terça-feira, 15 de maio de 2007

Daqui e dali... Vitorino Almeida Ventura

Manuel António Pina,
o poeta e o crítico


Escolhi assistir à apresentação do último livro de Manuel António Pina, Dito em voz alta, uma compilação de entrevistas suas — e está lá tudo que a sua grande obra de poeta contém.

Que não é escritor — mas leitor dele próprio. Lendo-se agora, num tempo diferente, é à distância do outro lado do espelho: um outro Eu. Que se desdobra também num Eu, num Tu, que se não confundem com o sujeito poético, pois apenas estão personagens, criações puramente dramáticas de. Que o falado só faz grande poesia quando nele ecoa um silêncio primordial, o infalável que se intui, como _ voz de um mistério original — e aí estamos tão próximos do divino... Que tantas vezes se revela nas coisas simples.

E toda esta poesia de cariz filosofante nos estaria tão bem, se não resolvesse depois (ou o apresentador Sousa Dias, em seu nome) vestir a pele do crítico, dizendo que em Portugal — ao tempo em que ainda viviam Eugénio e Sophia —, só havia 4 poetas que valeriam a pena... Assim,

perguntei-me se lá no fundo do seu Ego se não incluiria neles. — E o que faria com o resto? Se os lançaria à fogueira? Fiquei

espantado (e parece que a sua teoria é corrente nalguns círculos literários, embora os 4 poetas sejam, aqui e ali, diferentes), com a desconsideração que faz de toda uma rede absolutamente necessária da literatura popular, da literatura marginalizada, de muita da literatura erudita, como se só merecessem existência os maiores. E como se entre estes e aqueles não houvesse necessidade de um diálogo constante.

Como se sabe, alguns dos maiores beberam na baixa cultura, grandes ideias e fórmulas, para glosar. E por que razão os ditos menores não podem continuar a tentar... alcançar a Literatura?

Pensei no meu livro ‹‹Crónicas de Sancho Pança, que será apresentado no mesmo espaço, e vi que Manuel António Pina riscaria a vermelho Álvaro S., Campos Gouveia, Hélder Rodrigues, Gilberto Pinto, João Cardoso, J. Morais Fernandes e Mário Cândido Pereira — e, claro, a mim próprio... Embora perceba que o esquecimento faz parte da Memória, como disse \nM.A.P., não posso fechar todas as portas à tentativa que esta Vida sempre nos é — de sermos maiores e um dia... Mesmo que em Terra do Nunca possamos visar uma obra-prima.

vitorino almeida ventura

Post Scriptum: Neste momento, em Carrazeda, soube que vou criticado pelo lado, uma vez que o livro em divulgação dos 7 autores carrazedenses foi apoiado pela Câmara, e criticado pela frente, porque incluo desenhos do prof. Hélder de Carvalho. Eu só respondo que me leiam e apontem se mudei uma linha à integridade… Promovendo o diálogo entre Culturas.
ADITAMENTO:
Faz-me muita espécie ver grandes poetas a reduzir a História da Literatura a 3 ou 4 nomes...

Noutro dia, estava a ler "O lobo, o bosque e o homem" do cubano Senel Paz e está lá tudo — o direito da literatura de abordar qualquer tema social e político. O reconhecimento da diversidade na sexualidade, na religião e no pensamento político. Que o socialismo castrista criara uma sociedade heterossexual, ateísta e marxista-leninista. E

no fundo: quem discrimina empobrece e actua contra si próprio. Seja no Poder seja na Oposição. E é interessante ver como na década de 70 em Cuba os cursos de Literatura ou Filologia eram olhados com desconfiança porque não tinham utilidade, ao contrário do jornalismo, que era tido como revolucionário porque os jornalistas estavam sempre em contacto com a realidade, com os trabalhadores.

Tudo isto dever-nos-ia ser motivo de reflexão, a nível nacional quanto local. Que mais do que uma Crítica, este texto iluminado apela a uma auto-crítica, não em nome de uma Oposição, mas de uma pertença...

Não em nome de um activismo político, mas de uma liberdade de pensamento.

Descentralização/regionalização - Vale do Douro

"Acabe-se com os distritos que são uma aberração"

Autarcas defendem um novo modelo de regionalização para combater assimetrias Litoral/Interior.
O que falhou até agora no processo de desenvolvimento do Vale do Douro? Terá sido uma lacuna de descentralização política? Ou haverá outros problemas, mesmo intrínsecos? Procuram-se respostas para estas questões. Muitas opiniões já foram emitidas, muitos estudos e planos apresentados, mas a região continua a ser uma das menos desenvolvidas da Europa. O debate sobe, hoje (14/05/2007), ao Salão Árabe do Palácio da Bolsa, no Porto. A iniciativa é da Associação Comercial do Porto (ACP), e conta com a participação de várias personalidades, como Miguel Cadilhe, Arlindo Cunha e Ricardo Magalhães, entre outros.
A eventual falha na descentralização política é a questão central do debate. As opiniões recolhidas pelo JN indicam que sim, que houve essa falha. O presidente da ACP, Rui Moreira, não tem dúvidas "Todas as iniciativas que tem havido são desgarradas, vistas a partir de Lisboa". Exemplifica com o planeamento que "tem obedecido a uma directriz central que desconhece, por vezes, o que as regiões têm para oferecer". Defensor da regionalização, o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira, nota que "se há zona do país que é prejudicada pelo actual modelo administrativo é o Douro". "Acabem com a figura dos distritos, que é uma aberração", atira. Entende ser "mais que óbvio" que a criação de regiões teria ajudado a desenvolvê-lo. Na mesma linha de pensamento situa-se o autarca de Lamego, Francisco Lopes, para quem "a excessiva centralização do país afecta todo o interior", sobretudo as regiões com "menor capacidade reivindicativa de políticas de discriminação positiva". No entanto, acrescenta que, actualmente, "tal como o Douro, todo o Norte do país e o Porto são vítimas do aumento das assimetrias regionais".»
(...).
Norte precisa de líder forte eleito pelo povo

«A descentralização política é uma condição fundamental para tornar possível o desenvolvimento do Norte, e especificamente do Vale do Douro, assuma, ou não, a desiganção "regionalização". É a conclusão central saída do seminário realizado ontem, no Palácio da Bolsa, pela Associação Comercial do Porto. Mas há mais a ideia que a região precisa de um líder político eleito, não nomeado, ganha cada vez mais adeptos.
Na linha da frente aparece o economista Miguel Cadilhe, que há muito defende esta solução. "Se houvesse um líder político no grande Douro as coisas estariam diferentes", opina, salientando a necessidade de "uma voz que se faça ouvir". Para dar mais força à sua convicção socorre-se de um adágio popular "Quem não chora não mama".
Miguel Cadilhe sustenta que um líder "eleito directamente" pela região poderia ter "tanta ou mais legitimidade que um ministro", na altura de discutirem o que convém à região.»

"Auto estrada da Justiça" caiu do “prato da balança” do Governo de José Sócrates

«A Auto-Estrada Transmontana que o primeiro-ministro apelidou de “auto-estrada da justiça” não será uma realidade nos próximos tempos, uma vez que as Estradas de Portugal (EP) estão a elaborar um segundo estudo prévio para que se possa circular a 120 km/hora no troço que vai ligar Vila Real a Quintanilha num total de 135 km. A realização deste estudo vai fazer com que os prazos anunciados pelo Governo em Abril de 2006 não sejam cumpridos, e o anuncio de que 2011 seria o ano da conclusão da Auto-Estrada Transmontana não vai ser concretizado.
Este troço não vai ter custos para o utilizador e está orçado em aproximadamente 400 milhões de euros.
De acordo com o Plano de Acessibilidades, a Auto-Estrada Transmontana é a via que regista maior atraso. No que diz respeito ao IC5, que contempla 145 km entre Murça e Miranda do Douro, deverá eventualmente iniciar-se em 2009, uma vez que já foi efectuado e aprovado o estudo prévio e o projecto de execução está a ser desenvolvido pelas Estradas de Portugal, prevendo-se que o lançamento do concurso para esta empreitada se inicie em 2008.
Este troço entre Murça e Miranda do Douro está orçado em cerca de 300 milhões de euros e deverá estar concluído em Março de 2012.
Notícias do Nordeste

Exposição de fotografias antigas

Exposição de Fotografias Antigas do Concelho de Carrazeda de Ansiães

Até 27 de Maio
Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães

Carruagem no Tua mais dois meses

«Afinal a carruagem que descarrilou na linha do Tua não sai de lá tão cedo. Vai ficar no leito do rio pelo menos mais dois meses. À última hora a sociedade Metro do Tua vê assim defraudada a intenção de retirar a composição do leito do rio. Os trabalhos de retirada da máquina deveriam ter começado nos últimos dias, mas o LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil não autoriza a retirada da composição sem ter pronto o relatório final, o que deverá ocorrer num prazo máximo 90 dias.
O LNEC está a analisar o documento que o Insituto Nacional dos Transportes fez sobre o acidente ocorrido a 12 de Fevereiro e, mesmo que já o tenham feito duas vezes, pode haver necessidade dos técnicos de deslocarem ao local para observar a carruagem. José Silvano, o presidente da Sociedade Metro do Tua diz que a situação da linha é cada vez mais complicada e este atraso vem afectar a circulação ferroviária nos meses do verão, altura em que há mais passageiros.»

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Feira do Livro

Mais um acontecimento importante passado em Carrazeda de Ansiães. Não pretendo agora referir-me a todos os eventos integrados neste certame, mas apenas àqueles que decorreram no Salão dos Bombeiros.
Neste várias editoras tiveram os seus livros expostos. A oferta estava de acordo com a procura. Não sei se foram feitas ou não muitas transacções, mas não é propriamente aos livros que me quero referir mas sim aos espectáculos que lá tiveram lugar e a que eu estive presente.
Assisti a uma actuação do grupo “Raízes”, constituído por um pianista e um guitarrista, que teve interpretações de grande nível, integrando estilos musicais muito diferentes numa mesma composição: - melodias de Carlos Paredes e Zeca Afonso com guitarradas flamengas e ritmos de jazz, de blues. A interpenetração estava admiravelmente conseguida e mostrava como é possível modernizar e actualizar melopeias que pareciam condenadas a um só tipo de toque.
Um outro conjunto, noutra noite, tocou jazz acessível a todos aqueles que têm dentro de si cordas sensíveis ao ritmo. Tratava-se de jazz não altamente sofisticado, mas, com leve exagero, popular.
Outra tarde assisti encantado a um concerto dado por um Grupo Coral de Lisboa, constituído por pessoas da terceira idade.
Mas não parecia nada dessa faixa etária tal era a juventude que de todos os elementos emanava. Eu que tinha medo de centros de dia, de lares, fiquei até com vontade de me inscrever num assim: mas em Lisboa, porque aí as “velhotas” são gaiteiras e francamente nem me pareceram muito velhas.
Cantavam bem, falavam, dançavam, gesticulavam e traziam até assistência e tudo!
Sozinhos faziam o espectáculo.

Neste como noutros eventos havia poucos carrazedenses e os poucos que havia eram parados, nada participativos.
É pena que os carrazedenses não saibam aproveitar acontecimentos de um certo valor. Oxalá tenham aprendido alguma coisa com os menos jovens lisboetas para que se comece a viver descomplexadamente a vida.

João Lopes de Matos

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Muito bom!


Para comemoração do Mês do Coração a Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, levou a efeito no passado Domingo o IV Passeio Pedestre com o tema:

Corpo a mexer… Coração a Bater.

Evento que contou com a participação de 150 pessoas, vindas de todo o nosso concelho e também de Vila Flor, Mirandela e cidade do Porto.

BTT - Rota das Maias - Pombal de Ansiães

BTT - Rota das Maias
Pombal de Ansiães
20 de Maio de 2007
Organização A.R.C.P.A.

Câmara de Alfândega quer vender estalagem

«No máximo dentro de um mês pode ser concretizada a venda da Estalagem da Senhora das Neves à FunZone Village. O executivo de Alfândega da Fé está a ultimar o negócio com a firma liderada pelo empresário Chaby Rodigues. A principal intenção da autarquia passa por entregar uma actividade para a qual não se sente vocacionada e livrar-se de um projuizo que ronda os dois milhões de euros.»

Seis zonas agrárias podem fechar

«As Zonas Agrárias de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Vila Flor, Vimioso e Vinhais deverão encerrar ainda durante este ano. O Ministério da Agricultura (MA) prepara-se para suspender a actividades nos serviços que têm menos de quatro funcionários. De acordo com dados a que o JN teve acesso, encontram-se nesta situação seis Zonas Agrárias do distrito de Bragança, que têm apenas, dois funcionários.»

domingo, 13 de maio de 2007

Seguro de actividade para os viticultores

«Os cerca de 40 mil lavradores inscritos na Casa do Douro poderão beneficiar de um seguro que irá abranger todos os riscos inerentes à sua actividade.
(...)
O seguro é constituído por um pacote que contempla vários riscos, desde os acidentes pessoais (lides com tractores, trabalhos agrícolas) até outras coberturas, nomeadamente incêndios.
Segundo o presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, a selecção das empresas envolvidas teve a ver com a relação custo-qualidade do serviço proposto. O dirigente sublinhou que o protocolo poderá abrir caminho à concretização, no futuro, de um seguro colectivo de colheitas.
Além disso, destacou que a iniciativa \"poderá marcar uma viragem na instituição, já que será dado, assim, o primeiro passo da Casa do Douro, como entidade prestadora de serviços aos lavradores durienses\".»
Almeida Cardoso in JN, 2007-05-13

sábado, 12 de maio de 2007

Funzone Village Douro avança

«Apesar de todas as dúvidas que envolvem o projecto Funzone Villages Douro, o autarca de Alfândega da Fé, João Carlos Figueiredo, assegura que é mesmo para concretizar. Como garantia, avança a confirmação recente pela Agência Portuguesa de Investimento, depois de reapreciar a proposta, de que se trata de um Projecto de Interesse Nacional (PIN).
(...)
O Funzone Villages Douro é um empreendimento turístico que engloba um aldeamento de luxo, com 2000 camas, destinado em especial a famílias em que existam pessoas portadoras de deficiência. Como complemento à estrutura central será criado um parque ecológico, um parque de lazer, uma pista artificial de esqui, uma praia com ondas artificiais, onde será possível praticar surf, e um centro médico que terá em permanência seis ambulâncias de paramédicos, bem como um helicóptero para emergências. Deverá criar 1250 postos de trabalho»

Carrazeda de Ansiães

PEDDY PAPER NOCTURNO
16 de Junho - 21horas
Praça do Município
Organização: Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães
Inscrições até 1 de Junho

sexta-feira, 11 de maio de 2007

lpveloso - intertoon

Daqui e dali... João Lopes de Matos

Livro de Otília Lage

Na biblioteca teve lugar a apresentação de um livro muito interessante sobre o viver de Carrazeda no tempo de juventude da autora.
Parece ser, pelas partes lidas, um repositório dos estados de alma puros da autora e das pessoas da sua família e outras que viveram numa Carrazeda muito simples, amistosa e engrandecida de pequenas coisas que deram sentido à vida desse tempo.
Parece-me não se tratar de um livro que pretende um regresso (impossível) ao passado, mas sim uma memória do que de bom existia para que nas condições actuais o saibamos manter.
A autora tem uma dicção, postura, expressividade não só perfeitas, mas também imbuídas da envolvência do tempo que pretende narrar.
Fiquei encantado com esta tão simples e tão autêntica quão ilustre carrazedense.

João Lopes de Matos

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Ordem prevê tragédia com final dos SAP


«A Ordem dos Médicos (OM) alerta a população de Bragança para a falta de segurança do novo sistema de emergência nocturna criado pelo Governo. Os dirigentes prevêem que possam morrer pessoas por deficiente assistência, tal como já aconteceu noutras zonas do país.

Desde 27 de Abril que os centros de saúde do distrito de Bragança deixaram de ter médico, durante a noite, e passaram a ter apenas um enfermeiro, que pode chamar o médico em caso de necessidade. A OM considera que essa medida pode pôr em causa a vida de doentes urgentes da região, "uma vez que estão criadas condições para que possam acontecer falhas de assistência médica", referiu, ao JN, José Manuel Carvalho e Silva, presidente dos Médicos da Região Centro. Para aquele médico, encerrar serviços sem estarem criadas "verdadeiras alternativas no terreno, é uma asneira que as populações da região podem pagar caro". "Vai morrer gente no distrito, em situações de urgência, por falta de assistência médica. Um enfermeiro não substitui o médico", referiu José Manuel Carvalho e Silva.

"Um paradoxo"

Até aqui, os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) atendiam situações urgentes /emergentes, casos que continuam a ser encaminhados para os centros de saúde, sem que o médico esteja presente. "O médico tem 30 minutos para chegar à unidade de saúde, mas pode ter um acidente e até nunca chegar", referiu. Além disso, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminha os doentes para o centro de saúde, considerando aquelas unidades "uma verdadeira urgência ou um posto avançado de emergência", mas "o ministro da Saúde minimiza a importância dos SAP, o que é um paradoxo", acrescentou.»

Está mal!

Entrada para a Zona Industrial de Carrazeda de Ansiães está parcialmente tapada.
Impossível transitar para um veículo de grandes dimensões.

Daqui e dali... João Lopes de Matos

ERNESTO MAGALHÃES – GUARDA-RIOS

Há pouco tempo faleceu em Parambos esta pessoa que representou muito na minha vida e na de muitos indivíduos da freguesia de Seixo, onde todos vivemos ao mesmo tempo.
Foi uma coincidência feliz termos com ele vivido. Em grande medida, não escolhemos as pessoas com quem convivemos e, por isso, vivermos com algumas é uma sorte.
Não sei se o homem se faz ou se nasce feito, em que medida é o resultado de uma coisa e outra.
Neste caso, o que sei é que este homem era íntegro, lutador, inteligente, simples, ousado, leal, amigo, solidário, amante de aprender e de ensinar.
Os que com ele conviveram conseguiram ver a personificação destas qualidades e foram por ele influenciados duma ou doutra maneira nas suas vidas.
Como era profundamente humano, terá cometido erros, não foi perfeito, mas, por isso mesmo, foi completo.
Em meu nome pessoal quero aqui prestar-lhe o preito da minha consideração e reconhecimento.
Permanecerá na nossa memória enquanto memória tivermos.

João Lopes de Matos

Autarcas marcam posição sobre fecho de tribunais

«A organização do sistema de justiça em Portugal, que poderá implicar o encerramento de alguns tribunais, levou ontem seis autarcas do Alto Minho a uma audiência com o secretário de Estado da Justiça para esclarecimento sobre a eventual perda de serviços nos seus concelhos.»

Ordem dos médicos alerta para consequencias dramáticas do "médico à chamada"

«A vida dos doentes urgentes pode estar em causa com o sistema nocturno que o ministério da saude implementou nos SAP's do distrito de Bragança.
É o que defende a Ordem do Médicos alertando para a falta de segurança do sistema de médico à chamada.
Num artigo de opinião publicado no Jornal Tempo Medicina o presidente dos Médicos na Região Centro defende que este sistema põe em causa a vida dos doentes porque ficam desprotegidos relativamente á cobertura de cuidados médicos imediatos em situações de urgencia.
Para José Manuel Silva, o dirigente da Ordem dos Médicos na região centro, esta situação pode ter consequencias dramáticas para os doentes e acrescenta que se tal acontecer o unico responsável é o ministro da saude.
Segundo este responsável, para chegar ao centro de saude o médico pode demorar 30 minutos que podem ser vitais.
José Manuel Silva lembra que na deslocação também o médico pode ter um acidente ficando o doente e a vitima sem qualquer assistencia médica.
A Ordem diz que não foi consultada acerca da implementação desta medida no distrito de Bragança.
Para a direcção tratou-se de uma decisão autocrática do ministro de saude baseada em pressupostos economicistas que colocam em risco vidas humanas.»
RBA