domingo, 15 de julho de 2007

Autarcas do Douro querem linha férrea para Espanha

As câmaras servidas pela via-férrea do Douro pretendem a reactivação da ligação a Espanha e a requalificação da linha entre Marco de Canaveses e Barca de Alva.
Para o efeito estão a aprovar várias moções nas respectivas Assembleias Municipais para enviar ao Governo. Marco de Canaveses foi o primeiro município a aprovar o documento “ em defesa da linha férrea do Douro”, o mesmo aconteceu já com Alijó, enquanto outras câmaras se preparam para proceder de forma idêntica. A vontade das câmaras surge depois do interesse espanhol em reactivar o troço entre La Fuente de San Esteban (Salamanca) e Barca de Alva, ao mesmo tempo que vêem o abrir de uma porta ao turismo do país vizinho.

Ao que apuramos as diversas moções, assinadas pelas câmaras de Marco de Canaveses, Mesão Frio, Baião, Régua, Sabrosa, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Nova de Foz Côa, S. João da Pesqueira e Figueira de Castelo Rodrigo deverão chegar ao Governo antes do Outono. Correio da Manhã

José Saramago defende que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha

O prémio Nobel português José Saramago defende, numa entrevista publicada hoje no "Diário de Notícias", que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha e integrar um país que passaria a chamar-se Ibéria para não ofender "os brios" dos portugueses. Público

sábado, 14 de julho de 2007

Feira TerraFlor - Vila Flor

Vila Flor - 14 de Julho
Sábado

21.30 horas - Animação do recinto da feira com a Companhia de Teatro Filandorra
22.30 horas - Espectáculo musical com Quinta do Bill

VI Festival de Música Medieval

Cantos de La Vida
Cantos sefarditas
Igreja de Pombal de Ansiães - Carrazeda de Ansiães
14 de Julho - 21.30 horas

Sinalização com ordem para avançar

O Secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, anunciou anteontem, em Alijó, que a sinalização do Alto Douro Vinhateiro vai avançar até ao final deste ano. Quase seis anos depois da sua classificação como património mundial da humanidade, só agora vai ser iniciado o processo que levará à colocação de dezenas de placas informativas ao longo das vias rodoviárias que cruzam a região. (...)
Esta fase deverá começar ainda este ano e decorrer ao longo do primeiro semestre de 2008.(...)
O Alto Douro Vinhateiro engloba 13 municípios da região demarcada Vila Nova de Foz Côa, São João da Pesqueira, Tabuaço, Armamar, Lamego, Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Sabrosa, Alijó, Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo.(...) Eduardo Pinto, JN
DN

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Feira TerraFlor - Vila Flor

Vila Flor - 13 de Julho
6.ª feira
21.00 horas - Grupo de Gigantones de Valtorno
22.30 horas - Espectáculo musical com Fernando Pereira

Daqui e dali... Zaratustra

Facto:
"O vereador da Câmara de Setúbal foi condenado a três anos de prisão, suspensa por dois anos, devido a um acidente de trabalho que causou a morte a um trabalhador da Portucel, em Novembro de 2000.
Na altura dos acontecimentos, Paulo Valdez era director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança. O trabalhador morreu na sequência de um atropelamento provocado por um empilhador.O autarca foi condenado pelo não cumprimento das normas de segurança, mas assegurou que já interpôs recurso."
in Correio da Manhã, 28/06/2007


Ficção:
"O Ministério Público, está a investigar a morte de Paulo Peão na sequência de um atropelamento que ocorreu entre as localidades de Cara Azeda e Fonteperto.
Eugrémio Crosta, edil da autarquia, foi constituído arguido por não garantir as condições de segurança aos habituais caminhantes que ali circulam desde que foi feita uma piscina e um parque desportivo na freguesia de Fonteperto.

Paulo Peão, de 13 anos de idade, caminhava na estrada e junto ao lancil do passeio que nunca fora construído, quando foi colhido por uma carrinha de transporte de gado. O motorista, Joaquim Sincero, disse à Bola de Cristal que não se conseguiu desviar porque nesse preciso momento estava cruzar por outra viatura que vinha de frente.

Gabriel Amizade, amigo de Paulo Peão, referiu o seguinte: "Não consigo dormir desde que o Paulo foi atropelado. E não tenho vontade de ir à piscina. Costumávamos ir à piscina a pé. Nas férias de Verão todos os dias fazíamos isso e às vezes íamos jogar ténis ou futebol. Ainda por cima já não tenho com que brincar. Cá no bairro só já há velhotes." Juliana Pedantes, habitante de Cara Azeda, diz que aquela via costuma ser usada por pessoas para prática de caminhadas e que já há muito tempo que deveriam ser criadas condições para lá circular em segurança.

Agosto Fastídio, líder da oposição do executivo camarário, diz ter pedido um estudo a um geógrafo para apresentar como promessa nas próximas eleições. "Pedi a um geógrafo que elaborasse um estudo sobre a criação de uma pista pedonal/ciclopista com um bebedouro e um abrigo no meio do percurso ".

Estudo tardio porque a vida de Paulo Peão, certamente iria fazer falta a uma terra com cada vez menos jovens."
in Bola de Cristal, 32/08/2007

Por ser um assunto demasiado sério, só pela sátira o consegui expressar.
Apelo aos pais para sensibilizarem os filhos dos riscos que correm naquela estrada.

Zaratustra

Grupo de Cantares de Carrazeda actua em Penamacor

O centro da vila de Penamacor recebe a Feira das Actividades Económicas de Penamacor. No domingo, o programa sugere a actuação do Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães e um festival de etnografia e folclore, desta feita, agendados para as 17h00 e 18h00, respectivamente. Diário XXI

Carrazeda de Ansiães lidera perda de população

As estimativas do Instituto Nacional de Estatística para o ano de 2004 continuam a colocar os distritos de Bragança e de Vila Real como perdedores de população residente.
Na verdade, comparando a população dos 14 concelhos do distrito de Bragança entre os anos de 2001 e 2004, verifica-se que há uma perda de residentes da ordem dos dois milhares de homens e mulheres (HM) que corresponde a uma diminuição percentual de 1,4. O distrito de Vila Real acompanha esta evolução negativa embora menos acentuada.
Distrito de Bragança: à excepção dos concelhos de Bragança e de Mirandela todos os restantes perderam população. Bragança ganhou 265 (HM) e Mirandela 160 (HM) o que em percentagem corresponde a aumentos de apenas 0,8 para Bragança e 0,6 para Mirandela. Todos os restantes concelhos tiveram perdas. As mais significativas verificaram-se nos concelhos de Carrazeda de Ansiães 5,5% (511HM), Torre de Moncorvo 5,2% (422HM) e Vinhais 3,4% (357 HM). Estas perdas estão relacionadas com a saída de população do concelho à procura duma vida melhor mas mais ligadas à taxa de natalidade que é muito inferior à da mortalidade. Esta atinge em alguns concelhos o dobro e até o triplo da taxa de natalidade, como nos de Alfandega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais. Semanário Transmontano

Linha do Tua: Remoção da carruagem começa segunda-feira

«Os trabalhos para o desmantelamento e remoção da carruagem do metro de Mirandela envolvida no acidente de Fevereiro na linha do Tua, de que resultaram três mortos, começam segunda-feira. (...)
José Silvano disse que ainda não está definida a data para a reabertura contínua o troço onde ocorreu o descarrilamento que matou dois funcionários do metro de Mirandela e um da CP. (...)
A linha que ligava Bragança ao Tua, na confinação dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó, ficou reduzia no início década de 1990 aos actuais cerca de 60 quilómetros.
Depois do acidente de Fevereiro, as carruagens do metro de Mirandela, que fazem as viagens para a CP, circulam apenas entre Mirandela e a estação da Brunheda.
O restante percurso até ao Tua, onde é feita a ligação à linha do Douro, é efectuado por um táxi ao serviço da CP.
De acordo com as conclusões de dois inquéritos ao acidente, o descarrilamento da carruagem, que arrastou cinco pessoas por uma ravina em direcção ao rio, foi causado pelo desabamento de pedras. (...)» Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Linhas do Sabor e do Tua podem ser transformadas em percursos turísticos

«Os autarcas dos concelhos servidos pelas antigas linhas do Sabor e do Tua, no Nordeste Transmontano, e a Refer começam amanhã a debater em Mirandela a possibilidade de as transformar em percursos turísticos a pé, a cavalo ou de bicicleta.
Segundo o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, a ideia é fazer um estudo do aproveitamento dos troços desactivados há quase 20 anos para um eventual projecto a apresentar ao próximo quadro comunitário de apoio (QREN). Em discussão estará a possibilidade de transformar estes troços em ecopistas, à semelhança do que já fez o município de Torre de Moncorvo com parte da linha do Sabor. Percursos equestres, pedestres ou de bicicleta poderão ser as propostas para os adeptos do turismo de natureza, a aposta desta região, conjugadas com o serviço de caminho de ferro que ainda existe, nomeadamente na linha do Douro e parte do Tua. Público

Feira TerraFlor - Vila Flor

Vila Flor - 12 de Julho
5.ª feira

18.00 horas - Inauguração da Feira TerraFlor

21.00 horas - Animação do recinto da Feira com Palhaços e Malabaristas

22.30 horas - Espectáculo musical com Quim Barreiros

Sem comentários!

É mais um caso de uma professora que sofre de cancro e que a Caixa Geral de Aposentações (CGD) quer ver de volta à escola. JN

Daqui e dali... Tiago Verde

Bom Senso
Já lá vão quase 40 anos quando, num jantar de aniversário de uma grande Companhia onde tive o privilégio de prestar a minha colaboração, ouvi o Presidente do Conselho de Administração da referida Companhia afirmar que, para ele, o maior património das Empresas do Grupo não eram as inúmeras fábricas que detinham, nem os equipamentos mais modernos e sofisticados ou quaisquer outros bens, mas sim, o conjunto dos inúmeros colaboradores (entenda-se empregados), porque, na sua óptica, uma empresa para “trabalhar no duro”, teria as mais variadas máquinas e outros equipamentos, mas para pensar, discernir e usar o bom senso só o ser humano tinha essas capacidades.

Daí considerar que, qualquer empresa, só teria sucesso com gente que pensasse, discernisse e usasse o bom senso, quando tivesse que tomar decisões ou actuar nas suas funções.

Segundo o mesmo Presidente de Administração, poderia haver uma quantidade infindável de leis, regulamentos, organogramas, hierarquias e tudo o mais que é indispensável a uma organização, mas tudo aquilo não teria qualquer efeito prático se quem decidisse ou actuasse não ponderasse qual seria a melhor solução para este ou aquele caso – isto é, em síntese, usasse e abusasse do BOM SENSO.
Daí ser aquele jantar o reconhecimento da Administração para quem punha ao serviço das suas funções aquelas qualidades, criando, com isso, um bom ambiente de trabalho, alta produtividade e principalmente a manutenção do bom-nome da Companhia com os clientes – razão única da sua existência.

Tratava-se de facto de uma empresa privada, mas se, com os devidos cuidados, extrapolarmos para as hoje “empresas públicas” que são todas as Repartições Públicas incluindo aquelas com que mais lidamos no nosso dia-a-dia ou sejam as Autarquias Locais, teremos necessariamente que reflectir e interrogarmo-nos se, efectivamente, aquilo que é apanágio numa empresa privada tem qualquer analogia com uma pública.

Será que a maioria dos funcionários que desempenham as suas funções “perde tempo” a pensar, discernir e a usar o bom senso para a resolução fácil, atempada e simples das inúmeras questões postas ou aos pedidos da prestação de um serviço, pelos cidadãos contribuintes – afinal a principal razão da sua existência como tais?

Pelo contrário, salvo honrosas excepções que importa referir e há algumas, refugiam-se no estatuto duma carreira ou de funções que pomposamente exercem, agigantam-se, geram conflitos internos e externos, encenam cenas de evidente prepotência, arrogância e de humilhação com os seus interlocutores, tentando com isso, muitas vezes, encobrir a sua mal formação, a falta de carácter e dos conhecimentos mínimos necessários às funções que exercem, pondo a descoberto a falta das mais elementares regras de boa educação e de vivência humana.

Se numa empresa privada tal acontecesse, facilmente se adivinharia qual seria o fim de um colaborador que pusesse em causa o bom-nome da mesma mas, infelizmente, nas nossas “empresas públicas”, alguns “colaboradores” fazem-no todo o dia, com a passividade, impunidade e o beneplácito de quem tem a obrigação de zelar por um melhor, célere e competente serviço público, esquecendo, afinal, que a única razão da sua existência naquelas funções é servir todos os cidadãos com igualdade, lisura e comportamentos adequados, procurando a mínima satisfação de todos nós mortais pagantes, mas que tivemos a ousadia de os “incomodar” .

Porque será que também nestas situações, por quem tem a responsabilidade pela orgânica institucional, não impera a obrigação de pensar, discernir e utilizar o BOM SENSO, para pôr cobro a isso, em nome do “bom-nome”?
Vai-se lá saber porquê, ou melhor, para quem pensa e discirna, há muito que entende.

Tiago Verde

O Douro a três dimensões na Internet

O território ribeirinho do Douro pertencente aos distritos do Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real, Guarda e Bragança vai estar disponível a três dimensões na Internet através do projecto 3D Douro que é hoje apresentado na Régua. (...)
O 3D Douro oferece aos cibernautas uma viagem virtual pelo património natural e cultural do território, a respectiva oferta turística, além da vertente de protecção civil.
Através deste programa o cibernauta poderá planear, segundo o anunciado, gerir os recursos, monitorizar, treinar e simular cenários que impõem medidas de segurança, tais como eventos especiais, situações de emergência ou focos de criminalidade geolocalizados.
Será ainda possível efectuar treino de campo e construção de cenários de contingência baseados na estrutura morfológica e ambiental do território.Este projecto prevê que possam vir a ser detectadas ocorrências, por exemplo, na linha do Douro ou no leito do rio, de forma a que a intervenção seja o mais rápida e eficaz possível. JN

Saneamento é atrasado três anos por burocracia

A população da localidade de Fiolhal, no concelho de Carrazeda de Ansiães, reivindica a conclusão da rede de saneamento básico daquela aldeia. As canalizações estão instaladas vai para três anos, mas a fossa para a qual os esgotos vão drenar ainda não está construída, devido a problemas resultantes da expropriação de terrenos.
O povo já se cansou de esperar e exige mais celeridade, pois a demora obriga à construção de novas fossas particulares. "Começaram o trabalho ao contrário. Puseram as condutas sem terem um local para despejar o esgoto", critica uma moradora, Maria de Jesus Martins, corroborada pela vizinha, Delmina Seixas "Isto não tem jeito nenhum. Há três anos que estamos à espera", garante.(...)
Questão burocráticaO atraso na conclusão do saneamento em Fiolhal deve-se a um problema burocrático, relacionado com a expropriação, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, do terreno escolhido para a instalação da fossa geral.
"Não houve acordo com o proprietário", começa por justificar o autarca, Eugénio de Castro, adiantando que "a declaração de utilidade pública foi contestada pelo dono das terras, a Edilidade teve de replicar e o processo está a correr os seus trâmites na Administração Central", justifica o autarcaSó quando aquela declaração for conseguida, "com acordo ou sem acordo, pela via judicial ou de forma amigável, a obra prosseguirá", acrescentou o edil. (...) Eduardo Pinto, in JN

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

VIDAS PARALELAS

Hace poco el debate se centraba en el amor, una palabra que tantas connotaciones positivas nos inspiran. Pero yo quiero hablar sobre la vida.

Me he encajado en la vida de Carrazeda de Ansiães, una de tantas vidas paralelas que existen en el mundo. La vila de Carrazeda tiene sus personajes, su rutina, en fin, unas características que la diferencian de las demás. Ya tengo experiencia en adaptarme a vidas paralelas, por eso, no fue difícil hacer mi vida con normalidad.
Todos lo inicios son complicados, había un nuevo habitante en el pueblo, pero aún no era Carrazedense, era yo. Sólo los bichos raros consiguen adaptarse sin necesidad de conocer a nadie, necesitaba compañía. Un “romance” sin personajes es aburrido, como me sentía cuando estaba sólo.
Muchos conocidos curiosos se asomaron a mi vida, pero sólo me quedé con aquellos que me sacaban de mi soledad y de mi rutina. El roce, hace el cariño.

He regresado a mi vida real, aquella que para vosotros es paralela y no conocéis en persona, pero conocéis a una pequeña representación, a mí.
Voy acumulando vidas paralelas, para conocer en primera persona otra realidad que sólo aparece en el mapa. Soy caminante y embajador de culturas, por eso empecemos por ser patriota en nuestra tierra y tornemos el mundo más pequeño.

Roberto Moreno Tamurejo

Dez novos hotéis duplicam camas disponíveis até 2008

Dez novas unidades hoteleiras deverão nascer na região do Douro no decorrer dos próximos dois anos, num investimento total que ronda os 135 milhões de euros, aumentando a oferta actual de camas em mais mil unidades. Nove dos projectos são investimentos privados ao abrigo do Plano Integrado Estruturante de Base Regional do Douro (PITER-Douro) e têm uma comparticipação comunitária de 60 milhões de euros. Deverão estar concluídos até finais de Junho de 2008.
Em Alijó, abriu há poucos dias o Hotel Rural de luxo da "Quinta da Romaneira", num investimento totalmente privado, a cargo de um grupo de franceses, de 30 milhões de euros.
Até final do mês deverá ser inaugurado, também, o "Aquapura Douro Valley", na Quinta de Vale Abraão, em Lamego. A unidade inclui quartos, villas, três restaurantes, um bar, piscina exterior aquecida, um SPA com 2200 metros quadrados, cortes de ténis, tudo rodeado por três hectares de mata. O SPA vai disponibilizar tratamentos exclusivos com produtos locais, como a cereja, o azeite e o vinho. Ao todo, o investimento ultrapassou os 25 milhões de euros. Criará, pelo menos, 80 postos de trabalho.
Para além destes, estão em fase de projecto ou já em obra mais dois hoteis em Lamego, e outros em Tarouca, Tabuaço (Valença do Douro), Armamar, Baião e Murça. JN

Pousada de luxo na antiga estação da CP

«A antiga estação de caminhos de ferro de Mirandela pode vir a ser transformada numa pousada de luxo. A venda do imóvel ao grupo hoteleiro está em fase final de negociações.
Mas além desta oferta de alojamento na cidade do Tua também há interesses em construir novas unidades hoteleiras. (...)
Ainda ao nivel dos investimentos turisticos, Mirandela vai ter já a partir de 1 de Agosto uma praia fluvial no rio Tua com campo de voleibol e a possibilidade de ser ainda instalada uma piscina flutuante.Infra-estruturas que vão melhorar a oferta turistica do concelho de Mirandela.»RBA

Túnel do Marão vai custar mais de 325 milhões de euros

Cinco consórcios de empresas concorreram ao concurso público de concessão do túnel do Marão, que vai fazer a ligação entre Amarante e Vila Real, na continuação da A4.
As 14 propostas feitas pelos vários concorrentes, foram abertas no passado dia 6 e situam-se entre os 325 e os 375 milhões de euros. O concurso diz respeito à concepção, construção, aumento do número de vias, financiamento, exploração e conservação do lanço de auto-estrada entre Amarante e Vila Real, que vai ter portagem, numa extensão de 30 km. A adjudicação da obra está prevista para o primeiro trimestre de 2008. Brigantia

Alijó - A4 - IC5

Artur Cascarejo, presidente da Câmara Municipal de Alijó:
Depois da abertura da Auto-estrada 24 (A4) e da calendarização da construção da A4, o Itinerário Complementar 5 (IC5) vai ser, segundo Cascarejo, a “estrada da coesão”. “A prioridade nacional é a A4 mas a prioridade regional é o IC5”, defendeu o autarca. O IC5, que estará em obra em meados de 2008, nasce no Pópulo e passa por Casas da Serra, Franzilhal e Amieiro, ligando a Pombal, já no concelho de Carrazeda de Ansiães. Daqui segue pelos concelhos de Vila Flor, Torre de Moncorvo e Miranda do Douro, até à fronteira com Espanha, ligando ao IP2.(...) Notícias de Vila Real

terça-feira, 10 de julho de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Eternidade

Mais uma vez vou tentar dizer o indizível. Se, por exemplo, o padre Manuel Bernardes o disse, porque não hei-de eu tentar dizê-lo?
Assentemos que a eternidade é o tempo que passa após a morte, no além, ou cá, após a ressurreição dos corpos. O tempo que se passa depois da morte será usufruído através da alma no céu.
Então, qual a necessidade de fazer ressuscitar o corpo? Por um lado o corpo é desnecessário, por outro, se ele ressuscita é porque, afinal, a vida eterna só tem sentido quando, após o juízo final, for vivida através do corpo.
Mas a vivência post mortem, dizem, não tem nada a ver com a vivência actual. Tem características inimagináveis. O referido Padre Manuel Bernardes (in "Pão Partido em Pequeninos") descreve o céu como o lugar que se situa para além da campânula azul, salpicada de estrelas, que cobre a terra. - Lá, por trás da campânula, estaria, segundo ele, o paraíso formado de prados verdejantes, sombras agradáveis, límpidos rios. O inferno (constituído de horrores) seria, claro, no centro da terra, pois de lá vem o fogo. Parece não ser esta hoje a visão da Igreja. Mas ainda hoje, no entanto, se põe o problema de saber como passar o dia a dia da eternidade. Não será, com certeza, como o passamos cá pois não temos o instrumento (corpo) necessário, a não ser depois da ressurreição de que agora não tenho ouvido falar.
Será como diz ainda o Padre Manuel Bernardes através da contemplação, do êxtase - e assim se passarão facilmente os dias, os meses, os anos, os séculos, os milénios, mas não se passará a eternidade porque esta não passa? Para terminar, para não ser longo, reponho a questão: -Como se passará a eternidade? - Que acham?
.
João Lopes de Matos

Auto-estrada transmontana vai ocupar 82% do traçado do IP4

O actual traçado do IP 4 entre Vila Real e Quintanilha vai ser aproveitado, quase na totalidade, para a futura auto-estrada transmontana. De acordo com os estudos prévios e estando ainda algumas alternativas pontuais em analise, apenas 18 por cento do traçado vai ser completamente novo. Brigantia

4 mil litros de óleos reciclados

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros premiou os empresários com preocupações ambientais. Quatro mil litros de óleos alimentares reciclados foi o resultado do concurso “o empresário mais amigo do ambiente 2007”. Os óleos reciclados serão usados essencialmente na produção de bio-diesel. O Informativo

Daqui e dali... Rui Guerra

Podem chamar-me bairrista, regionalista ou nordestino fundamentalista, mas já estou cansado de constatar que a possível realidade prevista em antevisão há mais de 12 ano por um meu amigo editorialista do Terra Quente, é afinal uma confirmação permanente e em crescendo. As cidades médias, sitas ao longo do eixo viário do IP4 (futura A4) têm já um nível de desenvolvimento razoável e com alguma capacidade atractiva sobre determinada população da região (e não só). Os investimentos ao longo desse eixo, continuam a merecer mais atenção e prioridade para a classe politica nacional. Aqui os representantes parlamentares da região, aplaudem (o possivel arranque da A4), (veja-se noticia do blog).
E então o IC5 e o IP2? Para quando?
É que o sul interior do distrito fica algo longe do actual IP4 (futura A4).
Porque não dar prioridade a estes investimentos (IC5 e IP2) em detrimento da A4?
É tão só uma questão de opcção. Porque não afinal? Lá estão os ultimos serem os primeiros(disse o 1ºM Sócrates). E porque será que nunca ouvi responsável algum da cidade-jardim Mirandela, bater-se pela construção rápida do IPC? Ou algum responsável por Bragança falar quase e tão só das ligações rápidas a Espanha e ao Porto pela futura A4? Porque será? Por vezes o peixe morre pela boca! São por vezes os mesmos,que acusam Lisboa de centralismo. Será que também não há centralismo (ou olhar só para o umbigo) das cidades Mirandela e Bragança, relativamente ao resto do distrito?
Já agora, quando porventura algum serviço público ficar no distrito por "generosidade" dos politicos, que tal admitir ao menos a hipótese de um ou outro não ter que ficar em Mirandela, Macedo ou Bragança? Que tal descentralização também para o distrito? Outras terras há no Nordeste Transmontano que ainda fazem parte integrante deste nosso Portugal. Ou será que não? Sei que nem sempre será possível, mas quando for porque não?
Pensem nisso caros Transmontanos da Terra Quente.
Deixo-vos saudações amigas e já agora boas férias.
.
Rui Guerra (Do programa Tribuna Livre, emitido semanalmente na Rádio Ansiães)
DN

Chefes que não avaliem funcionários cessam comissão de serviço

«Os dirigentes intermédios que forem considerados responsáveis pelo não-funcionamento do sistema de avaliação dos funcionários públicos nos seus departamentos terão como penalização a cessação imediata da sua comissão de serviço.
Esta é uma das novidades daquela que poderá ser a última proposta para o sistema de avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP) entregue pelo Governo aos sindicatos.» Público

segunda-feira, 9 de julho de 2007

I TERRAFLOR EXTREME - Vila Flor

Ecotopia na defesa da Linha do Tua

«Vindos de bicicleta de Barcelona e com destino a Aljezur, um grupo de activistas na defesa do património, pertencentes ao movimento internacional “ecotopia” passou este fim-de-semana por Mirandela, com o propósito de marcar uma posição de defesa da continuidade da linha do Tua.» Brigantia

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Pequena grande diferença

Embora pareça ridículo, os espanhóis acham pequenos os copos portugueses, mas eu vou explicar o motivo...
Um espanhol de Pueblonuevo (a minha vila) vem passar férias a Portugal e pede um “cubata” ou uma “cubalibre”... o empregado não percebe e fica com cara de interrogação, então o espanhol imita o sotaque português e diz assim: “¡Si hombre! Un whisky con cola”... ahhh!, já percebi, ¡vale hombre! O empregado pega num copo pequeno, enche-o quase de todo de álcool e depois acescenta uma pinga de cola. O espanhol, habituado a largos e compridos copos, e a misturar “pouco” whisky com muita cola, fica corado, e a seguir amarelo uma vez engolido o “chopito”...
O português que gosta de whisky não costuma misturá-lo com nada, pois tira o sabor. Talvez o espanhol não goste muito de whisky, só do “gustillo” que deixa quando é misturado!
Se o objectivo é ficar bêbado, o português está de parabéns, pois apanha uma borracheira económica, o que acaba por não interessar ao dono do bar. Enquanto o espanhol pode beber muitos copos e ficar na mesma, deixando um grande capital ao balcão.

Talvez seja este o motivo da aparição do “botellón”: O espanhol, farto de beber, gastar dinheiro e não tirar “lucro nenhum”, resolve por inventar o “botellón”, uma coisa tão simples como comprar umas garrafinhas de “algo”, cola de dois litros (claro!) e gelo, e misturá-lo tudo em grande copos.
Mas só os mais espertos conhecem a solução mais económica e saudável:
NÃO CONSUMIR ÁLCOOL OU CONSUMI-LO COM MODERAÇÃO!

Roberto Moreno Tamurejo

Está mal...

Dez da manhã do passado dia oito de Julho, na Av. Eng. Camilo de Mendonça, em Carrazeda de Ansiães, um "belo"quadro!
Depois de postes dobrados, lâmpadas partidas e contentores do lixo degradados, chegou a vez ás pobres e inofensivas árvores.
Que mal faria esta "jovem" árvore para ser dobrada ao ponto de partir? Quem ousaria pintar tal quadro para oferecer como forma de atracção a quem visite Carrazeda?
Pense, medite e analise a sua atitude. Para se redimir de tal, plante outra no seu lugar e só assim conseguirá viver em paz com a sua consciência.
Uma árvore um amigo! "SOS Natureza"
Carlos Fernandes

Ordenamento no Douro tempos de mudança

O título desta crónica foi tema de um seminário organizado recentemente em Sabrosa pela Estrutura de Missão do Douro e na qual participaram autarcas, vitivinicultores, dirigentes e técnicos da administração central e local, jornalistas, universitários e especialistas ou simples cidadãos interessados nesta problemática. (…)
Todos, sem excepção, convergiram num ponto essencial o Douro, uma paisagem cultural evolutiva e viva, classificada como património mundial pela UNESCO, requer cuidados especiais de planeamento e gestão do território que protejam e valorizem a sua identidade e o seu carácter singular e grandioso. Os motivos que suscitaram a organização deste seminário e as preocupações manifestadas são também consensuais os riscos de destruição e de degradação da paisagem são inúmeros e cada vez mais diversificados. (…)
O que fazer? (…). Dois aspectos evocados merecem, desde já, um realce especial.
Em primeiro lugar, o ordenamento do Douro exige a participação e o envolvimento activo de todos os actores autarquias locais, vitivinicultores e população em geral. (…) o modelo de ordenamento que se pretende para a região não pode ser imposto pela mera via administrativa: ele tem de ser incorporado e assumido pelos durienses.
Em segundo lugar, é necessário uma melhoria qualitativa do processo de planeamento. Melhores planos, claro está, mas sobretudo uma maior atenção e um maior rigor nas operações de licenciamento. É que, em muitos casos, não basta que os projectos cumpram as formalidades exigidas pelos planos, insuficientes para assegurar a sua qualidade arquitectónica ou o seu enquadramento paisagístico. O que implica uma maior responsabilidade (e até coragem) por parte dos técnicos da administração local e central e dos decisores políticos.(…)»
Luís Ramos, Professor da UTAD
Eduardo Pinto, in JN

Reparação da linha do Tua não tem datas nem orçamento

«As potencialidades turisticas da linha do Tua estão subaproveitadas.

A opinião é de Milheiro de Oliveira, o administrador delegado do Metro de Mirandela reclamando mais investimento por parte do Estado e das autarquias para criar infra-estruturas turisticas. Mas com o acidente ocorrido em Fevereiro, que causou três mortos, essa ideia pode ficar comprometida, pelo menos enquanto o troço danificado não estiver reparado.
Este sábado, activistas internacionais da Associação Ecotopia fez uma viagem pela linha do Tua, a bordo do metro de superficie de Mirandela. O grupo de 12 ciclistas viaja de desde Barcelona e segue para Aljezur e passou nesta zona para divulgar as potencialidades naturais da região, nomeadamente da linha do Tua, mostrando que é possivel fazer viagens longas contactando com populações de uma forma saudável e natural. Para João Lopes, da Ecotopia Biketour 2007, o comboio é uma execente forma de o fazer. A linha do Tua já tem cerca de 100 anos de existencia e por ela viajam, anulamente, cerca de 60 mil pessoas.»RBA

domingo, 8 de julho de 2007

Sobre o Amor... João, Helder, Caracol, Vitorino, Zaratustra, Mcm, Alzira e mais alguém...

Tudo começou com o João

Hélder Rodrigues disse...
Desculpe, mas o AMOR não se diz... DÁ-SE!
cumprimentos.
3 de Julho de 2007 23:25

Caracol disse...
Diz-se o amor durante séculos de literatura, porque havíamos agora de remeter-nos ao silêncio?
4 de Julho de 2007 9:58

João Lopes de Matos disse...
Prof. Helder: Obrigado pela participação.
"Dou-lhe" a resposta de Caracol.
4 de Julho de 2007 11:18

João Lopes de Matos disse...
O problema está, sobretudo, em saber o que o amor é, a que impulsos obedece (morais, religiosos, dons divinos, biológicos, humanistas) e gostava que me "dessem" a vossa opinião, que eu depois darei a minha. Por enquanto ponho mais perguntas que "dou" respostas.
4 de Julho de 2007 12:59

vitorino ventura disse...
Aos Amores!

Em primeiro lugar, caro João Lopes de Matos, acho que as melhores respostas são as suas perguntas...

Que melhor resposta encontrará de Amores do que as dúvidas, as constantes interrogações sobre de onde vem e para onde vai, em líbido, perante todas _ _ impossibilidades de verbalizar tão completamente os maiores sentimentos?

Vem-se... o amor. Caetano Veloso usa o reflexo e lembra que a palavra dá uma volta sobre si mesma.

Esses sentimentos sofrem depois todo um jogo de antinomias que Camões leu melhor do que ninguém, dada impossibilidade de racionalmente o entendermos.

A que causas frias obedece? Que suores quentes desperta? Não sei, mas o que é, em ilegibilidade, entre a causa e a consequência, faz-me mais camoniano ou, com Rui Reininho, leitor de uma lírica come on & Ana, do que de uma revista científica, já que a poesia mais nos aproxima da sua transcendência.
vitorino almeida ventura
4 de Julho de 2007 21:36

Zaratustra disse...
caro João Helder Caracol Vitorino,
O amor pode não implica necessariamente uma dualidade entre partes. Pelo contrário, o amor é quase sempre unidireccional.
Para mim, o amor, reside numa esperança insuportável de sentir e partilhar e fica-se apenas por um gesto muito longe da verdade.
e sabeis porquê?
porque o amar é uma estratégia para viver.
Talvez um dia postarei sobre isso.

Caro João, Sobre presente passado futuro, tenho uma opinião bastante diferente da sua. Ficará para uma próxima.
É um prazer tertuliar convosco.
4 de Julho de 2007 22:43

Hélder Rodrigues disse...
Tem razão "Caracol" quando afirma que o amor se diz durante séculos de literatura... porém, não se trata de definições (dizer não é necessariamente definir). Na verdade, O amor não é concreto, objecto,substantivo, mas sim um "estado de alma", um sentir, que o artista (escritor, pintor, músico...) procura, de algum modo, exprimir com a beleza, a harmonia, a "força" semântica que puder... Estou assim, de acordo com V.V., no que concerne ao "jogo de antinomias"... basta (re)v(l)er um dos célebres versos de índole petrarquista do nosso Camões: "amor é fogo que arde sem se ver..." e estou igualmente de acordo, pelos mesmos motivos, quanto à "impossibilidade de verbalizar" tal sentimento. Ora, em meu entender, o prezado dr. João L. Matos, o que nos mostra são meras definições "compartimentadas", contextualizadas de uma "coisa" que, por si só, não tem definição. Daí, o meu primeiro (inofensivo) comentário, que é, de resto, um verso (excluindo, naturalmente, o "desculpe, mas") de um poema que faz parte do meu livro de poesia "A Palavra na Boca". E só nesta perspectiva de DÁDIVA, no sentido poético (artístico) é que entendo o amor. Cordiais saudações.
Hélder
4 de Julho de 2007 23:30

João Lopes de Matos disse...
Continuo com uma postura um tanto diferente: Claro que com qualquer tipo de amor uma pessoa vibra, escorrem-lhe as lágrimas, sorri-se, escreve, fala. Mas porquê as reacções? Que mal há em tentar compreendê-las? Não é isso uma atitude digna do homem: -tentar compreender-se? Conhece-te a ti mesmo - dizia Sócrates. Mais uma vez, obrigado a todos.
5 de Julho de 2007 12:47

mcm disse...
Amor constante para além da morte
(...)
Alma a que todo um deus prisão tem sido,
veias que a tanto fogo humor têm dado,
medulas que na glória têm ardido,
.
seu corpo deixará, não seu cuidado;
hão-de ser cinza, sim, mas com sentido;
pó hão-de ser, mas pó enamorado.
(Francisco de Quevedo)
5 de Julho de 2007 23:27

caracol disse...
Diz-se do indizível. Deixa-nos, como sempre, surpreendidos. Pelo inesperado do tema, pela provocação latente nas suas tão interessantes questões.
Reagimos, disso não há dúvida. Eu andei vários dias às voltas com a secura do meu comentário.
E quantos dias depois me atrevo a dizer algo mais? Será hoje? E porque me fico em tão grande bloqueio de palavras? Acabarei por dar razão aos que dizem do amor que se não diz?
Diz-se. Diz-se. Diz-se. Forcemos a protecção dos poetas e continuemos a dizê-lo, ainda que não tenhamos as palavras. Digamo-lo como quem o faz, digamos tudo, que de mais nada falamos toda a vida.
6 de Julho de 2007 23:05

Alzira disse...
AMOR: EXACTIDÃO ABSOLUTA QUE NOS CONDICIONA

Amor? Dizer o amor?
Tantas e tantas maneiras!
Falar, calar, olhar, sentir, rir, chorar…….
Amor? - Uma atitude!
Atitude? – Trono.
Trono? – Mundo.
Mundo? – Nós.


(AMOR AO MEU MARIDO)

ANTI ANTI-MOVIMENTO

Quando me progrido na aura do teu sentimento,
E desperto de cabelos entrelaçados, molhados com teu suor
Repito que ser tua, é a minha majestade.
E celebro-te!


Senhor!
Reino!
Detentor dos meus gemidos!


Nobreza perene insensatamente mergulhando
No mar do teu curso…
Anti anti-movimento entre um espaço que não deixamos existir…
Inscrição perpétua.


(AMOR AOS MEUS FILHOS)
PLENITUDE

A ti, Lara,
Feto, criança, mulher!
Espaço que nunca ninguém conseguirá preencher!
A ti Rui,
Feto, criança, homem!
Espaço que nunca ninguém conseguirá preencher!


AINDA A PLENITUDE
A minha dividiu-se
E de mim, sairam
Aqueles que eu amo
Que me Preenchem e me Completam
Mesmo eu sabendo que cada um é ele próprio…


AINDA MAIS A PLENITUDE
Nascemos!!
De tão desejados que fomos, aparecemos no Mundo
para mudar o Mundo… , …
Perto de nós, todas as flores se escondem!!
O sol dar-nos-á chama em todos os caminhos que
idearmos!!

(AMOR PERDIDO)
QUESTÃO

O fardo de me quedar a deixar-me a ti
Que me recheaste inteira os espaços
Extinguiu todas as minhas forças
E fez-me sentir escrava do mundo que descobri.

Que amor é este,
Que de tão forte
Me fez cair?

(AMOR UNIVERSAL)
METADES
Sou metade do que sinto
Metade do que dou
Metade do que eu me sinto eu te dou…
Escrevo a minha metade
E espero a outra

(AMOR AOS IRMÃOS)
INTENÇÃO
Mano,
Vida,
Luz,
Brilho,
Atalho a cores…
Viagem. Opção.
Nuvem que desmaia a lua.
Dia.
Curva.
Volta ao mundo
(todo, o instante).
Ver. Rir.
Querer chorar, continuando a ser.

(AMOR À MÃE)
MÃOS DE MÃE
Os meus cabelos vivam mãos suaves:
- Dorme…Sonha
(Quando eu era criança…)
Ventre que me gerou
Olhos que me olharam
Nasci,
Para ser parte de ti…
Dia da Mãe em 1979

(AMOR AOS AMIGOS)
BEM-QUERER
Se me pedirem para sorrir,
Chorarei…
Não posso ser alheia à alegria de constatar que o
meu sorriso afortuna Alguém!

(AMOR DESAMOR)
ACASO
Já dissemos tantas vezes a palavra
Amor
Que ele consumiu-se, finalmente
Sim, porque todas as palavras se acabam
Morrem por não existir

E fica, assim, uma pessoa
Procurando nos ombros algum resto da palavra
Que por acaso
- Só por acaso -
Tivesse ficado esquecida…

(OU SIMPLESMENTE O QUE EU PENSAVA AOS 14 ANOS)
OMNIPOTENTE
Conhecer o amor
É não saber defini-lo.

Alzira Lima de Jesus Castro Pinto
7 de Julho de 2007 22:23

João Lopes de Matos disse...
Estava eu entretido a fazer um comentário quando, dada a minha pouca habilidade, o texto desapareceu no computador.
E eis que volto e dou com a maravilha de um novo comentário -texto.
E apetece-me calar-me por estar tudo dito. E diz-se ou não o amor?- Já não sei. Mas queria pôr outras questões: Porque não falaram no amor a Deus relacionado com o amor ao próximo, problema por mim posto? - Tantos crentes e nada? E o amor puramente humanista como se fundamenta? Porquê não "tentar definições"? Estuda-se literatura ou lê-se apenas literatura? Para quê falar de correntes literárias? - Classicismo, romantismo, realismo, neo-realismo, etc., tudo desnecessário? Para quê estudar? Porque não apenas sentir? Tentar explicar para quê?
7 de Julho de 2007 23:51
.
Anónimo disse...
Ao ler Alzira Castro Pinto, senti afundar-me.
Senti que ainda há pessoas com uma sensibilidade
que fazem os outros descer à terra.
Senti que há muito a aprender,
Senti um exemplo.
-----------------------------
Eu não me digo...
mas acrescentei-me ao lê-la.
8 de Julho de 2007 11:12
DN

sábado, 7 de julho de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Aos Amores!

Em primeiro lugar, caro João Lopes de Matos, acho que as melhores respostas são as suas perguntas...


Que melhor resposta encontrará de Amores do que as dúvidas, as constantes interrogações sobre de onde vem e para onde vai, em líbido, perante todas _ _ impossibilidades de verbalizar tão completamente os maiores sentimentos?

Vem-se... o amor. Caetano Veloso usa o reflexo e lembra que a palavra dá uma volta sobre si mesma.

Esses sentimentos sofrem depois todo um jogo de antinomias que Camões leu melhor do que ninguém, dada impossibilidade de racionalmente o entendermos.

A que causas frias obedece? Que suores quentes desperta? Não sei, mas o que é, em ilegibilidade, entre a causa e a consequência, faz-me mais camoniano ou, com Rui Reininho, leitor de uma lírica come on & Ana, do que de uma revista científica, já que a poesia mais nos aproxima da sua transcendência.

vitorino almeida ventura

cfr: Amor de João Lopes de Matos

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Está mal...

Não é a ETAR! É a água da piscina municipal com espuma e cor castanha.

Energia solar aquece piscinas municipais

A câmara de Mogadouro vai investir cerca de 100 mil euros para instalar um sistema de aquecimento de água nas piscinas municipais, a partir do aproveitamento da energia solar.
Os balneários do parque de campismo também vão ser beneficiados por este investimento que para a autarquia representa uma poupança significativa no consumo de electricidade.
O sistema vai ser financiado pelo programa PRIME em cerca de 80 mil euros. RBA

Daqui e dali... João Lopes de Matos

O Senhor Pinto

É natural que já antes nos tivéssemos encontrado. Mas verdadeiramente foi há cerca de dois anos que nos conhecemos.
Estava eu no "Planalto" quando ele entrou e se me dirigiu em tom animado, a falar como se fôssemos velhos amigos.
Filosofou, falou em alemão e em inglês e até discursou. Era um senhor peculiar, frontal, falador, muito comunicativo.
Posteriormente, quando me encontrava, metia sempre conversa. Era exuberante e cortês.
Isto até que comecei a notar nele uma mudança: - Estava mais sóbrio, muito concentrado, modos controlados.
Até aí era ele que tomava a iniciativa de se me dirigir. A partir daí, passei eu a interpelá-lo: - "Sr. Pinto, está diferente, que se passa consigo?" - "É preciso mudar".- respondia ele.
Mas continuava a andar imponentemente montado num cavalo enorme e elegante.
E habituei-me a considerá-lo uma pessoa imprescindível à vivência própria de Carrazeda. O progresso fora capaz de preservar a permanência dessa figura ímpar e mais o seu cavalo.
Agora soube que o sr. Pinto morreu.
Doeu-me. É como se uma parte de Carrazeda tivesse desaparecido com ele.
Sr. Pinto, gostava de o ver mais vezes por aqui.
Apareça-me nas ruas de Carrazeda, pelo menos em lembrança. Não se esqueça.
E obrigado, Senhor Pinto, por ter entrado na minha vida.

João Lopes de Matos

Activistas protestam contra barragem

«Um grupo de activistas do ambiente que pedala pela Península Ibérica chamando a atenção para questões ambientais incluiu, ontem, no percurso o Nordeste Transmontano para se manifestar contra a construção da barragem do Baixo Sabor. Cerca de 20 pessoas estão a fazer de bicicleta o percurso entre Barcelona e Aljezur. A localidade portuguesa deverá receber nas duas primeiras semanas de Agosto cerca de 500 ecologistas e activistas do ambiente de várias nacionalidades num acampamento que se faz há 17 anos em diferentes pontos da Europa. JN

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O Governo dos Ofendidinhos

«Já estou mesmo a imaginar os meus próximos pesadelos: - «Costuma criticar o ministro da Saúde?» – «Sim, faz parte das minhas obrigações como jornalista.» – «Então, está de castigo!»
Fazem-nos pagar taxas se formos operados, porque não é castigo suficiente estarmos doentes e termos de ir à faca. E não podemos rir? Fecham urgências por falta de clientela onde os privados querem abrir porque – adivinhem lá – têm clientela. E não podemos rir? Anulam direitos de acesso à saúde conquistados há décadas. E não podemos rir?
Eu cá por mim até acho que o médico do Centro de Saúde de Vieira do Minho, que escreveu a nota jocosa sobre Correia de Campos, e a directora que não a foi arrancar a correr (sim, porque mandou retirar, só que não foi tão rápida como o ministro acha que devia ter sido), mereciam um louvor do Estado. Há lá sítio neste País que precise mais de sentido de humor do que um centro de saúde? Bem, as escolas, se calhar... E daí, talvez não. Parece que o Governo ainda não se lembrou de atacar o sentido de humor das crianças. Mas é melhor pararmos por aqui, senão ainda lhes damos ideias.

Primeiro vem o Primeiro-ministro, José Sócrates, pactuar com a suspensão de um professor porque terá insultado o chefe do Executivo. Depois é o ministro da Saúde que decide a destituição da directora de um centro de saúde porque – reparem bem, trata-se de um acto gravíssimo – não mandou retirar, com grande urgência, um papel que era pouco simpático para Correia de Campos. Francamente, já não há pachorra para este Governo de ofendidinhos!
A Ponte 25 de Abril (eu sei, parece que não tem nada a ver, mas já vão ver que tem) foi construída de maneira a oscilar porque se fosse totalmente rígida, quebrava.
O Primeiro-ministro, que ainda por cima faz tanta questão em ser engenheiro, tinha obrigação de saber que o que não é flexível, parte.
.
PS: As minhas desculpas pela ausência tão prolongada deste espaço de crónicas. É que andei um bocado ocupada a retirar das redacções os cartazes com dizeres jocosos sobre o Governo. Mas, espera lá, eles já nos tiraram as Caixa de Jornalistas, já instalaram um clima de terror tal no País todo que qualquer dia não temos fontes para os nossos artigos. O que é que nos podem fazer mais? Se calhar vou estar ausente mais uns tempos – tenho umas coisas para pendurar?»

Isabel Nery, Visão
DN

Da noite de fados...

Noite de Fados Noite fria - mas mesmo assim as gentes de Carrazeda marcaram presença em grande número - na Noite de Fados, que teve lugar na Fonte das Sereias, no passado dia 30 de Junho.
Foi bom ouvir os estudantes da Faculdade de Ciências do Porto, na soberba interpretação dos seus temas. Também não é menos verdade que fiquei satisfeita e estupefacto ao ver pela primeira vez uma actividade cultural do município reunir tanta gente.
É bom que actividades como estas continuem com mais regularidade. O Povo de Carrazeda agradece o empenho e dedicação que a autarquia teve na realização deste Evento de carácter cultural. Continue assim, estamos no bom caminho.
Carlos Fernandes

Teatro - Vila Nova de Foz Côa



Bebé nasce no IP 4

Nasceu o primeiro bebé no IP4.., esta madrugada os bombeiros voluntários de Mirandela fizeram o parto de um menino à entrada do IP4, junto ao nó de Mirandela. Por volta das 5 da madrugada, foram alertados pelo CODU, que uma grávida, residente em Mirandela, estaria em trabalho de parto e que queria ser deslocada para o Hospital de Vila Real. A VMER, da cidade vila-realense viria ao encontro dos bombeiros, mas quando chegou ao local já a criança tinha nascido. “Já tínhamos quase a certeza que não ía chegar a Vila Real, na entrada do IP 4 tivemos de parar e fizemos o parto ali, quando a VMER chegou já tinha nascido”, conta um dos bombeiros. Valter Costa e o seu colega Miguel Tronco realizaram o 2º parto desde o encerramento da maternidade de Mirandela.
O primeiro ocorreu na aldeia de Abreiro. Valter Costa confessa que se sente muito emocionado e preocupado, já que se até ao momento os partos têm corrido bem, receia que se possam deparar com situações mais complicadas. Temos um curso de Tripulantes de Ambulâncias de Socorro, dão-nos umas luzes de como se faz um parto, mas mais nada. Até agora tem corrido bem, mas nunca se sabe, refere. Para já, a sorte tem sorrido aos novos residentes do concelho de Mirandela esta madrugada, mais uma criança nasceu nas estradas de Portugal, neste caso no IP4, a escassos minutos de Mirandela. Brigantia

Do vinho...

UE recua na proposta de arranque das vinhas
A Comissão Europeia reduziu a metade a sua proposta de arranque de vinhas, no quadro de um plano para responder à concorrência de outras partes do mundo.Segundo um plano, ontem apresentado em Bruxelas, a Comissão propôs o arranque de 200 mil hectares de vinha de baixa qualidade em toda a UE, em contraste com a intenção anterior de abranger 400 mil hectares. Essa ideia inicial acabaria por ser atenuada perante fortes reacções de Estados-membros e produtores. DN
.
Vinho do Porto fica mais caro com fim das ajudas de Bruxelas
O fim das ajudas comunitárias à destilação poderá significar o encarecimento em cerca de 20% da aguardente destinada à produção do vinho do Porto e, por consequência, tornar o produto final mais caro. A ideia foi deixada ontem, em Murça, pelos dirigentes das 23 adegas durienses que se reuniram com o ministro Jaime Silva, no dia em que a Comissão Europeia aprovou uma proposta para reformar o sector do vinho.
De facto, de Bruxelas saiu ontem o propósito não apenas de acabar com as ajudas para as destilações, mas também a de estimular a destruição da vinha, através de uma ajuda de 7174 euros por cada hectare arrancado, para os viticultores que deixem o sector até 2009. É mais 30% do que o valor pago actualmente. JN
.
Não fosse a presidência...
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, admitiu ontem que assumiria uma posição “mais transparente” relativamente à reforma da Organização Comum do Mercado do Vinho apresentada em Bruxelas, caso Portugal não estivesse na presidência da EU. PJ

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Câmara de Carrazeda de Ansiães - pedido de demissão

A Senhora Vereadora Dr.ª Fernanda Natália Lopes Pereira apresentou a demissão das funções de vereadora, cargo que exerceu a tempo inteiro na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Problemas de saúde que se agudizaram são as razões invocadas para este afastamento com efeitos a partir de 1 de Julho de 2007.

Carrazeda criou associação URBEANSIÃES pra dinamizar comércio tradicional

A revitalização da vila já está quase concluída - deverá estar finalizada no final de Julho - e é agora a vez de se apostar na dinamização do comércio tradicional.
Para isso, Câmara e Associação Comercial e Industrial locais uniram-se para criar uma Unidade de Acompanhamento do Comércio a que deram o nome de URBEANSIÃES.
A área de intervenção da nova associação contempla as ruas Luís de Camões e Marechal Gomes da Costa, mais as praças do Município e Lopo Vaz de Sampaio.
E os comerciantes têm de aderir para beneficiarem de vantagens que vão desde a formação a animação no tempo de Verão com, por exemplo, a iniciativa Comércio Vivo que vai levar à abertura do comércio à noite durante alguns dias do mês de Agosto.
A URBEANSIÃES é ainda uma forma de se obterem financiamentos para iniciativas de promoção do comércio que provêm em 75% do programa PRIME e os restantes 25% terão de ser arranjados pela URBEANSIÃES. "É óbvio que a associação vai ter dificuldades para obter esses 25 por cento, e está-se mesmo a ver para quem é que vai sobrar", prevê o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, deixando no ar que terá de ser a autarquia a financiar a restante verba para as actividades da nova associação.
O autarca carrazedense considera ainda que esta será uma forma de "revitalizar a parte comercial que na sede do concelho está um pouco, para não dizer muito, estagnada."
Estrela Barbosa, gestora da URBEANSIÂES, enumera mais actividades que estão previstas e que vão desde um "festival gastronómico que deverá ser feito em Outubro, e onde se pretende que os restaurantes confeccionem pratos feitos com produtos tipicamente da região, um boletim informativo ou um roteiro comercial para quem visita a vila", e que se espera que sejam cada vez mais.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Carrazeda de Ansiães acredita que "os comerciantes da vila vão aderir à URBEANSIÂES como renovaram a ligação à Associação Comercial e que foi superior aos 50 por cento de adesão dos nossos associados", refere Nuno Carvalho.
O projecto financiado é para um ano, mas todos esperam dar continuidade à recém-criada associação, que poderá chegar um dia a beneficiar todos os 150 comércios da vila de Carrazeda, ou mesmo os 200 de todo o concelho.
Jornal Terra Quente

Festa da geografia em Mirandela

De 14 a 22 de Julho decorre em Mirandela o segundo maior evento europeu sobre geografia.
Durante uma semana a cidade do Tua vai receber geógrafos portugueses e espanhóis, professores e alunos da disciplina, paisagistas e cientistas.

Alijó vai receber festival internacional de folcore

O Festival Internacional de Folclore “O Cantaréu/07, vai passar pelo Anfiteatro das Piscinas Municipais de Alijó, já no próximo dia 5 de Julho.
Deste modo, a partir das 21.30h poderá assistir às apresentações dos seguintes grupos: por Portugal o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares “O Cantaréu”- Vila Real, pela Holanda o Folkloristsche Dansgroeps Hellendork, pelo Canadá o Ensemble Folkloric Tam Ti Delam e finalmente, pela França o Cercle Celtic “Boked er Lan”.

Câmara de Macedo promove reciclagem de óleos alimentares

A Câmara de Macedo de Cavaleiros lançou um desafio a 28 empresas de restauração do concelho, que durante um ano, fizessem à reciclagem de óleos alimentares, de modo a evitar as descargas desta substância nas estações de tratamento do concelho e a sua consequente chegada às linhas de água. RBA

Ligações de Amarante à Régua e a Vila Real adjudicadas este ano

As ligações de Amarante a Vila Real, em auto-estrada, e à Régua, em Itinerário Complementar, serão adjudicadas ainda este ano, garantiu ao JN o ministro das Obras Públicas, Mário Lino. O compromisso político do Governo diz respeito também à conclusão da auto-estrada Transmontana, com a transformação do IP4 entre Vila Real e Bragança. O ministro garante que vai lançar o concurso para esta concessão "no primeiro trimestre de 2008", com final previsto para 2010 ou, "se houver peripécias", para 2011.
A ligação entre Amarante e Vila Real, que prolongará a auto-estrada que sai do Porto, está já em fase adiantada. Na próxima sexta-feira, dia 6 de Julho, o Governo vai receber sete propostas das quais escolherá as duas melhores para entrar na fase de negociação final. A obra, que inclui o túnel do Marão, será então adjudicada ainda este ano.Actualmente a ligação entre o Porto e Amarante já se faz em auto-estrada com portagem e essa modalidade é para manter na ligação até Vila Real. A auto-estrada Sem Custo para o Utilizador (SCUT) só vai existir entre Vila Real e Bragança. JN

Cinco nascimentos na estrada após fecho da maternidade

Com a suspensão do bloco de partos do hospital de Lamego - fez ontem um ano - , muitas grávidas da região foram encaminhadas para Vila Real, a mais de 40 quilómetros, resultando em pelo menos cinco nascimentos fora da maternidade. JN
DN

terça-feira, 3 de julho de 2007

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Amor
Seguem-se algumas perspectivas que me ocorrem sobre este tema. - Não pretendo dizer tudo seja sobre o que for. Todos nós temos uma parte da razão, conhecemos alguns ângulos de visão mas não todos.
A natureza humana é, todos concordam, limitada: - pela inteligência e pela vivência de cada um, pelo "modus operandi" de cada cérebro.
O absoluto, a totalidade, só é acessível a quem tenha essa natureza: - Deus.
O amor, prima facie, é o sentimento ou atracção que une dois seres de sexo diferente. Esta ligação pode e deve tornar-se mais racional, talvez também espiritual, e, sem dúvida, mais profunda.
Se da união entre os dois seres referidos resultam filhos, então não só o amor passa também a ser amor paternal mas igualmente se altera o sentimento primeiro, tornando-se mais sólido e mais responsável.
Uma unidade fundamental da sociedade - a família - aparece aqui a alargar o afecto ao seu seio.
-Entre os elementos dela há uma ligação mais consistente porque os laços de sangue são algo muito importante nas relações humanas.
Deve o amor, no entanto, cingir-se a estas fronteiras? - É evidente que não. - Existe ainda o amor ao próximo, isto é, a todos aqueles a quem calhou viverem connosco ao mesmo tempo à superfície da terra.
Quem ousará negar a beleza que transmite o riso de uma qualquer criança ou o sorriso de um qualquer velho? E, para além disso, deve ou não haver um impulso para os outros?
À propensão para amar os outros poderemos chamar solidariedade.
E o amor ao próximo ou a solidariedade para com os outros será, com certeza, a essência de qualquer religião ou moral.
E Deus quererá outra espécie de amor para com Ele ou ficará contente com este, dado aos outros? - Interessar-lhe-ão apenas as rezas ou interessar-lhe-á, sobretudo, a capacidade de dádiva?
Ele está lá longe, é inacessível, ao que parece, e será através do sentimento de união com os outros que chegaremos a Ele?
Amarmo-nos uns aos outros - residirá nisto a felicidade?
O amor, independentemente da ideia de Deus, impõe-se, mesmo assim, ao homem?
.
João Lopes de Matos

Revidouro/2007 - Alijó

A Câmara Municipal de Alijó vai realizar de 12 a 15 de Julho a Revidouro/2007 – Feira de Vinhos e Gastronomia do Douro.
Este certame, que granjeou uma enorme reputação a nível regional, nacional e internacional nas duas edições anteriores, teve e continua a ter como objectivo principal, a promoção dos vinhos da região, bem como a sua gastronomia tão rica e variada e as tradições tão peculiares. Programa

Rota do café em Miranda

Depois do bacalhau, agora é o café.
Miranda do Douro vai servir-se deste produto para continuar a atrair os vizinhos espanhóis a visitar a cidade.
De 6 a 10 de Julho, a associação comercial local vai promover a rota do café em que os estabelecimentos que comercializam esta bebida baixam o preço para 40 cêntimos.Numa zona fronteiriça em que o contrabando de café era frequente noutros tempos, inverte-se agora a história para mostrar aos espanhois a qualidade do café português, com degustação e provas gratuitas. RBA

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Dívida do Serviço Nacional de Saúde subiu 15 por cento em 2006

"A dívida do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 14,6 por cento em 2006, para 1,1 mil milhões de euros, e o prazo de pagamento aos credores subiu para 3,8 meses, segundo a Conta Geral do Estado.

De acordo com o relatório de finanças públicas hoje divulgado pela Direcção-Geral do Orçamento, a dívida do SNS cresceu 147 milhões de euros, embora este valor possa estar enviesado porque os dados não se encontram consolidados (pode haver algumas duplicações de dívidas)."
Público

Daqui e dali... Zaratustra

O que é "EB 2,3/S"?

Matricula de um automóvel? - Podia ser.
Prazo de validade de um iogurte? - Podia ser.
Referência de uma peça de um gira-discos? - Podia ser.
Modelo de uma máquina de costura?- Podia ser.
Nome de Escola em Carrazeda de Ansiães? - Não pode ser ! Mas é.


EB 2,3/S, significa Escola Básica 2º e 3º Ciclo com Secundário.


Quando perguntei ao Filipe de onde vinha a resposta deixou-me confuso: "-Venho da Básica 2,3" . Imediatamente me lembrei do Gouveia, homem rude de Mogadouro, que por ter chumbado na especialidade, ficou Soldado Básico e passou o resto da tropa na cozinha a descascar batatas. O Gouveia era o Soldado Básico nº. 23 da Companhia de Comunicações do Porto.

Caso se peça ao Gouveia, para falar do seu passado, certamente não falará do seu tempo de tropa. Até porque ele nunca foi aos jantares dos antigos militares da Companhia de Comunicações. Evidentemente o Gouveia não se identifica com a nossa Companhia. Quanto aos restantes soldados, ainda hoje temos orgulho da tropa que fizemos. E porquê? - Porque o curso de comunicações criou em nós uma identidade que nos caracterizava e nos diferenciava dos outros pela positiva.

A criação de identidade é um dos aspectos mais importantes na construção da personalidade. As pessoas, e nomeadamente os mais jovens, sentem uma necessidade intrínseca para se identificarem com algo. Seja a um clube de futebol, a um tipo de música, a uma modalidade desportiva, ou até mesmo à marca dos ténis ou à marca das calças. As pessoas, necessitam de pertencer a um grupo que os caracterize e os diferencie.

Proponho por isso ao Conselho Executivo da EB 2,3/S de Carrazeda de Ansiães, que dê um nome digno à escola que presidem. Um nome com que os seus alunos, funcionários e docentes, se identifiquem pela positiva. Seja: Escola D. Duarte, Escola Camões, Escola Miguel Torga, Escola Lopo Vaz de Sampaio, ou outro nome que faça jus à nossa terra. Um nome que crie uma identidade nas pessoas que lá trabalham, que lá estudam ou estudaram.

Porque Básico 23, foi o Gouveia e nunca gostou de o ser.

Zaratustra.

O que se disse...

“Se a qualidade da assistência é só um pretexto para o fecho de maternidades, então os médicos devem protestar”

Daniel Serrão, entrevista ao CM

Fim do curso de Antropologia põe em causa o futuro do pólo de Miranda da UTAD

O senado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) decidiu criar uma comissão para estudar os meios necessários para manter o pólo de Miranda Douro a funcionar. Recorde-se que esta instituição está em risco de encerrar devido à falta de verbas e de alunos.Durante um ano, a comissão vais estudar todas as alternativas para o pólo, que podem passar pela realização de seminários ou congressos, promoção de investigação na área do ambiente e, dada a proximidade com Espanha, pós-graduações em conjunto com a Universidade de Salamanca. DTM

domingo, 1 de julho de 2007

Vento obriga os pilotos de parapente a ficar em terra

«Para quem não sabe, parapentista não almoça, de garfo e prato, bem entendido. Come sandes e bebe sumo. Além de não ser nada conveniente voar de estômago muito cheio, a hora de almoço é a melhor para descolar. Ontem, na serra do Larouco, os participantes na Copa Ibérica, que decorre até depois de amanhã, em Montalegre, nem fizeram uma coisa nem outra. O vento trocou-lhes as voltas e, a soprar a uma velocidade de 40 quilómetros à hora, não permitiu as condições de segurança necessárias para a descolagem. Hoje é esperado menos vento, mas mais nuvens. Mesmo assim, a organização está optimista. "Tínhamos definido uma velocidade limite de 30 quilómetros hora para levar a cabo a prova de hoje, mas a velocidade atingida pelo vento é de 40", explicou, ao JN, Inigo Rendin, o director de prova nomeado pela Federação Galega de Aeronáutica, que, em conjunto com Aboaescola, uma escola de paparapente de Braga, e o clube local Papaventos, organiza, pela terceira vez, a Copa Ibérica.» JN

Aeródromo melhora condições de aterragem

«A partir do próximo ano poderão aterrar no aeródromo de Bragança aeronaves de grandes dimensões e de várias companhias de aviação. Até ao momento, as restrições na gestão do controlo aéreo deste espaço de aterragem limitam o número e a dimensão das aeronaves que podem aterrar com segurança.» MB

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Manuela Azevedo e o Plano Nacional de Leitura:
Nós somos do mesmo Clã

Quando avancei com a ideia da Manuela Azevedo, voz do Clã, levar _ Poesia às Escolas do 1º Ciclo, no que logo concordou comigo a d.ra Fernanda Natália, vereadora da Cultura, num Plano Local de Leitura que obteve assinatura do próprio presidente da Câmara, Eugénio de Castro, e do professor José Mesquita, pelo agrupamento de Escolas...

Quando avancei, dizia, fi-lo por duas ordens de razões:
1ª. a de levar uma cantora mostrar como a Vida é bem melhor além do entretenimento, quando a noite se faz atrás de nós, e Fiat lux, Poesia!
2ª. havendo já uma leitura prévia da Manuela, que convidei para a Escola onde lecciono, em Gondomar, lendo ao 3º Ciclo, "As coisas" de Arnaldo Antunes, que se constituiu um êxito, pela expressividade da ‹‹actriz››...

Assim, quando Manuela Azevedo se dispôs a ler Cecília Meireles e Almada Negreiros às Escolas do 1º Ciclo de Carrazeda, fiquei comovido. E mais pela forma gentil em que o soube executar. No Pombal, onde confluiu a escola do Castanheiro, os miúdos acabaram em apoteose — de solicitar autógrafos... No crescendo que fora já pensar um minuto e executar depois tal pensamento em flor, obtivemos várias em vários locais da folha e um dos nomes para: mau-me-quer, com uma gralha que acabou sendo poética como um mau que me quisesse.
Recebi com agrado a crítica docente de que melhor fora que Manuela cantasse, mas o objectivo não podia ser (apenas) esse: mas o de melhor contribuir para o Plano local de Leitura. Claro que se entende que, já ouvidas canções dos Clã, nas aulas, os miúdos houvessem rubor de perguntar... Assim mesmo, de muito bom nos foi!
Só tenho notícia — não estive presente —, da timidez da turma em Linhares... Normalíssima em miúdos desta idade.
Excelente foram as turmas das Selores, com duas pequenas poetisas a revelarem-se, pela leitura atenta da Manuela.

Intervalo: para almoço.

À tarde, o início foi com a turma do Vilarinho, excelente na preparação das professoras — talvez (n)o melhor entre os melhores momentos do dia. Muito bom também o Grande Final em Carrazeda, com duas sessões no Centro de Apoio Rural, acabando com a coreografia de H2omem, uma letra do tribalista Arnaldo Antunes para o Clã.

Em conclusão: todos os professores estão de parabéns porque abriram a sua escola a uma escola outra — no complicado processo de ensino/aprendizagem. E, pela resposta dada pelos miúdos, entre os 6 aos 10 anos, terá sido marcante.

vitorino almeida ventura

Post Scriptum: Dois amigos e uma amiga me perguntaram — será que, além dos livrinhos de José Viale Moutinho, por exemplo, não poderia fazer parte do Plano Nacional de Leitura a Manuela Azevedo, dizendo poesia? Em Carrazeda, essa pergunta já a têm respondida.

Centro Ciência Viva inaugurado ontem

«O Centro de Ciência Viva mostra, desde ontem em Bragança, como na combinação entre novas tecnologias e ambiente pode estar a solução para combater o frio dos gélidos Invernos e o calor dos tórridos verões transmontanos.» PJ

Chuva de Junho provoca perdas em várias culturas

«O excesso de chuva de Junho poderá ter comprometido uma boa parte das principais culturas portuguesas. O olival, a vinha e a horticultura parecem ser os sectores mais afectados, mas os prejuízos estendem-se também à pecuária. À perspectiva de menor produção juntam-se maiores gastos nos tratamentos para salvar o que resta, devendo repercutir-se negativamente na bolsa do agricultor.
Mário Abreu Lima, vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), confirma "graves prejuízos" em diversas culturas, em resultado da pluviosidade e baixas temperaturas para a época, que alternaram com picos de calor esporádicos. Mário Pereira, presidente da Federação de Agricultura de Trás-os-Montes e Alto Douro (FATA), socorre-se mesmo de um provérbio para retratar a situação "Água de São João tira o vinho e não dá pão".
A olivicultura é um dos sectores onde se adivinha maior quebra de produção, já que se encontra na "fase da limpa", que é fundamental para vingar o fruto. Porém, "os prejuízos são mais graves em Trás-os-Montes do que no Alentejo devido a maior avanço daquela fase da floração", justifica Abreu Lima. "Prevemos um mau ano de produção de azeite".(...)
Na viticultura, a principal preocupação relaciona-se com as doenças provocadas por fungos, como o oídio e o míldio. O problema estende-se de Norte a Sul do país, com especial incidência na Região Demarcada do Douro. "São doenças que proliferam muito rapidamente com este tempo", sustenta Abreu Lima, notando que "mesmo nas áreas tratadas não há eficácia dos produtos aplicados".
(...) as hortícolas estão também a sofrer bastante com o excesso de humidade na terra.
O problema alarga-se à pecuária, já que os fenos que estavam segados e prontos para enfardar ficaram muito mais húmidos, o que cria problemas de armazenamento. O mesmo acontece com a aveia que é armazenada para os animais comerem durante o Inverno. "Vamos recolher muito pouco e com má qualidade", lamenta o dirigente da FATA.
Na fruticultura não há, para já, notícias de prejuízos provocados pela chuva de Junho. António Nascimento, produtor de maçã e dirigente da empresa Frucar, de Carrazeda de Ansiães, sustenta que a situação "não é grave" e que, apesar de as grandes amplitudes térmicas verificadas não serem muito favoráveis para os pomares, e de a humidade estimular o aparecimento de algumas pragas, "não é nada que não se resolva com mais um tratamento". Eduardo Pinto in JN