não ao município directamente. Da mesma forma que aderimos há dois ou três anos aos Municípios do Vinho, desta vez, aderimos à Confraria da Maçã, porque se há produto que nós temos de muita qualidade e reconhecida por esse país fora é a maçã. Por isso, não fazia sentido que a Câmara se alheasse dessa iniciativa”.
A adesão da Câmara de Carrazeda à Confraria da Maçã Portuguesa só traz vantagens, segundo António Pinto, técnico da Direcção Regional de Agricultura.
“Aqui em Carrazeda temos uma média de 400 a 450 hectares, Moimenta tem 4500 e Armamar 1800, portanto nós só temos vantagem em juntar-nos, em termos de qualidade e de confraria, aos outros concelhos. Aqui o concelho de Carrazeda tem um estrangulamento muito grande, que é a parte comercial. Há cerca de 10 anos, andei nos arranques dos pomares exactamente porque tinha um estrangulamento que era a comercialização. Os pequenos agricultores produziam e não tinham hipótese de comercializar. Daí o arranque e a cultura alternativa foi o castanheiro”.
Apesar de tudo, António Pinto reconhece que o castanheiro não tem condições para ser rentável nos terrenos que anteriormente foram ocupados por macieiras. CIR

IC-5 pode entroncar em auto-estrada espanhola

O presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, mostra-se confiante no prolongamento do Itinerário Complementar (IC-5) em direcção à fronteira com Espanha. O IC-5 que liga Vila Pouca de Aguiar a Miranda do Douro “deverá” ter continuidade para Espanha através de uma ligação a N-112 (futura auto-estrada) que liga Bragança a Zamora. RBA

Carrazeda de Ansiães - Três casos

Museu rural

De Vilarinho da Castanheira ruiu no final de 2005. As paredes de granito não aguentaram com o peso da placa em betão. Na altura era um investimento de cerca de 250 mil euros, valor que aumentará substancialmente quando se fizerem as contas. E, agora, toda a despesa é suportada pela Câmara.

Centro Cívico
É a maior e mais cara obra de todos os tempos no concelho - 5 milhões de euros. Começou a ser construído em 2001 e ainda não tem data para a conclusão. A Câmara levou o empreiteiro a Tribunal por causa de atrasos nos trabalhos, depois de falhar um acordo amigável.

Termas de S. Lourenço

Têm sido promessa constante nas últimas campanhas eleitorais, sendo que é tido como um pólo importante de desenvolvimento turístico para o concelho. Projecto avança muito lentamente. O plano de pormenor teve de ser revisto depois de ser anunciada barragem Foz-Tua.
Jornal de Notícias

Câmara de Carrazeda teve de devolver dois milhões de euros

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães foi obrigada a devolver cerca de dois milhões de euros relativos a comparticipações comunitárias de obras por não as ter executado financeiramente nos prazos devidos. A situação criou graves problemas de tesouraria à autarquia, que espera poder minimizar com uma candidatura feita ao programa "Pagar a Tempo e Horas" disponibilizado pelo Governo.
As verbas restituídas são relativas à construção do centro cívico, cujo processo está em tribunal devido a desentendimentos com o empreiteiro; à criação de um museu rural em Vilarinho da Castanheira, cujo edifício ruiu antes de ser concluído por deficiências na obra; e a recuperação das termas de São Lourenço que continua a marcar passo e cujo plano de pormenor foi necessário alterar devido à previsibilidade de construção de uma barragem junto à foz do Tua.
A execução financeira das obras tem prazos que não foram satisfeitos e o facto do III Quadro Comunitário de Apoio encerrar no próximo mês de Junho obriga a edilidade a ter de ser célere na procura de uma solução, para não agravar ainda mais uma situação que já de si não é fácil numa Câmara com poucas receitas próprias.
A torna do dinheiro comunitário e a prossecução do financiamento das obras em curso "criou algumas dificuldades", que o presidente da Câmara, Eugénio de Castro, espera poder suprir caso o Governo lhe aprove a candidatura ao "Pagar a Tempo e Horas". "Com 800 a 900 mil euros conseguiríamos ter a situação estabilizada", perspectiva o edil, notando, porém, que mesmo assim iriam seguir-se "alguns meses de sacrifício".
Caso não consiga a aprovação do Governo, a Câmara poderá ser obrigada a recorrer a mais um empréstimo bancário extraordinário de curto prazo. Só que está situação, para além de ter de ser resolvida num ano, poderá fazer com que a autarquia volte para a lista nacional das Câmaras com excesso de endividamento, de onde Eugénio de Castro garante já ter saído. "Corremos esse risco, apesar da dívida não aumentar. Apenas pedimos num lado para pagar noutro", explica.
Eugénio de Castro frisa que "até há bem pouco tempo" a Câmara de Carrazeda era das que, a nível regional, "pagava a mais tempo e horas", no entanto, a devolução de comparticipações comunitárias deixou-a numa situação difícil, sobretudo no que toca ao pagamento das contas a fornecedores.
A oposição socialista na Câmara de Carrazeda aprovou a candidatura mas recomendou ao executivo social-democrata que "continue a ter sempre presente que é preciso conter as despesas". O vereador Augusto Faustino acrescenta que a opção "não é muito relevante pois envolve um valor baixo", contudo "tem algum interesse" na medida em que há alguns débitos de curto prazo que a Câmara "deve pagar".
O programa "Pagar a tempo e horas" é uma iniciativa do Governo que permite a contratação de empréstimos em condições especiais por parte de organismos públicos, no sentido de reduzirem as dívidas a fornecedores de bens e serviços. Eduardo Pinto, Rádio Ansiães/ JN

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Carrazeda continua imbatível

O Carrazeda confirmou, no passado sábado, o título de campeão regional, ao conseguir vencer, por 5-6, os Pioneiros de Bragança, no Municipal brigantino, num jogo onde a melhor “cabeça” dos durienses acabou por ser decisiva. O jogo foi disputado, muitas vezes, com muita dureza por parte das duas equipas, com os jogadores a actuarem de forma pouco apropriada dentro do ringue e foram esses excessos que, já na parte final, originaram duas expulsões para os Pioneiros, que acabaram por resultar na vitória do Carrazeda, num jogo muito disputado e equilibrado. A equipa duriense entrou a “todo o gás” no jogo e conseguiu adiantar-se ainda nos primeiros segundos, com um golo de livre directo de Ruben Samorinha, que acertou muito bem na bola, colocando-a no ângulo mais distante, não dando hipóteses a Tó. O golo provocou reacção local imediata, Paquito apareceu na área sobre a esquerda, procurou dar ao segundo poste, mas acabou por acertar involuntariamente num adversário, que fez auto-golo, estavam decorridos nesta altura menos de quatro minutos. O jogo manteve depois um registo muito vivo, com as duas equipas a procurar o ataque, embora nem sempre da maneira mais organizada, até que Eduardo conseguiu nova vantagem para os visitantes. O 1-2 apareceu no equador da primeira etapa, num lance construído por Ruben Samorinha que deu depois ao seu companheiro, para que este só tivesse que encostar para a baliza de Tó, já fora do lance. O homem do jogo voltou a acertar, quatro minutos depois, num lance em que Emanuel não fica isento de culpas. O jogador duriense pressionou o defesa local e depois só teve que disparar mais uma bala para a baliza de Tó, surpreendido pela violência do remate. A equipa de Carrazeda encaminhava da maneira mais fácil, ainda antes do intervalo, o jogo para mais uma vitória, numa temporada verdadeiramente espectacular.

Na resposta, Paquito, o mais inspirado dos brigantinos, reduziu para 2-3, com um remate seco, na direita, e quase sem ângulo para acertar na baliza, que o guarda-redes do Carrazeda não conseguiu parar, num lance em que o doze visitante não ficou muito bem na fotografia. Com menos de três minutos para jogar, bom lance de Emanuel, Tiago e Marco, com o último a aparecer no segundo poste a encostar para o empate, numa altura em que o jogo estava ao rubro e com alguma (demasiada) dureza à mistura. No reatamento, golo para o Carrazeda em tempo verdadeiramente recorde. Ruben Samorinha tocou para Eduardo, este deu dois passos para a frente e atirou forte ao poste mais distante, com toda a equipa da casa a ver a bola passar, ainda o relógio não tinha chegado aos cinco segundos. Logo a seguir, Tiago escapou-se pela direita e deu para Paquito, que só teve que encostar para o seu terceiro da noite. Na recta final, duas expulsões para os Pioneiros, Tiago e Michel, acabaram com o jogo, que vivia momentos de grande equilíbrio. Ruben fez o 4-5, de grande penalidade, a quatro minutos do fim, e Vítor dilatou a vantagem logo a seguir, para 4-6, com um remate cruzado. Nos segundos finais, Marco conseguiu um slalon de sucesso, conseguindo o 5-6, depois de passar toda a defesa contrária, mas já não havia tempo para mais e os já campeões acabaram por conseguir mais uma vitória. Nota negativa para o comportamento de alguns jogadores, dos dois lados, e ingenuidade local nos últimos minutos ao entregar, por indisciplina, a vitória ao adversário (num jogo que poderia acabar com outro resultdo). Mensageiro Notícias

7,7 milhões para rede de banda larga

Já foi adjudicada a construção e concepção da rede comunitária de banda larga da Terra Quente Transmontana. Um investimento de 7, 7 milhões de euros que vai permitir a cerca de 90 mil pessoas da região terem acesso à Internet e a serviços avançados de banda larga.
Já foi assinado o contrato de execução da infra-estrutura. A obra física começa ainda este mês prevendo-se a sua conclusão para Janeiro do próximo ano.
É o resultado de uma candidatura apresentada pela Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana (AMTQT), em 2006, à sociedade portuguesa do conhecimento, tendo sido um das quatro aprovadas em todo o país.
Ao concurso público foram apresentadas quatro propostas de outros tantos consórcios. O conselho executivo da AMTQT escolheu o consórcio de quatro empresas PT Prime, Cabelte; Ensulmeci e Nextiraone.
Trata-se de uma infra-estrutura de comunicações constituída por uma rede que é estruturada em torno da ligação em determinado número de pontos-chave, que está aberta a todos os agentes de mercado interessados na sua utilização. Esta rede é composta por um anel central, que liga todas as sedes de concelho dos cinco municípios da Terra Quente (Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães) e ainda ao Instituto Politécnico de Bragança, com uma velocidade de 10 GBps. JN
DN

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Vila Flor - Tromba d'água e granizo destrói hortas na Vilariça

Durante mais de duas horas choveu torrencialmente e caiu algum granizo naquela zona do vale da Vilariça. Vinhas e hortas ficaram completamente alagadas. Os agricultores temem perder as colheitas que lhe garantem sustento.(...)
Nos últimos anos os agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro têm sido severamente castigados por trombas de água e granizo. Os meses de Maio e Junho adivinham trovoadas, cada vez mais violentas e desastrosas.
O ano passado, em Junho, algumas zonas de Vila Flor tiveram também a sua dose de prejuízo. Uma trovoada acompanhada de um quarto de hora de granizo destruiu colheitas completas de cereja e abalou seriamente outras culturas, como a vinha.
A vinha foi, de resto, a grande vítima da tromba de granizo que em meados de Junho de 2006 se abateu sobre zonas de Alijó, São João da Pesqueira e Sabrosa. Muitos viticultores perderam metade das colheitas de vinho desse ano.
Pior cenário registou-se em Junho de 2004, no concelho de Murça, freguesias de Candedo e Porrais, onde os agricultores perderam quase tudo. Não obstante depois terem recebido uma compensação financeira do governo para minimizar os prejuízos.
Eduardo Pinto/JN/Rádio Ansiães
Foto: Eduardo Pinto

Acessos são a revolução esperada

O ano de 2011 está a ser apontado como o ano de viragem da região transmontana. O Governo promete "uma revolução" no distrito que não tem um só quilómetro de auto-estrada. As mudanças que ocorrerem, para bem ou para mal, ficarão a dever-se à execução de três concessões lançadas há alguns meses, nomeadamente a auto-estrada transmontana, que ligará Quintanilha a Amarante, o túnel do Marão e a concessão Douro Interior (IP2 e IC5).
O IP2 fará a ligação entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, e o IC5, ligará Miranda do Douro à Povoa de Varzim. Tratam-se de duas vias que atravessam o interior do distrito, a zona mais penalizada em termos de falta de infra-estruturas rodoviárias. Dentro da própria região poderão operar mudanças indeléveis com a construção das novas ligações. Actualmente, há concelhos que distam mais de uma hora da capital de distrito, como é o caso de Freixo de Espada -à -Cinta, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Mogadouro e Miranda do Douro. A execução destas estradas trará ganhos nos tempos de viagem. A redução para o Porto será de 35% e 40% para Vila Real.
Autarcas, empresários, sociedade civil e população estão expectantes porque tudo aponta para que, finalmente, seja saldada uma dívida para com o Interior. Com as novas acessibilidades, "Bragança deixará de ser o último para ser um dos primeiros", afiançou Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, esta semana, durante uma visita a Bragança.
A opinião generalizada é de que a falta de boas acessibilidades é um entrave ao desenvolvimento regional. No último Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, realizado em Bragança, em 2002, as estradas surgiram no topo das exigências. "Vai ser um momento para desencravar o Nordeste Transmontano, Bragança passará a ter o Plano Rodoviário cumprido quase a 100%", referiu o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes. O Governador Civil, Jorge Gomes, diz que "nada terá tanto impacto".
O autarca brigantino arriscou mesmo dizer que a falta de acessibilidades é o "maior problema" da região. "Pensar Bragança após 2011 é pensar noutras condições para o desenvolvimento da Economia, para a mobilidade da população, estaremos a trabalhar num cenário mais optimista", afirmou.
O presidente do Nerba -Associação Empresarial do distrito de Bragança, Rui Vaz, admite que a falta de ligações rápidas ao Litoral é "uma das condicionantes" ao desenvolvimento, "os custos dos transportes onera os encargos das empresas". Com frequência o presidente da Câmara de Vimioso, José Rodrigues, aponta a falta de boas vias de comunicação como um obstáculo à fixação de empresas na zona industrial da vila, onde os terrenos são vendidos a um cêntimo por metro quadrado.
Rui Vaz considera que as mudanças trazidas pelas estradas só serão visíveis muitos anos depois da data apontada como revolucionária. JN

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Antero

Portugal é pouco democrático

Uma organização não governamental britânica, a Demos, divulgou recentemente um estudo efectuado em vários países democráticos, cuja finalidade foi a de se constatar se as ideias democráticas são colocadas em prática.
Esta espécie de “qualidade” democrática foi efectuada em vinte e cinco países da União Europeia designado "Everyday democracy index", e foi a avaliação mais complexa efectuada até hoje em avaliações deste género, sendo avaliado, por exemplo, o empenho popular na solução democrática dos seus problemas e a qualidade da democracia dentro das relações familiares.
No último Democracy Índex mundial divulgado pela revista britânica The Economist, e relativo a 2007, Portugal aparecia classificado em 19.º lugar, em todo o mundo, e em 12.º lugar entre os vinte e sete países da União Europeia.
No estudo divulgado agora, Portugal está em 21.º lugar, ficando apenas à frente da Lituânia, da Polónia, da Roménia e da Bulgária.
Segundo o gráfico publicado neste estudo, do ponto de vista da democracia formal, Portugal fica em 14.º lugar, acima de países como a Espanha ou a Grécia ou a Itália, mas o que faz descer a democracia portuguesa os critérios, nomeadamente a participação, ou seja neste ponto Portugal desce para 19.º lugar, podendo-se concluir que as instituições políticas formais estão pouco cercadas de associações cívicas que as escrutinem.


Somando todos os critérios e avaliações, Portugal ficou em 21.º lugar entre os 25 países analisados, e a Demos concluiu o que já se adivinhava: não existem dúvidas de que há um claro padrão geográfico na qualidade das democracias, sendo os países nórdicos os melhores.
Consoante se vai descendo no mapa europeu, as democracias vão-se tornando mais débeis, e os países protestantes são mais abertos que os católicos. Neste estudo, também se verificou que existe uma relação directa entre a qualidade formal da democracia e a qualidade da democracia no dia a dia, ou seja, a democracia que se exerce numa assembleia de voto é proporcional à que se põe em prática na reunião familiar onde se decidem por exemplo as férias do Verão.
Verificou-se que a qualidade da democracia portuguesa ainda está longe de se comparar às melhores democracias europeias, e neste estudo Portugal, encontra-se muito abaixo da média, situando-se ao nível de países como a Lituânia e a Letónia, e apenas acima da Polónia e da Bulgária. Notícias do Nordeste

José Silvano quer reabertura da maternidade

O presidente da Câmara Municipal de Mirandela defende a reabertura imediata da maternidade local. José Silvano sustenta este pedido com a última declaração da Ministra da Saúde sobre o encerramento das salas de parto no pais. Ana Jorge disse, hoje, no parlamento que a realização de 1500 partos anuais não pode ser critério para encerrar as maternidades, sobretudo em zonas onde as pessoas revelam mais dificuldades em aceder aos hospitais.

Depois de ouvir esta declaração, José Silvano, o presidente da Câmara de Mirandela, aplaudiu-a. Justifica esta perspectiva de Ana Jorge, porque, segundo ele, a ministra trocou os decretos de Correia de Campos, que encerrou o serviço na cidade do Tua, pela realidade do interior do país. Assim, defende que Ana Jorge haja em conformidade com o que diz e reabra a maternidade de Mirandela. Também o autarca de Chaves salienta que a nova perspectiva da Ministra da Saúde vem dar razão à luta que mantêm no Tribunal Admnistrativo de Mirandela, para manterem a manternidade local. Recorde-se que uma comissão de utentes apresentou uma providência cautelar para tentar anular a decisão tomada pelo ministro Correia, que mandou encerrar a maternidade de Chaves. RBA

Douro destino de turismo de excelência

A Estrutura de Missão do Douro assina hoje com entidades nacionais e estrangeiras um acordo de cooperação com vista a tornar o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial, um destino turístico de excelência a nível mundial.
O protocolo vai conter as assinaturas de responsáveis da Missão do Douro, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, da Associação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Norte (ADETURN) e do Centro de Excelência para Destinos Turísticos da Organização Mundial de Turismo.
Durante esta semana decorreram em Lamego várias sessões de trabalho, à semelhança do que já havia ocorrido em Janeiro. "No fundo estamos a fazer um diagnóstico da região", explica o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães. E nota que o objectivo é "saber como se pode transformar o Douro num destino de excelência mundial".
Neste diagnóstico têm vindo a ser pesadas as principais características de uma região vitivinícola, que detém desde Dezembro de 2001 o galardão de Património da Humanidade atribuído pela UNESCO. Num prato da balança surgem indicadores em que a região já consegue responder, há outros, como a capacidade de alojamento e a acessibilidade, em que tal não acontece. "É no sentido de os identificar que aponta o trabalho que desenvolvemos com o Centro de Excelência", adianta Ricardo Magalhães.
Este responsável acredita que a possibilidade de o Douro se tornar um destino turístico de excelência a nível mundial é uma nova, uma segunda, "janela de oportunidade", que surge depois de uma outra, o estatuto de património mundial, "do qual não se tirou o devido partido". Ricardo Magalhães espera, no entanto, que todos tenham "aprendido a lição para não se cometerem os mesmo erros".
Esta oportunidade vem de encontro ao previsto no Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro apresentado em 2004 pelo governo de Durão Barroso, e, entretanto, alterado e actualizado, pela Estrutura de Missão do Douro. "O Douro precisa de promoção internacional. O que nós estamos a fazer com a Organização Mundial de Turismo vai nesse sentido", conclui.
Eduardo Pinto, JN
Foto: Ansiães Aventura