quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Arrancou a época de caça a aves migratórias

Os 170 mil caçadores licenciados para tal em Portugal podem desde ontem caçar aves migratórias (pombos e rolas). Desde ontem quatro espécies migratórias (rola-comum, pombo-bravo, pombo-torcaz e pombo-da-rocha) estão na mira dos caçadores, embora o Ministério da Agricultura, através do panfleto do Calendário Venatório 2007-2008, avise que a caça à rola-comum “só é permitida à espera”, sendo”proibida a menos de 100 metros de linhas e pontos de água acessíveis à fauna e de locais artificiais de alimentação”.
Já a caça aos pombos “é proibida, nos meses de Agosto e Setembro, a menos de 100 metros de linhas e pontos de água acessíveis à fauna e de locais artificiais de alimentação”. O coelho-bravo e a lebre (em terrenos ordenados), a codorniz, os patos, o galeirão e a galinha-d’água tornam-se os novos alvos a partir de 2 de Setembro, sendo que a caça aos patos também está condicionada pelo processo de espera, sendo permitida entre o crepúsculo da manhã e o crepúsculo da noite, quando exercida até 100 metros dos planos de água”. No dia 5 de Outubro chega a autorização para caçar faisões, perdizes-vermelhas, raposas e saca-rabos, além do coelho-bravo e da lebre, desta vez em terrenos não ordenados. A partir desse dia a caça ao javali, que já é permitida desde 1 de Junho e até 31 de Maio de 2008 em terrenos ordenados, passará a ser permitida também nos terrenos não ordenados, mas só até 24 de Fevereiro. Apenas entre 28 de Outubro e 17 de Fevereiro será possível caçar narcejas, tarambolas-douradas, galinholas, tordos e estorninhos-malhados. De acordo com o Ministério da Agricultura, os caçadores só podem caçar e deter exemplares de pombos, tordos e estorninhos-malhados “entre o nascer do sol e as 16 horas, ou até ao pôr-do-sol nos locais e nas zonas de caça definidos em edital da DGRF”. PJ

Jazz - Trio de Pat Silva

Trio de Pat Silva
Swinging in Blue
Praça do Centro Cívico
Carrazeda de Ansiães
23 de Agosto - 21.30 horas

Daqui e dali... Augusto Rozeira de Mariz

Um professor mais novo deu uma certa animação a tudo aquilo, não só ensaiava um grupo dos alunos que tinham um bocado mais de ouvido, como ele dizia, mas treinou uma equipa de futebol para ir jogar contra outras escolas.No dia aprazado aí foram todos, em bicha dois a dois, encontrar-se com a escola de Pereiró, para ver qual tinha melhores jogadores.
O jovem professor esforçou-se, apurou-se: logo no começo do jogo, quando os dois capitães se cumprimentam, o da nossa escola tinha um galhardete, bordado, com as indicações da Escola Pública Número 94, e entregou ao capitão da outra equipa, que não tinha nada nem tinha pensado que houvesse aquelas coisas antes dos jogos de bola.Já não sei quem ganhou, mas foi coisa que ficou sem continuação. Numa ilha residencial mesmo colada à escola vivia um guarda-redes que era um dos melhores de Portugal; na segunda feira dava uma volta por ali, calçado com socas e umas meias altas de lã, via-se que estava a descansar depois de no domingo ter treinado toda a manhã, e jogado à valente à tarde.

Discutia nos intervalos com o professor, e quando parava, encostava-se e dobrava a perna direita em ângulo, assentava o pé na parede, dava umas palavrinhas aos rapazes da escola que vinham admirar um tão grande campeão que explicava, como se aquilo fosse tudo fácil, o jogo da véspera. Ao lado da parede onde ele se encostava estava um oratório, numa reentrância no muro, com umas imagens em azulejo e uma lâmpada pendurada, com uns versos por trás que diziam:
Socorrei, ó almas pias,
As tristes almas fiéis!
Lembrai-vos que em breves dias
No mesmo fogo estareis.
Por baixo havia uma fenda onde se podiam meter moedas, ou notas muito bem dobradas, que depois de fazerem o devido montante serviam para mandar celebrar Missas para resgatar as almas que sofriam no Purgatório, à espera de que alguém rezasse por elas para poderem ser transferidas para o Céu.

Durante as aulas, era-se informado que se ia ser vacinado, era contra a varíola; no diamarcado punham-se os rapazes em bicha, e ia-se avançando até a uma senhora sentada que dava uns riscos fortes no braço com um espécie de caneta, com o bico molhado num líquido branco que tirava dum tubo transparente muito fino, era preciso soprar. Os alunos ficavam com uma gota de sangue a escorrer, mas depois passava-se a outro, com a mesma caneta, só quando era preciso é que se abria mais um tubinho de uma espécie de creme branco, enquanto se recomendava que não se coçasse quando houvesse comichão, o que começava no dia seguinte e era um verdadeiro martírio, mas se se coçava ficava-se com uma marca no braço que parecia uma rodela de cenoura.

Havia também o que se chamava o BCG, mas isso passava-se longe, era preciso ir de eléctrico, só se tinha o resultado uma semana depois, um ou outro ficava em casa durante temporadas para melhorar. Dizia-se que tinham sido contaminados por pessoas que tinham cuspido na rua (o termo era “escarrado”), houve até um médico muito boa pessoa que fazia campanha contra o cuspe no chão. Chamava-se doutor António Emílio de Magalhães.

Contava-se que um francês, na estacão de comboios de Campanhã, ao ver um português a cuspir para o chão, disse na língua dele:“Olha, aquele já cantou o hino nacional”.E nos eléctricos havia um quadrinho que dizia:Proibido escarrar no chão.
Multa: 2$500
Reincidência: 5$000
Escarrar, embora a palavra não fosse do mais educado, sabia-se o que e que queria dizer; mas o que era a reincidência, não se chegava a adivinhar exactamente o que era.
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Augusto Rozeira de Mariz in PJ

Santuário de Nossa Senhora da Assunção foi alvo de obras de requalificação

O Santuário de Nossa Senhora da Assunção em Vilas Boas, concelho de Vila Flor, inaugurou os novos acessos, escadario e centro de visitantes.
Orçado em cerca de um milhão de euros, o investimento foi suportado em cerca de 25 por cento pela Câmara Municipal de Vila Flor (CMVF), que vê esta inauguração como “algo que os fiéis e a região já mereciam. Apesar de não pretendermos com isto trazer mais pessoas, queremos dignificar este espaço que recebe milhares de devotos todos os anos”, acrescentou o presidente da CMVF, Artur Pimentel. A ampliação do santuário foi concebida a partir do simbolismo religioso, como a passadeira que passa “pelo coração do Templo e liga o escadario dos apóstolos até à aldeia, pelo que une uma comunidade a um Santuário”, explicou Delfim Gomes. Já a pedra maciça, na praça maior e os seus três degraus representam a Santíssima Trindade. O pórtico simboliza a porta de Jesus Cristo e separa duas realidades ligadas na festa: o sagrado e o profano. O escadario central é constituído por cinco patamares, que têm dez escadas cada um a representar as dez Ave-Marias e Pais-Nossos. Jornal Nordeste

Linha do Tua em obras

Já começaram os trabalhos de reabilitação da linha do Tua. Até ao fim do ano o caminho de ferro deverá ficar reposto no local onde a 12 de Fevereiro se deu o descarrilamento de uma composição. Os trabalhos têm em conta a consolidação de taludes e a colocação de sistemas de segurança que detectem a presença de pedras na via.(...)
José Silvano, presindente da Sociedade Metro de Mirandela diz que este investimento na linha significa claramente que a REFER vai apostar na continuidade da ligação até ao Tua. Em Janeiro a linha do Tua deve voltar a funcionar em toda a sua extensão, depois de em Fevereiro ter sido palco para um trágico acidente. Uma composição caiu ao rio, matando três pessoas e ferindo duas. RBA

terça-feira, 14 de agosto de 2007

INEM contrata técnicos de ambulâncias

Vinte técnicos de ambulâncias vão ser colocados ainda este ano na região pelo Instituto Nacional de Emergência Médica. Dois para Mirandela, oito para Montalegre e doze para Chaves. O INEM acaba de abrir concurso nesse sentido.
O processo de seleção vai ter seis fases, e em 2008 outros técnicos devem ser contratados para Trás-os-Montes. Uma acção que visa suprir as carências que foram detectadas pelo Ministério da Saúde, no âmbito a reestruturação da rede de urgênciasPedro Santos, porta-voz do INEM adianta que algumas das 20 vagas que estão contempladas nesta primeira fase para a região vão ser ocupadas por elementos que já se encontram ao serviço no Porto e que por serem naturais de Trás-os-Montes. Estes técnicos vão dar um auxílio na emergência pré-hospitalar. RBA

Autarca de Freixo reclama ambulância de Suporte Intermédio de Vida

O presidente da Câmara de Freixo de Espada á Cinta, José Santos, reclama a localização de uma ambulância de Suporte Intermédio de Vida (SIV) no seu município.
Recordamos que a Administração Regional de Saúde (ARS) pretende instalar três ambulâncias SIV no distrito quando fechar definitivamente o atendimento nocturno nos centros de saúde, uma delas vai ficar em Macedo de Cavaleiros. José Santos argumenta que por uma questão de justiça as outras duas devem ficar em Miranda do Douro e Freixo de Espada à Cinta. “O nosso município é o mais periférico do distrito, por uma questão de justiça parece-nos que deve ficar aqui localizada uma dessas ambulâncias”, reclamou.
"Essas ambulâncias vão ficar onde a necessidade for maior”, garantiu o ministro da saúde. Em Abril deste ano nove centros de saúde no distrito ficaram a funcionar à noite apenas com um médico de prevenção.
A intenção do ministério é encerrar o atendimento nocturno quando estiver instalado no distrito um helicóptero e três ambulâncias de emergência pré-hospitalar. Brigantia

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Olivais biológicos vão ser subsidiados pelo Estado

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural anunciou que o Governo vai conceder apoios financeiros específicos para a olivicultura biológica, pagando 510 euros por hectare, no caso do regadio, e 236 para o sequeiro.
"A agricultura biológica não usa fertilizantes químicos, nem pesticidas, por isso a produtividade é menor. Este género de agricultura presta também um serviço ambiental e protege a paisagem e isso também deve ser valorizado", frisou o governante. in Publico.
Imagem: ansiaes aventura

Exploração da energia do vento ainda gira lenta

Já funciona o mais recente parque eólico do distrito de Bragança. Trata-se de um miniparque, instalado em Felgar (Moncorvo), com apenas quatro aerogeradores.
Até à entrada em funcionamento daquele parque, o aproveitamento do vento no distrito era incipiente existiam torres na Serra de Bornes, em Macedo de Cavaleiros, com capacidade para produzir entre 1 e 2 MW de energia, e três em Castanheira, Mogadouro, com capacidade de 2 MW.
Apesar de os estudos indicarem que o Nordeste Transmontano possuiu elevado potencial eólico, na ordem dos 850MW, isso poderá cair para 160 MW, se forem subtraídas as áreas protegidas, onde há condicionalismos e restrições a estes equipamentos. JN

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

o eros do fanatismo islâmico

Os psicólogos Alan Miller e Satoushi Kanazawa explicaram que o facto de a maioria dos suicidas-homicidas bombistas serem do Islão nada terá que ver com fanatismo religioso, mas com o facto da poligamia levar a que muitos homens não tenham oportunidade de relações sexuais, sentindo a certa altura que já não têm nada a perder, sobretudo quando, numa outra vida, lhe prometem sete virgens só para eles.

E para aqueles que sonham que o Islão está a chegar para reconquistar Carrazeda, como a toda esta aldeia global, ficam os perigos. Se não ouçamos aqueles dois psicólogos: ‹‹Os machos nas sociedades monogâmicas imaginam que seriam felizes se pudessem ser polígamos. O que não entendem é que para os homens que não são extremamente desejáveis (e isto inclui beleza e dinheiro), a poligamia significa ficar sozinho, ou se tiverem sorte, conseguirem uma esposa menos atraente, do que aquela que, com jeito, conquistariam numa sociedade monogâmica››.

Ora, apesar de se configurar em tese extraordinária, não creio que esta explicação de um imaginário masculino nos seja suficiente, sem atender às formas sociológicas de modelos económicos importados do ocidente que não conseguiram resolver os problemas de extrema pobreza para grande parte da população que vive sob a lei islâmica.

vitorino almeida ventura

post scriptum: Isabel Stilwell, que recolhe fragmentos da revista inglesa Psychology Today, revela que a maioria dos machos prefere as fêmeas louras [indicador de juventude, pois com a idade o cabelo se torna branco deslavado], com olhos azuis [porque as pupilas não mentem de clareza, permitindo avaliar melhor o carácter], e de seios fartos [por uma escolha da fêmea mais fértil]. Assim se explicando a crescente multiplicação de barbies recauchutadas em água oxigenada…

DN

Nasceu mais um bebé em pleno IP4

Situação está a tornar-se frequente

O encerramento de várias maternidades em todo o país está a complicar a vida aos bombeiros, que, cada vez mais, fazem papel de autênticos parteiros... Além disso, agora, o IP4, antes mais conhecido por estrada da morte, está a tornar-se também estrada da vida. O último nascimento neste itinerário aconteceu no sábado.

A situação está a tornar-se frequente. Foram já quatro bebés a nascer em plena estrada a caminho das maternidades. Com o encerramento da maternidade de Mirandela, as grávidas são en-viadas para o Hospital de Vila Real, acontece que muitos dos bebés não aguentam a viagem e acabam por nascer pelo caminho. Foi o que aconteceu no passado sábado. Uma grávida de risco, com sete meses e meio de gestação, acabou por ter o bebé em pleno IP4, quando seguia para Vila Real numa ambulância dos Bombeiros de Mirandela. Semanário Transmontano

domingo, 12 de agosto de 2007

Atenção aos idosos e acamados

Freixo de Espada à Cinta é o primeiro concelho do distrito de Bragança a inaugurar uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC). A cerimónia que ontem decorreu na vila nordestina marca assim o início de uma rede de apoio a pessoas idosas ou em situação de dependência. A rede de UCC deverá estar concluída até ao final de 2008 em todo o distrito.
Apesar de inaugurada por Correia de Campos, ministro da Saúde, a UCC de Freixo de Espada à Cinta só deverá entrar em funcionamento no primeiro dia de Setembro, situação que deverá coincidir com a abertura de mais duas unidades nos concelho de Mogadouro e Vila Flor, já que ainda falta acertar alguns pormenores com a tutela. JN

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Daqui e dali... Alexandre Quinteiro

Comercial TM

Mais do que nunca é o comércio que regula a música, assim como outras formas de arte, mas hoje vou-me “limitar” à música.
É com profunda tristeza que vejo multinacionais discográficas dispensar grandes nomes (veja-se o caso da EMI com Sérgio Godinho) para apostar em bandas “plásticas”, de sucesso fugaz, mas que movem multidões durante um ou dois álbuns, normalmente separados por um curto espaço de tempo. Não vão as pessoas esquecer-se deles.
É assim que se vive hoje. Desprezamos o “certo e bom” e corremos atrás da moda: as empresas discográficas vendem discos, as empresas do têxtil vendem roupas, calçado e acessórios, a imprensa vende revistas e posters… E nós temos de ouvir e ver tudo isso, queiramos ou não. São as crianças, alegremente vestidas com roupas iguais às da menina que “dança tão bem”, são os adolescentes que carregam orgulhosamente correntes e pulseiras de picos, sem sequer saber o significado de tais adereços ou o nome das bandas que originaram o movimento Punk, quanto mais a sua história. E o que mais me confunde é ouvi-los dizer que gostam mesmo é de hip-hop e que o rock não passa de barulho. Mas quem olha para eles…
Já lá vai o tempo em que, associado a um género musical, não havia um estilo, mas uma atitude. A nossa sociedade precisa de encontrar isso mesmo: uma ATITUDE.
Para outra altura ficarão os fãs que só o são porque o líder de determinada banda se suicidou ou morreu de overdose, mas, tal como já referi, isso ficará para outro dia.
Também nas rádios se verifica uma corrida ao que está na moda, às bandas de novela, às bandas em que as editoras apostam forte, para deitar fora pouco depois. Não sei se é problema meu, mas tenho a sensação de que grande parte das rádios mais ouvidas em Portugal têm “listas de reprodução” muito idênticas, que são repetidas, dia após dia, até que surge um novo “fenómenos” musical que ocupa os emissores nos dois a três meses seguintes. Mas, “é disto que o meu povo gosta”, como diria o saudoso Jorge Perestrelo.
Salvam-se algumas rádios locais e as emissoras estatais, com especial destaque para a Antena3, no que ao que se vai fazendo por cá diz respeito. Antena esta que esteve recentemente em risco de cessar funções, exactamente porque não lhe era reconhecido o tão importante “cariz de interesse público”.
Ao tempo que não ouço Pink Floyd na rádio… E Ornatos Violeta?... (Suspiro)
São os lobbies do comércio mundial que nos alimentam os ouvidos, o nariz, os olhos e a boca. São eles que escolhem o que vestimos. São eles o nosso “Big Brother”…
Vamos fugir!
Para onde?!
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Alexandre Quinteiro

Habitantes da fronteira com a Galiza optam por serviços de saúde em Espanha

Habituados já a não distinguir as linhas da fronteira entre Portugal e Espanha, os habitantes das vilas raianas do Minho parecem ter descoberto, para além dos combustíveis e dos bens alimentícios mais baratos, os "benefícios de saúde" da Galiza. in Publico

Gravuras rupestres e contemporâneas lado a lado - Alijó

Arranca este fim-de-semana a IV Bienal de Gravura de Alijó, um certame marcado pela assinatura de um protocolo que visa “criar um diálogo visual entre as gravuras rupestres e as contemporâneas”.
O Núcleo de Gravura de Alijó vai assinar um protocolo de cooperação com a Câmara Municipal de Foz Côa e o Parque Arqueológico do Vale do Côa para assegurar uma colaboração contínua. De resto, este ano, a Bienal de Gravura, que começa este fim-de-semana e termina em meados de Setembro, já vai contar com uma exposição que, segundo Nuno Canelas, presidente do Núcleo de Gravura de Alijó, vai representar um “diálogo visual” entre as gravuras contemporâ-neas e as rupestres.

Outro dos destaques da Bienal da Gravura deste ano vai ser a homenagem prestada à artista plástica Paula Rêgo, que vai ter vários trabalhos expostos no Auditório Municipal de Alijó. A par dos trabalhos de Paula Rêgo, vão também ser expostos um total de 355 gravuras, representando 165 artistas vindos de 47 países diferentes.

No âmbito da IV Bienal de Gravura de Alijó está também prevista a realização de vários espectáculos musicais e ainda uma oficina de gravura em metal, aberta a todos quantos se inscreverem.

Contratos desestabilizam profissionais de saúde

É grande a instabilidades nalguns centros de saúde do distrito de Bragança por causa a eventualidade de perca de vínculo laboral. Ao todo são mais de 100 os profissionais de saúde desta região a quem pode não ser renovado o contrato de trabalho no próximo mês. RBA

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Outros olhares... Joaquín Roy

Portugal en Iberia
EL Premio Nobel de Literatura, el escritor portugués José Saramago, ha hecho unas declaraciones explosivas. En vísperas de su segunda boda con la española Pilar del Río, en una entrevista al rotativo lisboeta 'Diario de Noticias', predijo que Portugal terminaría un día como comunidad autónoma de España, en un país conjunto que se debiera llamar Iberia. Si hay algo que toca la fibra del alma portuguesa y la altera más allá de su calma preñada de saudade y fado es la relación peculiar con España. Distantes, amables, prudentes, ceremoniosos con elegantes límites, siempre en tono bajo, los portugueses lidian con dos señas de identidad: su preciso perfil nacional y la cercanía de España.

Pocos observadores reparan en que Portugal es el Estado-nación más antiguo de Europa. Desde que tempranamente terminó su propia reconquista y el monarca Don Alfonso III ajustó sus fronteras con Castilla por el Tratado de Badajoz de 1267, Portugal ha permanecido inalterado. Ha cohesionado un pueblo sin peculiaridades étnicas (aunque ha incorporado con éxito a una minoría procedentes de sus antiguas colonias). Tiene una sola lengua sin dialectos y una religión con el comprensible matiz laico. Incluso cuando entre 1580 y 1640 estuvo regido por los Austrias españoles, el país no sufrió impacto identitario: no hay invasión demográfica de España, ni emigración portuguesa hacia el oeste.Resignados, viviendo en mutuo y respetuoso aislamiento ('de costas voltadas'), España y Portugal se ignoran durante siglos. Pero nunca existe una animosidad entre las dos entidades ni el sentido del humor cruza una raya peligrosa e hiriente. Por ejemplo, nadie en Portugal de veras cree en la tradicional expresión: 'De Espanya, nem bon vento nem bon casamento'. En realidad, para las nobles portuguesas la relación con España fue un excelente negocio matrimonial. Nada menos que once infantas portuguesas llegaron a ocupar el trono de España, como resalta un excelente libro de Marsilio Cassoti, un 'best-seller' en el país. La más famosa de estas damas lusas que cruzaron con fortuna regia 'la frontera de corcho' fue Isabel de Portugal, nieta de Joao I y madre de Isabel la Católica. Otra Isabel portuguesa se casó con Carlos V y procreó a Felipe II (I de Portugal).
Pero es cierto que el temor al imperialismo castellano inclinó las alianzas portuguesas hacia Inglaterra. Este sentimiento de autoprotección llevó a los portugueses a tratar de superar a España incluso inconscientemente. En casi todos los acontecimientos del siglo pasado, Portugal se adelantó a España cronológicamente: se despojó de la monarquía antes (1910), instaló un régimen filofascista una década antes que Franco y defenestró los restos de la dictadura salazarista en 1974, más de un año antes de la muerte del dictador español. Incluso en las alianzas internacionales Lisboa dejó atrás a Madrid: Portugal fue miembro fundador de la OTAN, ingresó en la EFTA y firmó los documentos de adhesión a la Comunidad Europea por la mañana, mientras el Gobierno español lo hacía a la una de la tarde.
Sus déspotas se mantuvieron distantes. Salazar despreciaba a Franco, al que consideraba un inculto militar. El caudillo español desconfiaba de la superioridad intelectual del catedrático de derecho de Coimbra.
En el caso de que la predicción de Saramago se cumpla, algunas peculiaridades se deberían tener en cuenta. En cuanto a la lengua portuguesa, quizá esa sea la única solución para que los españoles la aprendan. Hoy en día, todo portugués culto puede conversar en español; apenas un puñado de españoles pueden desempeñarse en la lengua vecina. Para los españoles, algunos obstáculos parecen insalvables: por un lado se sienten cómodos al observar la lengua escrita; al oírla, se dan cuenta de que es muy diferente, con un sistema vocálico enriquecido y la desaparición de consonantes en la endiablada velocidad con que desarrollan los discursos repletos de altibajos tonales. Portugal parece un país de millones de ventrílocuos: hablan sistemáticamente con los labios cerrados. De declararse el portugués como lengua obligatoria en Iberia, al nivel del castellano, se habría terminado con el handicap.
En el plano político, el proyecto de Saramago debería salvar las reticencias de Madrid al reconocer las peculiaridades de las autonomías 'históricas'. Si al nuevo Estatuto de Autonomía de Cataluña se le niega el pan y la sal, uno tiembla con la presencia del país más antiguo de Europa en el frágil mapa ibérico. Bien mirado, será mejor dejar las cosas como están y visitar Portugal hablando en voz alta, en español, y comprando en El Corte Inglés lisboeta, por cierto, muy apreciado por los portugueses.
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Joaquín Roy

Três unidades de cuidados continuados em Bragança

Até Setembro o distrito de Bragança deverá contar com três unidades de cuidados continuados. Freixo deve ser o primeiro concelho a dispôr deste equipamento. Este sábado é inaugurado pelo Ministro da Saude. No mês seguinte devem ficar prontos espaços idênticos em Mogadouro e Vila Flor.
Mais de 70 camas vão ser criadas para apoio a doentes, que evitam a necessidade de os deslocar para Murça, a unidade mais próxima. Já se sabe que até ao fim do ano também Miranda deve ficar dotada desta valência. RBA

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Silêncio é o barulho baixinho: os Amigos de Alex (2)

Esqueci de referir que tentei deixar um comentário no blog do Alexandre J. Q., mas me foi difícil, e como não queria entrar Anónimo…

Ainda sobre O silêncio dos livros, George Steiner sublinha a fragilidade da escrita — e que ela-própria tinha inscrita a possibilidade do seu fim. Aliás, Jesus de Nazaré e Sócrates, nenhum deles foi autor (palavra com a mesma raiz de autoridade), nem fez questão de ser publicado, não fossem, respectivamente os discípulos S. Paulo, mestre em relações públicas avant la lettre, para além de grande escritor: e Platão…
Faz depois um percurso sobre os ratos de biblioteca, como Montaigne na sua torre, mandando afastar dela até os familiares mais próximos… para concluir que os vários momentos de tempo livre para uma leitura séria, silenciosa e responsável se tornaram hoje apanágio dos universitários e dos investigadores tão-só.
Mas, segundo Michel Crépu, citando o magnífico começo de Em busca do tempo perdido de Marcel Proust… À mesa não se lê? Não faz mal, o livro continua a ler-se na cabeça dele. Só mais um bocadinho de paciência e lá estará o quarto e o silêncio da luz coada pelas persianas… Como o paraíso de Combray, da leitura à sombra do castanheiro [nas minhas férias ao Pombal, havia um limoeiro do meu tio], onde se opera(va) a metamorfose, um tempo outro a nascer dentro do tempo, um mundo novo a surgir do nada, numa língua que não era a linguagem… Como o narrador (…) do tempo perdido, era grande a minha crença na riqueza filosófica, na beleza do livro que estava a ler e tão grande o meu desejo de apropriar delas. Mas hoje a imposição mudou — já não é o ir para o quarto, mas o dele fugir a 7 pés. Se o Figo está a falar, na televisão, ou o Cristiano Ronaldo dá autógrafos, no hipermercado, como é que um jovem pode optar por fechar-se com as Mil e uma Noites? Venha o castigo! Medicina! Psiquiatra! Angústia! Angústia!

E como acredito na Lição dos Mestres, penso que o poder mediático tem uma substância nula a transmitir… É mais democrática — e os deveres e os direitos são iguais, mas confunde igualdade com igualitarismo. A minha opinião sobre vinhos é nula (por isso, a não dou; e bem gosto de ouvir meus primos Luis Filipe, máximo vencedor dos prémios na feira de Pombal de Ansiães, e Luis Carlos, da marca Côrtes do Tua). Daí, que sinta, relativamente ao Alexandre J., a graça de uma troca, baseado num eros construído numa base de confiança recíproca. Aí a intensidade do diálogo gerou amizade no sentido mais elevado do termo, numa aprendizagem recíproca. Claro que

é muito bom, como defende Steiner, ‹‹despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; e fazer do seu presente interior o seu futuro››.

Silêncio é o barulho baixinho… faz, para mim, um muito particular balão de ensaio para um novo e g r a n d e espaço de troca. Parabéns, Alexandre!

vitorino almeida ventura

Duplicou o número de visitantes ao Douro descrito por Miguel Torga

No ano do centenário de Miguel Torga duplicaram os visitantes que se deslocam à região transmontana para ver os locais - como São Martinho de Anta, o rio Douro ou as serras - que serviram de inspiração ao escritor que faria 100 anos no próximo domingo. PJ
DN

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Projecto WI-FI "rede sem fios" da Fontelonga

O projecto é uma iniciativa da freguesia de Fontelonga e tem como objectivo proporcionar o acesso gratuíto à Internet a todos os fontelonguenses.
Todos os custos do projecto foram suportados na integra pela freguesia.
A Rede WiFi da Fontelonga é uma infra-estrutura de comunicações sem fios, constituída por duas Wireless LAN's (WLAN) instaladas, uma no Pinoco e outra no edifício da Freguesia de Fontelonga. A Wireless Lan do Pinoco dá cobertura à maioria da aldeia e é alimentada por uma ligação ponto-a-ponto a partir do edifício da Freguesia. Fontelonga

Turistas com autocaravana passam a ter área de serviço

A vila de Torre de Moncorvo passará a dispor, ainda no decurso deste Verão, de uma área de serviço para autocaravanas. Será o primeiro equipamento do género em todo o distrito de Bragança. JN

Intercéltico correu bem

Mais de 4000 pessoas passaram este ano pelo Festival Interceltico, em Sendim. Passadas algumas horas do fim do evento é tempo de fazer um balanço que para a organização é positivo. RBA
lpveloso - intertoon

Tribunais viram Casas da Justiça

Oito tribunais de Trás-os-Montes podem ser transformados em Casas da Justiça. A reorganização do Mapa Judiciário aponta para a reconversão de Tribunais de várias comarcas da região, três no distrito de Bragança (Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Vimioso) e os restantes em Vila Real (Boticas, Mesão Frio, Mondim de Bastos, Murça e Sabrosa). As autarquias desconhecem o processo e ainda não foram informadas de qualquer mudança, nem sabem que funções terão as Casas de Justiça. JN

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Serviços Públicos e População

Houve tempos em que os serviços públicos eram mínimos. E eram mínimos porque não havia da parte do Estado sentido de responsabilidade pelo bem-estar das pessoas e porque o número destas era diminuto, não justificando a existência de repartições do Estado próximas dos cidadãos.
O tempo passou, o Estado assumiu papéis que antes julgava não lhe pertencerem e a população aumentou imenso. Houve, em consequência, necessidade de criar vários serviços públicos para atender às necessidades dos cidadãos e até do próprio Estado na cobrança dos impostos.
Durante muito tempo, este alastramento estatal esteve num crescendo constante. Claro que quem fala em Estado fala em câmaras municipais e Juntas de Freguesia.
As pessoas viveram durante décadas numa economia de subsistência e com pouco se contentavam. A pouco e pouco tornaram-se, porém, mais exigentes; como não havia empregos privados, as pessoas procuraram encaixar-se nos serviços do Estado.
Mas, com a emigração para o estrangeiro e para as cidades, a população foi-se reduzindo mais e mais.
De tal modo que hoje nitidamente os funcionários públicos são em número excessivo em relação às pessoas que servem.
Há que criar mais empregos privados para que volte a existir uma proporção razoável entre os que servem e os que são servidos.

A não ser que queiramos aceitar que os que servem se servem a si próprios.
E então chegaríamos a uma sociedade perfeita em que os servidores seriam exactamente os mesmos que os servidos.

Talvez então, para aumentar a concorrência, pudesse ainda ser criada outra Câmara com outros tantos funcionários e houvesse depois uma disputa sã entre os funcionários das duas câmaras.
E então não sei, sr. Presidente, se a sua Câmara ganharia, se não seria ultrapassada pela outra, a não ser que se desse o milagre de aumentar enormemente a eficiência da sua máquina.
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João Lopes de Matos

Autarcas exigem estradas

Os autarcas do distrito de Bragança estão fartos dos sucessivos atrasos no cumprimento do Plano Rodoviário Nacional no distrito. Num documento enviado ao primeiro-ministro, José Sócrates, os autarcas relembram-lhe que continuam em falta a vias consideradas estruturantes para Trás-os-Montes, nomeadamente a A4, IP2 e IC5. Estradas essas, cuja construção é, para os presidentes de Câmara, "a única forma de desencravar economicamente o Interior Norte de Portugal".
A situação actual dos projectos anunciados em Abril de 2006, em Bragança, pelo próprio José Sócrates é a seguinte a A4 está com um ano e meio de atraso na Avaliação de Impacte Ambiental, o IP2 com o atraso no lançamento do concurso e o IC5 com atraso semelhante no projecto.
As notícias que têm dado conta de supressão de verbas afectas ao IP2 e IC5, e deslizamento do calendário anunciado no ano passado, obrigam os autarcas a dirigir um apelo directo ao primeiro-ministro exigindo-lhe "justiça" para com a região, que deveria ser dotada de estradas ao nível do resto do país até 2011. JN

Bebé nasce em pleno IP4 a caminho da maternidade

É já o segundo bebé a nascer no IP4, no espaço de um mês, a caminho da maternidade de Vila Real.
O parto aconteceu no interior de uma ambulância, na madrugada de sábado, ao quilómetro 118 daquele itinerário principal, próximo da aldeia de Vila Verde. Foi efectuado pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e por Valter Costa, bombeiro da corporação de Mirandela, curiosamente o mesmo que ajudou a dar à luz um outro bebé, na madrugada do dia 5 de Julho, também no IP4, próximo de Mirandela. (...)
A cerca de vinte quilómetros de Vila Real verificou-se que já não seria possível aguentar a situação até à maternidade, pelo que a ambulância parou na berma do IP4 e, quinze minutos antes das sete da manhã, nascia o rapaz de Alcina Magalhães, que vem juntar-se a um casal. JN

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

PCP questiona novo mapa judiciário

Agostinho Lopes alegou que as informações de que dispõe apontam para a reconversão de oito instâncias judiciárias em Casas da Justiça, requerendo ao governo esclarecimentos sobre as consequências destas alterações.
Um dos esclarecimentos que o deputado comunista requer é se esta é ou não, “a proposta do Governo para a região transmontana em matéria de tribunais”, além de questionar, “quais as funções e serviços judiciais contidos no novo conceito de Casas da Justiça”. O membro do PCP interroga-se se, “as alterações a fazer serão debatidas e consensualizadas com as autarquias municipais”.
Os tribunais visados estão nas localidades de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Vimioso no distrito de Bragança e ainda Boticas, Mesão Frio, Mondim de Basto, Murça e Sabrosa no distrito de Vila Real. Correio da Manhã

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Ao abrir o novo blog de Alexandre J. Quinteiro, cujo título vai em epígrafe, descobri um mundo novo, bem interessante. Das referências à Linda Martini, aos Ornatos Violeta, ao regresso de Manel Cruz ele-mesmo... Até à re_
construção de uma letra (aí concordando plenamente com o Rui Samões, uma vez ter Alexandre J. de explicar o último verso; mas, claro, compreendo também que para as suas amigas isso tenha todo-significado, num microcosmos bem particular...).

Agradeço-lhe a referência espontânea à minha pessoa e o facto de serem essas pequenas coisas - em que o terei tocado que me fazem sentir como fazendo parte de um cordão de humanidade. E não ser doutor duas vezes, ou. Quando vou ao Pombal (mesmo a Paradela), alguns jovens que treinei há uma década tratam-me por Tino e eu não me sinto menos respeitado (bem pelo contrário) do que alguns que me tratam por senhor, quando fazem questão de ser nomeados de arquitectos, engenheiros e doutores da Lei.

A minha única obra (se terei alguma) terá sido a de ajudar a reconstruir as pontes que os rios levaram um dia, dialéctica que só haverá fim com o diálogo absoluto entre todos. Novos usados e velhos modernos, em suma: populares eruditos.

Mas sobre o Silêncio ser o barulho baixinho, para mim, é sobretudo o Lugar do Outro, de escutar esse Outro. Jamais o do Livro de George Steiner "O silêncio dos livros" (tradução portuguesa para o francês: ódio aos livros), em que os anarquistas e os nihilistas russos, em torno da revolução bolchevique, queriam destruir bibliotecas... Todo o passado para construir do Zero o futuro.

O meu silêncio é mais esse musical - de John Cage.
No final da década de 40, ganha importância, nos meios artísticos, a quebra da ténue linha entre a audiência e o espectáculo. O público é convocado a participar na performance a que assiste.Em 1952, David Tudor desempenhava, em Woodstock, New York, a peça 4' 33'', de John Cage, sentando-se ao piano e não tocando nenhuma nota durante os quatro minutos e trinta e três segundos que durava o espectáculo. Os três movimentos da peça I: Tacet; II: Tacet; III: Tacet indicavam isso mesmo... Usando modelos I Ching, Cage escolheu claramente o comprimento de 273 segundos que daria, em «absoluto zero», -273. 15 de temperatura.Os espectadores afirmavam não ter ouvido nada, mas o espectáculo estava recheado de sons:"People began whispering to one another, and some people began to walk out. They didn't laugh — they were just irritated when they realized nothing was going to happen, and they haven't fogotten it 30 years later: they're still angry." John Cage ele-mesmo sobre.
vitorino almeida ventura

Enfermeiros em risco

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses diz que há extensões de saúde em Trás-os-Montes que podem encerrar porque as Sub-Regiões de Saúde não vão renovar muitos contratos de enfermeiros a partir de Agosto. Vários profissionais cessam a ligação durante este mês e há a registar uma mudança nas regras de contratação. Os contratatos passam a ser feitos mediante as necessidades de cada região. RBA

Autarcas de Bragança defendem ligação de Miranda a Chaves

Os doze autarcas do distrito de Bragança reivindicam a continuação do IC 5 de Miranda do Douro a Chaves, passando por Vimioso Bragança e Vinhais. Esta posição já foi assumida num documento enviado ao primeiro-ministro mas bem antes disso é preciso construir o IC 5 de Murça a Miranda. Um projecto que se arrasta há vários anos. O Governo prometeu a conclusão deste Itinerário até 2012 mas os prazos já estão novamente atrasados.
"Trata-se de uma perspectiva que já tem alguns anos, mas isso numa segunda fase, a prioridade é bem evidente vai para aquilo que corresponde às acessibilidades previstas no Plano Rodoviário 2000 assim como a correcta e adequada ligação á sedes concelhias”, refere o presidente da Câmara de Bragança Jorge Nunes.
No documento agora tornado público, o aspecto fundamental é um alerta ao chefe do Governo, precisamente para o deslize dos prazos anunciados para a concretização no distrito dos eixos rodoviários fundamentais. “Trata-se no fundo de manifestar que acreditamos no calendário anunciado para a concretização das acessibilidades no distrito, percebendo existir alguns a calendários a deslizar, decidimos alertar o primeiro-ministro para esse facto para que possa intervir no sentido de não existirem novos atrasos”, explica acrescentando que as grandes preocupações se prendem com a evolução do IP 2 e IC 5, uma vez que em relação à auto-estrada transmontana houve recentemente alguma evolução.
Sem pôr ainda em duvida os prazos anunciados de conclusão destas vias os autarcas vão alertando, subtilmente, para alguns deslizes nesse calendários. Brigantia

Prevenção de Cardiologia desaparece do hospital

A partir de hoje termina o regime de prevenção 24 horas por dia de Cardiologia que estava a funcionar no hospital de Mirandela. Os dois cardiologistas passam a fazer consultas externas nas três unidades pertencentes ao Centro Hospitalar do Nordeste (CHN) - Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela - e ao mesmo tempo vão ficar responsáveis pela formação de internistas no atendimento a situações urgentes. A decisão é da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN). Entende que este sistema "não trazia qualquer benefício para os doentes". JN

domingo, 5 de agosto de 2007

lpveloso - intertoon

Daqui e dali... Carlos Fernandes

Há dias fui abordado por um amigo com a seguinte questão:
"Sou uma pessoa sujeita a cãibras frequentes, terei eu falta de cálcio?"
Há muita controvérsia a esse respeito — já que não se conseguem provocar cãibras nos laboratórios. Elas são contracções involuntárias e muito dolorosas dos músculos, aparecem geralmente pela falta de algumas substâncias, tais como: água, sódio, potássio, oxigénio, glicose ou até mesmo o cálcio. "Tensão e contusões também dão origem a este quadro patológico" , garante Victor Matsudo, coordenador do programa «Agita São Paulo». Até mesmo o frio pode provocar cãibras, devido à diminuição da circulação sanguínea no local.
O cálcio, além de ser um importante componente dos ossos, pois devido a este elemento o osso, será mais ou menos rígido. Também está presente na membrana muscular. Se, se encontra abaixo dos níveis recomendados, de fato aparecem as cãibras. Para evitá-las, portanto, uma boa alimentação é essencial. O cálcio está presente no leite e seus derivados. O sódio é encontrado no sal e o potássio por sua vez pode ser obtido na banana e na água-de-coco.
Pratique uma alimentação equilibrada e veja as suas cãibras diminuírem.
Por Carlos Fernandes.

Americana rentabiliza compotas tradicionais

Quando, em 1995, Puri Fernandes, 57 anos, começou a fabricar compotas para aproveitar as cerejas produzidas numa quinta do marido, geralmente para oferecer aos amigos, estava longe de imaginar que viriam a tornar-se famosas no país e no estrangeiro. Os "Doces da Puri", confeccionados na aldeia de Parambos, Carrazeda de Ansiães, acabam de conquistar o segundo prémio de qualidade num concurso galego, que o elegeu como o primeiro no Norte de Portugal. Um reconhecimento internacional "importante" para um sistema de produção artesanal e cuidado que nasceu da convicção de que "uma pequena actividade pode contribuir para o desenvolvimento de uma região", adianta a proprietária.
A cozinha onde os "Doces da Puri" ganham requinte e sabor emprega duas pessoas, para além da empresária, mas em épocas de apanha de fruta chega a ter 10. Mais para além da produção própria de cereja, ginja, pêssego, framboesa, quiwi, groselha, maçã, pêra, entre outros, Puri Fernandes compra o que necessita a agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O resultado é que para além da actividade dar lucro, garante emprego a várias pessoas na aldeia e ainda gera mais-valias a diversos agricultores. Ora, foi este trabalho que o concurso galego reconheceu.
Produzir compotas à base de fruta é tão normal na região, sobretudo com carácter doméstico, como qualquer outra actividade. O que neste caso difere é que foi encarado como uma profissão pós-reforma de uma americana que passou anos a trabalhar numa organização internacional dos EUA, ligada ao desenvolvimento rural, e que desempenhou funções em vários países.


No âmbito do seu trabalho conheceu Mário Vasco Fernandes, médico natural de Parambos e a trabalhar para a ONU, em Washington. Acabariam por casar em segundas núpcias e durante uma visita à aldeia duriense Puri apaixonou-se pelo local. "Basta olhar pela janela", justifica. A paixão deu em negócio e, passados 12 anos, numa marca de doces reconhecida. A produção varia entre os 20 e 30 mil frascos anuais, de meia centena de variedades. A procura é cada vez maior. Aumentar a produção? "Não. Tenho medo de não conseguir manter a qualidade e também não quero perder o meu estilo de vida", refere Puri.
Chega a receber pedidos de 10 caixas mas só vende uma para poder satisfaz toda a procura. Não aceita mais clientes.Cobertura dos frascos É uma cobertura à moda antiga em tecido, feita à mão, com patente registada.
Futuro: Biscoitos com amêndoas. Vai criar mais 1 posto de trabalho.
Eduardo Pinto in JN

sábado, 4 de agosto de 2007

Festival anuncia mudança

Este ano o cartaz do FARPA tem a duração de seis dias, de 4 a 9 de Agosto e volta a apostar, essencialmente, no teatro e na música de cariz diverso, mas também prevê um espectáculo de dança e uma exposição de pintura. Apesar do esforço que a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães faz para manter o evento, reconhece que o modelo começa a ficar gasto e, em princípio, no próximo ano já será diferente. "Há algum tempo que pensamos em fazer outro tipo de festival", revela a presidente da colectividade, Fernanda Cardoso, admitindo que o actual modelo "está gasto". As primeiras edições conseguiram mesmo grande mediatismo nacional devido ao arrojo um festival de artes de quase duas semanas numa pequena aldeia transmontana.
Até agora a renovação tem sido difícil, pois os apoios também têm vindo a decrescer, o que só por si já torna difícil manter o evento. O próprio Ministério da Cultura "chegou a dar cinco mil euros ao FARPA e neste momento o apoio está reduzido a mil", sublinhou Fernanda Cardoso, que espera também pela ajuda do IPJ e da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães.
Cobrar bilhete para entrar no FARPA, permitindo amenizar o esforço financeiro, afigura-se, para já, "tarefa quase impossível e delicada", pois segundo a dirigente as pessoas poderiam não aceitar de bom grado essa medida. Assim, todos os espectáculos continuam a ter entrada grátis. Eduardo Pinto in JN

FARPA 2007 - Programa a não perder!

farpa 2007
Pombal de Ansiães

4 Ago
17h00 Abertura Oficial
17h30 Música - Esproarte (Mirandela)
21h30 Dança - Grupo de Danças (Miranda do Douro)

5 Ago
16h00 Pintura - Exposição de Pintura (Mirandela)
17h00 Música - 0 Realejo (Barreiro)
21h30 Música Medieval - Medievo (Vila Real)
22h30 Teatro - Rambóia (Macedo de Cavaleiros)

6 Ago
22h00 Música - Noite de Fados (Leiria)

7 Ago
22h00 Teatro - Tizona - Castela (Espanha)

8 Ago
21h00 Música - Grupo de Bombos (Mirandela)
21h30 Música - Animagão de Rua (Bragança)
22h00 Música - Toques do Caramulo (Águeda)

9 Ago
23h30 Teatro - Grupo Teatro ARCPA (Pombal de Ansiães)

festivaldeartesdepombaldeansiães2007
Largo da Igreja, 1 - Pombal de Ansiães • 5140-222 PCMBAL CRZ - Tel. 278 669 199 - Fax 278 669 22
E-mail: arcpa@mail.telepac.pt
home page: http://www.bragancanet.pt/arcpa//

*Nota de Imprensa

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

O apelo dos Green Day,
no filme dos Simpsons


Após tocarem a banda sonora dos Simpsons, os Green Day resolvem alertar a população do Lago Springfield a favor do ambiente. Em resposta, a população irada atira-lhes tomates e latas e copos de plástico e tudo o que à mão haviam (assim num célebre concerto dos Faith No More) para o lago, poluindo-o de tal modo que sobre a água o palco começava a dissolver-se, numa trip de ácido… E o grupo afundava, tal qual os violinistas do Titanic… Passando sobre o humor ácido de Matt Groening,

em conversa com Joana B., inventariámos n motivos para o desastre ecológico:

1. A população haver encarnado o sonho de todo _ American idiot, um dos singles da banda;
2. Ao lugar da escuta, quanto de intervenção ética não produz o seu reverso, uma vez o povo estar farto de ouvir falar, esgotado das mensagens, sejam elas moralistas ou anti-consumistas, sem acção visível;
3. Numa contra-informação típica, ao lugar da recepção, já que a mensagem não é entre o emissor e o receptor, mas em cada um, tão subjectiva. E o que diz um, ouve o outro — ao contrário (argumento mais discutível);
4. Valerem tanto os tomates, como as palmas, na sociedade do espectáculo de Guy Debord, onde o ‹‹verdadeiro faz apenas um momento do falso››;
5. Para Homer Simpson, tão básico, seria uma espécie
de recusa da parte ideológica, apenas estando ali pelos donuts musicais que a banda vai vendendo;
6. Isso levaria àquela ideia burguesa em todo o homem comum de que se paguei tenho direito a ouvir o que quero e só;
7. Para Bart Simpson, o apelo dos Green Day não corresponderia à notação musical da banda, como se a música tivesse uma letra própria — neste caso, de um epígono punk: espelho do próprio lixo, mais plastificado do que no início, onde os Sex Pistols, como exemplo, tinham atitude, mesmo sem lerem os grandes anarquistas do séc. XIX; já os Clash, excepcionalmente, tinham pensamento político, para além de miscigenizaram a música negra com a branca.

Se acharem outros motivos, atirem-nos em comentário. Como tomates e latas e copos de plástico e tudo o que à mão tiverem para…

vitorino almeida ventura

Post Scriptum 1: A voz de Dan Castellaneta é a alma de Homer… Como a da senhora Nancy Cartwright de Bart… [Eduardo Lourenço adaptado].

Post Scriptum 2: O Porco-Aranha de Homer lembrou-me uma coisa — o facto de um velho conhecido, Berto, da Xinfrim, que organiza as noites Ritual Rock no Porto, quando ainda havia o Luis Armastrondo, na Ribeira, me haver confidenciado adorar ter um porco a viver no seu quarto… Na hora da sátira, a ficção chega sempre depois da realidade.

Um novo sítio arqueológico

O sítio arqueológico do Castelo Velho de Freixo de Numão, situado em Vila Nova de Foz Côa, abre hoje as portas ao público numa cerimónia que conta com a presença do secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho. Depois da intervenção arqueológica levada a cabo por Susana Oliveira Jorge, desde 1989, e de uma série de trabalhos de conservação e restauro das estruturas, vai ser agora possível visitar o monumento, cujo projecto do centro interpretativo e de musealização esteve a cargo dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez.
Castelo Velho de Freixo de Numão é um sítio arqueológico muralhado do Calcolítico e da Idade do Bronze, que terá sido utilizado entre cerca de 3000 e 1500 a.C., provavelmente de forma contínua. Tradicionalmente classificado como um «povoado fortificado», em xisto, com muralhas e outras estruturas de pedra, é um dos poucos sítios muralhados desta época no Norte da Península e, ao que se sabe, seria habitado por uma elite que teria à sua guarda os bens e estruturas que ali se conservariam, como relíquias (por exemplo, ossos humanos), bens de ostentação e mesmo de consumo, provavelmente relacionados com determinadas cerimónias.

A intervenção nestas estruturas, da resposanbilidade do IPPAR e co-financiada pelo Programa Operacional da Região Norte através da Medida 3.9-Cultura – numa parceria com a Universidade do Porto e a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão –, desenvolveu-se entre 2001 e este ano, totalizando o montante global de 1.221.441 mil euros. Este investimento enquadra-se na estratégia de conservação e valorização de monumentos, conjunto edificados e sítios arqueológicos da Região Norte, entendidos como marcas de ocupação e povoamento capazes de proporcionar ao cidadão uma leitura cronológica do território e importante recurso cultural a visitar nas proximidades do Vale do Côa e do Alto Douro Vinhateiro. Assim sendo, depois das intervenções arqueológicas e de conservação e restauro, foi construído um centro interpretativo do monumento, definidos percursos de visita e produzido material de apoio ao visitante. Tal implicou a construção de um edifício com um miradouro sobre a paisagem e a instalação de um passadiço em madeira que permite aos visitantes percorrerem o sítio arqueológico sem danificarem as estruturas arqueológicos. PJ

Distribuição de verbas do QREN pode prejudicar Trás-os-Montes

Luis Ramos, investigador e autor de estudos sobre o desenvolvimento de Trás-os-Montes, diz que a região tem razões para apresentar os piores receios sobre o QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Sublinha que já estão a ser cometidos erros graves de desperdício e favoritismo que podem prejudicar o Norte do país e em concreto o interior.
O docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro apresenta três argumentos para criticar a forma como o Estado Português está a gerir o QREN.
O primeiro tem a ver com o que considera ser um atraso nas propostas portuguesas.
O programa comunitário deveria ter entrado em vigor em Janeiro deste ano, o que não aconteceu, congelando os planos de autarcas e empresários.
Por outro lado, Luis Ramos diz que não está suficientemente clara a dotação financeira para a região e que o alarme soou quando o próprio presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte veio reclamar os mais de oito mil milhões de euros prometidos.
A terceira crítica prende-se com o modelo de gestão dos fundos.
Se nos Quadros anteriores se optou pela descentralização de verbas e de intervenções, agora, lembra que o modelo é altamente controlado por Lisboa, com os perigos que isso representa para o interior do país.
Luis Ramos lembra que o QREN não pode ser desperdiçado por Trás-os-Montes e Alto Douro, pois é provavelmente a última oportunidade de desenvolvimento para a região. RBA

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Termas de S. Lourenço funcionam com poucos recursos

Projecto de reabilitação está em elaboração e deverá avançar mesmo antes de definida a cota da futura barragem do Tua

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães tem, há alguns anos, a intenção de requalificar as termas de São Lourenço, na freguesia de Pombal, uma estância muito antiga que, actualmente, apresenta poucas condições, quer para os banhos, quer para a estadia dos banhistas. O lugar de São Lourenço situa-se junto ao rio e à linha de caminho-de-ferro do Tua. O projecto de recuperação já existia, no entanto, segundo Eugénio de Castro, presidente daquele município, foi necessário fazer uma readaptação, logo que se soube da intenção da EDP construir a futura barragem do Tua. “Até já tínhamos o projecto de execução do edifício termal na Direcção-geral de Saúde, para legalização, e nesta altura poderíamos estar em obras”, refere o presidente. Ana Preto in Mensageiro de Bragança

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Un año sabático

Los jóvenes europeos deciden tomarse un año sabático antes de acceder a la universidad… Un artículo narra en primera persona la experiencia de varios jóvenes de diferentes nacionalidades.

Una experiencia en el extranjero te hace crecer, te ayuda a ver con otros ojos y a crecer como persona. Este tipo de formación, según decía el artículo, será más valiosa que un master. ¿Prefieren gastar 3000 euros en viajar o en un master?

También hacía referencia al “Programa Erasmus”, un programa europeo de movilidad. Se trata de una oportunidad única de cursar estudios universitarios en un país extranjero, que está al alcance de casi todos los estudiantes universitarios. En mi opinión, las becas pueden ser insuficientes pero te “obligan” a madurar en términos monetarios. Entras en contacto con otra cultura, con otro sistema político... Descubres la independencia, aprendes a tolerar…. Sin embargo, no todas las experiencias “Erasmus” son iguales, hay quien sepa aprovecharla y hay quien no…

Eu não tenho un master, ainda não... Já percebi que é importante para o Currículum, esses pontos podem ser decisivos para ganhar qualquer concurso. Posso ter experiência académica e profissional no exterior, mas isso não interessa. Quem tem 3000 euros para me emprestar?

Acho muito bem todos tirarmos cursos, masters, etc. Mas, uma vez acabado o curso, já sabemos pescar? Que acham? Somos mais qualificadas depois de tirar um curso? Pode qualquer pessoa com experiência profissional ter mais conhecimentos do que o “Sr. Dr. X”?

Gostava que as entrevistas fossem como noutros países, onde o Currículum Vitae é um pedaço de papel e só interessa pôr em prática os teus conhecimentos!

Roberto Moreno Tamurejo

Exposição de Fotografia

Bichos - Miguel Torga
Exposição de Fotografia
Biblioteca Municipal - Carrazeda de Ansiães
(2.ª a 6.ª, das 9.00 h às 17.30 h)


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(publicidade recebida por sms)

Mirandela sem cardiologia

A partir da proxima segunda-feira o Hospital de Mirandela vai deixar de ter o serviço de cardiologia a funcionar em regime de prevenção 24 horas por dia. Esta alteração, estipulada pela Administração Regional de Saúde do Norte prevê ainda que os dois cardiologistas que prestam serviço na cidade do Tua passem a assegurar consultas externas nas unidades hospitalares de Macedo de Cavaleiros e Bragança. (...)
O internamento de cardiologia mantém-se em Mirandela mas deixa de haver prevenção e os casos urgentes passam a ser encaminhados para a única Unidade de Cuidados Intensivos Coronários que existe na região, a localizar no hospital de Vila Real. Esta decisão foi baseada no numero de casos registados em Mirandela que segundo a ARS Norte são poucos não se justificando a prevenção durante a noite. RBA

Câmara de Macedo limpa florestas

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, em parceria com os bombeiros voluntários e a GNR, está a apostar numa campanha de prevenção dos fogos florestais ao proceder à limpeza das florestas no concelho. A autarquia pretende com a medida sensibilizar a população e alertá-la para o facto de ser obrigatória a limpeza das zonas florestais. Brigantia

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Da minha pobre erudição científica


João Lopes de Matos resolvera rumar à eternidade. Rui Samões produziu sequencialmente um texto, entre muitos outros comentários de boa qualidade, sobre o Tempo. Depois, ainda Alzira Lima se pre_
ocupava com o Sol passar a Lua, como se diz em vox populi…

Isto tudo para focar na minha pobre erudição científica, beneficiando eu de viver num país que sublinha mais (n)a erudição das artes e das letras, embora aquela outra me tente e eu ceda de quando em vez.
Num exclusivo à revista Science & Vie, Etienne Klein, filósofo e físico, definiu o tempo como algo de primitivo, de 'originário', pelo sentido em que não fica derivável de nenhum outro conceito. E qualquer que seja a tentativa de o definir, torna-se ainda mais complicada, pelo simples facto de, na língua corrente, a palavra se tornar exageradamente polissémica. 'Tempo' pode designar a duração, a velocidade, a mudança, o porvir, a espera, o desgaste, o envelhecimento… No entender dos físicos, o tempo não passa de uma espécie de 'prisão com rolamentos': prisão, por não sermos livres de escolher a nossa posição no tempo (pois não podemos furtar-nos ao presente); com rolamentos, dado que o tempo prossegue (leva-nos do presente ao futuro). A questão prende-se, obviamente, em saber o que realmente faz avançar o tempo. Prosseguirá ele, por si só? Ou haverá alguns fenómenos que o movem?
Sobre _ sua origem, o físico disse apreenderem as ciências apenas as origens relativas: datas de início ou contextos de primeiras aparições. Deparam com dificuldades tremendas perante a noção de origem no sentido absoluto, isto é, quando considerada como uma criação pura a partir do nada. Efectivamente, toda a ciência para se construir precisa de um 'já lá (estava)'. Ora, a origem absoluta corresponde à emergência de algo por ausência desse mesmo algo: ainda nada é, e, depois, de repente, em algo se torna. Como é que a ciência havia de dar um estatuto à tamanha singularidade? Falar da origem do tempo deveria conduzir-nos a localizar o tempo no 'não tempo'. Semelhante aporia parece, antes, algo inultrapassável. Porém, fazemos de conta que a resolvemos, recorrendo a jogos de linguagem. Ao contar, não a sua origem, mas, sim, o seguimento de nascimentos que se lhe sucederam.
Já quanto a podermos acelerar ou abrandar o tempo, a relatividade restrita de Einstein enuncia que existem tantos tempos quantos os observadores que se dedicam a observar-nos, estando estes ligados a referenciais 'de Galileu', ou seja, em translação rectilínea e uniforme uns por relação aos outros. Cada observador encontra-se submetido ao seu 'próprio tempo', diferente dos demais. Neste caso, a duração de um fenómeno já não é idêntica para todos.
Finalmente, relativamente a existirem um ou vários tempos, o filósofo pensou que tendemos, naturalmente, a confundir o tempo e os fenómenos naturais: ao apercebermo-nos, por ex., de que à nossa volta existem fenómenos cíclicos, afirmamos, sem dúvida alguma, que o próprio tempo é cíclico. Assim, ao supormos que o tempo se parece com aquilo que inclui, estamos a admitir, implicitamente, a existência de uma multiplicidade de tempos: existiriam outros tantos diferentes quantas temporalidades diferentes há. Este procedimento organiza, portanto, em redor da diversidade dos fenómenos, uma espécie de proliferação do tempo, que resulta, principalmente, numa confusão de linguagem. Pessoalmente, Etienne Klein defende antes a ideia de que talvez apenas exista um espécime: o tempo físico onde, em seu interior, coexistem temporalidades múltiplas ligadas aos fenómenos.

vitorino almeida ventura, citando Etienne Klein

Douro - Promoção externa do vinho de mesa

A Estrutura de Missão do Douro vai colaborar na promoção internacional, nomeadamente nos mercados europeu e norte-americano, dos vinhos de mesa de uma região ainda muito associada ao Vinho do Porto.
"Os vinhos de mesa precisam ainda de grande investimento no exterior”, reconheceu o chefe da EMD, Ricardo Magalhães, (...)
"... as políticas para o Douro devem ter como “denominador comum” o fomento do emprego, “o maior desafio da região”. (...) Nas suas declarações à Lusa, o chefe da EMD considerou “imprescindível” a diversificação da oferta turística no Douro para “prender” mais turistas e por mais tempo. (...)“Falta muito mais do que camas. Fixar mais turistas por mais tempo exige mais animação e pôr novas rotas turísticas a funcionar”, preconizou Ricardo Magalhães. (...) PJ

Peregrinação Sportinguista a Parambos

Para um convívio com o Núcleo Sportinguista local

O Núcleo Sportinguista de Fajões deslocou-se a Parambos, aldeia com cerca de 200 habitantes, no concelho de Carrazeda de Ansiães, conhecida como a mais Sportinguista de Portugal, para um convívio com o Núcleo local.
Foi uma deslocação que proporcionou a quantos aderiram a grande satisfação de verem e admirarem paisagens de rara beleza, nas margens do Rio Douro, Alijó, linha do Tua, Carrazeda de Ansiães, Chaves, Bragança e Mirandela, para além de outras.
Ao chegar a Parambos, o cansaço da viagem não impediu que se realizasse, ainda antes do almoço, um jogo de futebol de cinco, entre o núcleo local e o visitante em duas partes de 15 minutos, debaixo de um sol abrasador, que só convidava a ingerir líquidos refrescantes. O jogo terminou com a vitória dos visitantes por 7-3, mas todos se destacaram, de um lado e do outro, a jogarem num piso de alcatrão no recreio de uma antiga escola primária.
De seguida o autocarro foi encaminhado para o largo da igreja local, um monumento lindíssimo, com o altar-mor em talha dourada, datada de 1409, onde debaixo de uma frondosa tília plantada em 1934, decorreu o animado almoço. Durante a tarde, os visitantes caminharam por algumas ruas da aldeia ao encontro da sede do Núcleo Sportinguista local. Aí foram extremamente bem recebidos e puderam observar vários troféus e placas alusivas a outras visitas. Na oportunidade, foi entregue o troféu, conquistado no jogo da manhã, e trocadas lembranças entre os dois Núcleos.
O presidente do Núcleo Sportinguista de Fajões, Daniel Santos, endereçou, ao seu colega do Núcleo de Parambos, o convite para uma visita ao Núcleo de Fajões, ao mesmo tempo que agradeceu toda a simpatia e amabilidade pela forma como a comitiva foi recebida.