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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

MARVÃO

¿Creen en las casualidades? ¿Y en el destino?

A veces el destino, si es que existe, te juega una buena o mala pasada, una casualidad negativa o positiva. Ayer mismo cuando salía de casa de mis primos con mi portátil a cuestas me encontré por casualidad con unos amigos. Este encuentro casual sin previo aviso provocó una ida al bar sin hora de vuelta… Cuando llegué a mi casa y me senté en el sillón, pensé: si no me hubiera parado… cinco segundo antes… todo habría transcurrido como de costumbre, pero las casualidades o el destino cambiaron el rumbo de mi rutina.

Suelo cambiar de rutina los fines de semana, soy de la clase de personas que necesitan variar constantemente de planes, ya tengo suficiente rutina los días de diario como para repetir salidas los fines de semana. Era se una vez, una carta que llegó de casualidad a la escuela donde soy monitor de portugués, “Curso de dinámicas, técnicas de grupo y voluntariado social; días 11, 12 y 13; Valencia de Alcántara”; todo por el módico precio de 35 euros. “Todo” no sólo incluye el curso, también manutención y alojamiento, e incluso, lo que no tiene precio: la convivencia; y dentro de este “todo” caben coincidencias y casualidades.

Resulta que el Albergue Juvenil está situado a sólo dos kilómetros de Portugal y a siete de Marvão, una vila que quería visitar hace mucho tiempo. Mis compañeros, naturales de la zona, complacieron mis deseos: el primero fue atravesar el cartel de “Portugal”, el segundo (deseado por todos) consistió en saborear un café “rayano” (el café se encuentra justo en la frontera) y el tercero y más aclamado fue visitar Marvão.

¿No se ponen nerviosos o se emocionan cuando saben que van a ver algo diferente? Lo que pasa desapercibido para muchos es un mundo para mí. Me encaramé en la muralla que rodea la vila y aprecié el paisaje. Me acordé de mi visita a Miranda do Douro; de todas las fronteras que llevo a mis espaldas y de mi amigo Rui cuando me indicaba con los ojos las delicias del paisaje transmontano.

Una carta anunciando un curso: una visita inesperada a Marvão.
¿Es una casualidad, una coincidencia o el destino?

Roberto Moreno Tamurejo

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

La excusa perfecta para quedar / A desculpa perfeita para combinar

Al mismo tiempo que la devolvían a su templo todos agitaban los pañuelos blancos con emocionante devoción.

Todo comenzó en la Academia Jovellanos (Montijo), allí nos conocimos y compartimos tres meses de madrugones, dinámicas de grupo, aprendizaje, simulaciones, cafés… que acaban siendo sinónimos de una sola palabra: ROCE, porque ésta hace el CARIÑO, y éste que nos veamos de vez en cuando. El roce es como una cometa que flota en el cielo y nosotros luchamos porque no se hunda en el olvido.

Frutos de esta amistad son nuestros encuentros, cada vez más continuos y bonitos. Voy a compartir con vosotros como viví el día de la romería de la Nava de Santiago, para muchos sonará a chino, pero seguro que el fondo de la historia os resulta familiar.

Recién cambiada la hora y con la mitad de los integrantes del séptimo de caballería nos dispusimos a acompañar la patrona Santa Quiteria bajo las órdenes de nuestra anfitriona. En total unos seis kilómetros recorridos, tres paradas y media chispa para algunos… Como en muchos pueblos es tradición acompañar la virgen hasta la romería y nosotros nos mezclamos con fieles madrugadores y valientes supervivientes de la noche.

Una vez montado el campamento base se sucedió a la degustación de los manjares de la tierra o experimentos personales… todo riquísimo. Allí, la familia y amigos de nuestra anfitriona ELISA, nos acogieron con mucha simpatía y hospitalidad.

Cada vez éramos más, todo iba en aumento: conversaciones, risas, bailes, idas y venidas… El cielo encapotado se despejó con la celebración.

Una vez de noche volvimos al punto de partida, había que rematar la faena y asistir al regreso triunfal de Santa Quiteria. Cuando me quise dar cuenta todo un pueblo agitaba pañuelos blancos mientras la virgen se adentraba triunfante en el templo.

A mis amigos del curso.

Roberto Moreno Tamurejo

quinta-feira, 27 de março de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Querer é poder

Não posso! Quantas vezes ouviram essa expressão? Muitas, inúmeras, montes, infinitas? Tanto faz! São sinónimas! Em minha opinião, quando dizemos que não podemos, mentimos, porque aquilo que estamos a fazer é de “consumo primário”...
Tou???, Olá Roberto! Tudo bem? Sou o Alberto!, olá primo! Tudo bem! E contigo?! Tudo, obrigado! Queres combinar esta tarde para fazer ginástica?, quero, a que horas?, às 21 horas!, está bem, então até logo!, até logo!

O Alberto, a Noelia e eu somos da mesma “quinta”, ou seja, nascemos no mesmo ano! Como podem imaginar crescemos, brincámos, choramos... juntos. As responsabilidades académicas mais a seguir as profissionais fizeram com que os nossos encontros diminuiram, só coincidíamos em feriados ou em ocasiões isoladas. O mais engraçado é que vivemos na mesma vila!

O meu primo Alberto arranjou namorada há vários anos e vai casar em julho! Há pouco telefonou-me, vocês já ouviram a conversa... Ele vai casar e quer perder alguns quilinhos que tem a mais. Combinámos porque queremos perder peso e também para falamos das nossas vidas três vezes por semana... Dão-se mudanças a nível corporal e também temporal, já que costumava ver ao meu primo uma vez e por acaso... e agora estou a perder a conta...

Trata-se de nos obrigar a fazer certas coisas que dantes fazíamos e mudámos por outras... Ele, em vez de combinar com a namorada todos os dias, agora combina quatro e com a desculpa de ficar magro para o dia do casamento. Eu fico contente!

Então acredito na teoria de “querer é poder” , só se trata de equilibrar a nossa vida, quer dizer, se temos 8 horas (mais o menos) de lazer todos os dias mais fins de semanas (quem os tiver livres) somam uma quantidade de horas suficientes para partilhar momentos com outras pessoas e até viver novas experiências. Está bem! Já sei que muitos de vocês pensam que não têm tempo porque não param de trabalhar, eu acredito que sim! O tempo é ouro não é?

O problema é que consideramos aquilo que fazemos habitualmente muito importante e por isso nunca podemos!

Roberto Moreno Tamurejo

terça-feira, 11 de março de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

A arte do desfrute

É meia-noite e não posso esperar, tenho de aproveitar a inspiração e imortalizar as palavras que ficam esta noite a dormir comigo. Quero escrever por duas razões: A primeira porque não quero que as palavras acordem logo de manhã e prossigam o seu caminho às escondidas e a segunda porque desfruto a pintar essas palavras que repousam na paragem obrigatória da minha cabeça e depois brincam com os meus sonhos!

Quando em espanhol dizemos: disfrutas más que un niño pequeño, literalmente em português: desfrutas mais do que uma criança pequena, fazemos referência àquela pessoa que se diverte, chora de emoção (não é preciso chorar...), ri às gargalhadas (sem precisar de ser às gargalhadas...), reencontra-se consigo mesma, obtém algum prazer, enfim, qualquer coisa que nos faça sentir à vontade!

Talvez sejam esses momentos quando realmente somos felizes, o segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer mas querer o que se faz (Leon Tolstoi). Eu desfruto a ouvir o silêncio só interrompido pelo cantar dos pássaros. Desfruto a ouvir a música que gosto, a ver os meus filmes favoritos. Desfruto com uma conversa diferente seja qual for a pessoa com quem fale. Desfruto muito de andar a pé e chegar até aquele ponto que parecia inatingível. Desfruto a brincar com a minha sobrinha de dois anos. Desfruto com as paisagens que os meus olhos nunca desfrutaram. Desfruto a dançar, a viajar, a ler... Desfruto dum bom Porto, de uma francesinha, dum bacalhau à Brás... melhor não falar de comida porque não há limites! Mas para que o desfrute seja a 100% é obrigatória a companhia!

Desfruto e reticências… (as minhas palavras querem dormir).

E os leitores? Desfrutam?

Roberto Moreno Tamurejo

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

As culturas do amor

Eu não critico os modos de comportamento alheios, mas tiro as minhas próprias conclusões...

O gajo aproxima-se e diz – olha, tu não me viste, está bem? – e eu respondo a verdade: – está bem, mas nós temos trocado palavra em alguma ocasião?- Outras vezes, nem sequer precisam de me chatear, pois com um olhar e um piscar de olhos ficam descansados. São eles, são “
caricaturas” mundiais. Ainda não perceberam, pois não? Eles são homens que não esquecem as batalhitas antigas e precisam de se tornarem machos com a lua cheia. Estes pinga-amores não têm suficiente com as namoradas. Quando elas não querem sair, eles já combinaram de manhã, e quando querem, eles fingem estar muito cansados para ir cedo para a cama... e um bocadinho mais tarde... é só carregar um botão para combinarem!
A maioria delas pensam que os namorados são impecáveis; no dia seguinte (bem pode ser domingo) de manhã estão à porta dos sogros e elas à espera muito contentes, pensam que namoram com o “
puto” mais porreiro da terra.
Elas já conheciam aos namorados antes de estarem juntos, pelos vistos, costumam gostar de tipos duros! E, não sem antes sofrer um bocadinho, tornam-se um casal feliz. Deus os fez e eles se juntam.

Menos mal que muchas recuperan la vista después de quitarse la venda a base de disgustos y conocen al otro sector masculino (que para muchas no es suficiente porque no son chicos duros). Ellos pertenecen, normalmente, a la misma pandilla y cuando se ciegan de amor por una mujer lo dan casi todo por ella, alguno hasta sacrifica a los amigos. Yo conozco ese sector de cerca, tengo amigos demasiado buenos y digo demasiado porque a veces parecen marionetas… Yo creo que se puede querer a los amigos, amar a la familia y, por supuesto, también a la novia.

PERO la mayoría de las parejas formadas por amigos míos va viento en popa porque se respetan, se entienden y lo más importante: SE AMAN.

Roberto Moreno Tamurejo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Um leque de possibilidades!

Una melodía que representa la Semana Santa alerta… - se comunica a todos los costaleros que están invitados a una reunión a las 9 de la noche en el Centro Parroquial, se ruega su asistencia – dice Don Rafael, el cura de mi pueblo. Yo vivo en la Plaza de la iglesia y no he sido el primero en enterarme, ¡todos somos los primeros! Todos excepto aquellos que duermen, no están en e pueblo o, simplemente, tienen el sentido auditivo ocupado o no quieren escuchar…

La canción del verano (de hace muchos años) cambia nuestra rutina un instante y nos hace “asomarnos” a la calle, alguien que representa al Ayuntamiento tiene algo que decirnos… - se comunica a todos los pensionistas que hay un viaje a Fátima el próximo 23 de febrero, los interesados pueden apuntarse en el Ayuntamiento.

¡Todo lo relacionado con el pueblo se dice por el megáfono! Por ejemplo una pérdida - se han perdido unas llaves, si alguien las encuentra, haga el favor de devolverlas a la iglesia – aún recuerdo el día que se perdió un hombre, imaginen… - se ha perdido a fulanito de tal, si alguien lo ha visto, por favor ponerse en contacto con su familia – curioso, ¿verdad? Las campanas simbolizan un toque de suerte o una posible alerta; un día comenzaron a sonar repetidamente porque había tocado la lotería, sin embargo, otras veces ha simbolizado al fuego o a posibles inundaciones; todo nos encontramos en previo aviso, bien sea para ayudar al prójimo o para refugiarse lo más rápido posible de los peligros venideros.

Não acham a minha vila porreira? Eu acho que sim! Acham que Carrazeda também podia informar os cidadãos através dos altifalantes da Câmara? Eu não quero prejudicar este blog, do que tanto gosto, já que os leitores se podiam tornar ouvintes casuais da Câmara e não precisar dos medias locais para se manter informados, imaginam? Não tem nada a ver! Aqueles que gostam de ler e de se informar, continuarão a ler este blog, ouvir as noticias da rádio Ansiães e, talvez, a partir de agora, poderiam ser ouvintes casuais das notícias democráticas da Câmara!

Roberto Moreno Tamurejo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

Día de Reyes

Hace un año descubría con vosotros el Día de Reyes, hasta participé con la escuela en los “bombeiros”, digamos que le di un toque español a la actuación. Fue bonito descubrir otra tradición de tantas que diferencian a ambos países, “otra experiencia más para contar”, pensé…

Un año después me encuentro en el pueblo donde he pasado gran parte de mi vida, aún recuerdo la primera vez que vi a los Reyes Magos, ¡eran idénticos a mis padres! y además se bebieron la leche que había dejado para los camellos… Recuerdo que me escondí debajo de la mesa, ahora me doy cuenta que mis padres me habían engañado muy bien. Los años pasaban y mi noche de reyes se convirtió en noche de fiesta, llegaba a casa de madrugada y sólo me preocupaba de dejar los zapatos a la vista para que mis padres me depositaran algún billete rojo, aquel que representaba dos mil pesetas, pero me tenía que conformar con uno verde (mis pesetas).

Curiosamente, este año he disfrutado con un regalo que, inconscientemente, me han hecho mis amigos. Desperté tarde, secuelas de una noche de reyes, con la melodía del móvil. - ¿te vienes a comer fuera, o no? – me dice mi amigo, - ¡por supuesto! – respondí. Yo pensé que el destino era Badajoz, pero todos los restaurantes estaban llenos, así que cambiaron de rumbo hacia Portugal, concretamente hacia Elvas, una ciudad que queda a unos 30 quilómetros de España.

Passámos a alfândega e eu fiquei muito contente, aquilo foi o meu reencontro com Portugal! Chegámos por volta das quatro horas espanholas. Elvas, como Miranda do Douro, é uma cidade que atrai muitos turistas espanhóis, devido à proximidade com a Espanha. Aquele dia não era feriado em Portugal mas sim na Espanha e isso teve consequências: uma longa espera, o reencontro com velhos amigos, etc. Cada vez estava mais contente do meu Dia de Reis, embora se falasse mais espanhol do que português, a cultura não muda, como a riqueza do café, pelos vistos, só uma realidade em Portugal. Como sempre que visito o vosso país, aproveito para falar e brincar com todo aquele que for de nacionalidade portuguesa, no fim de contas são anedotas que vos posso contar aos leitores deste blog.

Como dizia um amigo, a distância não tem tempo nem idade!
Roberto Moreno Tamurejo

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Saudades da rotina

Hay hábitos cotidianos que echo de menos, por ejemplo el de beber un café a cualquier hora, acompañado de ese bocadito dulce tan característicamente portugués; me refiero a cualquier “ingrediente” de vuestra pastelería. Normalmente, el genuino café portugués se bebe acompañado, es una excusa para charlar, acaba por formar parte del contexto creado por dos o más personas.
Echo de menos beberme unos vinitos de vez en cuando. Aunque parezca mentira, mi regreso y adaptación ha acabado totalmente con mi rutina carrazedense. No obstante, cuando bebo una copita de vino del Duero, lo saboreo doblemente, porque no sólo deleita el paladar, también me trae recuerdos.
Recuerdo a mis alumnos y a mis amigos.

Os meus alunos partilhavam o vinho comigo, eu gostava de fazer parte da vida quotidiana deles. Até pensei que tinha dezoito anos!
Participei “inconcientemente” em tainadas e fiquei "ligado às máquinas"! O vinho também prega partidas...
Tenho saudades de beber um copo ao jantar e conversar, e continuar a conversar depois de jantar... com um bom Porto, como já me ofereceram muitas vezes.
Realmente gostei muito do povo carrazedense, acolhedor e hospitaleiro...

Roberto Moreno Tamurejo

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Um dia de folga

Hoy pareces un auténtico turista… me dijo mi tío cuando llegué.

Hoje não trabalhei, não acordei cedo e fiz a sesta! As minhas férias já foram, começaram em janeiro e acabaram em junho. Infelizmente acabaram em junho, também trabalhava, mas o facto de estar em terras lusas e não conhecer o nordeste transmontano inspirava-me a fazer viagens, misturar-me com o povo e conhecer as suas tradições. Tamanhas férias!

Uma bolsa de estudo ou de trabalho num lugar diferente é a defininição de férias no meu dicionário. Sempre tive a oportunidade de aprender e conhecer graças a estas bolsas, quer no inverno, quer no verão.

Junio y julio, marcan diferencias: de una despedida a una bienvenida, de un abandono a un regreso… Los sentimientos están a flor de piel. Era por la mañana y me despedía de Carrazeda, de vosotros. Era por la noche y me esperaban mis familiares y amigos. Era por la madrugada y el reloj me quitaba el sueño: é hora de acordar, são seis horas e meia. Era mi primer día de trabajo, aquel día fui recolector de fruta y actualmente me dedico a preparar los tomatales y participar en la cosecha. Pero hoy, é o meu dia de folga!

“¿Hoy pareces un auténtico turista!”, me dije mi tío cuando me vio llegar. Me he levantado con ganas de mostrar nuestro día a día, vuestras curiosidades. He fotografiado los campos, canales, agricultores, la máquina de los tomates… ¡todo! Como turista he apreciado más pormenores que cuando voy a trabajar, por muy extraño que sea…

He crecido en el seno de una familia dedicada a la agricultura. Es un pueblo joven, construido por colonos que trabajaron duro para darnos una educación. La disciplina agrícola siempre ha sido el plato fuerte del verano, la manera de sacar algún dinerito extra para los jóvenes estudiantes. ¡Qué duro es ganar el dinero y qué fácil es gastarlo!
Até breve!


Roberto Moreno Tamurejo

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Outros olhares... Joaquín Roy

Portugal en Iberia
EL Premio Nobel de Literatura, el escritor portugués José Saramago, ha hecho unas declaraciones explosivas. En vísperas de su segunda boda con la española Pilar del Río, en una entrevista al rotativo lisboeta 'Diario de Noticias', predijo que Portugal terminaría un día como comunidad autónoma de España, en un país conjunto que se debiera llamar Iberia. Si hay algo que toca la fibra del alma portuguesa y la altera más allá de su calma preñada de saudade y fado es la relación peculiar con España. Distantes, amables, prudentes, ceremoniosos con elegantes límites, siempre en tono bajo, los portugueses lidian con dos señas de identidad: su preciso perfil nacional y la cercanía de España.

Pocos observadores reparan en que Portugal es el Estado-nación más antiguo de Europa. Desde que tempranamente terminó su propia reconquista y el monarca Don Alfonso III ajustó sus fronteras con Castilla por el Tratado de Badajoz de 1267, Portugal ha permanecido inalterado. Ha cohesionado un pueblo sin peculiaridades étnicas (aunque ha incorporado con éxito a una minoría procedentes de sus antiguas colonias). Tiene una sola lengua sin dialectos y una religión con el comprensible matiz laico. Incluso cuando entre 1580 y 1640 estuvo regido por los Austrias españoles, el país no sufrió impacto identitario: no hay invasión demográfica de España, ni emigración portuguesa hacia el oeste.Resignados, viviendo en mutuo y respetuoso aislamiento ('de costas voltadas'), España y Portugal se ignoran durante siglos. Pero nunca existe una animosidad entre las dos entidades ni el sentido del humor cruza una raya peligrosa e hiriente. Por ejemplo, nadie en Portugal de veras cree en la tradicional expresión: 'De Espanya, nem bon vento nem bon casamento'. En realidad, para las nobles portuguesas la relación con España fue un excelente negocio matrimonial. Nada menos que once infantas portuguesas llegaron a ocupar el trono de España, como resalta un excelente libro de Marsilio Cassoti, un 'best-seller' en el país. La más famosa de estas damas lusas que cruzaron con fortuna regia 'la frontera de corcho' fue Isabel de Portugal, nieta de Joao I y madre de Isabel la Católica. Otra Isabel portuguesa se casó con Carlos V y procreó a Felipe II (I de Portugal).
Pero es cierto que el temor al imperialismo castellano inclinó las alianzas portuguesas hacia Inglaterra. Este sentimiento de autoprotección llevó a los portugueses a tratar de superar a España incluso inconscientemente. En casi todos los acontecimientos del siglo pasado, Portugal se adelantó a España cronológicamente: se despojó de la monarquía antes (1910), instaló un régimen filofascista una década antes que Franco y defenestró los restos de la dictadura salazarista en 1974, más de un año antes de la muerte del dictador español. Incluso en las alianzas internacionales Lisboa dejó atrás a Madrid: Portugal fue miembro fundador de la OTAN, ingresó en la EFTA y firmó los documentos de adhesión a la Comunidad Europea por la mañana, mientras el Gobierno español lo hacía a la una de la tarde.
Sus déspotas se mantuvieron distantes. Salazar despreciaba a Franco, al que consideraba un inculto militar. El caudillo español desconfiaba de la superioridad intelectual del catedrático de derecho de Coimbra.
En el caso de que la predicción de Saramago se cumpla, algunas peculiaridades se deberían tener en cuenta. En cuanto a la lengua portuguesa, quizá esa sea la única solución para que los españoles la aprendan. Hoy en día, todo portugués culto puede conversar en español; apenas un puñado de españoles pueden desempeñarse en la lengua vecina. Para los españoles, algunos obstáculos parecen insalvables: por un lado se sienten cómodos al observar la lengua escrita; al oírla, se dan cuenta de que es muy diferente, con un sistema vocálico enriquecido y la desaparición de consonantes en la endiablada velocidad con que desarrollan los discursos repletos de altibajos tonales. Portugal parece un país de millones de ventrílocuos: hablan sistemáticamente con los labios cerrados. De declararse el portugués como lengua obligatoria en Iberia, al nivel del castellano, se habría terminado con el handicap.
En el plano político, el proyecto de Saramago debería salvar las reticencias de Madrid al reconocer las peculiaridades de las autonomías 'históricas'. Si al nuevo Estatuto de Autonomía de Cataluña se le niega el pan y la sal, uno tiembla con la presencia del país más antiguo de Europa en el frágil mapa ibérico. Bien mirado, será mejor dejar las cosas como están y visitar Portugal hablando en voz alta, en español, y comprando en El Corte Inglés lisboeta, por cierto, muy apreciado por los portugueses.
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Joaquín Roy

domingo, 29 de julho de 2007

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Un paseo por las nubes

¿No sales a andar?, pregunta una vecina a otra, suele ser el punto de partida de una conversación y también de un paseo. Esta pregunta se formula todos los días, entre las ocho y las diez, entre la tarde y la noche. Se reúnen al atardecer para ponerse al día y para mantenerse en forma. Se encuentran bajo la mirada atenta de la naturaleza, a las afueras de nuestro pueblo. La naturaleza fértil evoluciona cada día, frutales y bonitos tomatales son testigos del reencuentro veraniego de pasajeros, deportistas y emigrantes.

Depois de escrever combino com um amigo, costumamos dar um passeio todos os dias por volta das oito e meia. Hoje também vem connosco uma antiga amiga filha de emigrantes, que está de férias. Começo a andar e a conversar com os meus colegas de viagem. Passamos junto das árvores frutais dum amigo, parece que esta manhã apanharam as ameixas todas e só deixaram algumas para os pássaros, como se costuma dizer aqui... Enquanto caminhamos encontramos muitas pessoas da vila, geralmente grupos de quatro ou cinco mulheres, amigas ou vizinhas que se reunem para “esticar as pernas” e para falar. Também nos cruzamos com desportistas, normalmente jogadores de futebol que se preparam para futuros jogos.

Algunas veces mis compañeros de rutina no pueden acompañarme y paseo con las nubes. Entonces comienza un diálogo personal con la naturaleza y me acuerdo de Carrazeda de Ansiães. Nunca antes había reparado en este paisaje llano en que predominan frutales, cultivos de maíz y tomate… Cierro los ojos y veo montañas, sonrío...

Conheces a barragem?” “Conheço”, respondi. “Queres fazer uma caminhada até lá?” “Of course!” No entanto, eu sabia que existem caminhos ou calçadas mais atraentes! E quis conhecer um bocadinho da vossa natureza mais inexplorada. “Ansiães aventura” é um blogue que surpreende a muitos que não conhecem o património natural e histórico do concelho. Dei uma vista de olhos ao blogue. “Bonito”, pensei. Depois um amigo me contou uma história. Que “interessante”...

Depois acrescentei “espectacular”...

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. José Saramago

Roberto Moreno Tamurejo

Foto Ansiães Aventura

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

El mundo es pequeño, esta junto a ti

Fue un profesor en el instituto que me contagió su pasión por la lengua y la cultura portuguesas. Para aquel entonces ya me gustaba la literatura, libro que caía en mis manos, libro que devoraba.
Mis pasiones, leer y lo desconocido (para mí) se mezclaron para decidir mi futuro, mi destino… Vida personal y profesional dormían juntas, como cuerpo y alma.

Sinceramente, aprendí más viajando, la universidad me dio la oportunidad de colgar las mochilas, de ver y descubrir.
Cuando descubres el mundo, sólo quieres ser su fan número uno. Tal vez viajar me enseñó a tolerar, a ser más abierto… De hecho no conocí el mundo “in situ”, fueron “ellos”, ciudadanos del mundo, que me abrieron las puertas del saber y del conocimiento, del sueño y de la imaginación.

Ellos” son mis amigos, no son redondos como el mundo, son infinitos. Siempre lo he dicho, cada persona es un mundo.

El mundo en Carrazeda dejó de girar en mi vida, yo vivía la experiencia en primera persona, observando y aprendiendo de vosotros, mis amigos.

Llevo Portugal a todos los rincones del mundo, quiero compartir mis experiencias, dar a conocer. Empezando desde aquí, desde mis raíces y amigos. Quiero que se propague, para tener más amigos con quienes seguir compartiendo mi pasión.

Roberto Moreno Tamurejo
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Foto Rui Lopes in AnsiãesAventura

terça-feira, 17 de julho de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Fronteras

El teléfono móvil es el primero que te alerta, te encuentras en “área desconocida”, acabas de cruzar la frontera…

Con un grupo de chicos atravesé un puentecito que une a España con Portugal, se encuentra entre Zamora y Bragança. El autobús explotó en júbilo, todos ellos dibujaron una sonrisa en sus caras. Ya conocían el camino a casa, podían llamar por teléfono sin ser estafados, se sentían identificados con el paisaje…

Entre Chaves y Verín vemos una frontera paisajística. Aún no hemos abandonado Portugal y ya se divisa Verín, como Badajoz cuando abandonamos Elvas. Dejando Ourense (Galiza), nos adentramos en el norte de la provincia de Zamora, muy cerca de Sanabria. Me llamó la atención el dialecto que hablaban algunos de los ciudadanos, no era portugués ni gallego, tampoco español, era una mezcla extraordinaria, fruto de la frontera, del acercamiento histórico de dos realidades diferentes y al mismo tiempo parecidas.
Hay un mirador en Miranda do Douro, ¿lo conocen?, observen el horizonte, céntrense en la parte amarilla, allí hay un dos, según la leyenda sólo se casa quien lo encuentra. Un amigo se sentó junto a mí y me invitó a imaginarme España, sólo continuar aquel río y perder de vista esa montaña. Allí está mi país.

¿Hablamos en español o en portugués?, pregunté en un café en Vilar Formoso. Me arranqué en portugués. No me podía resistir a un café antes de cruzar la frontera. Entro en España, esta vez he tenido que pasar por antiguas “aduanas”, que extraña sensación de historia. Adiós Portugal.

Tal vez sea mi frontera preferida, une a Badajoz con el Alentejo portugués…
Ó Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista!
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Roberto Moreno Tamurejo

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

VIDAS PARALELAS

Hace poco el debate se centraba en el amor, una palabra que tantas connotaciones positivas nos inspiran. Pero yo quiero hablar sobre la vida.

Me he encajado en la vida de Carrazeda de Ansiães, una de tantas vidas paralelas que existen en el mundo. La vila de Carrazeda tiene sus personajes, su rutina, en fin, unas características que la diferencian de las demás. Ya tengo experiencia en adaptarme a vidas paralelas, por eso, no fue difícil hacer mi vida con normalidad.
Todos lo inicios son complicados, había un nuevo habitante en el pueblo, pero aún no era Carrazedense, era yo. Sólo los bichos raros consiguen adaptarse sin necesidad de conocer a nadie, necesitaba compañía. Un “romance” sin personajes es aburrido, como me sentía cuando estaba sólo.
Muchos conocidos curiosos se asomaron a mi vida, pero sólo me quedé con aquellos que me sacaban de mi soledad y de mi rutina. El roce, hace el cariño.

He regresado a mi vida real, aquella que para vosotros es paralela y no conocéis en persona, pero conocéis a una pequeña representación, a mí.
Voy acumulando vidas paralelas, para conocer en primera persona otra realidad que sólo aparece en el mapa. Soy caminante y embajador de culturas, por eso empecemos por ser patriota en nuestra tierra y tornemos el mundo más pequeño.

Roberto Moreno Tamurejo

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Outros olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Pequena grande diferença

Embora pareça ridículo, os espanhóis acham pequenos os copos portugueses, mas eu vou explicar o motivo...
Um espanhol de Pueblonuevo (a minha vila) vem passar férias a Portugal e pede um “cubata” ou uma “cubalibre”... o empregado não percebe e fica com cara de interrogação, então o espanhol imita o sotaque português e diz assim: “¡Si hombre! Un whisky con cola”... ahhh!, já percebi, ¡vale hombre! O empregado pega num copo pequeno, enche-o quase de todo de álcool e depois acescenta uma pinga de cola. O espanhol, habituado a largos e compridos copos, e a misturar “pouco” whisky com muita cola, fica corado, e a seguir amarelo uma vez engolido o “chopito”...
O português que gosta de whisky não costuma misturá-lo com nada, pois tira o sabor. Talvez o espanhol não goste muito de whisky, só do “gustillo” que deixa quando é misturado!
Se o objectivo é ficar bêbado, o português está de parabéns, pois apanha uma borracheira económica, o que acaba por não interessar ao dono do bar. Enquanto o espanhol pode beber muitos copos e ficar na mesma, deixando um grande capital ao balcão.

Talvez seja este o motivo da aparição do “botellón”: O espanhol, farto de beber, gastar dinheiro e não tirar “lucro nenhum”, resolve por inventar o “botellón”, uma coisa tão simples como comprar umas garrafinhas de “algo”, cola de dois litros (claro!) e gelo, e misturá-lo tudo em grande copos.
Mas só os mais espertos conhecem a solução mais económica e saudável:
NÃO CONSUMIR ÁLCOOL OU CONSUMI-LO COM MODERAÇÃO!

Roberto Moreno Tamurejo

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Felicidad y Tristeza

A Felicidade é aliada da Saudade,
Matar saudades é sinónimo de felicidade.
Echo de menos mi tierra,
Mas quando regressar,
Echaré de menos ésta.
Qual é a minha terra?
¿Es aquella donde están mis raíces?
Ou é aquela onde está minha vida?
Será que sou um cidadão do mundo,
Como decía Aristóteles,
E não sou nem “extremeño” nem transmontano?
No lo sé,
Só sei que as saudades,
Son como las malas hierbas,
Depois de mortas,
Não param de crescer.

Roberto Moreno Tamurejo

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Outros Olhares... Roberto Moreno Tamurejo

Otras miradas / Outros olhares

Cuando llegué a Carrazeda de Ansiães no conocía a nadie e ignoraba la belleza del paisaje. El primer contacto con la cultura de este pueblo transmontano fue gastronómico. Descubrí que la panceta española de toda la vida se conoce aquí como barriga de porco o entremeada. Descubrí que “pito” tiene otros significados además de frango… La lengua portuguesa es traiçoeira como la española…
Después de llenar el estómago me apetecía alegrar la vista, pero ¿qué visito?... Lo único que me había llamado la atención hasta entonces fue una carretera de vértigo.

Pasaban los días y no visitaba nada, supongo que me estaba adaptando al entorno. Poco a poco fueron llegando a mis oídos informaciones diversas sobre posibles visitas a lindos parajes. Un día acordei bem disposto, me armé en valor, me colgué las mochilas, y comencé mi incursión hacia el Castelo de Ansiães, pero antes pregunté: ¿Em que parte da vila fica o castelo?, realmente ainda não tinha visto castelo nenhum, aquele castelo de Ansiães…? Deve ficar na parte antiga da vila, mas não, novamente a ignorância pregou-me uma partida, tive que calçar uns ténis adequados e reiniciar a caminhada, sozinho.

Mejor sólo que mal acompañadodizemos em Espanha, mas, infelizmente, gosto de boas companhias, pessoas com quem partilhar os meus descobrimentos e trocar impressões enquanto caminhámos e conhecemos.

Hace dos semanas redescubri cantinhos hasta entonces inexplorados con unos amigos que me visitaron. Una serie de olhares se entrelazaron y dieron lugar a un acontecimiento mágico: Nuestro reencuentro con la naturaleza.

Roberto Moreno Tamurejo

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Outros Olhares... Américo Meira

Primeiro encontro com Carrazeda de Ansiães

Um homem das terras planas chega aqui com a expectativa de encontrar o que para ele será exótico: altas montanhas como nunca viu. E eis que lhe surge muito mais que isso: as montanhas estão cá e impõem-se-lhe, esmagam-no, mas há, por toda a parte, os sinais do trabalho de quem aqui viveu ou vai vivendo. A esplendorosa natureza com tão abruptas arribas foi riscada do rio até aos cumes pelas doces linhas verdes das videiras donde virá o quente vinho que todo o mundo já bebeu e vai beber. Vou subindo, vou descendo, vou curvando e descurvando e tudo quanto vejo me fala do trabalho da gente que aqui vive na modelação da bela e agreste paisagem natural. Toca-me o coração, faz germinar em mim a felicidade de fazer parte deste povo capaz de arrancar o seu sustento de uma natureza impressionante, mas que exige tanta canseira de quem nela quer viver. Povo meu que, como eu já fiz, é capaz de partir para outras terras em busca do novo, do diferente, levando na memória imagens da terra onde se fez pessoa.

Em Carrazeda encontrei-me assim com a nossa tão forte, tão antiga identidade portuguesa: somos um povo que sabe amar a terra onde nasceu, sabe extasiar-se perante a sua beleza, sabe retirar dela o seu sustento; somos um povo que parte para longe querendo voltar. E voltamos porque a terra que amamos não pára de nos chamar.

Em Carrazeda, encontrei sinais de um passado mágico e sedutor: Ansiães com a românica igreja que nos transporta para um tempo medieval gravado em fantásticas imagens esculpidas no inesquecível portal e que nos deixa pensativos meditando no sentido de tão estreitas janelas. Ansiães apela à nossa ânsia de nos entendermos descobrindo o que em nós ainda vive do que imaginaram e construíram os nossos mais longínquos antepassados.

Em Carrazeda, descobri o Tua e o Douro tão diferentes e tão iguais: o Tua é uma fita de água que se desenrola entre linhas da terra cobertas por vides e sulcadas por comboios ocasionais; o Douro tem o mistério que nasce de uma toalha de água tranquila entre encostas que depressa chegam ao cume e passar no comboio pela borda de água desperta em nós o desejo de navegar o rio e de trepar pelos montes acima. Pelo que aqui disse com as palavras possíveis, deve perceber-se que a minha primeira viagem a Carrazeda foi um feliz encontro com uma terra a que anseio voltar.

Américo Meira

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Outros Olhares... Francisco Moita Flores

«Quem subir ao alto de Vargelas ficará com a certeza que chegou ao ponto mais belo do céu. O Douro visto daquele píncaro é o Paraíso prometido em todas as lições de catequese. É grandiosamente belo! As montanhas entrelaçam-se, magníficas, para, de repente, se escancararem em vales matizados com toda a paleta de verdes e castanhos que Deus inventou. E, pelas encostas, as quintas vão pintalgando de branco o silêncio majestoso por onde o Rio serpenteia. Ao longe, os penhascos da Valeira surgem com a altivez das feras. Rígidos, tensos, tenazes ameaçadoras, sentinelas do Alto Douro. Carrazeda de Ansiães é um minúsculo presépio enxertado nos cinzentos prateados das montanhas e, lá bem no fundo, a Senhora da Ribeira assinala o ponto do Rio que se abre para a Quinta do Vesúvio, a pérola mais formosa que um anjo anichou em acasalamento perfeito.»

Francisco Moita Flores, inA Fúria das Vinhas

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Daqui e dali... Roberto Moreno Tamurejo

“Subtítulos” (“Legendas”)

Criticar y comparar pueden tener significados muy parecidos, en español decimos que las comparaciones son odiosas, y por ello una comparación puede ser una crítica negativa. Aquellos que acostumbran comparar no saben que las culturas son diferentes y que cada pueblo se acostumbra a su cultura.

Por eso, amigos míos, un español normal y corriente está habituado a ver películas dobladas y cuando se trata de una película subtitulada apaga el televisor. Por eso, cuando llego a España me preguntan: “¿Eras capaz de se ver una película y leer al mismo tiempo?”, es una cuestión de costumbre, que acaba por volverse cultural.

Estoy de acuerdo con vosotros, ver las películas en versión original es una manera práctica de aprender inglés. También suena mejor la voz de Paul Newman en inglés que en español, pero quizá no sepáis que los españoles estamos acostumbrados a un Paul Newman que habla en español y que cuando habla en inglés habla “raro”.

Pues sí, muchos portugueses me han comentado tal diferencia y han “criticado” el daño que hacemos a las películas cuando robamos grande parte de su originalidad. Pensemos el lado positivo: tal vez todo sea por motivos laborales, mientras que nosotros empleamos a traductores y posteriormente dobladores, los portugueses sólo emplean a traductores, porque para dar voz ya tienen a los originales, ¿no es verdad?

Lo cierto es que traducimos TODO, que no es del TODO correcto. Incluso nombres de grupos tan conocidos como: “Xutos e Pontapés” y “Rolling Stones” aparecen en su versión española: “Patadas y Patadas” y “Las Piedras Rolantes”. A veces la costumbre no es solamente sinónimo de cultura sino también de excesiva comodidad.

Roberto Moreno Tamurejo